Tópicos | Mundial Sub-20

De forma dramática, o Brasil se despediu do Mundial Sub-20 neste sábado, ao perder para Israel por 3 a 2 na prorrogação. Após empate de 1 a 1 no tempo normal, a seleção do técnico Ramon Menezes abriu vantagem no tempo extra, mas acabou tomando a virada e amargando a eliminação da competição. Com a queda, a seleção perde a chance de buscar o seu sexto título do torneio.

O santista Marcos Leonardo fez o gol do Brasil no tempo regulamentar, mas o empate veio com Khalaili. Após os 90 minutos, foi a vez de Matheus Nascimento, do Botafogo, fazer 2 a 1, mas Shibli deixou tudo igual. Ainda na etapa inicial, Turgerman fez o gol da vitória.

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Mas a etapa final da prorrogação teve contornos dramáticos. O zagueiro Jean tocou a bola com a mão na área e o juiz deu pênalti. Madmoun cobrou, Kayke espalmou, e na disputa do rebote, o árbitro deu outra penalidade contra o Brasil. O cobrador mudou, Ibrahim foi para o tiro livre, mas chutou para fora.

A seleção de Israel volta a campo agora nesta quinta-feira para disputar as semifinais da competição. A equipe do técnico Ofir Haim vai esperar o vencedor do confronto entre Estados Unidos e Uruguai, que se enfrentam neste domingo.

O Brasil quase balançou a rede no início do jogo com o centroavante santista Marcos Leonardo. Ele avançou pelo meio, achou espaço para o chute e arriscou uma finalização de meia distância que assustou o goleiro Tzarfati.

No entanto, esse panorama não se sustentou por muito tempo. Com uma forte marcação, os israelenses inibiram a criação dos jogadores brasileiros e o confronto ficou equilibrado e concentrado no meio-campo.

O jogo ficou tenso e o Brasil seguiu mostrando dificuldades em campo. Sem organização, os lances de perigo saíram em função de jogadas individuais. Na melhor oportunidade, Savio realizou boa trama pela direita e cruzou no segundo pau. Marquinhos escorou o cruzamento e obrigou o goleiro de Israel a evitar gol certo com uma defesa de puro reflexo.

Na volta do intervalo o Brasil abriu o placar em um lance de oportunismo de Marcos Leonardo. Mesmo pressionado por dois marcadores, ele recebeu a bola de Matheus Martins e chutou de primeira para fazer 1 a 0, aos dez minutos.

A vantagem, no entanto, não durou muito. Logo na sequência, Kancepolsky avançou pelo lado esquerdo e jogou na área. Khalaili se antecipou à marcação e, numa bela cabeçada, empatou a partida.

Israel sentiu o ritmo forte da partida e recuou suas linhas à espera do Brasil. Ramón Menezes mexeu na equipe e tornou a seleção mais veloz. Depois de dar um susto no goleiro em cobrança de falta de Marquinhos, o time brasileiro desperdiçou a chance do segundo gol em cabeçada de Matheus Nascimento que a defesa salvou.

O final do tempo normal foi de pressão do Brasil no ataque enquanto Israel apenas se defendeu à espera da prorrogação. Apesar do volume de jogo no campo ofensivo, a seleção do técnico Ramon Menezes não conseguiu furar a retranca rival. No último lance, Jean chutou livre na grande área, mas a bola foi interceptada e o jogo acabou empatado.

A prorrogação teve início já com bola na rede. E para os dois lados. No primeiro minuto, o Brasil entrou tocando a bola na área inimiga e Andrey deu uma assistência de letra para Matheus Nascimento tocar rasteiro e fazer 1 a 0.

Como no tempo regulamentar, Israel deu o troco logo depois. Em um ataque pela direita, a bola foi cruzada na pequena área do Brasil e ninguém fez o corte. O atacante Shibli fechou pela esquerda e, com toque para o gol vazio, voltou a deixar a partida empatada: 2 a 2.

A virada veio ainda no primeiro tempo da prorrogação com Turgeman. Ele aproveitou uma rebatida na área, cortou dois defensores e bateu de pé esquerdo para virar a partida: 3 a 2.

Na volta do intervalo, o drama brasileiro aumentou com o toque de mão de Jean na área. Madmoun cobrou, Kayke defendeu e, na dividida pelo rebote, o juiz marcou nova penalidade contra a seleção brasileira. Quem foi desta vez para a cobrança foi Ibrahim, mas a estrela do goleiro brasileiro brilhou novamente. O jogador israelense mandou a bola para fora desperdiçando a chance de fazer 4 a 2. No final, o Brasil pressionou, mas desorganizado, parou na retranca rival e amargou a eliminação.

O Brasil confirmou o seu favoritismo e derrotou a Tunísia por 4 a 1 nesta quarta-feira, pelas oitavas de final do Mundial sub-20, confirmando a sua presença na etapa seguinte da competição. Após um primeiro tempo tranquilo, em que terminou com a vantagem de dois gols, a etapa final teve contornos dramáticos. Com um homem a mais, a Tunísia pressionou o time de Ramón Menezes e chegou a ter um gol anulado. Já no final, o time brasileiro marcou duas vezes e determinou a goleada.

A seleção brasileira enfrenta agora Israel, que carimbou a vaga ao superar Gâmbia por 1 a 0 em seu jogo das oitavas de final. O encontro da próxima fase da competição está marcado para o sábado, em San Juan.

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Na partida, o Brasil abriu o placar logo aos dez minutos. Principal nome da equipe enquanto esteve em campo, Marcos Leonardo foi derrubado na área pelo goleiro. Ele mesmo foi para a cobrança da penalidade e fez 1 a 0. O centroavante do Santos também deu a assistência para o segundo gol.

Ele executou uma boa jogada pelo meio e achou espaço para a penetração do volante Andrey. O jogador do Vasco entrou na área e, com um toque de categoria, chutou na saída do goleiro e ampliou a vantagem aos 31 minutos da etapa inicial.

Com a partida sob controle, o Brasil se complicou no final por falta de concentração. Arthur saiu jogando errado na defesa e Robert Renan, que era o último homem, fez a falta e foi expulso no final do primeiro tempo.

