'Assassinam Marielle um pouco a cada dia’, diz Portela

A pré-candidata a governadora pelo PSOL, em entrevista ao LeiaJá, falou sobre a morte da vereadora do Rio ressaltando que a culpa jamais é da vítima

por Taciana Carvalho seg, 19/03/2018 - 15:30
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Após o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), no qual defensores alegam que a psolita foi vítima de um “crime político”, em entrevista ao LeiaJá concedida nesta segunda-feira (19), a pré-candidata a governadora de Pernambuco Danielle Portela (PSOL) lamenta uma outra “dor”: as diversas polêmicas que rodeiam a atuação de Marielle havendo quem afirmasse que ela “defendia bandidos”. 

Portela contou que a legenda vai ingressar com uma representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que seja investigada uma publicação atribuída ao delegado Jorge Ferreira no qual estava escrito que a vereadora “se envolve com o narcotráfico, vira mulher de bandido” e ainda ressalta que “já foi tarde, detesto bandido e quem os defende odeio mais ainda”. “O Ministério Público como fiscal da lei deve acompanhar de perto não apenas esse caso como outras mensagens de ódio e das difamações que começaram a partir de figuras públicas”, declarou a pré-candidata. 

Dani Portela reforçou que a culpa nunca é da vítima. “O que fazem com Marielle já é feito com outras mulheres, que é culpar a vítima como se ela fosse morta porque foi culpada, como se ela fosse culpada por ser vítima da violência, como se uma mulher fosse culpada por ter sido estuprada. Culpar as vítimas é o que está acontecendo. É como se todo mundo estivesse querendo vomitar, é como se a casa dia matassem mais um pouco Marielle, assassinam Marielle um pouco a cada dia”, lamentou. 

Ela contou que, nesta terça-feira (20), mais um ato está marcado para acontecer na Praça do Diario, no bairro do Recife, a partir das 17h. “Estamos vivendo tempos sombrios. A morte de Marielle não foi uma morte qualquer, ela foi executada por um crime que a gente considera político, por defender bandeiras que custaram muito caro: a sua própria vida. Será um ato unificado com vários outros movimentos”, antecipou. 

 

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