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A partir de 1º de setembro, o registro de atividade legal e econômica dos pequenos negócios será simplificado no Brasil. Uma das mudanças é que as empresas classificadas como Microempreendedores Individuais (MEIs) poderão funcionar sem alvará, que será substituído por uma certidão eletrônica.

Segundo o Ministério da Economia, o ato vai ao encontro do texto da Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874), em vigor desde setembro do ano de 2019. A partir da flexibilização para abertura e exercício, os MEIs devem fazer a inscrição no Portal do Empreendedor e aceitar os critérios expostos no Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Dispensa de Alvará de Licença de Funcionamento.

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A certidão eletrônica autoriza que a empresa inicie as atividades no ato. A fiscalização dos órgãos regulamentadores será realizada, contudo o funcionamento imediato estará assegurado.

Para o economista e professor da Universidade Guarulhos, Carlos Cesar D’Arienzo, a medida que desburocratiza a atividade dos considerados pequenos negócios é indispensável para fortalecer a economia brasileira.

“Em todos os países os empreendedores de pequeno porte ou microempresários, microempreendedores individuais, têm importância fundamental para a atividade econômica de seus países e não é diferente no Brasil, essas empresas geram cerca de 70% dos empregos daqui”, comenta.

Efeitos da informalidade

Outro ponto da resolução que passa a vigorar em setembro não obriga a participação do empreendedor na pesquisa inicial de viabilidade local para negócios que funcionem, de modo exclusivo, em ambiente digital.

A norma também permite a utilização apenas do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica  (CNPJ) como Razão Social da empresa.

Embora haja entusiasmo por parte do mercado com a simplificação dos procedimentos legais, o professor D’Arienzo observa a importância do incentivo às políticas públicas relativas à economia, para que os novos projetos se estabeleçam.

“A sociedade, de maneira constitucional, deve exigir uma política econômica indutora do crescimento econômico e de inclusão social. Nenhum país desenvolvido prosperou só com reformas na legislação para corrigir problemas econômicos estruturais”, enfatiza.

Ainda de acordo com o professor, a análise de eventuais impactos gerados pela relação trabalhista associada à dispensa dos requisitos formais também se faz necessária.

“Um dos motivos para a manutenção do déficit da Previdência Social está na informalidade das relações de trabalho. Cerca de 40% da população economicamente ativa, que totaliza 130 milhões de pessoas, trabalham no mercado informal e não recolhem ou contribuem com encargos sociais”, explica.

Segurança

A nova resolução, no entanto, não libera as novas organizações a de cumprirem normas estabelecidas pelos órgãos de saúde e segurança. Ela impele ao Corpo de Bombeiros de cada estado brasileiro a implantação da classificação nacional de “médio risco”, que antes competia a espaços com 750 m² de área construída, em estabelecimentos com até 930 m².

O funcionamento da empresa passa a depender da declaração elaborada pelo próprio empreendedor, em que ele admite cumprir exigências para prevenção de incêndios e outras emergências.

“As desregulamentações não devem se constituir em riscos sanitários para os consumidores, ou seja, os governos estaduais e municipais, além das agências federais, não devem negligenciar, por questões operacionais, suas obrigações em relação à saúde e seguranças públicas que estão asseguradas na Lei”, conclui o professor D’Arienzo.

De acordo com o levantamento realizado pelo Portal do Empreendedor no último mês de abril, o Brasil tem mais de 10 milhões de MEIs registrados.

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (30) uma medida provisória batizada de Liberdade Econômica que altera legislações sobre pequenos negócios e startups - empresas iniciantes - para reduzir a burocracia.

Por se tratar de uma MP, as novas regras entram em vigor após a publicação no Diário Oficial da União. O Congresso Nacional tem até 120 dias para aprovar o texto. Do contrário, as mudanças na legislação feitas pela MP perderão o valor.

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Como antecipou o jornal O Estado de S. Paulo, as startups não precisarão de alvará de funcionamento para testar novos produtos e serviços, desde que os itens não afetem a saúde ou a segurança pública e sanitária e não haja uso de materiais restritos. A regra também valerá para pequenas empresas.

