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Para muitos alunos, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é a única alternativa para concluir os estudos nos níveis fundamental e/ou médio. No entanto, desde o mês de março deste ano, as aulas da EJA foram suspensas, em razão da pandemia causada pela Covid-19. Agora, essa modalidade de ensino precisa se adaptar para alcançar os estudantes de forma remota e evitar evasão.

O que é a EJA?

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Consiste em uma modalidade de ensino que possibilita ampliar as chances de empregabilidade de jovens e adultos no mercado de trabalho por meio da conclusão dos cursos equivalentes aos ensinos fundamental, denominada etapa I (1º a 9º ano), e do médio, denominada etapa II (1º ao 3º ano). Nessa modalidade de ensino, os estudantes devem ter idade a partir dos 15 anos, para participar da primeira etapa, ou no mínimo 18 anos para as turmas da segunda etapa. De acordo com a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE), do total de vagas disponibilizadas para matrículas em 2020, 31.919 são para o ensino fundamental (anos iniciais e anos finais) e 43.059 para o ensino médio. Só no Recife, a EJA reúne mais de 7 mil alunos.

Dificuldades

Os efeitos da pandemia atingiram a educação, devido às medidas de isolamento e distanciamento social. Nesse sentido, as aulas presenciais foram suspensas. De acordo com o professor de biologia do ensino médio da EJA em Pernambuco, André Luiz Vitorino, aulas da Educação de Jovens e Adultos estão sendo promovidas pela internet. “Agora na pandemia, os conteúdos da minha escola estão sendo passados segunda, quarta e sexta via ‘zap’. As aulas eram ministradas normalmente nas salas [na forma presencial] e, agora, os professores se revezam, por noite”, explicou André Luiz em entrevista ao LeiaJá.

O professor demonstra preocupação com a questão da evasão escolar, movimento comum entre os jovens e adultos que, por vezes, deixam de estudar em decorrência do cansaço no cotidiano, optando por trabalhar. “A evasão é muito comum no Estado como um todo, mas no EJA é muito maior. Creio que teremos uma evasão muito maior por conta dessa situação pandêmica”, completou o professor.

A gestora Claúdia Abreu, da Gerência Geral das Modalidades da Educação (GGMOD) na Secretaria Executiva de Desenvolvimento de Ensino, pontua que, de fato, a “evasão é um fenômeno que acompanha em especial a Educação de Jovens e Adultos”. No entanto, Cláudia já vem discutindo junto às Gerências Regionais e escolas, estratégias que possam combater o “abandono e a evasão escolar nas modalidades de ensino”.

Ainda não há dados oficiais, neste ano, que possam quantificar o volume de estudantes que deixaram o programa de Educação de Jovens e Adultos, em virtude da pandemia. Antes da propagação da Covid-19, em balanço feito no ano de 2019, uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aponta queda de 7,7% no número de matrículas de alunos na EJA, a nível Brasil.

Observando o cotidiano das turmas, neste ano, é possível encontrar pessoas com diversas idades. Em alguns casos, há estudantes com mais experiência, como a Edinalva Fonseca, 53 anos, que está cursando a EJA no módulo um e dois ao mesmo tempo, na escola municipal Diná de Oliveira, localizada na Zona Oeste de Recife. “As aulas eram ministradas na sala de aula e a professora dividia as matérias por dia, cada dia duas matérias diferentes. As matérias abordadas são português, matemática, ciências, história e geografia, mas antes da pandemia foram vistas apenas as matérias de português e matemática. As aulas eram ótimas, eu amava”, relatou Edinalva.

A estudante confirma que "aulas remotas" têm sido efetuadas pelo WhatsApp junto ao corpo docente da escola. “Em relação às aulas remotas, a professora fez um grupo no WhatsApp, que é por onde ela se comunica com os alunos. Assim que foram suspensas as aulas, não teve atividades”, declarou a aluna.

Apesar dos esforços, Edinalva, que faz a EJA para melhorar a leitura e o aprendizado, lamenta que não possa ter aulas presenciais e considera exaustiva a forma que vêm sendo executadas as atividades escolares. “Ela [a professora] faz um vídeo explicando a atividade e pede para que os alunos façam e enviem a foto ou ela escreve em uma folha, manda a foto e explica por áudio a atividade. Mas, as aulas não se comparam nem um pouco com a presencial", detalhou.

De acordo com o professor André Luiz, as dificuldades esbarram também na pouco ou total falta de acesso de alguns estudantes a equipamentos eletrônicos ou à internet, que por sua vez facilitaria o acesso aos materiais de aulas disponibilizados. Além dessa observação, André fala que “dias atrás foi definido que os estudantes da EJA vão ter acesso ao Educa PE e ao portão AVA, com aulas gravadas". Ele acrescenta: "Vamos continuar usando o WhatsApp e tentar algo com o Google Meet”, de segunda- feira à sexta-feira, assim como seria nas aulas presenciais.

Como serão solucionadas as dificuldades?

Desenvolver canais de comunicação via internet com os estudantes, dos mais variados segmentos de formação, tem sido uma prática universal. Em resposta a necessidades, Claúdia Abreu explica que mesmo com as adversidades, atitudes foram tomadas para alcançar estudantes de diferentes idade e municípios de Pernambuco. Dentre as opções para a Educação de Jovens e Adultos, está a “criação de um espaço no portal da Secretaria de Educação para disponibilização de atividades não presenciais para os estudantes e de materiais de subsídio pedagógico para os professores”. Além dessa ação, Claúdia reitera que há outras orientações às Regionais de Educação quanto a implementação das aulas on-line, adotadas pela Secretaria de Educação, seguindo instruções da Resolução do Conselho Estadual de Educação de Pernambuco (CEE/PE) de nº 3, de 19 de março deste ano, e parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) com diretrizes para reorganização dos calendários escolares e realização das atividades não presenciais pós retorno”.

Claúdia ainda lista a utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) para formação dos professores, em fase de finalização, e indica que a SEE-PE determinou que estudantes da EJA terão acesso às aulas disponibilizadas através do canal Educa-PE.

