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Autoridades italianas querem saber se no Brasil existem estabelecimentos prisionais que respeitam direitos humanos para abrigar o ex-diretor do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato, condenado por envolvimento com o esquema do mensalão. A informação foi divulgada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Ele encaminhou ofícios ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pedindo a indicação de presídios onde Pizzolato poderá cumprir a pena se for extraditado pela Itália.

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Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão, Pizzolato fugiu no ano passado para a Itália. Detentor de dupla cidadania (brasileira e italiana), o ex-diretor do BB está preso em Modena desde fevereiro. As autoridades italianas terão de decidir pedido do governo brasileiro para que Pizzolato seja extraditado e cumpra a pena no Brasil.

Conforme Janot, os ofícios atendem a uma manifestação de autoridades italianas que querem esclarecer se existe "unidade carcerária em que sejam respeitados os direitos fundamentais da pessoa humana". Segundo ele, essa informação é imprescindível para a instrução do processo extradicional.

"Por meio de mensagem eletrônica enviada em 11.04.2014, a Interpol antecipou solicitação do ministro da Justiça italiano para que o Estado brasileiro assegure formalmente que, caso Henrique Pizzolato seja extraditado para o Brasil, o sentenciado cumprirá pena em um estabelecimento prisional onde sejam assegurados todos os seus direitos fundamentais", afirmou Janot no ofício enviado a Joaquim Barbosa.

O procurador pediu ao ministro da Justiça que aponte estabelecimentos prisionais localizados no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e no Distrito Federal em que são observados "os direitos fundamentais da pessoa humana". A extradição de Pizzolato para o Brasil é uma dúvida. Isso porque, pelo tratado de extradição firmado entre os dois países, a Itália poderá se recusar a extraditar um nacional. Num caso semelhante, as autoridades italianas rejeitaram a extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Ele somente foi extraditado para o Brasil após ter viajado para Mônaco.

O Brasil entregou ontem (3) ao governo da Itália o pedido de extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, condenado no julgamento do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato (desvio de recursos públicos). A expectativa é de que uma decisão das autoridades italianas sobre o caso seja tomada apenas em 2015.

Pizzolato está preso desde 5 de fevereiro na Itália, país do qual também tem cidadania e no qual estava foragido desde sua condenação. Ele havia deixado o Brasil antes de ter a ordem de prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal. Para a fuga, o ex-diretor do BB usou documentos em nome de um irmão que está morto há mais de 35 anos.

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A solicitação oficial da diplomacia brasileira ao Ministério das Relações Exteriores da Itália foi feita após semanas de preparação de documentos e tradução de parte do processo no qual Pizzolato foi condenado. Diplomatas em Brasília envolvidos no caso indicaram que não houve necessidade de traduzir as milhares de páginas do processo do mensalão para a língua italiana, o que levaria meses.

Há uma semana, procuradores brasileiros estiveram em Roma e em Bolonha justamente para entender o que de fato a Justiça italiana aguardava. Com base nisso, prepararam e enviaram um dossiê mais enxuto. A entrega dos documentos foi feita ontem pela Embaixada do Brasil em Roma.

Tramitação

O processo será longo. A chancelaria italiana terá agora de repassar a documentação para o Ministério da Justiça da Itália, que, por sua vez, acionará os tribunais.

Uma primeira decisão poderia já ser anunciada no segundo semestre de 2014 pelo Tribunal de Bolonha, corte que ficou responsável pelo julgamento do caso. Mas, seja qual for a decisão, muito provavelmente haverá recurso por uma das partes.

Caso isso se confirme, o processo seguiria para a Corte de Apelação de Roma, onde poderia se arrastar por mais vários meses. Ao final do processo judicial, será o ministro da Justiça da Itália que tomará uma decisão definitiva, o que envolverá considerações políticas.

Não há limite de prazo para que as autoridades italianas tomem uma decisão sobre a extradição ou não de Pizzolato e advogados e diplomatas consultados pelo Estado em Roma avaliam que não se pode esperar uma conclusão do caso em menos de um ano.

Entraves

O tratado de extradição Brasil-Itália desobriga as partes de extraditar seus cidadãos. Mesmo que haja sérias restrições para a extradição de um italiano, o escritório da Interpol na Itália desde o início acreditou que haveria uma brecha legal para permitir a devolução do condenado ao Brasil.

Pizzolato está preso em Módena. Houve duas tentativas de seus advogados para que ele fosse autorizado a aguardar o processo de extradição em liberdade, mas a Justiça italiana rejeitou os pedidos. A prisão do foragido ocorreu na cidade de Maranello, após operação conjunta das polícias brasileira e italiana. Ele era procurado desde novembro de 2013.

O ex-diretor do BB decidiu deixar o País em direção à Itália em setembro, quando o Supremo Tribunal Federal rejeitou seus primeiros embargos de declaração - recurso que questiona a clareza das decisões - à sentença que o condenara à prisão.

Em novembro, o advogado de Pizzolato divulgou uma carta em que o ex-diretor do BB declarava estar na Itália em busca de um novo julgamento. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

O governo brasileiro enviou nesta quarta-feira, 26, à Itália o pedido de extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil condenado no processo do mensalão. Ele está preso no país europeu há 20 dias.

O documento servirá de base para abrir o processo de extradição na Justiça italiana. Não há prazo para a decisão de Roma sobre o pedido. O Brasil justifica o pedido com a decisão transitada em julgado no STF.

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O Ministério da Justiça italiano deve propor uma ação judicial local por portar documentos falsos. A Embaixada brasileira acompanhará a ação.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou nesta segunda-feira, 24, ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pedido para extraditar o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato a fim de que ele cumpra no País a pena imposta no processo do mensalão. Considerado foragido da Justiça brasileira desde novembro passado, quando foram determinadas as primeiras prisões da ação, Pizzolato foi preso no último dia 5 em Modena, na Itália, portando documentos falsos de um irmão morto em 1978.

No pedido, o chefe do Ministério Público Federal defende a manutenção da prisão preventiva do ex-diretor do BB determinada pela Justiça italiana e a retenção de equipamentos eletrônicos e recursos em moeda estrangeira que foram apreendidos com ele para futura entrega às autoridades brasileiras. Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Na manifestação endereçada ao Departamento de Estrangeiros do Ministério, Rodrigo Janot argumenta que há condições jurídicas para que o ex-diretor do BB volte ao País para cumprir pena pelo fato de ele ter dupla nacionalidade. Ele ponderou que a Itália pode se recusar a atender ao pedido das autoridades brasileiras, conforme tratado bilateral de 1989. O argumento seria o de que falta "reciprocidade" no pedido, uma vez que o Brasil não extradita, conforme sua Constituição, brasileiros natos.

"Mesmo assim, a Procuradoria-Geral da República entende juridicamente viável a apresentação do requerimento de extradição à República Italiana, uma vez que, além da base legal, há o notável fato de que a extradição desse cidadão ítalo-brasileiro far-se-ia para o Brasil, País do qual ele também é nacional, e não para uma nação estrangeira em relação a ele (extraditando)", afirma Janot, no pedido de sete páginas.

O procurador-geral incluiu no ofício em que pede a extradição de Pizzolato 10 documentos, com as respectivas traduções do português para o italiano, para instruir o processo. Entre eles, mandados de prisão e a carta de sentença do ex-diretor do BB e a decisão do Supremo que, no dia 7 de fevereiro, reconheceu que a preparação do pedido de extradição cabe à Procuradoria Geral da República.

O Ministério Público defende também a remessa para o Brasil dos três computadores, um tablet e de 12,4 mil euros e US$ 2 mil dólares apreendidos com ele quando da prisão preventiva. Se não for possível o acesso aos equipamentos eletrônicos, pelo menos que as autoridades brasileiras tenham acesso integral às informações para realizar perícia, diz o pedido.

Henrique Pizzolato vai ter de aguardar o processo de extradição numa prisão. Nesta segunda-feira, 24, a Corte de Bolonha rejeitou pela segunda vez um pedido dos advogados do brasileiro para que ele aguardasse a decisão se voltará ao Brasil em liberdade condicional ou mesmo prisão domiciliar.

Ex-diretor de marketing do BB aguardará pedido de extradição na cadeia

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Pizzolato foi o único entre os condenados no caso do mensalão a fugir para o exterior. Depois de quatro meses foragido, foi encontrado em Maranello, no norte da Itália, e levado para uma prisão de Modena.

