Tópicos | Arquidones Bites Leão

O professor e secretário estadual do Partido dos Trabalhadores (PT-Goiás), Arquidones Bites Leão, foi preso pela Polícia Militar, na cidade de Trindade, Região Metropolitana da capital, na última segunda-feira (31), após se recusar a tirar uma faixa do capô de seu carro, com a mensagem “Fora Bolsonaro Genocida”. 

Em um vídeo gravado no momento da abordagem, o policial cita o artigo 26 da Lei 7.170, de Segurança Nacional, que prevê como crime “caluniar ou difamar o presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime”.

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O professor prestou depoimento na sede da Polícia Federal de Goiânia e foi liberado. No momento da soltura, Arquidones fez um discurso no qual chamou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de genocida novamente. 

“Não sei se vocês sabem, mas meu irmão caçula, nós somos 19 irmãos, foi morrer justamente o caçula. Por causa que o presidente da República, esse genocida, não comprou vacina no tempo hábil. Além disso, ele saiu nas ruas provocando ‘aglomeramento’, em todo momento ele dizia que era simplesmente uma gripezinha. Não podemos aceitar isso”, declarou, emocionado.

Durante a fala, o Arquidones disse ainda que foi “quase enforcado" durante a prisão, e que também levou “empurrões e socos”. O policial envolvido na detenção do professor foi afastado das suas funções operacionais e será investigado pela Corregedoria da Polícia Militar.

A Secretaria de Segurança Pública do estado também ressaltou o caráter inadequado da abordagem. “O policial militar, envolvido nesse fato lamentável, foi afastado de suas funções operacionais. Ele responderá a inquérito policial e procedimento disciplinar para apuração de sua conduta. O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Segurança, informa que não coaduna com qualquer tipo de abuso de autoridade, venha de onde vier. Assim sendo, todas as condutas que extrapolem os limites da lei são apuradas com o máximo rigor, independentemente do agente ou da motivação de quem a pratica”, disse a SSP-GO, em nota.

Confira, abaixo, os vídeos dos momentos em que o professor foi abordado e, posteriormente, solto:

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