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Durante uma manifestação contra o Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida nesse domingo (17), em Araçatuba, no interior de São Paulo, um grupo que apoia o presidente Jair Bolsonaro bateu continência à réplica da Estátua da Liberdade em frente a uma loja da Havan. O principal alvo foi o ministro Gilmar Mendes.

O registro mostra o pequeno grupo em frente a uma das lojas da rede, entoando palavras de ordem. Para instigar a marcha dos manifestantes, o locutor do evento propõe: "o Gilmar Mendes tá embaixo do pezinho de vocês"; e dispara: "essa é pra você, Gilmar Mendes!".

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O proprietário da rede Luciano Hang é uma das figuras mais excêntricas aliadas à Bolsonaro. Conhecido por seu terno verde e amarelo, o empresário instalou cópias da Estátua da Liberdade em suas lojas e chegou a ser acusado de fazer campanha dentro da própria empresa. Neste mês, ele suspendeu a publicidade da Havan na TV Globo sob a alegação de não compactuar com o que considera "jornalismo ideológico"

Confira

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O governo brasileiro reconheceu a senadora Jeanine Áñez como nova presidente da Bolívia. Em publicação no Twitter, o Ministério das Relações Exteriores saudou a determinação de Jeanine em trabalhar pela realização de novas eleições e diz que quer aprofundar a “fraterna amizade” entre Brasil e Bolívia.

“O governo brasileiro congratula a senadora Jeanine Áñez por assumir constitucionalmente a Presidência da Bolívia e saúda sua determinação de trabalhar pela pacificação do país e pela pronta realização de eleições gerais. O Brasil deseja aprofundar a fraterna amizade com a Bolívia”, diz a publicação.

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A senadora do partido oposicionista Unidad Demócrata declarou-se presidente da Bolívia nesta terça-feira (12). "Assumo imediatamente a Presidência", disse Jeanine, embora a bancada do MAS, partido liderado pelo ex-presidente Evo Morales, não estivesse presente no Congresso. Morales chegou ontem ao México, país que lhe concedeu asilo político após a renúncia à Presidência da República.

Jeanine Áñez anunciou que decidiu "assumir imediatamente" a presidência da Bolívia, em seu novo status de líder do Senado, depois de considerar que no país havia uma situação de vacância, devido à renúncia do ex-chefe de Estado, Evo Morales, e do vice-presidente Álvaro García Linera.

Também renunciaram aos cargos os presidentes do Senado e da Câmara e o primeiro vice-presidente do Senado. Como segunda vice-presidente da Casa, Jeanine Áñez entendeu que cabia a ela assumir o posto deixado vago por Morales.

Em seu primeiro pronunciamento após conquistar a liberdade, Lula disparou contra órgãos relacionados a sua prisão e a Operação Lava Jato. Era aproximadamente 17h42, quando o líder da oposição foi recepcionado por uma multidão de manifestantes que se amontoavam desde o dia da sua prisão, em frente da sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

Diante de milhares de pessoas, o ex-presidente reafirmou seu compromisso em contrapor o atual presidente Jair Bolsonaro. Ele atacou a Operação Lava Jato e os órgãos que acredita estar envolvidos em sua condenação -dentre eles a TV Globo-, caracterizando-os como 'lado mentiroso'. “O lado mentiroso da Polícia Federal que fez um inquérito contra mim, o lado mentiroso e canalha da parte do Ministério Público da força tarefa, e mais o TRF4, tem que saber: eles não prenderam um homem, eles tentaram matar uma ideia. Uma ideia não se mata, uma ideia não desaparece e eu quero lutar para provar que se existe uma quadrilha e um bando de mafiosos nesse país é essa maracutaia que eles fizeram para tentar, liderados pela rede Globo de televisão, criar a imagem que o PT estava sendo criminalizado e que o Lula era um bandido", disparou.

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Ao citar a música massa falida de Duduca e Dalvan, a figura mais emblemática da política nacional reforçou que o processo foi uma tentativa de criminalizá-lo para calar a oposição. "Se pegar o Dellagnol, se pegar o Moro, se pegar alguns delegados que fizeram o inquérito e bater no liquidificador, o que sobrar não e 10% da honestidade que eu represento nesse país", enfatizou.

Antes de finalizar a fala, Lula reafirmou que o amor conduzirá seus trilhos até a presidência e destacou que “caráter e dignidade não é uma coisa que a gente compra em shopping center", voltando a alfinetar seus opositores.

O líder da esquerda no Brasil está solto. Após 580 dias na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-presidente Lula teve sua liberdade concedida nesta sexta-feira (8), após a decisão do STF que derrubou as prisões em segunda instância. De olho nas eleições de 2022, o petista já estuda promover caravanas ao redor do país para contrapor Jair Bolsonaro nas urnas.

A principal figura da oposição foi condenada pelo então juiz Sérgio Moro -atual ministro da Justiça- e estava preso desde 7 de abril de 2018 sob a acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do Tríplex do Guarujá, no Litoral de São Paulo. Desde então, camadas populares uniram forças para reivindicar a liberdade do petista, considerada pelos próprios como inconstitucional.

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No decorrer desta odisseia, o vermelho foi abraçado pelos manifestantes que se alojaram em frente à sede da Polícia Federal desde o primeiro dia da prisão e promoveram uma série incontável de protestos ao redor do Brasil. A campanha contra o presidente Jair Bolsonaro #Elenão, deu vez ao #LulaLivre, frase que reverberou em passeatas e até virou tema de músicas. Enquanto a famosa 'arminha', que simboliza o atual presidente foi suplantada pela letra 'L' feita com os dedos polegar e indicador.

O relógio indicava 17H42 quando Lula foi abraçado pela multidão de manifestantes. Os sorrisos multiplicaram-se ao redor do estadista que seguiu até um palanque para retribuir o carinho.  Antes do seu primeiro discurso, o Hino Nacional foi entoado. 

"A vida inteira tive conversando com o povo brasileiro e não pensei que no dia de hoje eu poderia estar aqui conversando com homens e mulheres que durante 580 dias gritaram aqui bom dia, boa tarde e boa noite Lula, não importa se estivesse chovendo ou que estivesse 40 graus. Todo santo dia vocês eram o alimento da democracia que eu precisava", agradeceu. Lula também expôs sua insatisfação ao classificar como ‘lado podre’ as esferas que estiveram envolvidas em sua prisão. 

 























 

 

Após o STF decidir pela soltura de réus condenados em segunda instância, é esperado que o ex-presidente Lula seja liberto ainda nesta sexta-feira (8). À princípio, a deliberação sobre a soltura estaria nas mãos da juíza 'linha dura' Carolina Lebbos, no entanto, ela está de férias e o caso passa para outro magistrado.

Quem se responsabilizará pelo pedido de liberdade do líder petista será o juiz da 12ª Vara de Execuções Penais Danilo Pereira Júnior. Ele tem atuado na Operação Lava Jato, já foi vizinho de sala do ex-juiz Sergio Moro e, inclusive, chegou a ser convidado pelo atual ministro da Justiça para integrar o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

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O juiz federal mantém um 'apreço' por tornozeleiras eletrônicas e ao liberar o ex-ministro Antonio Palocci para o semiaberto, afirmou que "a liberdade está em suas pernas". 

Natural de Glicério, localizado a 490 quilômetro da capital paulista, o presidente Jair Bolsonaro pretende pôr fim a sua cidade. Para destravar a economia, seu governo propôs uma PEC que visa fundir municípios com menos de cinco mil habitantes e arrecadação própria abaixo de 10% da receita total.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que Glicério tem uma população de 4.815 habitantes e possui tal déficit de arrecadação. Há 93 anos, o município foi emancipado e, caso a proposta passe no Congresso, pode tornar-se um distrito.

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Bolsonaro saiu da cidade com menos de um ano de idade e só retornou durante a campanha presidencial. Ele discursou na praça principal e reafirmou sua origem para conquistar votos. No entanto, aparentemente tal orgulho foi suplantado pelo projeto de Paulo Guedes, quem comanda as diretrizes econômicas.

"Não apoio e não aprovo. Tem município pequeno com dificuldade, tem sim, muitos; mas não é por culpa do município. É pelo sistema que existe hoje na nossa política de distribuição de renda. O governo federal leva muito dos municípios e repassa pouco, essa é a realidade", afirmou o prefeito de Glicério, Ildo Gaúcho (PSDB) à rádio CBN.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi condenado a pagar dois milhões de dólares a instituições de caridade por utilizar sua fundação com interesses políticos e empresariais.

Segundo a juíza Saliann Scarpulla, da Corte Suprema de Nova York, Trump, ex-administrador da Fundação Trump, terá que fazer esse pagamento a oito entidades sem fins lucrativos para resolver a demanda apresentada em junho pela procuradoria-geral do estado de Nova York.

A procuradoria acusou a Fundação Trump de "conduta ilegal persistente", incluindo "coordenação ilegal com a campanha presidencial de Trump".

Em dezembro passado, Trump aceitou fechar a fundação, mas a ação não foi retirada.

Finalmente, o presidente e três de seus filhos (Donald Jr, Eric e Ivanka, diretores da fundação) fecharam um acordo amistoso com a procuradoria, segundo documentos judiciais.

Trump "admitiu ter abusado pessoalmente dos fundos" e assumiu vários compromissos com o tribunal para que isso não aconteça novamente, informou a procuradora-geral Letitia James.