Com um homem a mais, os tunisianos dominaram as ações do duelo. Aos 20 minutos, o técnico Ramón Menezes tornou clara a sua intenção de segurar o resultado ao sacar Marcos Leonardo e Sávio para tornar a seleção brasileira mais compacta em seu campo de defesa. A estratégia de somente se defender quase foi castigada aos 31 minutos.

Aouani foi lançado na direita, fez o domínio e mandou no canto do goleiro brasileiro Kaike assinalando 2 a 1. O gol, no entanto, teve checagem do VAR, e o juiz anulou o gol tunisiano alegando um toque de mão.

A pressão seguiu, mas num contra-ataque, Matheus Martins recebeu passe de Marlon Gomes e fez 3 a 0 aos 45. Nos acréscimos, em novo contragolpe, Andrey arrancou livre e bateu na saída do goleiro para estabelecer a goleada. A Tunísia ainda descontou antes do apito final com Ghorbel fechando o placar em 4 a 1 em favor dos brasileiros.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, afirmou nesta quarta-feira que a região Nordeste será a sede do Mundial Sub-20, que será realizada em 2021, caso o Brasil seja escolhido como anfitrião. Os estados da região que receberiam os jogos não foram divulgados pelo dirigente.

A afirmação foi feita durante o evento "Brasil Futebol Expo", feira de cursos, palestras e negócios que a entidade realiza em São Paulo nesta semana para capacitar universitários e profissionais do futebol. De acordo com a entidade, o evento é a "maior feira sobre futebol da América Latina".

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Nesta quarta-feira, a Fifa divulgou que três candidaturas estão sendo analisadas para o Mundial Sub-20. Além do Brasil, concorrem Peru e Indonésia. A decisão será tomada em outubro deste ano, durante reunião do Conselho da Fifa na China.

Neste ano, o Brasil receberá o Mundial Sub-17, que será disputada entre outubro e novembro em Brasília, Goiânia e Cariacica (ES). Além do torneio sub-20, o País também quer ser a sede do próximo Mundial Feminino, em 2023.

O dirigente também destacou o bom momento do futebol brasileiro, exemplificando com a chegada de jogadores renomados para a disputa das competições locais como Dani Alves (São Paulo), Rafinha (Flamengo), Filipe Luís (Flamengo), Ramires (Palmeiras), Juanfran (São Paulo) e companhia.

"Temos uma capacidade de exportação e também de importação, algo novo, os craques que fizeram sucesso internacional e estão sendo resgatados. O símbolo maior é o Daniel Alves, jogando aqui dentro e encantando as nossas torcidas", afirmou Walter Feldman.

O melhor futebol de base do planeta é europeu. Dominante nos últimos anos nas Copas do Mundo e também nos torneios entre clubes, os representantes do Velho Continente também passaram a ser soberanos nos Mundiais de base da Fifa, tendo conquistado recentemente o quarto título consecutivo sub-20, dessa vez com a Ucrânia.

Outrora dominado principalmente por Argentina e Brasil, maiores vencedores com seis e cinco títulos, respectivamente, o Mundial Sub-20 passa, desde a edição de 2013, por uma nova realidade. França, Sérvia (2015), Inglaterra (2017) e, agora, Ucrânia alteraram essa hierarquia e levaram para a Europa as últimas taças do torneio de juniores.

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Assim, antes coadjuvantes na competição, as seleções do Velho Continente já ameaçam até mesmo o domínio histórico dos sul-americanos no Mundial Sub-20, tanto que agora estão a apenas um título de igualar os 11 dos representantes da Conmebol como maiores vencedores do torneio.

Na avaliação de Ney Franco, a balança passou a pender para o lado europeu pela evolução da preparação das suas seleções. "Antigamente, a América do Sul tinha o domínio, mas agora o trabalho de base dos europeus sobressai pela metodologia, a organização, a parte financeira dos clubes, algo que permite uma melhor formação cognitiva e esportiva dos atletas, lhe dando estudo. Ficamos um pouco para trás porque outros países vem fazendo melhor", avaliou, em entrevista ao Estado, o hoje técnico da Chapecoense e que estava à frente da seleção em 2011 no Mundial Sub-20, na última conquista do Brasil e de uma equipe sul-americana.

Na sua opinião, além do maior tempo de preparação para os torneios, as seleções europeias também passaram a sobressair sobre as sul-americanas em função da força física, que se aliou ao talento, com essas equipes conseguindo ser mais intensas durante os jogos.

"As equipes estão com uma intensidade muito alta. Além do jogador correr 13km, consegue fazer ações curtas e de muita intensidade várias vezes e por mais tempo, com sprints e arrancadas. Isso é algo que os clubes precisam trabalhar, além da parte tática, ou não conseguiremos competir internacionalmente. A grande virtude do futebol brasileiro é a parte técnica, mas precisamos aliá-la com a força física ou ficaremos para trás", disse.

A conquista desses títulos por diferentes seleções europeias e a presença de equipes de menor tradição nas fases decisivas do Mundial Sub-20 - a Coreia do Sul foi vice-campeã neste ano, enquanto o Equador, que já havia levado o título sul-americano, foi o terceiro colocado - também apontam para torneios mais equilibrados entre as equipes, com a emergência de novas forças.

"A Coreia do Sul antes contava com jogadores que até tinham força e talento, mas precisavam sair de lá para se desenvolver, fazendo intercâmbios. Eles investiram muito nisso", afirma Ney, que observou várias equipes estrangeiras virem ao Brasil para adquirirem conhecimento e evolução.

Assim, o predomínio que já se via na Copa do Mundo, com os europeus tendo faturado os últimos quatro títulos e tendo colocado quatro seleções nas semifinais no Mundial da Rússia-2018, também se tornou realidade na base. Prova de que não só o poderio financeiro explica um domínio que também é visto no Mundial de Clubes, com os times europeus tendo vencido as seis últimas edições do torneio.

O próximo território a ser conquistado pelos europeus parece ser o Mundial Sub-17. O continente já tem o último campeão - a Inglaterra -, mas ainda está longe dos número de títulos dos africanos - sete contra quatro. Essa distância poderá ser diminuída ainda neste ano, quando o torneio será disputado no Brasil, a partir de 26 de outubro.

