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E.R.L., 10 anos, foi diagnosticado com a Síndrome de West antes de completar seu primeiro ano de vida. A doença gera diversos ataques epiléticos e grave atraso em seu desenvolvimento motor e cognitivo. P.A.R., mãe do menor, procurou a Defensoria Pública da União (DPU) no Recife em outubro de 2019 com o objetivo de garantir um salvo-conduto para plantação de cannabis medicinal que será usada no tratamento do filho. Após reunir todos os documentos necessários para dar entrada no pedido de habeas corpus preventivo, a Defensoria protocolou o pedido no dia 03 de março de 2020, obteve a concessão da liminar no dia 09 e a sentença definitiva no dia 20, pois não houve recurso do Ministério Público Federal.

Os cuidados com a criança eram intensivos, por meio de medicações e terapias, mas seu quadro não apresentou melhoras com o passar dos anos. Ele continuou sofrendo de epilepsia refratária e chegou a ter, em média, 10 crises epilépticas por dia. Os efeitos colaterais dos remédios também se fizeram presentes, como sonolência, irritabilidade, excesso de saliva na boca, tonturas, desequilíbrios e incômodos generalizados.

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A família, então, teve acesso a uma amostra do óleo da cannabis e seu uso deu resultados significativos ao menor: as crises epilépticas reduziram para uma crise por semana, fazendo com que ele conseguisse realizar fisioterapia e fonoaudiologia com a frequência necessária. O resultado foi a melhora no equilíbrio corporal, firmeza muscular, controle da saliva e foco em atividades simples.

Diante da impossibilidade de promover a importação do extrato sem tornar impossível o sustento da família, considerando o alto valor da medicação, a única saída passou a ser o cultivo da planta em casa. Por esse motivo, P.A.R. procurou a Defensoria Pública da União no Recife, com a intenção de garantir um salvo-conduto para plantação da cannabis medicinal e uso terapêutico em seu filho. O caso passou a ser acompanhado pela defensora pública federal Tarcila Maia Lopes.

Após a reunião de todos os documentos necessários para comprovar o caso, a DPU impetrou o pedido de habeas corpus preventivo no dia 03 de março de 2020. Como as ações de habeas corpus possuem prioridade em relação a todas as demais demandas no âmbito criminal, o processo se desenvolveu de forma muito ágil. A concessão da liminar foi emitida no dia 09 e a sentença final no dia 20 de março.

“Por todo o exposto, julgo procedente o pedido e concedo a ordem, concedendo à paciente P.A.R., representante legal de E.R.L., o salvo-conduto para que as autoridades coatoras se abstenham de adotar qualquer medida voltada a cercear a sua liberdade de locomoção, na ocasião da importação de sementes ou no recebimento de sementes/mudas junto a associações com autorização regulamentar ou judicial para tal fornecimento (a exemplo da ABRACE), bem como na produção e cultivo do vegetal Cannabis sativa dentro da sua residência, adstrito o salvo-conduto à quantidade suficiente para a produção do seu próprio óleo, com fins exclusivamente medicinais”, destacou na sentença a juíza federal da 36ª Vara Federal de Pernambuco, Amanda Torres de Lucena Diniz Araújo.

 Após a concessão de vários habeas corpus com a mesma temática desde o mês de dezembro de 2019, essa é a primeira sentença emitida pela Justiça Federal em Pernambuco em casos com atuação da Defensoria Pública da União no Recife. “Como o Ministério Público Federal não recorreu da sentença, podemos dizer que essa é uma sentença definitiva”, comemorou a defensora Tarcila Maia Lopes.

Da assessoria da DPU

Nessa segunda-feira (23) foi anunciado que vários estados dos EUA decidiram que a maconha é essencial e as lojas devem permanecer abertas. O objetivo seria manter a imunidade da população alta, um dos benefícios da cannabis.

A Cannabis não combate o coronavírus, como alguns especularam, mas pode ser utilizada neste combate. É o que explica o médico Pedro Pierro Neto. “Existem receptores canabinoides no sistema imunológico e isso já é bem descrito na literatura", afirma.

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A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) doará frascos de óleo rico em canabinóide para profissionais da saúde. A ideia é provar esta possibilidade de uso. Médicos que estão a frente do tratamento de pacientes com o Covid-19 e que estão expostos ao vírus receberão o óleo.

“Talvez não seja significativo, eu acredito que sim, mas pode ser facilmente questionado e por isso a importância dessa iniciativa. Um grupo de médicos voluntários, selecionados e que usem o óleo enriquecido com canabinoides e ao fim desse período comparar com a taxa de infecção de médicos que não usam”, acrescenta Pierro Neto.

O estudo irá durar o tempo que a pandemia permanecer. Todos os médicos que se voluntariarem nesta pesquisa serão observados durante todo o período para entender as reações do organismo.

A Abrace Esperança acredita que pode ajudar essencialmente àqueles que vêm recebendo reconhecimento pelos serviços prestados à população, mas sem auxílio máximo para suas proteções. Para a entidade, a cannabis medicinal pode ser a arma que se espera encontrar durante esta crise em todo o planeta.

Cannabis diminui ansiedade?

Acompanhar noticiários que mostram a pandemia crescendo diariamente e não poder agir, sendo obrigado a permanecer em isolamento social causa estresse e ansiedade na população, o que pode ser combatido pela Cannabis. Pedro Pierro Neto afirma que este é mais um ponto de auxílio. “Principalmente o canabidiol tem ações sobre receptores serotoninérgicos do tipo 5HTL-1. Isso quer dizer que diminui consideravelmente a ansiedade das pessoas”, declara o médico.

