Novelas da Globo que não valem a pena ver de novo

De paranormalidade a faroeste: confira alguns folhetins da emissora que não deixaram saudade

por Paulo Uchôa qua, 03/04/2019 - 14:00

Na última segunda-feira (1º), na Globo, foi ao ar o último capítulo da novela "Espelho da Vida". Escrita por Elizabeth Jhin, a trama espírita não conseguiu estremecer a audiência da emissora, apesar de ter prendido a atenção dos telespectadores na reta final. 

Assim como "Espelho", outras produções da teledramaturgia sofreram rejeições do público por apresentar histórias fracas. Escalando atores renomados por desempenhos arrebatadores, a Globo não fica imune do fracasso de suas obras.

Por isso, o LeiaJá relembra novelas da "Plim Plim" que não merecem ser reexibidas nas tardes do "Vale a Pena Ver de Novo". Confira:

Olho no Olho 

O horário das sete é considerado um espaço para histórias de humor pastelão. Escrita por Antônio Calmon, a novela enigmática estrelada por Patrícia de Sabrit, Felipe Folgosi e Nico Puig derrapou na audiência ao tratar da paranormalidade. A trama da década de 1990, hoje, é semelhante a "Mutantes - Caminhos do Coração", da Record, exibindo personagens sobrenaturais em diversos desfechos 'trash'.

O Amor Está no Ar 

Sob a batuta de Alcides Nogueiras, um dos autores de sucesso na Globo, "O Amor Está no Ar" teve intenção de alcançar o público jovem. Só teve. Despontando a atuação de Eriberto Leão, a novela do horário das seis foi um fiasco ao abordar vidas em outros planetas.

Bang Bang 

Estreando na Globo, Fernanda Lima foi escalada para viver a determinada Diana. Em um clima de faroeste, "Bang Bang", além da audiência, passou por sérios problemas. Após Mário Prata deixar o comando da novela, Carlos Lombardi recebeu a incumbência de tocar o barco. Sem sentido algum, mas sendo tratada como um passo inovador na TV brasileira, o folhetim até hoje é considerado um dos piores já exibidos na emissora.

Babilônia 

Gabaritado pelo sucesso em "Dancin' Days", "Vale Tudo" e "Celebridade", Gilberto Braga não teve a mesma glória com "Babilônia". Protagonizada por Camila Pitanga e tendo Glória Pires e Adriana Esteves como vilãs, a novela não agradou os telespectadores. O público conservador boicotou a trama das nove após a relação homoafetiva das personagens de Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg ser abordada.

A Regra do Jogo 

Após "Avenida Brasil", João Emanuel Carneiro tentou repertir o mesmo feito no horário que o consagrou como um dos autores da sua geração mais promissor da teledramaturgia. Apesar de ter feito sucesso com os clássicos "Da Cor do Pecado", "Cobras & Lagartos" e "A Favorita", a novela "A Regra do Jogo" prometeu o que não cumpriu: embates dos personagens que seriam históricos.

Em Família 

Marcada para encerrar o ciclo de Manoel Carlos em novelas de sucesso da Globo, "Em Família" deu prejuízo nos números do ibope. Planejando ser a última Helena, sendo essa protagonizada por Julia Lemmertz, Manoel Carlos pecou em excesso. A trama das nove apresentou histórias clichês, vilões abobalhados e falta de entusiasmo, diferente do que o autor já havia explorado em "Por Amor" e "Laços de Família". A novela ficou no ar de fevereiro a julho de 2014.

Deus Salve o Rei

Pronta para ser um marco no horário das sete, "Deus Salve o Rei" teve que suar para colocar no ar o que apresentava nos comerciais da TV Globo. No estilo - longe - de Game of Thrones, a novela de Daniel Adjafre não conquistou o sucesso que almejava nos bastidores da emissora. Com Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine travando uma batalha de razões e poderes com as suas personagens, a trama medieval virou chacota e sofreu amargamente na audiência.

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