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Um estudo realizado pela IDC Brasil apontou que os brasileiros estão procurando mais por dispositivos inteligentes "vestíveis" ou wearables. Segundo a pesquisa, chamada de IDC Tracker Brazil Wearables Q12020, o consumo de pulseiras e relógios inteligentes, no primeiro trimestre, cresceu 265% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados mostram que 168.680 fitbands (pulseiras inteligentes) e 149.333 smartwatches (relógios inteligentes) foram vendidos, uma alta de 321% e 218%, respectivamente. Ano passado, a venda de smartwatches foi uma dos motivos para as contas da Apple terem fechado positivas, inclusive, os dispositivos da maçã vêm ganhando um destaque cada vez maior em seus eventos. 

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Um dos motivos pelo aumento de interesse dos brasileiros nos relógios inteligentes, pode ser o preço. No primeiro trimestre de 2020, o valor das fitbands caiu 37% e ficou em torno de R$ 551. Já os smartwatches, com características mais robustas, ficaram 3% mais caros, com preço médio de R$ 2.313. 

Mesmo com o aumento do valor dos relógios, que sofrem mais impacto da alta do dólar do que seus irmãos orientais (muitas das fitbands do Brasil são de empresas chinesas como a Xiaomi), em 2019 os dispositivos já tinham o preço reduzido, em comparação ao ano anterior. A expectativa da IDC para o segundo trimestre é que este interesse continue a aumentar; para as fitbands, a previsão é uma alta de 39,2%, e para os smartwatches, de 23,4%. 

A Cannabis medicinal será estudada como forma de aliviar sintomas de sobrecarga psicológica em médicos e enfermeiros da linha de frente do combate a pandemia do Novo Coronavírus. A ideia é demonstrar como a planta é eficaz no tratamento de problemas gerados pelo momento que vivemos.

O estudo foi aprovado esta semana pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O título da pesquisa é “Impacto do óleo integral de Cannabis na saúde mental de profissionais da linha de frente no combate a COVID-19”.

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“A cannabis já tem efeito consagrado como ansiolítico. Neste momento de pandemia, estes profissionais estão expostos a uma alta carga de estresse que acaba refletindo fisicamente e mentalmente. No estudo, iremos avaliar como a cannabis atua no controle da ansiedade, depressão e estresse destes profissionais”, explicou o diretor da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace Esperança), Cassiano Teixeira.

Irão participar 300 profissionais da saúde, entre médicos e enfermeiros. O óleo a ser utilizado no estudo é fabricado pela Abrace e será disponibilizado a todos de forma cega, ou seja, sem que eles saibam se estão utilizando cannabis ou não.

“Eles irão receber um medicamento feito com o extrato integral da planta com 100mg/mL de CBD ou placebo. Estes profissionais serão acompanhados durante seis meses de tratamento, e receberão um questionário para auto-avaliação e consultados por médicos da equipe por telemedicina”, detalhou o diretor da Abrace.

A previsão de resultados é para o mês de março de 2021. Este será o primeiro estudo da espécie no Brasil.

Da assessoria da Abrace Esperança

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia de 2020, destinado a estudantes e pesquisadores da área de CT&I. Nesta edição, “Inteligência Artificial” foi o tema escolhido pela sua abrangência e representatividade para o desenvolvimento tecnológico dos países membros.

Os interessados devem, a partir do tema, abordar uma das seguintes linhas de pesquisa: Inteligência Artificial e Internet das Coisas; Inteligência Artificial e Ambiente Rural; Inteligência Artificial e Saúde; Inteligência Artificial e Cidades; Inteligência Artificial e Indústria; Ética e Inteligência Artificial. “A inteligência artificial nos permite processar grandes volumes de informação e solucionar problemas complexos e específicos, nas áreas da saúde, agropecuária, meio ambiente, internet das coisas, indústria, cidades e outros, trazendo benefícios para a sociedade de uma forma sem precedentes”, informa o secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Paulo Alvim, por meio de nota.

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Quem deseja participar tem até o dia 11 de setembro para se inscrever em uma das categorias como iniciação científica, para jovens do ensino médio e técnico; estudante universitário, para alunos de graduações e de pesquisa; jovem pesquisador, categoria que abarca graduados, estudantes de mestrado, mestres, estudantes de doutorado e doutores que tenham no máximo 35 anos de idade; e Pesquisador Sênior, para os que possuem 36 anos ou mais, podendo ser concorrida individualmente ou em equipe. Há também a categoria Integração, modalidade exclusiva para equipes, que devem ter minimamente dois integrantes de países diferentes do Mercosul.

Os pesquisadores premiados poderão ganhar até R$ 40 mil. Além disso, a comissão julgadora poderá conferir uma menção honrosa em cada categoria. Mais informações podem ser obtidas pelo site do concurso.

Uma serpente foi flagrada no momento em que se prepara para dar um grande salto e sair voando de uma árvore para parar em um gramado a alguns metros de distância.

A cena foi registrada por cientistas que tentavam entender como os répteis podiam sair voando de uma árvore para outra. Através da captura de movimento em alta velocidade, os cientistas conseguiram analisar e entender os movimentos e a estratégia utilizada pelas serpentes para planar.

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Com uma análise do modelo da aerodinâmica das serpentes, os cientistas descobriram que os movimentos ondulantes contribuem no planeio dos répteis. Além disso, as serpentes achatam seus corpos durante o salto de uma árvore para outra, gerando elevação e fazendo com que consigam realizar a proeza de voar.

Da Sputnik Brasil

A avaliação do desempenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue em queda durante a pandemia. Mesmo com a liberação do auxílio emergencial e a extensão do benefício, a reprovação do gestor continua em alta, aponta a pesquisa do Datafolha.

Entre os que solicitaram e já receberam ao menos uma parcela de R$ 600, 49% compreende que a postura de Bolsonaro no enfrentamento da Covid-19 é ruim ou péssima. Para os que não pediram o auxílio, a taxa de reprovação é de 51%.

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Em relação aos apoiadores, 26% dos que receberam ao menos uma parcela garante que o desempenho é ótimo ou bom e 24% disse que era regular. Já para 27% dos que nem pediram o valor, a atuação é ótima ou boa, enquanto 22% classifica como regular.

Dos populares que receberam o auxílio, 61% acredita que Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate à pandemia. Já 33% entende o inverso, que o presidente mais ajuda do que atrapalha.

Economia - A atuação do ministro Paulo Guedes também foi analisada pelos entrevistados e 32% dos que receberam o auxílio disseram que a Economia durante a pandemia é ótima ou boa. Essa foi a mesma resposta para 34% do grupo que não pediu o dinheiro.

O Ministério da Economia foi classificado como ruim ou péssimo por 25% dos beneficiados e por 36% dos que nem tentaram receber o valor.

Para o levantamento, 2.016 pessoas foram entrevistadas por telefone na terça (23) e quarta (24), antes do pagamento da terceira parcela. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Recentemente, notícias de plágio em trabalhos acadêmicos envolvendo pessoas públicas, como o mais recente ex-ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, trouxeram à tona a discussão sobre a importância de ter cuidado e atenção ao fazer citações em trabalhos, atribuindo o devido crédito a todas as fontes consultadas. 