Dias após sua prisão, seus advogados fizeram a solicitação para que ele aguardasse uma decisão sobre a extradição em liberdade. O pedido foi negado, alegando em haveria "perigo de fuga". Um dos agravantes no caso é o fato de que Pizzolato usou documentos falsos de um irmão morto há mais de 30 anos para entrar na Itália. Mas um dos pontos do processo era de que a prisão domiciliar não era possível por conta da falta de bracelete eletrônico na região.

Os advogados acabaram apresentando na quarta-feira passada, dia 19, um novo recurso, insistindo que Pizzolato não teria qualquer interesse em fugir da Itália. A audiência acabou sem uma decisão e, hoje, o anúncio da Corte foi de que o apelo foi rejeitado uma vez mais e que Pizzolato terá mesmo de aguardar o processo na prisão de Modena. A tramitação do processo de extradição pode levar pelo menos seis meses.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhará na segunda-feira, 24, ao Ministério da Justiça o pedido de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato. Cidadão italiano e brasileiro e condenado por envolvimento com o esquema do mensalão, Pizzolato fugiu para a Itália no ano passado. Mas ele foi preso no início de fevereiro na cidade Maranello.

De acordo com informações divulgadas pela Procuradoria Geral da República, nesta sexta-feira, 21, foi encerrado o trabalho de tradução de toda a documentação relativa ao pedido de extradição. Durante este final de semana, procuradores farão uma revisão do material para, em seguida, enviá-lo ao Ministério da Justiça.

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Conforme o Manual de Extradição do ministério, os documentos deverão ser analisados pelo Departamento de Estrangeiros, da Secretaria Nacional de Justiça. Se estiver tudo certo, o caso será remetido ao Itamaraty, que formalizará o pedido de extradição para as autoridades italianas.

É dúvida se a Itália extraditará Pizzolato para o Brasil. O tratado firmado entre os dois países estabelece que a Itália poderá se recusar a extraditar um nacional. "Quando a pessoa reclamada, no momento do recebimento do pedido, for nacional do Estado requerido, este não será obrigado a entregá-la".

Há precedentes. No ano 2000, a Itália rejeitou um pedido do Brasil para extraditar o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que também tem cidadania italiana. Ele somente veio para o Brasil para cumprir pena porque viajou para Mônaco e foi preso.

A pedido do Ministério da Justiça da Itália, a Corte de Apelação de Bolonha decidiu manter preso o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do mensalão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Pizzolato fugiu para o país europeu em setembro do ano passado tentando escapar do cumprimento da pena. Ele alega ser inocente.

O tribunal renovou automaticamente a reclusão do ex-diretor do BB, que está no presídio de Sant’Anna, em Módena, onde poderá ficar pelo menos até 17 de março, quando acaba o prazo de 40 dias para que o Brasil peça a extradição dele, segundo tratado com a Itália. O procurador Eduardo Pelella, chefe de gabinete do procurador-geral da República do Brasil, Rodrigo Janot, reconheceu que será difícil conseguir que o governo local extradite um de seus nacionais - Pizzolato possui cidadania italiana.

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Pelella ressaltou que a manifestação do ministério pode indicar que os italianos não descartam extraditar Pizzolato. O ex-diretor foi preso na Itália em cumprimento a um pedido do governo brasileiro, via Interpol, e não por ter sido flagrado com documentos falsos, crime de baixa gravidade.

"O fato de haver um pedido de manutenção da prisão é importante", disse Pelella, que ontem se encontrou com o chefe da Procuradoria da República em Módena, Vito Zincani. "Convenhamos: se não há possibilidade de extradição, a prisão não é relevante".

No início do mês, o Tribunal de Bolonha já havia negado o pedido de Pizzolato para acompanhar seu processo de extradição em liberdade. As autoridades rejeitaram tanto a liberdade condicional, por risco de fuga, quanto a prisão domiciliar - neste caso, por falta de bracelete eletrônico para o monitoramento do preso.

O tribunal só se pronunciará agora mediante pedido da defesa de relaxamento de prisão ou prisão domiciliar.

Foragido desde novembro do ano passado, quando sua prisão foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal, Pizzolato foi preso no dia 5 de fevereiro na cidade de Maranello, no norte da Itália. Ele estava na casa de um sobrinho.

