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As gêmeas siamesas Allana e Mariah, de 2 anos e 3 meses, que nasceram unidas pela cabeça, são submetidas, com início na manhã deste sábado, a uma nova cirurgia para separação dos crânios, realizada no Hospital das Clínicas (HC), em Ribeirão Preto (SP). Este é o terceiro procedimento que as irmãs são submetidas.

Diferente da segunda cirurgia, o atual procedimento deve resultar na separação de três quartos da ligação existente entre as gêmeas. Devido à complexidade, a expectativa é que a nova cirurgia se encerre por volta das 17h.

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Em entrevista ao site G1, o neurocirurgião Hélio Rubens Machado, um dos responsáveis pelo caso das gêmeas siamesas, falou sobre a nova cirurgia. “A expectativa para a cirurgia é que tudo corra bem e que a gente consiga realizar o que planejamos. O planejamento – como sempre – começou com bastante antecedência, desde a ressonância magnética feita 30 dias após a segunda cirurgia. A intenção é nunca ter surpresas e programar detalhadamente a cirurgia”.

O papa Francisco batizou as pequenas Ervina e Porfina, as gêmeas siamesas que passaram por um delicado tratamento para separação da nuca e do crânio no hospital Bambino Gesù, em Roma, informou a ex-ministra da Comunicação da República Centro-Africana Antoinette Montaigne nesta segunda-feira (10).

Montaigne, que atualmente atua na Igreja Católica de seu país, postou uma foto do encontro nas redes sociais.

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O Bambino Gesù, também conhecido como o hospital do Papa (desde 1924 ele é gerido pela Santa Sé), fez um complexo tratamento para a separação das duas meninas do país africano. Elas chegaram à instituição em setembro de 2018, após uma missão da presidente Mariella Enoc na RCA, e passaram por três cirurgias para a separação.

A última delas foi realizada em 5 de junho deste ano e, cerca de um mês depois, o hospital informou sobre o sucesso do tratamento.

O processo é considerado um dos mais complexos já realizados no mundo porque a Ervina e Porfina, agora com dois anos, eram ligadas pela nuca e crânio e compartilhavam grande parte dos sistemas nervoso e vascular. 

Da Ansa

Duas gêmeas siamesas de Bangladesh unidas pela cabeça foram separadas, nesta sexta-feira (2), em Daca após uma longa intervenção cirúrgica, anunciaram os médicos húngaros que as operaram no âmbito de um projeto humanitário.

As duas garotas estão em "estado estável após a separação final", que durou cerca de trinta horas e mobilizou uma equipe de 35 especialistas húngaros, indicou à AFP o neurocirurgião Andras Csokay.

"Ainda precisamos ser cautelosos na fase pós-operatória", acrescentou o médico, que dirige a operação da ONG húngara Fundação Ação para Pessoas sem Defesa (ADPF).

Rabeya e Rukaya, de três anos de idade, nasceram com seus crânios unidos no alto, uma malformação muito rara que na maioria dos casos leva à morte precoce de recém-nascidos. Apenas poucas operações desse tipo foram bem-sucedidas até o momento.

"Era uma das malformações mais importantes e mais complicadas que já vi na vida", confessou Gergely Pataki, encarregado da cirurgia plástica.

A operação foi realizada no hospital militar de Daca, onde o pai das gêmeas, Rafiqoul Islam, não escondia sua felicidade. "Os médicos separaram meus bebês. Eu as vi com meus próprios olhos. Elas estão bem agora", disse ele.

"Espero que minhas filhas se restabeleçam completamente e possam levar uma vida normal", acrescentou. pmu/phs/lch/mar/es/mr

Uma foto divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) mostra as gêmeas siamesas que foram separadas em cirurgia realizada no local. "Um dia de alegria que marca a história do hospital", escreveu a equipe médica junto com a imagem.

A quinta e última operação para separar as irmãs foi finalizada na madrugada de domingo (28). Em um procedimento considerado muito delicado e que demorou 20 horas, Maria Ysabelle e Maria Ysadora, de 2 anos de idade, deixaram de ter os corpos unidos pela cabeça.

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As duas já respiram sem a ajuda de aparelhos e na foto aparecem com as cabeças enfaixadas. Elas seguem na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), passarão depois por um processo de reabilitação e ainda não há previsão sobre quando serão liberadas e poderão voltar ao Ceará, terra de origem da família.

