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Uma mulher e um homem foram presos por tráfico de drogas, na madrugada desta quarta-feira (29), em Jardim Piedade, no município de Jaboatão do Guararapes, Grande Recife. Com a dupla foram apreendidas 478 pedras de crack. De acordo com a Polícia Militar (PM), a acusada - que já tem passagem por tráfico - assumiu o comércio ilegal na região após a prisão do marido.

A PM recebeu a denúncia referente à atividade ilícita da mulher, que estava com o outro acusado. À princípio foram apreendidas 58 pedras de crack. Após a ação policial, o homem revelou o local onde estavam mais 420 pedras e um litro de matéria-prima para a produção de loló. Ambos foram encaminhados para a delegacia de Prazeres, onde estão à disposição da Justiça.

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Com informação da assessoria

 

Durante o Carnaval é comum o aumento do uso de algumas drogas e o \"loló\" está entre as mais usadas neste período. O “sucesso”, como é conhecido popularmente, é produzido de forma clandestina - misturando benzina, clorofórmio, éter e substância perfumada. O entorpecente pode ser facilmente encontrado durante a Folia de Momo, por valores que variam de R$ 5 a R$ 10.Ele é um solvente usado como inalante, com diversos efeitos colaterais - que vão depender da quantidade usada pelo usuário. Um dos efeitos mais comum que ele causa é a destruição de células do cérebro e a aceleração da frequência cardíaca, podendo até provocar uma parada cardíaca, como explica o médico cardiologista Tomás Mesquita. Vale ressaltar, ainda, que todas as substâncias utilizadas na preparação da droga são cancerígenas.Para entender melhor os efeitos colaterais da droga, confira a matéria: 

Figura certa em blocos carnavalescos que reúnem multidões e considerado pelas autoridades como \"droga de Carnaval\" devido ao uso constante de usuários nesse período, o loló é uma droga classificada como inalante volátil. De acordo com a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), a comercialização da substância é considerada uma infração, mesmo que durante a folia, e pode levar à prisão do vendedor.“Olha o L, olha o L. É três por dez conto”, dizem os vendedores, em alusão ao preço de três ampolas do produto. Também conhecido como “sucesso”, o loló é vendido e utilizado indiscriminadamente seja nas ladeiras de Olinda ou na aglomeração do Recife Antigo, principais focos da folia pernambucana. Não é difícil encontrar alguém com a droga. Em entrevista ao LeiaJá, um vendedor que preferiu não se identificar contou que já foi abordado pela polícia no Carnaval do Recife Antigo, em 2016, quando vendia o produto.“Eu tinha 20 anos e estava portando um tubo de adoçante cheio de loló. Em um momento, fiquei sozinho no Recife Antigo e os policiais chegaram e nos deram um baculejo. Eu não sabia se podia ser preso ou não. Só queria vender aquilo e curtir o Carnaval. A gente esquece que é um crime. Levei uns tapas, tomaram meu dinheiro, o loló e depois fui liberado”, contou o jovem, que preferiu não se identificar.Em outro caso, que aconteceu em 2015, o vendedor também foi liberado. “Eu tinha 19 anos e fui para Olinda brincar o Carnaval e também vender loló. Eu fui pego com um frasco pela PM e levado ao posto policial. Eles apreenderam a droga, ameaçaram jogar na minha face e bateram em mim. No fim, eu já estava esperando o pior e fui liberado. Acho que por ser uma droga mais leve, não é algo que leva a prisão”, relatou outro comerciante da substância.A reportagem do LeiaJá procurou a Polícia Militar de Pernambuco para esclarecer dúvidas e alertar os foliões sobre o risco de portar a substância, principalmente no Carnaval.Mas, afinal, comercializar loló pode ocasionar a prisão do vendedor?De acordo com o major Luiz Cláudio de Brito, assessor de comunicação da PMPE, quem for pego vendendo a droga é imediatamente levado ao posto policial mais próximo e a substância é apreendida pelos agentes da polícia.  “O loló é considerado um entorpecente e é nocivo à saúde. Mas, não é enquadrado na Lei das Drogas porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária entende que a substância não causa dependência física ou psíquica, visto que o efeito dura em torno de cinco a dez minutos”, explicou.A Lei nº 6.368 do Art. 12 informa que: “Importar ou exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda ou oferecer, fornecer ainda que gratuitamente, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a consumo substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Esse é o caso em que pessoas são enquadradas como traficantes de drogas mais graves, como a cocaína e heroína, por exemplo. Nesse caso a pena é de três a 15 anos de reclusão.Apesar de não se enquadrado na legislação das drogas, o vendedor de loló pode responder pelo crime do Art. 278. “Fabricar, vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar a consumo coisa ou substância nociva à saúde, ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal”, diz a Lei. A pena é de um ano a três anos, além de multa.“Como a Anvisa não enquadrou o loló como uma droga mais grave, a autoridade policial não tem condições de fazer um enquadramento mais severo, mesmo que ele esteja vendendo a droga no meio do povo, indiscriminadamente. A gente faz o nosso trabalho, que é deter os que comercializam e apreender a droga”, ressaltou o major da PM.Os dados estatísticos da Polícia Militar revelam quem em 2015 foram 427 tubos da droga apreendidos. Em 2016, o número caiu para 301. Mas, 2017 bateu o recorde de todos os anos e cresceu 300%. Foram 1.088 tubos da droga apreendidos. “O número saltou bastante na apreensão. Isso é porque o artigo 278 é muito brando e muitas vezes não acontece nada com o comerciante de loló”, apontou o assessor de comunicação da PM.De acordo com ele, após levar o vendedor para o posto policial, ele é encaminhado à delegacia e fica a cargo da Polícia Civil o procedimento jurídico. “Fica ao critério do delegado de como enquadrar o meliante. Apesar da legislação não entender que o vendedor de loló é um traficante, muitas vezes, ele pode ser enquadrado como tal, dependendo da quantidade e da interpretação do delegado que está respondendo pelo caso. Mas, o que vejo é que na maioria das vezes, a Justiça desqualifica o pedido e no máximo o coloca para responder pelo Art 278”, afirmou.E os usuários do loló? O que é feito, caso sejam vistos com o produto por um policial militar?“A orientação que temos é de apreender o material, mas nesses casos quem está usando o produto não vai preso e nem é levado ao posto policial. A gente não pode abarrotar uma delegacia nesse período crítico do Carnaval, em que existem outros problemas mais sérios. Em alguns casos, conduzimos o usuário ao posto pela própria segurança dele por causa do efeito da droga. Caso seja menor, só liberamos com a presença de algum responsável”, informou.

