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O euro atingiu a mínima ante o dólar na sessão europeia hoje, após o governo da Espanha pagar um yield (retorno ao investidor) histórico em um leilão de bônus. A moeda recuou para US$ 1,3422 depois de a Espanha vender 3,563 bilhões de euros em bônus de 10 anos com um yield médio de 6,975% - o maior já pago pelo país desde a introdução do euro.

O spread do yield do bônus de 10 anos da Espanha sobre o yield dos bônus equivalentes da Alemanha atingiu uma nova alta recorde - em outro sinal do nervosismo sobre a dívida espanhola.

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Às 8h16 (de Brasília), o euro valia US$ 1,3452, de US$ 1,3465 ontem. O dólar estava em 76,98 ienes, de 77,06 ontem.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo estavam em queda no início da manhã de hoje. Por volta das 8h05 (de Brasília), o contrato do petróleo Brent para janeiro recuava 1,14%, para US$ 110,61 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo WTI para dezembro cedia 0,19%, para US$ 102,39 o barril, após atingir mais cedo uma máxima em cinco meses, de US$ 103,37 o barril. As informações são da Dow Jones.

 

Economistas preveem que as economias da Europa terão um forte declínio do PIB no quarto trimestre.

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De acordo com a Eurostat, a maior contribuição para o crescimento na zona do euro foi dada pelas duas maiores economias do bloco, a Alemanha - alta de 0,5% no PIB - e a França - alta de 0,4% -, impulsionadas pela demanda interna.

Na Grécia, país que recebeu um pacote de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) devido à sua enorme dívida pública, o PIB encolheu 5,2% entre julho e setembro, contra uma queda de 7,4% registrada no trimestre imediatamente anterior.

 

Analistas atribuem o aumento à situação na Grécia e na Itália, mas, também, às incertezas sobre as eleições de domingo na Espanha. Apesar da expectativa de vitória do Partido Popular, são desconhecidos os detalhes da futura política econômica.

O fato de estar previsto para esta semana emissões para rolagem das dívidas da Espanha, Itália e França ajuda, segundo os analistas, a aumentar o risco da dívida espanhola.

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Só durante o dia de hoje, o risco da dívida cresceu 35 pontos base, depois de ter aberto nos 394 pontos, repetindo a tendência que ocorre com o risco de França, Itália e Grécia. São más noticias para o Tesouro Público espanhol que, esta semana, espera colocar 7,5 bilhões milhões de euros em duas operações, na terça-feira (15) e na quinta-feira (17).

A chanceler Angela Merkel respondeu às críticas cada vez maiores de seu próprio partido União Democrata Cristã (CDU) aos planos de ajuda à zona do euro com um veemente apelo para que a Alemanha assuma o encargo de salvar o mais ambicioso projeto da Europa e enfrente os desafios destes tempos de incerteza.

Durante uma convenção do partido na cidade de Leipzig, no leste da Alemanha, onde em 2003 Merkel prometeu devolver à Alemanha seu papel de líder indiscutível da Europa em uma década, a chanceler refutou as acusações de que abandonou as posições conservadoras de longa data do partido em questões importantes - de política social a energia nuclear e, agora, do novo salário mínimo a pacotes para a zona do euro.

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"Vivemos um tempo de mudança épica", disse Merkel. "Nosso compasso político não mudou. Mas o contexto está mudando constantemente". Alguns membros do partido pediram para que Merkel torne possível tirar membros da zona do euro do clube de 17 países que usam a moeda única. A União Democrata Cristã (CDU) acabou aprovando uma resolução exortando o governo a estabelecer normas na Europa que permitam que um país deixe voluntariamente a zona do euro sem sair da União Europeia.

A resolução afirma que, "se um membro (da zona do euro) for incapaz ou não quiser obedecer permanentemente às normas relacionadas à moeda comum, ele poderá voluntariamente - segundo as normas do Tratado de Lisboa para deixar a União Europeia - deixar a zona do euro sem sair da União Europeia. Ele deverá receber o mesmo status dos países-membros que não têm o euro".

Merkel, por sua vez, disse ao partido que políticas de 30 anos atrás não podem dar a resposta adequada aos "mais difíceis momento da Europa desde a Segunda Guerra". Ela insistiu que o partido precisa se adaptar aos novos tempos. Em discurso de uma hora na convenção de dois dias que foi convocada sob o lema "Pela Europa, pela Alemanha", Merkel abordou os temas que têm sido reiterados em suas mensagens diárias em Berlim sobre a crise da dívida da zona do euro: que os problemas levarão anos para serem superados e que a crise oferece a oportunidade de se recriar o projeto europeu.