Entre as várias acusações incluídas no processo estava a organização de um evento de caridade no estado de Iowa em janeiro de 2016, que na verdade foi um ato de campanha para a presidência do então candidato Donald Trump.

Na expectativa de retornar efetivamente ao cenário político, a defesa do ex-presidente Lula analisa meios que possam retirar o líder petista da carceragem da Polícia Federal. Debruçados sob duas oportunidades, a equipe de advogados deposita as esperanças na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) referente à anulação da prisão imediata em segunda instância e em uma tese que reafirma que o ex-juiz Sérgio Moro conduziu o caso do tríplex do Guarujá de forma parcial.

Nesta quinta-feira (7), a suprema corte decide se os réus condenados em segunda instância devem continuar cumprindo a pena imediatamente, mesmo antes do esgotamento dos recursos. O placar assinala 5 a 3 para os ministros que desejam manter as prisões. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, 4.895 reclusos seriam beneficiados, desses, 38 estão vinculados à Operação Lava Jato, inclusive o petista.

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A professora de Direito Processual Liana Cirne segue o entendimento do PC do B e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que propuseram as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADC) sob a argumentação que a corte declare constitucional o art. 283 do Código Processual Penal. "Nossa Constituição não deixa margem para a interpretação quanto a presunção da inocência, assegurado até o momento que não caiba recursos", pontua.

A argumentação é baseada no inciso LVII do art. 5º da Constituição, cuja deliberação garante que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado". Especificamente sobre a prisão de Lula, Cirne enfatiza, "ela é flagrantemente inconstitucional". 

Para a docente da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), os ministros usurpam as competências definidas pela própria lei e "estão tendo que apelar à argumentos que não são de cunho jurídico". Em sua visão, trata-se de "leituras sociológicas que não tem embasamento", que objetivam o populismo para "arrebatar aplausos de uma população que está desinformada".

Moro, o Intocável- Preso desde abril de 2017, o clamor por sua liberdade foi potencializado após a divulgação de conversas entre o atual ministro da Justiça e o procurador Deltan Dallagnol. Sob suspeita de imparcialidade, as condenações feitas por Moro podem ser anuladas. Entretanto, o cientista político Arthur Leandro ressalta que o ex-juiz é uma "figura muito bem avaliada", inclusive mais que o atual presidente, conforme o levantamento publicado no dia 5 de setembro deste ano, pelo DataFolha. "Ele aparentemente sairá incólume. A tendência é que o passivo da revogação das condenações fique na conta do SFT", avalia.

A confiança é tamanha, que segundo a Folha de São Paulo, Lula já planeja realizar caravanas pelo país de olho no pleito de 2022. Disputa que o cientista acredita que Jair Bolsonaro saia com um pé na frente por ter o 'poder da máquina a seu favor'. No entanto ressalta que o petista é um importante reforço para a esquerda, sobretudo na competência estratégica. "Lula é a principal figura política do país, no que diz respeito à sua capacidade de estruturar a disputa”, considera.

PSL rachado junto com imagem do BolsonaroEnquanto o representante da esquerda luta pela soltura, o presidente Bolsonaro sofre uma enxurrada de acusações contra seu governo e uma exposição das ranhuras e brigas internas do seu partido. Enquanto cumpria agenda pelo Oriente, esbravejou diante das câmeras após ter o nome envolvido na execução de Marielle Franco, rebateu críticas sobre a lentidão das ações federais contra o óleo que devasta o Litoral do Nordeste e ainda precisou frear o filho e deputado federal Eduardo, que reafirmou a possibilidade de um novo AI-5 e teve que pedir desculpas publicamente.

O poder de Toffoli- Em um esperado panorama de empate na votação, o voto de Minerva será dado pelo presidente do STF. Caso a previsão de que, a ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello decidam pela soltura até o esgotado de recursos, seja mantida; Dias Toffoli fica responsável pelo desempate.

Mesmo com o histórico de ex-advogado do PT, partido do principal réu, nas recentes votações ele foi favorável aos interesses do Planalto, tornando sua escolha e a liberdade de Lula uma incógnita, complementou Arthur Leandro. O que não é mistério é que a chance de retorno do líder da esquerda já movimenta os corredores de Brasília e inicia prematuramente às apostas referentes às próximas eleições presidenciais. 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que policiais federais entraram em sua cela às 6h da manhã e tratou o ocorrido como uma 'palhaçada'. O petista está preso desde abril de 2018 na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

 Lula relatou o ocorrido em uma entrevista realizada na quarta-feira (6) ao "Blog da Cidadania". Um teaser da conversa foi divulgado no YouTube.