A gestora também enfatiza que cada Gerência Regional definirá, de acordo com as orientações, a melhor forma de gerir o contato remoto. Perguntada sobre o monitoramento das atuais medidas, a gestora detalha que serão realizadas “reuniões sistemáticas com as coordenações das modalidades da Educação das Gerências Regionais para acompanhamento do ensino remoto realizado pelas escolas com os estudantes, bem como das iniciativas para manutenção do vínculo dos estudantes com as escolas”.

Diante da situação de crise sanitária, que acomete a população a nível global, Cláudia destacou um comunicado do secretário da Educação do Estado, Fred Amâncio, em que existem comissões “formadas por representantes de vários segmentos da Educação que estão desenvolvendo um plano de retomada das aulas”.

Cláudia Abreu ainda reitera que não há, até um momento, datas definidas para o retorno das aulas presenciais, mas afirma que o plano terá que cumprir todos os “protocolos sanitários e de biossegurança em todos os ambientes educacionais, e que o retorno será gradual, inclusive para as modalidades da educação, com possibilidade de ensino híbrido”. Em Recife, existem 278 turmas da EJA e o programa na capital conta com 300 professores. 

O futuro será on-line? 

Não há, em definitivo, um planejamento estadual que define permanentemente a Educação de Jovens e Adultos somente pela internet. Mas, essa modalidade poderá ser híbrida, como mencionado pela gestora do SEE-PE. Contudo, de acordo com a Secretaria de Educação do Recife, em meio ao “novo normal” e às infinitas adaptações para manter a conexão com os estudantes, além de cumprir as orientações alinhadas juntos a Gerência Estadual de Ensino, avalia-se um novo programa para uma educação a distância para a EJA.

“A ideia dessa ação do Programa Escola do Futuro em Casa (EAD da Prefeitura do Recife) é assegurar e manter o vínculo com os estudantes, para que possam dar continuidade a aprendizagem e interação, minimizando desta forma os prejuízos pedagógicos acarretados, decorrentes do afastamento prolongado da escola”, afirma o gestor da Unidade de Jovens e Adultos da Seduc Recife, Bruno Oliveira.

Por outro lado, avaliando a proposta, em caso de implementação municipal ou estadual, o professor André Luiz diz que a "ideia é boa", no entanto, não alcança a todos; o docente aponta prejuízo à aprendizagem dos alunos, principalmente aos mais velhos. “Educação a distância está sendo uma coisa muito difícil para os nossos alunos, porque os alunos das redes estadual e municipal têm uma certa dificuldade de acesso à internet, que também dificulta qualquer planejamento. A ideia de aula remota é boa, inclusive são aulas bem feitas, porém a acessibilidade é que é o problema. E o aprendizado deles [alunos], acredito que tem sido quase nenhum, pois eles [estudantes da EJA] precisam da nossa presença incentivando o trabalho diário", conclui o professor.

A Prefeitura de Salvador iniciará, a partir desta terça-feira (30), a transmissão de vídeo aulas para auxiliar estudantes afastados das escolas devido à pandemia de Covid-19. O conteúdo, que é inteiramente produzido por professores da Rede Municipal de Ensino, será transmitido em multicanais próprios (4.2 e 4.3), nos turnos da manhã e tarde, de acordo com os diferentes segmentos de ensino. 

Os alunos de turmas do ensino fundamental II e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) terão acesso a aulas de língua portuguesa, matemática, língua estrangeira, geografia, ciências, artes, história e educação física. A programação completa de aulas está disponível no site da Secretaria Municipal de Educação.

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O professor de Inglês Victor Lopes foi um dos profissionais que gravou conteúdos para as vídeo aulas e contou que acha uma forma válida de, junto a outras iniciativas, ajudar os estudantes. “É uma oportunidade que eles têm de se conectar, muito por conta de a TV ser aberta e, também, por ter a possibilidade do conteúdo de chegar para mais gente e não ter o ano letivo perdido. Essa proposta tem muito a acrescentar", pontuou o professor, conforme a assessoria de imprensa da Prefeitura de Salvador.

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O Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) lançou um edital para o Programa Novos Caminhos, que pretende implementar capacitação para estudantes em 15 instituições de ensino da rede federal. O edital para a seleção de propostas já está disponível e as instituições interessadas em participar poderão se inscrever a partir do dia 8 de junho por meio do site da iniciativa.

O programa de capacitação, denominado “Oficinas 4.0”, deverá ter início em novembro deste ano, com uma duração de dez meses. Conforme o edital, as instituições vão receber equipamentos, material de consumo e didático, além de recursos para pagamento de bolsas aos participantes. A iniciativa está sendo executada pela parceria do IFES e sua fundação de apoio.

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Os estudantes serão capacitados em pensamento computacional, empreendedorismo, inovação, gestão de projetos e projetos de inovação tecnológica, além de outros temas optativos. Para poderem desenvolver as oficinas, os professores das instituições selecionadas serão capacitados na metodologia específica das qualificações.

Um dos docentes do programa, o professor Rodrigo Varejão destaca que, na capacitação, os estudantes têm oportunidade de aplicar novas tecnologias que nem sempre estão no escopo de seus cursos, mas que já vêm sendo usadas pelo setor produtivo. “O ensino, a pesquisa e a extensão ocorrem de forma articulada e aplicada a uma demanda real de um parceiro. Isso provoca diversos desafios aos alunos, que podem então desenvolver e acelerar seu talento”, explica.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) lançou, nesta segunda-feira (1º), o programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG). Com ele, serã oferecidas 1.800 bolsas para formação de recursos humanos qualificados e desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no País. 

A iniciativa é em parceria com as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) e fortalece Programas de Pós-Graduação (PPGs), criados a partir de 2013, que passaram por apenas um processo avaliativo da Capes. 

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A Coordenação informa que os valores a serem investidos levarão em conta, por exemplo, a contrapartida de cada Fundação e a localização geográfica do projeto. No mínimo 30% dos recursos serão aplicados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com exceção do Distrito Federal.

