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A Jornada Mundial da Juventude trouxe ao Rio dois milhões de turistas e permitiu uma "injeção" de R$ 1,2 bilhão na economia da cidade, informou o prefeito Eduardo Paes nesta segunda-feira, 29, com base em dados do Ministério do Turismo. O prefeito fez um saldo positivo do evento, apesar dos problemas, especialmente na área de transportes e na necessidade de transferência da vigília e da missa de encerramento de Guaratiba, na zona oeste, para Copacabana, na zona sul, por causa da chuva.

"Tivemos algumas batalhas perdidas no início, mas ganhamos a guerra", afirmou o prefeito, que, no entanto, não quis dar uma nota para a organização. No balanço da prefeitura, Paes disse que entre os dias 23 e 28 de julho, quando durou a Jornada, foram recolhidas 390 toneladas de lixo, apenas um pouco mais do que as 320 toneladas produzidas em apenas uma noite do Réveillon. "Esse dado mostra o grau de civilidade dos visitantes e dos cariocas nesta situação. O carioca, quando quer, sabe tratar com muito carinho a cidade", afirmou o prefeito.

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Eduardo Paes anunciou que na próxima quarta-feira, 31, terá uma reunião com representantes do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), de órgãos do meio ambiente, e vai convidar representantes do Ministério Público para discutir o plano de ocupação de Guaratiba. O prefeito confirmou a intenção de transformar os terrenos que receberiam os eventos da Jornada em um bairro popular, mas insistiu que não será permitida a presença de moradores de fora de Guaratiba neste novo bairro. As casas serão para pessoas que vivem em áreas degradadas do bairro, como as comunidades de Jardim Maravilha e Piraquê.

O prefeito reagiu às acusações de que um loteamento na área seria irregular, por se tratar de uma região de proteção permanente. "Vamos discutir toda essa questão, mas sem usar demagogia. É preciso o mínimo de responsabilidade e se dar ao trabalho de se informar. Aquela não é uma área de proteção permanente, e em 2010 foi autorizada a criação de um loteamento no lugar", disse Paes.

A segurança do papa Francisco no Brasil foi "confiar no povo". A declaração foi feita pelo próprio pontífice que, no voo entre o Rio e Roma, fez uma avaliação de sua primeira viagem internacional em pouco mais de quatro meses de mandato.

O papa deixou claro em conversa com os jornalistas no avião que acertou em não aceitar um carro blindado para circular pela cidade. "Com menos segurança pude ir com as pessoas, abraçar, saudar, sem carros blindados. A segurança de confiar no povo". "Claro que há sempre o perigo de que haja um louco, que haja um louco que faça algo. Mas também está o Senhor. Fazer um espaço blindado entre o bispo e o povo é uma loucura", insistiu. "Prefiro essa loucura, fora, e ter o risco da outra loucura. A proximidade faz bem a todos."

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"Estou contente. Foi uma linda viagem e me fez bem espiritualmente", declarou. "Estou bastante cansado. Mas com o coração alegre. Me fez bem. Encontrar com as pessoas faz bem", declarou.

Francisco elogiou ainda a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e dos próprios funcionários do Vaticano, com experiência em dezenas de viagens. "Senti que estava diante de um computador", disse o papa. "Estava tudo cronometrado".

O papa ainda falou da segurança, visivelmente aliviado por superar uma semana no Rio sem incidentes. "Tivemos problemas com a hipótese da segurança. A segurança aqui e ali. Não houve um só incidente em todo o Rio de Janeiro nesses dias. Tudo era espontâneo", disse. O papa ainda elogiou a parte artística e religiosa dos eventos. "Foi muito lindo. Eles têm uma capacidade de se expressar com a arte".

E não deixou de se impressionar com o número de jovens em Copacabana no domingo, 28. "Não podia acreditar", disse, colocando as mãos sobre o rosto. Segundo ele, o governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que 3 milhões de pessoas estavam na praia.

"Eu não podia acreditar. Mas, desde o altar até o final da praia, até a curva, havia gente. Mais de quatro quilômetros", disse, lembrando que jovens de 178 países estavam no local.

Generoso em seus comentários sobre o Brasil, insistiu para a "bondade e o coração do povo brasileiro". "É um povo amável, que ama a festa, que no sofrimento sempre encontra um caminho para buscar o bem. Isso faz bem. Um povo alegre, um povo que sofreu tanto. É contagiante a alegria dos brasileiros, tem um grande coração", disse.