Com informações da assessoria

Nesta segunda-feira (23), a Agência Federal para Assuntos Médico-Biológicos (FMBA, na sigla em russo), anunciou que a vacina, que está sendo desenvolvida contra o novo coronavírus, concluiu com sucesso a primeira fase de testes.

De acordo com a chefe do órgão, Veronika Skvortsova, todas as etapas de testes devem ser concluídas até junho e a vacina poderá ficar pronta em até 11 meses.

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"A vacina concluiu a primeira fase de desenvolvimento. Se trata de uma vacina recombinante, [proveniente] não do vírus vivo, mas, sim, de proteínas que contêm os chamados epítopos, ou seja, o sítio de ligação específico do vírus", explicou Skvortsova.

Os epítopos, ou determinantes antigênicos, consistem nos sítios de ligação que são reconhecidos pelos anticorpos que reagem ao vírus.

Três protótipos

Em 20 de março, cientistas da FMBA informaram que iriam priorizar três protótipos de vacinas contra a COVID-19.

"Foram criados três protótipos de vacina, constituídos de proteínas recombinantes baseadas em epítopos da proteína S superficial do SARS-CoV-2", informou a instituição.

Segundo a FMBA, os primeiros testes com animais já estão sendo realizados.

Nesta segunda-feira (23), o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, informou que a Rússia tem 438 casos confirmados de coronavírus. O prefeito de Moscou, que reúne a maioria dos casos, anunciou novas medidas de combate à pandemia de COVID-19.

Da Sputnik Brasil

O hábito de lavar as mãos, arma contra o novo coronavírus, foi um dos mais revolucionários de toda a história da Medicina. Em meados do século 19, os médicos não tinham o costume de lavar as mãos, nem mesmo entre procedimentos cirúrgicos. "A ideia dominante era que a lavagem poderia tirar a proteção da pele", explicou a pesquisadora Gisele Sanglard, da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, especialista em história da saúde.

"Vamos lembrar que estamos falando de países do Hemisfério Norte, onde os invernos são mais rigorosos, não havia calefação, e tomar banho era um sacrifício".

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O primeiro médico a perceber que a lavagem das mãos poderia ter um impacto nas taxas de letalidade foi o húngaro Ignaz Semmelweis (1818-1865), que em 1847 trabalhava no Hospital Geral de Viena. O hospital tinha duas clínicas para a realização de partos: uma usada no ensino de jovens médicos e outra para o treinamento de parteiras. A morte de mulheres pela chamada febre puerperal, pós-parto, era muito comum. Mas o médico começou a observar uma diferença de mortalidade muito grande entre as parturientes atendidas por estudantes de medicina e as que eram cuidadas por parteiras. Entre essas últimas, a taxa de letalidade era de menos de 4% contra porcentuais que chegavam a 16%.

Na mesma época, um médico amigo de Semmelweis morreu depois de ter sido ferido acidentalmente pelo bisturi de um dos estudantes durante um exame de necropsia. Ao fazer a autópsia, Semmelweis notou que ele morrera de enfermidade muito parecida à que acometia as parturientes e concluiu que médicos que faziam autópsias estariam levando "partículas cadavéricas" nas mãos. Isso explicava por que parteiras tinham porcentuais mais baixos: elas não participavam das autópsias.

Mudanças

O médico estabeleceu nova política. Os alunos deveriam lavar as mãos após a autópsia, antes de atenderem as parturientes. Em um mês, o porcentual de mortes caiu para menos de 1%. Foram necessários ainda alguns anos até que o francês Louis Pasteur confirmasse a teoria dos germes e o britânico Joseph Lister começasse a colocá-la em prática nas cirurgias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cinco cientistas de áreas como Farmácia, Biologia Molecular e Agronomia deram subsídios técnicos aos integrantes da comissão especial que examina o projeto de lei sobre a permissão do uso da cannabis para fins medicinais. Em audiência pública nesta terça-feira (10) na Câmara dos Deputados, eles explicitaram tanto os benefícios da planta para dar mais qualidade de vida a pacientes de várias doenças quanto a viabilidade do plantio da cannabis em solo brasileiro.

Os pesquisadores resumiram as vantagens do Brasil: uma imensa área cultivável e boas condições de luminosidade, temperatura e umidade. Ao contrário dos países mais frios, aqui não é preciso fazer o plantio em estufas, como salientou o biólogo Fabian Borghetti, um dos participantes do debate.

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“No nosso país, o cultivo outdoor permite uma expressão mais rica de características, que gera produtos mais diversificados. Seria o equivalente, à expressão que se usa para os vinhos, na indústria vinícola, o terroir. Quem aprecia vinhos sabe que o local de produção – a uva é a mesma, mas a variedade é diferente e o ambiente é superdeterminante para as características organolépticas (cor, brilho e textura, por exemplo) daquela bebida”, disse.

O farmacêutico bioquímico Euclides Cardozo lembrou que já existe legislação para punir desvios de finalidade no plantio, uma das preocupações na discussão do uso da cannabis como matéria-prima para remédios. Mas o país não tem regras para o cultivo de plantas controladas, aquelas que podem ter efeitos psicoativos.

“Como sociedade, a gente não priorizou, até hoje, o potencial terapêutico das plantas. Quando a gente fala de planta medicinal, no meio profissional, muitas vezes é carregado de preconceitos. Os profissionais, por desconhecimento, na maioria das vezes, não conseguem observar a capacidade que o nosso país tem de desenvolver produtos a partir de espécies vegetais”, observou.

Marco regulatório

Para o deputado Luciano Ducci (PSB-PR), relator do projeto de regulamentação do uso medicinal da cannabis, as informações dos pesquisadores podem colaborar para que seu parecer seja um marco regulatório do tema. O parlamentar vê benefícios para o país.

“O Brasil pode ser um protagonista mundial na questão tanto do plantio como da produção de medicamentos, pesquisa de outros insumos, outros derivados da cannabis, fazendo com que o Brasil assuma um papel muito importante, a nível mundial. Nós temos uma Embrapa muito forte, uma agricultura forte, a parte de pesquisa muito forte”, disse.

Representantes da sociedade civil interessados na regulamentação do uso de remédios à base de cannabis acompanharam a audiência pública. Como Rafael Ladeira, da Aliança Verde, organização de Brasília que reúne pacientes, médicos e pesquisadores. Ele destacou as vantagens deste marco regulatório.

“A primeira é a possibilidade de pesquisa científico, de plantios com quimiotipos específicos, que possibilitem um tratamento mais adequado para cada um. Outro fator é o custo, que é um dos fatores, mas não é talvez nem o principal. O principal é a gente sair dessa amarra da ilegalidade, porque hoje uma mãe ou um pai ou uma associação que cultiva de forma não autorizada é considerada um criminoso”, afirmou.

Quarentena

De acordo com o relato dos cientistas, se for permitido o plantio, Amazônia e Pantanal são duas regiões onde a aptidão da cannabis é baixa. Roberto Vieira, da Embrapa, ressaltou também a importância de se estabelecer uma quarentena no caso de o país tomar a decisão de importar plantas e sementes, providência necessária para evitar pragas e doenças.

O presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP) e o relator, deputado Luciano Ducci, planejam fazer mais duas audiências públicas, nos dias 24 e 31 de março. A expectativa é que o parecer final comece a ser discutido na segunda quinzena de abril.

Da Agência Câmara de Notícias

A Prefeitura do Recife (PCR) está com processo seletivo simplificado aberto para contratar temporariamente cinco médicos psiquiatras. O edital que viabiliza a seleção foi divulgado no Diário Oficial do Município e pode ser encontrado no site da Prefeitura. As inscrições seguem abertas até a próxima quarta-feira (4). 

A seleção será realizada em fase única, pela Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife, por meio de avaliação curricular, que contará com avaliação de títulos e de experiência profissional. O salário oferecido é de R$ 5.911,99, além de gratificações, para psiquiatras diaristas com carga horária semanal de 20 horas. 

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O contrato será válido por um ano, com possibilidade de renovação por igual período, podendo também ser rescindido, a qualquer momento, conforme as necessidades da Sesau Recife ou caso as vagas sejam preenchidas por candidatos aprovados em concurso público. 

Das oportunidade, quatro são para psiquiatras diaristas e uma para psiquiatra especialista em infância e adolescência - também diarista -, sendo uma reservada para pessoa com deficiência (PCD). O objetivo dessa seletiva é preencher as vagas que ficaram em aberto no certame para psiquiatras feita no segundo semestre de 2019. Os aprovados na seletiva atuarão nas repartições da Rede de Atenção Psicossocial da capital pernambucana.

As pessoas que tiverem interesse em participar do processo seletivo precisam preencher o formulário de inscrição e o caderno de apresentação de documentos, que estão disponíveis no site da Prefeitura, e em seguida, junto à cópia da documentação, levá-los à Diretoria Executiva de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, localizada na Rua Alfredo de Medeiros, 71, bairro do Espinheiro, das 8h às 16h.

No dia 7 de março será publicado, no Diário Oficial, o resultado preliminar da avaliação curricular. Já o resultado final será divulgado no dia 28 de março. Para mais informações, acesse o edital da seleção.

Foto: Universidade Brasil

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A Justiça Federal de Sales, em São Paulo, determinou que o Ministério da Educação (MEC) nomeie, em até cinco dias, os novos reitores da Universidade Brasil, localizada no município de Fernandópolis (SP). A decisão acatou um pedido do Ministério Público Federal, que investiga fraudes ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o curso de medicina da instituição. 

A intervenção já havia sido determinada em setembro de 2019, mas a determinação não foi cumprida pelo MEC. Assim a Justiça Federal acolheu o pedido do MPF reiterando a intervenção dentro de um prazo de cinco dias, com determinação de notificar pessoalmente o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Em caso de descumprimento da determinação, será cobrada multa diária de R$ 50 mil e, até que a ordem seja cumprida, a universidade está autorizada a nomear outro reitor para não interromper seu funcionamento. 

A organização criminosa era chefiada pelos donos da universidade, José Fernando Pinto da Costa e seu filho Sthefano Bruno Pinto da Costa, respectivamente reitor e CEO da universidade, que cobravam até R$ 120 mil por aluno para garantir a matrícula sem processo seletivo e com financiamento, mesmo sem atender às regras de adesão. Ambos foram afastados por ordem judicial. 

Com o afastamento, a instituição passou para o comando de Adib Abdouni, nomeado pela esposa do antigo reitor. De acordo com a recente decisão judicial, ele usou indevidamente sua função para atender a interesses particulares de pessoas denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF). Adib também é investigado por suspeita de ameaçar uma testemunha do processo e tentar obstruir as investigações. 

