Tópicos | 400 metros

O sul-africano Wayde Van Niekerk chocou o mundo ao vencer a prova dos 400 m dos Jogos do Rio com o tempo de 43 segundos e 03 centésimos, quebrando o recorde histórico do lendário Michael Johnson, que não era batido havia 17 anos (43.18).

O atleta de 24 anos deixou para trás os dois últimos campeões olímpicos: o granadino Kirani James, ouro em Londres-2012, teve que se contentar com a prata (43.76) e o bronze foi para o americano Lashawn Merritt (43.85), que havia levado a melhor em Pequim-2008.

##RECOMENDA##

Correndo na raia 8, Van Niekerk passou quase desapercebido, quando todos pensavam que o título seria decidido entre James e Merritt, que estavam lado a lado, nas raias 5 e 6, mas surpreendeu a todos ao aparecer com enorme vantagem depois da última curva.

Quando viu que tinha quebrado a marca mítica de Michael Johnson, o sul-africano teve uma reação bastante sóbria. Nem parecia que tinha colocado seu nome para sempre na história do atletismo. "Eu acreditava no recorde mundial. Venho sonhando com essa medalha desde sempre", comentou o sul-africano. "Wayde está de parabéns. Estou feliz por ter feito parte dessa corrida histórica. Normalmente, desaceleramos na reta final, mas com ele não aconteceu nada disso", reagiu Kirani James.

Johnson correu os 400 m em 43.18 no Mundial de Sevilla, no dia 19 de agosto de 2009, estabelecendo uma das marcas mais duradouras do esporte.

Foi o segundo recorde mundial batido na pista do Engenhão desde o início das provas de atletismo do Rio. Na sexta-feira, primeiro dia de competição, a etíope Almaz Ayana já havia sido a mais rápida 10.000 m (29:17.45).

O único azar de Van Niekerk é que sua façanha monumental acabou sendo um tanto ofuscada pela final dos 100 m, que aconteceu poucos minutos depois, com o tricampeonato inédito do superastro Usain Bolt.

Na verdade, os dois se conhecem muito bem, já que o sul-africano participou de treinos com a equipe no Jamaicano em abril.

- 'Coisa de louco' -

A prova dos 400 m rasos é uma das mais difíceis do atletismo, principalmente nos últimos 100 m, quando costuma faltar gás para terminar a 100%.

Mas o novo campeão olímpico é um verdadeiro fenômeno. Ele se tornou o único atleta da história a correr 100 m em menos de dez segundos (9.98, neste ano), 200 m em menos de 20 (19.94, em 2015) e agora 400 m abaixo de 44 segundos.

Logo depois da prova, Michael Johnson mal conseguia esconder o espanto.

"Nunca vi coisa igual. É coisa de louco. Ele pode correr abaixo dos 43 segundos. Eu tentei, mas nunca consegui", declarou o americano, que é comentarista da BBC.

Dono de quatro ouros olímpicos e oito títulos mundiais, Johnson também destacou que Van Niekerk fez "uma verdadeira corrida contra o tempo, longe de James e Merritt", o que torna a façanha ainda mais impressionante.

A prova dos 400 m está revelando campeões muito jovens. Há quatro anos, James se sagrou campeão olímpico com apenas 19 anos de idade. No anterior, ele já havia conquistado o título mundial, em Daegu.

Machel Cedenio, de 20 anos, terminou à beira do pódio nesta sexta-feira, em quarto lugar, com tempo de 44.01.

Mais novo ainda, o bostuanês Karabo Sibanda chegou em quinto (44.25), mesmo tendo largado na raia 1.

Mas Van Niekerk mostrou muito bem que a raia não faz o campeão, ao assombrar o atletismo com um recorde de outro planeta, mesmo correndo pelas beiradas.

Na natação, o cazaque Dmitriy Balandin também surpreendeu a todos ao sair da raia oito para se tornar campeão olímpico dos 200 m peito no Rio.

O brasileiro Anderson Henriques, de apenas 21 anos, se classificou nesta segunda-feira para a final dos 400 metros no Mundial de Atletismo, que está sendo realizado em Moscou, com o melhor tempo da sua carreira. Nas semifinais, ele marcou 44s95 para se garantir na disputa de medalha, marcada para esta terça-feira.

O tempo de Anderson Henriques não é apenas o melhor da sua carreira, mas também o segundo melhor da história do Brasil nos 400 metros, atrás apenas dos 44s29 de Sanderlei Parrela. E, assim, antes mesmo da final, ele já alcançou a sua meta em Moscou. "Correr abaixo de 45s era um dos meus objetivos aqui", disse, em entrevista ao SporTV.

##RECOMENDA##

No domingo, Henriques se classificou para as semifinais com o quarto melhor tempo - 45s13 -, uma marca já relevante para o atletismo brasileiro, pois além da de Parrela, apenas Inaldo de Sena, com 45s02, e Robson Caetano, com 45s06, já haviam sido mais rápidos do que ele entre os atletas do País.

Na primeira série das semifinais, nesta segunda, Henriques arrancou no final para garantir o terceiro lugar, ultrapassando o belga Kévin Borléé, que marcou 45s03 e terminou na quarta colocação. Sem saber se o resultado - 44s95 - lhe garantiria a classificação para a final, o brasileiro acompanhou ansioso as outras duas baterias, do lado de fora da pista.

Classificado com o oitavo melhor tempo para a final, Henriques pôde enfim celebrar. "Agora é curtir essa final", comemorou o brasileiro. "Acredito que para um primeiro Mundial, já é uma medalha estar na final. A gente imagina que pode chegar, mas nem sempre dá certo", completou.

Nas semifinais dos 400 metros, o norte-americano LaShawn Merritt registrou o melhor tempo, com 44s60, sendo apenas 0s01 mais rápido do que Yousef Ahmed Masrahi, da Arábia Saudita, e com uma vantagem de 0s06 para o compatriota Tony McQuay. Além de Henriques, Kirani James, de Granada, Luguelin Santos, da República Dominicana, Pavel Maslak, da República Checa, e Jonathan Borlee, da Bélgica, também estão classificados para a final.

Lucas Prado assegurou mais uma medalha para o atletismo brasileiro nos Jogos Paralímpicos de Londres. Nesta sexta-feira (7), o corredor, ao lado do guia Laércio Martins, conquistou a prata nos 400 metros da classe T 11, marcando 51s44. Outro paraatleta nacional que estava classificado para a final da prova era Daniel Silva, mas ele não participou devido à uma contusão na perna.

O ouro ficou com o angolano Jose Syovo, que conseguiu o tempo de 50s75. O francês Gauthier Tresor Makunda completou o pódio depois de marcar 52s45, concretizando a terceira colocação.

##RECOMENDA##

Quem também esteve em ação foi Ariosvaldo Silva. O brasileiro não conseguiu medalha, terminando na oitava colocação dos 200 metros da classe T53. Odair Santos também tinha uma disputa programada, a dos 1.500 metros, mas não correu também por conta de uma contusão.

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando