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Três foguetes - apenas dois explodiram - caíram nesta terça-feira (20) perto do palácio presidencial em Cabul, onde várias autoridades estavam reunidas com o presidente Ashraf Ghani por ocasião do início da festa sagrada dos muçulmanos, o Eid al Adha, anunciou o ministério do Interior.

O porta-voz do ministério, Mirwais Stanikzai, informou que o ataque, não reivindicado até o momento, não provocou vítimas.

O barulho de explosões foi ouvido às 8H00 (0H30 de Brasília) nas imediações da zona verde, área com grande proteção em Cabul, onde ficam o palácio presidencial e as embaixadas, incluindo a missão da ONU.

Pouco depois do ataque, o presidente Ghani começou o discurso à nação na presença dos principais funcionários do governo.

Em um vídeo publicado na página oficial da presidência no Facebook é possível ouvir as explosões de ao menos dois foguetes no momento em que Ghani e outras autoridades rezam de joelhos no jardim do palácio.

O presidente e a maioria dos participantes permaneceram impassíveis com o som das explosões e prosseguiram com as orações, no primeiro dia do Eit al Adha.

"Hoje, os inimigos do Afeganistão lançaram foguetes em várias partes da cidade de Cabul. Um foguete caiu atrás da mesquita Eid Gah, o segundo atrás do centro (comercial) Gulbahar e o terceiro perto (do parque) de Chaman e Huzori", afirmou Stanikzai.

"Os foguetes atingiram três locais diferentes. De acordo com nossas informações, não há vítimas. Nossa equipe está investigando", completou.

Os três pontos estão situados em um raio de quase um quilômetro ao redor do palácio presidencial, que já foi alvo de foguetes em várias oportunidades, a última delas em dezembro de 2020.

- Sem cessar-fogo à vista -

Em março de 2020, um ataque com foguete foi executado durante a posse de Ghani, na presença de centenas de pessoas. O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado.

"Os talibãs mostraram que não têm a vontade nem a intenção de fazer a paz", declarou Ghani em seu discurso nesta terça-feira, sem uma referência direta ao ataque.

"Até agora os talibãs não mostraram o menor interesse em negociações significativas e sérias", completou, após um novo fim de semana de negociações estéreis entre o governo e os insurgentes em Doha.

No domingo, ao final de uma nova sessão de negociações no Catar, os dois lados afirmaram em um comunicado que concordam com a necessidade de encontrar uma "solução justa" e com um novo encontro na próxima semana.

O diretor do conselho governamental afegão que supervisiona o processo de paz, Abdullah Abdullah, admitiu nesta segunda-feira que "o povo afegão evidentemente esperava mais". "Mas a porta das negociações continua aberta", disse à AFP, antes de destacar que espera progresso "dentro de algumas semanas".

As negociações no Catar, que começaram em setembro, não registraram avanços e os talibãs iniciaram em maio uma ofensiva total contra as forças afegãs, aproveitando a começo do processo de retirada definitiva das forças internacionais do Afeganistão, que deve terminar em agosto.

As tropas governamentais, sem o crucial apoio aéreo das tropas estrangeiras, controlam apenas as capitais de província e algumas estradas importantes.

O ataque desta terça-feira parece reduzir por completo as esperanças de um cessar-fogo por ocasião do Eid, o que marca uma ruptura com os últimos anos, quando os talibãs adotaram tréguas para as festas muçulmanas.

Na segunda-feira, várias representações diplomáticas no Afeganistão pediram aos talibãs para interromper a ofensiva, que contradiz, na sua opinião, "o apoio que expressaram a uma solução negociada" do conflito.

No poder de 1996 a 2001, os talibãs adotaram uma interpretação muito rigorosa da lei islâmica, até que foram derrotados pela invasão da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro.

As forças separatistas do Iêmen anunciaram neste sábado (10) que haviam tomado o controle do palácio presidencial de Aden, no sul do país, capital "provisória" do governo do presidente Abd Rabo Mansur Hadi, após dias de combates com as forças pró-governamentais.

Trata-se de uma tomada sobretudo simbólica, já que o presidente Abd Rabo Mansur Hadi está no exílio na Arábia Saudita. "Tomamos o palácio Maashiq das mãos das forças presidenciais sem combate", afirmou um porta-voz da força separatista à AFP.

Uma testemunha confirmou que a guarda presidencial entregou o palácio. Pouco antes de sábado, esses separatistas da força denominada "Cordão de Segurança", apoiado pelos Emirados e contrário às tropas governamentais, haviam conseguido assumir o controle de três quartéis dos governistas.

Enquanto isso, as lutas entre esses partidários de uma independência no sul do Iêmen e as forças leais ao presidente Abd Rabo Mansur Hadi continuaram, de acordo com as mesmas fontes.

Um correspondente da AFP pôde ver combatentes separatistas posando diante de um veículo blindado que alegaram ter capturado na operação.

País pobre da península arábica, o Iêmen foi destruído durante vários anos por uma guerra que opõe os rebeldes huthis, originalmente do norte, e as forças pró-governo apoiadas por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos.

O lado anti-huthi, no entanto, tem suas próprias divisões internas, e desde quarta-feira houve confrontos entre diferentes partidos em Aden, a sede do governo desde que os huthis controlam a capital, Sanaa.

Na sexta-feira, os combates em Aden deixaram seis civis mortos na mesma família. O balanço esta semana chega a 18 mortos entre combatentes e civis de acordo com o pessoal de saúde e fontes de segurança.

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) também contabilizou mais de 75 feridos desde sexta-feira.

O Iêmen do Sul foi um estado independente até 1990. O ressentimento na parte sul do país contra os iemenitas do norte, que eles acusam de impor a integração, continua forte.

O conflito deixou dezenas de milhares de mortos, de acordo com várias ONGs. O atual conflito, com múltiplas arestas, deixou milhares de mortos e cerca de 3,3 milhões de deslocados, segundo a ONU.

A presidente destituída da Coreia do Sul, Park Geun-hye, negou ter cometido qualquer irregularidade e expressou objeção contra as alegações contra ela ao deixar o palácio presidencial e retornar a sua casa dois dias depois que a Corte Constitucional a retirou do cargo.

Em seus primeiros comentários públicos desde a decisão do tribunal, Park disse em comunicado: "Embora leve tempo, acredito que a verdade certamente virá à tona". A declaração foi lida a jornalistas por Min Kyungwook, legislador de seu partido político e também seu ex-porta-voz. Park expressou gratidão aos seus apoiadores e pediu desculpas por não cumprir o seu "dever como presidente".

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Park provavelmente enfrentará uma investigação em breve por promotores por suspeitas de conluio da presidente com a amiga Choi Soon-sil, que está presa, para extorquir dinheiro e favores de empresas e de que teria permitido que a amiga secretamente interferisse em assuntos de Estado. Park já não tem imunidade e pode enfrentar acusações criminais de extorsão, suborno e abuso de poder.

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul retirou formalmente Park do cargo na sexta-feira, confirmando uma ação de impeachment apresentada pelos legisladores em dezembro, que se seguiu a semanas de protestos de milhões de pessoas. A decisão encerrou uma luta por poder que consumiu a nação por meses. Park derrotou nas eleições de 2012 o seu oponente liberal com o apoio esmagador de sul-coreanos mais velhos, que consideravam o seu pai, Park Chung-hee, que foi ditador no país, como herói.

Park deixou o palácio presidencial e se dirigiu à sua casa no domingo à noite (horário local) e foi recebida por centenas de apoiadores, que cantaram seu nome, agitaram a bandeira do país e fotos de Park e de seu pai, cantando o hino nacional e gritando "Anulem o impeachment!".

Ela sorriu e acenou de dentro de um sedã preto enquanto o carro se aproximava da casa com guarda-costas protegendo o veículo. Park conversou brevemente com alguns membros do Grande Partido Nacional antes de entrar em casa. Ela já havia pedido desculpas por depositar confiança em sua amiga Choi Soon-sil, mas negado com firmeza ter cometido qualquer irregularidade.

A Coreia do Sul deve eleger um novo presidente no início de maio. As pesquisas de opinião mostram o liberal Moon Jae-in, que perdeu para Park em 2012, como o favorito para se tornar o novo líder do país. Fonte: Associated Press.

Os rebeldes xiitas do Iêmen e seus aliados abriram caminho pelo centro comercial de Áden nesta quinta-feira e tomaram o palácio presidencial da cidade portuária, localizada numa colina estratégica, informaram autoridades.

A tomada das instalações representa um grande golpe para a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que tem realizado ataques aéreos há uma semana em todo o território iemenita, incluindo a capital Sanaa, com o objetivo de conter o avanço dos rebeldes, conhecidos como houthis.

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O palácio Maasheeq, um conjunto de moradias coloniais no topo de uma colina rochosa que se projeta para o Mar Adriático, foi a última moradia do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi antes de ele fugir para a Arábia Saudita, no mês passado, por causa do avanço houthi. Ainda havia combates na noite desta quinta-feira entre forças ligadas a Hadi e rebeldes na cidade portuária.

A tomada do palácio aconteceu apenas horas depois de militantes da Al-Qaeda terem capturado a cidade costeira de Mukalla, outro porto importante a leste de Áden.

Durante a ação, militantes da Al-Qaeda libertaram 300 detentos de uma prisão local, dentre eles vários militantes, segundo autoridades de segurança, que falaram em condição de anonimato.

Dentre as pessoas libertadas está Khaled Baterfi, graduado operador da Al-Qaeda, que estava preso desde 2011.

Os militantes se espalharam pelas principais estradas que dão acesso a Mukalla, a capital da província de Hadramawt. Confrontos esporádicos ainda eram registrados na cidade. Porém, a província ainda está majoritariamente nas mãos de forças do governos leais a Hadi.

A campanha saudita tem atacado os houthis e seus aliados, que são forças leais ao antecessor de Hadi, o presidente deposto Ali Abdullah Saleh. Nos últimos dois dias, os ataques aéreos se concentraram em Áden, com o bombardeio de forças ligadas a Saleh que se aproximavam da cidade pelo leste e pelo norte.

A hipótese era que se Áden não caísse nas mãos dos rebeldes, Hadi poderia voltar em algum momento para o país pelo porto.

Rússia retira seus cidadãos do Iêmen

A Rússia enviou dois aviões para retirar centenas de seus cidadãos do Iêmen. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do país, Alexander Lukashevich, disse que os jatos de passageiros pousaram na capital, Sanaa, e que devem levar cerca de 300 russos para Moscou ainda nesta quinta-feira. Fonte: Associated Press.

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