A seleção brasileira, aliás, só participará do torneio por ser o país-sede, pois fracassou recentemente no Sul-Americano da categoria, algo que tem se repetido no sub-20 a ponto de nem ter participado de três dos últimos quatro Mundiais. E, de longe, tem visto os europeus assumirem um protagonismo que era seu e dos argentinos.

A Fifa avalia a possibilidade de juntar os Mundiais Sub-17 e Sub-20 em uma única competição com 48 seleções e uma possível limitação de idade entre 18 e 19 anos, revelou a entidade. Os torneios de base femininos também poderiam ser unificados para criar um campeonato de 24 equipes, segundo a proposta que surgiu há duas semanas em uma reunião do comitê de competições da Fifa. As ideias foram discutidas pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, com algumas federações durante reuniões nesta semana na Mauritânia e na Nigéria.

A Fifa disse à agência de notícias The Associated Press que as propostas fazem parte de uma revisão das competições quando se completam dois anos da presidência de Infantino, que impulsionou a expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 equipes a partir de 2026. Se a medida for aprovada, o Mundial para jovens jogadores teria um aumento enorme na quantidade de seleções, já que os Mundiais Sub-17 e Sub-20 atualmente são realizados bianualmente e com 24 equipes cada um. Um torneio único poderia ser disputado anualmente por 48 seleções, ainda que sem os mesmos desafios de logística da Copa do Mundo, já que poderiam ser disputados dois jogos por dia em cada estádio.

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A Fifa também planeja estabelecer um calendário mais compacto nas divisões de base. A Europa, por exemplo, teve campeonatos sub-17, sub-19 e sub-21 no ano passado. Em 2017, a Inglaterra foi campeã Mundial Sub-20 e Sub-17, além de ter vencido o Europeu Sub-19. Ainda que a Fifa implemente essa proposta, os Mundiais Femininos Sub-17 e Sub-20 serão realizados neste ano no Uruguai e na França, respectivamente.

A Inglaterra conquistou o primeiro Mundial Sub-20 de futebol de sua história neste domingo. Em uma inédita e inesperada final diante da Venezuela, em Suwon, na Coreia do Sul, a seleção triunfou por 1 a 0 e faturou o título, graças ao gol de Dominic Calvert-Lewin ainda no primeiro tempo.

Com o resultado, a Inglaterra se tornou o décimo time a ser campeão do mundo sub-20. O país, até então, tinha um terceiro lugar como melhor resultado. Por outro lado, a Venezuela também chegou à primeira decisão de sua história e alcançou seu melhor resultado em um torneio Fifa.

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E os sul-americanos até começaram assustando neste domingo. Aos 23 minutos, Lucena bateu falta quase do meio de campo e surpreendeu o goleiro Woodman, acertando a trave. A resposta inglesa, no entanto, foi fatal. Aos 34, Calvert-Lewin aproveitou lançamento para a área e bateu. Farinez defendeu, mas no rebote, o atacante marcou.

A Inglaterra, então, tratou de se fechar na defesa. Mas no segundo tempo, a Venezuela teve chances para empatar. Córdova chegou a perder oportunidade incrível, de frente para Woodman. Por outro lado, Onomah quase ampliou para os europeus, acertando o travessão em belo chute de longe.

Aos 27, o árbitro viu pênalti de Clark-Salter em Peñaranda. O próprio atacante venezuelano foi para a cobrança, chutou quase no meio do gol e facilitou a vida de Woodman, que pegou e garantiu o triunfo inglês.

Este foi o primeiro título mundial da Inglaterra, em qualquer categoria, desde que o país conquistou a Copa do Mundo de 1966 com seu time principal, atuando em casa. Os ingleses, aliás, não venciam sequer uma partida em um Mundial Sub-20 desde 1997.

Histórico saco de pancadas na América do Sul, a Venezuela é, no momento, a maior surpresa do futebol mundial. A equipe sub-20 do país superou o status de time mais fraco do continente e vai disputar neste domingo, às 7 horas (de Brasília), contra a Inglaterra, a final do Mundial da categoria, na Coreia do Sul.

É a primeira decisão da Venezuela em torneios da Fifa. O segredo do sucesso está na preparação realizada pelo elenco, aliada ao surgimento da melhor geração da história e ao regulamento dos campeonatos locais, que obrigam a escalação de novatos em todos os times.

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A façanha da Venezuela é tão gigantesca que mesmo do outro lado do mundo, na Ásia, os jovens jogadores têm reiterado o quanto querem amenizar o sofrimento da população do país, que atravessa grave situação econômica. "Temos um compromisso e responsabilidade com nosso país. Temos que dar alegrias ao nosso povo, que muito merece", disse o goleiro Wuilker Faríñez em vídeo gravado pela federação local.

As alegrias com os garotos da seleção são um oásis no caos vivido no esporte venezuelano. Os problemas do país fizeram com que campeonatos locais de diversas modalidades fossem paralisados por falta de dinheiro. Mesmo com o apoio governamental, os clubes de futebol são fracos e todos os oito representantes da Venezuela na Copa Libertadores e na Copa Sul-Americana caíram na primeira fase.

A seleção é a única do continente a nunca ter se classificado para uma Copa e já não tem mais chances de ir ao Mundial da Rússia, em 2018. A esperança, agora, é para que a geração atual possa mudar esse panorama, como tem feito nesta campanha. Na trilha para a decisão, bateu equipes tradicionais como Alemanha, México e Uruguai.

A participação na final coroa um planejamento iniciado no ano passado, quando a Venezuela foi a primeira a se reunir para disputar o Sul-Americano sub-20, no Equador. No torneio realizado no início de 2017, ficou em terceiro lugar, à frente do Brasil, o quinto, que ficou sem vaga.

A Venezuela levou à sério o Mundial. O elenco foi incorporado à seleção principal para pegar experiência, é comandado pelo mesmo treinador, o ex-goleiro Rafael Dudamel, e disputou amistosos contra times italianos antes de viajar à Coreia do Sul.