JOÃO PESSOA (PB) - Uma mulher foi presa neste domingo (14), na cidade de Alhandra, localizada na Região Metropolitana de João Pessoa, e demonstrou não ter se importado com a prisão. Ela tentava entrar com droga na Cadeia Pública e pousou para a foto feita pela divulgação da Polícia Militar.

Cicera Veneza da Silva conhecida por “Nessa”, é moradora da cidade de Bayeux, e pretendia levar maconha e loló para o companheiro, que está detido na unidade, mas não teve o nome divulgado. A droga estava na vagina da acusada.

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Logo após ser pega com os entorpecentes, Nessa fez pose para ser fotografada. Ela foi encaminhada para DP da cidade de Conde, onde prestará esclarecimento sobre a proveniência da droga.

Benzina, clorofórmio, éter e essência perfumada. Esta fórmula é responsável por uma das drogas mais utilizadas na época do Carnaval, o "loló". Figura quase como um elemento característico das ladeiras de Olinda e das ruas históricas do Recife Antigo, nos dias de Momo. Usado indiscriminadamente, apesar de ser uma droga ilícita, o “sucesso” – como é conhecido popularmente – pode causar graves problemas à saúde e, até mesmo, parada cardíaca. 

De acordo com a Polícia, o consumo e a comercialização da substância inalante são considerados infrações penais que podem levar à prisão. "Se a polícia, durante uma abordagem, encontrar uma pessoa com loló, a substância será apreendida, assim como as demais drogas que encontrarmos durante a época", afirmou o delegado Renato Rocha, da Delegacia de Repreensão ao Narcotráfico (Denarc). De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco, no Carnaval de 2013, das 8h do sábado às 8h da Quarta-Feira de Cinzas, foram apreendidos 1.178 tubos de loló.

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Comercializada a partir de baixos valores, se comparada a outras substâncias entorpecentes, a droga é habitualmente inalada em roupas ou em latinhas. Pelo efeito ser breve, o consumo em excesso se torna comum entre os usuários e é aí onde há o maior risco. “Já atendi pacientes em parada cardíaca, também um que já chegou morto e não conseguimos reanimar. O problema é que a inalação dessas substâncias causa arritmia, ou seja, um distúrbio no ritmo dos batimentos cardíacos”, afirmou o cardiologista Tomás Mesquita, do Hospital Jayme da Fonte. 

Segundo o médico, mesmo se não chega a causar um infarto, o "loló" tem uma ação predominante no sistema nervoso central, o que pode impulsionar alterações cognitivas como desequilíbrios emocionais, transtorno bipolar e até mesmo depressão. A coordenação motora também fica vulnerável, com a possibilidade de o usuário ter tremores musculares e falta de equilíbrio, danos que podem se tornar irreversíveis. 

“A sensação agradável sentida após a inalação é breve. Pelo prazer que promove, a droga estimula mais consumo, e nessa repetição você vai elevando os níveis das substâncias no sangue”, alertou Mesquita. Todos os componentes da droga são considerados cancerígenos e a orientação médica é evitar o uso em qualquer hipótese. O médico lembra que diferenças na composição da droga, como maior concentração de alguma substância, potencializam os perigos em relação à saúde. 

De acordo com o cardiologista, a maior incidência de consumo é mais no público jovem, porém não há distinção em relação à situação financeira. “Não estamos falando de pessoas de pouco poder aquisitivo, são pessoas economicamente privilegiadas, das classes média e alta”, afirma Mesquita. O valor médio de uma ampola de 5 ml de loló está em torno dos R$ 3,00. 

No início da tarde deste domingo (15), Fernando Antônio Santos de Melo, 19, foi detido, na Praça do Derby, na Região Central do Recife, pela Polícia Militar por porte de droga. Ele participava de uma briga entre torcidas do Santa Cruz e do Sport, marcada pela internet. 

A Polícia foi acionada para conter a confusão e acabou encontrando tubo loló, insumos para fabricação da droga e R$ 16 com o jovem que foi levado para a Delegacia de Santo Amaro, também no Centro da capital pernambucana. Após ser ouvido na delegacia, o rapaz foi liberado.

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Com informações de Nathan Santos

 

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