Com a internet fornecendo milhares de textos e outras fontes de pesquisa, o acesso à informação se torna mais rápido, mas a possibilidade de apropriação indevida do conteúdo de terceiros cresce junto, dificultando a detecção do plágio em trabalhos escolares e acadêmicos, por exemplo. O LeiaJá procurou um especialista em direitos autorais para esclarecer dúvidas sobre o que é o plágio, como ele pode ocorrer no meio acadêmico e quais as possíveis formas de detectá-lo.  

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Definição do plágio

Alexandre Henrique Tavares Saldanha é advogado e doutor em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de professor da Universidade de Pernambuco (UPE) e da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Ele define o plágio como uma reprodução falsa, o ato de publicar um conteúdo alheio sem dizer que o conteúdo é de outra pessoa. 

“Se eu ao escrever um artigo científico uso trechos alheios, tenho a obrigação de dizer quem são as pessoas responsáveis por esses trechos que eu estou usando, porque o receptor do meu conteúdo precisa saber que nem tudo que eu estou oferecendo fui eu quem criou. O plágio é uma falsificação de autoria, a questão não está no não autorizar, está em não atribuir corretamente o crédito de quem é o criador”, afirmou Alexandre.

O professor lembra ainda que há diversas formas de plagiar alguém (inclusive a si mesmo) em um trabalho acadêmico. Além do plágio direto, que é a forma mais óbvia, quando uma pessoa copia e cola conteúdo alheio sem atribuir o devido crédito, existe também o plágio indireto, que segundo Alexandre Saldanha, consiste na apropriação das ideias de outra pessoa sem a citação da fonte. “Apesar de eu não estar usando as palavras específicas de determinada pessoa, eu estou plagiando, informando que determinada conclusão é minha, mas não é”, disse o professor. 

Temos, ainda, a ideia do autoplágio, que é definida, de acordo com Alexandre, como a ausência de citação a um trabalho anterior feito pelo próprio autor da obra. “Digamos que eu publique um artigo hoje e daqui a um mês eu me cito sem dizer ‘isso são palavras minhas publicadas em tal data, tal fonte’, tem essa ideia do autoplágio”, explicou o docente.

O Brasil tem uma lei específica que trata de crimes de direitos autorais (Lei nº 9610/98), mas o Código Penal, de acordo com o professor Alexandre, também prevê punições para quem infringir tais direitos, o que inclui plagiar trabalhos. “Tanto o código penal quanto a lei específica não destrincham muito bem as hipóteses de violação, cria modalidades amplas. A gente não encontra a modalidade ‘plágio’ como crime específico, mas encontra ‘violar direitos autorais’, então comete crime quem viola direito autoral. Plágio é violação de direito autoral. A partir do momento em que a gente chega à conclusão de que plágio é uma violação de direitos autorais, quem plagiar se submete a todas as consequências legais decorrentes”, explanou.

Apesar de ser crime, o plágio configura um tipo penal de menor gravidade e não pode levar à prisão, segundo o professor doutor Alexandre Saldanha. No entanto, a pessoa que incorrer nessa prática está sujeita a medidas administrativas e também poderá ter antecedentes criminais. 

“Fica basicamente resolvido por multas e direitos de resposta, a obrigação de divulgar a obrigação correta. Gera antecedente criminal, a pessoa fica com a ficha suja pelo plágio, tem um carimbo de prática de infração penal. Evidentemente teria que correr um processo penal com a decisão confirmando a violação para daí haver a ficha suja”, disse ele.

Detectando o problema

A imensa quantidade de conteúdos disponíveis na internet dificulta a tarefa de identificar trechos de trabalhos que possam ter sido plagiados, mas de acordo com o professor Alexandre Saldanha, é também a tecnologia quem ajuda, muitas vezes, a identificar tais irregularidades. 

“Existem ferramentas, algumas gratuitas disponíveis na internet, que buscam identificar o grau de plágio em um trabalho acadêmico, e aí procura saber se existem frases, trechos de determinado trabalho sem que a pessoa tenha tido o trabalho de dar o crédito, a autoria original”, contou o professor.

Entre os programas que fazem essa tarefa, alguns dos que estão disponíveis gratuitamente na internet são o AntiPlagiarist, CopySpider, eTBLAST, Plagiarisma e Plagium Online, entre muitos outros. Há também opções pagas e programas que têm versões grátis sem registro e edições premium que têm cobrança. 

Os programas que realizam buscas na internet e em bancos de dados de trabalhos acadêmicos com o intuito de detectar possíveis plágios são reconhecidos como forma eficiente de combate ao problema, quando aliadas à avaliação humana. 

Em 2010, uma proposição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre plágio em escolas, universidades e comércio ilegal de monografias fez recomendações a órgãos como o Ministério da Justiça, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), entre outros, para que escolas e universidades adotem políticas públicas que incluam a utilização de tais ferramentas e também a elaboração de bancas que realizem a verificação de trabalhos entregues pelos alunos. 

Em janeiro de 2011, baseada na proposição em questão, a Capes elaborou um documento com orientações de combate ao plágio, recomendando que as instituições de ensino públicas e privadas brasileiras “adotem políticas de conscientização e informação sobre a propriedade intelectual, adotando procedimentos específicos que visem coibir a prática do plágio quando da redação de teses, monografias, artigos e outros textos por parte de alunos e outros membros das suas comunidades”.

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--> Plágio é considerado falha científica grave

Em cada cinco brasileiros, um chegou a acreditar que a hidroxicloroquina seria a "cura" para a covid-19, segundo revela pesquisa de opinião sobre os mitos da pandemia, feita pelo instituto Ipsos em 16 países.

Embora nenhum estudo com rigor científico apontasse a eficácia do medicamento, ele foi promovido como solução para a crise pelo presidente Jair Bolsonaro - e a tese foi abraçada e amplificada por sua base de apoio nas redes sociais. O resultado é que, na pesquisa, 18% dos entrevistados no Brasil qualificaram como verdadeira a frase "Existe uma cura para Covid-19 e ela se chama hidroxicloroquina", enquanto 57% a consideraram falsa. Um quarto da amostra não soube responder.

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No ranking da desinformação sobre o tema, os brasileiros só ficaram atrás dos indianos nos 16 países onde o Ipsos fez as mesmas perguntas. Na média desses países, apenas 11% dos entrevistados compraram a ideia de que o medicamento traria a cura.

Na Índia, essa taxa chegou a 37% - o dobro do Brasil. Também lá o governo promoveu a tese de que a hidroxicloroquina ou a cloroquina seriam a solução. Nos Estados Unidos, onde ocorreu o mesmo, 12% acreditaram na eficácia da droga. Já no Reino Unido foram apenas 2%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a testar a cloroquina em pacientes de covid-19, mas suspendeu as pesquisas no final de maio e em definitivo na metade de junho, após não constatar redução de mortalidade. O medicamento, que nunca foi encarado por médicos e cientistas como cura para covid-19, mas apenas como possível tratamento auxiliar, pode provocar efeitos colaterais graves.

No Brasil, a cloroquina esteve no centro de ondas de desinformação sobre covid-19 nas redes sociais - diversos rumores e teorias conspiratórias foram desmentidos pelo Estadão Verifica, desde o início da pandemia. Uma das checagens, realizada em parceria com outros veículos do Projeto Comprova, envolvia a falsa acusação de que um grupo de pesquisadores brasileiros teria aplicado uma dosagem letal de cloroquina em pacientes com covid-19 para causar descrédito sobre o medicamento no tratamento contra a doença.

Entre outros mitos avaliados pela pesquisa Ipsos está o de que a exposição ao sol ou a altas temperaturas previne covid-19. Nesse caso, 22% dos brasileiros entrevistados apontaram a alegação como correta. O boato de que comer alho é uma defesa contra o coronavírus foi encarado como verdadeiro por 7% no Brasil.

O Ipsos fez a pesquisa no final de maio, e a partir desta segunda-feira (29) a distribui entre seus clientes. Foram entrevistadas mil pessoas em cada um dos 16 países participantes. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais.

Em outubro de 2018, a dentista Sônia Regina Schindler, de 58 anos, foi à cabine de votação sem dúvidas. Incomodada com os governos petistas, apertou 17 e ajudou a eleger Jair Bolsonaro presidente. Um ano e meio depois, se arrepende da escolha. "Acordei com a crise da saúde", afirmou a eleitora de Brusque, Santa Catarina.

A falta de empatia do presidente com os doentes e a tese de que a Covid-19 seria uma "gripezinha" foram apontadas como motivo para a desconfiança de apoiadores de Bolsonaro em pesquisa qualitativa conduzida por professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) durante a pandemia.

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"Estou formada há 35 anos, trabalho no SUS desde sempre, não posso compactuar com governo que abandona a saúde", disse Sônia.

O levantamento da Unifesp identificou três perfis de bolsonaristas: os "fiéis", que mantêm um apoio constante ao presidente; os "apoiadores críticos" e os "arrependidos", que se decepcionaram com o presidente e desejam que ele saia do cargo.

Os arrependidos apontam três razões para se sentirem assim: episódios de desdém por parte do presidente em relação aos mortos; o estilo agressivo de governar, que criou instabilidade sobretudo com governadores; e a conduta de Bolsonaro em relação aos filhos Flávio, Eduardo e Carlos.

A professora aposentada de Curitiba Maria Christina Cardoso, de 61 anos, e sua filha, a representante farmacêutica Deborah Cardoso, de 30, também estão no grupo dos arrependidos.

"Me envolvi muito com o movimento da Lava Jato e quando ele (Bolsonaro) surfou nessa onda, infelizmente, acreditei. Me arrependi quando ele começou a se indispor com (o ex-ministro da Justiça Sérgio) Moro", disse Maria Christina. "Vi que o combate à corrupção não era seu compromisso." O ex-juiz da Lava Jato deixou o governo em abril acusando o presidente de interferência na Polícia Federal.

Deborah afirmou que votou em Bolsonaro principalmente por alternância de poder. A pandemia trouxe o arrependimento. "Com tudo que está acontecendo, sinto vergonha de falar que votei nele e me sinto responsável pelo que está acontecendo", disse. "Além de incoerente com sua campanha eleitoral, a minha opinião é que é um governo fascista."

Apesar de desiludidos e frustrados, porém, alguns desses "arrependidos" dizem que mesmo assim poderiam votar em Bolsonaro de novo em 2022, mostrou a pesquisa da Unifesp. Desta vez, não por esperança ou desejo de mudança, como afirmaram ter feito em 2018, mas por não enxergar nenhuma alternativa política ou eleitoral.

Outro levantamento, este da FGV com mais de 7 mil entrevistados, explorou a relação entre os impactos do coronavírus e a preferência eleitoral das pessoas. Os resultados apontaram que a proximidade com alguém que veio a falecer pela covid-19 reduz em torno de 20% as chances do eleitor de direita e centro direita votar em Bolsonaro.

Retórica

"O bolsonarismo fiel não tem uma fidelidade absoluta e total ao projeto bolsonarista. Mesmo os mais radicais avaliaram negativamente a gestão de Bolsonaro na pandemia e a tese da 'gripezinha'", disse a pesquisadora Esther Solano, que conduziu o levantamento da Unifesp. "É uma rachadura e uma quebra de confiança até no bolsonarismo fiel. Os 30% de apoio da base do presidente não são absolutamente coesos e não têm fidelidade total a longo prazo."

A pesquisa da Unifesp foi conduzida por meio de entrevistas em profundidade com 27 pessoas que disseram ter votado em Bolsonaro, compõem as classes C e D e moram na região metropolitana de São Paulo.

Para o cientista político Carlos Melo, os dados possibilitam deixar mais claras as divisões dentro do bolsonarismo. "O bolsonarismo é mais crítico na postura do presidente na covid-19, a economia é relativizada, e os filhos aparecem como um grande problema para o presidente, um calcanhar de Aquiles, mesmo para o grupo que votou nele."

Uma "vitória" de Bolsonaro é a retórica da dicotomia saúde versus economia. Os entrevistados têm medo da covid-19, mas têm igualmente medo do desemprego.

As pessoas gostariam de manter o isolamento, mas pensam que este é inviável para quem é pobre. "Se essa narrativa tiver mais reverberação, a base bolsonarista pode se manter estável e talvez consiga reverter a tendência de queda", disse Esther.

O auxiliar de almoxarifado Jidijá Tyaki Marques, de 27 anos, mantém o apoio ao presidente, mas "não como antes". Ele critica o episódio da "gripezinha" - foi assim que Bolsonaro se referiu à covid-19 em um pronunciamento em março. "(O governo é) Bom, mas ainda tem bastante coisa pra melhorar", afirmou.

Quem também não se arrepende do voto em Bolsonaro é Sueli Salvestro, professora de 63 anos. "Ele está se esforçando", disse a moradora de Sorocaba (SP). "Avalio que ele não tem culpa (sobre o coronavírus), que ele avisou a respeito do carnaval. Ele alertou." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou neste domingo (28), sua conta no Twitter para repercutir pesquisa Datafolha que mostra que 75% dos brasileiros apoiam o regime democrático. Maia celebrou o resultado, e, sem mencionar situações ou fatos específicos, lamentou ainda existirem discussões em torno de posturas totalitárias e antidemocráticas "em pleno Século XXI".

"Fico feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz por ver que o brasileiro não permitirá um retrocesso institucional. Triste por ter que, em pleno Século XXI, me preocupar com uma discussão que já deveria estar enterrada", escreveu Maia em um conjunto de quatro mensagens postadas na rede social.

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O parlamentar relatou que nasceu no Chile em 1970, que é filho de um brasileiro perseguido pela ditadura (o ex-prefeito do Rio Cesar Maia) e uma chilena (Mariangeles Ibarra). "Saímos de lá no ano seguinte com a chegada de Pinochet ao poder", contou, em referência ao general e ditador Augusto Pinochet que ficou no comando do Chile no período de 1973 a 1990.