Há, ainda, outros problemas na atual administração da instituição de acordo com o juiz responsável pelo caso, como o descumprimento de ordens judiciais contra a instituição. Além disso, um funcionário afastado e proibido de acessar os sistemas de informação da universidade, Amauri Piratininga Silva, ex-diretor do campus de Fernandópolis, denunciado pelo MPF, ainda assinar contratos como representante da Universidade Brasil.

“Embora tenha havido decisão judicial de afastamento do antigo reitor de suas funções, entendeu-se que não seria o caso de interferir diretamente na nova administração. O resultado? A mantenedora da Universidade Brasil (e aqui, salvo melhor juízo, incluem-se decisões administrativas da esposa do antigo reitor, afastado) continua com uma gestão que está a apresentar sérios problemas, e cujo titular está sendo acusado pela Polícia Federal e MPF de práticas ilícitas do ponto de vista criminal, havendo inclusive pedido fundamentado de prisão em seu desfavor”, reforçou o juiz.

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Na última quarta-feira (04), a Justiça Federal determinou à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) a garantia da matrícula no curso de medicina para estudante que questionou a classificação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A candidata afirmou que teve pontuação maior do que a nota de corte, mas não teve seu nome entre os aprovados. 

Após isso, a instituição acatou a decisão e fez o cadastramento da candidata no curso, ou seja, a estudante teve sua vaga reservada na graduação. O LeiaJá entrou em contato com o Ministério da Educação para saber se ocorreu algum erro no sistema, mas até o momento não se obteve resposta. 

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De acordo com o processo, com base nos pesos definidos pela UFRN, o sistema informava que a nota dela era de 769,21 - superior a nota de corte definida em 768,12. Porém, embora tenha apresentado nota superior aos três últimos candidatos aprovados para o curso de Medicina da UFRN (768,82, 768,58 e 768,12), ela não apareceu na lista de aprovados. 

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Entre os cursos mais concorridos, medicina ocupa uma das primeiras colocações nas buscas em universidades federais. No entanto, a concorrência não foi impedimento para a Karolayne Batista Bezerra, 20, desistir do sonho de infância. A estudante comemora a aprovação em medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no campus Caruaru.

Após três anos, a estudante natural de Pesqueira, localizada no Agreste do estado de Pernambuco, realizou rotinas de estudos, desde o final do ensino médio, para alcançar seu objetivo. Os métodos utilizados para obter melhor aproveitamento durante as horas de atenção aos conteúdos são compartilhados em rede social, no Instagram, com o objetivo de ajudar outros estudantes de Pesqueira a chegarem na universidade. 

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“Eu fiz um Instagram voltado justamente pra ajudar os outros vestibulandos como eu. Já tem um ano em que eu posto várias coisas, agora vou postar minha rotina na faculdade de medicina”, disse Karolayne ao LeiaJá

A mãe de Karolayne, Maria Betânia Batista Neto, 40, trabalha como diarista em pousadas na cidade de Pesqueira. Sempre ouviu com atenção os sonhos da filha, que devido às condições estudou apenas em escolas da rede pública. E agora recorda a trajetória da filha até o resultado atual. “Ela passou até em outros cursos, como enfermagem, mas ela só queria medicina”, contou ao LeiaJá.

Nesta terça-feira (4), a pesqueirense, aprovada no Sistema de Seleção Unificada em sétima colocação pelas cotas afirmativas, realizou a matrícula na instituição de ensino superior. “Foi uma realização que eu esperava a três anos, estudando em casa. Minha família ficou muito feliz, ficaram orgulhosos e só felicidade”, enfatizou.

Na próxima sexta-feira (7) inicia a convocação dos candidatos em lista de espera, do Sisu, pelas instituições de ensino superior, o prazo para encerramento está previsto para 30 de abril.

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Questionando o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), uma estudante conseguiu na Justiça que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte garanta a sua matrícula no curso de Medicina. A decisão é liminar e o processo corre na Justiça Federal. A candidata reclama que os seus 769,21 pontos é uma pontuação maior do que a nota dos três últimos colocados na ampla concorrência para o curso.

O juiz da 1ª Vara Federal de Natal, Magnus Delgado, aponta que a candidata comprovou que realizou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 alcançando notas acima dos 700 pontos. Foram elas: linguagem, códigos e suas tecnologias (724,3) ciências humanas e suas tecnologias (702,4); ciências da natureza e suas tecnologias (739,8); matemática suas tecnologias (735,3) e redação (960). 

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De acordo com o G1, a candidata aponta que a sua nota deveria ser menor do que a que foi mostrada no sistema, mesmo assim seria suficiente e maior do que a nota de corte que possibilita a conquista da vaga. A UFRN afirma que já foi notificada e que aguarda o posicionamento do Ministério da Educação.

Marcos Harter, ex-participante dos programas Big Brother Brasil e A Fazenda, voltou a se envolver em mais uma polêmica. O Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso (CRM-MT) afastou o cirurgião plástico das suas atividades, sob a decisão da presidente Hildenete Monteiro Fortes.

Segundo informações do Uol, Marcos está proibido de praticar medicina por seis meses. A decisão afirma que ele "não pode exercer atendimento e nem atos operatórios em pacientes, tendo em vista prova inequívoca de procedimento danoso realizado pelo médico, com fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação".

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Marcos está sendo investigado por divulgar o uso da medicina de forma ilegal. No final de dezembro, Harter chegou a publicar no seu perfil do Instagram o preço de uma cirurgia plástica para implantes de silicone. O valor foi tabelado por quase R$ 7 mil. Marcos Harter não se pronunciou sobre o caso.

