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Quem esperava o término do ano de 2016 em busca de dias melhores, após um ano marcado por diversos escândalos e fatos como o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, o surto da microcefalia e as ondas de estupros que assombraram os pernambucanos, se enganou. Certamente, o mês de janeiro de 2017 ficará marcado na história, principalmente, pela sequência de acontecimentos em um período de tempo tão curto. 

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A população acordou, no primeiro dia do ano, após muitas famílias brindarem pela paz, com uma notícia que chocou o país e repercutiu no mundo: uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, deixou mais de cinquenta mortes. O motim já anunciava que seria um ano difícil. Essa seria a primeira de outros massacres, promovidas por brigas de facções, e que chegou em outros presídios brasileiros. Uma tragédia já anunciada, que também remete a outros problemas como a superlotação nas cadeias. A situação do sistema prisional se agravou após o presidente Michel Temer (PMDB) definir a rebelião como um acidente, mais precisamente, “um acidente pavoroso”, disse.

A morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, que era responsável pelos casos da Lava Jato que e que trabalhava na fase final da análise da homologação da delação da Odebrecht, o maior acordo de colaboração da operação, também chocou o país. Ele morreu, no dia 19 de janeiro, em um acidente aéreo na costa de Paraty, no Rio de Janeiro.

Chegou a ser cogitado que a morte de Zavascki teria sido intencional, segundo o Instituto Paraná Pesquisas, que revelou que 83,1% dos entrevistados acreditam que a morte foi criminosa. O próprio filho de Teori, o advogado Francisco Zavascki, pediu para que a imprensa acompanhasse o caso como uma “missão com o país”. “Vocês [jornalistas] têm uma missão com o país, que é de acompanhar todos os detalhes desta investigação para que não restem dúvidas para ninguém, para a famílias e para  o país para que a verdade, qual ela for, apareça”, disse.

A morte da esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa Letícia, nesta quinta-feira (2), se somam aos fatos do mês. Marisa estava internada na UTI do hospital Sírio Libanês, desde o último dia 24, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). A família autorizou a doação dos seus órgãos.

O país também presenciou, no mês de janeiro, a prisão do empresário Eike Batista, que já foi considerado um dos homens mais ricos do mundo. Ele está preso, em Bangu 9, no Complexo Penintenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O ex-bilionário divide uma cela de 15 metros quadrados com outros seis presos. Eike é investigado na Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Lava Jato acusado de pagar US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador do Rio ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), que também está preso desde novembro de 2016. 

O procurador Leonardo Cardoso já chegou a dizer que “o patrimônio dos membros da organização criminosa chefiada pelo senhor Sérgio Cabral é um oceano ainda não completamente mapeado. O limite, eu diria, que é além do imaginável”.

O mundo também esperava o início do governo do republicano Donald Trump, que venceu as eleições dos Estados Unidos. A derrota de Hillary Clinton, a favorita até então, surpreendeu a muitos. Em menos de quinze dias de mandato, Trump já tomou iniciativas que deixou muitas pessoas perplexas. No dia 20 de janeiro, quando fez juramento no Capitólio, em Whashington, ele avisou que os Estados Unidos estava protegido pelas forças da lei e pelos militares. “Vou lutar por vocês com cada respiração do meu corpo e nunca vou desapontá-los. A América vai começar a ganhar outra vez e vencerá como nunca antes. Vamos trazer de volta nossas fronteiras e nossa riqueza”, ressaltou em um tom que pareceu ameaçador.

Trumpo falou e fez. Uma das promessas de campanha mais polêmicas já foi colocada em prática. Ele assinou a ordem executiva [um decreto presidencial] para a construção de um muro na fronteira com o México. Argumentou que “uma nação sem fronteira não é uma nação”.

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, não deixou por menos. Afirmou que a proteção dos mexicanos, dentro e fora do país, será uma prioridade. Também convocou para a união e ressaltou que não pagará pelo muro. Já Trump disse que o país pagará pelo muro “de um jeito ou de outro”. Uma guerra iniciada que não se sabe o fim.

Trump ainda assinou ordem executiva para proibir a entrada, nos Estados Unidos, de refugiados e de pessoas procedentes de sete países mulçumanos. Ele também demitiu a procuradora-geral interina, Sally Yates, após ela declarar que o Departamento de Justiça não defenderia a decisão de proibir as entradas ao país. 

Um documento elaborado pela Direção Geral para Políticas Externas da União Européia, finalizado três dias antes da posse de Donald Trump, dizia que “nunca, na história moderna dos Estados Unidos houve um presidente menos qualificado e menos experiente nem com personalidade tão polêmica”.  

 

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