"Meus pais conheceram a dor da separação forçada e o abuso da força da ditadura", acrescentou Maia. "Por mais que uma minoria ainda tente ressuscitar o terror, o horror da ditadura não retornará tão cedo por aqui", continuou.

Ele disse ainda que hoje é "dia feliz para os que prezam os direitos humanos, as minorias, o respeito e a diversidade" e "dia triste para os saudosistas do autoritarismo".

O presidente da Câmara, ao falar classificar o domingo como um "dia feliz", lembrou ainda que neste dia 28 de junho, é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBT.

A pesquisa

O apoio do brasileiro à democracia atingiu o maior índice da série histórica em meio ao agravamento da crise política do governo Jair Bolsonaro, mostrou a pesquisa Datafolha publicada neste domingo.

Segundo o instituto, 75% dos entrevistados consideram o regime democrático o mais adequado, enquanto 10% afirmam que a ditadura é aceitável em algumas ocasiões. O apoio atual à democracia é o maior desde 1989, quando o Datafolha começou a aferir o dado.

Em dezembro, última sondagem em que foi feita a mesma pergunta, 62% apoiavam a democracia e um número semelhante ao de agora, 12%, a ditadura. O contingente entre aqueles para quem tanto faz o regime caiu de 22% para 12%.

No período, houve um recrudescimento da crise no Brasil, com enfrentamento direto de Bolsonaro com o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Insatisfeito com decisões que o desagradaram, o presidente apoiou atos pedindo o fechamento de outros Poderes e insinuou o uso das Forças Armadas em seu favor.

Foram ouvidas 2.016 pessoas nos dias 23 e 24, por telefone. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

A nova rotina de Alexandre Cavalcante ilustra bem o resultado de pesquisa conduzida pela FIA e FEA/USP sobre o home office forçado pela Covid-19. Funcionário de um banco de investimentos, Cavalcante improvisou uma mesa de operações dentro de seu apartamento. Colocou em uma gaveta aberta o notebook do banco com as cotações de mercado e as ordens de serviço e compartilhou o sistema com seu computador pessoal, que antes era usado como videogame.

"O resultado tem sido satisfatório. Apesar de algumas vezes eu estar no meio de uma negociação complicada e entrar um dos meus dois filhos gritando para colocar Power Rangers na televisão", diz ele. "Dá para trabalhar bem, mas rotina em casa é chata. Gosto de pessoas."

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Realizada entre os dias 27 de maio e 3 de junho, a pesquisa mediu a percepção de trabalhadores alocados em cargos de média e alta gestão nesses primeiros três meses de home office.

Apesar de trabalharem mais do que oito horas por dia, sendo que 12% relatam jornadas acima de 10 horas, sete dias por semana, e de contarem com pouco suporte de infraestrutura - apenas 13% dizem dispor de equipamentos apropriados cedidos por suas empresas -, 7,5 em cada 10 executivos afirmam ter uma percepção positiva da experiência.

Ainda segundo a pesquisa, obtida com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, cerca de 70% deles se dizem motivados a continuar trabalhando em suas casas depois do término do período de isolamento compulsório.

"Esse resultado nos surpreendeu positivamente", afirma o professor da FEA/USP e coordenador de cursos de gestão de recursos humanos da FIA, André Fischer. "Observamos que, embora com pouco auxílio das empresas, no sentido de suprir os seus executivos com equipamento, eles estão satisfeitos com o home office e mantêm um alto índice comprometimento", afirma.

Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados afirmam que não contam com nenhum equipamento ergonômico, como cadeiras, suportes para computador e bases para os pés. A infraestrutura de trabalho em casa é, em sua maioria, de propriedade do profissional, assim como as despesas decorrentes com internet (93%) e energia elétrica (97%). Até mesmo o computador corporativo não é realidade para 39% dos trabalhadores em nível de gestão.

Para o paulistano Alan Couto, que trabalha como gerente de operações em uma rede de escolas de idiomas, a falta de equipamentos para o teletrabalho está associada ao inesperado da situação. "De uma hora para outra estávamos trabalhando em casa", diz ele, que está em home office desde a segunda quinzena de março. "Tenho uma equipe com mais de 30 pessoas e não temos máquinas para todos. Eles estão trabalhando com o que têm em casa", diz.

No ambiente corporativo, a percepção é de que muitas empresas esperavam por um período relativamente curto de home office.

"No começo, a quarentena iria até 30 de abril em São Paulo, depois até 15 de maio, depois 30 de maio. Agora que percebemos que ela será longa, com um retorno em fases", afirma Paôla Borges, gerente comercial da empresa de locação de mobiliário John Richard.

Há dez dias, a empresa lançou um serviço de aluguel de home office. "Quando caiu a ficha, mudamos do escritório para o home office. Em dez dias temos mais de 500 contratos em análise", afirma. "Minha opinião é que as pessoas e as empresas gostaram de trabalhar em casa e isso veio para ficar."

Crise

Na opinião de Alan Couto, independentemente de gostar ou não do home office, a percepção positiva captada pelos profissionais na pesquisa se dá pelo fato de que eles se mantêm empregados em um momento de grave crise. "As pessoas têm se dedicado ao trabalho. Estão com medo de perder o emprego."

Responsável pela pesquisa, Fischer compartilha da mesma opinião. "Não temos isso no levantamento, mas é claro que o momento de grave crise afeta nesse cenário positivo", diz. "Uma outra explicação para a boa receptividade do home office é o tempo economizado com o deslocamento até o trabalho, que era motivo de queixa dos trabalhadores. A maioria demorava em média 61,5 minutos no trajeto diário de ida e volta ao trabalho", afirma ele.

A pesquisa ouviu 1.566 pessoas, sendo que 64,4% são de pós-graduados e 42% atuam em posições de alta gestão, como presidente, diretor, gerente, coordenador ou supervisor, recebendo um salário bruto médio acima de R$ 9 mil.

A maioria dos pesquisados (58,3%) não trabalhava em home office antes da pandemia. Agora, sete em dez trabalham cinco dias da semana em casa. Exercem suas atividades em um cômodo da residência que é compartilhado com outras atividades domésticas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pesquisa Datafolha publicada nesta sexta-feira (26) aponta que 64% das pessoas entrevistadas acreditam que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sabia onde estava Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos). Para 21%, o mandatário não sabia e 15% dizem não saber avaliar.

A aprovação do presidente permaneceu estável após a prisão de Queiroz, mantendo-se em 32%. No fim de maio era 33%. A rejeição ao governo subiu de 43% em maio para 44%. Ainda 23% classificam a gestão dele como regular - era 22% em maio.

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Segundo o Datafolha, a aprovação a Bolsonaro cai para 15% entre aqueles que acreditam que ele sabia o paradeiro de Queiroz. Dos que aprovam o presidente, 45% acham que o presidente não sabia que o ex-assessor se escondia em Atibaia-SP. Entre os entrevistados, 46% não acreditam no envolvimento dele no esquema de 'rachadinhas'.

