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As bolsas de Nova York tiveram mais um dia de fortes perdas, com os três principais índices acionários chegando a operar em bear market, pressionadas pela decepção quanto à falta de detalhamento sobre o pacote de estímulos econômicos dos Estados Unidos para lidar com os efeitos do coronavírus. A decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de declarar o surto uma pandemia também aprofundou o nervosismo no mercado.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 5,86%, em 23.553,22 pontos, encerrando em bear market pela primeira vez desde a crise financeira de 2008. Já o S&P 500 perdeu 4,89%, a 2.741,38 pontos e Nasdaq cedeu 4,70%, a 7.952,05 pontos.

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Após sinalizações de várias autoridades americanas na véspera, os mercados amanheceram hoje à espera do anúncio de medidas para aquecer a economia em meio ao choque do coronavírus. O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, chegou a informar que o governo injetaria US$ 200 bilhões na economia, mas a percepção de falta de detalhes da proposta desagradou muitos traders.

"Com o aumento de novos casos de coronavírus, a pressão para ações fiscais e monetárias coordenadas também vão crescer", avalia o ING.

À tarde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a decisão de classificar a epidemia como uma pandemia, sob argumento de que os níveis de disseminação e de gravidade são "alarmantes". A notícia aprofundou as perdas nas bolsas e, por volta das 16h30, os três principais índices acionários americanos atingiram patamar de bear market, uma queda de mais de 20% em relação ao último pico. No entanto, apenas o Dow Jones fechou o pregão nesse nível.

"O fim do bull market significa o fim da confiança em nossos futuros. Valorizamos o futuro demais e, agora, os preços precisam voltar a cair", analisa o diretor-gerente do MUFG, Chris Rupkey.

Entre os setores, as ações das gigantes do Vale do Silício fecharam com fortes quedas, após o Reino Unido revelar planos de taxar esses serviços. Os papeis do Facebook caíram 4,48%, os da Amazon recuaram 3,75% e os do Google perderam 5,04%. No setor industrial, a Boeing, que desistirá de um empréstimo de US$ 13,825, segundo relatos, e enfrentou cancelamento de encomendas, despencou 18,15%.

Preocupada com a liquidez no sistema bancário, a distrital de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) informou que ampliaria os limites para suas operações de recompra (repo), de US$ 150 bilhões para US$ 175 bilhões no caso dos títulos a termo. A instituição também disse que oferecerá papéis de um mês, a partir de amanhã. Mesmo assim, os bancos registraram baixas consideráveis, com o Goldman Sachs cedendo 6,76%, o JPMorgan recuando 4,71% e o Citigroup, 8,62%.

Com o amplo noticiário, a informação de que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,1% em fevereiro ante janeiro ficou em segundo plano. "Não há nada nos dados de inflação que impeçam o Fed de reduzir os juros a perto de zero nos próximos meses e de deixá-los assim por um longo período", destaca a Capital Economics.

As bolsas de Nova York fecharam mistas, nesta quarta-feira, 26, com o Nasdaq decolando do movimento de queda e encerrando no azul. Prevaleceu no mercado o sentimento de incerteza econômica diante do rápido avanço do coronavírus pelo mundo, com Paquistão, Argélia, Grécia e Noruega notificando os primeiros casos de infecção. O governo do Estados Unidos informou um novo caso de transmissão interna, elevando para 15 o número de contágios dentro do país.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,46%, em 26.957,59 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,38%, a 3.116,39 pontos. O Nasdaq oscilou entre perdas e ganhos mas se firmou em território positivo, fechando em alta de 0,17%, a 8.980,77 pontos. As ações da Apple se valorizaram 1,59% e as da Microsoft subiram 1,25%, ajudando a levar o índice para cima.

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O mercado acionário americano ensaiou movimento de recuperação de perdas, após o tombo no início da semana. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não se deve ter pressa para classificar o surto como uma pandemia, enquanto a China informava desaceleração no contágio. O Centro para Avaliação Biológica e Pesquisa do Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), informou que uma vacina contra o coronavírus pode começar a ser testada em humanos no próximo trimestre.

Os investidores, no entanto, continuaram fugindo dos ativos mais arriscados, à medida em que o noticiário trazia informações sobre mais infectados e mortos na Itália, Alemanha, Espanha, Irã e Coreia do Sul.

Uma comissária de bordo sul-coreana diagnosticada com coronavírus pode ter realizado viagens a trabalho entre Seul e Los Angeles, na semana passada, o que aumenta o temor de que o vírus avance também nos Estados Unidos.

Em relatório enviado a clientes o banco suíço Julius Baer afirma que "claramente, as notícias desde o fim de semana implicam uma tipo diferente de impacto potencial no mundo econômico", em relação ao avanço do coronavírus. "As notícias do Covid-19 se espalhando pela Coreia do Sul, Itália e até mesmo um local remoto como o Irã gerou uma redefinição violenta das percepções dos investidores sobre as possíveis consequências dessa crise", afirma Yves Bonzon, chefe de Investimentos do Julius Baer.

Entre os integrantes do S&P 500, ações de empresas ligadas ao turismo tiveram as maiores quedas nesta quarta-feira. A Royal Caribbean Cruises teve queda de 8,05%, a Norwegian Cruise apresentou desvalorização de 7,89% enquanto os papéis da United Airlines recuaram 5,72%.

Contato: marcela.guimaraes@estadao.com

As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta sexta-feira, 14, depois de terem renovado recordes históricos de fechamento no meio da semana, com o temor de avanço do coronavírus e dados dos EUA considerados "mistos" por analistas.

O índice acionário Dow Jones recuou 0,09%, a 29.398,08 pontos, com alta semanal de 1,02%; o S&P 500 subiu 0,18%, a 3.380,16 pontos, com ganho semanal de 1,58%; e o Nasdaq avançou 0,20%%, a 9.731,18 pontos, com alta de 2,13% na semana.

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Depois de terem renovado recordes na quarta-feira, as bolsas de Nova York foram pressionadas ontem após um salto nos casos de coronavírus na China e hoje por indicadores da economia americana, como a produção industrial, que caiu 0,3% em janeiro ante dezembro, e as vendas no varejo, que apesar de terem avançado no mês passado, tiveram o resultado de dezembro revisado para baixo.

De acordo com a Capital Economics, uma "fraqueza inesperada" nas vendas subjacentes "sugere que os gastos do consumidor ainda estão lutando por impulso". A consultoria, porém, acredita que a fraqueza no consumo americano deve ter pouca duração.

O banco holandês ING, por sua vez, afirma que a "fraca" produção industrial dos EUA em janeiro "é uma preocupação". "Com as cadeias de suprimentos ajustadas para enfrentar mais interrupções e o setor de energia atingido pela queda nos preços devido ao coronavírus, vemos poucas perspectivas de melhora no curto prazo", acrescenta a instituição financeira.

Já o Credit Suisse aponta que a queda na produção industrial dos EUA em janeiro foi causado por paralisações na produção da fabricante de aviões Boeing.

Entre ações importantes negociadas em Nova York, Amazon caiu 0,70%, Caterpillar recuou 1,24%, mas Microsoft subiu 0,89%.

As bolsas de Nova York fecharam novamente em queda o pregão desta segunda-feira, 27, com o Dow Jones no pior dia em quatro meses, à medida que investidores se mantêm cautelosos em meio à disseminação do coronavírus e seus potenciais impactos econômicos. Já são mais de 2,8 mil casos confirmados na China e outros 13 países, além de 82 mortes, o que levou o gigante asiático a estender o feriado de Ano-Novo Lunar.

O Dow Jones fechou em queda de 1,57%, a 28.535,80 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 1,57%, a 3.243,63 pontos. O Nasdaq cedeu 1,89%, a 9.139,31 pontos. O índice de volatilidade VIX, considerado o "medidor de medo" de Wall Street, estava em alta de 25,21% no fim da tarde, a 18,23 pontos.

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A decisão da China de prolongar o feriado por três dias, até 2 de fevereiro, vai "com certeza" afetar a atividade econômica de fevereiro no país asiático e levar a uma queda na produção potencial, de acordo com a High Frequency Economics (HFE). A consultoria estima que um dia perdido de produção pode significar uma redução de aproximadamente 4% a 5% na produção potencial do país. "O impacto nos números mensais de produção e demanda será mais pronunciado do que o impacto nos números anuais", pondera.

O subíndice de energia do S&P 500 liderou a queda entre os setores, em dia que o petróleo WTI atingiu o menor nível desde 16 de outubro ao marcar novamente forte queda. No primeiro pregão da semana em que empresas do setor divulgam balanço, a ação da Exxon Mobil cedeu 2,38% e da Chevron, 1,31%. O setor de tecnologia foi o segundo com maior queda (-2,36%), com destaque para o papel da Alphabet, controladora do Google, que caiu 2,35% e levou a empresa a perder a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Nesta semana, investidores estarão atentos à temporada de balanços. Até o momento, 85 companhias divulgaram resultados, 28% do total. Segundo o Bank of America (BofA), os ganhos reportados foram 4% acima do consenso, impulsionados por tecnologia (8% acima do consenso) e finanças (3% a mais do que esperado). Os analistas do banco americano apontam que, embora ainda seja cedo, o tom das empresas "está se mostrando o mais otimista desde a temporada de resultados do quatro trimestre de 2017". / Com informações da Dow Jones Newswires

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, 17, com otimismo em torno de uma melhora na economia chinesa, após a divulgação de resultados de produção industrial, vendas no varejo e do Produto Interno Bruto (PIB) do país asiático. Os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq renovaram recordes de fechamento apesar dos ganhos terem sido contidos por ações do setor de energia, que apresentaram queda, e pela notícia de que a gigante aérea Boeing enfrenta um novo problema para a retomada de produção do modelo 737 Max, envolvido em acidentes.

O índice Dow Jones subiu 0,17%, a 29.348,10 pontos, com elevação semanal de 1,73%. O S&P 500 avançou 0,39%, a 3.329,62 pontos, e avançou 1,87% na comparação semanal. Já o Nasdaq ganhou 0,34%, a 9.388,94 pontos, subindo 2,15% na semana. Hoje, as ações da Boeing tiveram desvalorização de 2,36%, após fontes da Dow Jones Newswires informarem que a empresa enfrenta dificuldades para retomar a produção do modelo 737 Max, por conta de um erro de software.

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As bolsas de Nova York perderam força no início da tarde desta sexta-feira (horário de Brasília), pressionadas pelos recuos de ações empresas de energia, que encerraram o dia em queda de 0,66%, na contramão dos demais setores.

Mas os dados da China sustentaram o apetite por risco, de olho em indicadores econômicos do país. A produção industrial e as vendas no varejo surpreenderam as expectativas, enquanto investidores viram com bons olhos os números do PIB do quatro trimestre de 2019. Embora o resultado, na comparação anual, tenha sido o pior em quase três décadas, não houve alterações na comparação trimestral.

De acordo com a LPL Financial, o resultado do PIB da China representa "uma melhora em relação aos cinco trimestres seguidos de declínio, em meio às tensões comerciais", aponta a instituição em relatório enviado a clientes. "Continuamos a ver sinais de estabilização nos dados globais, um desenvolvimento encorajador, considerando as dificuldades que muitas economias estrangeiras enfrentaram em 2019", completa a LPL.

As bolsas de Nova York encerraram em alta o pregão desta segunda-feira, 13, com os índices Nasdaq e S&P 500 renovando mais um recorde de fechamento. O otimismo foi alavancado pela proximidade da assinatura da "fase 1" do acordo comercial entre China e Estados Unidos, que deve acontecer em cerimônia marcada para esta quarta-feira, 15, em Washington. O início da temporada de balanços, que começa amanhã, ajudou a sustentar o bom humor dos investidores.

O Dow Jones subiu de 0,29%, a 28.907,05, o S&P 500 avançou 0,70%, a 3.288,13, e o Nasdaq fechou em alta de 1,04%, a 9.273,93 pontos. Destaque para ações da General Eletric que subiram 3,86%. Os papéis da Netflix tiveram valorização de 3% e a Microsoft teve ganhos de 1,20%.

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O mercado acionário americano, que iniciou o dia com ganhos ainda tímidos para a semana que promete ser marcada pela assinatura da "fase 1" do acordo comercial sino-americano, foi ampliando seu apetite por risco ao longo do pregão, acompanhando as notícias do dia. Houve uma certa calmaria no cenário geopolítico envolvendo as tensões no Oriente Médio e cresceram as expectativas para uma boa temporada de balanços empresariais, que começam a ser divulgados nesta terça-feira, 14.

Ainda no início da tarde (em Brasília) a CNBC informou que os EUA removerão a China de uma lista de países considerados manipuladores de câmbio, citando uma pessoa familiarizada com o assunto. Com isso, os índices Nasdaq e S&P 500 bateram novos recordes históricos de fechamento.

A Stifel avalia que, mesmo diante de incertezas com relação à efetividade do acordo preliminar para questões relevantes como a proteção à propriedade intelectual e à falsificação de mercadorias, este é sem dúvida o principal driver do mercado financeiro esta semana.

"A China tem um histórico de fazer acordos e não seguir adiante e o mecanismo de execução para garantir a conformidade chinesa permanece incerto", advertem os analistas da Stifel, em relatório enviado à clientes. "No entanto, os investidores parecem entusiasmados com a perspectiva do que pode ser, ao menos, um passo simbólico adiante na guerra comercial e tarifária em andamento, que aparentemente atormentou os mercados nos últimos 18 meses", complementa o relatório.

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, 10, em movimento de inversão de ganhos influenciado pelo detalhamento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Irã, assim como pelos dados do relatório de emprego americano (payroll) que decepcionou o mercado. Antes da mudança de humor dos investidores, contudo, o índice Dow Jones chegou a bater a marca histórica de 29 mil pontos, o que se perdeu ao longo do dia.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,46%, a 28.823,77 pontos, com elevação semanal de 1,21%. O S&P 500 recuou 0,29% a 3.265,35, mas subiu 1,41% na comparação semanal. O Nasdaq fechou em queda de 0,27%, a 9.178,86 pontos. Na comparação semanal houve alta de 2,30%.

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Destaque para ações da Alphabet (controladora do Google), que encerraram o pregão em valorização de 0,65%, no dia em que o vice-presidente de desenvolvimento corporativo e jurídico da empresa anunciou sua aposentadoria. A Netflix fechou em queda de 1,97% e a Boeing caiu 1,91%.

As bolsas começaram a indicar movimento de queda durante a coletiva de imprensa dos secretários de Estado e do Tesouro americanos, Mike Pompeo e Steven Mnuchin, respectivamente, detalhando sanções econômicas contra o Irã, que vão atingir setores da construção, indústria e também contra autoridades do país persa.

A notícia ampliou a cautela que já vinha desde a divulgação do payroll de dezembro. As vagas criadas no país no mês passado - 145 mil - ficaram dentro das previsões de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que variavam de 125 mil a 210 mil vagas, mas abaixo da mediana, de 159,5 mil. Embora a taxa de desemprego não tenha se alterado de novembro para dezembro, permanecendo em 3,5%, o salário médio por hora dos trabalhadores aumentou 0,11% de novembro para dezembro, enquanto analistas esperavam ganhos maiores, de 0,3%.

Para a economista do Citi Veronica Clark, os dados do payroll não devem mudar a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de manter a taxa de juros inalterada. "Neste contexto, o payroll não deve afetar a política do Federal Reserve de manter os juros estáveis neste mês e em todo 2020", avaliou. "O Fed só voltaria a baixar os juros se ocorrer uma intensa perda de ritmo da economia, puxada provavelmente por redução expressiva das compras das famílias", completou a analista.

Em meio à menor tensão geopolítica no Oriente Médio, contudo, as bolsas de Nova York iniciaram o dia no azul. Investidores também mantinham otimismo com a confirmação da assinatura do acordo comercial "fase 1" entre EUA e China, mas aguardavam dados do mercado trabalho americano.

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira, 8, com o índice Nasdaq batendo recorde de fechamento após pronunciamento mais diplomático do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trazer certo alívio para os investidores preocupados com o aumento das tensões no Oriente Médio. Trump disse que a resposta americana aos ataques iranianos a bases militares usadas por americanos viria em forma de sanções econômicas adicionais ao Irã. Pouco antes do fechamento do mercado acionário, no entanto, novos bombardeios iranianos contra a chamada "zona verde" no Iraque fizeram as bolsas reduzirem ganhos.

O Dow Jones subiu 0,56%, a 28.745,09, o S&P 500 avançou 0,57%, a 28.745,13, e o Nasdaq fechou em alta de 0,67%, a 9.129,24 pontos. Destaque para ações da Boeing, que caíram 1,75% após a queda do 737-800 ucraniano, minutos depois de decolar de um aeroporto de Teerã, nesta madrugada, matando as 176 pessoas a bordo. Os papéis do MacDonald's fecharam em alta de 1,62%, Netflix com valorização de 2,57% e UnitedHelth com ganhos de 2,11%.

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Diferente do comportamento mais agressivo da semana passada, Trump foi bem mais comedido em seu pronunciamento, citando sanções econômicas e uso de força armada apenas se necessário. O discurso foi bem recebido pelos investidores, acelerando o movimento de alta que já se apresentava com a percepção de que a reposta do Irã aos ataques americanos - que mataram o general Qassim Suleimani - não seria suficiente para provocar uma guerra entre as nações e oferecer riscos à economia dos EUA.

