Pernambucanos premiados na Olimpíada de Língua Portuguesa

O anúncio foi feito nessa quarta (17), em Brasília

por Aline Cunha qui, 18/12/2014 - 10:33

Os 20 vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro foram anunciados nessa quarta (17), em Brasília. Eles foram escolhidos entre os 152 finalistas de todo o país. Foram mais de 170 mil professores inscritos de 5.014 municípios.

Nesta edição, dois estudantes e duas professoras de Pernambuco estão entre os vencedores. O candidato Gustavo Messias de Amorim Barbosa e sua professora Maria Solange de Lima, de Camaragibe (PE), e Jullyo Cesar Ferreira Da Silva com sua educadora Edelmize Rodrigues Borges de Brito, de Petrolina, ganharam na categoria Poema. Os alunos concorreram com 20.932 textos inscritos.

A competição é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Fundação Itaú Social (FIS), com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). O objetivo é desenvolver ações para a formação dos professores, buscando melhorar o ensino da escrita e da leitura nas escolas públicas. “Eles trabalham com todos os alunos de sua turma. A seleção de texto é posterior”, explica a gerente de Educação da FIS, Patrícia Mota Guedes. Segundo ela, a competição tem início com a inscrição de professores, que passam a fazer oficinas com os estudantes.

Depois, os textos escritos pelos estudantes nessa fase participam de cinco etapas da seleção, começando pela própria escola até chegar ao âmbito nacional. Participam alunos do 5º anos ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ano ao 3º ano do ensino médio. O prêmio seleciona cinco vencedores em cada uma das categorias concorrentes: poema, memória literária, crônica e artigo de opinião.

Isabella Kétlin Barros foi vencedora na categoria crônica. Aos 13 anos, a estudante, que mora no município de Alta Floresta d'Oeste, em Rondônia, escreveu o texto O Mundo de uma Única Cor. Isabella diz que sua cidade é pequena e algumas ruas ainda são de terra e têm bastante poeira, principalmente na época da seca. "Foi dali que tirei a ideia”, ressaltou, e contou que já escrevia crônicas, mas as oficinas foram essenciais para aprimorar o texto.

“Quando eu escrevia não sabia diferenciar crônica de conto, por exemplo, e depois da oficina consigo perceber”, destacou Isabella, que participou pela primeira vez da competição. Ela disse que chegaram a pedir para que não criasse expectativa, já que muitos alunos estavam competindo. Mas a estudante seguiu em frente. “Primeira vez que venho, sou classificada e sou uma campeã”, comemorou.

Outro estudante vencedor cumpre medida socioeducativa na Fundação Casa Paulista. Aos 17 anos, escreveu um poema e foi selecionado. “Falei sobre o lugar onde vivo”, contou. Ele fala também da emoção de receber o prêmio: “Foi totalmente diferente do que eu imaginava. Eu já cheguei a pensar que não seria capaz de chegar aonde estou chegando. Foi emocionante”.

Andréia de Souza, da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Padre Ezequiel Ramin, é professora de Isabella e estava emocionada. “Nossa! Não sei nem se consigo falar. A gente não esperava”. Ela diz que participar da olímpiada é uma oportunidade de aperfeiçoar o trabalho dos docentes. “É um trabalho primoroso, que a escola desenvolve desde que começou a olimpíada. É um trabalho que ajuda a gente, de verdade, a ensinar, e o aluno aprende a escrever o texto”. Ela elogia o esforço dos alunos e ressalta: “Os que estão aqui são os premiados, mas todos aprendem”.

Para a representante da Fundação Itaú Social, a sensação demonstrada pela professora Andréia é um dos pontos importantes das quatro edições da olimpíada. “O aprendizado que temos acumulado mostra a importância da formação continuada, que relacione a teoria – com a prática da sala de aula – com o dia a dia dos alunos”, destaca.

A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro foi criada em 2002, mas só em 2008, com a parceria do MEC, foi transformada em ação do Plano de Desenvolvimento da Educação. “A fundação já desenvolvia um projeto, mas em 2008, quando o ministério se juntou a nós, a olimpíada ganhou capilaridade para todo o Brasil”, destacou Patrícia Guedes.

Os vencedores receberam medalha, notebook e uma impressora. As escolas representadas pelos estudantes e professores também foram premiados com material para a montagem de laboratórios de informática. Foram entregues microcomputadores, impressoras, projetores multimídia, telões para projeção e livros.

Com informações da Agência Brasil

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