Os que mais rejeitam Bolsonaro são os mais jovens (entre 16 e 24 anos, 54%), pessoas com curso superior (53%) e ricos (renda acima de 10 salários mínimos, 52%).

Entre os que aprovam o presidente, estão pessoas entre 35 e 44 anos (37%), empresários (51%) e os que sempre confiam em Bolsonaro (92%). A região Sul do país segue como reduto bolsonarista, com aprovação de 42%. A pesquisa ouviu 2.016 pessoas por telefone nos dias 23 e 24 de junho e possui margem de erro de dois pontos percentuais.

Acompanhar de perto escolas, professores e estudantes, com visitas frequentes aos centros de ensino; monitorar a aprendizagem dos alunos continuamente e oferecer formação continuada e diversificada aos educadores são algumas das práticas de redes de ensino públicas que se destacam no país por bom desempenho. O estudo Educação que Faz a Diferença, divulgado nesta quinta-feira (25), mapeou 118 redes de ensino municipais com bons resultados no ensino fundamental e que também atingiram critérios mínimos de qualidade na educação infantil.

O estudo foi feito pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), o Instituto Rui Barbosa (IRB) e os Tribunais de Contas do país com jurisdição na esfera municipal e está disponível na internet. O mapeamento foi realizado em 2019, antes da pandemia do novo coronavírus e da suspensão das aulas presenciais. A Agência Brasil conversou com alguns dos gestores dos municípios reconhecidos para saber como as boas práticas, que já adotavam, ajudam agora em momento de crise mundial.

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“A gente tem um acompanhamento sistematizado, aluno por aluno, turma por turma, escola por escola. E esse acompanhamento é feito pelo coordenador pedagógico de cada escola. Como a gente já vem de um processo muito bem organizado, onde cada um sabe qual o seu papel, não foi difícil começar a fazer as atividades remotas”, diz a secretária de Educação de Licínio de Almeida, na Bahia, Mychely Teles. 

Localizado a 675 quilômetros (km) de Salvador, o município tem 12 de 16 escolas municipais de ensino fundamental na zona rural. Um dos destaques do município, segundo o estudo, é a adoção de um Plano de Ações e Metas, feito com base no desempenho das escolas a cada ano e que serve de referência para o ano seguinte. A cidade conta também com um Núcleo de Atendimento Municipal Especializado, com nutricionista, psicopedagogos e psicólogos, entre outros profissionais.

Com a pandemia, começou a ser implantado a chamada Educação Sem Fronteiras, que oferece aulas online e materiais impressos para aqueles que não conseguem acompanhar as aulas pela internet. Na educação infantil, o material é enviado aos pais e responsáveis, ou aos chamados padrinhos, que são outros entes familiares, vizinhos ou pessoa que ajude na educação das crianças. Não está sendo dado, nessa etapa, nenhum conteúdo novo. A secretária estima que apenas 5% dos alunos não estejam participando das atividades. 

“É uma coisa nova, que chegou de surpresa. A gente começou a ressignificar a prática da escola e dos professores. Procuramos fazer o melhor. O que estamos fazendo é o ideal? Acredito que não, mas é o possível no momento”, diz. 

Equipe unida 

Em Paraíso do Tocantins (TO), a Secretaria de Educação usa até mesmo o transporte escolar para garantir que todos tenham acesso pelo menos ao material impresso. Toda semana, os professores passam novas atividades e as corrigem na semana seguinte. Os pais e responsáveis que não podem buscar o material na escola, tomando os devidos cuidados de proteção para não propagar o vírus, recebem as tarefas em casa.

O material impresso é complementado por videoaulas e por trocas de mensagens por meio de grupos em aplicativos. “Nem todas as famílias têm acesso a essa tecnologia em casa. Fizemos um estudo e detectamos que muitos não têm internet, então distribuímos as tarefas impressas para que ninguém fique sem”, explica, a secretária de Educação do município, Lizete Coelho. 

Paraíso do Tocantins é um município com pouco mais de 50 mil habitantes, localizado a cerca de 70 km da capital do estado, Palmas. Na rede municipal há oito escolas urbanas e três rurais. Segundo o estudo, a desburocratização no contato com a secretaria é um ponto positivo. Os educadores afirmam que a comunicação é fluída e acontece por vários meios, como telefone, aplicativo de mensagens, redes sociais, ofícios formais e pessoalmente. As escolas têm autonomia para adaptar suas práticas pedagógicas e currículo segundo as diretrizes da rede. Embora as médias nas avaliações externas sejam relevantes, a secretária enfatiza que a preocupação maior é com o desenvolvimento do aluno como indivíduo.

Lizete conta que o principal segredo para o bom desempenho das escolas é “a união da equipe. O nosso planejamento é participativo. Não fazemos nada na secretaria sem que escola participe. Todo ano construímos a agenda pedagógica, com meta, ações. Definimos onde estamos e onde queremos chegar”, diz. 

Habilidades de cada professor 

Em Sengés (PR), uma das ações tomadas pela secretaria foi verificar em qual etapa os professores queriam lecionar . “Temos uma equipe boa, mas faltava ver o perfil de cada um. Acertamos o perfil, colocamos na alfabetização ou nas séries maiores de acordo com o perfil dos professores. Demos suporte pedagógico e conseguimos fazer com que os pais participassem mais da vida dos filhos”, diz a secretária de Educação, Rosângela Ferreira. 

Conhecer bem as aptidões dos docentes foi, segundo a secretária, importante no momento da pandemia. “Eu sabia que era um desafio grande, tenho professores que têm habilidade com a mídia e outros que não sabem, por exemplo, como formar um grupo no whatsApp. Eu não podia deixar nenhum aluno sem assistência”, diz. A estratégia foi, então, além das apostilas impressas, disponibilizar aulas gravadas com uma equipe de professores na internet, para que toda a rede pudesse acessar.

“Temos um grupo de estudo por série. Os professores se reúnem e decidem o que é prioridade. Fizemos uma flexibilização no planejamento [para o ano] e vimos o que era prioridade para trabalhar neste momento”, explica. 

Sengés, fora da Região Nordeste, é o município brasileiro que atende alunos de mais baixo nível socioeconômico. A cidade tem oito escolas urbanas e três rurais. O município fica a 272 km da capital, Curitiba. De acordo com o estudo, a rede trabalha com gestão para resultados, com atribuição de notas para cada uma das unidades de ensino e também para os trabalhos da secretaria. Em 2019, uma psicóloga passou a integrar a equipe para auxiliar nas questões mais complexas envolvendo os estudantes e suas famílias.

Avaliações periódicas 

Em Cruz (CE), os estudantes são avaliados constantemente. "Isso é importante porque a gente tem um parâmetro de como estão todas as escolas", afirma o secretário de Educação, Raimundo Motta. "Se eu observo que em uma escola não conseguimos fazer com que as crianças aprendam, a gente chega na escola e tenta saber o por quê. Conversamos com diretores e coordenadores. Com a avaliação, a gente tira uma foto rápida de como está a aprendizagem e tem como fazer intervenção imediata”.

As avaliações seguem em período de distanciamento social e com as aulas presenciais suspensas. Segundo o secretário, 80% dos estudantes têm acesso à internet e estão tendo aulas online. Os demais 20% buscam atividades impressas na escola e têm prazo para devolvê-las aos professores. As avaliações seguem, segundo Motta, medindo o aprendizado. 

Cruz é um município que fica a 242 km de Fortaleza. O estudo destaca as instalações físicas das escolas, que estão acima da média da realidade do interior cearense, além do monitoramento quinzenal da aprendizagem dos estudantes em língua portuguesa e matemática. A rede tem cinco escolas urbanas de ensino fundamental e 20 rurais. 

Educação que Faz a Diferença

O estudo Educação que Faz a Diferença, para identificar as redes de ensino, analisou indicadores como aprendizado dos estudantes em língua portuguesa e matemática, segundo o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) atual e evolução desde 2005 e taxas de aprovação, conforme o Censo Escolar.

As redes reconhecidas buscam garantir a aprendizagem da maioria dos alunos, esforçam-se para reduzir as desigualdades e não deixar ninguém para trás, trabalham para que todos fiquem na escola e apresentam avanços consistentes na aprendizagem dos estudantes ao longo dos anos.

Em todo o país, a porcentagem de crianças e adolescentes que não acessam a internet caiu de 14%, em 2018 para 11% em 2019, de acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019, divulgada hoje (23). Isso significa que são 3 milhões, com idade entre 9 e 17 anos que não têm acesso à rede, sendo que 1,4 milhões nunca acessaram a internet.

A pesquisa considera como não usuários aqueles que não acessaram a internet nos últimos três meses. Apesar ter aumentado o acesso, no entanto, os dados mostram que ele é ainda bastante desigual dependendo da região do país e também da renda das famílias. Com as aulas suspensas nas escolas de todo o país, devido à pandemia do novo coronavírus, e com as atividades sendo realizadas de forma remota, não ter acesso à internet faz diferença, de acordo com a coordenadora da pesquisa, Luisa Adib.

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“Muitas atividades de educação e de comunicação acabam não sendo realizadas da mesma forma ou mesmo não sendo realizadas dependendo da conexão e do acesso à internet e isso tem impacto muito grande”, diz, ressaltando que isso leva ao descumprimento de direitos de crianças e adolescentes na era digital.

O estudo mostra que, entre aqueles que têm acesso à rede, a própria casa é apontada com o local de acesso por 92%. No entanto, enquanto nas classes A e B apenas 1% não acessa a internet em casa, esse percentual sobe para 17% entre as classes D e E. O acesso é desigual também entre as regiões do país. Na região Centro-Oeste, 98% têm acesso, 96% na região Sudeste e 95% na região Sul. Já nas regiões Norte e Nordeste, esse percentual cai para 79%.

Segundo a pesquisa, no total, 4,8 milhões de crianças e adolescentes de 9 a 17 anos vivem em domicílios sem acesso à internet no Brasil, o que equivale a 18% dessa população.  Não ter internet em casa é apontado como motivo para não acessar a rede por 1,6 milhão de crianças e adolescentes e, não ter internet em nenhum lugar que costumam ir, por 900 mil.

Uso da internet

Em relação aos dispositivos usados para o acesso, o celular é o principal. Mais da metade, 58%, acessam a internet exclusivamente pelo celular. Entre as classes D e E, essa porcentagem chega a 73%, enquanto nas classes A e B, a 25%. Em todo o país, pouco mais de um terço, 37%, usa o celular e o computador para acessar a rede.

Em relação às atividades realizadas na internet, 76% das crianças e adolescentes dizem ter feito pesquisas para trabalhos escolares; 64% que pesquisaram por curiosidade ou vontade própria; 55% que leram ou assistiram a notícias na internet; e, 31% que procuraram informações sobre saúde.

As vídeo chamadas, que se tornaram populares em meio às medidas de distanciamento social adotadas para conter a propagação do vírus, não são tão familiares para todas as crianças e adolescentes. Nas classes A e B, 56% conversaram por vídeo chamada. Já nas classes D e E, 27%.

Perigos na internet

A pesquisa aponta também riscos e danos do acesso à internet. De acordo com o levantamento, 15% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos viram na Internet imagens ou vídeos de conteúdo sexual; 18% de 11 a 17 anos receberam mensagens de conteúdo sexual; e, 11% dessa faixa etária dizem que já pediram para eles, na internet, uma foto ou vídeo em que apareciam pelados.

Quase um terço das meninas (31%) e um quarto dos meninos (24%) foram tratados de forma ofensiva na internet. Dentre eles, 12% tinham entre 9 e 10 anos e 37% entre 15 e 17 anos. Um a cada dez diz que contou para um amigo ou amiga da mesma idade e 9%, para os pais ou responsáveis.

O estudo mostra ainda que 43% das crianças e dos adolescentes de 9 a 17 anos viram alguém ser discriminado na Internet, enquanto 7% reportaram terem se sentido discriminados. Em 33% dos casos que ocorreram com meninas, essa discriminação foi pela cor ou raça e; em 26% pela aparência física; em 21% por gostarem de pessoas do mesmo sexo; e, em 15%, pela religião. Entre os meninos, 20% reportam discriminação por cor ou raça; 15% pela aparência; 9% por gostarem de pessoas do mesmo sexo; e, 7%, pela religião.

A maior parte dos pais e responsáveis (80%) diz que conversa sobre o que as crianças e adolescentes fazem na internet; 77% dizem que ensinam jeitos de usar a rede social com segurança; e, 57%, que sentam junto com eles enquanto usam a internet, falando ou participando do que estão fazendo.

Os jovens, no entanto, dizem saber mais sobre a rede: 77% da população de 15 a 17 anos acredita saber mais sobre a internet do que seus pais ou responsáveis. Entre 13 e 14 anos essa porcentagem cai para 67% e para 52% entre 11 e 12 anos. Eles dizem também que têm dificuldades de largar a internet. Entre as crianças de 11 a 17 anos, 25% reportaram que tentaram passar menos tempo na internet, mas não conseguiram.

“A internet, assim como os ambientes offline, colocam as crianças e adolescentes expostas a oportunidades e também a muitos riscos. Nesse sentido é determinante a mediação parental para uso da internet”, diz Luisa.

Segundo a coordenadora da pesquisa, a restrição não é o melhor caminho pois isso privaria os jovens de oportunidade e do desenvolvimento de habilidades.“O que a gente sempre reforça é a participação de pais e responsáveis num diálogo e mediação ativa. Em um diálogo com crianças e adolescentes para saber que atividades realizam online e saber como têm participado desse ambiente para uso seguro e responsável”, acrescenta.

A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019 foi realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O estudo foi feito entre outubro de 2019 e março de 2020 com 2.954 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos e seus pais ou responsáveis. 

O brasileiro confia mais no presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do que no apresentador do Jornal Nacional, William Bonner. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgada pela coluna de Cláudio Humberto. 