Um acidente com um ônibus que retornava da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, com jovens peregrinos de São Roque, na região de Sorocaba, deixou 13 pessoas feridas, na madrugada desta segunda-feira, 29.

O ônibus, da empresa Trans Pompiani, bateu na traseira de um caminhão e tombou no km 175,8 da rodovia Presidente Dutra, em Guararema. O veículo levava 29 pessoas e, segundo testemunhas, atingiu a traseira de um caminhão após fazer uma ultrapassagem. Com o choque, o ônibus tombou.

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Além do motorista, de 37 anos, 12 peregrinos ficaram feridos. As vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e por ambulâncias da concessionária. Os feridos, nenhum em estado grave, segundo a concessionária, foram levados para a Santa Casa de Guararema, Hospital de Jacareí, Hospital Pinheiro Melo, em Mogi das Cruzes, e Hospital Maria Dirce, em Guarulhos. O caminhão estava com o licenciamento vencido e foi apreendido. A Polícia Civil, que investiga o acidente, apreendeu também o tacógrafo - equipamento que registra a velocidade - do ônibus.

O papa Francisco deixou um cheque de 20 mil euros (cerca de R$ 60 mil) para a comunidade da Varginha e outro no mesmo valor para o Hospital São Francisco, dois lugares que visitou durante a viagem ao Rio de Janeiro. A informação é do arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, em entrevista ao jornal RJ-TV, da Rede Globo.

O dinheiro será usado para melhorias na favela, a serem decididas pelos moradores, e no centro de recuperação de dependentes de drogas que começa a funcionar em julho no hospital.

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Presidente do comitê organizador da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), d. Orani disse que o encontro católico "superou as expectativas" e que o momento mais tenso foi a transferência dos dois últimos eventos de Guaratiba, na zona oeste, para a Praia de Copacabana, na zona sul. "Era um sonho que tínhamos (fazer a vigília e a missa de encerramento no Campo da Fé, que se tornou um lamaçal). Os produtores ficaram chateados, mas existe um jeito brasileiro de resolver as coisas na última hora", afirmou o arcebispo.

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Um grupo de manifestantes entrou em conflito verbal com os cristãos reunidos na noite deste sábado na praia de Copacabana, durante a Vigília dos mais de 2 milhões de fiéis que aguardavam a volta do papa Francisco, no domingo às 10h, para a missa final da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. O embate, embora sem violência física, quebrou o clima de tranquilidade entre os cristãos acampados no local.

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Jovens, peregrinos, padres e até bispos realizaram um flashmob gigante na Praia de Copacabana neste domingo, na tentativa de quebrar o recorde mundial. Enquanto o papa se preparava na sacristia para rezar a última missa da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), centenas de milhares de jovens participaram da coreografia, que pretende ser o maior flashmob do mundo, com mais de 3 milhões de participantes. Eles dançaram por mais de dois minutos.

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O papa Francisco enviou uma mensagem para a presidente Dilma Rousseff, agradecendo o "acolhimento generoso" e a "solicitude do Governo em assegurar uma tranquila realização" da primeira visita do pontífice ao Brasil. Ele retornou para Roma nesta segunda-feira, onde aterrissou às 9h33 (6h33 de Brasília).

No Brasil, o papa argentino, de 76 anos, cumpriu uma agenda cheia, durante a Jornada Mundial da Juventude. "Eu volto com o coração alegre; a alegria do povo brasileiro é contagiante, e sua bondade se manifesta mesmo no sofrimento", comentou o líder da Igreja Católica, durante a viagem de volta para a Itália. No Twitter, a mensagem foi semelhante: "Estou de retorno a casa, e lhes asseguro que a minha alegria é muito maior que o meu cansaço!", escreveu.

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Confira a íntegra da mensagem enviada à presidente Dilma Rousseff:

“Excelentíssima Senhora Dilma Rousseff, Presidenta da República Federativa do Brasil, ao deixar o espaço brasileiro, renovo a minha sincera gratidão pelo acolhimento generoso que me reservou e pela solicitude do Governo em assegurar uma tranquila realização dessa minha primeira visita ao Brasil. Faço votos de que a Jornada Mundial da Juventude possa reavivar os valores cristãos no coração dos jovens, contribuindo na construção de uma nação mais justa e fraterna e invocando a materna proteção de Nossa Senhora Aparecida, em cujo os pés depositei a vida de cada brasileiro. Envio uma propiciadora benção apostólica.
Francisco, o Papa.”

