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Com dificuldades nos últimos anos, a seleção da Alemanha anunciou seu novo técnico nesta sexta-feira. Trata-se de Julian Nagelsmann, um dos mais novos a comandar a equipe. Ele assinou contrato curto, somente até o fim da Eurocopa de 2024, que será disputada na própria Alemanha, entre junho e julho do próximo ano.

Aos 36 anos, Nagelsmann é o mais jovem a liderar a seleção alemã desde Otto Nerz, que tinha 34 anos quando foi contratado para a mesma função, há quase 100 anos, em 1926. O novo treinador alemão já foi apontado como prodígio no futebol alemão, mas teve sua reputação abalada pela má passagem pelo Bayern de Munique, neste ano.

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Nagelsmann vai substituir Hansi Flick, o primeiro técnico da Alemanha demitido na história da equipe - os demais deixaram o time por decisão própria ou optaram pela não renovação dos seus contratos. A federação decidiu pela saída de Flick neste mês, após uma série de resultados negativos. A gota d'água foi a goleada sofrida para o Japão por 4 a 1 em amistoso. O revés marcou uma série de três derrotas seguidas, sendo cinco jogos sem vitória.

"Nós temos uma Eurocopa em nosso país. Isso é algo muito especial, algo que só acontece em décadas. Fazer um grande torneio em casa é nossa prioridade. Estou assumindo este desafio. Seremos um grupo muito unido no ano que vem", declarou Nagelsmann.

Curiosamente, será a segunda que o treinador vai substituir Flick. Ao chegar ao Bayern de Munique, em 2021, sua tarefa também foi ocupar a vaga do técnico. Na ocasião, Flick deixava o time de Munique para comandar justamente a seleção alemã.

Em sua primeira temporada no comando do Bayern, Nagelsmann liderou o time rumo ao 10º título consecutivo do Campeonato Alemão. Mas não empolgou na Liga dos Campeões. Neste ano, porém, as oscilações do time tanto nas competições domésticas quanto no torneio europeu fizeram a direção do clube demitir o treinador, em março.

O novo técnico da seleção fará sua estreia no mês que vem, em dois amistosos com os Estados Unidos. Depois terá pela frente o México, ainda em solo americano. Em novembro, tem jogo marcado com a Áustria, em Viena, no dia 21.

Tetracampeã mundial, a Alemanha vem em baixa nos últimos anos, principalmente após a fraca apresentação na Copa do Mundo de 2018. Na Rússia, o time alemão caiu ainda na fase de grupos, na pior campanha de sua história num Mundial. Na Copa seguinte, no Catar, repetiu a dose. E, neste ano, o time vem acumulando tropeços.

Hansi Flick foi oficializado técnico da Alemanha neste domingo, na vaga de Joachim Löw, e assumiu prometendo resgatar o futebol de encanto que a seleção apresentou há alguns anos, sobretudo na conquista da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Na Eurocopa, competição que marcou a despedida de Löw, a campanha foi bem ruim, com derrotas para França e Inglaterra e sofrido empate diante da Hungria por 2 a 2. Ganhou apenas de Portugal, única apresentação de destaque. O novo técnico promete mudar esse panorama.

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"O sucesso da seleção está acima de tudo. É uma atmosfera e percepção diferentes (do que a nível de clube). A principal prioridade para o futuro é que a seleção nacional jogue um futebol bom e com sucesso", afirmou Flick.

O treinador se destacou dirigindo o Bayern de Munique nas últimas duas temporadas, fazendo o clube bávaro conquistar tudo. O ótimo trabalho o deixou no radar para repetir tamanho sucesso no conjunto nacional e ele não recusou o convite.

A revolução que ele tem em mente já começará a ser apresentada em 2021, com partidas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, no Catar. "Temos 7 jogos pela frente este ano e tem de ficar claro para todos que somos desafiados. Queremos terminar na primeira posição do grupo de qualificação e ainda temos muito trabalho a fazer para conseguir isso", observou. A Alemanha é apenas a terceira colocada no Grupo J, com seis pontos, ao lado da Macedônia do Norte, em segundo, e atrás da líder Armênia, com nove.

O primeiro compromisso será diante de Liechtenstein, no dia 2 de setembro, fora de casa. E Flick já deu a dica de quem vai chamar. Nada de ter cadeira cativa apenas pelo nome.

"Vamos trabalhar com os melhores jogadores da Alemanha, eles têm de mostrar que são os melhores jogadores da Alemanha. Para mim, o que importa é: alguém é bom o suficiente para a seleção e tem vontade de jogar para a seleção?", concluiu, deixando as portas abertas para todos em sua nova equipe nacional.

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