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"Você acredita que ontem entraram na cela que eu estou às 6h da manhã? Como se estivessem fazendo uma coerção", diz o ex-presidente, mostrando indignação.

 Por causa da declaração, a hashtag #LulaCorrePerigo alcançou o primeiro lugar dos assuntos mais comentados do Twitter no Brasil nesta manhã. 

A página oficial de Lula no YouTube escreveu a seguinte mensagem: "Até onde vai Sérgio Moro e a quadrilha da Lava Jato para manter suas mentiras? A vida do ex-presidente Lula está segura?".

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Para debater temas políticos e econômicos, o presidente Jair Bolsonaro receberá o presidente da China, Xi Jinping, na manhã de 13 de novembro, quarta-feira. À tarde, no mesmo dia, no Palácio do Planalto, ele receberá  os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e o primeiro ministro da índia, Narendra Modi.

Os quatro líderes políticos chegarão ao Brasil no dia 12 para participar da 11ª Cúpula do Brics, grupo de países integrado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul. No dia 13, os líderes visitantes participarão do encerramento do Fórum Empresarial do Brics, que reunirá 500 empresários, e à noite serão homenageados com jantar no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

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Cúpula

A maior parte da programação do Brics ocorrerá na quinta-feira, dia 14. Haverá um encontro dos líderes do Brasil, da China, Índia, África do Sul e Rússia com os empresários que compõem o conselho da organização e também com a diretoria do Novo Banco de Desenvolvimento, a instituição financeira fundada pelo Brics. Às 13h, haverá o almoço de encerramento da cúpula no Palácio do Itamaraty.

O grande tema a ser discutido na Cúpula do Brics será a cooperação a ser feita entre o Brasil, China, Índia, África do Sul e Rússia na área de ciência, tecnologia e inovação. "A agenda é densa e substantiva", disse o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Itamaraty, embaixador Norberto Moretti.

O tema, segundo o diplomata, constará da Declaração dos Líderes, que será divulgada no encerramento do evento no dia 14, documento que abrirá aos países oportunidades de cooperação para o desenvolvimento de parques tecnológicos e incubadoras e a formação de pesquisadores.

Também constarão da declaração a cooperação dos cinco países no combate à corrupção e ao terrorismo, intercâmbio de boas práticas e desenvolvimento de medicamentos contra a tuberculose. Haverá ainda um item dedicado ao aleitamento humano, como prevenção de enfermidades.

O Conselho Empresarial do Brics (Cebrics) foi criado em 2013 na 5ª Cúpula do bloco em Durban, na África do Sul. Constituído para fortalecer e promover os laços econômicos, comerciais, de negócios e investimentos entre as comunidades empresariais dos países que compõem o grupo, o conselho tem também a missão de assegurar o diálogo regular entre os setores empresariais e os governos, além de identificar os problemas e gargalos no âmbito de comércio e investimentos nas suas relações.

Composto por 25 membros e assessorado por nove grupos de trabalho que atuam em uma instância de consulta, o conselho tem como missão assegurar que as principais prioridades do setor privado sejam efetivamente comunicadas aos líderes do governo no Brics durante a cúpula.

Mauricio Macri e Alberto Fernández, o atual e o futuro presidente da Argentina, reúnem-se hoje (4)  à tarde para dar prosseguimento ao trabalho de transição entre os governos, iniciado na semana passada, após a vitória de Fernández em primeiro turno. Segunda-feira passada, dia 28, os dois se reuniram em um café da manhã na Quinta de Olivos, residência do presidente argentino.

Macri, hoje, deve fazer um balanço dos resultados do seu mandato e ressaltar seu papel de principal opositor do governo de Fernández. A coalizão de Macri, Juntos por el Cambio (Juntos pela Mudança, em tradução livre), é a segunda força política do país, com eleitos em 4 distritos e dezenas de prefeituras.

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Nas eleições do dia 27 de outubro, a chapa Mauricio Macri - Miguel Pichetto recebeu 40,38% dos votos, contra os 48,1% da coalizão Frente de Todos, composta por Fernández e Cristina Kirchner.

A reunião de hoje será no Centro Cultural Kirchner, situado no antigo palácio sede do Correio Central de Buenos Aires. O centro cultural é frequentemente usado pelo governo de Mauricio Macri para receber ministros, secretários e outras autoridades.

Além do encontro de hoje, estão previstas diversas reuniões durante a semana, entre Macri e sua equipe, para realizar o balanço final da gestão de cada área e organizar a transição entre os governos.