O S&P e o Nasdaq já batiam recorde intraday quando o Irã disparou mísseis contra alvos na chamada "Zona verde" do Iraque, considerada militarmente segura e onde fica Embaixada dos EUA em Bagdá. As notícias de novos ataques, ainda sem notícias sobre feridos, fizeram com que as bolsas reduzissem ganhos, mas o encerramento do pregão permaneceu no azul.

Para o estrategista sênior de mercado da LPL Financial, Ryan Detrick, "não há dúvidas que preocupações com o Irã estão no topo para os investidores", mas as ações podem ser voláteis por um tempo, "e o impacto de eventos geopolíticos, historicamente, tende a ter vida curta". Fonte: Dow Jones Newswires.

As bolsas da Europa fecharam o pregão desta terça-feira, 7, sem direção única. Investidores ponderam riscos geopolíticos com a tensão no Oriente Médio e a falta de notícias sobre os desdobramentos do ataque americano contra no Iraque, que culminou com a morte do general iraniano Qassim Suleimani. Dúvidas em relação à data de assinatura do acordo comercial preliminar entre Estados Unidos e China trouxeram cautela ao mercado, que também observou as declarações do governo chinês sobre o aumento de importações de grãos dos EUA.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,25%, a 417,67 pontos.

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Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 0,02%, a 7.573,85 pontos. Destaque para ações do Barclays, que tiveram valorização de 1,19%, e da BP, que apresentaram queda de 1,05%. Já o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 0,76%, aos 13.226,83 pontos. Destaque para ações do Deutsche Bank, em alta de 3,47%.

O mercado acionário do Velho Continente ensaiou um dia de alta nas primeiras horas após a abertura, com uma sensação de certo alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, sem novas notícias significativas. Mas o quadro foi se revertendo, com informações sobre o comércio internacional trazendo dúvidas sobre a assinatura do acordo "fase 1" entre EUA e China.

O vice-ministro de Agricultura da China, Han Jun, afirmou que Pequim não elevará sua cota anual de importação de grãos dos EUA. Mais tarde, o jornal chinês Global Times informou por fontes que ainda não está clara uma data específica para a cerimônia de assinatura do acordo nos EUA.

No início da tarde (de Brasília), o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, concedeu entrevista coletiva afirmando que o Irã nunca terá arma nuclear, que os EUA não permitirão que isso aconteça, e que há evidências de havia um ataque iminente sendo preparado pelas forças lideradas por Suleimani contra americanos. Pompeo acrescentou que os EUA continuarão a luta contra terroristas, mas que todas as ações tomadas estarão dentro das regras internacionais de guerra.

No cenário geopolítico europeu, os investidores acompanharam com mau humor a formação de um governo de coalizão de esquerda na Espanha com liderança do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez.

Em relatório enviado a clientes, o Morgan Stanley avalia que o governo espanhol deve tentar "acomodar uma agenda social mais forte, talvez com tributação de renda mais progressiva e alterações na legislação trabalhista", com salário mínimo subindo e impostos corporativos mais altos, "o que pode afetar negativamente o investimento, com possíveis consequências para a economia no médio a longo prazo".

O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, fechou em queda de 0,22%, a 9.579,80 pontos.

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, acompanhou movimento de queda e fechou na mínima do dia, em queda de 0,11%, a 5.230,07 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 também fechou com recuo de 0,02%, aos 6.012,35 pontos.

Em Milão, o índice FTSE MIB registrou alta de 0,60%, aos 23.723,38 pontos.

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 6, em um dia marcado pela espera de notícias sobre o desenrolar do conflito geopolítico no Oriente Médio. A volatilidade se acentuou durante a tarde, e os índices que vinham em queda se firmaram no território positivo, com a falta de notícias que indiquem os próximos capítulos nas tensas relações entre Estados Unidos e Irã, depois do ataque americano que matou o comandante da Guarda Revolucionária do Irã no Iraque.

O Dow Jones subiu 0,24%, a 28.703,38 pontos, o S&P 500 avançou 0,35%, a 3.246,28 pontos, e o Nasdaq fechou com alta de 0,56%, a 9.071,47 pontos.

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Os mercados acionários abriram em queda com certa cautela dos investidores diante da escalada das tensões entre EUA e Irã no fim de semana, ainda repercutindo o assassinato do general Qassim Suleimani, chefe da milícia iraniana Quds, apontada como a responsável pela recente invasão da Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá.

Nesta segunda-feira, Esami Ghaani, general iraniano que assumiu a liderança da Guarda Revolucionária do Irã prometeu se vingar do ataque promovido pelos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, já havia afirmado no fim de semana que vai revidar de "maneira desproporcional" qualquer contra-ataque do Irã, que abandonou o acordo nuclear de 2015.

O mercado acompanhou novas declarações de autoridades iranianas e americanas. O ministro de relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse em sua conta oficial no Twitter que a ação americana que resultou na morte de Suleimani liberou "a fúria global antiamericana e um rancor mundial - em uma escala nunca vista na memória recente".

Os EUA, por sua vez, criticaram a Rússia e a China após os dois países terem impedido o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de emitir uma declaração condenando o ataque à embaixada americana no Iraque, fato que antecedeu a ação dos EUA contra o Irã.

Na falta de notícias mais quentes sobre o desenrolar do conflito, os investidores aproveitaram a trégua no noticiário negativo para recompor algumas posições. Em relatório enviado à clientes, a Capital Economics avaliou que "a resposta limitada das ações dos EUA ao aumento das tensões no Oriente Médio parece refletir uma visão de que a economia dos EUA não será afetada pela última escalada [das tensões]". A instituição afirma, no entanto, que o mercado acionário americano deve "permanecer resistente", mas "não terá ganhos tão grandes quanto no ano passado".

Destaque para ações do Netflix que tiveram valorização de 3,05%. Os papéis da Alphabet (Google) subiram 2,67% e as ações do Facebook se valorizaram 1,88%.