Escolher uma área para fazer residência médica pode ser demorado e tão difícil quanto conseguir a aprovação na seleção. Nesse processo, a experimentação prática e acadêmica durante a graduação é importante para dar autoconhecimento, experiência e melhorar o currículo do estudante e futuro residente. As ligas acadêmicas de saúde, que se assemelham a estágios estimulando atividades de ensino, pesquisa e extensão, podem ser boas alternativas para os alunos de medicina decidirem que área querem seguir. Além disso, rendem pontos para a etapa de análise curricular nas seleções de programas de residência médica.

Compostas por ciclos de seis meses a um ano, as ligas são formadas obrigatoriamente por um professor coordenador com especialidade na área e estudantes escolhidos por meio de um processo seletivo que varia de liga para liga, conforme o edital publicado, contendo provas e, em alguns casos, entrevistas. Os ciclos de duração das ligas são de seis meses a um ano, a depender da universidade e do edital de cada uma, e os estudantes podem solicitar renovação até atingir o tempo máximo de permanência. 

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De acordo com Maria Helena Araújo Mariano, que é professora da disciplina de saúde do adulto, presidente e coordenadora da Liga Acadêmica de Reumatologia da UNINASSAU (LAREUNI), é muito importante participar de qualquer liga que seja, para que o aluno direcione suas aptidões através das atividades desenvolvidas no tripé ensino, pesquisa e extensão. “Primeiro, o aluno vai estudar acrescentando o conhecimento sobre a área. Segundo, vai ter interação muito grande com a comunidade e outra coisa importante é a parte de pesquisa. Na nossa liga, enviamos sete trabalhos para o Cogresso Nacional e cinco foram escolhidos”, explicou ela. 

Complementar à formação acadêmica fornecida pela sala de aula com atividades práticas, de acordo com Maria Helena, é mais uma vantagem que as ligas oferecem às habilidades dos futuros médicos. “A liga tem esse papel complementar e suplementar, quando chegar no internato o estudante vai ter uma visão muito mais holística e global do que um aluno que não teve a chance de participar de uma liga”, afirmou a professora.

Taís Simplício tem 25 anos, é estudante do 11º período de medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e há três anos está na coordenação da Liga de Psiquiatria da instituição. Na opinião dela, as ligas ajudam os alunos a escolherem uma residência e contam pontos para a seleção, mas vão além. Para Taís, as atividades desenvolvidas pelos ligantes (como são chamados os alunos das ligas) ajudam a aprimorar o currículo e, consequentemente, facilitam a aprovação nos processos seletivos da residência. “As ligas em geral facilitam a participação em pesquisas, publicação de trabalhos científicos e realização de extensões, entre outras atividades que também incrementam o currículo do aluno e acabam contribuindo no processo seletivo da residência. Como os alunos são estimulados a se inserirem nas atividades, acabam gerando produções que também contam pontos durante o ano”, disse ela. 

Foi o que aconteceu com o estudante Pedro Augusto Kuczmynda da Silveira, de 23 anos, graduando do 9° período de medicina da Universidade de Pernambuco (UPE), O jovem integra a Liga de Clínica Médica da instituição desde 2018. Ele conta que esta é sua segunda liga e confirma o seu desejo quanto à área desejada para a residência. 

“O estudante tem mais contato com a área na qual a Liga está inserida, com a rotina, com profissionais do segmento, com o tipo de carreira. Pode ajudar no processo de decisão, como é com algumas pessoas, tanto para se aproximar quanto para se afastar de alguma área após conhecer mais de perto. No meu caso em específico, confirmei meu gosto pela área e agora estou decidido a seguir na clínica médica, apesar de querer seguir em outra área após a primeira residência”, afirmou o estudante. 

Ana Clara Torres tem 23 anos, é aluna do 5° período de medicina da UNINASSAU e já fez provas de ligas para diversas áreas, sendo aprovada nas de psiquiatria e imagem, da qual irá participar durante o ano de 2020.  Ela conta que a preparação para a seleção das ligas deve ser boa, pois há concorrência pelas vagas e só são aprovados os alunos que conseguem um alto percentual de acertos nas provas. Questionada sobre sua forma de estudar para os processos seletivos, Ana citou as referências listadas nos editais e também simpósios organizados pelas próprias ligas. 

“A prova depende de cada liga, mas geralmente fazem simpósio com os assuntos e depois fazem prova, e outros só colocam referência no edital. Você tem que administrar o pouco tempo que você tem para estudar e muitas vezes tem que estudar assuntos que você ainda não viu. Eu pego os conteúdos do edital, pego as referências, procuro vídeos, e vou aos simpósios. Você tem que seguir o edital e o jeito de estudar é muito pessoal”, explicou a jovem. 

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*Por Aurilene Cândida

Estudantes de todo Brasil já podem conferir a nota de corte do segundo dia de inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O sistema oferece 237 mil vagas em 128 universidades e institutos federais e estaduais espalhadas pelo país. As candidaturas podem ser feitas até as 23h59 do próximo domingo (26).

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O LeiaJá separou notas de corte do Sisu para consulta dos cursos de direito, medicina, engenharia e psicologia das Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade de São Paulo (USP). Antes de conferir as notas, veja o que significa cada sigla do sistema e como identificar a qual grupo de seleção você pertence.

A0- Ampla Concorrência 

L1 - Candidatos com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a  1,5 salário mínimo que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. (Lei nº 12.711/2012).

L2 - Para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. (Lei nº 12.711/2012).

L5 - Para candidatos que, independentemente da renda (art. 14, II, Portaria Normativa nº 18/2012), tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (Lei nº 12.711/2012).