"Precisamos enviar um sinal claro", disse Merkel aos delegados. "Nós não lamentamos, não nos queixamos. Em vez disso, nós sabemos que temos um trabalho a fazer", acrescentou. Recentemente, Merkel começou a apresentar a crise da zona do euro como a oportunidade de sua geração para dar um enorme passo adiante no projeto europeu. Em Leipzig, ela tocou novamente no tema, afirmando que a Europa precisa ter a coragem de mudar o tratado que criou a união monetária europeia e permitir sanções automáticas e duras às violações do tratado. Em meio à crise, a Europa está se aproximando e os europeus estão descobrindo que as decisões tomadas em um país podem ter um enorme impacto no restante da Europa, ela disse.

O ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, reforçou o apelo de Merkel. "Nós precisamos agora construir a união política na Europa que nunca conseguirmos construir nos anos 1990", disse. Alguns delegados discordaram da intenção de Merkel de assumir os encargos de outros países europeus. Klaus-Peter Willsch, membro do Parlamento, acusou o governo de Merkel de quebrar a promessa de não salvar transgressores do euro. As informações são da Dow Jones.

A União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, aprovou uma resolução, durante convenção que acontece em Leipzig, exortando o governo a estabelecer normas na Europa que permitam que um país deixe voluntariamente a zona do euro sem sair da União Europeia.

A resolução afirma que, "se um membro (da zona do euro) for incapaz ou não quiser obedecer permanentemente às normas relacionadas à moeda comum, ele poderá voluntariamente - segundo as normas do Tratado de Lisboa para deixar a União Europeia - deixar a zona do euro sem sair da União Europeia. Ele deverá receber o mesmo status dos países-membros que não têm o euro". As informações são da Dow Jones.

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Desde 2007, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, trabalhou para construir uma nova imagem do poder: a de um "hiperpresidente". Durante quatro anos, o chefe de Estado ofuscou seu primeiro-ministro, François Fillon. Agora, corre o risco de pagar o preço da exposição. Apontada nos mercados financeiros como a provável próxima vítima da crise, depois da Itália, a França tem eleições em abril de 2012, e todas as atenções se voltam para as chances do atual mandatário francês ser a nona cabeça cortada na Europa.

Depois de contagiar a Itália, ameaçando a sobrevivência da zona do euro e a estabilidade da economia mundial, a crise das dívidas soberanas está às portas de Paris. Na sexta-feira, o jornal Le Monde questionava em título: "Depois da Grécia e da Itália, a França?". O temor se reforçou com o suposto "erro" da agência de rating Standard & Poor's, que na quinta-feira publicou em seu site uma nota - depois desmentida - associando o país à palavra downgrade (rebaixamento).

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O incidente confirmou aos mercados financeiros e ao meio político do país o que os investidores já preveem na Europa e nos Estados Unidos: após Washington, Paris deve ser a próxima a ver seus títulos de dívidas soberanas perderem o status de AAA. Para Jacques Attali, economista e ex-conselheiro do presidente socialista François Mitterrand, os sinais são evidentes: "Não nos iludamos. A dívida francesa já não é mais AAA". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Enquanto a Primavera Árabe derruba ou ameaça ditadores no norte da África e no Oriente Médio, um inédito Outono Europeu derruba em sequência líderes políticos. Depois de George Papandreou e Silvio Berlusconi, a próxima vítima da degola é José Luiz Rodríguez Zapatero.

No poder há sete anos, Zapatero e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) enfrentam eleições gerais na Espanha já preparados para o pior: deixar o Palácio Moncloa, sede do poder de Madri, expulsos pela impopularidade causada pela austeridade extrema, a recessão crônica e uma taxa de desemprego digna de guerra, a maior da Europa Ocidental no momento: 21,5%.

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Pesquisas de opinião divulgadas nesta semana anunciam uma ampla vitória do Partido Popular (PP), de centro-direita, e de seu líder, Mariano Rajoy. Segundo as sondagens da semana, Rajoy tem cerca de 46% dos votos e deve somar 195 deputados, de um total 350.