De acordo com o levantamento, cerca de 37,9% acha o presidente confiável, enquanto 32,6% acham que Bonner merece mais credibilidade. Foram entrevistadas 2390 pessoas em todo o território nacional. Do total, 25,1% não escolheram nenhum dos dois como alguém confiável e 4,4% não souberam responder.

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Das pessoas que apontaram confiar no presidente Bolsonaro,  42,9% são homens, contra 31,2% de William Bonner, esta é a diferença mais significativa de toda a pesquisa. Já entre as mulheres, a vantagem do apresentador é de 0,03%. O empate técnico entre o Bonner e Bolsonaro é de 33,8% a 33,5%.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, nesta sexta-feira (19), no Diário Oficial da União, os 31 projetos selecionados de pesquisa e formação de recursos humanos para combate à Covid-19. A medida faz parte do Programa Estratégico Emergencial de Prevenção e Combate a Surtos, Endemias, Epidemias e Pandemias da fundação, lançado em abril deste ano.

A princípio, o programa visava selecionar apenas 30 propostas, mas 31 das 545 recebidas atingiram a avaliação máxima e foram escolhidas. Há projetos nas áreas de epidemiologia, infectologia, microbiologia, imunologia, bioengenharia e bioinformática, envolvendo 503 pesquisadores de 42 instituições das redes federais, estaduais e privadas, além de universidades do exterior.

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“As pesquisas são muito promissoras, considerando a grande quantidade de excelentes propostas apresentadas”, afirma Benedito Aguiar, presidente da Capes, conforme o site oficial da instituição. “É uma demonstração de que há um grande interesse no assunto, além de um enorme potencial nas nossas universidades e centros de pesquisa que, estimulados e com o financiamento assegurado, poderão contribuir de forma significativa para o desenvolvimento científico e tecnológico do País no combate e prevenção de epidemias”, acrescenta.

A Capes informa que as pesquisas vão focar em estudos inovadores de prevenção, diagnóstico e estratégias terapêuticas, além de um melhor entendimento de doenças infecciosas, agentes e vetores. Também desenvolverão Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para profissionais da saúde, tecnologias e mecanismos para monitoramento, mapeamento e controle de surtos, endemias, epidemias e pandemias.

Com a publicação do resultado preliminar, os autores das propostas têm três dias para entrar com recurso pelo sistema de inscrição da CAPES (SICAPES). O resultado final deve ser divulgado a partir de 1º de julho e as atividades dos projetos estão previstas para começar em 1º de agosto.

O Projeto de Lei 3382/20 proíbe a venda nas farmácias brasileiras de medicamentos com o princípio ativo corticoide dexametasona sem receita médica enquanto durar o estado de calamidade pública decorrente do novo coronavírus.

Apresentado pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), a proposta está em análise na Câmara dos Deputados. A parlamentar cita matérias jornalísticas publicadas no dia 16 de junho informando que pesquisadores da Universidade de Oxford afirmam ter encontrado a primeira droga que, comprovadamente, reduziria a incidência de mortes por Covid-19.

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“Não obstante ser um medicamento que deve ser ministrado com o devido acompanhamento clínico dos pacientes, a dexametasona atualmente não tem a sua venda controlada, ou seja, pode ser adquirido em qualquer farmácia mesmo sem uma receita médica”, observa a deputada.

“Assim, caso o referido estudo científico tenha efetivamente comprovado a eficácia da dexametasona para o tratamento de casos graves da Covid 19, é de se esperar que haja uma verdadeira corrida aos estabelecimentos farmacêuticos para a sua aquisição e uso indiscriminadamente pela população, implicando, além do desabastecimento da substância no mercado, riscos para a saúde daqueles que dele façam uso sem acompanhamento”, argumenta.​

Da Agência Câmara de Notícias

Quase metade das crianças brasileiras usam um dispositivo conectado pela primeira vez antes dos seis anos de idade e mais de 70% delas ganham seu primeiro smartphone ou tablet antes de completar 10 anos. É o que aponta uma pesquisa realizada pela empresa de cibersegurança Kaspersky, em parceria com a consultoria de pesquisa CORPA. 

Além do Brasil, o estudo foi feito em mais cinco países da América Latina; Argentina, Chile, México, Colômbia e Peru, para analisar o quanto pais e mães estão envolvidos e comprometidos com a vida digital de seus filhos. 

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Ao todo, foram entrevistados 2.294 pais e mães com idade entre 25 a 60 anos, pertencentes às classes A, B ou C, usuários de dispositivos eletrônicos e cujos filhos tenham entre 0 e 18 anos. As entrevistas foram realizadas entre fevereiro e março deste ano, por meio de enquetes online.

De acordo com a pesquisa, metade dos pais entrevistados na América Latina afirmou que os filhos possuem ao menos um perfil em mídias sociais; ao mesmo tempo, 15% deles admitiram ignorar completamente as informações que as crianças compartilham na internet. O Brasil lidera este quesito, com 56% das crianças tendo alguma conta em redes como WhatsApp, Instagram, YouTube e Facebook. Em seguida aparecem os chilenos (55%), argentinos (53%) e mexicanos (48%). Completam a lista os colombianos (45%) e os peruanos (44%). 

Dos 50% dos jovens que mantém contas em redes sociais, 40% criaram e acessam diretamente sem a supervisão de seus pais. Os outros 10% tiveram seus perfis criados pelos pais, que também os gerenciam. No Brasil, o que as crianças mais compartilham publicamente são hobbies ou atividades favoritas (67%), dados pessoais de amigos e parentes (10%) e fotos da casa (16%).

O levantamento também revela que  25% dos pais na região raramente acompanham as redes sociais de seus filhos, e os que menos fazem são os mexicanos (20%). Em contrapartida, os mais preocupados são argentinos, brasileiros e chilenos, com 28%. Colombianos (24%) e peruanos (21%) completam a lista.

A pesquisa analisa que em média, 35% dos adultos não sabem a senha do perfil de seus filhos, e os brasileiros são os que menos têm essa informação, com 26%. Os que demonstram mais interesse pelas credenciais de seus filhos são os mexicanos, com 44%. Já os argentinos, chilenos, colombianos e peruanos aparecem com, respectivamente, 38%, 37%, 33% e 31%.

De acordo com Carolina Mojica, gerente comercial de varejo da Kaspersky, “as crianças de hoje crescem em um mundo rodeado pela internet”. “É impossível evitar que, mais cedo ou mais tarde, elas comecem a interagir com tudo o que é digital e, principalmente, com as redes sociais. Se as redes já fazem parte de suas vidas, é importante supervisionar o que publicam e explicar por que é responsabilidade dos pais fazer isso. Até os adolescentes podem não ter total compreensão sobre o impacto a longo prazo de suas postagens ou podem não entender que a internet nunca esquece nada. Portanto, é importante ensiná-los a ter bons hábitos online. Desde cedo, conversar com eles sobre as ameaças on-line para que aprendam a reconhecê-las e evitá-las, criando assim uma base de confiança e diálogo", explica. 