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O porta-voz da Santa Sé, Frederico Lombardi, afirmou que mais de 3 milhões de fiéis, a maioria jovens brasileiros e latino-americanos, participaram da missa final da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.

Fiéis de 170 países participaram da 28ª Jornada, cuja missa de encerramento aconteceu na praia de Copacabana. Diante de uma multidão que lotou toda a praia, o Papa Francisco disse aos jovens peregrinos que não tenham medo de evangelizar e de levar sua fé para outros lugares.

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O Papa Francisco explicou nesta segunda-feira, em seu retorno à Itália, que escolheu "abraçar" as pessoas em meio à multidão no Rio de Janeiro, renunciando ao carro blindado, mesmo podendo ser alvo de algum "louco".

"Não pode haver um escudo entre o bispo e seu povo", insistiu o Papa Francisco durante uma coletiva de imprensa, ressaltando que "não houve um único incidente em sua visita ao Rio de Janeiro".

"Eu prefiro correr o risco da loucura de alguém", disse, citando "os pressupostos de segurança" das autoridades brasileiras.

"Eu volto com o coração alegre; a alegria do povo brasileiro é contagiante, e sua bondade se manifesta mesmo no sofrimento", comentou, aparentemente mais relaxado que durante a viagem de ida.

Quanto à organização de sua agenda pelo Vaticano e pelas autoridades locais, ele cumprimentou com humor: "Foi um computador encarnado".

No entanto, vários tropeços ocorreram durante a visita. Francisco ficou bloqueado na primeira noite em seu pequeno Fiat Idea pelos fiéis entusiastas do centro do Rio, assustando a sua comitiva.

Do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal d. Raymundo Damasceno Assis, a bispos e teólogos de diferentes tendências, todos elogiaram com entusiasmo as palavras e gestos do papa.

O ângulo varia, conforme a perspectiva de cada um, mas ninguém faz reparos ao desempenho dele em sua primeira viagem internacional. Simplicidade, bom humor, espontaneidade na comunicação e, especialmente, a capacidade de dar seu recado a partir da constatação da realidade são as principais características do chefe da Igreja.

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"Com cara de brasileiro e não só de argentino, Francisco tem sido um magnífico profeta, como ficou claro em seus contatos com dependentes químicos num hospital, com crianças ao lado do papamóvel e com os moradores da comunidade da Varginha", disse d. Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC), que abraçou o papa duas vezes em Aparecida. "Ele nos convida para um encontro vivo com Jesus, abrindo os braços à misericórdia, à solidariedade, à justiça e à paz."

O cardeal adverte que, após essa visita, fica para a Igreja a preocupação de incentivar ainda mais o trabalho com a juventude. Já para d. Fernando Arêas Rifan, da Administração Apostólica Pessoal João Maria Vianney, "Francisco é um papa pastoral que nos incentiva a atrair para a Igreja os jovens alimentados pela fé", disse.

"Francisco fez no Rio uma visita de pastor sem estardalhaços, dando seu recado sem se deixar levar por políticos, tratados com educação, mas a distância", afirmou padre Manoel Godoy, diretor do Instituto Teológico Santo Tomás de Aquino, em Belo Horizonte. Ex-assessor da CNBB, padre Godoy prefere não fazer julgamento definitivo. Quer esperar até outubro para ver como o papa vai atacar os problemas da Cúria Romana.

"A novidade, em comparação com João Paulo II e Bento XVI, é que ele não chegou com um discurso pronto como simples reafirmação da doutrina, mas falou com base na realidade, improvisando com mensagens curtas e simples", disse padre João Batista Libânio, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, de Belo Horizonte.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rio de Janeiro, 28/07/2013 - O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, disse que a visita do papa "sem dúvida" foi uma lição para os políticos. Em rápida entrevista, na noite deste domingo (28), a cerimônia de despedida do papa Francisco na Base Aérea do Galeão, na zona norte do Rio, Carvalho afirmou que as palavras do pontífice devem servir de questionamento para os governantes.

Ele relatou que o Vaticano ficou "absolutamente agradecido" ao Brasil pela realização da Jornada Mundial da Juventude. "Conversei com cardeais e seguranças do papa, e todos foram unânimes em reconhecer que a Jornada foi a mais bela que eles já viram".

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O ministro disse que a simplicidade do papa contribuiu decisivamente para "o sucesso do evento". Ele também contou que não considera a prefeitura e o governo do Estado do Rio culpados pelos problemas ocorridos na região de Guaratiba, que seria palco dos eventos finais da Jornada e não pode ser usada devido às chuvas.

Carvalho evitou comentar os constantes protestos promovidos contra o governador Sérgio Cabral. "Não vivo no Rio, não tenho motivo para falar de uma coisa dessa". Gilberto relatou que, ao longo desta semana, a presidente Dilma Rousseff (PT) demonstrou muita preocupação com a segurança do papa, mas que neste domingo ela estava mais descontraída. "A visita do papa foi um presente de Deus para o Rio e o Brasil", concluiu Carvalho.

O clima é de decepção total na entrada da Base Aérea do Galeão, na zona norte do Rio de Janeiro. No fim da tarde, senhoras que esperam desde às 15h no local comemoraram a passagem da escolta, na esperança de que o papa viesse no carro logo atrás. Mas ele não veio. O papa Francisco pousou de helicóptero direto na base aérea e foi direto para a cerimônia oficial que acontece no interior da base aérea. Na sequência ele pegará o avião rumo a Roma.

"Chiquinha, a gente vai ter de pesquisar passagem para ir à Polônia. Vamos comprar agora e pagar logo, para não viajar com dívida", dizia a aposentada Ângela Pereira, de 65 anos, para a amiga Francisca Medeiros, da mesma idade.

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O trabalho de limpeza em Copacabana, na zona sul do Rio, está ocorrendo rapidamente depois do encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Cerca de cinco horas após o papa deixar a praia, a Avenida Atlântica já está limpa.

Na areia ainda há bastante lixo. Vários peregrinos aproveitam o fim de tarde para tomar banho de mar, depois de uma semana marcada pela chuva.

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O arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, que presidiu o comitê organizador da Jornada Mundial da Juventude, emocionou-se neste domingo (28) durante a missa que encerrou o encontro católico, ao agradecer ao papa Francisco a presença na cidade e, mais tarde, quando ouviu um agradecimento do pontífice, que o chamou de cardeal, embora este seja um título que o bispo ainda aguarde.

Em seu discurso, d. Orani comentou imprevistos como a transferência da vigília e da missa final de Guaratiba (zona oeste) para a Praia de Copacabana (zona sul), porque o terreno chamado Campo da Fé, que havia sido preparado para os dois últimos eventos, transformou-se em um grande lamaçal, em consequência de chuvas intensas na cidade, no início da semana. "O frio e a chuva que nos acompanharam foram uma surpresa", disse. "Deus nos fala pelos acontecimentos. Não nos desesperamos se as coisas não acontecem como planejamos. O Senhor conduz a história", afirmou. Apesar do contratempo, o arcebispo disse que a Jornada conseguiu chamar atenção para as carências da periferia da zona oeste.

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Dirigindo-se ao pontífice, d. Orani disse que a presença de Francisco foi "um anúncio de paz". "Já estamos com saudade. Segunda-feira vai faltar alguém muito importante e próximo de nós, que nos deixou muito feliz", afirmou. D. Orani disse que a missão agora é a evangelização. "Iremos contigo às ruas, às periferias, aos excluídos", concluiu.

Dispensado pelos organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) por ter virado um lamaçal, o terreno em Guaratiba, na zona oeste do Rio, onde o evento seria encerrado ontem pelo papa será transformado num conjunto habitacional do programa "Minha Casa, Minha Vida" chamado "Campo da Fé do Papa Francisco". O anúncio foi feito pelo arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, na missa de envio, em Copacabana, e confirmado pelo prefeito, Eduardo Paes.

"O fato é que a Igreja investiu muitos recursos ali e isso não poderia ser desperdiçado. Só os donos da área se beneficiariam. A Prefeitura vai desapropriar a área pela via judicial e vamos fazer com o Instituto dos Arquitetos do Brasil um concurso para ali fazer um bairro popular para os mais pobres", escreveu o prefeito.

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Paes explicou que a desapropriação via judicial é uma forma de garantir a correta avaliação do terreno, incluindo nos cálculos o investimento do comitê organizador da JMJ na preparação da área - mas sem contabilizá-lo como ativo do terreno e, sim, como "doação" da Igreja.

O prefeito não estimou o valor a ser investido no novo bairro. "Se tivesse acontecido o evento lá, o investimento da Igreja tinha se justificado. Mas como ele não aconteceu, eu vi o d. Orani muito angustiado", ele disse.

