Luiz Mendes

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Deixa que eu chuto

Perfil: Graduado em Jornalismo pela Faculdade Maurício de Nassau. Começou a carreira trabalhando em rádio e atualmente é editor de esportes do LeiaJá

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O salvador virá de longe

Luiz Mendes, | seg, 14/07/2014 - 10:01
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O segundo posto mais importante do Brasil está vago. Tirando o cargo de presidente da República, o brasileiro mais lembrado pela população é o técnico da seleção brasileira de futebol. 

Felipão se foi. Se outrora foi carregado pelos braços do povo, em sua segunda passagem largou a seleção em uma noite domingo, em meio à festa dos alemães. Mesmo discreta, a saída já era esperada. Luiz Felipe Scolari será sempre lembrado por ser um dos principais personagens do futebol nacional. O paizão do família do pentacampeonato e o comandante perdido da tragédia de 2014.

Em campo o técnico gaúcho não deixa nenhum legado. Fora dele, vários ensinamentos. Soberba e apenas o peso da camisa não ganham jogo, muito menos uma Copa do Mundo. 

E agora quem irá nos defender? O bordão de seriado mexicano cabe muito bem a cada um dos torcedores da seleção brasileira. Os fãs da Canarinha estão ávidos por um herói que venha do banco de reservas. Pode ser um Capitão América alemão, um Zorro espanhol que trabalhe na Alemanha, um colonizador português perdido na Grã-Bretanha ou alguém dos Pampas perdido na América Latina. 

Todos estão cansados de Macunaímas. Anti-heróis nacionais posando de salvadores da pátria, mas levando o futebol na malandragem-patrimônio e na preguiça incontida.

3 dentro

- Alemanha. Futebol nem sempre é justo, mas em 2014 premiou a competência e o planejamento. Seria lamentável se o título de campeão mundial fosse para outras mãos que nãos as alemãs. Joachim Low mostrou que um time para ser vencedor precisa muito mais de um conjunto de bons jogadores, do que elencos medianos com uma superestrela.

- Bandeirinhas. Os homens do apito foram costumeiramente medíocres na Copa de 2014, mas a atuação dos auxiliares foi espantosa. Impedimentos milimétricos foram marcados com uma precisão cirúrgica. Teóricos da conspiração afirmam que quem monitora as imagens do jogo, de alguma forma, passa o recado para os assistentes.

- Polícia brasileira. O mercado negro da venda de ingressos para a Copa do Mundo existe há pelo menos 25 anos e só no Brasil foi desmantelada parte da principal quadrilha. Mesmo envolvendo gente poderosa dentro da Fifa, a investigação foi exemplar. Esperemos pelas punições.

3 fora

- Fifa. Prêmio de melhor jogador da Copa é consolo para os times que não foram campeões. Só isso pode explicar a escolha do camisa 10 da Argentina. Recordemos: Messi/2014, Fórlan/2010, Zidane/2006, Khan/2002.

- Brasil. A mais lamentável das Copas. Essa é a definição para a campanha brasileira no mundial disputado em casa. O quarto lugar não seria tão trágico não fossem as humilhações de Belo Horizonte e Brasília e as falsas promessas do período que antecedeu a competição.

- Torcida. A Copa também serviu para observar a falta de educação e criatividade da torcida da seleção brasileira. A dos clubes brasileiros não é feita por lordes, mas tem mais capacidade de criar músicas próprias, cantar durante o jogo todo e não fazer paródias de temas de outros países.

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