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira, 3, um dia depois de terem renovado recordes históricos de fechamento. O mercado acionário americano foi afetado pela aversão ao risco no exterior, com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

O Dow Jones recuou 0,81%, a 28.634,88 pontos, o S&P 500 caiu 0,71%, a 3.234,85 pontos, e o Nasdaq fechou com perdas de 0,79%, a 9.020,77 pontos.

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Em pronunciamento na Casa Branca, o presidente americano, Donald Trump, afirmou na tarde desta sexta-feira que o país "agiu para evitar uma guerra e não para começar uma" ao matar o general Qassim Suleimani, comandante das Forças Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã. Trump também disse que os EUA vão "encontrar e eliminar terroristas" e que "o mundo está mais seguro" sem Suleimani.

Segundo oficiais de defesa consultados pela NBC News, os EUA enviarão cerca de 3.500 soldados adicionais ao Oriente Médio após a morte de Suleimani. Depois do ataque americano na noite de ontem, o Irã prometeu "retaliação severa" e o primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul-Mahdi, também condenou a operação.

As tensões entre os dois países aumentaram recentemente quando membros do Kataib Hezbollah, grupo de milícias apoiado pelo Irã, tentaram invadir a embaixada americana em Badgá, em resposta a um ataque dos EUA ao grupo. Os americanos, por sua vez, acusam o Kataib Hezbollah de uma série recente de ataques contra tropas americanas posicionadas no Iraque.

Na avaliação do ING, se as tensões no Oriente Médio continuarem em alta, a queda na demanda por ativos de risco pode levar a uma correção para baixo de 7% a 10% nos mercados acionários globais. Já a Capital Economics, prevê que uma guerra entre EUA e Irã poderia reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) global em cerca de 0,3 ponto porcentual (pp).

O mercado também acompanhou a divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), mas sem efeito nos mercados acionários.

Já o índice das condições empresariais da região de Nova York, elaborado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), caiu de 50,4 em novembro para 39,1 em dezembro. O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Chicago, Charles Evans, afirmou ter ficado "um pouco surpreso" com a queda do indicador, mas ponderou que isso não "abala" sua confiança na economia americana.

Hoje, o subíndice do setor de materiais do S&P 500 liderou as perdas (-1,62%), seguido pelo do setor financeiro (-1,10%) e pelo do setor de tecnologia (-1,06%). Entre as ações importantes negociadas em Wall Street, a multinacional de energia ConocoPhillips subiu 0,37%, a Chevron caiu 0,35% e a Exxon Mobil registrou perdas de 0,80%, apesar da alta nos preços do petróleo.

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira (31), último pregão de 2019, após terem operado em território negativo na maior parte do dia, em meio à baixa liquidez antes do Ano Novo e realização de lucros.

O índice Dow Jones subiu 0,27%, a 28.538,24 pontos, com alta anual de 22,34%; o S&P 500 avançou 0,29%, a 3.230,77 pontos, com alta de 28,88% em 2019, a maior desde 2013; e o Nasdaq registrou ganho de 0,30%, a 8.972,60 pontos, com alta anual de 35,23%, também a maior em seis anos.

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Na avaliação de Kathy Lien, analista do BK Asset Management, o ano que termina hoje foi movimentado para os mercados financeiros. "As maiores forças motrizes foram guerra comercial entre Estados Unidos e China, o Brexit e os movimentos recordes nas ações dos EUA", afirma. Segundo ela, "seria de se esperar que esses desenvolvimentos políticos deixassem os investidores nervosos e reduzissem as ações, mas todos os principais índices em todo o mundo obtiveram ganhos".

Nas últimas semanas, as bolsas de Nova York registraram recordes sucessivos de fechamento, após Washington e Pequim terem anunciado a conclusão da chamada "fase 1" do acordo comercial entre os dois países. Hoje, o presidente americano, Donald Trump, informou por meio de sua conta oficial no Twitter que o pacto preliminar entre as duas maiores economias do mundo será assinado no dia 15 de janeiro, em uma cerimônia na Casa Branca.

O entendimento entre as potências deve gerar mais otimismo no mercado acionário no próximo ano, segundo a LPL Financial Research. "Acreditamos que o mercado em alta pode durar pelo menos até 2020, e esperamos que o S&P 500 suba dos níveis atuais à medida que os ganhos aumentam", comenta a corretora em relatório.

As eleições presidenciais nos EUA também devem afetar os mercados acionários, lembra Lien, do BK Asset Management. "Uma das maiores 'realizações' do presidente Trump em 2019 é o recorde de ações nos EUA e ele sabe que sua aposta na reeleição será morta por uma queda nas ações", afirma.

Hoje, o subíndice do setor de materiais do S&P 500 liderou os ganhos (+0,75%), seguido pelo do setor de energia (+0,68%) e pelo do setor imobiliário (0,64%). Entre as ações importantes negociadas em Wall Street, a Apple subiu 0,73%, com ganho anual de 88,10%, o Facebook avançou 0,41%, com alta de 56,57% em 2019, e o J.P. Morgan obteve ganho de 0,56%, com avanço de 46,14 no ano. (Com informações da Dow Jones Newswires)

As bolsas de Nova York encerraram a quinta-feira em alta, com os principais índices acionários renovando suas máximas históricas de fechamento, respondendo ao rali de fim de ano e ao otimismo comercial que marcaram o pregão.

O índice Dow Jones encerrou o dia com avanço de 0,37%, para 28.621,39 pontos; o S&P 500 se fortaleceu em 0,51%, a 3.239,91 pontos; e o Nasdaq, 0,78%, a 9.022,39 pontos, rompendo a marca dos nove mil pontos.

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O rali de fim de ano deu suporte às bolsas de Wall Street ao longo de todo o dia. O subíndice do setor de consumo discricionário do S&P 500 liderou os ganhos (+1,43%), ajudado pela alta nos papéis da Amazon (+4,45%), após a empresa informar que atingiu recordes nas vendas de fim de ano.

Para Chris Rupkey, do MUFG, o bom desempenho das empresas nos EUA está ligado à conjuntura econômica do país. "O mercado de trabalho está forte e a economia ainda está crescendo, o que significa que as empresas estão gerando receitas", afirma.