Paes reconheceu a falta de boas condições de moradia em Guaratiba - um dos bairros de Índice de Desenvolvimento Humano mais baixos do Rio, 118º lugar em 126 regiões pesquisadas -, citou a construção do BRT TRansoeste (corredor de ônibus que liga a zona oeste a bairros da zona norte) como exemplo de investimentos e afirmou que a Prefeitura investirá em infraestrutura para o novo bairro, como saneamento, escolas e clínicas da família.

Anunciado como a "terra prometida" da JMJ em novembro de 2012, o terreno de Guaratiba, de 1,7 milhão de metros quadrados, foi preparado durante cinco meses. Não pôde ser usado para a missa campal e a vigília após dias de chuva incessante no Rio. As atividades foram então transferidas para Copacabana.

O uso do terreno está sendo investigado pelo Ministério Público, por se tratar de uma Área de Proteção Permanente. Suspeita-se de loteamento irregular, aterro clandestino e presença de milícia na região. Parte do terreno teria entre os donos o empresário Jacob Barata Filho, um dos principais donos de empresas de ônibus do Rio. Ontem, Paes negou que houvesse irregularidades no licenciamento ambiental do terreno.

Gastos - A Prefeitura fez a dragagem dos rios e obras no entorno, e os organizadores da JMJ arcaram com os custos de terraplanagem e construção de estruturas. Os dois gastos são mantidos em sigilo (apenas são revelados os custos totais: R$ 26 milhões públicos e R$ 300 milhões da JMJ). A área é de manguezal, e, por ficar abaixo do nível do mar e próxima a um rio assoreado, sempre houve a possibilidade de grande acúmulo de água.

Na missa deste sábado, d. Orani disse que, apesar da transferência de Guaratiba para Copacabana, a JMJ chamou a atenção para as dificuldades da periferia da zona oeste e que sugeriu ao prefeito que a área virasse um bairro popular.

Paes aproveitou também para melhorar sua nota para a organização geral da JMJ. Se no início da semana o prefeito havia dito que "era mais perto de zero do que de dez", no domingo ele considerou que "está mais próxima de dez". "Perdemos as primeiras batalhas, mas ganhamos a guerra", afirmou. Segundo ele, "a partir de quinta-feira", tudo correu bem. O prefeito também minimizou problemas de desorganização no Metrô e de escoamento do público de Copacabana.

As cerca de 300 pessoas que esperam o papa na Base Aérea do Galeão, na Ilha do Governador, estão em dúvida se ele chegará de carro ou helicóptero. Como o pontífice voou até o Riocentro, onde está agora, paira um clima de incerteza.

Mas os fiéis não param de chegar. Como esta será a última aparição do papa no Brasil, os vendedores de bandeirinhas com a foto de Francisco já baixaram pela metade os preços. A que custava RS 5 agora é vendida por RS 1, e a de RS 20 está por 10 na frente da Base Aérea.

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O pavilhão 4 do Centro de Convenções Riocentro já está tomado por voluntários da Jornada Mundial da Juventude, que assistem aos shows e esperam para o encontro com o papa Francisco, marcado para esta tarde.

Vestidos com camisas amarelas, os jovens estão confusos quanto ao horário. "Entregaram um papel para a gente informando que o encontro seria às 15h, mas até agora nada", comentou uma voluntária. "Já falaram também que seria 16h e 17h30. Estamos todos com fome e cansados", disse ela.

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Voluntários estenderam cangas e estão deitados no pavilhão, à espera do papa. Muita gente também já está posicionada atrás das grades de proteção que cercam o corredor por onde Francisco vai desfilar de papamóvel. Os jovens enfrentam filas para banheiros e bebedouros. Do lado de fora, a fila de voluntários para entrar no Riocentro contorna o espaço, que é enorme.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, chegou há pouco no Centro de Estudos do Sumaré, para um encontro de autoridades com o papa Francisco. Segundo ele, a avaliação do governo é de que "o País ganhou um presente" com a Jornada Mundial da Juventude. "A avaliação é que o evento ficou muito acima do esperado. Houve problemas de infraestrutura, de logística, a cidade passa por um estresse. Mas foi o maior evento do Rio e a cidade passa no teste. A orla estava linda hoje à tarde", afirmou o ministro. "Acho que foi mais forte e bonito ter sido em Copacabana."