O programa prevê a concessão de bolsas e pagamento de auxílios financeiros pela unidade. As FAPs, por sua vez, além de oferecerem bolsas, darão uma contrapartida que deverá ser, prioritariamente, em valores que correspondam a um percentual mínimo do total financiado pela Coordenação para a execução dos respectivos Planos de Desenvolvimento.

A Capes lançará edital específico, restrito às áreas previamente consideradas prioritárias para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação. A definição será feita em conjunto pelas FAPs e as instituições de ensino superior nos estados, que também vão propor os indicadores para acompanhamento dos resultados. As parcerias serão firmadas por acordo de cooperação entre a Coordenação e a Fundação de Amparo à Pesquisa que tiver a proposta de Plano de Desenvolvimento devidamente aprovada na seleção. Além disso, o convênio poderá envolver entidades privadas ou do terceiro setor.

Importante ressaltar que serão apoiados PPGs emergentes que sejam estratégicos nos estados e atuem em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento científico e tecnológico nas regiões onde se encontram. “Este programa vai contribuir de forma significativa para o desenvolvimento regional, reduzindo assimetrias, e possibilitando alavancar potencialidades específicas existentes nos estados da Federação", comenta  Benedito Aguiar, presidente da Capes.

Será solicitado às FAPs, anualmente, os seguintes documentos:

-  relatórios técnicos referente à execução do PD-FAP;

- relatórios financeiros referentes aos pagamentos realizados pela FAP;

- realização de seminários para avaliação do PD-FAP;

Após apresentação de justificativas, a CAPES poderá realizar visitas técnicas, previamente agendadas, com foco no contínuo aperfeiçoamento das ações. Já após a formalização, cada FAP deverá disponibilizar, em seu site, informações referentes ao Programa, devendo conter publicação da íntegra do acordo de cooperação, acompanhamento das atividades previstas no PD-FAP e relatórios de gestão referentes às atividades do acordo de cooperação. 

Para mais informações, acesse a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou os 25 cursos de mestrado em enfermagem que receberão um repasse total no valor de R$ 4,8 mi. A ação, que conta com o apoio do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), tem o intuito de aumentar a capacitação profissional e o desenvolvimento de pesquisas no campo.

O edital com o resultado final do acordo entre a Capes e o Cofen foi divulgado na edição desta quinta-feira (28) do Diário Oficial da União (DOU) e na página da Capes.

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Foram autorizadas 25 das 28 propostas enviadas, que oferecerão, no total, 180 vagas. Devido à situação de emergência da saúde pública causada pela pandemia do novo coronavírus, as inscrições e o começo das aulas serão decididas por cada entidade.

O repasse será direcionado aos Programas de Pós-Graduação (PPGs) profissionais, em que o foco é a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a Gestão em Enfermagem. O trato também proporciona a cooperação acadêmica e o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica.

Duas modalidades são previstas no edital. Os cursos de mestrado profissional indicados pela Capes terão recurso total de R$ 3 mi, com valor máximo de R$ 250 mil por projeto. Os cursos que forem ofertados por meio de cooperação institucional, por PPGs que possuam nota de avaliação mínima de 4, terão recurso de R$ 1,8 mi e valor máximo de R$ 300 mil por projeto. Nesse último caso, as aulas serão realizadas em uma entidade receptora, que assegurará a infraestrutura e o apoio administrativo.

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Uma portaria do Ministério da Saúde, publicada no “Diário Oficial da União” do último dia 13, prorrogou até 16 de junho a autorização para as instituições de ensino substituírem disciplinas presenciais por aulas remotas.  A medida é uma tentativa de reduzir prejuízos nos calendários acadêmicos, visto que os encontros presenciais estão suspensos em virtude da pandemia da Covid-19.

Toda essa situação trouxe adaptações para a rotina de professores e estudantes, além de diversas dúvidas. De acordo com Geisa Ferreira, coordenadora do curso de Pedagogia da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Maceió é importante que, falando em ensino superior, todos entendam a diferença entre Educação a Distância (EAD) e ensino remoto.

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“Ensino remoto e EAD não são a mesma coisa. Na literatura educacional não existe escritura sobre o "ensino remoto", uma vez que, diante do contexto de pandemia (Covid-19), é uma experiência extremamente nova. Para esclarecer o conceito de EAD, o artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96) nos diz, em seu inciso 4º, que: esta educação tem como pressuposto desenvolver-se a distância assíncrona, ou seja, que não ocorre ao mesmo tempo. Já a modalidade remota utiliza plataformas para adaptação da mediação didática e pedagógica de forma síncrona, que significa ao mesmo tempo”, esclarece Geisa.

Ainda de acordo com a coordenadora, não deve haver preocupação quanto à perda de qualidade no conteúdo preparado pelos professores. “Se o docente é empenhado e tem formação na área, não haverá prejuízos na qualidade em decorrência da modalidade, nem tampouco na mediação dos processos para o alcance da tríade ensino - desenvolvimento – aprendizagem”, afirma Geisa.

Mantendo a qualidade do aprendizado

De acordo com a pedagoga, a principal dica para manter a qualidade do aprendizado é evitar a procrastinação. “É ideal que o estudante não perca o ritmo de estudo iniciado com o ano letivo antes da pandemia. O que pode ser realizado é, por exemplo, um plano de estudos organizado, para que se preserve o desenvolvimento da aprendizagem. Planners, aplicativos de tarefas, alertas, entre outros meios, permitem que a tecnologia auxilie na mediação da vida de estudos, sem cair na dispersão”, aconselha Geisa.

Outro fator que deve ser levando em consideração, segundo a profissional, é o ambiente de estudos. O local não deve ser nem muito confortável, nem desconfortável, além de contar com uma boa luz e com adequação postural. “Tenha um material organizado antes de iniciar o tempo de estudo. Esquecer um lápis, uma caneta, um livro ou qualquer outra tecnologia, pode fazer com que o estudante perca o foco”, orienta.

Da assessoria da UNINASSAU

Um trato entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) gerou, até agora, 180 vagas para mestrados profissionais. O resultado preliminar consta na edição desta terça-feira (5) do Diário Oficial da União (DOU).

