Chef pernambucana Dona Carmem Virgínia é jurada no 'FFF'

Gastrônoma diz que terá a oportunidade de representar as mulheres negras e periféricas do Brasil na TV

por Daiane Crema ter, 08/10/2019 - 16:14
Gabriel Cardoso / SBT Dona Carmem Virginia teve na família o incentivo para cozinhar Gabriel Cardoso / SBT

Nesta sexta-feira (11), estreia o reality show culinário "Famílias Frente a Frente" (SBT), que será apresentado por Tiago Abravanel. O programa acompanhará 12 famílias que amam cozinhar em uma batalha divertida e que mostrará que nem todos os truques culinários são aprendidos nos livros de receitas. E, para julgar quem é a família merecedora do título de "Melhor Comida Caseira do Brasil" e do prêmio de R$ 100 mil, a competição reuniu grandes nomes da cozinha brasileira, entre elas, a chef pernambucana Dona Carmem Virgínia.

Pesquisadora da culinária ancestral, ela cresceu dentro das cozinhas da família. A avó era merendeira escolar e as tias cozinheiras de mão de cheia incentivaram Dona Carmem. "Não gosto muito de dizer que sou chef de cozinha, eu sou cozinheira", diz. "Estou no 'FFF' para representar as mulheres pretas, que tiveram origem humilde, que moram na favela, porque eu também moro na comunidade", complementa.

Dona Carmem encontrou dentro da religiosidade de matriz africana a base de sua missão como cozinheira. Hoje é chef do seu próprio restaurante em Recife (PE), o Altar – Cozinha Ancestral, onde mescla a tradição secular da culinária africana com o tempero pernambucano. Para ela, foi uma surpresa o convite para ser uma das juradas da competição. "Quando recebi a ligação para participar do programa, eu nem acreditei, pensei que era trote, cheguei a ligar para o Tiago para confirmar se era verdade", diverte-se.

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Para completar o grupo de jurados do reality estão o chocolatier Alê Costa, que também é presidente e fundador da Cacau Show, e a chef Gilda Bley, que já participou do "Hell’s Kichen: Cozinha Sob Pressão" (SBT). "Estou muito feliz em fazer parte do programa e ter essa representatividade para mostrar que a mulher preta pode estar onde ela quiser estar, e que ela pode ser o que quiser", conclui Dona Carmem.

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