Na cerimônia de assinatura da MP, o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, afirmou que, com a assinatura da MP, o governo está cumprindo a promessa de tirar o Estado do "cangote" das pessoas. "(O objetivo) É deixar que as pessoas possam trabalhar, empreender, gerar emprego e renda", afirmou. Uebel acrescentou que, com a MP, atividades de baixo risco não precisarão passar pela "mão do Estado".

Uebel disse que o governo fará uma "regra geral" sobre o grau de risco das atividades, mas, na avaliação do secretário, cada município tem "competência" para fazer regras específicas. "Se os municípios não fizerem uma regra específica, vale a regra geral. Com isso, você vai ter uma harmonização da legislação de risco no Brasil e as empresas, as pessoas vão poder escolher aqueles municípios que têm uma legislação melhor, mais competitiva, para a instalação de negócios", disse.

"A ideia é que o Estado não precise autorizar, dar alvará, licença. Então, temos uma presunção de que a atividade de baixo risco não precisa ser verificada pelo Estado. Depois, evidentemente, quando (a empresa) estiver em funcionamento, você vai ter a fiscalização, normalmente, mas você tem uma presunção de que aquela atividade está dentro dos limites legais", completou.

Uebel afirmou ainda que, com a medida, se atividade for de baixo risco, a empresa poderá começar a operar imediatamente: "Evidentemente, que você vai ter que fazer a abertura da sua empresa, vai ter que fazer os cadastros, registros fiscais e previdenciários."

A MP também acaba com restrições de horário de funcionamento, desde que haja respeito aos direitos trabalhistas e às regras de condomínios, entre outros pontos.

De acordo com o Ministério da Economia, com a medida provisória, pessoas físicas ou jurídicas poderão desenvolver negócios considerados de baixo risco, sem depender de qualquer liberação por parte da administração pública. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro informou ontem que o governo vai editar uma Medida Provisória com 14 páginas contendo um conjunto de medidas para destravar a economia. A proposta está sendo chamada internamente na área econômica de "MP da liberdade econômica". São medidas para simplificar a vida das empresas e prevê uma grande desburocratização.

Em café com um grupo de jornalistas e diretores de jornais, entre eles o do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente antecipou que a MP foi preparada pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. Bolsonaro contou que já leu o texto da MP durante a viagem que fez para Israel. Segundo o presidente, o texto está agora nas mãos do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para "polimento" antes de ser editada.

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A ideia é editar a proposta no marco de 100 dias de governo, mas ainda não há definição se ficará pronta a tempo.

O presidente não deu detalhes das medidas, mas sinalizou que tratavam também de ações de desburocratização e simplificação. Como antecipou o jornal O Estado de S. Paulo, o governo vai lançar este mês um pacote de medidas com quatro frentes na tentativa de destravar a economia e tirar as amarras das empresas para fazer negócios.

Outras áreas

 

De acordo com uma fonte da equipe econômica, a MP é parte das medidas de simplificação, mas envolve outras áreas também do governo.

Entre as medidas que serão anunciadas, está uma faxina num cipoal de regras, normativos e instruções que estão hierarquicamente abaixo dos decretos. O trabalho da seleção dessas normas está sendo feito pelo secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel. A ideia é organizar as normas para evitar situações como ocorrem hoje em que é difícil até mesmo identificar qual regra está valendo.

Com a demora maior da tramitação da reforma da Previdência, o governo decidiu antecipar as medidas diante do quadro de queda das previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O governo federal informou nesta quarta-feira (29) que, a partir do dia 1º de dezembro, os cidadãos não precisarão levar alguns documentos no momento da emissão de passaportes. De acordo com a subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, Natália Marcassa, a iniciativa faz parte do programa Brasil Eficiente e será possível graças a otimização do banco de dados do governo federal.

Segundo a representante da Casa Civil, agora os cidadãos não precisarão apresentar a quitação de serviço militar e a quitação eleitoral e nem levar o comprovante de recolhimento de taxas. "Nós temos esses dados, eles já vão estar na base de dados", afirmou Natália.