Das 28 propostas enviadas, 25 foram selecionadas. Os autores das propostas têm dez dias corridos para recorrer da decisão. O resultado final será publicado em 18 de maio. O começo das aulas será decidido por cada instituição, que irá analisar o momento em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

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O presidente da Capes, Benedito Aguiar, ressaltou a “parceria bastante significativa para a melhor qualificação de profissionais da área de enfermagem, tanto em processos de assistência direta ao paciente, quanto em gestão hospitalar”.

Serão aplicados R$ 4,8 milhões para financiar esses Programas de Pós-Graduação (PPGs) profissionais, focando na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e na Gestão em Enfermagem. A decisão também proporciona a colaboração acadêmica e o progresso de pesquisa científica e tecnológica.

A mestre em enfermagem Gisele Miranda, que cursou o mestrado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com auxílio da Capes, conta a importância deste para a sua atuação profissional. “O mestrado profissional transformou a minha forma de trabalhar, pois além do crescimento intelectual adquirido, tenho a necessidade de aprender cada vez mais e estar sempre em contato com a pesquisa e a troca de saberes com outros enfermeiros”.

O edital abarca duas modalidades. As formações de mestrado profissionais indicadas pela Capes terão aplicação de R$ 3 milhões, com o valor máximo de R$ 250 mil por projeto. Os cursos oferecidos por meio de cooperação institucional, por PPGs com nota de avaliação mínima 4, terão investimento de R$ 1,8 mi, com valor máximo de R$ 300 mil por projeto. Neste caso, as aulas serão lecionadas numa entidade receptora, que irá assegurar a infraestrutura e o apoio administrativo.

Com informações da assessoria de imprensa do MEC

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O secretário Estadual do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq) de Pernambuco, Alberes Lopes, anunciou, nesta quarta-feira (29), a abertura de 3 mil vagas para cursos profissionalizantes no formato de Educação a Distância (EaD). As oportunidades são para os cursos de edição e processamento de imagens, técnica de vendas, informática básica e técnicas de atendimento ao público.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 7 de maio através do site da secretaria. Os cursos contam com até 240 horas-aulas. Caso cumpram a carga horária, os participantes receberão certificado. 

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As oportunidades fazem parte do programa da Seteq, Novos Talentos (EaD), em parceria com a Secretaria de Educação e Esporte de Pernambuco (SEE). A plataforma oferece cursos de aperfeiçoamento em destaque no Estado.

O objetivo do programa é oferecer oportunidades de qualificação aos trabalhadores e jovens, que neste período de isolamento social em decorrência do novo coronavírus desejam aumentar as suas chances de ingresso no mercado de trabalho.

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A rede estadual de ensino de São Paulo retoma, a partir de hoje (27), as atividades para os 3,5 milhões de alunos matriculados. As atividades foram suspensas no último dia 23 de março devido à pandemia de coronavírus. O ensino remoto será feito por aplicativos e por transmissões nos canais da TV Unesp e TV Educação.

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo informou que está patrocinando planos móveis de internet para que os alunos e os professores consigam ter acesso ao material online sem custo.

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Também começa nesta semana a distribuição do material pedagógico para o ensino a distância. As escolas devem agendar um cronograma para que os estudantes e as famílias retirem o material, evitando aglomerações.

Para os alunos das áreas rurais mais afastadas, cerca de 10% dos matriculados na rede, a distribuição será feira pelo sistema de transporte escolar, com apoio da Polícia Militar e das guardas municipais.

Os kits contêm quatro apostilas: de língua portuguesa, matemática, orientações gerais e instruções para o uso dos aplicativos de ensino a distância. Para os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, além das apostilas, serão distribuídos um livro, um gibi da Turma da Mônica e uma ficha de leitura.

Devido à pandemia do novo coronavírus, escolas e cursos preparatórios tiveram que suspender suas atividades presenciais como medida preventiva à doença. Apesar das dificuldades, esse pode ser o momento ideal para os estudantes aprimorarem seus conhecimentos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) através de conteúdos on-line.

Com o objetivo de ajudar os estudantes em isolamento domiciliar, o professor de química Francisco Coutinho realizará, a partir do dia 29 de abril, o congresso on-line “Química e sua contribuição científica”, a partir das 20h, em seu Instagram (@prof.franciscocoutinho). O educador convidou professores de química especializados em diversas áreas que abordarão vários temas.  

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“O objetivo deste congresso é mostrar para os alunos que os professores estão unidos neste momento tão difícil de nossas vidas e levar conhecimento científico e de qualidade de forma gratuita para todos os alunos que pretendem fazer o Enem ou algum tipo de vestibular”, disse Francisco Coutinho. 

Confira a programação: 

Francisco Coutinho

Mediador 

Fábio Costa - 29/04

A Química dos fármacos

Marcos Barros -  30/04

A Química dos alimentos

Jeanne Monteiro - 01/05

A Química no ensino médio 

Berg Figueiredo - 02/05

A Química de forma lúdica 

Paulo Wendel - 04/05

A Química na medicina

Valter Jr - 05/05

A Química no EAD

Vieira Filho - 06/05

A Química na atualidade

A inadimplência nas escolas de ensino superior no Estado de São Paulo cresceu 71,1% na primeira quinzena de abril, em relação ao mesmo período do ano passado. O dado é de pesquisa do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), feita com cerca de 200 instituições. "Isso tem preocupado as instituições", diz Rodrigo Capelato, diretor do Semesp.

Ele acredita que a primeira onda de inadimplência se deve à restrição de renda e diz que esse aumento se refere a alunos que deixaram de pagar a mensalidade de abril. É um "primeiro cheiro" da situação do calote nas escolas, diz. Ele acredita que o quadro ficará mais claro no próximo mês.

