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O vídeo de uma carne crua se movimentando na mesa de um restaurante vem despertando interrogações sobre o que pode ter acontecido para que tal coisa acontecesse. A gravação feita pela australiana Rie Phillips já tem milhões de visualizações no Facebook.

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Nos comentários, algumas pessoas sugerem que se trata da carne de rã, que quando colocado sal nela pode provocar movimentos causados pelas terminações nervosas que ainda não morreram. "A carne está tão fresca que os músculos ainda podem se mover", escreveu uma pessoa. Outro internauta complementa: "Ela está tão fresca que alguns dos músculos ainda estão disparando sinais."

As pessoas que estão acostumadas a matar galinha, sabem que, muitas vezes, mesmo sem a cabeça, o animal 'sobrevive' e continua se movendo. No interior, é muito comum que digam que isso é porque a pessoa que está próxima "sentiu pena da galinha". Teorias à parte, o que se sabe é que o mistério da carne crua ainda não foi desvendado.

Uma nova espécie de rã, descoberta por pesquisadores na Serra do Japi, em Jundiaí (SP), canta e dança para se comunicar. A Hylodes Japi - a rãzinha-da-correnteza - foi descrita pela primeira fez por Fábio Perin de Sá e Célio Haddad, do Instituto de Biociências (IB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do câmpus de Rio Claro, na revista científica PloS One.

Os pesquisadores estudaram o anfíbio durante três anos e concluíram que a rãzinha-da-correnteza é uma variação totalmente desconhecida de sua família biológica, a Hylodidae.

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A pesquisa, realizada com apoio da Base Ecológica, mantida na Reserva Biológica Municipal de Jundiaí, apontou que a nova espécie só ocorre na Serra do Japi. "Acredito que ela tem muito a contribuir com a preservação desse importante remanescente da Mata Atlântica brasileira", disse o pesquisador Fábio Perin de Sá.

A forma de se reproduzir da rã chamou a atenção, pois ela deposita ovos dentro de uma câmara subaquática construída no leito de riacho. A Serra do Japi tem mais de 30 espécies de anfíbios, porém, o mais curioso são os aspectos comunicacionais da espécie.

Outros estudiosos também atuaram na pesquisa, que constatou de vocalizações a carícias entre machos e fêmeas. A rãzinha emite diferentes tipos de sons e sinais visuais, como impulsos com os braços e balanço do corpo, para atrair a atenção da fêmea e também para afugentar as rãs rivais.

Sedução

O ritual de sedução vai desde os sinais à distância até a aproximação dos bichos e o "sim" da fêmea com toques dos braços sobre os pés do macho. Segundo o estudo, alguns comportamentos das fêmeas, estimulando os machos, são um registro inédito entre as rãs.

A nova espécie tem listras laterais oblíquas, dorso com manchas escuras e ventre de cor clara. Os machos adultos têm sacos vocais laterais emparelhados e expandidos. "Descobrimos que os machos usam seus sacos vocais duplos para sinalizar, provavelmente, melhorando sua performance durante a comunicação", diz Fábio Sá.

No total, os pesquisadores identificaram 18 comportamentos, com funções diversas, na nova rã.

O som emitido pelos machos das rãs-túngara para atrair as fêmeas vira seu pior inimigo, pois permite que os morcegos os localizem e cacem, revelou um estudo divulgado nesta quinta-feira (23), no Panamá, pelo Instituto Smithsoniano de Pesquisas Tropicais (STRI, na sigla em inglês).

Segundo o trabalho, as rãs-túngara macho chamam as fêmeas nos pântanos onde vivem reproduzindo um som que acaba se propagando pelas ondas criadas na água. "Infelizmente para as rãs, seu principal predador, um morcego que se alimenta delas, também detecta as ondas, fazendo das rãs uma presa mais fácil", assegurou o STRI, com sede no Panamá.

O estudo garante que as rãs fêmea da espécie conhecida com o nome científico de "Physalemus pustulosus" são atraídas em grande número aos reservatórios d'água, de onde os machos as chamam noite após noite.

Mas estes chamados "também tornam mais fácil que os morcegos que se alimentam de rãs, os "Trachops cirrhosus", encontrem suas presas", segundo um comunicado. "É comparável ao uso da leitura labial", comentou Wouter Halfwerk, da Universidade de Leiden, um dos autores do estudo, publicado na revista Science junto com o STRI, a Universidade do Texas e a Universidade de Salisbury.

"Quando um morcego voa perto, a primeira linha de defesa da rã é parar de chamar", comentou Rachel Page, cientista do STRI. "Mas as ondas na água continuam durante alguns segundos, deixando efetivamente uma marca de detecção para o morcego que se aproxima", acrescentou.

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