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Bernardo Arévalo tomou posse como presidente da Guatemala minutos após a 0h desta segunda-feira, 15, no horário local. A cerimônia ocorreu apesar dos esforços da oposição para inviabilizar a transferência de poder no país. "Estou entusiasmado porque finalmente estamos chegando ao fim deste longo e tortuoso processo", disse o novo presidente antes da posse.

A cerimônia estava marcada para a tarde do domingo, 14, mas manobras da oposição no Congresso impediram a realização da posse. Desde que venceu as eleições, em agosto, Arévalo passou a ser alvo de diversas contestações no Judiciário e no Legislativo. A comunidade internacional, no entanto, atestou a legitimidade das eleições e fez pressão para que Arévalo assumisse o poder.

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Arévalo deve encontrar desafios para governar, já que enfrenta resistência de parlamentares e seu partido não terá maioria no Congresso.

O novo presidente tem 65 anos, é sociólogo e diplomata e filho de Juan José Arévalo, que foi presidente da Guatemala em meados do século passado. Fonte: Associated Press.

O candidato de centro-esquerda Bernardo Arévalo, de 64 anos, venceu neste domingo, 20, o segundo turno das eleições presidenciais da Guatemala, com 58% dos votos, com 98% da apuração concluída. A ex-primeira-dama Sandra Torres ficou com 36% da preferência do eleitorado.

A presidente do Supremo Tribunal Eleitoral do país, Blanca Alfaro, disse que Arévalo é o "virtual vencedor" do pleito.

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O atual presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, saudou a vitória de Arévalo em uma publicação na rede social X (ex-Twitter) e convidou o eleito para iniciar a transição assim que o resultado das eleições for confirmado.

Uma tempestade produziu uma ilusão de ótica quando um raio caiu perto do vulcão Acatenango, na cidade de Antigua, na Guatemala, no dia 10 de julho.

O vídeo foi registrado por Derrick Douglas Steele em Antígua e publicado na rede social Storyful Video. Steele afirmou na rede social que viu o raio atingindo o vulcão durante a tempestade.

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"Eu pulei da minha moto e apertei o botão de gravar e no segundo em que comecei o vídeo o raio atingiu o vulcão" apontou Steele na publicação.

O fenômeno visto no vídeo é chamado por especialistas de relâmpago de aranha. De acordo com a NOAA, Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, este tipo de raio conecta vastas regiões de carga oposta dentro das nuvens de tempestade.

Segundo especialistas, esses raios são chamados de relâmpagos de aranha devido ao padrão que criam quando se arrastam rapidamente de uma nuvem para outra.

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O Vulcão de Fogo, que em 2018 causou uma avalanche que provocou 215 mortes na Guatemala, iniciou neste sábado uma nova fase de erupção com explosões, expulsão de cinzas e fluxo de lava, anunciaram as autoridades.

"O Vulcão de Fogo apresentou um aumento de sua atividade e nos últimos minutos entrou em fase de erupção (...). A erupção é principalmente efusiva acompanhada de pulsos incandescentes da fonte de lava", informou o Instituto de Vulcanologia (Insivumeh) em um boletim informativo.

Segundo a instituição, a erupção do vulcão, de 3.763 metros de altura e localizado 35 quilômetros a sudoeste da Cidade da Guatemala, gera "constantes explosões fracas, moderadas e fortes".

Também provoca uma "fonte incandescente" de lava que ultrapassa 500 metros acima da cratera e uma coluna de cinzas que se eleva a mais de um quilômetro do topo do vulcão, localizado entre os departamentos (províncias) de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, acrescentou o Insivumeh.

Até agora, não foram ordenadas evacuações preventivas nas comunidades próximas do colosso, segundo Rodolfo García, porta-voz da Coordenação Nacional de Redução de Desastres (Conred), entidade responsável pela defesa civil.

O responsável explicou que está em comunicação com as autoridades das áreas povoadas próximas ao vulcão diante da possível chuva de cinzas a noroeste do cone vulcânico, além do risco de uma fluxo de lava de cerca de 800 metros descendo uma colina.

Uma erupção do Vulcão de Fogo em 3 de junho de 2018 provocou uma avalanche de material incandescente que devastou a comunidade San Miguel Los Lotes em Escuintla e parte de uma estrada em Sacatepéquez, deixando 215 mortos e um número similar de desaparecidos.

Junto com o Vulcão de Fogo, os vulcões Santiaguito (oeste) e Pacaya (sul) também estão ativos na Guatemala.