O tom positivo mercado acionário americano ainda responde às boas expectativas para o acordo EUA-China, já que o próprio Trump sinalizou que haverá uma cerimônia para que ele e presidente chinês, Xi Jinping, assinem o entendimento. Não houve, contudo, definição de data para o evento.

Na esteira da alta do petróleo, nesta quinta-feira, a Chevron subiu 0,22% e a ExxonMobil, 0,16%.

Pensando em 2019 como um todo, John Lynch, estrategista-chefe de investimentos da LPL, entende que o ano foi bom para quem investiu em ações. "O mercado acionário ganhou e compensou um 2018 sem brilho, quando todas as principais classes de ativos sofreram perdas", avalia. "O subíndice do setor de tecnologia do S&P 500 liderou os ganhos em 2019, com alta total de quase 50%, bem à frente do setor de serviços de comunicação, o segundo melhor, com valorização de 32,9%", completa.

As bolsas da Europa encerraram o pregão desta segunda-feira, 23, sem direção única, com a baixa liquidez às vésperas das festas de fim de ano contendo o otimismo em torno de notícias vindas da China. O país asiático anunciou que cortará tarifas de importação sobre alguns produtos a partir de 1º de janeiro. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou o dia em baixa de 0,03%, a 418,27 pontos.

A baixa liquidez nos mercados europeus permite que investidores embolsem lucros logo no início desta semana, com negociações contidas por conta das festas de fim de ano. Nem mesmo a informação de que a China pretende cortar tarifas de importação alavancou as bolsas da Europa, que não firmaram direção única no fechamento.

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O país asiático anunciou nesta segunda-feira que cortará tarifas de importação sobre diversos produtos, incluindo carne de porco, suco de laranja, farmacêuticos e bens de alta tecnologia, com extensão válida para todos os parceiros comerciais, incluindo os Estados Unidos. A notícia vem no momento em que EUA e China tentam concluir a "fase 1" do acordo comercial bilateral, e, portanto, reforça certo bom humor na seara do comércio internacional.

A maior alta foi verificada no índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, que fechou com ganho de 0,54%, a 7.623,59 pontos, embalada pela valorização de 36,83% das ações da NMC Health, após a companhia anunciar um plano de revisão de seus negócios.

Além o FTSE 100, só o CAC 40, da Bolsa de Paris, encerrou o pregão no positivo, com alta de 0,13%, aos 6.029,37 pontos, com ganhos de 0,58% nos papéis da petrolífera Total. Já na principal economia da Europa, a Alemanha, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, caiu 0,13%, a 13.300,98 pontos.

A maior perda entre os principais índices acionários europeus se deu na Bolsa de Milão, cujo índice FTSE MIB fechou em queda de 0,44%, a 23.898,42 pontos, com baixa de 1,05% nas ações da Fiat.

O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, fechou em queda de 0,16%, a 9.659,60 pontos, enquanto o PSI 20, da Bolsa de Lisboa, ficou estável em 5.240,08 pontos.

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, 20, e os três índices renovaram recordes históricos de fechamento pelo segundo dia consecutivo, ainda na esteira do otimismo com o acordo comercial entre Estados Unidos e China, reforçado pelo tuíte do presidente americano, Donald Trump, afirmando uma conversa telefônica com o presidente chinês Xi Jinping, sobre o "acordo comercial gigante". O mercado também acompanhou dados positivos da economia americana.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,28%, aos 28.455,09 pontos, com alta semanal de 1,13%. O Nasdaq avançou 0,42%, a 8.924,96 pontos. Na comparação semanal houve alta de 1,65%. O S&P 500 encerrou com ganho de 0,49%, a 3.221,22 pontos, em elevação semanal de 2,17%.

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Destaque para ações da Chesapeake Energy com valorização de 3,26%, Microsoft em alta de 1,09% e Intel com ganhos de 1,71%.

O mercado acionário dos EUA iniciou o dia renovando recordes intraday, com investidores otimistas com o alívio nas tensões comerciais entre EUA e China. Mais tarde, Trump afirmou no Twitter que teve "um telefonema muito bom" com o presidente da China, Xi Jinping, sobre "nosso acordo comercial gigante". Segundo ele, o país asiático já começou a fazer "compras em grande escala de produtos agrícolas e outras".

Trump afirmou que a assinatura formal do acordo está "sendo arranjada". Anteriormente, autoridades americanas afirmaram que o documento passava por revisões técnicas para então ser em janeiro. As informações impulsionaram o otimismo no mercado acionário.

A LPL Financial lembra que o calendário está calmo até o final do ano e estamos chegando em uma das semanas mais fortes do S&P 500 historicamente. "O medo parece estar se dissipando entre os investidores", avalia.

Também nesta sexta foram divulgados dados importantes da economia americana. A terceira e última leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre mostrou alta à taxa anualizada de 2,1%, como previsto.

O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), subiu 0,2% em relação ao mês anterior, superando a previsão dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal, que era de elevação de 0,1%. O núcleo do PCE avançou 1,6% em novembro, na comparação anual, acima da previsão (+1,5%).

Quanto aos gastos dos consumidores, houve aumento de 0,4% em novembro, na comparação com outubro, após ajustes sazonais, segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos nesta sexta-feira.

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 19, e os três índices renovaram recordes históricos de fechamento. Na falta de drivers concretos, os investidores mantêm o otimismo sobre o acordo preliminar entre Estados Unidos e China, confirmado na sexta-feira, embora o mercado ainda espere mais detalhes sobre as negociações.

O índice Dow Jones subiu 0,49%, em 28.376,96 pontos, o Nasdaq avançou 0,67%, a 8.887,22 pontos, e o S&P 500 encerrou com ganho de 0,45%, a 3.205,37 pontos.

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As bolsas abriram o pregão já com ganhos, um dia após a Câmara dos Representantes dos EUA, de maioria democrata, ter aprovado o impeachment do presidente americano, Donald Trump. O próximo passo é a tramitação no Senado, controlado pelos republicanos e que pode impedir o avanço do processo.

"Apesar da natureza longa e desagradável de todo o processo, a reação do mercado foi relativamente silenciosa até agora", comenta Lindsey M. Piegza, economista-chefe da Stifel. Já o Rabobank destaca que a deposição do líder da Casa Branca é "um resultado que parece impensável com os republicanos ocupando 57 cadeiras no Senado, ante 47 dos democratas".

Na seara comercial, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse hoje à CNBC que a assinatura da "fase 1" do pacto entre Washington e Pequim deve ocorrer em janeiro de 2020. O Ministério do Comércio chinês, porém, se absteve de confirmar o cronograma mencionado pelos americanos.

Hoje a China anunciou, também, que vai isentar, a partir de 26 de dezembro, seis produtos químicos americanos de uma segunda rodada de tarifas adicionais. Ontem à noite, diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Larry Kudlow, declarou à Fox Business que haverá "retorno de tarifas" se o país asiático não cumprir as regras do acordo.

Já o presidente da distrital de St. Louis do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), James Bullard, reforçou hoje que a instituição não projeta nenhuma elevação nos juros para 2020. Sobre comércio, ele disse que as empresas americanas estão "se ajustando" a um choque de incertezas neste ano.

Na Nasdaq, os papéis do Facebook subiram 1,76%, as ações da Microsoft avançaram 0,87% e Amazon registrou ganhos de 0,46%. Na S&P, os setores que registraram as maiores altas foram o imobiliário, o de comunicação e o tecnológico, nesta ordem.

As bolsas de Nova York oscilaram entre ganhos e perdas ao longo do pregão desta terça-feira, 10, com investidores atentos sobretudo ao noticiário das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Além disso, foi monitorada a assinatura do acordo entre EUA, Canadá e México (USMCA, na sigla em inglês) e havia expectativa pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que sai nesta quarta-feira, 11.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,10%, em 27.881,72 pontos, o Nasdaq recuou 0,07%, a 8.616,18 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,11%, a 3.132,52 pontos.

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A agência Dow Jones Newswires informou, a partir de fontes, que negociadores americanos e chineses avaliam a possibilidade de adiar a elevação de tarifas americanas sobre produtos da China prevista para entrar em vigor neste domingo. Já o diretor do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Larry Kudlow, disse que as tarifas "ainda estão sobre a mesa", mas que o tema era parte das negociações em andamento para a "fase 1" do acordo comercial bilateral.

As bolsas americanas chegaram a ganhar força, após a notícia de que o Partido Democrata na Câmara dos Representantes e o governo do presidente Donald Trump chegaram a um acordo para aprovar o USMCA. Na Cidade do México, representantes dos três países firmaram uma versão revisada da iniciativa. Mais para o fim do dia, contudo, o mercado acionário americano mostrou viés negativo.

Entre algumas ações em foco, Netflix recuou 3,10%, após a Needham rebaixar a qualificação do papel para "underperform", prevendo que o serviço perderá milhões de assinantes nos EUA em 2020. Entre outros papéis importantes, Apple subiu 0,58%, no setor de tecnologia, mas no industrial a Boeing recuou 0,94%. Os bancos subiram na maioria, com Citigroup em alta de 0,60% e Morgan Stanley, de 0,14%, mas Wells Fargo foi na contramão e recuou 0,43%.

Nesta quarta-feira, há expectativa pela decisão do Fed. Um sinal de que pode haver relaxamento monetário mais à frente nos EUA poderia apoiar as ações, mas a expectativa dos analistas em geral é de que o Fed mantenha os juros agora e não relaxe a política monetária tão cedo em 2020. / COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta segunda-feira, 9, com pessimismo dos investidores sobre o comércio global e olhar voltado para a balança comercial chinesa, que apresentou redução de 1,1% em novembro. Os mercados americanos também mantiveram cautela antes de decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE).

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,38%, em 27.909,60 pontos, o Nasdaq recuou 0,40%, a 8.621,83 pontos, e o S&P 500 teve queda de 0,32%, a 3.135,96 pontos. O índice VIX de volatilidade, por sua vez, subiu 16,45%, a 15,86 pontos.

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Os investidores estrangeiros iniciaram o dia respondendo à queda inesperada das exportações chinesas, de 1,1% em novembro, na contramão da alta de 1% projetada pelo Wall Street Journal, e que alerta para riscos da guerra comercial. À medida que o dia 15 se aproxima - data em que começam a valer tarifas de importação para produtos chineses, como celulares e brinquedos, prometidas pelos EUA - aumentam as tensões sobre o acordo preliminar que as duas maiores potências mundiais tentam fechar. A redução de tarifas é um dos pontos centrais para que a "fase 1" do pacto sino-americano seja enfim assinado.

De acordo com a Reuters, o presidente americano, Donald Trump, disse hoje que "estamos indo bem" em relação às negociações com a China, sem tecer outros comentários sobre o andamento das conversas. Já Pequim sinalizou que espera uma negociação comercial positiva e sem imposição de tarifas. "Esperamos que os dois lados consigam seguir com conversas e negociações baseadas na igualdade e no respeito mútuo para atingir um resultado que seja satisfatório para todas as partes assim que possível", comentou hoje Ren Hongbin, ministro assistente no Ministério de Comércio da administração de Pequim.

Os investidores também mantiveram cautela diante de uma semana de decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE). Começa amanhã e vai até quarta-feira a reunião do Fed que define como ficarão as taxas de juros do país. É majoritária a avaliação de analistas de que os juros ficarão estáveis, depois de um ciclo de três cortes da taxa, entre julho e outubro, e devido ao bom desempenho da economia, com crescimento de 2,1% no terceiro trimestre, inflação baixa, e surpreendente geração de empregos.

O relatório da LPL Financial, enviado à clientes ainda pela manhã, já apontava cautela do mercado diante do que pode ser decidido esta semana pelo Fed, somado aos temores sobre as tarifas que podem ser impostas à China no dia 15. Há uma série de questões que podem atrapalhar um acordo sino-americano e pressionar o comércio global. "A remoção das tarifas dos EUA para produtos chineses, a significativa compra de produtos agrícolas americanos pela China, além de complicações relacionadas à legislação dos EUA sobre violações de Direitos Humanos sobre Hong Kong são pontos fundamentais no curto prazo. No entanto, há expectativas de consenso em torno da 'fase 1' de um acordo comercial", aponta a LPL.

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira, 6, com mercados voltados para sinalizações positivas sobre a guerra comercial entre americanos e chineses. Investidores reagiram principalmente à divulgação do relatório de empregos (payroll) dos Estados Unidos, que surpreendeu positivamente analistas. Também hoje a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decidiu aumentar os cortes na produção da commodity em 500 mil barris por dia, ajudando a elevar as ações do setor negociadas em bolsas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,16%, a 407,35 pontos. Na semana, houve queda de 0,02%.

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Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão em alta de 1,43%, a 7.239,66 pontos. Na comparação semanal, houve queda de 1,45%. Destaques para ações da BP que valorizaram 1,67%. Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,86%, a 13.166,58 pontos. As ações do Deutsche Bank subiram 1,21% e as da Volkswagen valorizaram 0,95%. Na comparação semanal, a Bolsa de Frankfurt apresentou queda de 0,53%.

Outro assunto que movimentou os mercados acionários hoje foi a divulgação, pelo Departamento do Trabalho dos EUA, sobre a criação de vagas no país. Em novembro, foram criados 266 mil empregos, resultado bem acima da mediana das previsões de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. A taxa de desemprego caiu de 3,6% em outubro para 3,5% em novembro, atingindo o menor nível em 50 anos. O salário médio por hora dos trabalhadores também aumentou 0,25% em novembro ante outubro.

"O mercado de trabalho é uma indicação importante da saúde de uma economia", afirma Joshua Tadbir, analista da Wells Fargo. "A folha de pagamento dos EUA provou ser uma surpresa, que poderia fornecer um impulso de curto prazo para o dólar na próxima semana", avalia.

Os mercados também reagiram positivamente a sinalizações de avanço nas negociações entre EUA e China. O diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Larry Kudlow, afirmou que acordo comercial "fase 1" com a China "está muito próximo", e que as conversas têm sido, "boas", "intensas" e "quase diárias", avançando na direção certa.

Em entrevista à rede CNBC, Kudlow afirmou ainda que "não há prazos arbitrários" para um eventual acordo bilateral, mas a data de 15 de dezembro "é importante". Esse é o dia em que entra em vigor a nova alta de tarifas americanas sobre produtos chineses. Mais cedo, o Ministério de Finanças da China informou que o país vai isentar de tarifas de parte da soja, da carne de porco e de outras commodities importadas dos EUA.

Os dados positivos dos EUA jogaram para segundo plano a produção industrial da Alemanha, que caiu 1,7% de setembro para outubro, contra as expectativas de elevação de 0,2% no período. Na comparação com outubro do ano passado, o recuo foi de 5,3%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 subiu 1,21%, a 5.871,91 pontos. Na comparação semanal houve queda de 0,56%. O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, avançou 0,93%, com 23.182,72 pontos. Na comparação semanal houve recuo de 0,33%.

Em Madri, o índice Ibex 35 fechou em alta de 1,51% a 9.382,70 pontos. Na comparação semanal houve avanço de 0,33%. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,86%, a 5.172,86 pontos. Na comparação semanal também houve avanço de 0,89%.

As bolsas de Nova York oscilaram entre perdas e ganhos, ao longo do pregão desta quinta-feira, 5, com foco nos sinais sobre a evolução do diálogo entre Estados Unidos e China. No meio da tarde, algumas declarações do presidente americano, Donald Trump, deram certo impulso os índices acionários, que fecharam o dia levemente positivos.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,10%, em 27.677,79 pontos, o Nasdaq avançou 0,05%, a 8.570,70 pontos, e o S&P 500 teve ganho de 0,15%, a 3.117,43 pontos.

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O Ministério do Comércio chinês afirmou mais cedo que as discussões sobre comércio com os EUA continuam em andamento e que os dois lados mantêm "contato próximo". Sem outras notícias mais palpáveis, porém, o fôlego visto nos mercados de Nova York foi modesto e eles chegaram a ficar em território negativo.

No meio da tarde, Trump afirmou que "algo poderia acontecer" em relação às tarifas sobre produtos chineses programadas para entrar em vigor no dia 15. Ele ponderou, contudo, que "não estamos discutindo ainda", acrescentando que as negociações estão "prosseguindo bem". Segundo a agência Dow Jones Newswires, o diálogo segue ocorrendo, mas há divergências sobre as compras agrícolas do país asiático de itens americanos. O BBVA enfatizou em relatório que os mercados têm tido uma semana volátil, ao sabor do noticiário sobre as negociações das potências. Segundo a LPL Research, a expectativa por um acordo limitado até o dia 15 tem melhorado o sentimento.

Entre os setores, o de energia teve desempenho mais negativo. Nesse caso, há expectativa pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, que amanhã devem anunciar se pretendem ou não cortar mais sua oferta ao mercado para apoiar os preços da commodity. Entre as petroleiras americanas, Chevron recuou 0,52%, ExxonMobil caiu 0,35% e ConocoPhillips, 1,30%.

Por outro lado, os setores de tecnologia e serviços de comunicação avançaram, embora sem sinal único. Apple avançou 1,47% e Facebook, 0,33%, mas Amazon caiu 1,15% e IBM recuou 0,06%. No setor industrial, Boeing recuou 0,91%, pressionando o índice Dow Jones.

Agora, há expectativa pela divulgação do payroll, na manhã desta sexta-feira. Além de um sinal importante da economia americana, o dado de criação de empregos é crucial para a trajetória dos juros no país.

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