Destaques da equipe, como o atacante Peñaranda, do Málaga, da Espanha, e o meia Soteldo, do Huachipato, do Chile, ganharam experiência graças às regras dos torneios venezuelanos. No campeonato local, todos os times precisam ter em campo um jogador com menos de 20 anos. Já na Copa da Venezuela, é obrigatório contar no elenco com atletas menores de 16 anos.

As seleções da Inglaterra e da Venezuela estiveram em desvantagem nesta quinta-feira, em suas respectivas semifinais, mas conseguiram a classificação à decisão do Mundial Sub-20, que está sendo realizado na Coreia do Sul, com ambas atingindo pela primeira vez essa fase da competição.

O herói da classificação da Inglaterra foi o atacante Dominic Solanke, autor de dois gols na vitória por 3 a 1 sobre a seleção italiana em Jeonju. Antes disso, porém, Riccardo Orsolini, o artilheiro do Mundial Sub-20 com cinco gols, colocou a Itália em vantagem logo aos dois minutos do primeiro tempo.

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A seleção inglesa só foi reagir na segunda etapa, com Solanke empatando o jogo aos 21 minutos. O atacante voltaria a marcar aos 43, selando o placar de 3 a 1 em Jeonju, pois Ademola Lookman já havia feito o segundo gol da Inglaterra, aos 32 minutos.

Na outra semifinal, em Daejon, a Venezuela superou o Uruguai por 4 a 3 na disputa de pênaltis após empate por 1 a 1. Os uruguaios abriram o placar aos quatro minutos do segundo tempo com um pênalti convertido por De la Cruz, mas Sosa conseguiu igualar o placar aos 46.

Após o empate sem gols na prorrogação, o goleiro Wuilker Farinez brilhou pela Venezuela ao defender dois pênaltis, cobrados por Rodríguez e De la Cruz, para assegurar a passagem da sua seleção à final do Mundial Sub-20.

Agora, no próximo domingo, às 7 horas (de Brasília), Inglaterra e Venezuela vão se enfrentar em Suwon na final do torneio. Mais cedo, às 3h30, Uruguai e Inglaterra vão disputar o terceiro lugar do Mundial Sub-20.

As seleções de Zâmbia e do Uruguai estão classificadas às oitavas de final do Mundial Sub-20, que está sendo realizado na Coreia do Sul. Nesta quarta-feira, os times obtiveram a segunda vitória na competição e já avançaram com uma rodada de antecedência.

Pelo Grupo C, com todos os seus gols marcados em um período de 18 minutos, a Zâmbia superou o Irã por 4 a 2, definindo uma virada sensacional na etapa final, após chegar a estar perdendo por 2 a 0 para o time asiático, que havia anotado duas vezes com Shekari na partida disputada em Seogwipo.

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No outro jogo do dia pela chave, Costa Rica e Portugal empataram por 1 a 1, em jogo definido com dois gols de pênalti. Assim, as duas equipes pontuaram pela primeira vez no Mundial Sub-20. A Zâmbia soma seis pontos, três a mais do que o Irã.

Já pelo Grupo B, o Uruguai superou a seleção japonesa por 2 a 0, chegando aos seis pontos, na liderança da chave. Nessa partida, Takefusa Kubo, de apenas 15 anos, quase se tornou o mais jovem a marcar um gol na história do Mundial Sub-20 ao acertar a trave em um cabeceio.

No complemento da rodada realizada em Suwon, a seleção italiana superou a África do Sul por 2 a 0 e se igualou aos japoneses, ambos com três pontos - já os sul-africanos ainda não pontuaram na competição.

Os dois primeiros colocados de cada um dos seis grupos se classificam às oitavas de final do Mundial Sub-20, assim como os quatro melhores terceiros. Além de Zâmbia e Uruguai, a anfitriã Coreia do Sul também já garantiu a sua passagem de fase.

Dono de cinco títulos do Mundial Sub-20, o Brasil não conseguiu se classificar para o torneio que vai ter a sua decisão disputada em 11 de junho.

A seleção brasileira sub-20 esteve muito perto de conquistar seu sexto título mundial, mas acabou derrotada na decisão pela Sérvia por 2 a 1, na prorrogação, neste sábado, em Auckland. O resultado, como era de se esperar, deixou jogadores e comissão técnica decepcionados, mas o treinador Rogério Micale preferiu enxergar o lado positivo e exaltar a campanha de seus comandados.

"Eu deixo a Nova Zelândia e este Mundial com boas sensações e bons sentimentos sobre aquilo que fizemos", declarou Micale após a partida. "Nós estamos apenas começando um trabalho com estes jogadores e isso provavelmente vai trazer coisas boas para o Brasil no futuro."

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De fato, Micale chegou às vésperas do início da competição, para a vaga do demitido Alexandre Gallo. Sob seu comando, a seleção mostrou um futebol mais ofensivo e fez boa campanha, com direito a goleada por 5 a 0 sobre Senegal nas semifinais e vitórias nos pênaltis contra Uruguai, nas oitavas, e Portugal, nas quartas.

Mas o treinador soube reconhecer o mérito da Sérvia, uma surpresa para muita gente, mas que ele mesmo já havia apontado como time forte. "Se você relembrar a primeira entrevista que eu dei nesse Mundial, fui perguntado sobre o time que poderia surpreender a todos e disse que este time era a Sérvia", comentou.

A decisão deste sábado, no entanto, foi dominada pelo Brasil, que teve as melhores chances e acabou com mais de 60% da posse de bola. A boa atuação foi reconhecida até pelos adversários. "Posso dizer que nós fomos sortudos. Mas a sorte faz parte do jogo e você precisa merecer ser sortudo", avaliou o treinador da Sérvia, Veljko Paunovic.

A seleção brasileira viu o sonho de se tornar hexacampeã mundial sub-20 ficar perto, mas cair por terra nos últimos momentos. Na decisão da edição de 2015 da competição diante da Sérvia, em Auckland, na madrugada deste sábado (20), a equipe dominou boa parte do confronto, mas acabou levando um gol no segundo tempo da prorrogação e perdeu por 2 a 1, ficando com o vice-campeonato.

Ao longo dos 120 minutos, o Brasil foi bastante superior, pressionou e criou as melhores chances. No total, teve 63% da posse de bola contra 37% dos sérvios, que, no entanto, souberam decidir nas poucas oportunidades que tiveram. Nos contra-ataques, chegaram aos dois gols e ficaram com o título da competição pela primeira vez, logo na primeira final deles.

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O Brasil, por sua vez, teve que se contentar com seu quarto vice-campeonato. A seleção de Rogério Micale, que substituiu Alexandre Gallo pouco antes do início da competição, até apresentou um bom futebol, mas não resistiu à sua terceira prorrogação - nas oitavas, contra o Uruguai, e nas quartas, contra Portugal, havia vencido nos pênaltis.

O time brasileiro começou a partida em cima e criou bom momento com Jean Carlos aos nove minutos, mas Rajkovic defendeu. Aos 20, linda jogada de Gabriel Jesus pela direita, drible da vaca em Babic, mas novamente o goleiro sérvio apareceu para salvar sua equipe. João Pedro ainda teve bom momento antes da primeira chance dos adversários, que aconteceu somente nos acréscimos. Milinkovic cabeceou e Jean fez ótima defesa.

O segundo tempo começou como o primeiro e logo aos três minutos Danilo perdeu grande chance, praticamente sem goleiro, após bela jogada de Jorge pela esquerda. A Sérvia respondeu aos 15, quando Zivkovic deixou Gajic na cara do gol, mas Jean apareceu bem. Aos 24, no entanto, não teve jeito. Maksimovic recebeu pela direita e cruzou para Mandic marcar.

A resposta brasileira não demorou, e saiu em um golaço. Andreas Pereira, que havia entrado pouco antes do gol sérvio, recebeu pela esquerda, passou por três marcadores invadindo a área, deu novo corte no terceiro e bateu cruzado, sem chances para Rajkovic.

O jogo foi para a prorrogação e a pressão brasileira continuou. Em duas oportunidades Malcom teve a chance de marcar, mas em ambas parou em Rajkovic. No segundo tempo, os sérvios equilibraram o confronto e chegaram ao gol da vitória já aos 12 minutos. Após roubo de bola e rápido contra-ataque, Zivkovic acionou Maksimovic, a zaga brasileira errou na linha de impedimento e o jogador teve tranquilidade para marcar na saída de Jean.

Um time que tinha tudo para dar errado entrará em campo na madrugada deste sábado (às 2 horas, horário de Brasília) para lutar pelo sexto título do Brasil na história do Mundial Sub-20. O adversário será a Sérvia, que disputará a final pela primeira vez, em confronto em Auckland, na Nova Zelândia. Os brasileiros já foram campeões mundiais da categoria em 1983, 1985, 1993, 2003 e 2011.

A lista de convocados para o Mundial foi feita por Alexandre Gallo, que a CBF mandou embora dois dias antes de o grupo se apresentar em Atibaia para dar início aos treinos. Rogério Micale, do Atlético-MG, foi contratado para trabalhar com os jogadores que já estavam relacionados - não era mais possível mudar os nomes enviados à Fifa. Coube a ele apenas fazer os cortes que deixaram o grupo com 23 atletas.

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O tempo para trabalhar era escasso, mas mesmo assim Micale se arriscou a fazer uma mudança no estilo de jogo da equipe - que vinha de um quarto lugar no Sul-Americano disputado no Uruguai. Ele abriu mão de jogadores pesados no ataque e montou um time leve que aposta na técnica e na velocidade. E a aposta foi bem-sucedida.

"Os jogadores estão mostrando que o futebol brasileiro merece respeito e que tem muita qualidade", disse Micale. "Não adicionei muita coisa, apenas propus um conceito de jogo que foi abraçado pelo grupo."

Embora tenha jogadores com poder de fogo, a seleção também vem se destacando pela solidez defensiva. O time sofreu apenas três gols na competição, e o último foi aos oito minutos do primeiro tempo da vitória de virada sobre a Hungria por 2 a 1 na segunda rodada da primeira fase. De lá para cá já se passaram 502 minutos sem o goleiro Jean buscar a bola no fundo da rede - incluindo a prorrogação contra Uruguai e Portugal, respectivamente nas oitavas e quartas de final.

"O trabalho dos atacantes e meias na marcação tem sido muito bom. O combate começa lá na frente, com todo mundo se empenhando para tentar roubar a bola, e isso facilita para o pessoal da nossa defesa", afirmou Micale.

A Sérvia, que foi semifinalista no último Europeu da categoria, não se considera zebra na final por ter pela frente um país que já foi campeão mundial cinco vezes. "Viemos para a Nova Zelândia acreditando no título, e agora estamos a apenas um jogo de atingir nossa meta. Sabemos da força do Brasil, mas numa final em uma partida tudo pode acontecer", disse o goleiro Rajkovic.

Em sua trajetória na competição a equipe perdeu para o Uruguai na estreia por 1 a 0, ganhou de Mali e México por 2 a 0, fez 2 a 1 na Hungria, empatou por 0 a 0 com os Estados Unidos (ganhou nos pênaltis) e fez 2 a 1 em Mali na semifinal. O Brasil fez 4 a 2 na Nigéria, 2 a 1 na Hungria, 3 a 0 na Coreia do Norte, empatou sem gols com Uruguai e Portugal e goleou Senegal por 5 a 0.

O Brasil avançou em grande estilo à decisão do Mundial Sub-20 ao atropelar Senegal com uma goleada por 5 a 0, na madrugada desta quarta-feira, em Christchurch, na Nova Zelândia, em uma das semifinais da competição. Cinco vezes campeã da competição, a seleção brasileira assim ficou a uma vitória de faturar o hexacampeonato da categoria.

O adversário da final, no próximo sábado, a partir das 2 horas (de Brasília), em Auckland, será a Sérvia, que na outra semifinal derrotou o Mali por 2 a 1, na prorrogação, também nesta quarta. Caso triunfe diante dos sérvios, os brasileiros irão se igualar aos argentinos como maiores campeões do torneio.

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Campeão do Mundial Sub-20 em 1983, 1985, 1993, 2003 e 2011, o Brasil se sagrou vencedor da competição organizada pela Fifa pela última vez ao bater Portugal por 3 a 2, na prorrogação, há quatro anos. Nesta edição do torneio, os portugueses foram superados justamente pelos brasileiros nos pênaltis, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, nas quartas de final, no último sábado.

Desta vez, porém, a seleção brasileira não teve dificuldades para confirmar o seu favoritismo diante dos senegaleses. Com apenas 34 minutos do primeiro tempo, a equipe nacional já vencia por 4 a 0. O placar foi aberto já aos 4, quando João Pedro invadiu a área pela direita e tentou cruzar, mas a bola desviou em Andelinou Correa, que marcou gol contra.

E o segundo gol veio logo em seguida, aos 6 minutos. Após bobeada do Senegal na marcação, Gabriel Jesus puxou contra-ataque e deu passe na direita para Marcos Gabriel, que entrou na grande área e chutou forte para fazer 2 a 0.

O baile continuou com o terceiro gol aos 18. Jean Carlos tabelou com Marcos Guilherme pela esquerda e cruzou rasteiro. O goleiro Ibou Sy defendeu apenas parcialmente e Boschilia, na marca do pênalti, completou para as redes.

Mesmo diminuindo um pouco o seu ritmo após o terceiro gol, o Brasil voltou a se aproveitar da fragilidade do rival africano na defesa para ampliar para 4 a 0 aos 34. Jean Carlos fez linda jogada individual, se livrando de dois marcadores com um só drible, e depois ficou a cara a cara com o goleiro e tocou com tranquilidade na saída de Ibou Sy.

Se a missão brasileira já estava fácil, ela ficou ainda mais tranquila a partir dos 43 minutos, quando o zagueiro Cissé, que já tinha cartão amarelo, foi expulso ao derrubar Marcos Guilherme em lance pelo lado esquerdo do ataque.

Com larga vantagem e um homem a mais em campo, o Brasil disputou o segundo tempo em ritmo de treino, já se poupando para a final de sábado. Mas mesmo assim conseguiu marcar mais um gol aos 32 minutos. Após receber lindo passe de calcanhar, Boschillia invadiu a área pela esquerda e tocou para Marcos Guilherme, com o goleiro já batido, apenas completar para as redes.

Na outra semifinal, realizada em Auckland, a Sérvia abriu o placar já aos 4 minutos do primeiro tempo, com um gol de Andrija Zivkovic. Aos 39, porém, Youssouf Kone deixou tudo igual para Mali. Na prorrogação, Ivan Saponjic fez, aos 6 minutos da etapa final, o gol que assegurou a classificação dos sérvios.

O adversário da seleção brasileira na semifinal do Mundial Sub-20 será o Senegal. O time africano avançou ao derrotar o Usbequistão por 1 a 0 e enfrentará o Brasil na quarta-feira (17), em Christchurch, na Nova Zelândia. A outra semifinal terá Sérvia e Mali, responsável pela eliminação da Alemanha.

O time do Senegal garantiu a vaga na semifinal ao marcar o único gol da partida contra o Usbequistão aos 32 minutos do segundo tempo, com Mamadou Khady Thiam. Senegal faz campanha irregular no Mundial. Levou 3 a 0 de Portugal na estreia, empatou com a Colômbia e bateu o Catar na fase de grupos. Nas oitavas, venceu a Ucrânia nos pênaltis.

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A seleção brasileira tem tido atuações mais sólidas, embora não tenha marcado gols nos últimos dois jogos. Na estreia, venceu a Nigéria, também da África. Depois bateu Hungria e Coreia do Norte. Contra Uruguai, nas oitavas, e Portugal, nas quartas de final, venceu nos pênaltis.

Também nas penalidades foram definidos os outros dois semifinalistas neste fim de semana. A equipe de Mali surpreendeu ao eliminar os alemães, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Julian Brandt abrira o placar aos 38 minutos de jogo e Souleymane Coulibaly empatara na segunda etapa. Nos pênaltis, o time africano venceu por 4 a 3.

Estados Unidos e Sérvia passaram em branco no tempo normal no outro confronto. Os sérvios só levaram a melhor na segunda série de pênaltis, ganhando por 6 a 5 no total. Na semifinal, Sérvia e Mali também se enfrentarão na quarta-feira.

A seleção brasileira segue viva na luta pelo seu sexto título do Mundial Sub-20, que neste ano está sendo realizado na Nova Zelândia. Nesta quinta-feira, a equipe avançou às quartas de final da competição ao derrotar o Uruguai por 5 a 4 na disputa de pênaltis, após empates por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, em duelo realizado na cidade de New Plymouth.

Com esse triunfo, o Brasil agora vai disputar uma vaga nas semifinais com a seleção de Portugal, em duelo marcado para o próximo sábado, às 22 horas (de Brasília), em Hamilton. Os europeus avançaram nesta quinta no torneio com a vitória por 2 a 1 sobre a anfitriã Nova Zelândia, com gols de Guzzo e Martins - Holthusen diminuiu para o time da casa.

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A vitória nos pênaltis sobre os uruguaios mantém o Brasil na luta para igualar a Argentina como maior campeão do Mundial Sub-20, com seis títulos - as conquistas brasileiras foram asseguradas em 1983, 1985, 1993, 2003 e 2011. Nesta edição do torneio, a Argentina caiu logo na fase de grupos.

Nesta quinta, Brasil e Uruguai fizeram um duelo fraco no primeiro tempo, com poucas chances de gol. A principal oportunidade de gol foi dos brasileiros, aos 28 minutos, quando Guruceaga quase levou um frango em finalização rasteira de Judivan.

O panorama da partida se alterou na etapa final. O Brasil teve bem mais volume de jogo, especialmente nos 15 minutos iniciais, mas não conseguiu abrir o placar. E, aos 34 minutos, um cruzamento fechado, Danilo acertou o travessão da meta uruguaia.

O Uruguai também ameaçou, especialmente em um lance nos acréscimos do segundo tempo, quando Nández, livre, finalizou fraco, facilitando a defesa de Jean. Assim, o duelo seguiu para a prorrogação, em que o Brasil criou as principais oportunidades de gol, mas não teve sucesso para marcar.

Na disputa de pênaltis, o Brasil acertou as suas cinco cobranças, com Andreas Pereira, Lucão, Danilo, Jajá e Gabriel Jesus, que fez o gol da classificação. Já Amaral desperdiçou o segundo pênalti uruguaio, chutando por cima do gol. Assim, a seleção avançou às quartas de final do Mundial Sub-20.

Nesta quinta-feira, o técnico Rogério Micale escalou o Brasil com a seguinte formação: Jean; João Pedro, Marlon, Lucão e Jorginho; Jaja, Danilo e Boschilia (Malcom); Gabriel Jesus, Judivan (Jean Carlos) e Marcos Guilherme (Andreas Pereira).

OUTROS JOGOS - Com gols de Khamdamov, o Usbequistão derrotou a Áustria por 2 a 0 e agora vai encarar Senegal nas quartas de final do Mundial Sub-20. Já a Alemanha superou a Nigéria por 1 a 0, com gol de Öztunali. A equipe vai encarar Mali na próxima fase da competição.

A seleção brasileira sub-20 encerrou com mais uma vitória a primeira fase do Mundial da categoria, disputado na Nova Zelândia. Na madrugada deste domingo (pelo horário brasileiro), o time comandado por Rogério Micale venceu a Coreia do Norte por 3 a 0, mantendo os 100% de aproveitamento.

A terceira vitória seguida fez o Brasil se classificar no primeiro lugar do Grupo E, para pegar o Uruguai nas oitavas de final, às 4h30 (de Brasília) de quinta-feira. A equipe celeste avançou em segundo do Grupo D depois de empatar com Mali em todos os critérios e ganhar o sorteio - os africanos, em terceiro, vão fazer clássico contra Gana.

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Apesar da ótima campanha do Brasil até aqui no Mundial Sub-20, a seleção não deu sorte na chave. Afinal, se avançar, vai enfrentar outro time que tem 100% de aproveitamento: Portugal. Do outro lado da chave está a Alemanha, que marcou 16 gols e sofreu apenas dois na primeira fase e também só venceu. Os alemães encaram a Nigéria e depois entraram no caminho de Mali ou Gana.

A seleção brasileira, entretanto, também chega forte ao mata-mata. Neste domingo, atropelou a Coreia do Norte, que deu mero dois chutes a gol, com 23 do Brasil. Os gols, entretanto, só saíram no segundo tempo. Hyo Song fez contra, Jean Carlos, do Real Madrid B, ampliou, e Léo Pereira fechou o placar.

Também domingo, a Alemanha ganhou de Honduras por 5 a 1, enquanto o Usbequistão fez 3 a 0 em Fiji para se classificar. Pelo grupo do Brasil, a Nigéria fez 2 a 0 na Hungria, mas os dois times avançaram.

Dos 24 times que jogam o Mundial, só oito ficaram pelo caminho nesta primeira fase, sendo três da Ásia (Mianmar, Catar e Coreia do Norte), dois da América Central (Panamá e Hungria), um da América do Norte (México), um da Oceania (Fiji) e a decepcionante Argentina. Todos os europeus e africanos passaram.

Maior campeã da história da competição, com seis conquistas, a Argentina protagonizou um verdadeiro vexame na edição de 2015 do Mundial Sub-20 e foi eliminada ainda na primeira fase. Mesmo com um regulamento favorável, que classifica 16 das 24 equipes, o time sul-americano não tem mais chances de ir às oitavas após o empate por 0 a 0 diante da Áustria, nesta sexta-feira, em Wellington.

Com o resultado, a Argentina terminou na terceira posição do Grupo B, com somente dois pontos em três jogos. Ainda assim, teria chance de classificação como um dos quatro melhores terceiros colocados, mas a goleada da Nova Zelândia sobre Mianmar, por 5 a 1, acabou com as esperanças.

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Diante de uma seleção austríaca extremamente fechada, com uma ótima marcação, os argentinos foram para cima e tiveram várias chances, principalmente com Ángel Correa, mas o gol não saiu. Melhor para os austríacos, que confirmaram a segunda colocação da chave, com cinco pontos, e avançaram.

Na outra partida do grupo, Gana não foi brilhante, mas fez o suficiente para derrotar o lanterna Panamá por 1 a 0, com gol de Boateng, e avançou às oitavas de final como primeira colocada da chave, com sete pontos. Os panamenhos marcaram apenas um e também estão eliminados.

GRUPO A - Pelo Grupo A, os donos da casa neozelandeses golearam impiedosamente Mianmar e ainda sonham com a classificação. De virada, o time da Oceania fez 5 a 1 e terminou na terceira colocação da chave, com quatro pontos e zero de saldo de gols, com totais possibilidades de avançar como um dos melhores terceiros colocados.

Na outra partida do grupo, a Ucrânia não teve dificuldade para derrotar os Estados Unidos por 3 a 0, com show de Kovalenko, que marcou todos os gols. O resultado levou os europeus à primeira posição, com sete pontos, seguidos pelos norte-americanos, com seis. Ambos estão classificados.

Quatro jogos foram disputados nesta quarta-feira, no horário da Nova Zelândia, pela fase de grupos do Mundial Sub-20 de Futebol. Em um deles, o México venceu o Uruguai por 2 a 1, em Dunedin, e embolou o Grupo D da competição, que agora conta com as quatro seleções somando três pontos em duas rodadas disputadas.

No outro jogo desta chave, a Sérvia superou o Mali por 2 a 0, também em Dunedin, e também foi aos três pontos, sendo que os uruguaios e os malineses anteriormente haviam estreado com vitória sobre sérvios e mexicanos, respectivamente. Assim, as quatro seleções deste Grupo D chegarão à rodada final deste grupo com chances de classificação às oitavas de final.

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Por ter um gol de saldo, a Sérvia ocupa a liderança da chave nos critérios de desempate, enquanto Mali e Uruguai dividem a segunda colocação, com dois gols marcados e dois sofridos cada um até aqui, enquanto os mexicanos, com saldo negativo de um gol, estão na lanterna.

Em um dos jogos deste Grupo D, Hirving Lozano abriu o placar para os mexicanos aos 26 minutos do segundo tempo, mas o Uruguai empatou pouco depois, aos 38, com Mathias Suárez. No minuto final, porém, Kevin Gutierrez deu o triunfo aos mexicanos. Já na vitória sérvia, Milinkovic-Savic e Mandic marcaram os gols da partida.

PORTUGAL AVANÇA - Já pelo Grupo C, destaque para Portugal, que goleou o Catar por 4 a 0, em Hamilton, e já assegurou classificação às oitavas de final do Mundial. Ivo Rodrigues, com dois gols, foi o destaque do confronto que fez a sua seleção chegar aos seis pontos.

No outro jogo desta chave disputado nesta quarta, a Colômbia empatou por 1 a 1 com o Senegal, também em Hamilton, e ficou na vice-liderança, com quatro pontos. O resultado deixou os senagaleses na terceira posição, com um ponto, enquanto os catarianos ainda não somaram pontos e seguram a lanterna.

A seleção brasileira Sub-20 estreou com vitória no Mundial. Com um esquema bastante ofensivo, o Brasil sofreu na defesa, mas foi eficiente no ataque e passou pela Nigéria por 4 a 2, na noite de domingo (no horário de Brasília), no estádio Taranaki, em New Plymouth, na Nova Zelândia, pela primeira rodada do Grupo E.

Os gols da equipe dirigido pela técnico Rogério Micale foram anotados por Judivan, duas vezes, Gabriel Jesus e Boschilla. Pelo lado da Nigéria, Isaac e Yahaya marcaram.

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O Brasil começou o jogo em um ritmo forte, abrindo o placar logo aos 4 minutos. Judivan encontrou João Pedro entrando na área em velocidade. O lateral-direito cruzou para Gabriel Jesus, que ajeitou e chutou sem muita força, mas o suficiente para vencer o goleiro.

A Nigéria não se intimidou e virou o placar. Seis minutos depois do gol brasileiro, Yahaya lançou Isaac de letra. O atacante passou pelo goleiro Jean e empatou. Aos 28, Yahaya fez fila na defesa brasileira e, da entrada da área, colocou no ângulo.

A resposta da seleção foi quase que imediata. E novamente com participação de Gabriel Jesus. O palmeirense recebeu bola de um arremesso lateral na área e tocou de calcanhar para Judivan, que chutou forte de pé esquerdo.

Na volta do intervalo, o Brasil retornou com Boschilia no lugar de Andreas Pereira. E foi o são-paulino que colocou novamente os brasileiros em vantagem. Aos 15 minutos, o meia arriscou chute de fora da área. A bola ainda bateu no pé da trave antes de entrar.

A seleção brasileira se acalmou em campo e chegou ao quarto gol. Aos 36 minutos, Boschilia fez jogada individual pelo lado esquerdo e chutou cruzado. O goleiro falhou feio e Judivan marcou o quarto gol do Brasil, sendo o segundo do jogador do Cruzeiro.

Também pela primeira rodada do Grupo E, a Hungria goleou a Coreia do Norte por 5 a 1, com três gols marcados por Mervó, resultado que deixa a equipe na liderança da chave, pois possui saldo de gols superior ao Brasil. Brasileiros e húngaros vão duelar nesta quinta-feira, às 4 horas.

Já pelo Grupo E, em Christchurch, a Alemanha massacrou Fiji por 8 a 1, com três gols de Mukhtar e dois de Stark. No outro jogo da chave, com dois gols de Rochez, Honduras bateu o Usbequistão por 4 a 3.

O técnico Rogério Micale definiu na manhã desta sexta-feira a lista de 21 jogadores que vão disputar o Mundial Sub-20, na Nova Zelândia, pela seleção brasileira. Foram cortados quatro jogadores do grupo que havia iniciado os treinos em Atibaia, no interior de São Paulo. São eles: David e Bruno Lopes (ambos do Criciúma), Caio Rangel (Cagliari) e Yuri Mamute (Grêmio).

A equipe embarca neste sábado para a Austrália, onde realizará a segunda etapa da preparação para a competição. Serão 10 dias de treinamentos no país. No dia 1º de junho, às 13 horas (22 horas do dia 31 de maio no horário de Brasília), a seleção estreia no Mundial Sub-20 contra a Nigéria, atual campeã mundial Sub-17.

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Micale iniciou o seu trabalho no comando da seleção brasileira Sub-20 na última segunda-feira, após a demissão de Alexandre Gallo pela diretoria da CBF. Por isso, o treinador nem pôde realizar a convocação do Brasil para o Mundial Sub-20, pois a lista já havia sido definida por Gallo - restou a Micale, então, apenas fazer os cortes desta sexta-feira para definir os 21 jogadores que vão participar do torneio na Nova Zelândia, que será disputado entre 30 de maio e 20 de junho.

Após a estreia contra a Nigéria, a seleção brasileira ainda disputará outros dois jogos pelo Grupo E do Mundial Sub-20. Os duelos serão com a Hungria, em 4 de junho, e a Coreia do Norte, em 7 de junho.

Confira a lista final de convocados do Brasil para o Mundial Sub-20:

GOLEIROS: Geogemy (Cruzeiro), Jean (Bahia) e Marcos (Fluminense).

LATERAIS: João Pedro (Palmeiras), Rodrigo (Coritiba), Caju (Santos) e Jorge (Flamengo).

ZAGUEIROS: Iago (Criciúma), Léo Pereira (Atlético Paranaense), Lucão (São Paulo), Marlon (Fluminense).

MEIO-CAMPISTAS

Alef (Olympique de Marselha), Andreas Pereira (Manchester United), Boschilia (São Paulo), Danilo (Braga), Gabriel Jesus (Palmeiras) e Jajá (Flamengo).

ATACANTES: Jean Carlos (Real Madrid), Judivan (Cruzeiro), Kenedy (Fluminense) e Marcos Guilherme (Atlético Paranaense).

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