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Após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) inocentar a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) por supostas pedaladas fiscais em ação de improbidade administrativa durante seu governo, parlamentares usaram suas redes sociais para afirmar que a atual presidenta do banco dos Brics sofreu um golpe de estado em 2016.

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, fez três publicações após a decisão desta última segunda-feira (21), nas quais relembrou declarações da ex-chefe do Executivo sobre o cenário político brasileiro no período em que ela deixou o Palácio do Planalto. Gleisi escreveu que "o mundo dá voltas" e que "a história mostrou a verdade".

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"Nossa presidenta Dilma Rousseff foi inocentada no caso das pedaladas fiscais pelo TRF1. É a justiça sendo feita com uma mulher honesta e honrada vítima da misoginia e da arbitrariedade. Não podemos esquecer no que virou o Brasil depois de 2016, ataques à soberania e aos direitos dos trabalhadores, deterioração das políticas sociais, chegando ao bolsonarismo que demoliu o Estado e atentou contra a democracia, trazendo preconceito, ódio e violência".

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Outra petista a se manifestar sobre o assunto foi a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ). Ela destacou que os aliados da ex-presidenta sempre disseram "que não houve nenhuma pedalada ou ilegalidade na atuação" de Dilma. Compartilhando da mesma opinião, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) acusou a direita brasileira de ter sido responsável pela saída da ex-mandatária. Além disso, a parlamentar fez críticas aos opositores de Dilma, que segundo ela, abriram o "caminho" para os governos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

"Foi golpe e sempre soubemos: em unanimidade, o TRF-1 manteve a decisão pelo arquivamento do processo que acusava Dilma Rousseff de improbidade pelo caso das "pedaladas fiscais". A justificativa da direita para o impeachment foi uma grande farsa! Abriu caminho para os seis anos de horror que vivemos. A verdade venceu", escreveu.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-ministro da Defesa e da Casa Civil de Dilma Rousseff, classificou as acusações contra a líder petista como "infundadas". Sua colega de Casa Legislativa, a senadora Teresa Leitão (PT-PE), também se manifestou sobre a decisão do TRF-1m afirmando que em 2016 o Brasil "sofreu um golpe".

"Dilma Rousseff é uma lutadora. Lutou contra a tortura, enfrentou um câncer e defendeu a democracia. O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) a inocentou de ter cometido as chamadas "pedaladas fiscais", o que foi usado para o seu afastamento em 2016, quando este país sofreu o golpe", escreveu a parlamentar pernambucana.

Decisão do TRF-1

A decisão desta última segunda-feira (21) considerou o entendimento aplicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei de Improbidade Administrativa (LIA), que passa a exigir a comprovação de responsabilidade subjetiva para a tipificação dos atos de improbidade. Sendo assim, por unanimidade, a 10ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) arquivou a ação do Ministério Público Federal (MPF) contra Dilma Rousseff.

 A 4ª Vara Federal Cível do DF já tinha definido o arquivamento do caso no ano passado, mas o MPF recorreu pedindo que a ação de improbidade fosse restaurada. Além da ex-chefe do Executivo, a ação do MPF também tinha como alvos o ex-ministro da Fazenda, o Guido Mantega; o ex-presidente do BNDES, Luciano Galvão Coutinho; e o ex-subsecretário de Política Fiscal do Tesouro Nacional, Marcus Pereira Aucélio

Em 2016, as pedaladas fiscais foram um dos elementos do processo de impeachment de Dilma.



 

 

A cada cinco propagadores de notícias falsas no país, um pertence a classe política, segundo um levantamento feito pelo UOL, divulgado no início da manhã deta terça-feira (8). O Partido Liberal, sigla na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é filiado, abriga 49% dos parlamentares identificados pela pesquisa.

Através do relatório final da CPI da Covid-19, enviado à Suprema Corte, contemplando o período de janeiro de 2020 a janeiro de 2023, foram contabilizados 314 disseminadores de desinformação, sendo 270 pessoas físicas e 44 pessoas jurídicas e órgãos do governo.

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Nas decisões do relatório, assim como do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), constam sanções que incluem ordem de busca e apreensão, cassação de mandato, retirada de fake news em páginas de redes sociais, bloqueio de contas bancárias e de perfis, multas e desmonetização de canais no YouTube. Dessa forma, foram listadas 480 ações e inquéritos.

A lista além de citar vários parlamentares, empresas privadas, empresários, pessoas que fizeram parte da administração pública, empresas públicas, órgãos do governo, partidos conhecidos e movimentos políticos, também divulga nomes de juízes, influenciadores digitais e jornalistas como Alexandre Garcia, Alessandro Loiola, Rodrigo Constantino e Guilherme Fiúza.

Partido Liberal e Fake News

O Partido Liberal, liderado por Valdemar Costa Neto (PL-SP), é a sigla com mais políticos investigados pelo STF e TSE. Tem 34 dos 70 parlamentares que fazem parte do levantamento, ou seja, 49% do resultado.

Jair Bolsonaro, considerado o maior nome do partido, recebeu multas no valor de R$ 30 mil e R$ 5.000 por espalhar notícias falsas na internet, entre elas a que ligava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a facções criminosas.

Em junho, o ex-mandatário também foi punido pelo TSE por questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas, se tornando inelegível por oito anos. As declarações antidemocráticas foram ditas em uma reunião com embaixadores no Palácio do Planalto em 2022, na qual ele questionou a credibilidade do sistema eleitoral sem apresentar provas. Além disso, Bolsonaro é investigado por ataques aos ministros do STF.

Os filhos do ex-presidente também tiveram conteúdos removidos pela Justiça. Carlos e Flávio Bolsonaro compartilharam postagens que afirmavam que Lula bebia álcool antes de realizar atos da campanha pela disputa presidencial, por exemplo, sem provas. Flávio e Eduardo também foram multados em R$ 30 mil por compartilhar conteúdo que associava o líder petista a drogas e ao aborto.

Outra lideranças políticas do PL também figuram na lista, como a senadora pelo Distrito Federal Damares Alves (PL-DF), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), o ex-secretário da Cultura Mário Frias (PL-SP), o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (PL-SP), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL-RJ), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), entre outros nomes da extrema direita.

Lula foi o mais atacado pelas mentiras na internet

O líder petista foi o principal alvo de desinformação nas redes sociais nos últimos quatro anos. De acordo com o levantamento, Lula foi atacado por 112 pessoas e empresas, assim como também por famosos e veículos de comunicação.

O cantor Latino, por exemplo, compartilhou um vídeo manipulado em que Lula teria dito que pessoas presentes em ato do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) seriam "vagabundos e traficantes". O cantor também publicou nas redes sociais a informação falsa de que o petista defendia a instalação de banheiros unissex nas instituições de ensino como proposta de sua gestão. As postagens foram derrubadas pelo TSE.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ministros do STF também foram atacados por pessoas que espalham mentiras na internet. Ao todo, 46 pessoas foram penalizadas ou são investigadas por atacar a Corte. Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Edson Fachin foram vítimas citadas nominalmente.

Um dos punidos é o ex-presidente nacional do Partido Trabalhista do Brasil (PTB), Roberto Jefferson, preso no ano passado por divulgar notícias falsas sobre as eleições e contra a ministra Cármen Lúcia, além de atirar em agentes federais que cumpriram mandado de busca e apreensão em sua residência.

O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi alvo de desinformações e aparece em terceiro lugar na lista. A atual ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (MDB-MS), por exemplo, em publicação removida pela Justiça afirmou que Bolsonaro cometeu crime de pedofilia quando ele disse que "pintou um clima" com meninas venezuelanas. Já Janones teve de remover postagem em que responsabilizou a sigla do ex-mandatário pela suspensão do piso salarial nacional dos enfermeiros.

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