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Capelato já pondera que muitas instituições não terão caixa para bancar desconto linear para todos os alunos e recomenda que negociem abatimentos caso a caso. Outra recomendação é ter cuidado nas negociações de redução de salários e jornada. Quanto à inadimplência acima de 90 dias, a taxa média deve subir para 10,6% em 2020, ante 9,5% no ano passado, segundo o Semesp.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que vai publicar portaria autorizando as escolas a substituir aulas presenciais da educação básica pela modalidade a distância por 30 dias. A medida ainda pode ser prorrogada. A alteração foi elaborada pelo Comitê Operativo de Emergência do ministério, criado para pensar alternativas de contenção ao avanço do coronavírus em instituições de ensino. Ao menos 17 Estados já tiveram as aulas suspensas.

Atualmente, a legislação não permite aulas a distância na educação infantil e no ensino fundamental (do 1º ao 9º ano). A modalidade é permitida para até 30% da carga horária do ensino médio em cursos noturnos e 20% nos diurnos. Também é liberada em 40% da carga horária de cursos presenciais de ensino superior.

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Segundo nota do ministério, a liberação da modalidade para todas as etapas da educação básica tem caráter excepcional e valerá apenas enquanto durar a situação de emergência de saúde pública. A adesão das escolas será voluntária.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a medida atende mais a uma demanda das escolas e faculdades privadas do que serve como solução para a rede pública de ensino. Diretores da rede particulares vinham cobrando o MEC por um dispositivo que as deixasse mais seguras de poder descontar os dias com atividade a distância dos 200 dias letivos exigidos por lei. Na sexta-feira, o Conselho Nacional de Educação (CNE) já havia emitido ofício, informando entender que juridicamente a reposição dos dias perdidos pode ser feita no próximo ano, mas que os 200 dias e as 800 horas anuais precisam ser cumpridas - o entendimento seria o mesmo usado em 2009, quando aulas foram suspensas na epidemia de H1N1.

Para Luiz Miguel Garcia, presidente da Undime (entidade que reúne os secretários municipais de educação), a liberação do ensino a distância para a educação básica não garante a qualidade e nem que todos os estudantes serão atendidos. "Não conhecemos metodologia, ainda mais em caráter emergencial, que garanta um ensino de qualidade para crianças nessa faixa etária que permita a substituição. Estamos falando de uma fase em que os alunos estão sendo alfabetizados."

Além da qualidade, ele também destaca que a maioria das escolas da rede pública não tem recursos para oferecer ensino a distância e, ainda que tivessem, nenhuma teria como garantir que todos os alunos podem assistir às aulas nessa modalidade de casa. "Como garantir que toda criança tem um celular, um computador com internet para fazer as atividades? Vamos deixar muitos alunos de fora porque a realidade do Brasil está muito distante de permitir isso. O princípio básico da equidade não será garantido", disse.

Álcool gel

O ministério também informou que vai antecipar a liberação de R$ 450 milhões do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para que os colégios da rede pública tenham recursos para comprar álcool em gel e outros produtos de higiene. O recurso estava previsto para ser liberado em abril e setembro, mas as parcelas foram adiantadas diante do avanço do novo coronavírus. Secretários de Educação de Estados e municípios destacam que não se trata de um recurso extra e que pode reduzir a compra de materiais pedagógicos.

Faculdades

Levantamento da Abmes (associação que reúne donos de faculdades de particulares) encontrou ao menos 17 Estados que estão com aulas paralisadas na educação básica ou superior. A instituição recomendou a suspensão das atividades e pede para que estratégias, como a modalidade a distância, sejam consideradas.

O Secretário de Saúde da capital pernambucana, Jailson Correia, deu uma entrevista, neste sábado (14), para falar a respeito das medidas anunciadas pela Prefeitura do Recife (PCR) para a conteção dos casos de Coronavírus. O titular da pasta também reforçou quais as estratégias que devem ser tomadas pela própria população para evitar idas aos centros de saúde sem a real necessidade, além de afirmar que medidas mais radicais, como a suspensão de aulas da rede municipal de ensino, ainda precisam ser estudadas.

“No momento, enquanto nós não temos a confirmação de transmissão local na nossa região, a questão das escolas continua como uma possibilidade, mas para ser usada onde ela pode ser mais efetiva”, disse o secretário. Ele afirma que outros estados da federação tiveram medidas diferentes porque neles, há casos de transmissão comunitária ou seja, quando o paciente infectado não esteve em países com registro da doença e mesmo assim transmite a doença para outra pessoa, que também não viajou.

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Jailson afirma que, por não ser uma situação encontrada no Recife, a paralisação das atividade ainda está sendo estudada. “Pode ser que a gente, daqui a alguns dias, venha a discutir esse assunto. No momento, entendemos não ser aplicado a questão de suspensão das aulas das escolas e creches”, disse. 

Em caso de suspeita, calma

O Secretário de Saúde também instruiu que a população não deve correr aos centros de referência em saúde a primeira tosse. “É fundamental que (a população) não vá aos hospitais de referência. Nem ao Oswaldo Cruz, nem ao Hospital Correia Picanço para este fim. Se a pessoa está muito bem de saúde, mas tem uma tosse, um pequeno espirro, um pouco de catarro, mas está se sentindo bem, não tem para que ela ir para um centro de saúde neste momento”, afirma. 

O titular da pasta afirma que pessoas que estejam de volta de viagens do exterior podem fazer o isolamento por conta própria. “O Ministério da Saúde tem recomendado 7 dias de isolamento em casa, mesmo que não tenha sintomas clínicos. Se tiver sintomas clínicos que incluem febre e sintomas respiratórios passa a preencher critério para casos suspeitos e esse período fica um pouco maior, 14 dias”, explica. 

O caminho indicado pelo secretário caso haja a presença de sintomas segue a seguinte ordem: “Se a pessoa apresenta sintomas respiratórios como febre, tosse e outros com mais relevância, deve-se ir ao posto de saúde mais perto de casa ou as UPAs e policlínicas. Nunca aos hospitais de referência”, reforça. Para quem fizer o isolamento caseiro voluntário a indicação é não compartilhar os mesmos utensílios que os outros moradores da residência. “Esta é uma forma de proteger quem está em casa”, finaliza. 