Segundo Carvalho, a presidente Dilma se encontrou com Francisco após a Missa de Envio, em Copacabana, e agradeceu a escolha do Brasil e o tipo de pregação feita pelo pontífice. Dilma teria elogiado o pronunciamento no Teatro Municipal do Rio, em que Francisco colocou a política como um serviço.

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"O papa deu uma enorme lição a nós, políticos, e também à Igreja", disse Carvalho, em referência ao estilo simples de Francisco. "Quando ele vai ao encontro do povo e diz que o pastor tem que estar com cheiro de ovelha, ele mostra que é importante descermos do pedestal e estarmos próximos do povo."

Na avaliação de Carvalho, o discurso do papa sobre a corrupção "vai na linha da reforma política que precisamos fazer no País". E completou: "Não é a reforma da Dilma ou de quem for. É a reforma da política que o País precisa, provocando e abrindo a participação popular para o diálogo."

Para o ministro, o papa deu uma "injeção de alto astral" e mostrou à juventude que é possível mudar. "Nós estávamos num clima de baixo astral com os protestos, que é bom e necessário", afirmou. "Mas a jornada completa as manifestações no sentido do valor de fraternidade e construção da solidariedade."

Gilberto Carvalho citou a pane no metrô para exemplificar o maior problema da Jornada, o transporte. "Com 3 milhões de pessoas não tem como não ter filas. Não há cidade no mundo que possa fazer uma chegada e saída de público sem filas."

Para Carvalho, a lição para os próximos eventos é "planejar, planejar e planejar." "A gente tem que aprender com cada evento. Copa e Olimpíada não terão esse público em uma cidade única. Problemas não tiram o brilho e o sucesso da Jornada".

Também participam do encontro o secretário estadual de segurança, José Mariano Beltrame, o comandante da Polícia Militar, Coronel Erir Ribeiro, e o secretário municipal de transportes, Carlos Osório.

Além do contato direto intenso com os participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) o papa Francisco manteve ativa sua página no Twitter na última semana. O pontífice publicou 17 mensagens em seu perfil @Pontifex desde que desembarcou no Rio de Janeiro, no último dia 22.

Só neste domingo o papa escreveu, até agora, quatro mensagens. A última delas entrou na rede social por volta das 10h da manhã e pedia aos fiéis que se identificassem com Jesus. "Deixemos que a nossa vida se identifique com a vida de Jesus, para termos os seus sentimentos e os seus pensamentos", disse o papa. Mais cedo, ele fez outro apelo aos internautas católicos: "Queridos jovens, sejam verdadeiros "atletas de Cristo"! Joguem no seu "time"! #Rio2013 #JMJ

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Em muitas ocasiões Jorge Bergoglio traduziu em 140 caracteres alguns pontos cruciais de seus discursos no Brasil, como o pedido de que os fiéis saiam de suas paróquias para disseminar o Evangelho e que busquem novos discípulos. Outro ponto de sua palavra traduzido na rede social foi a importância da sociedade dar apoio aos necessitados.

O líder da igreja católica também recomendou que os jovens tentem rezar diariamente, embora ressaltando que a reza é apenas uma ponte para o compromisso contínuo da vida cristã. E pediu aos seus seguidores (na religião e no Twitter) confiança nos bispos, que chamou de Pastores do Povo de Deus.

O Twitter também foi um canal para que o papa agradecesse inúmeras vezes aos jovens católicos do mundo todo que lotaram a cidade durante a Jornada. "Inesquecível Festa de Acolhida em Copacabana! Que Deus lhes abençoe a todos!", disse na sexta-feira aos 592.279 seguidores de seu perfil.

O papa Francisco encerrou no início da tarde deste domingo o último evento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a missa de Envio, em que aproveitou para reforçar a conclamação aos jovens para irem às ruas, "sem medo", para fortalecer a Igreja e disseminar a fé. O pontífice recebeu um longo aplauso do público. A expectativa da organização da Jornada é de que pelo menos tenha se repetido a presença de 3 milhões de pessoas de sábado, na vigília.

"Levo cada um de vocês no meu coração!", disse Francisco. "Dirijamos agora o nosso olhar à Mãe do Céu, a Virgem Maria. Nestes dias, Jesus lhes repetiu com insistência o convite para serem seus discípulos missionários; vocês escutaram a voz do Bom Pastor que lhes chamou pelo nome", acrescentou Francisco, na despedida.

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A agenda do pontífice continuaria com um almoço com bispos latino-americanos e um encontro com voluntários da Jornada. No início da noite deste domingo, ele deve embarcar de volta a Roma.

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