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Natural de Cachoeira, na Bahia, Edson Gomes se encontrou no reggae nos anos 1980 e, de lá pra cá, se consagrou como o maior ícone deste gênero musical no Brasil. Com músicas que trazem forte crítica social, o apreço à natureza e a necessidade de resistir e lutar diante das ‘injustiças’ da vida, além de marcantes canções de amor, o cantor e compositor coleciona décadas de uma carreira bem sucedida, com 10 discos e um DVD, além de dar cara e voz à cena reggae nacional com sua musicalidade ‘roots’,ao lado da banda 'Cão de Raça'.

O LeiaJá listou 12 canções que provam que Edson Gomes é o Rei do Reggae brasileiro.

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Liberdade

Esta canção pode, também, ser chamada de hino. Não há manifestação social ou protesto, no Brasil, que aconteça sem tocá-la no carro de som. Símbolo de resistência e crítica social bem característica do reggae, está imortalizada no verso: 'Vamos, amigo, lute!'

Samarina

A canção, do disco de estreia de Edson, foi um de seus primeiros grandes sucessos. Samarina tocou incansavelmente nas rádios, na década de 1990, levando um reggae melodioso e que falava de amor pelas ondas radiofônicas Brasil afora. Gomes já declarou, em entrevistas, não gostar mais dessa música de tanto que já teve que tocá-la. Hoje, ele a executa sempre com arranjos novos.

Perdido de Amor 

"Preciso segurar essa onda que quer me afogar", diz a música de Edson Gomes que, ao ser regravada pela Timbalada, explodiu no Brasil inteiro. Uma música de amor forte, com a assinatura do rei do reggae brasileiro. 


Árvore

Sendo o reggae a música que ‘embala’ a filosofia Rastafari, nesta música, intencionalmente ou não, Edson Gomes reúne alguns dos elementos que compõem o movimento. A letra fala sobre a natureza, exaltando-a e apontando a necessidade de cuidar dela. Também fala sobre raízes que balançam, referência que poderia estar ligada aos cabelos dreadlocks usados pelos rastafaris (eles acreditam que a energia vital se encontra nos cabelos, assim como nas raízes de uma árvore).

Sangue Azul

Sangue Azul toca em temas delicados como escravidão, exploração e silenciamento do povo negro. Porém, a resistência e fé também se fazem presente na alusão a Jah, o deus rastafari: “Mas o poder, que vem do alto/Não planejou assim/Mesmo que o rádio não toque, mesmo que a TV não mostre/Aqui vamos nós, cantando reggae, aleluia Jah”.

Camelô

Mais uma música que fala pelas minorias, dessa vez a classe dos camelôs. A canção narra o enfrentamento destes trabalhadores com a polícia, e a problemática de tirar o sustento da família através do mercado informal.

Rastafari

Em Rastafari, Edson Gomes menciona uma de suas referências do Reggae, Bob Marley, e promete não deixar o reggae morrer mesmo com a ausência do músico tido como ‘pai’ do gênero.

Sistema do Vampiro

Outra canção, emblemática, que fala sobre as mazelas sociais e a perseguição do ‘sistema’. A frase, “esse sistema é um vampiro”, é automaticamente ligado ao coro que a segue por aqueles que conhecem a música.

Acorde, levante, lute

Mais uma música sobre lutar contra a opressão, dessa vez, fazendo referência aos povos indígenas. Também retoma outro tema bastante recorrente no reggae e na sua própria obra, a liberdade.

500 anos

“O corpo do índio tomba/O corpo do negro dança”. Em 500 anos, Edson retoma os problemas enfrentados pelos negros e indígenas depois do processo civilizatório do Brasil. Ele relembra as “feridas” destes povos mas, sempre falando em resistir e lutar pela liberdade e seus direitos.

Campo de Batalha

Luta e batalha são temas recorrentes na música de Edson Gomes. O incentivo à luta e à resistência estão sempre permeando as letras. Temas comumente encontrados na obra de regueiros consagrados como Peter Tosh e Bob Marley.  

 Malandrinha

Mais um clássico romântico do rei do reggae brasileiro, essa é uma das canções que se você começar a cantar provavelmente quem está do lado vai cantar junto. Para terminar nossa lista, nada melhor que o verso 'Em minha vida tudo é amor'.

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