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O presidente Jair Bolsonaro anunciou, na tarde desta quinta-feira (25), o novo ministro da Educação. Quem assume o cargo deixado por Abraham Weintraub é o professor Carlos Alberto Decotelli da Silva.

“Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha”, informou o presidente, por meio de postagem no Facebook.

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O novo gestor chega ao Ministério da Educação (MEC) para enfrentar uma série de desafios. Entre eles, está a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que só terá uma data definida após votação. A prova foi adiada devido à pandemia do novo coronavírus.

Decotelli também deverá dialogar com as universidades públicas e privadas sobre a possibilidade de retomada das aulas presenciais em 2021; as instituições de ensino seguem com atividades remotas até o próximo ano, diante do crítico cenário da propagação da Covid-19.

Em sua primeira entrevista depois da indicação anunciada pela presidenta Dilma Rousseff para a pasta da Educação, o filósofo Renato Janine falou da sua visão da educação brasileira e da ideia de aproximá-la do mundo da cultura. “Acredito na educação como libertação. Saber não é uma transmissão de conteúdos, não é uma padronização. Penso que um dos pontos importantes é como a gente aproxima isso do mundo da cultura”, disse em entrevista ao jornalista Alberto Dines, no programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, que foi ao ar nessa terça-feira (31).

“O mundo da educação é muito mais regulado, porque há cursos, currículos, nota, diploma. Estou fazendo uma esquematização muito simples. O mundo da cultura, você pode ver [o filme] Lincoln, do [diretor Steven] Spielberg, é uma aula sobre escravagismo e abolição. Aula mesmo seria diferente”, acrescentou Janine, lembrando que o aprender tem se tornado mais uma obrigação e menos um prazer.

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Professor titular de ética e filosofia política da Universidade de São Paulo (USP), o ministro disse estar empolgado com sua nova missão e confessou que, para ele, foi uma “enorme surpresa” a indicação da presidenta para que ele assumisse a pasta. “Estou empolgado. Foi uma surpresa. Realmente eu não esperava. Houve algumas postagens no Facebook em favor do meu nome, mas também em favor de outros nomes.”

O novo ministro também fez reflexões sobre a democracia brasileira e as recentes manifestações de rua. Considerando que a democracia depende de instituições, mobilização política e cultura política, o professor avaliou que o país ainda enfrenta problemas no terceiro quesito. “O problema é a cultura política. Política quer dizer que não existe um lado totalmente certo e outro totalmente errado. Você tem preferências. Tem de ter pelo menos dois grupos divergentes, apresentando propostas diferentes. Mas ambos dignos, ambos legítimos”, destacou.

“A tendência para escassez de cultura política é achar que a origem de todos os males está sempre na corrupção. E sempre o corrupto é o partido que nós não gostamos. É o outro. Quando vejo esse tipo de discurso, a recusa de diálogo, me parece coisa infantil”, explicou.

Sobre como analisaria o reaparecimento de movimentos fascistas, Janine informou que vê na atualidade muita liberdade, mas também insegurança. E que, ao contrário de décadas atrás, as pessoas não vivem mais dentro de um pacote de identidade, que antes trazia garantias.

“No passado, cada um de nós vivia em um pacote identitário. A gente nasceu na classe média. Tinha umas três ou quatro carreiras universitárias para fazer. Iríamos escolher uma, casar no rito religioso. Tudo está pronto e você não sai dele”, observou.

“De repente, nada mais é obrigatório. Você pode dar vazão ao que você é e ao que você quer. Ficamos em situação mais instável, mas com maior liberdade, com maior possibilidade de realização pessoal, mas, estranhamente, com maior possibilidade de frustração. Acho que esse horizonte assusta muito”.

O futuro ministro acrescentou que, após receber a indicação para assumir a pasta, recebeu muitas mensagens. Um pequeno número delas cobrando disciplina na sala de aula e até a expulsão de alunos em determinadas situações.

“Olho e penso que eles estão falando de condutas horríveis, que não podem ser toleradas. Concordo. Mas a demanda principal é saber se se colocar ordem na bagunça vai resolver. Isto não existe. Este não é um projeto pedagógico, não é um projeto de país.” “No Brasil, há uma certa ideia muito antiga de que, com um homem providencial, autoritário, mal-humorado, despótico, tudo vai funcionar”, concluiu.

Pernambuco é o primeiro estado que receberá a visita do novo ministro da Educação, Cid Gomes. O ato será realizado nesta sexta-feira (9) e conta com uma agenda que vai mostrar atividades educacionais de cunho público realizadas em terras pernambucanas. 

Às 10h, Gomes participará, juntamente com o secretário de Educação do Estado, Fred Amâncio, da assinatura de ordem de serviço de uma escola de referência em tempo integral, no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), no bairro do Cordeiro, no Recife. Já às 11h30, no Palácio do Campo das Princesas, área central da cidade, o governador Paulo Câmara encontrará o novo ministro para uma reunião, em que nesse encontro, serão apresentadas as estratégias de ensino utilizadas nas escolas estaduais pernambucanas.

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Na UFPE, Cid Gomes encontrará, às 14h20, o reitor Anísio Brasileiro. O novo ministro vai conhecer as obras em andamento da Federal, como os prédios para o curso de medicina e do Departamento de Engenharia de Produção. Em seguida, Gomes vai ao Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), localizado na Cidade Universitária, mesmo do Campus Recife da UFPE.

No final da tarde, Cid Gomes faz viagem à Fortaleza. Na capital cearense, o ministro também conhecerá experiências educacionais.

O novo ministro da Educação, Cid Gomes, agendou uma visita a Pernambuco para a próxima sexta-feira (9). Gomes se encontrará com o governador Paulo Câmara e o novo gestor pernambucano vai mostrar a experiência local das escolas em tempo integral.

Segundo informações do Governo de Pernambuco, o acerto da visita ocorreu nesta terça-feira (6), após uma reunião de Cid Gomes com todos os secretários estaduais de Educação. Esse encontro discutiu a definição do piso nacional dos professores, além das novas diretrizes do Governo Federal para o ensino médio.

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“O ministro disse que pretendia conhecer as experiências dos estados e que começaria por aqueles com boas práticas, experiências bem sucedidas e que possam servir de modelo”, afirmou o secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, conforme informações da assessoria de imprensa. Caso a visita seja confirmada, esta será a primeira do ministro a um estado. O horário do encontro da visita ainda não foi divulgado.

 

 

 

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