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José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-diretor geral da TV Globo e fundador da TV Vanguarda, foi o entrevistado do programa Roda Viva na última segunda (14). Ele analisou a relação do atual governo federal com a imprensa e a televisão e afirmou que não acredita numa possível cassação da TV Globo, cuja concessão expira em 2022. 

Boni não hesitou ao comentar a postura do atual governo brasileiro em relação à imprensa e à televisão, quando questionado. Para o ex-diretor da TV Globo, existe um ataque à democracia. "A primeira coisa que temos que considerar é que a guerra não é contra a imprensa, não é contra a TV, é contra a democracia. Porque essas pessoas só estão combatendo a televisão e a imprensa porque aí reside o pilar de defesa da democracia".

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Boni disse, ainda, que as emissoras acabaram entrando no "jogo". "(...) É uma pena que emissoras de alguma forma tenham aceitado esse jogo, porque é um jogo político sujo, uma maneira de provocar para aparecer e desenvolver um culto a personalidade inaceitável, porque isso acaba como já vimos no nosso 'querido' Adolf Hitler, que já foi há muito tempo, graças a Deus".

O ex-diretor da Globo falou também sobre a concessão da emissora, que expira em 2022. Ele descartou qualquer possibilidade de cassação ao canal e disse que o resultado seria desastroso caso o presidente Jair Bolsonaro tentasse tal estratégia. "Cassação de empresa de TV e rádio no Brasil só aconteceu na ditadura. Não acho possível cassar a TV Globo pela penetração que tem, pelo respeito que as pessoas têm (pela emissora), pelos serviços que prestou ao Brasil. Mas seria uma coisa no Brasil pior que uma revolução. Quem tentasse cassar a Globo estaria jogando para perder, porque o valor que o entretenimento e informação têm para o público é inestimável. Seria um desastre total você punir a competência, não se pode punir a verdade, portanto não se pode punir a TV Globo". 

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