L6 - Para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas que, independentemente da renda (art. 14, II, Portaria Normativa nº 18/2012), tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (Lei nº 12.711/2012).

L9 -  Para candidatos com deficiência que tenham renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (Lei nº 12.711/2012).

L10 - Para candidatos com deficiência autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, que tenham renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (Lei nº 12.711/2012)

L13 -  Para candidatos com deficiência que, independentemente da renda (art. 14, II, Portaria Normativa nº 18/2012), tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (Lei nº 12.711/2012)

L14 -  Para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas (Lei nº 12.711/2012).

 UFPE

Medicina - Campus Recife

A0 - A nota de corte nesta modalidade era 781,61 em 23/01/2020 à 0h.

L1 - A nota de corte nesta modalidade era  752,08 em 23/01/2020 à 0h.

L2 - A nota de corte nesta modalidade  era 725,00 em 23/01/2020 à 0h.

L5 - A nota de corte nesta modalidade  era 767,90 em 23/01/2020 à 0h.

L6 - A nota de corte nesta modalidade era 736,02 em 23/01/2020 à 0h.

L9 - A nota de corte nesta modalidade era  713,77 em 23/01/2020 à 0h.

L10 - A nota de corte nesta modalidade era 683,59 em 23/01/2020 à 0h.

L13 - A nota de corte nesta modalidade era 702,39 em 23/01/2020 à 0h.

L14 - A nota de corte nesta modalidade era 725,00 em 23/01/2020 à 0h. 

Direito - Campus Recife

A0 - A nota de corte nesta modalidade era 738,25 em 23/01/2020 à 0h.

L1 - A nota de corte nesta modalidade era 718,09 em 23/01/2020 à 0h.

L2 - A nota de corte nesta modalidade era 692,26 em 23/01/2020 à 0h.

L5 -A nota de corte nesta modalidade era 732,73 em 23/01/2020 à 0h.

L6 - A nota de corte nesta modalidade era 694,99 em 23/01/2020 à 0h.

L9 - A nota de corte nesta modalidade era 676,47 em 23/01/2020 à 0h.

L10 - A nota de corte nesta modalidade era 635,71 em 23/01/2020 à 0h.

L13 - A nota de corte nesta modalidade era 656,14 em 23/01/2020 à 0h

L14 - A nota de corte nesta modalidade era 692,26 em 23/01/2020 à 0h.

Engenheria - Campus Recife

A0 - A nota de corte nesta modalidade é 666,08 em 23/01/2020 à 0h.

L1 - A nota de corte nesta modalidade era 642,84 em 23/01/2020 à 0h.

L2 - A nota de corte nesta modalidade era 609,35 em 23/01/2020 à 0h.

L5 -A nota de corte nesta modalidade era 658,25 em 23/01/2020 à 0h

L6 - A nota de corte nesta modalidade era 607,04 em 23/01/2020 à 0h

L9 - Em 23/01/2020 não havia nota de corte nesta modalidade porque a quantidade de candidatos inscritos era inferior à quantidade de vagas.

L10 - Em 23/01/2020 não havia nota de corte nesta modalidade porque a quantidade de candidatos inscritos era inferior à quantidade de vagas.

L13 - Em 23/01/2020 não havia nota de corte nesta modalidade porque a quantidade de candidatos inscritos era inferior à quantidade de vagas.

L14 - A nota de corte nesta modalidade era 609,35 em 23/01/2020 à 0h

Psicologia - Campus Recife

A0- A nota de corte nesta modalidade era 720,80 em 23/01/2020 à 0h.

L1- A nota de corte nesta modalidade era 688,60 em 23/01/2020 à 0h.

L2- A nota de corte nesta modalidade era 671,28 em 23/01/2020 à 0h.

L5-A nota de corte nesta modalidade era 702,92 em 23/01/2020 à 0h

L6-. A nota de corte nesta modalidade era 674,97 em 23/01/2020 à 0h

L9-A nota de corte nesta modalidade era 569,07 em 23/01/2020 à 0h.

L10-A nota de corte nesta modalidade era 589,36 em 23/01/2020 à 0h.

L13-A nota de corte nesta modalidade era 608,70 em 23/01/2020 à 0h.

L14- A nota de corte nesta modalidade era 671,28 em 23/01/2020 à 0h.

USP

Medicina

A0- A nota de corte nesta modalidade era 819,15 em 23/01/2020 à 0h.

L5- A nota de corte nesta modalidade era 794,13 em 23/01/2020 à 0h.

L6- A nota de corte nesta modalidade era 757,20 em 23/01/2020 à 0h

Direito

A0- Em 23/01/2020 não havia nota de corte nesta modalidade porque a quantidade de candidatos inscritos era inferior à quantidade de vagas.

L5-A nota de corte nesta modalidade era 730,11 em 23/01/2020 à 0h.

L6- A nota de corte nesta modalidade era 707,94 em 23/01/2020 à 0h.

Engenharia Civil

A0- A nota de corte nesta modalidade era 787,39 em 23/01/2020 à 0h.

L5- A nota de corte nesta modalidade era 750,14 em 23/01/2020 à 0h.

L6- A nota de corte nesta modalidade era 719,87 em 23/01/2020 à 0h.

Psicologia

A0- Em 23/01/2020 não havia nota de corte nesta modalidade porque a quantidade de candidatos inscritos era inferior à quantidade de vagas.

L5- A nota de corte nesta modalidade era 733,82 em 23/01/2020 à 0h.

L6-A nota de corte nesta modalidade era 700,54 em 23/01/2020 à 0h.

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Medicina, direito, engenharia, pedagogia e licenciaturas estão entre as carreiras mais procuradas por estudantes de 15 anos em 41 países. No Brasil, quase dois a cada três estudantes pretendem seguir as dez profissões mais citadas no questionário do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2018 por aqueles que fizeram as provas. 

Os resultados estão no estudo “Empregos dos sonhos? As aspirações de carreira dos adolescentes e o futuro do trabalho”, divulgado hoje (22) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação analisa, entre outras, as respostas à pergunta: “Qual profissão você espera ter aos 30 anos de idade?”, feita aos participantes do Pisa. O levantamento analisa ainda os resultados dos países que participaram da edição do exame em 2000 e em 2018. 

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“As aspirações profissionais dos jovens são importantes”, diz o estudo. “As aspirações de carreira dos adolescentes são um bom preditor dos empregos que os alunos podem ocupar quando adultos”, observa. A intenção é mostrar também como essas aspirações mudaram ao longo do tempo.

Ranking por gênero

Os rankings das profissões mais desejadas variam de acordo com o gênero dos estudantes. Entre as mulheres, tanto em 2000 quanto em 2018, medicina, direito, pedagogia e licenciaturas, enfermagem, psicologia, administração e veterinária estão entre as top 10. 

Em 2000, profissões como jornalista, secretária e cabeleireira completavam o ranking. Em 2018, elas saíram e deram lugar às ocupações de designers, arquitetas e policiais. 

Entre os homens, as profissões mais procuradas em 2018 foram engenheiro, administrador, médico, advogado, profissional de educação física, arquiteto, mecânico automobilístico, policial e profissional de tecnologia da informação e comunicação. As profissões são as mesmas desejadas em 2000, apenas mudaram de lugar no ranking. Engenharia, que ocupava a terceira posição entre os meninos, passou a ser a mais buscada. 

“De maneira esmagadora, são mais frequentes os meninos que esperam trabalhar em ciência e engenharia do que as meninas, mesmo quando meninos e meninas têm o mesmo desempenho no teste científico do Pisa, mas esse nem sempre é o caso. Além disso, em muitos países, o nível de interesse das meninas por essas profissões é maior do que o dos meninos”, diz o estudo. 

No Brasil, 63% dos estudantes de 15 anos querem seguir essas carreiras. O índice só é superado pela Indonésia, com 68%. França e República Tcheca têm o  menor percentual, 36%.

Futuro das profissões

O estudo analisou também os riscos de as profissões escolhidas pelos estudantes não existirem mais no futuro devido ao uso de robôs e de inteligência artificial para substituir trabalhadores. 

De acordo com o texto, a maioria das carreiras mais populares entre os jovens, como profissionais de saúde e sociais, culturais e legais, tende a ter baixo risco de automação.

No entanto, fora do ranking das profissões top 10, “muitos jovens selecionam empregos com risco muito maior de automação. Ao todo, 39% dos empregos citados pelos participantes do Pisa correm o risco de ser automatizados dentro de 10 a 15 anos”. 

O estudo mostra que o risco de automação varia entre países. Na Austrália, Irlanda e no Reino Unido, cerca de 35% dos empregos citados pelos estudantes correm o risco de automação. Na Alemanha, Grécia, Japão, Lituânia e Eslováquia, mais de 45% desses empregos estão em risco.

Pisa 2018

O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia estudantes de 15 anos quanto aos conhecimentos em leitura, matemática e ciências. Em 2018, o Pisa foi aplicado em 79 países e regiões a 600 mil estudantes. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas. 

Alegria em triplo. As trigêmeas Maria Eduarda, Maria Gabriela e Maria Fernanda Guimarães Cordes, de 17 anos, foram aprovadas no vestibular para o curso de medicina do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI), em São Paulo. As irmãs são da cidade de Quatá, no interior paulista e serão beneficiadas com descontos de 15% e 30% em duas das mensalidades.

Maria Eduarda foi classificada em 1º lugar, Maria Gabriela em 70º e Maria Fernanda em 78º das 100 vagas disponíveis. Vale ressaltar que as estudantes se preparam sozinhas para as provas. “Eu fiz o 3º ano [do Ensino Médio] normal e estudava a matéria do dia à tarde”, afirma Maria Eduarda.

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Maria Fernanda pontua que o curso de medicina é um sonho antigo. “Quando eu era pequenininha sempre tive vontade. Ia nos consultórios e sempre quis fazer. A gente foi conversando, uma foi despertando na outra e as três resolveram juntas fazer Medicina. É bom porque as três ficam unidas e assim vai ser para sempre”, afirma.

As matrículas do centro universitário serão efetuadas nos dias 8 e 9 de janeiro e o curso de medicina tem duração de seis anos em horário integral. “Eu estou muito emocionada, muito orgulhosa delas e vou tentar realizar esse sonho, que é o que elas querem: cuidar de pessoas”, comemorou a mãe das trigêmeas, Ana Alberta Guimarães Cordes.

O Governo da Paraíba divulgou, nesta quinta-feira (9), o oferecimento de três novos cursos do seu Programa de Residência de Médica. Com previsão de lançamento do edital para a próxima semana, as especialidades foram aprovadas pela Comissão Nacional de Residências Médicas do Ministério da Educação (MEC).

Neurologia, Cardiologia e Clínica Médica são as novas áreas. O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires é a sede dos dois primeiros cursos, enquanto o Hospital General Edson Ramalho abrigará a terceira formação. Segundo o Governo do Estado, duas vagas são oferecidas para cada modalidade. As unidades de saúde ficam na Paraíba.