Extradição

O próximo passo do processo se dará a partir da chegada do pedido de extradição do Brasil, que deve ficar pronto esta semana. A decisão sobre a "devolução" do prisioneiro será da Corte de Apelação, com possibilidade de recurso à Corte de Cassação em Roma. Por fim, cabe ao Ministério da Justiça cumprir ou não a decisão do Judiciário.

Pelella e o chefe do setor de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República, Vladimir Aras, chegaram à Itália na semana passada. Estiveram no Ministério do Interior e, nesta segunda-feira, 17, conversaram com procuradores italianos em Bolonha. Estavam preocupados com a possibilidade de relaxamento da prisão. Segundo o Código Penal italiano, a manifestação do Ministério da Justiça deveria ocorrer no máximo dez dias após a prisão. Segundo Aras, é indiferente para o Brasil se Pizzolato ficará em uma penitenciária comum ou se ganhará prisão domiciliar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A pedido do Ministério da Justiça da Itália, a Corte de Apelação de Bolonha decidiu manter na prisão o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, ítalo-brasileiro condenado a 12 anos e sete meses de cadeia no processo do mensalão e que fugiu para território italiano em setembro de 2013 tentando escapar ao cumprimento da pena.

O tribunal renovou automaticamente a reclusão do ex-dirigente do BB, que está no presídio de Sant'Anna, em Módena, onde poderá ficar pelo menos até 17 de março, quando acaba o prazo de 40 dias para que o Brasil peça a extradição, segundo tratado com a República Italiana. O procurador Eduardo Pelella, chefe de gabinete do procurador-geral da República do Brasil, Rodrigo Janot, reconheceu que será difícil conseguir que o governo local extradite um de seus nacionais. Ressaltou, porém, que a manifestação do ministério pode indicar que os italianos não descartam extraditar Pizzolato, preso devido ao pedido brasileiro de detenção, via Interpol, e não por ter sido flagrado com documentos falsos, crime de baixa gravidade.

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"O fato de haver um pedido de manutenção da prisão é importante", disse Pelella, que ontem se encontrou com o chefe da Procuradoria da República em Módena, Vito Zincani. "Convenhamos: se não há possibilidade de extradição, a prisão não é relevante". O procurador brasileiro explicou que, depois que o ex-diretor do BB foi capturado pela Polícia italiana, a Justiça "convalidou" a detenção de Pizzolato a pedido do Brasil. Apenas reconheceu que, além do processo brasileiro, o ex-diretor, ao ser preso, tinha documentos falsos, mas cujo porte não seria suficiente para que fosse mantido preso, por terem penas baixas, que possibilitam a sua suspensão condicional.

Diferentemente do divulgado inicialmente, não haverá necessidade de audiência para examinar o pedido do ministério. O tribunal só se pronunciará agora mediante pedido da defesa de relaxamento de prisão ou prisão domiciliar. O próximo movimento do processo se dará a partir da chegada do pedido de extradição do Brasil, que deve ficar pronto ainda esta semana, segundo Pelella. A decisão sobre a "devolução" do prisioneiro ao Brasil será da Corte de Apelação, com possibilidade de recurso à Corte de Cassação em Roma. O fim, porém, será político: é do Ministério da Justiça o poder para cumprir ou não a decisão do Judiciário.

"Não temos como garantir se o resultado vai ser positivo ou não, se haverá extradição ou não, é muito preliminar", explicou Pelella. "Aqui o processo de extradição corre em duas fases. Primeiro, tem a fase judiciária, tem um tipo de procedimento, depois tem uma fase mais política, tem um segundo tipo de procedimento, que talvez tenha pouca relação com a atividade do Ministério Público."

Pelella e o chefe do setor de Cooperação Internacional da PGF, Vladimir Aras, chegaram à Itália na semana passada. Estiveram no Ministério do Interior e, na segunda-feira, conversaram com procuradores italianos em Bolonha. Eles estavam preocupados com a possibilidade de relaxamento da prisão e com a eventual manifestação do ministério, que segundo o Código de Processo Penal italiano deveria ocorrer no máximo dez dias após a prisão, ocorrida em 5 de fevereiro em Pozza di Maranello, a 12 quilômetros de Módena.

O chefe de gabinete do PGR explicou que é indiferente para o Brasil se Pizzolato ficará em uma penitenciária comum ou se ganhará prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, possibilidade aberta pela lei italiana.

"Quando um país diz ao Brasil 'preciso de um nacional meu que está aí', o Brasil tem de dar a esse país garantia de que devolverá esse sujeito", explicou. "Quando isso acontece, o país bota o sujeito que está em seus domínios em custódia cautelar e diz: 'o processo corre, e garanto que entrego, porque está preso'. Se ele sai da cadeia, e o país dá as garantias que vai entregar, não faz tanta diferença."

Pizzolato foi condenado pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Ele alega ser inocente.

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar como o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato financiou sua fuga para a Itália. Condenado no processo do mensalão a pena de 12 anos e 7 meses de detenção em regime fechado, o petista deixou o País em setembro, dois meses antes de ter a prisão decretada. Acabou capturado em 5 de fevereiro. O Brasil tenta sua extradição.

A investigação será comandada pela PF do Rio, cidade onde Pizzolato vivia antes de fugir. Há suspeitas de que o ex-diretor do Banco do Brasil condenado no mensalão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato tenha movimentado altos valores de uma conta na Suíça. A polícia italiana também descobriu contas abertas na Espanha com o nome de Celso Pizzolato, irmão morto de quem Henrique assumiu a identidade após a fuga. A nova investigação tentará descobrir a origem do dinheiro usado por Pizzolato e as transferências monetárias feitas pelo condenado do mensalão.

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Na captura, na cidade de Maranello, no norte da Itália, a polícia italiana apreendeu com Pizzolato 15 mil e US$ 2 mil. Vizinhos disseram que ele comprava tudo em dinheiro. Pizzolato recebe aposentadoria de cerca de R$ 25 mil da Previ, fundo de pensão dos servidores do Banco do Brasil. Após ser preso em fevereiro, ele passou a ser defendido pelo advogado Lorenzo Bergami, designado pelas autoridades italianas. Ou seja, Bergami é uma espécie de defensor público.

O trabalho da PF é feito em parceria com o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça. Os pedidos de bloqueio de contas no exterior são feitos mediante requisição à Secretaria Nacional de Justiça, à qual o DRCI é subordinado. O secretário de Justiça, Paulo Abrão, disse que não comentaria sobre o assunto porque o processo tramita em segredo de Justiça. Em entrevista coletiva na ocasião da prisão de Pizzolato, a PF chegou a informar que não tinha conhecimento de dinheiro de Pizzolato no exterior.

Paralelamente à investigação sobre o financiamento da fuga de Pizzolato - a suspeita maior é de que ele tenha cometido o crime de lavagem de dinheiro -, a PF também investiga o ex-diretor do BB em Santa Catarina, pelo crime de falsidade ideológica por causa do uso de documentos falsos. Pizzolato começou a planejar sua fuga ainda em 2007, quando obteve os primeiros documentos em nome do irmão Celso, morto num acidente de carro em 1978. Pizzolato tirou passaporte, RG, título de eleitor e até declarou imposto de renda usando os documentos em nome do morto.

No caso do mensalão, Pizzolato foi condenado por receber R$ 326 mil de propina para favorecer uma das empresas de Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão, em contratos com o Banco do Brasil. Como ex-diretor do banco, Pizzolato participou, segundo o Supremo Tribunal Federal, do desvio de aproximadamente R$ 73 milhões do Fundo Visanet para alimentar o esquema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os procuradores da República Eduardo Pelella e Vladimir Aras da Procuradoria Geral da República (PGR), esperam concluir ainda nesta segunda-feira, 17, a tradução de documentos necessários para o pedido de extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que já está pronto e deve ser apresentado pelo governo do Brasil à Itália nesta semana.

Pelella e Aras estiveram na Corte de Apelação de Bolonha nesta segunda para obter informações sobre o processo de extradição. Os procuradores brasileiros estiveram com os colegas italianos Miranda Bambace e Antonio Canti e estimam que enviarão à Justiça italiana cerca de 220 páginas traduzidas da ação penal 470, que julgou o mensalão. Eles explicaram que apenas a parte referente a Pizzolato interessa à Justiça na Itália.