A posse de Fernández será no dia 10 de dezembro.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, disse, em nota divulgada pelo Ministério da Educação (MEC), nesta sexta-feira (1°), que os estudantes devem lidar com a ansiedade antes da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Essa é reta final para dia da prova. Cuide da sua ansiedade, durma e se alimente bem. Concentração e boa sorte para todos os candidatos”, desejou Lopes, de acordo com a nota do MEC. Ansiedade é um sentimento que deve ser trabalho pelos estudantes para que não atrapalhe na hora da prova. O programa especial do Vai Cair no Enem, projeto multimídia realizado em parceria com o LeiaJá, abordou o assunto.

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O Enem será realizado nos próximos dias 3 e 10 de novembro, em todo o Brasil. Neste domingo (3), os estudantes enfretarão uma maratona de 5h30 de prova contendo 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas, além de uma redação. Já o segundo dia de provas, no próximo domingo (10) reservará cinco horas para que os candidatos respondam a mais 90 perguntas das áreas de Ciências da Natureza e matemática.

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-> O que fazer diante de uma crise de ansiedade no Enem?

Nas redes sociais, a promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho - uma das responsáveis pela investigação da execução de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes - exibe seu lado bolsonarista e orgulha-se das atitudes da direita, tanto que chegou a publicar uma foto com um dos deputados responsáveis por quebrar a placa em homenagem à vereadora.

Nesta quinta-feira (31), uma série de publicações da promotora, nas quais reforçam seu lado pró-Bolsonaro, foram compartilhadas pelo editor do Intercept Brasil, Leandro Demori. Vestida com uma camisa estampada com o rosto do presidente eleito, Carmen exprimiu seu sentimento após a posse do presidente Jair Bolsonaro. “Há anos que não me sinto tão emocionada. Essa posse entra naquela lista de conquistas, como se fosse uma vitória…”, publicou.

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Em outro registro, ela vibra com o resultado das eleições: “O Brasil venceu! 57,7 milhões! Libertos do cativeiro esquerdopata”, e faz referência a prisão do ex-presidente Lula com a hashtag ‘#vaificarpresobabaca”. Na legenda, ela reafirma uma das premissas do capitão do PSL. “Patriotismo. Assim que se constrói uma nação”.

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Um cão do Exército dos Estados Unidos que se tornou um símbolo do sucesso da operação contra o líder do grupo jihadista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, será recebido na Casa Branca na próxima semana, anunciou o presidente Donald Trump nesta quinta-feira.

O presidente republicano postou uma imagem do cachorro no Twitter e elogiou seu trabalho durante a operação no sábado à noite, na qual o líder do grupo jihadista morreu na Síria.

O general Mark Milley explicou que o animal ficou levemente ferido na operação e se recusou a revelar a identidade do cão por razões de segurança. Trump disse que o cachorro será recebido na Casa Branca e confirmou que seu nome é Conan.

"Conan deixará o Oriente Médio para visitar a Casa Branca na próxima semana", disse o magnata, que é o único presidente na história recente de seu país que não tem um cachorro.

Trump postou na quarta uma montagem dele colocando a medalha de honra do congresso - que é a maior distinção militar nos Estados Unidos - no cão militar.

Durante eleição presidencial de 2018, 42% das mensagens enviadas pela direita em grupos de WhatsApp eram falsas. Em contrapartida, 3% dos envios da esquerda foram verificados e apontados como fake news, afirma uma análise feita pelo jornal britânico The Guardian. A pesquisa ainda revela a maioria das farsas dos apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) focaram em espelhar suas teorias conspiratórias.

A pesquisa aponta que 48% das informações enganosas replicadas pela direita reafirmavam uma suposta manipulação do sistema eletrônico de votação e questionavam o processo democrático no Brasil. Já 19% mentiu sobre a facada contra o presidente, ocorrida em setembro de 2018. O ataque o retirou dos últimos debates e inviabilizou a continuidade da sua agenda eleitoral.

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O levantamento também mostra que 16% das mensagens reforçavam o conteúdo falso sobre o sistema político e os veículos de comunicação em massa, caracterizando-os como aliados na corrupção. Enquanto uma parcela de 14% atacou políticos e ativista da esquerda. Tais informações envolviam homofobia e insultos anti-feministas.

O governo Bolsonaro nega irregularidades, ainda assim, investigações correm no Congresso e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para revelar se a equipe do candidato do PSL está envolvida na manipulação. Caso confirmado, as eleições podem ser anuladas.

O levantamento feito pelo The Guardian checou 11.957 mensagens virais compartilhadas em 296 grupos durante a campanha de dois meses. Devido à proteção criptográfica, a coleta foi feita através do WhatsApp Monitor -banco de dados de conteúdo viral em grupos focados no debate político.

Os executivos do WhatsApp reconheceram que, antes das eleições, o público brasileiro foi alvo de disparos maciços de spam por agências de marketing digital. Tal movimentação viola os termos e condições da plataforma. Após sofrer pressão para combater a disseminação de fake news, os proprietários atualizaram a plataforma e reduziram para cinco o número de encaminhamentos em uma única mensagem.

