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As formas de ensinar e aprender se modernizam constantemente e fazem do uso de novas metodologias educacionais uma prática primordial para que as instituições do setor se conectem com professores e estudantes. Uma tendência que vem ganhando espaço nesse processo é a construção de ambientes inteligentes, que promovem a educação completa integrando metodologias e abordagens de conceitos dos mundos real e virtual. 

Para o CEO do Educacional, área de negócios da Positivo Tecnologia voltada para o setor ensino, Martin Oyanguren, “essa fusão cria o diálogo entre a tradição e a tecnologia em que nenhuma dessas áreas se opõe à outra. Pelo contrário, elas se complementam”. Mais do que um espaço tecnológico, os ambientes inteligentes são parte de uma estratégia que busca a promoção de uma educação inovadora. Para se construir esse espaço, um dos primeiros passos é integrar a grade curricular da instituição de ensino à tecnologia com a qual ela está equipada. “Aplicar metodologias que favoreçam a dinâmica das escolas é tão importante quanto os investimentos em transformação digital”, aponta Oyanguren.   

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Outro diferencial é estar alinhado à ‘linguagem’ do aluno, oferecendo uma abordagem que gere interesse e o torne protagonista do processo de conhecimento – independente da disciplina estudada. Neste contexto, a metodologia STEAM (sigla que significa Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática em inglês) é um exemplo de uma prática que pode trazer resultados e tem aplicação fácil. Além dela, a gamificação do ensino é uma maneira de gerar estímulo e mesclar os mundos digital e analógico com a proposta lúdica de desafiar o estudante a avançar em seu progresso e recompensá-lo como em um jogo de videogame. 

O executivo lembra, porém, que a instituição de ensino deve levar em conta o seu contexto geral para personalizar a educação de acordo com as demandas e com as limitações do local. É preciso também testar a aceitação dos alunos, dos responsáveis e em relação aos recursos aplicados e à transformação que está sendo realizada. Nessa trajetória de transformação dos ambientes é importante também que a transição para o uso de novas práticas, ferramentas e metodologias seja realizada de maneira progressiva e que estimule a integração. 

 

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) vai lançar, a partir de 1º de setembro, a primeira computação em nuvem (cloud computing) do governo federal. O ambiente vai abrigar, de início, sistemas para o Programa Cidades Digitais. A tecnologia vai oferecer soluções de educação, atendimento médico hospitalar, gestão e comunicações para cerca de 200 municípios brasileiros. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, durante o  Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico (Consegi).

Segundo o Serpro, a computação em nuvem é uma solução na qual recursos de tecnologia da informação, como hardwares, softwares, rede e armazenamento de dados, são fornecidos aos usuários à medida em que é demandando. A tecnologia substitui, por exemplo, os servidores físicos por máquinas virtuais e diminui o tempo de implementação das soluções. Na anterior, eram necessários oito dias para entrega dos servidores, com a nuvem, serão cinco minutos.

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Segundo Mazoni, o pacote de serviços inclui sistemas de ouvidoria, gestão de saúde básica (integrado ao cartão único de saúde), educação, gestão escolar e suíte de comunicação. Para o presidente do Serpro, a nuvem brasileira está estável e preparada para um acesso três vezes maior que o previsto.

“O governo brasileiro precisa trabalhar com softwares auditáveis, mas que acima de tudo não tenham compromisso com outros países. Queremos reforçar a soberania nacional. A nuvem aumentará a segurança com os códigos, que serão abertos e auditáveis, e com isso poderemos administrar a solução”, disse Mazoni à Agência Brasil.

Manozi também comentou a informação de que o Brasil teria sido espionado pelos Estados Unidos e a notícia recente de que a Google, empresa multinacional de serviços online e softwaredos Estados Unidos, reconheceu que é impossível dar garantias de segurança à privacidade dos usuários.

“Saímos daqui mais aliviados, a tese de que eramos um monte de paranoicos se desmonta. A declaração da Google é mais apenas o termo de aceite do Gmail [correio eletrônico da Google]. Está escrito que os dados não são confidenciais, são passíveis de serem repassados ao governo norte-americano. Tudo isso reforça a tese da nuvem. As informações estarão dentro dos nossos servidores e, mais do que isso, dentro de uma empresa que tem compromisso com a sociedade brasileira”, reforçou.

Entre os desafios a serem enfrentados com o uso da tecnologia, está a necessidade de arquitetos para construção de sistemas no novo modelo. Outro ponto é permitir uma troca de informações entre nuvens diferentes que evite a sensação de rompimento entre um ambiente e outro.

De acordo com o Serpro, durante os três dias do Consegi, o evento registrou mais de 5.200 inscritos e uma circulação diária de 2.500 pessoas em todas suas atividades. Na edição deste ano, encerrada hoje, o congresso ofereceu 150 palestras e cerca de 1.000 vagas em 43 oficinas.

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