Ao derrubar Zapatero, a crise na Europa fará sua oitava vítima desde novembro de 2008. Antes dele, caíram Geir Haarde, na Islândia; Gordon Brown, no Reino Unido; Brian Cowen, na Irlanda; José Sócrates, em Portugal; Iveta Radicova, na Eslováquia; George Papandreou, na Grécia; e Silvio Berlusconi, na Itália. Todos sofreram pressões simultâneas da opinião pública e dos mercados financeiros por não terem sido capazes de evitar o contágio pela turbulência. Para Philippe Dessertine, professor de economia do Institut de Haute Finance, da França, não adianta culpar as bolsas de valores. "Não são os mercados que ganham influência. O problema é que nós não respondemos a eles." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

O euro atingiu a máxima intradia de US$ 1,3706 em meio à diminuição das preocupações com a questão da dívida da Itália. Além disso, na Grécia, o novo primeiro-ministro, Lucas Papademos, nomeou um novo gabinete, que terá a tarefa de implementar as medidas do pacote de resgate de 130 bilhões de euros oferecido pelo país.

A recuperação do euro veio à medida que "o caos político na Itália e na Grécia deu lugar à esperança de que os dois governos (...) sejam capazes de aprovar as difíceis reformas necessárias para evitar uma escalada da crise de dívida do bloco, que já dura dois anos", comentou Omer Esiner, da Commonwealth Foreign Exchange.

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Às 13h20 (pelo horário de Brasília), o euro subia para US$ 1,3685, de US$ 1,3617 no fim da tarde de ontem. As informações são da Dow Jones.

Trezentos parlamentares gregos decidiam, na noite desta sexta-feira (4), o futuro do primeiro-ministro Georgios Papandreou. O ministro, que dependia de um voto de confiança, recebeu a confirmação de sua permanência no cargo. A votação foi bastante acirrada e o ministro venceu por 153 votos a 144. Para tentar aprovar o plano de resgate da dívida grega com a União Europeia, Papandreou deve criar um governo de coalização.

Na véspera da abertura da reunião de cúpula do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), a Europa deu ontem um ultimato à Grécia. Dois dias depois de o primeiro-ministro do país, George Papandreou, anunciar de forma surpreendente um referendo sobre a adoção do plano de socorro negociado em Bruxelas, líderes europeus impuseram três condições para aceitar a medida: a obtenção de um voto de confiança do Parlamento de Atenas amanhã, a realização da consulta popular no menor prazo possível e a adoção de uma questão direta sobre se a população quer ou não seguir integrando a zona do euro.

O ultimato foi feito na noite de ontem, em Cannes, durante uma reunião pré-cúpula do G-20. Estavam presentes a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e os presideGréntes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, Herman Van Rompuy e José Manuel Durão Barroso, além de Papandreou.

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Em outras palavras, os representantes europeus advertiram Papandreou que ou a Grécia diz "sim" à permanência na zona do euro e adota o plano de socorro aprovado por 17 países, ou diz "não" e abandona a moeda única por livre vontade.

Corte da dívida

O programa de auxílio negociado na madrugada de 27 de outubro prevê um novo programa de financiamento de 145 bilhões de euros e o corte da dívida da Grécia em 50% - equivalente a cerca de 100 bilhões de euros, segundo dados de Bruxelas. O desconto, que teria a anuência do Instituto Internacional de Finanças (IIF), órgão que representa 400 bancos, seguradoras e fundos de investimentos, reduziria a dívida do país de 160% para 120% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Essas medidas foram aprovadas por Papandreou na reunião da semana passada, antes que o premiê mudasse de ideia e decidisse convocar o referendo.

Nos corredores do Palácio dos Festivais, onde o G-20 será realizado a partir de hoje, a reportagem apurou que a reunião entre os líderes europeus e Papandreou tinha como objetivo impor a questão que será avaliada pelos gregos. "A ideia é colocar a Grécia frente às suas responsabilidades", disse um diplomata da França, que pediu para não ser identificado. Nesse caso, uma vitória do "não" no referendo representaria o abandono da moeda única. "Se houver uma saída da zona do euro, é preciso que seja voluntária. A comunidade internacional não deve entender a decisão como uma exclusão." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O euro ampliou as perdas registradas ontem e atingiu mínima na sessão ante o dólar, à medida que os participantes do mercado reagem negativamente à notícia de um referendo surpresa na Grécia sobre o segundo pacote de socorro ao país, poucos dias após os líderes da zona do euro fecharem um acordo para lidar com a crise da dívida da região.