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Com a mudança, os documentos necessários para solicitar o passaporte serão apenas: identidade e CPF. Além disso, os cidadãos terão no momento da emissão que tirar a foto e as digitais.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, apresenta na manhã desta quarta a jornalistas alguns resultados do programa Brasil Eficiente, que, segundo o governo, visa a adotar medidas para desburocratizar alguns sistemas nacionais, gerar economia, evitar fraudes e melhorar a prestação de serviços.

O governo federal criou, por meio de decreto no Diário Oficial da União (DOU), o Conselho Nacional para a Desburocratização - Brasil Eficiente, que irá assessorar o presidente da República na formulação de políticas voltadas para a simplificação administrativa, a modernização da gestão pública e a melhoria da prestação de serviços públicos.

O novo órgão também deverá recomendar ao Ministério do Planejamento a adoção de prioridades e metas na atualização e na elaboração da Estratégia de Governança Digital.

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Farão parte do novo conselho os ministros da Casa Civil, que o presidirá; Fazenda; Planejamento; Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Transparência, Fiscalização e Controle (CGU); e o chefe da Secretaria de Governo. Também serão convidados a participar dos trabalhos um deputado federal, indicado pelo presidente da Câmara; um senador, indicado pelo presidente do Senado; e um membro do Poder Judiciário, indicado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

O conselho terá a colaboração de todos os ministérios, que devem elaborar e encaminhar anualmente ao grupo de ministros, até o dia 31 de março, suas propostas de desburocratização. Cada ministério deve manter um comitê permanente para identificar as ações e os projetos que favoreçam a simplificação na gestão pública.

O Conselho Brasil Eficiente se reunirá, ordinariamente, a cada três meses e extraordinariamente, a qualquer tempo, a critério de seu presidente.

Com uma projeção econômica ainda negativa para 2017, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB) instituiu, nesta quarta-feira (11), o Programa de Desburocratização, Inovação e Eficiência da Administração Municipal. A iniciativa, segundo ele, pretende otimizar os serviços públicos, fomentar o ambiente de negócios na cidade e reduzir os custos da máquina administrativa. O programa será comandado por um comitê gestor, composto por cinco secretarias e quatro instituições da administração direta e indireta da prefeitura. 

“Queremos com isso reduzir os custos e melhorar os serviços para a população. Tornar as ações mais eficientes, utilizar mais tecnologias, diminuir os passos necessários para fechar cada processo e melhor o ambiente de negócios no Recife”, destacou Geraldo. “Nos últimos meses conseguimos uma redução de R$ 313 milhões no custeio da Prefeitura, mas sem reduzir os serviços prestados. Queremos trazer mais soluções inovadoras, e promover uma gestão ainda mais eficiente e parceira da sociedade”, acrescentou. 

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O Comitê Gestor terá sua primeira agenda na próxima segunda-feira (16) e os encontros acontecerão quinzenalmente. O colegiado será formado pelas secretarias de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, de Mobilidade e Controle Urbano, de Planejamento, Administração e Gestão de Pessoas e de Finanças; Controladoria Geral do Município, Procuradoria Geral do Município, Emprel e Agência Recife para Inovação e Estratégia.

Entre as atribuições do grupo estão: acompanhamento das ações destinadas a simplificar os procedimentos burocráticos; avaliação dos resultados alcançados pelo programa, estabelecimento de metas para adoção de medidas de simplificação burocrática, entre outros.

O pacote de medidas para o crescimento da economia anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (15) tem como uma das principais diretrizes a desburocratização dos procedimentos empresariais. Para isso, o governo promete criar uma plataforma para unificar o pagamento de 13 contribuições federais em uma espécie de eSocial empresarial, além da nota fiscal eletrônica para o setor de serviços e um sistema mais simples para abertura e fechamento de empresas.

No chamado "eSocial das empresas", o governo quer simplificar o pagamento de obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias. "Reduzindo o tempo excessivo gasto pelas empresas para preenchimento de declarações, formulários e livros fiscais, previdenciários e trabalhistas", cita a apresentação feita pela equipe econômica.

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Nesse novo ambiente, o governo vai unificar o recebimento de 13 contas diferentes de quatro órgãos: Receita Federal, INSS, Caixa e Ministério do Trabalho. Os testes começam em julho de 2017 e o novo ambiente será obrigatório para as grandes empresas em janeiro de 2018.