Nesta sexta-feira (13), após a Assembleia Geral realizada no Teatro da Boa Vista, área central do Recife, os professores da Rede Municipal de Ensino saíram em passeata pela Avenida Conde da Boa Vista, como forma de protesto para reivindicar condições melhores de trabalho.

Entre as reinvindicações da categoria, está o pagamento do piso salarial da classe por parte da Prefeitura do Recife e respeito à educação e valorização dos profissionais de ensino. “A gente está solicitando que a Prefeitura abra as negociações com os professores, porque os professores estão abertos a negociação. A categoria quer que a prefeitura cumpra a lei. Vários municípios já pagaram o piso a partir de janeiro, como Paulista, Camaragibe, Olinda. E a Prefeitura do Recife, uma das mais ricas País, nega-se a pagar o piso dos professores. A gente quer a reabertura das negociações e o repasse do piso”, explicou Carlos Elias, diretor do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere). Segundo o sindicato, 95% dos docentes estão paralisados e 90% das escolas estão fechadas.

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Durante o protesto, a diretora de comunicação do Simpere, Sandra Souza, falou em nome da categoria dizendo que: “A gente (os professores) não vai dispersar aqui na rua, não. A gente vai dispersar ali, na porta da Câmara. É lá que a gente tem que chegar. Porque a casa do povo tem que receber essa categoria que aguenta o ano inteiro. Essa caminhada é fichinha para o que a gente passa o ano inteiro nas escolas, sofrendo com o calor, com as péssimas condições de estrutura”, disse.

Sobre as reinvindicações que estão sendo feitas, a coordenadora geral do Simpere, Cláudia Ribeiro, alega que a ilegalidade é do prefeito Geraldo Júlio. “Os professores e professoras do Recife continuam em greve. Nós consideramos que quem está ilegal é o prefeito Geraldo Júlio por não atender às condições mínimas de trabalho, de condições das escolas públicas continuarem funcionando em situação digna para as crianças que mais precisam do acesso à educação pública. A gente precisa, também, que esses senhores que se colocam como representantes do povo entendam, abram também caminhos para que a Prefeitura do Recife possa atender o nosso pleito”, comentou.

Os professores decidiram manter a greve sem prazo para acabar, embora tenha sido decretada ilegal pela Justiça. “Nós, professoras, entendemos que a luta tem que ser unificada. Que só indo para a rua mostrando a população a verdadeira face de Geraldo Júlio (prefeito do Recife), de que ele não quer negociar conosco. Para nós, não é confortável estarmos na rua, levando sol ou chuva, deixando as nossas crianças sem atendimento na escola", disse Lívia Tavares, professora da educação infantil da Escola Municipal Chico Science.

Cláudia Ribeiro disse, ainda, que as atividades que terão até o grande ato são a reunião dos professores com o grande comando de greve, nesta sexta-feira (13); piquete nas comunidades, na próxima segunda-feira (16); nova assembleia, na terça-feira (17); e, no dia 18 de março, os professores irão aderir à Greve Nacional da Educação do Serviço Público. A classe dispersou em frente à Câmara dos Vereadores e segue em planejamento de outras atividades no Simpere.

*Com informações de Maya Santos

Alegando atrasos na carga horária em 21 unidades de ensino do Recife, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou, nessa terça-feira (18), que a Prefeitura do Recife e a Secretaria Municipal de Educação reveja o planejamento educacional do semestre para repor as aulas perdidas antes do início das férias.

A recomendação do MPPE pretende cobrar dos poderes competentes as reposições de aulas perdidas em escolas e creches do Recife a fim de sanar o "déficit pedagógico" dos alunos. Segundo o texto da recomendação, as Promotorias de Justiça de Defesa da Educação da Capital ressaltam que o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere) apresentou manifestação sobre o descumprimento da carga horária mínima anual prevista em lei para a educação infantil e o ensino fundamental.

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Preocupados com o ensino dos infantes, 266 pais de alunos afetados reivindicam, por meio de um abaixo-assinado, providências a respeito da carga horária anual de cada etapa de ensino. Em contra partida, os promotores de Justiça Eleonora Rodrigues e Muni Catão apuraram, através de diversos procedimentos que tramitam nas Promotorias de Justiça, que a reposição das aulas promovida nas escolas e creches municipais não é realizada de forma eficaz porque os alunos não comparecem às aulas extras, que geralmente são marcadas para dias de sábado. “A demora na reposição das aulas interfere na aquisição dos conteúdos e também ocasiona desperdício de recursos, pois há a alocação de pessoal, preparo de alimentação escolar, gastos com água e energia para realização das atividades no sábado, quando a frequência é inexpressiva”, destacaram os promotores de Justiça.

Outra medida recomendada pelo MPPE é a recomposição do quadro de professores, a fim de permitir a substituição imediata nos casos de educadores afastados legalmente. O planejamento da reposição das aulas deve ser realizado em conjunto pelos coordenadores pedagógicos das unidades de ensino, pelos docentes das turmas com carga horária deficitária e pelos professores contratados para eventuais substituições ou reposições.

As autoridades da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação têm até o dia 19 de maio para informar sobre as medidas adotadas para dar cumprimento da recomendação. O documento foi publicado na íntegra no Diário Oficial Eletrônico do MPPE na terça-feira.

O Campus Ipojuca do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), inicia, neste primeiro semestre de 2020, novas turmas para o ensino médio integrado. A oportunidade é para os estudantes que concluíram o ensino fundamental e desejam ingressar nesta modalidade para realizar na instituição o ensino médio regular juntamente com a formação técnica em Mecânica ou Segurança do Trabalho.

A introdução da nova modalidade no Campus é uma ação de verticalização do Ensino, que faz parte da natureza dos institutos federais. “Esta é uma característica especial da rede federal de educação tecnológica: oferecemos oportunidades de uma formação completa, que vai do Ensino Médio à pós-graduação. Hoje, são cerca de 600 campi dos institutos federais em todo o Brasil”, disse o diretor-geral do Campus Ipojuca, professor Enio Camilo de Lima.