No futuro, elas também deverão necessitar de cirurgias reparadoras para cobrir a parte da cabeça que ficou sem cabelo. A equipe que participou da cirurgia de separação foi composta por neurocirurgiões, cirurgiões plásticos, neuroradiologistas, anestesistas, pediatras intensivistas e enfermeiros.

Médicos guatemaltecos separaram com êxito nesta segunda-feira (23), após 15 horas de cirurgia, duas siamesas de dois meses unidas pelo tórax, informou o diretor do hospital público Roosevelt, Marco Barrientos.

"Terminou com êxito a cirurgia de separação das siamesas", conhecidas como "As Esmeraldas", escreveu o diretor na conta de Twitter do hospital.

A operação contou com a participação de 62 especialistas guatemaltecos, incluindo cirurgiões, pediatras, enfermeiros e nutricionistas, entre outros.

As siamesas nasceram em 10 de agosto na cidade de Jalapa, leste do país, e estavam unidas pelo tórax e abdome e compartilhavam o fígado.

Durante a operação, os médicos descobriram que também compartilhavam o intestino grosso, informou o hospital ao explicar que a etapa de separação durou 12 horas. O restante da intervenção foi destinada a reconstruir os órgãos de cada menina.

As irmãs foram transferidas em seguida para Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, onde a recuperação será supervisionada, informou Barrientos.

Em setembro de 2015, médicos do mesmo hospital separaram com sucesso siamesas indígenas que nasceram unidas pela pélvis.

Gêmeas siamesas unidas pelo crânio vão passar por uma difícil e potencialmente perigosa operação para separá-las - informaram os cirurgiões nesta quarta-feira (26), pedindo ajuda da comunidade médica internacional.

Os médicos tentam determinar se as meninas, de um ano de idade, nascidas no noroeste de Bangladesh, compartilham um único cérebro. Esse elemento pode complicar muito a cirurgia.

"Seria uma cirurgia muito delicada e sensível", indicou o chefe de cirurgia pediátrica Ruhul Amin, do Bangabandhu Sheikh Mujib Medical University, da capital, Daca. "Estamos avaliando sua condição e tentando entrar em contato com especialistas em todo mundo para obter opiniões e ajuda", declarou.

Os pais das meninas, ambos professores, mudaram-se para Daca após o nascimento de Rabia e Rukia, na tentativa de obter ajuda médica. Amin informou que as meninas estão saudáveis, mas disse que precisa de mais tempo para estudar o caso, de modo a reduzir os riscos da cirurgia a um mínimo.

Antes do nascimento, os pais sequer sabiam que esperavam gêmeos, umas vez que os exames não mostraram qualquer anormalidade, ou evidência de dois bebês, explicou o pai, Rafiqul Islam. "O médico só mencionou um feto com uma cabeça grande", disse à AFP.

Os pais querem que suas filhas tenham "uma vida melhor", apesar das consequências potencialmente fatais da cirurgia. "A maioria das pessoas vem visitar minhas filhas com compaixão, ou escárnio, em seus olhos, algo que é intolerável para um pai", acrescentou.

"Quero ter fé em Deus e nos cirurgiões para que as minhas filhas passem por uma cirurgia bem-sucedida e, eventualmente, tenham uma vida normal", desabafou. Em casos raros, gêmeos idênticos podem nascer com a pele e com certos órgãos internos ligados. Cerca de metade nasce morta, e a taxa de sobrevivência é entre 5% e 25%.

Em 2008, morreu em Bangladesh um bebê que nasceu com duas cabeças.

Em Connectictut, Estados Unidos, duas gêmeas siamesas, Lupita e Carmen Andrade, se recusam a fazer a cirurgia de separação. 

As meninas, de 16 anos, compartilham todos os momentos de suas vidas. Quando nasceram, foi lhes dada uma expectativa de três dias de vida, uma vez que gêmeos siameses, normalmente, morrem logo após o parto.

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Elas se juntam do peito pra baixo, onde as colunas se encontram. Dividem costelas, fígado, sistema circulatório, digestório e reprodutor - são as chamadas gêmes omphalopagus, que representa 10% do total de irmãos siameses. 

De acordo com o Daily Mail, as duas se perguntam sobre a razão de quererem cortá-las no meio. O jornal reportou que, com a idade crescendo, problemas de saúde podem surgir e o futuro das duas se torna mais arriscado.

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