Outra ação é a implantação da chamada Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim). Nesse sistema eletrônico, o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) será centralizado e compartilhado entre todos os órgãos de registros e licenciamentos para abertura, alteração de dados e fechamento de empresas. Com o novo ambiente, o governo promete reduzir o prazo de abertura e fechamento das empresas de até 100 dias para 5 dias. A novidade começa a funcionar em março de 2017.

Uma terceira iniciativa para a desburocratização é a implantação nacional da nota fiscal eletrônica para o setor de serviços, a NFS-e. O projeto-piloto começará em Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Marabá (PA) até dezembro de 2017.

Outras medidas citadas pelo governo são ações para acelerar a restituição e compensação de tributos e o Sistema Público de Escrituração Contábil (SPED) com a simplificação e redução das obrigações estaduais.

Comércio exterior

Entre as medidas anunciadas pelo governo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, citou também ações voltadas para o comércio exterior. A primeira delas é a criação de um portal único, em que será possível "acessar a internet para encaminhar documentos e dados exigidos para comércio exterior". "A ideia é reduzir em 40% o tempo para o processo de exportação e importação", afirmou Meirelles.

O ministro apontou ainda o estabelecimento de um operador econômico autorizado. "A ideia é facilitar os procedimentos para entrada e saída de bens no País. É integrar isso com a vigilância sanitária, outros órgãos, para ser feito de forma rápida e eficiente", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Baseado no desejo de criar uma política estadual de apoio aos pequenos negócios, o candidato a governador de Pernambuco pela Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), apresentou, nesta quinta-feira (3), onze diretrizes que vão nortear o Programa de Governo da coligação para a área das miro e pequenas empresas. 

Segundo o candidato, o principal objetivo é “promover um ambiente favorável à competitividade, inovação e ao desenvolvimento sustentável dos microempreendedores individuais”. “Sem inovação e investimentos a gente para no tempo e não consegue entrar na agenda do século XXI”, observou Câmara.

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Entre os onze eixos, Paulo Câmara deu destaque à integração entre os grandes e pequenos empreendimentos, a redução dos impostos e isenção em alguns locais, o estimulo a criação dos projetos cooperativos e a capacitação dos pequenos. Além disso, o socialista também focou na ampliação da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), na desconcentração econômica e na atração de novos empreendimentos para o estado. 

“Já reduzimos (quando estava na secretaria da Fazenda) de 45 para 9 dias para a criação das empresas. A pretensão é chegar aos 3 dias”, explicou Câmara ao comentar a ampliação do Redesim e a desburocratização do setor. “A nossa intenção e dever é buscar a formalização mais rápida daqueles que estão na clandestinidade”, complementou.

Se eleito, Câmara também pontuou que vai implantar a Rede Estadual de Instituições de Microcrédito. Para o candidato e ex-secretário da Fazenda, as instituições bancárias impedem, muitas vezes, o crescimento das empresas por pedirem garantias antes de cederem crédito. 

Criticado pelo adversário, senador Armando Monteiro (PTB), Câmara foi acusado, durante o período de pré-campanha, de não olhar pelos “pequenos” e não contribuir para a redução dos impostos. Segundo Monteiro, quando secretário Paulo Câmara foi “tirano” na cobrança dos impostos aos microempreendedores. 

“Fiz parte de um governo que em sete anos e cinco meses nunca mandou um projeto para Assembleia aumentando a alíquota de imposto. Pelo contrário, mandamos muitos que diminui. Quando a gente tem uma oportunidade de diminuir imposto, a gente diminui. Acabamos com o imposto de fronteira do microempreendedor individual, reduzimos o imposto de fronteira para as pequenas empresas”, afirmou o candidato. 

Câmara garantiu ainda que não vai aumentar nenhum tipo de imposto. “É uma série de ações que vão continuar sendo feitas, as oportunidades vão nos mostrar o melhor caminho. Todas as oportunidades para reduzir impostos nós fizemos e recusamos as de aumentar”.

Em Pernambuco, juntos, os microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte são responsáveis por mais de 500 mil empregos, o que representa 47% das empresas formais no estado. 

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