Ela pode ser pega com uma pinça: a maior bactéria do mundo, 5.000 vezes maior que seus congêneres e com estrutura mais complexa, foi descoberta na ilha de Guadalupe, nas Antilhas francesas, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (23) na revista Science.

A "Thiomargarita magnifica" mede até dois centímetros, parece uma sobrancelha e abala os cânones da microbiologia, diz à AFP Olivier Gros, professor de biologia da Universidade das Antilhas, coautor do estudo.

Em seu laboratório do campus de Fouillol, na comuna francesa de Pointe-à-Pitre, em Guadalupe, o pesquisador mostra orgulhosamente uma proveta contendo pequenos filamentos brancos.

Enquanto o tamanho médio de uma bactéria varia entre dois a cinco micrômetros, esta "pode ser vista, posso pegá-la com uma pinça de depilação!", afirma.

O pesquisador observou o micróbio pela primeira vez em 2009 nos manguezais de Guadalupe. "No começo pensava que era qualquer coisa menos que uma bactéria, não era possível", lembra.

Rapidamente, técnicas de descrição celular com microscópio eletrônico mostraram que se trata de um organismo bacteriano. Mas com este tamanho, diz Gros, "não estávamos certos de que se tratasse de uma única célula", pois uma bactéria é um organismo unicelular.

Um biólogo do mesmo laboratório revela que ela pertence à família Thiomargarita, um gênero bacteriano já conhecido que usa sulfetos para se desenvolver e trabalhos feitos em Paris por uma cientista do CNRS sugerem que é "uma única e mesma célula", diz Gros.

"Tão grande quanto o monte Everest"

Convencida de sua descoberta, a equipe tentou fazer uma primeira publicação em uma revista científica, mas não consegue.

"Responderam: é interessante, mas nos falta informação para que acreditemos em vocês", pois a prova não era muito forte em termos de imagem, destaca o biólogo.

Aparece Jean-Marie Volland, um jovem com pós-doutorado da Universidade das Antilhas, que se tornará o primeiro autor do estudo publicado na Science.

Como não obteve o cargo de professor pesquisador em Guadalupe, este homem na casa dos 30 anos viajou para os Estados Unidos, onde a Universidade de Berkeley o recrutou. Ao viajar para lá, pensava em estudar "a incrível bactéria" que já conhecia bem.

"Era como encontrar um humano tão alto quanto o Everest", dizia.

No outono de 2018, recebe um primeiro pacote enviado pelo professor Gros no instituto de sequenciamento do genoma do laboratório nacional Lawrence Berkeley, administrado pela Universidade.

O desafio foi essencialmente técnico: conseguir uma imagem da bactéria em seu conjunto, graças à "análise de microscopia em três dimensões" e com a maior ampliação possível.

No laboratório americano, o pesquisador dispunha de técnicas muito aperfeiçoadas. Sem esquecer um importante apoio financeiro e "o acesso a pesquisadores especialistas em sequenciamento do genoma", admite o cientista, que qualifica esta colaboração americano-guadalupense de "história bem sucedida".

Suas imagens em 3D possibilitam provar que todo o filamento é uma célula única.

Além de seu "gigantismo", a bactéria se revela também "mais complexa" do que seus congêneres: uma descoberta "totalmente inesperada", que "sacode bastante os conhecimentos em microbiologia", indica o pesquisador.

"Quando geralmente nas bactérias o DNA flutua livremente na célula, nestas se compartilham pequenas estruturas, como pequenas bolsas rodeadas de uma membrana, que isolam o DNA do restante da célula, destaca Jean-Marie Volland.

Esta forma do DNA apresentada em compartimentos é "uma característica das células humanas, animais, vegetais... Mas de nenhuma maneira das bactérias".

Pesquisas futuras terão que dizer se estas características são próprias da "Thiomargarita magnifica" ou se se encontram também em outras espécies de bactérias, segundo Olivier Gros.

"Este gigante bacteriano questiona muitas regras estabelecidas em microbiologia" e "nos oferece a oportunidade de observar e compreender como a complexidade emerge em uma bactéria viva", concluiu Jean-Marie Volland.

Dezenas de crianças e adolescentes dão em longos abraços em seus pais em um abrigo em Quetzaltenango. Sua perigosa jornada sozinhos para os Estados Unidos como migrantes acabou em fracasso após sua deportação do México para a Guatemala.

59 menores repatriados desembarcaram do ônibus branco com placas mexicanas que estacionou na quinta-feira em frente ao abrigo estadual Nuestra Raíces, em Quetzaltenango (sudoeste), a quatro horas de carro da capital guatemalteca.

"Esses 14 dias que ficamos sem vê-la, sem saber de nada, foi terrível", diz José Mauricio, de 33 anos, que espera a filha de 16 anos.

As identidades são mantidas em sigilo. A filha de José deixou sua cidade natal, Coatepeque, há um mês, e a família soube que ela estava detida no México há 14 dias. Fez a viagem com uma prima, e ambas foram deportadas.

Apesar da dor da separação, José acredita que não há escolha a não ser migrar deste país onde 60% dos seus 17 milhões de habitantes vivem na pobreza.

"Na Guatemala não tem como ela sobreviver com seus estudos. Foi a decisão que foi tomada para ela ser alguém importante na vida. Foi difícil, é a única opção porque aqui não dá", lamenta.

Os menores de idade são os migrantes mais vulneráveis, diz a organização Save The Children: “A crise migratória na América Latina e no Caribe está impactando dezenas de milhares de crianças e adolescentes que, ao deixar seus países sem a companhia de um adulto responsável, tornam-se um dos grupos mais vulneráveis expostos a ameaças e violações de seus direitos”.

Um juiz federal americano decidiu nesta sexta-feira manter a vigência do Título 42, um decreto do governo do ex-presidente Donald Trump que permite a expulsão imediata de migrantes que buscam asilo em sua fronteira sul.

O Título 42 não se aplica a menores desacompanhados, razão pela qual muitos centro-americanos optam por enviar seus filhos sozinhos aos Estados Unidos em busca de uma vida melhor.

Embora não admitam em público, os pais comentam que pagam até 150.000 quetzales (quase 20.000 dólares) para seus filhos migrarem.

As tarifas dependem do tipo de amenidades. “Oferecem COM hotel, sem hotel, já há variedade”, diz Maripaz López, gerente do abrigo, relatando o que ouve dos migrantes. Alguns pacotes de viagem incluem três tentativas de chegada.

Mas ao longo do caminho há muitas dificuldades. "Sofrem muitas situações, os deixam sem comer, andam à noite (...) Sofrem muito, sofrem roubos, assaltos, agressões e às vezes violência sexual", diz López, que recebe semanalmente cerca de 150 menores deportados.

“Não se deixe enganar pelo sonho americano, porque o sonho americano hoje é separar as famílias”, afirma.

Um milhão de doses da vacina contra a Covid-19 Sputnik V, que a Guatemala comprou da Rússia, venceram nesta segunda-feira (28). O governo do país centro-americano culpou grupos antivacinas, que geram desinformação sobre os imunizantes.

"Infelizmente, temos que conviver com um fator que tem a ver com a rejeição à vacinação por um setor importante da população", lamentou o ministro da Saúde, Francisco Coma, em entrevista coletiva. Ele informou que 1.062.412 doses da vacina russa - que não tem o aval da Organização Mundial de Saúde (OMS) - atingiram o prazo de validade devido à resistência de algumas pessoas a serem vacinadas.

Segundo autoridades, a campanha de vacinação no país esbarrou em "mitos e rumores". Elas apresentaram casos em que funcionários da área de saúde foram agredidos em algumas comunidades.

Com a informou que tentou-se negociar com a Rússia uma troca das vacinas próximas do vencimento, sem uma resposta favorável. As doses vencidas fazem parte das 8 milhões que a Guatemala comprou do Fundo de Investimento Direto da Rússia em abril passado, a um custo de 79,6 milhões de dólares.

Diante do vencimento do milhão de doses, deputados da oposição anunciaram que irão pedir uma prestação de contas ao ministro da Saúde no Congresso, denunciando deficiências do governo no processo de repasse das vacinas.

A Guatemala tem 17 milhões de habitantes e soma 777.000 casos de Covid, com 17.000 mortos. Um total de 5,6 milhões de pessoas estão com o esquema vacinal completo, de diferentes vacinas, aplicadas em pessoas com idade a partir de 12 anos. O país já aplica a dose de reforço.

A polícia da Guatemala encontrou neste domingo, em uma casa na capital do país, 41 migrantes brasileiros, chilenos e haitianos que viajavam de forma irregular para os Estados Unidos.

Os migrantes, incluindo crianças, foram localizados na colônia Cípresales, localizada na periferia da Cidade da Guatemala, informou a polícia no Twitter. Eles foram levados até um centro de saúde para fazerem teste de Covid-19.

Os migrantes serão para a Imigração, por permanecerem ilegalmente no país, após o que serão iniciados os trâmites de deportação.

A polícia não especificou o número de migrantes de cada país. A Guatemala, assim como os demais países da América Central, faz parte da rota migratória de pessoas que buscam chegar de forma irregular aos Estados Unidos.

Os EUA e a Guatemala firmaram ontem um "acordo de asilo" que abre caminho para que o governo guatemalteco aceite solicitações de refugiados. O pacto foi assinado depois de o presidente Donald Trump ter ameaçado impor tarifas à Guatemala para pressionar pela negociação de um acordo migratório.

A Casa Branca indicou que, a partir de agora, a Guatemala será considerado um "terceiro país seguro", o que dá segurança aos solicitantes de asilo e deterá a imigração ilegal para os EUA. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As eleições gerais deste domingo (16) na Guatemala foram marcadas por casos de violência, ameaças e descrédito no processo eleitoral do país, afetado pela corrupção. Cerca de 8 milhões de eleitores foram convocados para escolher o presidente e o vice-presidente, assim como 160 deputados, 20 integrantes do Parlamento Centro-americano, além de 340 prefeitos.

Os primeiros resultados devem ser divulgados nesta segunda-feira (17), mas as pesquisas de intenção de voto já apontavam para um segundo turno, em 11 de agosto, entre Sandra Torres, candidata da Unidade Nacional de Esperança, com 20,2% dos votos, e Alejandro Giammattei, do Partido Vamos, com 14,4%. Ambos são velhos conhecidos do eleitorado, pois já se candidataram em outras ocasiões, mas desta vez eles pareciam mais perto do que nunca de conquistar a presidência. Sandra Torres ficou em segundo lugar nas eleições de 2015, quando foi derrotada pelo atual presidente Jimmy Morales.

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A votação foi cancelada no município de San Jorge, no Departamento de Zacapa, em razão das ameaças feitas no sábado à Junta Eleitoral, que decidiu renunciar. A região, com mais de 7 mil eleitores, terá sua eleição em 11 de agosto, quando o país deverá voltar às urnas se nenhum dos candidatos à presidência alcançar mais de 50% dos votos.

A Guatemala, tomada pela violência do narcotráfico e de gangues que provocou uma onda de migração para os Estados Unidos, teve 4 de seus 22 Departamentos classificados como "conflituosos" pelo Tribunal Supremo Eleitoral. Protestos tomaram dez Departamentos do país, mas foram todos controlados.

Daniel Abad Pérez, de 64 anos, votou cedo em uma escola da capital e se mostrou pessimista com relação ao cenário político. "Estas são as piores eleições que já vi. Todos os candidatos estão manchados pela corrupção", disse. "O que nos espera se tudo é uma máfia e tudo é pelo dinheiro?"

Uma pesquisa recente da Gallup América Latina aponta que 31% dos entrevistados acreditam que a eleição será fraudada. Outros 20% pensam que os resultados serão questionados, já que 5 dos 24 candidatos à presidência foram impedidos de participar do pleito. Entre os vetados, dois estavam entre os mais populares, com grandes chances de disputar o segundo turno. Um deles é a filha do ex-ditador Efraín Ríos Montt, Zury Ríos, do partido de extrema direita Valor. Montt foi acusado de genocídio e crimes contra os direitos humanos pela morte de pelo menos 1,7 mil indígenas durante a guerra civil guatemalteca, na década de 80.

Ainda no domingo, as autoridades prenderam Luis Enrique Mendoza, que estava foragido e foi chefe militar de Montt, quando ele votava no Município de Salamá, no Departamento de Baja Verapaz, região central do país.

Após quatro anos no poder, o ex-comediante Jimmy Morales deixará o cargo em janeiro com uma queda crescente na popularidade e suspeitas de corrupção. Morales, um outsider que foi eleito após três ex-presidentes terem sido presos, prometeu lutar contra a corrupção, mas é investigado por supostamente ter recebido contribuições ilegais para sua campanha.

Ele também é responsável por encerrar as atividades da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), órgão atrelado à ONU, que em 11 anos foi responsável por desarticular mais de 60 estruturas de crime organizado e corrupção. / AP e W.POST

Pobreza e violência

O combate à pobreza e à violência dominaram as promessas dos 19 candidatos que disputam a sucessão do atual presidente guatemalteco, Jimmy Morales. A Guatemala é um dos países mais corruptos, segundo a Transparência Internacional, e ocupa a 144ª posição de um total de 180 países avaliados.