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Na segunda-feira (3), os estudantes da modalidade foram recebidos pela equipe de direção em uma aula inaugural. Antes, representantes estudantis do Grêmio acompanharam as turmas em uma visita às dependências do Campus. “A estrutura é ótima, impressiona para quem está acostumado com escola pública”, disse Cauã Paixão, que vai iniciar o curso técnico integrado em Mecânica.

As estudantes Gabriela Amorim e Erika Patrícia, calouras do curso de Segurança do Trabalho, também aprovaram a aula inaugural, e esperam pelo início das aulas. “Gosto de Matemática e Física, e também espero pelas aulas de Filosofia”, conta Erika.

A professora Luciene Souza, diretora de Ensino do Campus Ipojuca, também falou aos estudantes na aula inaugural. “O IFPE traz um mundo de oportunidades. Vocês não terão apenas a formação técnica de qualidade, mas uma formação humana, com aprendizados que são importantes para toda a vida”, afirmou ela. “Vocês conquistaram este lugar em um Vestibular concorrido, e agora precisam fazer valer , estudando e participando das atividades propostas, como as ações de Pesquisa e Extensão, por exemplo”.

Escolher uma área para fazer residência médica pode ser demorado e tão difícil quanto conseguir a aprovação na seleção. Nesse processo, a experimentação prática e acadêmica durante a graduação é importante para dar autoconhecimento, experiência e melhorar o currículo do estudante e futuro residente. As ligas acadêmicas de saúde, que se assemelham a estágios estimulando atividades de ensino, pesquisa e extensão, podem ser boas alternativas para os alunos de medicina decidirem que área querem seguir. Além disso, rendem pontos para a etapa de análise curricular nas seleções de programas de residência médica.

Compostas por ciclos de seis meses a um ano, as ligas são formadas obrigatoriamente por um professor coordenador com especialidade na área e estudantes escolhidos por meio de um processo seletivo que varia de liga para liga, conforme o edital publicado, contendo provas e, em alguns casos, entrevistas. Os ciclos de duração das ligas são de seis meses a um ano, a depender da universidade e do edital de cada uma, e os estudantes podem solicitar renovação até atingir o tempo máximo de permanência. 

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De acordo com Maria Helena Araújo Mariano, que é professora da disciplina de saúde do adulto, presidente e coordenadora da Liga Acadêmica de Reumatologia da UNINASSAU (LAREUNI), é muito importante participar de qualquer liga que seja, para que o aluno direcione suas aptidões através das atividades desenvolvidas no tripé ensino, pesquisa e extensão. “Primeiro, o aluno vai estudar acrescentando o conhecimento sobre a área. Segundo, vai ter interação muito grande com a comunidade e outra coisa importante é a parte de pesquisa. Na nossa liga, enviamos sete trabalhos para o Cogresso Nacional e cinco foram escolhidos”, explicou ela. 

Complementar à formação acadêmica fornecida pela sala de aula com atividades práticas, de acordo com Maria Helena, é mais uma vantagem que as ligas oferecem às habilidades dos futuros médicos. “A liga tem esse papel complementar e suplementar, quando chegar no internato o estudante vai ter uma visão muito mais holística e global do que um aluno que não teve a chance de participar de uma liga”, afirmou a professora.

Taís Simplício tem 25 anos, é estudante do 11º período de medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e há três anos está na coordenação da Liga de Psiquiatria da instituição. Na opinião dela, as ligas ajudam os alunos a escolherem uma residência e contam pontos para a seleção, mas vão além. Para Taís, as atividades desenvolvidas pelos ligantes (como são chamados os alunos das ligas) ajudam a aprimorar o currículo e, consequentemente, facilitam a aprovação nos processos seletivos da residência. “As ligas em geral facilitam a participação em pesquisas, publicação de trabalhos científicos e realização de extensões, entre outras atividades que também incrementam o currículo do aluno e acabam contribuindo no processo seletivo da residência. Como os alunos são estimulados a se inserirem nas atividades, acabam gerando produções que também contam pontos durante o ano”, disse ela. 

Foi o que aconteceu com o estudante Pedro Augusto Kuczmynda da Silveira, de 23 anos, graduando do 9° período de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE), O jovem integra a Liga de Clínica Médica da instituição desde 2018. Ele conta que esta é sua segunda liga e confirma o seu desejo quanto à área desejada para a residência. 

“O estudante tem mais contato com a área na qual a Liga está inserida, com a rotina, com profissionais do segmento, com o tipo de carreira. Pode ajudar no processo de decisão, como é com algumas pessoas, tanto para se aproximar quanto para se afastar de alguma área após conhecer mais de perto. No meu caso em específico, confirmei meu gosto pela área e agora estou decidido a seguir na clínica médica, apesar de querer seguir em outra área após a primeira residência”, afirmou o estudante. 

Ana Clara Torres tem 23 anos, é aluna do 5° período de medicina da UNINASSAU e já fez provas de ligas para diversas áreas, sendo aprovada nas de psiquiatria e imagem, da qual irá participar durante o ano de 2020.  Ela conta que a preparação para a seleção das ligas deve ser boa, pois há concorrência pelas vagas e só são aprovados os alunos que conseguem um alto percentual de acertos nas provas. Questionada sobre sua forma de estudar para os processos seletivos, Ana citou as referências listadas nos editais e também simpósios organizados pelas próprias ligas. 

“A prova depende de cada liga, mas geralmente fazem simpósio com os assuntos e depois fazem prova, e outros só colocam referência no edital. Você tem que administrar o pouco tempo que você tem para estudar e muitas vezes tem que estudar assuntos que você ainda não viu. Eu pego os conteúdos do edital, pego as referências, procuro vídeos, e vou aos simpósios. Você tem que seguir o edital e o jeito de estudar é muito pessoal”, explicou a jovem. 

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Nesta segunda-feira (27), o segundo embarque do Programa Ganhe o Mundo (PGM) de 2020 leva 47 alunos rumo aos Estados Unidos (EUA). Durante um semestre letivo, os alunos da rede estadual de ensino de Pernambuco irão aperfeiçoar o inglês no exterior.