O presidente Donald Trump disse, nesta terça-feira (29), que a pessoa que provavelmente seria a primeira na fila para substituir o líder assassinado do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi também foi "eliminada".

"Acabei de confirmar que o substituto número um de Abu Bakr al-Baghdadi foi eliminado pelas tropas americanas. Provavelmente, ele teria assumido o posto principal - agora ele também está Morto!", tuitou Trump, sem identificar essa pessoa ou dar mais detalhes sobre como ela foi morta.

Não ficou claro imediatamente se Trump estava se referindo à morte do porta-voz do EI no domingo. As forças curdas anunciaram a morte de Abu Hassan al Muhajir, braço-direito de Al-Baghdadi e porta-voz da organização.

No domingo (27), o presidente Trump anunciou a morte de Baghdadi durante uma operação militar dos EUA na noite de sábado no noroeste da Síria.

O presidente deu uma descrição detalhada do ataque no qual o líder do EI foi encurralado pelas forças americanas e depois se suicidou com seu cinturão de explosivos.

O corpo de Baghdadi foi jogado no mar após a operação de forças especiais, disse à AFP um oficial do Pentágono, para impedir assim que o túmulo em terra se tornasse um local de peregrinação.

Em viagem oficial ao Oriente Médio, o presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (27), a uma plateia de empresários em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, que seu governo está impulsionando um novo ritmo ao Brasil com a recuperação da confiança perante o mundo. Ele chegou no sábado (26) ao primeiro destino no Oriente Médio, o terceiro país da visita da comitiva presidencial pela Ásia e Oriente Médio.

Em seu discurso, Bolsonaro citou acordos e protocolos de intenção assinados entre os dois países. “É a forma mais concreta que temos de demonstrar a confiança junto aos senhores e tenha certeza que a recíproca é verdadeira. Nos próximos dias teremos os maiores leilões do pré-sal em nosso país. Convido-os a participar. O Brasil é um país que está abrindo o seu comércio com o mundo todo. Estamos diminuindo e muito a questão burocrática, bem como tudo aquilo que poderia atravancar a relação comercial. Nós estamos vencendo essas barreiras”, disse o presidente.

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Bolsonaro pediu aos empresários árabes que confiem no Brasil. “Está aqui um homem de coração aberto estendendo a mão aos senhores, pedindo que confiem em nosso país. Nós temos muito a oferecer, bem como os senhores também têm a nos oferecer.”

O presidente citou entre as mudanças a reforma previdenciária aprovada recentemente pelo Congresso Nacional e lembrou que as próximas serão a tributária e a administrativa. “Pela primeira vez na história do Brasil, temos uma taxa de juros tão baixa. Estamos conseguindo e devemos concluir o ano com uma taxa de inflação abaixo da média. Também o risco Brasil tem diminuído drasticamente, bem como o desemprego”, disse no Seminário Empresarial Brasil-Emirados Árabes Unidos.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE) brasileiro, Bolsonaro e o xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, assinaram acordos nos campos de inteligência artificial, meio ambiente, defesa, comércio e cooperação aduaneira.

Conforme o Itamaraty, os líderes também decidiram alçar as relações bilaterais ao nível de parceria estratégica. “Tendo assinado memorando de entendimento sobre a parceria estratégica entre os países nas áreas de paz e segurança, cooperação econômica, cooperação em energia e cooperação em turismo, cultura e esportes”, diz nota do Ministério das Relações Exteriores. 

“Os dois líderes reiteraram a importância dos Emirados Árabes Unidos como porta de entrada para os mercados regional e global. Destacaram, em particular, o expressivo potencial da localização estratégica, da infraestrutura avançada e do ambiente de negócios dinâmico dos Emirados Árabes Unidos para a facilitação do acesso de produtos brasileiros a mercados de terceiros países, sobretudo na Ásia”, completa nota do Itamaraty.

Os argentinos escolhem no domingo (27) seu presidente entre dois modelos antagônicos para um governo de quatro anos que terá o desafio de superar a pior crise econômica em 17 anos, com um mercado tenso e em clima de turbulência política e social na região.

O presidente liberal Mauricio Macri aspira a ser reeleito, e terá de reverter o resultado das primárias de 11 de agosto, em que ficou em segundo com 32,93% dos votos, a quase 17 pontos do adversário Alberto Fernández (49,49%), um peronista de centro-esquerda que tem como companheira de chapa a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015).

A diferença a favor de Fernández foi aumentando em relação aos resultados das primárias, de acordo com as pesquisas.

"Renasce a esperança e Cristina e Alberto representam isso", afirma Jose Murad, um educador de 44 anos, na cerimônia de encerramento da campanha de Fernández em Mar del Plata.