Algumas autoridades gregas acreditam que uma derrota no referendo poderia enviar o país para fora da zona euro. Mais cedo, o euro caiu para uma mínima de US$ 1,3649 e para 0,8565 libra, após os investidores retirarem suas apostas arriscadas.

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As moedas emergentes da Europa foram ainda mais atingidas, com o Zloty polonês entrando no território de intervenção (o euro atingiu a cotação de 4,45 Zlotys. Já o Florim húngaro caiu em torno de 1% em relação à moeda comum.

Sinais sobre uma desaceleração do crescimento econômico na China somaram-se ao cenário negativo. O índice dos Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) oficial da China caiu para 50,4 em outubro, comparado aos 51,2 em setembro, segundo a Federação de Logística e Compra da China (CFLP, na sigla em inglês).

O Banco Central da Austrália também cortou a taxa de juros, provocando queda do dólar australiano. Às 10h20 (pelo horário de Brasília), o euro operava em US$ 1,3686, de US$ 1,3858 de ontem no final do dia em Nova York. O dólar era negociado a 78,20 ienes, de 78,17 ienes. O euro estava em 107 ienes, de 108,34 ienes. A libra operava em US$ 1,5928, de US$ 1,6082. As informações são da Dow Jones.

O euro caiu para uma mínima na sessão ante o dólar, à medida que os temores sobre a dívida da Itália ressurgiram e a intervenção cambial do Japão enfraqueceu o iene. Os yields (retorno ao investidor) dos bônus italianos estão se aproximando dos níveis vistos pela última vez em agosto, aumentando as preocupações, disse o diretor de operações de câmbio para as Américas do Standard Chartered em Nova York, Todd McDonald. "Todo mundo está preocupado com a Itália", acrescentou. O yield dos bônus de dez anos do governo italiano estava em 6,10% mais cedo, acima do yield de 5,97% na última sexta-feira.

A intervenção do Japão para enfraquecer o iene na madrugada de hoje também está pesando sobre o mercado. A intervenção é um indicativo de fuga do risco, ou de fuga para segurança, afirmou um operador de mercado, porque ela adiciona incerteza ao ambiente de negociação. Às 13h55 (pelo horário de Brasília), o euro era negociado a US$ 1,3946, após atingir a mínima intradia de US$ 1,3931, de US$ 1,4141 no fim da sexta-feira em Nova York. A moeda operava em 108,74 ienes, de 107,29 ienes. O dólar estava em 78,03 ienes, de 75,83 na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.

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Greves realizadas nesta terça-feira foram responsáveis pela interrupção de alguns serviços de trem e de metrô em Paris, Bordeaux e Lyon, além das aulas nas escolas francesas. Os grevistas protestam contra as medidas de austeridade do governo do presidente Nicolas Sarkozy. Os protestos, segundo o jornal Le Monde, conseguiram o apoio de cinco centrais sindicais francesas. Mesmo assim, não paralisaram o metrô de Paris, o que era um dos objetivos dos grevistas.

O governo conservador de Sarkozy disse que as medidas de corte orçamentário são essenciais para reduzir a dívida do país e permitir que a França se mantenha como um pilar na conturbada zona do euro.

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Os trabalhadores em greve dizem que os cortes atingem injustamente setores e trabalhadores e que os ricos devem fazer mais contribuições.

As greves desta terça-feira atrapalharam o tráfego em algumas linhas de metrô e trem de Paris. A empresa SNCF, que controla o sistema ferroviário nacional francês, disse que um em cada quatro trens de alta velocidade TGV foi cancelado, mas que os serviços de conexão internacional operam normalmente. Cerca de 200 protestos estão planejados em várias cidades do país nesta terça-feira.

 

A demanda pela moeda norte-americana hoje tomou fôlego no início da segunda etapa dos negócios e fez o dólar disparar e atingir a máxima de R$ 1,8910, às 15h28, mas depois desacelerou um pouco para fechar valendo R$ 1,88, alta de 1,51%. No mês, o ganho acumulado é de 17,94%, a maior variação mensal desde setembro de 2002, quando registrou valorização de 24,92%. A elevação do dólar acompanhou a deterioração das bolsas e do mercado de moedas lá fora.

Cautela com a crise da zona do euro, fim de semana, ajuste de posição e final de trimestre. Essas foram algumas das explicações dadas por profissionais do mercado financeiro para justificar a puxada do dólar no meio da tarde. "Não tem nada novo. A preocupação com a cena externa, principalmente com a zona do euro, ainda é muito forte. A situação da Grécia parece que vai (ser resolvida), mas, no fundo, ainda é uma incógnita. Além disso, temos o fim de semana pela frente e hoje é fim de mês e trimestre, ou seja, tudo impõe cautela", disse uma fonte. Ou seja, o mês de setembro termina, mas as preocupações com o cenário internacional, não. E essas preocupação devem se estender pelo mês de outubro.

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Na mínima, o dólar balcão atingiu R$ 1,849. Na semana, a moeda subiu 2,06%. No ano, tem ganho acumulado de 12,98% e, no trimestre, de 20,43%. Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, a R$ 1,889, com ganho de 2,17%. A mínima foi de R$ 1,85. No mês, o dólar na BM&F fechou com valorização de 18,73% e, no ano, de 13,59%. No trimestre, o ganho acumulado alcança 21,08%.

O mercado segue dividido entre as boas e más notícias externas. Logo cedo, ainda sob os efeitos positivos da aprovação das mudanças para reforço do fundo de socorro europeu pelo parlamento alemão na véspera. Hoje, os investidores comemoraram a aprovação por parte do parlamento da Áustria. Com a Áustria, a maioria dos 17 países que compartilham o euro já aprovou a ampliação do fundo de resgate. Logo depois, os investidores resolveram questionar a eficiência das alterações nesse instrumento e abandonaram os ativos de risco.

O real pode ser a moeda preferida dos investidores internacionais para os lucros de curtíssimo prazo, mas fica atrás das moedas do Peru, Malásia, Hungria e Croácia, além de vários países desenvolvidos, como refúgio seguro para o dinheiro em caso de estourar uma nova crise financeira. É o que mostra um estudo feito por analistas da corretora japonesa Nomura Securities, que elaborou um ranking de moedas mais seguras para os investimentos. Entre 43 países avaliados, o Brasil ficou em 29º lugar, prejudicado, principalmente, pelas medidas de controle de capital adotadas nos últimos anos.

O dólar americano, mesmo depois de os Estados Unidos terem perdido a nota máxima AAA de classificação de risco pela agência Standard & Poor's (S&P), permanece no primeiro lugar como a moeda mais segura para investir, seguida do iene japonês e do euro. O último lugar do ranking ficou com a coroa da Islândia, país símbolo da crise financeira mundial de 2008, que sucumbiu a uma dívida bancária de dez vezes o tamanho da sua economia, resultando numa desvalorização da moeda superior a 80% e adoção de rígido controle cambial.

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Na América Latina, a melhor colocação coube ao peso do Chile, seguido pelo novo sol do Peru e peso do México, enquanto o peso argentino teve a pior avaliação. As moedas latinas, no geral, tiveram avaliação fraca em razão de problemas com inflação, classificação de risco da dívida soberana e critérios de governança, segundo o estudo, divulgado ontem.

"Apesar de ter um balanço de pagamentos ainda sólido, o Brasil perdeu várias posições quando avaliamos a questão da flexibilidade e da conversibilidade do real em razão das medidas adotadas recentemente (de controle cambial) e que amedrontam os investidores, que temem o risco de medidas adicionais no futuro", disse em entrevista à Agência Estado Peter Attard Montalto, um dos analistas que assinam o estudo da Nomura Securities, em Londres. "Moedas consideradas porto seguro devem ser flexíveis, abertas e praticamente com total conversibilidade. Nesse sentido, o Brasil e o real se parecem cada vez menos com esse tipo de moeda considerada como refúgio de investidores."

Uma moeda considerada refúgio último de segurança é aquela que conseguirá manter seu valor a médio prazo, e não uma moeda para a qual migra o investidor apenas em períodos de volatilidade de curto prazo e de aversão ao risco nos mercados financeiros globais, segundo os analistas da Nomura Securities.

Para refletir um horizonte de médio e longo prazo, a classificação da corretora japonesa levou em conta cinco critérios com peso igual na avaliação final: estabilidade macroeconômica e política; solidez do balanço de pagamentos; tamanho e liquidez do mercado financeiro doméstico; flexibilidade e conversibilidade cambial; e resiliência da economia doméstica a choques externos. É, portanto, um julgamento não somente da moeda e do mercado cambial de um determinado país, mas principalmente da economia como um todo. Segundo os autores do estudo, a busca por novos portos seguros apenas começou e deverá ser um tema recorrente à medida que os desafios para as economias da zona do euro e dos Estados Unidos não deverão ter uma solução ao longo do próximo ano.

Se no ranking geral o dólar americano manteve a liderança, graças a critérios como tamanho e liquidez do mercado financeiro dos Estados Unidos, em particular a demanda por títulos do Tesouro norte-americano, a situação muda quando o quesito é de estabilidade macroeconômica e política: os Estados Unidos caem para 9º lugar, enquanto o Brasil desce para a 33ª posição. No fator liquidez do mercado doméstico financeiro, o Brasil sobe para o 8º lugar. No critério resiliência da economia doméstica a choques externos, o Brasil fica em 13º lugar, enquanto o Japão, a Suíça e a China encabeçam a lista.

"Como não colocamos ênfase apenas no tamanho da moeda, alguns países cujas moedas são pequenas (em termos de quantidade em circulação) apresentaram um menor grau de vulnerabilidade macroeconômica ou foram bem em outro fundamento, como a resiliência a choques externos no passado, que serviu de parâmetro para nós, daí a boa colocação de moedas como a do Peru", explicou Montalto. Mas a resiliência da economia peruana a choques externos deve-se na realidade ao fato de que o Peru é uma economia com pequena abertura comercial e baixa correlação ao risco, ressaltaram os analistas da Nomura.

A China, e a sua moeda yuan, tem potencial para subir várias posições no ranking geral - do atual 13º lugar - e ser vista como refúgio seguro de investidores nos próximos anos, se o governo chinês adotar maior flexibilidade cambial. Com uma maior flexibilidade cambial, a China poderá ficar em posição melhor do que as moedas atreladas a commodities, como os dólares do Canadá e da Austrália, e até mesmo do que as coroas suecas e norueguesas, segundo o estudo da Nomura.

O principal fator que está detendo a economia dos Estados Unidos (EUA) é a incerteza criada pela crise de dívida europeia, que impede que os consumidores gastem e que as empresas contratem, afirmou o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) Reserve Alan Greenspan.

"A razão pela qual estamos tão fracos é o nível de incerteza", disse Greenspan em um fórum em Washington. Segundo ele, a crise da zona do euro tem importância porque a economia mundial é extremamente integrada e cerca de 20% das exportações norte-americanas vão para a Europa.

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Greenspan afirmou também que, embora as chances de uma nova recessão nos EUA tenham aumentado, ele não espera que isso aconteça, pelo menos por enquanto. As informações são da Dow Jones.

O dólar subiu hoje e retomou o nível de R$ 1,60. No fechamento dos negócios no mercado interbancário de câmbio, a moeda americana foi cotada a R$ 1,603, alta de 0,25% no dia. No mês, acumula valorização de 3,22% e no ano, queda de 3,67%. O dólar à vista negociado na BM&F fechou a R$ 1,6075, alta de 0,59%. O euro comercial teve leve ganho de 0,09% no dia, cotado a R$ 2,303.

Rumores de que o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, pode não anunciar novos estímulos à economia dos EUA em seu discurso na próxima sexta-feira, no simpósio de Jackson Hole, uma vez que o Fed já sinalizou recentemente que manterá os juros baixos no país até pelo menos 2013, deram suporte ao avanço do dólar, disse o operador Ovídio Pinho Soares, da corretora Interbolsa Brasil. Além disso, a moeda norte-americana no mercado local foi pressionada por um fluxo cambial levemente negativo, demonstrado pelo aumento da taxa do cupom cambial de curto prazo, afirmou um operador de tesouraria de um banco.

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O Banco Central manteve a realização de apenas um leilão de compra de moeda no mercado à vista, em que definiu a taxa de corte em R$ 1,6039.

No mercado externo, a perspectiva de um fim para a guerra civil na Líbia e possível retomada das operações das empresas petrolíferas na região assim como os dados sobre atividade nos EUA melhores do que o esperado, embora ainda fracos, favoreceram uma melhora do ambiente de negócios nesta segunda-feira.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar caiu 1,53% nesta segunda-feira, cotado a R$ 1,677 na venda e a R$ 1,543 na compra. O euro turismo recuou 0,70%, cotado a R$ 2,423 (venda) e R$ 2,23 (compra).

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