Neste contexto de corrupção, 59% de 17,7 milhões de guatemaltecos vivem na pobreza, apesar de a Guatemala ter fechado 2018 com um crescimento de 3,1%, segundo o Ministério das Finanças, que situa o PIB do país em mais de US$ 75 bilhões.

Cifras oficiais estimam que cerca de 1,5 milhão de guatemaltecos vivam nos Estados Unidos, dos quais entre 300 mil e 400 mil teriam residência legal.

Nestas eleições, pela primeira vez, postos de votação foram instalados nas cidades americanas de Los Angeles, Nova York e Houston para que os 600 mil imigrantes radicados pudessem votar. De acordo com fontes migratórias guatemaltecas, 94.482 pessoas foram deportadas pelo México e pelos EUA em 2018, a maioria originária de povoados indígenas no empobrecido oeste do país.

Milhares de guatemaltecos se aventuram a cruzar o México para chegar aos Estados Unidos, para fugir da pobreza e da violência no país, onde operam temidas gangues e quadrilhas de narcotraficantes. Em média, 5 mil homicídios são registrados por ano. Metade é atribuída ao narcotráfico e às gangues.

Os tentáculos do narcotráfico ficaram em evidência após a prisão nos EUA de um dos candidatos à presidência, Mario Estrada. Ele é investigado por ter encomendado a morte de dois adversários ao cartel mexicano de Sinaloa. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quando Jimmy Morales venceu as eleições presidenciais de 2015, a Guatemala antecipava uma tendência. Diante do ceticismo global, os guatemaltecos escolhiam um outsider, um comediante que vestia o manto messiânico, prometia uma cruzada contra a corrupção para construir uma "nova Guatemala". Não deu certo. Quatro anos depois, 8 milhões de eleitores voltam neste domingo, 16, às urnas para eleger seu sucessor em uma campanha marcada pela decepção. Entre os problemas mais graves, além da corrupção, estão a miséria e o crime organizado, responsáveis pela massa de imigrantes que foge da violência - 60% da população é pobre e quase 10% dos 17 milhões de guatemaltecos vivem nos EUA.

Três dos quatro últimos presidentes - Alfonso Portillo, Álvaro Colom e Otto Pérez - foram presos por corrupção. Neste cenário, Morales chegou como o salvador da pátria. Assim como Donald Trump, nos EUA, e Jair Bolsonaro, no Brasil, ele teve apoio de uma base de evangélicos - que explica o fato de EUA e Guatemala serem os únicos a mudar sua embaixada em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém.

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O discurso anticorrupção, porém, teve vida curta. Desde 2006, o país vive sob a égide da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), criada em conjunto com a ONU para ajudar a polícia e o Ministério Público a investigar e processar casos criminais.

Rapidamente, a Cicig se tornou a instituição mais popular do país e logo apontou irregularidades envolvendo Morales. Seu irmão, Sammy, e seu filho, José Manuel, foram presos por corrupção e lavagem de dinheiro. Em 2017, a Cicig descobriu que Jimmy recebeu US$ 1 milhão em financiamento ilegal de campanha. Sua aprovação, que foi de 80%, em 2016, caiu para 10%, em 2017.

Pesquisas indicam que mais da metade dos eleitores ainda não conta com candidato. Todos são caras velhas na política. A favorita é Sandra Torres, de centro-esquerda, com apenas 20% das intenções de voto. Ela foi casada com o ex-presidente Colom. Como a Constituição proíbe candidatura de marido ou mulher de ex-mandatários, os dois adotaram uma gambiarra jurídica: se divorciaram. O conservador Alejandro Giammattei, em segundo com 17%, foi candidato nas quatro últimas eleições. Outros nomes também são velhos conhecidos. O embaixador Edmond Mulet, em terceiro com 8,5% das intenções de voto, é ex-deputado, e o empresário Roberto Arzu, em quarto com 8%, é filho de um ex-presidente.

A decepção é tanta que um terço dos eleitores, segundo o instituto Gallup, acredita que o resultado de hoje será fraudado e 20% acha que a votação é ilegítima, porque vários nomes foram impedidos de concorrer. A principal ausência é Thelma Aldana, ex-procuradora-geral que construiu sua reputação colocando políticos na cadeia. Ameaçada, ela fugiu para os EUA. "A legitimidade e a confiança no processo eleitoral foram seriamente afetadas", disse Phillip Chicola, diretor da Fundação Liberdade e Desenvolvimento. "É preocupante que tanta gente desconfie da democracia." (Com agências internacionais).

A Guatemala apresentou sua candidatura para organizar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP25), prevista para novembro de 2019, após a retirada da candidatura pelo Brasil, segundo nota da Agência Brasil. A informação foi confirmada pelo ministro de Ambiente e Recursos Naturais do país, Alfonso Alonzo. Costa Rica e Chile também se candidataram.

Na última quarta-feira (28), o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, se res8ponsabilizou pelo cancelamento da realização do evento no País, justificando que a reunião poderá decidir pela criação de uma faixa de proteção ambiental que poderia levar à perda de soberania sobre a Amazônia. "Houve participação minha nessa decisão. Eu recomendei para que se evitasse a realização desse evento aqui no Brasil", declarou ele. Bolsonaro disse que "está em jogo o triplo A", uma grande faixa que pega os Andes, Amazônia e Atlântico, com 136 milhões de hectares, ao longo da calha dos rios Solimões e Amazonas, e que essa faixa de proteção "poderá fazer com que percamos a nossa soberania nessa área".

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Alonzo, da Guatemala, afirmou esperar que "as Nações Unidas tomem a decisão nos próximos dias". "Estamos preparados, temos toda a infraestrutura, demonstramos isso na 26ª Cúpula Ibero-Americana", afirmou, referindo-se ao evento que ocorreu os últimos dias 15 e 16 de novembro. (Clarice Couto - Clarice.couto@estadao.com)

Quase 4.000 pessoas abandonaram suas casas nesta segunda-feira, 19, após uma nova erupção do Vulcão de Fogo, perto da capital da Guatemala, o que levou as autoridades a declarar alerta vermelho na região. Em junho, a erupção deste vulcão provocou 194 mortes.

O alerta foi declarado no município de Escuintla depois que o vulcão iniciou no domingo a quinta fase eruptiva do ano, com lavas e colunas de cinzas, informou a Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred).

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De acordo com a Conred, foram evacuadas 3.925 pessoas, 3.419 delas de vilarejos do departamento (província) de Escuintla, onde já foram habilitados três abrigos para os quais foram transferidos 2 mil moradores. Além disso, a erupção já afeta as rotinas de 76.145 pessoas.

A Conred informou, no entanto, que 300 famílias que residem no vilarejo de Chuchú, em Escuintla, não quiseram deixar seus lares apesar da convocação das autoridades.

Os apelos de retirada provisória afetam 10 comunidades dos Departamentos mencionados, próximas do vulcão de 3.763 metros de altura e que fica 35 km ao sudoeste da Cidade da Guatemala.

O vulcão gera fluxos piroclásticos e uma coluna de cinzas que alcança os 5.200 metros de altitude, enquanto o material incandescente chega a mil metros sobre a cratera do vulcão, explicou o Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh) da Guatemala.

O Vulcão de Fogo iniciou no domingo o quinto ciclo eruptivo do ano. A quarta fase eruptiva do vulcão de Fogo foi registrada entre 6 e 9 de novembro, sem vítimas nem danos.

No último 3 de junho o vulcão teve uma potente erupção que provocou uma avalanche de material ardente que devastou a comunidade San Miguel Los Lotes, deixando 194 mortos, 234 desaparecidos e afetando mais de 1,71 milhão de pessoas.

Junto com o Vulcão de Fogo, também permanecem ativos na Guatemala os vulcões Pacaya, 20 km ao sul da capital, e o Santiaguito, 117 km ao oeste, que aumentaram sua atividade mas sem entrar em fase eruptiva. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As autoridades da Guatemala pediram a evacuação de oito vilarejos nos arredores do Vulcão de Fogo, no sul país, que registra atividade intensa nos últimos dias. A Proteção Civil explicou que o ritmo das erupções permanece constante, o que representa um risco para a população.

As comunidades ameaçadas somam cerca de 2 mil habitantes, mas cada uma tem autonomia para decidir sobre a evacuação. Segundo a imprensa local, ao menos três vilarejos já iniciaram o deslocamento de seus moradores. 

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Em junho passado, uma erupção no mesmo vulcão deixou quase 200 mortos, em uma tragédia comparada à destruição de Pompeia pelo Vesúvio em 79 d.C., já que muitas vilas ficaram cobertas de cinzas.

    Com 3.763 metros de altura, o Vulcão de Fogo é um dos mais ativos da América Central e fica entre os departamentos guatemaltecos de Chimaltenango, Escuintla e Sacatepéquez.

Da Ansa

Mais nove corpos de vítimas da erupção do Vulcão de Fogo da Guatemala foram identificados, segundo o Instituto Nacional de Ciência Legista (Inacif). Com isso, o número de mortos subiu para 156.

O Inacif comunicou ainda que a idade das vítimas varia entre três e 64 anos. Além disso, a atividade vulcânica nos dias posteriores deixou ao menos 268 desaparecidos e 2.839 desabrigados.

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A erupção foi a maior do país nos últimos anos, e destruiu 186 casas, duas pontes, uma estrada e uma escola. 

 

A Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres da Guatemala comunicou que o número de mortos em decorrência da erupção do Vulcão de Fogo, no começo do mês passado, chegou em 116.

Três novas vítimas foram identificadas pelo Instituto Nacional de Ciências Forenses. Elas constavam como desaparecidas. No momento, os números atuais são de 116 mortos e 302 desaparecidos, afirmou o porta-voz da entidade de proteção civil, David de León.

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A organização ainda examina mais de 200 casos para decidir se existe uma ou mais vítimas.

No dia 3 de junho, aconteceu uma das mais fortes erupções da história do Vulcão de Fogo, em que ao menos 116 pessoas morreram e 302 pessoas ficaram desaparecidas, além de cerca de 2 mil pessoas afetadas.

Os desaparecidos pela potente erupção do Vulcão de Fogo, na qual também morreram 113 pessoas no sul da Guatemala, subiu de 197 para 332 após um "cruzamento" de informações, informou nesta quarta-feira (4) a defesa civil, enquanto voluntários civis denunciam que são cerca de 3.000.

A atualização oficial foi feita "após revisar 176.144 registros de diferentes entidades e verificar as listas de pessoas que estão nos abrigos", informou a jornalistas David de León, porta-voz da Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred).

O funcionário explicou que a nova cifra de 332 desaparecidos na tragédia foi estabelecida com um "cruzamento de informações" recebidas por 11 meios, entre eles o site da instituição, a Cruz Vermelha Guatemalteca, a Procuradoria-Geral da Nação, a prefeitura de Escuintla e o Instituto Nacional de Estatísticas.

O vulcão de Fogo, de 3.763 metros de altura e situado 35 km ao sudoeste da capital, registrou em 3 de junho uma potente erupção seguida de um deslizamento de material vulcânico quente que soterrou a comunidade San Miguel Los Lotes, na cidade de Escuintla.

Devido à erupção, 3.643 pessoas de San Miguel Los Lotes e outras aldeias vizinhas estão em abrigos.

De León apontou que das 332 pessoas reportadas desaparecidas, 205 são de San Miguel Los Lotes, 102 da vizinha aldeia El Rodeo e o resto de comunidades próximas.

Organizações de voluntários que ajudam as famílias a buscarem os desaparecidos rejeitaram as cifras oficiais e denunciaram que há milhares as vítimas soterradas.

Sofía Letona, do grupo Antigua al Rescate, assegurou a jornalistas que, com base em entrevistas com afetados e outras avaliações, o número de desaparecidos chega a 2.900.

A "cifra oficial" de mortos pela tragédia continua em 113, das que 85 foram identificados e três morreram em hospitais no exterior. A autoridade forense trabalha na identificação de outras 25 enquanto verifica 78 casos de restos encontrados na chamada "zona zero".

A Guatemala solicitou aos Estados Unidos o Status de Proteção Temporária (TPS) para seus migrantes devido à catástrofe provocada pela erupção do Vulcão de Fogo, que deixou pelo menos 112 mortos e mais de 50 feridos no país.

Desde que o presidente Jimmy Morales assumiu o poder em 2016, foram realizados quatro pedidos de TPS para os estrangeiros que vivem nos Estados Unidos. Há quase 3 milhões de guatemaltecos morando irregularmente no país norte-americano e o governo da Guatemala nunca recebeu uma resposta positiva dos EUA.

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A porta voz do governo guatemalteco, Marta larra, afirmou que é necessário enfrentar as "sequelas" da erupção e que o pedido ao governo americano tem como objetivo beneficiar os cidadãos que vivem nos Estados Unidos com uma possível licença de trabalho que evite a deportação.

A solicitação foi realizada em meio a execução das medidas de “tolerância zero”, implementadas em abril pelo governo do presidente Donald Trump, que causaram a separação de mais de 2 mil menores – 462 guatemaltecos – de suas famílias.

Familiares dos desaparecidos pela erupção do vulcão de Fogo na Guatemala adentraram neste sábado (9) pela comunidade San Miguel Los Lotes com a intenção de encontrar mais corpos de vítimas da tragédia, que até o momento deixou 110 mortos.

Os parentes evadem os cordões de segurança para chegar à chamada "zona 0" e cavam entre os escombros e toneladas de cinzas em busca de seus familiares na comunidade sepultada, no sul do país.

"Nosso dever é encontrá-los", disse à AFP Elder Vásquez, de 49 anos, apoiado por socorristas voluntários para retirar as cinzas da área onde fica sua casa.

Vásquez não tem outro remédio senão escavar se quiser encontrar sua esposa e cinco filhos desaparecidos, já que as autoridades mantém desde quarta-feira suspensos os trabalhos de buscas ante a instabilidade do terreno e a constante atividade do vulcão.

As autoridades argumentam que essas condições põem em risco as centenas de socorristas, policiais e soldados mobilizados desde domingo, quando ocorreu a tragédia.

O desespero por este cancelamento das buscas levou os moradores a se instalarem desde quinta-feira na zona da catástrofe, apesar das advertências de risco.

O vulcão, de 3.763 metros de altura e situado 35 km ao sudoeste da capital, vem expulsando material piroclástico nos últimos dias, segundo o instituto estatal de vulcanologia da Guatemala.

Esse material, composto por gases tóxicos, pedras e matéria vulcânica e que pode atingir altas velocidades quando desce a montanha, foi o que causou o desastre de domingo.

Os protocolos internacionais estabelecem que depois de 72 horas de uma tragédia, as operações de busca devem ser suspensas por não haver mais possibilidades de encontrar sobreviventes.

No entanto, o órgão encarregado da defesa civil, a Coordenadoria para a Redução de Desastres (Conred), não deu ainda essa ordem nem declarou a zona como um cemitério ou inabitável.

Os moradores conseguiram pegar emprestado com uma empresa uma máquina escavadeira, e começavam suas buscas neste sábado, segundo Ronald Enríquez, um dos motoristas do veículo.

A tragédia do vulcão de Fogo deixou também 57 feridos e 12.407 pessoas evacuadas, das quais 4.175 permanecem em abrigos, segundo o último balanço divulgado pela Conred.

Alguns moradores das comunidades próximas resistem a abandonar suas casas pelo risco de que sejam saqueadas, apesar da insistência das autoridades da defesa civil.

Parentes de vítimas da erupção do Vulcão de Fogo, que sepultou a comunidade San Miguel Los Lotes, no sul da Guatemala, entraram nesta quinta-feira (7) no marco zero, após uma suspensão temporária dos trabalhos de busca.

"Como já pararam a busca (temporariamente) decidimos vir procurar, considerando que faltam forças", disse à AFP William Chávez, na comunidade devastada no domingo por uma avalanche de pedras e terra que desceu do vulcão.

O homem, visivelmente esgotado, perdeu um irmão, sua cunhada e um sobrinho de quatro anos na tragédia, os quais já buscou em hospitais, abrigos e no necrotério.

Autoridades guatemaltecas mantinham suspensos nesta quinta-feira os trabalhos de busca de vítimas por conta das fortes de chuvas que atingiram a região, 35 quilômetros da capital, além da dificuldade de chegar ao interior das casas porque o material vulcânico ainda está quente.

"Já não vamos recuperar completos (os corpos), mesmo que seja em pedaços que os encontremos", comenta resignado à AFP Luis Vásquez, ao aceitar a entrada de maquinário pesado para demolir a casa e buscar os restos mortais de sete familiares que perdeu na erupção.

Tem dúvidas de conseguir encontrar dentro da casa os restos de três adultos e quatro crianças porque as altas temperaturas podem ter incinerado os corpos.

Vásquez reconhece que se conformaria em encontrar algumas "partes" de seus familiares para poder lhes dar um enterro digno no cemitério de Escuintla.

A erupção de domingo provocou uma avalanche de fluxos piroclásticos que transbordaram por uma ladeira natural do vulcão, deixando 100 mortos, quase 200 desaparecidos e cerca de 12 mil evacuados.

"O sol está queimando, a areia está queimando. Custa muito" buscar, acrescentou Chávez, que entrou na área apesar da restrição anunciada pela polícia.

Perto dali, Alex Fuentes, de 42 anos, ajuda seu amigo Renato a buscar sua esposa e três filhos desaparecidos. Assinalam que tinham "a esperança" de que os quatro estivessem abrigados em um guarda-roupa de madeira que ficou praticamente soterrado.

Renato, que se protege do sol com um boné vermelho, encontrou apenas o documento de identidade de sua esposa María.

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