Tópicos | fraudes no vestibular

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, nesta quinta-feira (19), que 36 pessoas já foram indiciadas por envolvimento em fraudes no vestibular de medicina em faculdades particulares mineiras e fluminenses. A instituição também apontou que houve aplicação do golpe no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.

De acordo com a polícia, pelo menos na cidade de Barbacena, no Centro de Minas Gerais, os integrantes da quadrilha repassaram os gabaritos com o resultado das provas do caderno amarelo, visando garantir a aprovação de “feras” no exame. Segundo o delegado que repassou a informações para a imprensa, Fernando José Barbosa Lima, que também presidiu o inquérito, um dos coordenadores do grupo criminoso é José Cláudio de Oliveira, 41. O acusado subornou um fiscal que ainda não foi identificado, em Barbacena.

##RECOMENDA##

O delegado explicou que José Cláudio pagou R$ 10 mil ao fiscal para receber os dois cadernos de prova amarela, referente aos dois dias de aplicação do Enem. O coordenador da quadrilha, segundo a Polícia Civil, passava as questões para as pessoas responsáveis por resolver os quesitos, identificadas como pilotos, que retornavam as informações, normalmente via internet, com o gabarito. Em seguida, os dados informativos eram replicados aos candidatos por mensagem de celular ou ponto eletrônico. A polícia ainda informou que os preços pagos pelos candidatos aos fraudadores variavam de R$ 70 mil a R$ 100mil.

A PCMG passou algumas informações e documentos para a Polícia Federal (PF), entre eles, dois cadernos amarelos que foram apreendidos com José Cláudio em Barbacena, durante a Operação Hemostase, no dia 3 de dezembro. Também estão com a PF cerca de 30 gravações de conversas entre o José e o aposentado Quintino Ribeiro Neto, de 63 anos, que também liderava o grupo criminoso. De acordo com a Polícia Civil, existem ainda mensagens de SMS contendo parte dos gabaritos e outras em que eles comemoram o índice de acerto das provas.

Depois de nove meses de investigação, o inquérito da Polícia Civil chega a aproximadamente 3 mil páginas. O delegado federal Paulo Henrique elogiou o trabalho da PCMG e destacou que a PF iniciará um trabalho para confirmar o crime e identificar os beneficiados.

Operação – a ação que resultou no esclarecimento de fraude foi chamada de “Hemostase” por causa dos procedimentos realizados nos processos cirúrgicos destinados a estancar hemorragia.

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando