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Quando o Banco Central (BC) anunciou a nova cédula de R$ 200 na última quarta-feira (29), muitos começaram a especular os impactos que poderia causar na economia do país, se esse seria o sinal de uma possível inflação ou se serviria apenas para facilitar a lavagem de dinheiro.

"A moeda não representa apenas um meio de troca entre bens ou serviços, representa reserva de valor, o papel-moeda de R$ 200 aumentará para cidadãos e empresas essa reserva de valor", explica o economista e professor da Universidade Guarulhos (UNG), Carlos Darienzo. Ou seja, o lançamento de uma cédula não é capaz de atingir as transações econômicas, financeiras e jurídicas entre o Estado, empresa e pessoas de maneira negativa.

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"Contudo, estou de acordo com os críticos que defendem que o Banco Central deveria priorizar o aumento da emissão de cédulas e moedas já existentes para facilitar as transações financeiras cotidianas no comércio", aponta o economista. Darienzo destaca que, durante a pandemia do coronavírus (Covid-19), as famílias não optaram pelo entesouramento, que seria guardar o dinheiro em casa ao invés de deixar nos bancos. Diante da crise, a renda foi destinada a cestas básicas, alimentos e remédios.

Por meio deste entendimento, é possível afirmar que o lançamento da nova nota de R$ 200 não trará impacto para economia. "Trata-se de uma decisão do Banco Central do Brasil para dinamizar as transações econômicas de bens e serviços", afirma Darienzo.

Apesar de muitos estarem preocupados com uma possível inflação, o lançamento de uma nova cédula não é capaz de causar o aumento geral e constante do preço dos produtos. "Durante a vigência do cruzeiro, fatores estruturais da economia é que geraram inflação descontrolada, por exemplo, excesso de gastos públicos, escassez de oferta de bens e serviços, além das constantes desvalorizações cambiais [cruzeiro versus cólar]", relembra o economista.

Outra questão levantada pela crítica é se esse novo lançamento contribuiria para a lavagem de dinheiro, praticada muitas vezes por políticos. A introdução da nova cédula, segundo o economista, não é capaz de favorecer essa prática, pois o dinheiro em espécie não é a única forma de ocultar patrimônio. "O combate eficiente à lavagem de dinheiro dá-se pela integração das políticas de ações dos governos nacionais e da integração entre as nações para esse fim, no âmbito de acordos internacionais", conclui.

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