Um outro aspecto que a pesquisa revelou é que 49% das crianças brasileiras usam um dispositivo inteligente pela primeira vez antes dos 6 anos de idade  e que 73% delas ganham seu primeiro smartphone ou tablet antes de completar 10 anos de idade. Segundo os pais participantes, seus filhos usam os dispositivos principalmente para se divertir, com 69%,  maior índice em toda América Latina). Em seguida, estão  a educação com  33% e se comunicar com outras pessoas 9%.

Sobre o tempo de uso, a pesquisa mostra que 15% dos menores na região passam mais de quatro horas conectados à internet, sendo os argentinos (24%) líderes neste quesito. Em seguida aparecem os chilenos (21%) e brasileiros (18%). Por fim, estão os  colombianos (12%), peruanos (7%) e mexicanos (7%).

O que fazer?

Para ajudar as famílias na educação digita infantil de seus filhos, a Kaspersky recomenda que seja estabelecido um diálogo sobre os perigos da internet; Participe das atividades online de seus filhos desde cedo como um ‘mentor’. Pergunte sobre suas experiências online e, em particular, se teve algo o fez se sentir desconfortável ​​ou ameaçado, como assédio, sexting ou aliciamento. A empresa ainda alerta para a definição de limites, para que seja estabelecido regras simples e claras, sobre o que os filhos podem fazer na internet e explicar o motivo. 

“Configure corretamente as ferramentas de privacidade nas redes sociais de seus filhos para que as mensagens sejam visualizadas apenas por amigos e familiares; conte com uma solução de segurança de em todos os dispositivos conectados, como PCs, smartphones e tablets, e tenha ainda a função de controle parental, como o Kaspersky Safe Kids, habilitada nos dispositivos das crianças. Esta solução permite bloquear conteúdos inapropriados, mensagens de spam e ajudar a acompanhar as regras predefinidas de uso da internet”, acrescenta a Kaspersky.

A empresa Nanox, especialista em nanotecnologia, desenvolveu um tecido que pode tornar o novo coronavírus inativo após contato com a superfície têxtil. De acordo com os pesquisadores da companhia, o agente infeccioso da Covid-19 perderia sua possibilidade de reprodução e contágio ao se chocar com micropartículas de prata. Ainda segundo os cientistas, o tempo para desativação do organismo seria de apenas dois minutos.

Fabricado a partir de uma mistura de poliéster e de algodão (polycotton), o tecido é composto por dois tipos de micropartículas de prata introduzidas na superfície. O processo para a fixação no material ocorre por meio do pad-dry-cure, recurso de imersão precedido de secagem e fixação.

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Na análise laboratorial, 99,9% do organismo causador da Covid-19 foi eliminado. Junto aos testes para comprovar a eficácia contra vírus, fungos e micróbios, o produto passou por estudos que mediram o poderio alérgico do composto. Com o descarte dos riscos por problemas dermatológicos, a Nanox vai fornecer a tecnologia à indústria têxtil para produção de equipamentos de proteção aos profissionais da saúde. "Entramos com o pedido de depósito de patente da tecnologia e temos parcerias com duas tecelagens no Brasil que irão utilizá-la para a fabricação de máscaras de proteção e roupas hospitalares", declarou Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da empresa, em entrevista à agência de notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Além de prosseguir com os testes, a Nanox agora avalia por quanto tempo o efeito do tecido se mantém ativo contra o novo coronavírus. Nos primeiros estudos realizados contra a ação de fungos e bactérias, as micropartículas resistiram a 30 lavagens. Junto a este processo, a empresa localizada na cidade de São Carlos (a 239 km da capital) realiza análises laboratoriais em materiais plásticos e macromoléculas que reproduzem superfície alusiva à borracha. A iniciativa tenta desenvolver, com apoio da Brinquedos Elka, máscaras de proteção oriundas deste tipo de produto com tecnologia semelhante à empregada no tecido.

Junto com o apoio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) e dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp, o estudo e o desenvolvimento do material teve colaboração de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), da Universitat Jaume (Espanha) e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF).

Devido à pandemia do novo coronavírus, os recifenses deixaram de procurar um médico para tratar de outras doenças, aponta levantamento do Instituto de Pesquisas UNINASSAU. A amostragem registrou que 83% dos moradores da capital não procurou uma unidade de saúde no período.

 Em questionário, 58% dos entrevistados disseram ter muita ansiedade sobre o futuro e 54% estão com medo do futuro. Pouco mais da metade dos entrevistados (51%) revelou estar sentindo tristeza durante o isolamento social. O levantamento também registrou que 45% têm vivido muita irritação dentro de casa e 44% se disseram angustiados. 

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 Os pesquisadores também perguntaram se os entrevistados conheciam o aplicativo Atende em Casa, lançado pela Prefeitura do Recife e Governo do Estado. Dos questionados, 62% afirmaram conhecer o aplicativo. Desses, 85% aprovam, 4% desaprovam e 11% não sabem ou não responderam.

 Lançado em março, o Atende em Casa permite que o usuário receba orientação com enfermeiros ou médicos por meio de videochamada. Neste mês, o Governo de Pernambuco divulgou que a tecnologia já atende 161 municípios pernambucanos, alcançando 92,9% da população total do Estado.

O Instituto de Pesquisa UNINASSAU publicou nesta quarta-feira (17) um levantamento referente à percepção dos recifenses em relação aos impactos econômicos provenientes da Covid-19. No geral, os entrevistados mostraram-se pessimistas ao avaliar os prejuízos financeiros e as competências da gestão pública.

Ao todo, 98% dos entrevistados acreditam que a Covid-19 vai prejudicar a economia do Brasil, sendo que 75% agravaram as consequências e ressaltaram que a doença 'vai atrapalhar muito'. Segundo a Federação das Indústrias de Pernambuco, a balança comercial sofreu uma queda de 55% no mês de maio. 

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Quando questionados sobre o mercado de trabalho, a maioria (53%) afirma que não perdeu o emprego ou teve a atividade profissional afetada, diante dos 43%, que admitem ter sofrido com a pandemia. Enquanto 38% apontam que a profissão foi afetada, 5% lamentam a perda do emprego.

A maior parte dos novos desempregados é de homens com faixa etária entre 25 e 34 anos. A suspensão das atividades econômicas fez com que 44% dos entrevistados afirmassem que houve queda na renda. Outros 49% - a maioria (61%) recebe mais de cinco salários mínimos -, apontam que a renda foi mantida. Para 2%, a pandemia foi benéfica no viés financeiro e aumentou a renda. 

Em relação ao Auxílio Emergencial oferecido pelo Governo Federal, 72% informaram que não receberam os R$ 600. A maior parte (81%) tem idade entre 45 e 59 anos. Ainda assim, 96% mostraram-se favoráveis ao benefício. Enquanto 3% não concordam com o repasse.

A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 14 de junho. Ao todo, 628 moradores do Recife, com idade mínima de 18 anos, foram entrevistados por telefone. O levantamento do Instituto de Pesquisa UNINASSAU tem 95% de confiança, com margem de erro de quatro pontos percentuais.

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