Tópicos | Sarcófago

Um dos maiores sarcófagos faraônicos de madeira já descobertos, contrabandeado para fora do Egito e que, até recentemente, estava em exibição em um museu dos Estados Unidos, foi devolvido nesta segunda-feira (2), anunciou o ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry.

"Existem dois tipos de sarcófagos: os de restos da realeza e os de nobres. Este pertenceu a um nobre", disse Mostafa Waziri, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades.

Shoukry e Waziri falaram em entrevista coletiva no Ministério das Relações Exteriores, transmitida pela televisão.

O sarcófago, de 2,94 metros de comprimento e 90 centímetros de largura, com a face pintada de verde, data do final do período faraônico, há cerca de 2.700 anos, e foi descoberto no centro do Egito.

Na última década, o país conseguiu recuperar mais de 29.000 peças de antiguidades roubadas e vendidas fora do Egito.

Além disso, também anunciou várias descobertas importantes nos últimos meses, principalmente na necrópole de Saqqara, ao sul do Cairo.

Em 2021 e 2022, mais de 300 sarcófagos e 150 estátuas de bronze foram reveladas, muitos com mais de 3.000 anos.

O Egito espera que estas novas descobertas reativem o turismo, muito afetado pela pandemia de covid-19, setor que emprega 2 milhões de pessoas e gera mais de 10% do PIB do país.

O Museu Metropolitano de Arte (Met) devolverá ao Egito um antigo sarcófago banhado em ouro após a Justiça de Nova York determinar que tinha sido roubado deste país, informou a instituição. O museu tinha comprado o valioso caixão, que data do século I a. C., em julho de 2017 de um vendedor de arte de Paris por quase 4 milhões de dólares.

Contudo, o gabinete do procurador do distrito de Manhattan determinou que o ataúde dourado em forma de múmia tinha sido vendido com documentação falsa, inclusive uma licença de exportação falsificada emitida no Egito em 1971. Não está claro o motivo que originou a investigação da Procuradoria do distrito.

##RECOMENDA##

Uma declaração desta sexta-feira citou o diretor-geral do Met, Daniel Weiss, expressando suas desculpas ao povo egípcio e especificamente ao ministro de Antiguidades do país, Khaled El-Enany. "Depois de nos inteirarmos de que o Museu foi vítima de uma fraude e, sem saber, participou do comércio ilegal de antiguidades, trabalhamos com o gabinete do procurador do distrito para sua devolução ao Egito", declarou Weiss.

O museu garantiu que "considerará todos os recursos disponíveis para recuperar o preço de compra pego pelo ataúde" e se comprometerá "a identificar como é possível fazer justiça" e como "ajudar a evitar delitos futuros contra bens culturais".

O sarcófago, decorado de forma refinada e já visto por quase meio milhão de visitantes desde que se tornou a peça central de uma grande exposição em julho, é banhado em ouro. Está inscrito na peça o nome de Nedjemankh, um sacerdote de alto escalão do deus Heryshef de Herakleopólis, que é representado por uma cabeça de carneiro.

Após um século do seu descobrimento, a tumba do Faraó Tutancâmon, mumificado há mais de três mil anos, foi revitalizada e reaberta. O local onde o corpo do 'rei-menino' estava sepultado estava deteriorado pela ação do tempo, da poeira, umidade e danos provocados por visitantes. Além de restauração dos complexos afrescos que decoram as paredes, o teto também foi reformado.

Conforme matéria publicada pelo Extra Online, o processo de restauração de 10 anos teve que ser adiado devido à instabilidade política que o Egito passou em 2011, conhecido como “Revolução do Nilo”. Período no qual protestos derrubaram Hosni Mubarak do poder. Nesse período, pisos de madeira, iluminação e rampas internas da tumba foram substituídos, o que culminou na remoção temporária do próprio Tutancâmon. “É uma peça incrivelmente preciosa, então era um momento muito estressante para mover a múmia com segurança", declarou o diretor de comunicações do Instituto de Conservação Getty Neville Agnew, responsável pelo trabalho.

##RECOMENDA##

A Região do Vale dos Reis, localizada na margem oeste do Rio Nilo, é o espaço onde foram construídas diversas tumbas aos faraós e nobres da época. O local já havia sido revitalizado algumas vezes, mas nunca com tamanho rigor. Conservacionistas, arquitetos, especialistas ambientais e cientistas iniciaram a revitalização com cerca de cinco anos de análise, e descobriram impactos ambientais, assim como danos causados por visitantes como pichações, arranhões e itens perdidos. Sobre o translado da múmia em um sarcófago de 250 kg, o diretor revelou que “foi aterrorizante”.

Em Alexandria, no Egito, arqueólogos encontraram um enorme sarcófago de granito preto, intocado por mais de 2 mil anos. Nele, foram encontrados três esqueletos e água de esgoto vermelha com um odor insuportável, segundo publicações. Mesmo assim, quase 22 mil pessoas assinaram uma petição online para tomar o líquido; a meta é chegar em 25 mil. O criador da petição, Innes McKendrick, acredita que bebendo o líquido poderá assumir algum poder.

"Precisamos beber o líquido vermelho do maldito sarcófago escuro na forma de algum tipo de bebida energética carbonatada para que possamos assumir seus poderes e finalmente morrer", descreveu o autor da petição. Segundo investigações iniciais, o líquido pode ter entrado no sarcófago por conta das tubulações de esgoto que passam próximo. Especialistas dizem que o líquido pode ter feito a decomposição das múmias.

##RECOMENDA##

Segundo publicado pela BBC, os indivíduos podem ter sido soldados no tempo dos faraós. O sarcófago tem quase dois metros de altura e três de comprimento, sendo o maior do gênero já encontrado intacto, pesando cerca de 27 toneladas. 

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando