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68 anos de carreiras dedicados ao forró e a cultura nordestina. A trajetória do Mestre Camarão foi interrompida em abril, com o falecimento do artista. Apesar de ser um dos difusores da sanfona no Brasil, Camarão não chegou a lançar nenhum DVD. Seu primeiro e último DVD foi gravado em 2013, na Cachaçaria Carvalheira. 

O trabalho intitulado Mestre de um Brejo distante contou com a participação de artistas, como Geraldinho Lins, Josildo Sá e do filho do forrozeiro, Salatiel D’Camarão. Além do show, o DVD ainda traz depoimento de artistas e amigos do mestre, como o saudoso Dominguinhos.

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A homenagem póstuma ao artista será realizada na próxima quinta-feira (28), a partir das 19h, na loja Passa Disco. Durante o lançamento imagens do show serão exibidas no telão. Dentre as canções do novo álbum estão Arrastão, Capital do Agreste, Velha companheira e Estrada da vida.

Serviço

Lançamento do DVD Mestre de um Brejo distante

Quinta (28) | 19h

Loja Passa Disco (Rua do Encanamento, 480 – Parnamirim) 

Gratuito

 

A missa de sétimo dia do músico Dominguinhos acontece na noite desta segunda (29), às 20h, na Capela da Jaqueira, localizada no bairro de mesmo nome, na Zona Norte do Recife, e será realizada pelo padre Joselito.

Dominguinhos morreu na última terça (23), aos 72 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas. O corpo do sanfoneiro foi enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife, no dia 25 de julho. 

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O corpo do músico Dominguinhos chegou à capital pernambucana às 3h desta quinta-feira (25) e desde então está sendo velado no salão principal Assembléia Legislativa de Pernambuco (ALEPE). Muitos fãs, amigos e parentes já estão presentes na cerimônia. O enterro vai acontecer no cemitério Morada da Paz, em Paulista, às 16h.

O filho de Dominguinhos, Mauro Moraes, agradedeu o carinho que o pai recebeu enquanto estava hospitalizado. "A família ficou muito contente pelo apoio do público. Agradecemos ao povo. Desde que ele foi internado a corrente era muito grande pela melhora dele", disse.

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Para o forrozeiro Cezzinha, Dominguinhos merecer ser eternizado. "Quero que o nome dele nunca seja esquecido. Esse descanso foi um alívio para ele", afirmou.

O pedido de Cezzinha deve ser atendido. Pelo menos na sua cidade natal. É o que garantiu o prefeito da cidade, Isaías Régis. "Vamos fazer uma estátua de corpo inteiro dele e vamos propor a mudança do nome da explanada cultural Guadalaraja para explanda Mestre Dominguinhos", prometeu.

Outras personalidades do cenário musical estiveram presentes. A cantora Cristina Amaral falou sobre o legado do artista. "Fica uma lacuna difícil de preencher. Dominguinhos deixa muita coisa bonita, muitas músicas inesquecíveis. Temos que agradecer por ele ter existido", disse. 

Jotinha Gonzaga, sobrinho de Luiz Gonzaga, foi outro que enalteceu o que Dominguinhos deixa para as futuras gerações. "Ele urbanizou a sanfona. Fez o forró melhorar. Fez sua história", disse. O forrozeiro Luiz Ceará afirmou que Dominguinhos lhe deu muita felicidade. "A saudade será eterna. Como músico, é difícil mas talvez apareça alguém como elem mas como pessoa ele é insubstituível", falou.  

Polêmica - Parte da família, entre eles a ex-mulher Guadalupe Mendonça, querem que o enterro de Dominguinhos seja feito no cemitério Morada da Paz. No entanto, seu filho acha que o destino do pai deveria ser a sua cidade natal."Ele tem que ir em paz, mas acredito que sua vontade deveria ser respeitada. Em uma entrevista à uma rádio, ele disse que gostaria de ser enterrado em Garanhuns", afirmou Mauro Moraes.

Com informações de Tarcísio Acioli.

Maciel Melo não é apenas um cantor e compositor que se consagrou no anos 90. Hoje, ele é uma referência da música nordestina, cuja estrutura revolucionou a partir do xote Caboclo sonhador, popularizado por Flávio José e Fagner, e pelo próprio autor. Em passagem por Caruaru, foi uma das atrações desta sexta-feira (14), do palco do Melhor São João do Mundo. Confira a entrevista consedida ao Portal Leia Já:

Leia Já – Com a sua forma de fazer música através das poesias, quem foram as suas grandes influências musicais?

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Maciel – São Luiz Gonzaga, que é uma coisa obvia, Dominguinhos, Gilberto Gil, Chico Buarque, Pretucio Amorim. Eu escuto de tudo, mais principalmente os letristas Chico Buarque, Zé Dantas, Gilberto Teixeira que criavam como Gonzaga, que são os caras que criavam. E para mim Gilberto Gil é o mais complet. Ele canta bem, escreve bem, toca bem.

Leia Já – Sabemos da importância dos músicos Geraldo Azevedo e Carlos Fernando em suas músicas. Qual motivo dessa influência?

Maciel – Eles são de suma importância na criação das minhas letras, das minhas músicas, porque Geraldo Azevedo é um grande melodista, um grande violonista. Tanto ele quanto Carlos Fernando, são até hoje meus parceiros nas músicas que faço.

Leia Já – Dominguinhos é o homenageado do São João em Caruaru, este ano. Qual música fará parte do seu show em homenagem ao cantor e compositor?

Maciel – Dominguinhos sempre está presente nos meus shows, e a música “Tenho Sede” que foi feita por ele e conhecida na voz ede Gilberto Gil, sempre faz parte do meu show.

Leia Já – Você vai lançar um livro no próximo dia 17 de junho. O que seus fãs podem esperar do Maciel escritor?

Maciel – Esse livro vai ser lançado no Paço Alfandega, no Recife, e é um livro biográfico meu, mais diferente dos livros de biografia, ele vem romanceado, cheio de histórias e poesias. Nele falo dos repentistas com muita história e muita coisa legal. O livro de chama “A Poeira e Estrada” feito em três anos de produção. Espero que grade o público com meus causos e contos.

Maciel Melo completa 30 anos de carreira e é o homenageado deste ano no São João do Recife 2013. O cantor lança, na segunda (17), seu livro autobiográfico A poeira e a Estrada no Paço Alfândega, às 19h. Maciel Melo é natural de Iguaraci, no sertão do Pajeú, e no livro conta sua trajétória pessoal.

A poeira e a Estrada surgiu de uma mania que Maciel possui de ficar rabiscando sempre alguma coisa para ocupar os espaços vazios da sua mente. As inspirações foram surgindo de acordo com o desenrolar das histórias, que não abordam apenas a trajetória da pessoa, do artista e do músico Maciel Melo, mas toda a geografia política e cultural de sua gente.

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O livro tem 200 páginas e foi escrito em três anos de muitas noites sem sono. As fotografias que ilustram a obra são assinadas por Aurílio Santroz, Antônio Olavo, Paulo Rocha, Maurício Cordeiro, Murilo Maia, Fernando Azevedo e Marcelo Patriota.

Serviço

Lançamento do livro A Poeira e a Estrada

Paço Alfândega (Rua da Alfândega, 35 - Bairro do Recife)

Segunda (17) | 19h

Gratuito

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