A estudante Thais de Souza Alves, 17 anos, é a primeira de sua família a realizar um intercâmbio e fala sobre sua expectativa em conhecer outro país. “Espero que tudo dê certo. Que seja como eu sempre sonhei e que eu consiga aprimorar mais o meu inglês, estudar mais a língua e voltar melhor”, disse aluna da Escola Técnica Estadual Alcides do Nascimento Lins, localizada em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife, ao LeiaJá.

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A família de Thais conta que a conquista da vaga para o intercâmbio é motivo de orgulho para todos. Nesta segunda (27), 47 famílias de Arcoverde, Caruaru, Limoeiro, Palmares, Garanhuns, Vitória, Nazaré e outras cidades da Região Metropolitana da capital pernambucana se despedem dos estudantes no Aeroporto Internacional do Recife, na Imbiribeira, Zona Sul da cidade.

Além da experiência de estudar no exterior, os jovens contam com seguro de saúde internacional, acomodações em casa de família com refeições garantidas, como também bolsa-auxílio no valor de R$ 719.

Neste ano, já foram realizados dois embarques para o país norte americano. Desde o início, o PGM já embarcou cerca de oito mil estudantes da Rede Estadual. Atualmente, o programa oferece a opção de dez países destino, sendo cinco de língua inglesa (Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá e Inglaterra), quatro de língua espanhola (Espanha, Argentina, Chile e Colômbia) e a Alemanha.

A Prefeitura do Ipojuca, por meio da Secretaria Municipal de Educação, está oferecendo 5.100 mil vagas para os alunos novatos que desejam ingressar na Rede Municipal de Ensino. As vagas são para as áreas de Educação Infantil, Fundamental, Inclusiva e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As inscrições seguem até o dia 31 de janeiro e os responsáveis devem comparecer às unidades de ensino ou à Secretaria de Educação municipal munidos dos seguintes documentos: certidão de nascimento do aluno (cópia e original), comprovante de residência, transferência provisória ou histórico escolar, documento de identificação do responsável, carteira de vacinação e duas fotos 3x4.

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As matrículas serão preenchidas de acordo com o número de vagas existentes nas respectivas unidades de ensino. Do total de vagas ofertadas, quatro mil foram disponibilizadas na área urbana do município e 1.100 direcionadas para a Zona Rural do Ipojuca.  

A inscrição dos novos estudantes para escolas da Zona Urbana deve ser realizada nas unidades escolares da Rede Pública Municipal e, para os alunos da Zona Rural, pode ser feita na própria sede da Secretaria de Educação do Ipojuca. 

“Essa ampliação no número de vagas representa o cuidado que nós temos dado para garantir que todas as nossas crianças, adolescentes e jovens possam estudar e galgar um futuro melhor, com um ensino de qualidade reconhecido e uma infraestrutura digna para receber os estudantes. A construção de novas creches e a implantação do Centro de Formação para professores são exemplos claros do nosso compromisso com a melhoria da educação do povo ipojucano”, destacou a prefeita Célia Sales. 

Segundo o secretário municipal de Educação, Francisco Amorim, Ipojuca garante vagas para todas as crianças do município de quatro a 14 anos. “Além disso, estamos ampliando o número de vagas para as crianças de zero a três anos com a entrega das creches. Em breve vamos inaugurar a maior creche do estado, que atenderá 350 crianças e será localizada em Maracaípe”, destacou o secretário.  

A prefeitura de Ipojuca também está oferecendo curso de idiomas, com aulas de inglês, espanhol e libras. Esta última, surgiu, principalmente, da demanda de pais de alunos com deficiência auditiva, mas também atende à necessidade de alguns servidores, sobretudo da saúde, a aprenderem libras para atenderem melhor a este público.

O edital contendo todas as informações sobre o processo está disponível no portal do SEI (Sistema Educacional do Ipojuca) e em todas as unidades da rede ensino do município.

Estão abertas, até o dia 31 de janeiro, as inscrições para monitorias no Grupo de Apoio Preparatório (GAP), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O objetivo é selecionar um monitor na área de Ciências Humanas e quatro para voluntários, sendo priorizados monitores de física, química, matemática e demais áreas. O GAP ainda está ofertando uma vaga para bolsista. Os interessados em participar do processo seletivo devem enviar um e-mail para professoresdogap@yahoo.com.br

A seleção exige que os candidatos enviem um e-mail contendo no campo assunto “SELEÇÃO MONITORES DO GAP 2020” e as disciplinas que têm aptidão para ministrar. Já no corpo do e-mail, devem ser colocadas as experiências e habilidades, como formação acadêmica, sobretudo o curso atual daqueles que ainda estão em graduação, disciplinas nas quais tem habilidade para ministrar aulas, e anexar uma cópia do currículo (optativo). Os selecionados saberão, posteriormente, o dia e a hora da entrevista. Após os processos, os aprovados passarão por uma entrevista nos dias 3 a 6 de fevereiro. 

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Para os que desejam concorrer à vaga de monitor-bolsista, é preciso ser estudante de graduação da UFPE; ministrar ao menos uma disciplina por aulão; acompanhar a equipe do projeto na visita às escolas, para convidar os alunos, ao menos uma vez ao mês; manter comunicação com instituições parceiras para divulgação dos aulões; participar de reunião semanal, via internet, com previsão de duração de cerca uma hora.  

Quem pretende se candidatar para a vaga de monitor voluntário deve ministrar uma ou mais disciplinas em ao menos dois aulões por mês, cujas datas serão previamente combinadas com antecedência de pelo menos duas semanas.  

Os certificados serão entregues, em novembro de 2020, a todos os monitores no final do projeto, contendo a carga horária combinada com a coordenação do GAP. As atribuições poderão ser modificadas em comum acordo entre a equipe do projeto. 

O GAP oferece aulas gratuitas para estudantes que farão provas de vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Grupo fica na Praça de Casa Forte, 365, no bairro de mesmo nome, Zona Norte do Recife. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail professoresdogap@yahoo.com.br.

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