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“Com essas residências reforça-se, no nosso estado, a política de educação em saúde, uma vez que formaremos profissionais especializados para atender as necessidades da população”, destacou a diretora geral do Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor), Vanessa Cintra, conforme informações da assessoria de comunicação do governo estadual.

Além das novas especialidades, outras residências médicas estão com inscrições abertas até o dia 20 de janeiro. Confira o edital das seleções disponíveis.

Na noite do último sábado (28), uma paciente em surto psiquiátrico que procurou uma unidade de saúde na cidade do Rio de Janeiro recebeu um diagnóstico de “possessão espiritual” da médica que o atendeu. A profissional de saúde ainda passou a repetição de um mantra, em um receituário que não foi assinado.

“Ohm Namah Shivaya - 108 vezes. Ho opono Pono. Asatoma Mantra”, é possível ler na imagem do receituário da Coordenação de Emergência Regional da Barra da Tijuca. O mantra em questão, tradicional do hinduísmo, evoca o deus Shiva.

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Já a palavra “Ohm” é um termo importante para diversas crenças, representando um som universal. O número de repetições, 108, também não parece aleatório: é a mesma quantidade de contas do Japamala, cordão utilizado na ioga para entrar em estado de meditação.

No Twitter, o Coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade de Cândido Mendes, Pablo Nunes, parente da paciente que recebeu o diagnóstico inadequado, postou a foto do receituário expondo o caso. 

“Desde a semana passada uma pessoa da minha família está em um surto, ficou 5 dias sem dormir, fala sem parar coisas sem sentido etc. Ontem ela visitou a 2ª psiquiátra [sic] em 3 dias. O diagnóstico? Possessão espiritual”, escreveu ele, que continua: “Só pra deixar claro, eu cito o Crivela não pelo fato dele ser evangélico, mas por suas reiteradas mostras de incompetência no trato da gestão da saúde. Minha família é toda evangélica. Se a psiquiatra receitasse orações seria tão escandaloso quanto os mantras”. 

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a Coordenação de Emergência Regional (CER) Barra da Tijuca não informou o nome da médica envolvida no caso, mas afirmou que ela “avaliou a paciente e a medicou para o quadro que apresentava”. Foi afirmado também que uma sindicância será aberta para apurar o caso. 

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Um grupo de estudantes do curso de medicina da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, viralizou nas redes sociais, nesta sexta-feira (20), ao publicar uma foto em uma antiga fazenda de escravos, em Louisiana.

A imagem é uma representação da ‘resiliência ancestral’, segundo os participantes do clique, que aparecem em frente ao local usando jalecos brancos. A antiga ‘senzala’, hoje é ocupada por um museu que conta a história do local.

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Na publicação, compartilhada por uma das participantes do clique, a estudante Sydney Labnat diz: “Somos verdadeiramente os sonhos mais loucos dos nossos antepassados. Como médicos em treinamento, estávamos nos degraus do que antes era um local de escravos para nossos ancestrais. Essa foi uma experiência tão poderosa e sinceramente me levou às lágrimas. Para os negros que seguem uma carreira na medicina, continue. Para toda a nossa comunidade, continue se esforçando”. A jovem finalizou o post dizendo: “A resiliência está em nosso DNA”.

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O presidente Jair Bolsonaro vetou, nessa quarta-feira (18), a participação das universidades privadas no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida). A avaliação deverá ser realizado duas vezes por ano. 

O exame, cujo objetivo é regularizar o diploma de medicina expedido fora do país, foi vetado no capítulo que diz respeito à validação do certificado por universidades particulares. O governo argumentou que prova é uma função do setor público.  

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Alguns deputados, como Alan Rick (DEM-AC), são contra o veto. “Se a universidade privada pode graduar, por que ela não pode reconhecer o diploma? Por que ela não pode participar da segunda etapa do Revalida? Porque a primeira etapa é toda realizada pelo MEC. É o MEC que elabora a prova teórica. A prova prática, que é a prova de conhecimentos clínicos, ela pode ser realizada tanto pelas boas universidades públicas quanto pelas privadas. E está aí o próprio Conselho Federal de Medicina para fiscalizar", declarou Alan Rick à Agência Câmara de Notícias.

Já o deputado Zacharias Calil (DEM-GO) é favorável ao veto. “Nós não somos contra o Revalida. De maneira alguma, eu acho que o Revalida tem sim que existir para dar oportunidade para esses jovens que saíram do Brasil em busca de oportunidade e querem retornar trabalhando como médicos. Mas para isso eles precisam ter qualidade no atendimento da população. A população não pode ser diretamente atingida em razão de um mau profissional", acrescentrou, conforme informações da Agência.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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A UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau, unidade Recife, divulgou, nesta terça-feira (9), o listão do vestibular de medicina. Clique aqui e confira o resultado.

As provas foram realizadas nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro. No total, o processo seletivo ofereceu 150 oportunidades. Linguagens, Humanas, redação, Ciências de Natureza e matemática foram as matérias cobradas no certame.

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“O curso já se tornou uma referência para a nossa cidade, sobretudo por também oferecer uma infraestrutura como Salas de Metodologias Ativas, laboratórios de Saúde e por ser a primeira Instituição do Nordeste a adquirir a Mesa Sectra, instrumento de aprendizagem com tecnologia 3D voltada para os alunos da graduação”, destacou o diretor médico da graduação, Cláudio Lacerda, conforme informações da UNINASSAU. Mais informações sobre o curso podem ser obtidas no site do vestibular.

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