Em um país em recessão há mais de um ano, com alta inflação (37,7% em setembro) e aumento da pobreza (35,4%) e com mercados em ebulição, os olhos estão voltados para o que acontecerá na segunda-feira , depois que o resultado da eleição for conhecido.

Se as previsões forem confirmadas nas urnas, Fernández poderá vencer no primeiro turno, pois basta obter mais de 45% dos votos ou então mais de 40% e superar o segundo mais votado por mais de dez pontos.

- Dilemas argentinos -

Quem for eleito governará um país dividido. Para muitos argentinos, um eventual retorno do peronismo de Kirchner é uma catástrofe.

"Acredito no Mauricio, ele precisa de tempo para mudar isso. E, claro, tem os Fernández. Eles já demonstraram o que fazem", afirmou Alejandro Arguello, aposentado de 53 anos, na festa de encerramento da campanha do atual presidente em Córdoba.

Acreditando que sua vitória é garantida, Fernández declarou: "Que os argentinos fiquem calmos, respeitaremos seus depósitos em dólares".

Ele se referia ao fantasma do "corralito" durante a crise de 2001, quando os depósitos bancários foram retidos e os dólares convertidos em pesos.

Com décadas de inflação e desvalorizações cíclicas, os argentinos estão acostumados a se refugiar no dólar como forma de poupança.

A moeda argentina desvalorizou 70% desde janeiro de 2018. Nos dias que antecedem as eleições, os mercados estão reaquecendo e a taxa de câmbio excede 63 pesos por dólar.

Em meados de 2018, no meio de uma corrida cambial, Macri foi ao Fundo Monetário Internacional, que concedeu a ele ajuda financeira de US$ 57 bilhões em três anos, em troca de um programa de forte ajuste fiscal, que jogou contra o presidente no momento da votação.

Ainda falta a liberação de 13 bilhões, mas o FMI aguarda o resultado da eleição para negociar com quem for eleito.

A consultora Capital Economics dá como certa a vitória de Fernández, mas suas previsões são negativas.

"Embora a posição econômica de Fernández permaneça incerta, acreditamos que seu mandato será marcado por uma política fiscal menos agressiva (que a de Macri), persistência de inflação alta (entre 40% e 50% ao ano), mais desvalorização, mais um ano de recessão e uma grande reestruturação da dívida".

- Sim, podemos? -

Durante a campanha, Fernández propôs uma trégua de 180 dias para sindicatos e movimentos sociais para fazer descolar a indústria e assim o país retomar o crescimento econômico.

Por outro lado, Macri, sob o lema "Sim, podemos", pede um voto de confiança para continuar na linha de austeridade, que, ele argumenta, deve dar frutos muito em breve.

"Que as dificuldades não façam vocês duvidar de todas as coisas que já alcançamos, como queremos viver, não deixem que façam vocês abandonarem nossos sonhos", disse Macri na quarta-feira, encorajado depois de reunir uma multidão no sábado em um evento no centro de Buenos Aires.

Fernández e Macri praticamente monopolizam este primeiro turno, para o qual 34 milhões de argentinos estão convocados.

Os outros candidatos não somam 15% no total das intenções de voto, sendo o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna o mais bem posicionado.

Nessas eleições, metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado também serão renovados, além de eleger o governador da província de Buenos Aires e o prefeito da capital.

Se as pesquisas estiverem erradas e nenhum dos candidatos exceder 45%, o novo governo será eleito em um segundo turno das eleições em 24 de novembro.

A Argentina chega a essa eleição em tempos de tensão e descontentamento na região, com protestos e revoltas violentas no Chile, Bolívia, Haiti e Equador.

O presidente do Botsuana, Mokgweetsi Masisi, foi eleito para um novo mandato de cinco anos após as eleições presidenciais de quarta-feira (23), nas quais seu partido, no poder desde a independência em 1966, conquistou a maioria das cadeiras do Parlamento, anunciaram fontes oficiais.

"Tenho a honra de declarar que Mokgweetsi Eric Keabetswe Masisi foi eleito presidente", disse o mais alto magistrado do país, encarregado de anunciar os resultados.

Mokgweetsi Masisi, de 58 anos, tornou-se presidente do Botsuana em abril de 2018, após a renúncia de seu antecessor, Ian Khama, e em conformidade com a Constituição, que limita o mandato de seus chefes de Estado a um máximo de dez anos.

O Partido Democrata do Botsuana (BDP) de Masisi corria, pela primeira vez desde 1966, o risco de perder a maioria no Parlamento devido à guerra interna entre o chefe de Estado e seu antecessor.

Khama acusou Masisi de uma deriva autoritária e abandonou seu próprio partido. Durante a campanha, ele pediu votos para a oposição.

O BDP obteve, no entanto, 29 assentos, de um total de 57.

Elogiado até agora por suas práticas democráticas exemplares e estabilidade, este país da África Austral é um dos mais ricos do continente.

Com um Produto Interno Bruto (PIB) per capita de mais de US$ 8.000, alimentado em grande parte por seus diamantes, o Botsuana também é um dos países mais desiguais da região, com uma taxa de desemprego de 18%.

O presidente Evo Morales derrotou o opositor Carlos Mesa no primeiro turno das eleições realizadas no domingo na Bolívia, segundo resultados do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) divulgados nesta quinta-feira (24), após a apuração de 99,81% dos votos.

De acordo com o site do TSE, Morales obteve 47,06% dos votos, contra 36,52% para Mesa, o que garante sua reeleição. Os números incluem os votos válidos dos eleitores na Bolívia e dos bolivianos disseminados em 33 países do mundo.

Morales já tinha se declarado vencedor das eleições em entrevista coletiva, mas admitiu a possibilidade de disputar um segundo turno, caso o resultado final do TSE assim o determinasse, o que finalmente não ocorreu.

O resultado confirmado pelo TSE já era seriamente questionado por diversos setores bolivianos, que paralisaram várias cidades do país. Uma aliança opositora formada em torno de Carlos Mesa exige a convocação "imediata" de um segundo turno eleitoral.

A chamada Coordenação de Defesa da Democracia também convocou os cidadãos e outras lideranças "a se somar" à causa e manter a mobilização pacífica "até se conseguir o respeito à vontade popular".

O grupo é integrado pelo governador de Santa Cruz, Rubén Costas, o candidato de direita Óscar Ortiz, o empresário Samuel Doria Medina, líder de Unidade Nacional (UN, centro-direita), Fernando Camacho, executivo do Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, da direita radical, o ex-presidentes Jorge Quiroga (direita) e Waldo Albarracín, líder da plataforma civil Conade (centro esquerda).

As denúncias de fraude surgiram após um primeiro resultado do sistema de apuração rápida (TREP), sobre 84% dos votos, que indicava um segundo turno entre Morales e Mesa. Após a divulgação destes números, o sistema foi paralisado durante várias horas e retornou indicando uma vitória direta do presidente.

Na quarta, os observadores eleitorais da OEA defenderam a realização de um segundo turno diante das diversas irregularidades no processo.

"Devido ao contexto e às problemáticas evidenciadas neste processo eleitoral, continuaria sendo uma opção melhor convocar um segundo turno", disse o diretor do Departamento para a Cooperação e Observação Eleitoral da OEA, Gerardo Icaza.

- Pressão internacional -

Também nesta quinta, Brasil, Estados Unidos, Argentina e Colômbia defenderam a realização de um segundo turno caso a OEA não consiga ratificar os resultados da votação de domingo passado.

No caso da Missão de Observação Eleitoral da OEA "não estar em condições de verificar os resultados do primeiro turno, apelamos ao governo da Bolívia a restaurar a credibilidade de seu sistema eleitoral através da convocação de um segundo turno eleitoral", destaca um comunicado conjunto.

Os quatro países declararam que estão "profundamente preocupados com as anomalias" nas eleições de 20 de outubro, e destacaram que o segundo turno deve ser "livre, justo e transparente".

"Argentina, Brasil, Colômbia e Estados Unidos, junto à comunidade democrática internacional, só reconhecerão resultados que reflitam realmente a vontade do povo boliviano".

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, disse que a Bolívia deve aguardar a conclusão de uma auditoria do bloco para declarar os resultados, e destacou que foi o próprio Morales que solicitou - por telefone - a verificação do processo.

Almagro acrescentou que a secretaria-geral da OEA concordou com o pedido na terça-feira, depois que o chanceler boliviano, Diego Pary, emitiu uma solicitação para "verificar a transparência e legitimidade" do processo.

"A secretaria-geral entende que, se o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) convida essa organização a realizar trabalhos para verificar a legitimidade desses resultados, esses resultados não deverão ser considerados legítimos até que o processo de auditoria solicitado seja concluído", afirmou Almagro.

União Europeia (UE) e OEA defendem um segundo turno para restabelecer a confiança no processo eleitoral.

"A União Europeia compartilha plenamente da avaliação da OEA no sentido de que as autoridades bolivianas deveriam concluir o processo de contagem em curso e que a melhor opção seria realizar um segundo turno para restabelecer a confiança e assegurar o respeito pleno à escolha democrática do povo boliviano", declarou em um comunicado a porta-voz da diplomacia europeia, Maja Kocijancic, distribuído em La Paz.

Bruxelas lembrou que o informe preliminar da missão eleitoral da OEA identificou "falhas importantes no processo".

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