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A decisão judicial sobre a extradição de Pizzolato será tomada pela Corte de Bolonha, com possibilidade de recurso à Corte de Cassação em Roma. A decisão final sobre a extradição, porém, é política e cabe ao Ministério da Justiça italiano. O ex-diretor do Banco do Brasil está encarcerado na prisão de Sant´Anna, em Módena, desde o início de fevereiro.

Preparado sob responsabilidade do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o pedido de extradição foi comunicado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e está no Ministério da Justiça.

O pedido aguarda a conclusão das traduções para o italiano para ser enviado, por meio do Itamaraty, ao governo da Itália. O Brasil tem o prazo de 40 dias, a contar do dia da prisão de Pizzolato para pedir sua extradição. Pizzolato fugiu do Brasil em setembro de 2013. Ele foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Os procuradores da República Vladimir Aras e Eduardo Pellela vão nesta segunda-feira, 17, à Corte de Apelação de Bolonha, na Itália, saber detalhes do processo italiano do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão na ação penal do mensalão e preso na Penitenciária de Sant'Anna, em Módena, na Itália.

Em território italiano desde a semana passada, os dois procuradores - respectivamente chefes de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de gabinete do procurador-geral, Rodrigo Janot - estiveram na sexta-feira, 14, na Embaixada do Brasil em Roma. Lá, conversaram com o adido da Polícia Federal (PF) Disney Rossetti sobre as investigações. Nesta terça-feira, 18, estarão em Módena para obter informações sobre as investigações da polícia local.

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Pizzolato foi preso no dia 5 numa operação da polícia italiana, acompanhada pela PF brasileira e com informações de autoridades de segurança da Espanha. Estava em Pozza di Maranello, perto de Módena, e portava documentos em nome de Celso Pizzolato, um irmão que morreu em 1978. Na semana passada, foi indiciado pela polícia de La Spezia, onde alugara uma casa, pelos crimes de falsidade ideológica, falso-testemunho e substituição de pessoa.

Com o nome do irmão morto, o ex-dirigente do BB movimentava contas bancárias em território espanhol e se apresentava na Itália. Ao ser preso, tinha € 15 mil em dinheiro, computadores e registros de transações financeiras. Autoridades brasileiras especulam que os equipamentos de informática poderiam conter novas informações sobre o mensalão.

Informações colhidas pelos procuradores poderão ser usadas no pedido de extradição em preparação pela PGR e que será encaminhado ao Ministério da Justiça. De lá, o documento seguirá para o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que o enviará à Itália. A extradição, porém, é pouco provável: Pizzolato tem dupla nacionalidade, brasileira e italiana, e os dois países não se obrigam por tratado a extraditar os nacionais.

Mulher do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, Andrea Haas afirmou ontem que vai entregar à Justiça italiana documentos que, segundo ela, comprovam a inocência do marido no caso do mensalão. Pizzolato está preso no norte do país europeu aguardando o processo de extradição. Ele foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no Brasil. Fugiu para a Itália antes de ser preso e acabou capturado na semana passada.

Segundo Andrea, a papelada está sendo traduzida para o italiano, como forma de enfrentar o pedido de extradição. O objetivo da defesa é demonstrar que Pizzolato sofre "perseguição política" no Brasil, onde não teria tido um julgamento justo no Supremo. Para os ministros da Corte, Pizzolato comandou um esquema de desvio de dinheiro do Fundo Visanet, criado pelo BB e por outros bancos privados para divulgar a bandeira Visa.

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Andrea diz ter estudado o processo por mais de um ano e diz que não houve dinheiro público envolvido, pois o fundo Visanet era privado. "Isso quer dizer que o Ministério Público se imiscuiu diante de uma empresa privada, diz que houve crime. Isso, legalmente, não poderia ser feito. Se houve crime em empresa privada, ela é que teria de fazer a queixa. Mas nunca a Visanet relatou qualquer problema." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Oficiais da polícia da Itália acreditam que os equipamentos eletrônicos apreendidos quando da prisão do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, em Maranello, na Itália, podem conter informações inéditas sobre o caso mensalão. A revelação foi feita por uma fonte da Interpol envolvida na investigação.

"Temos provas sólidas sobre a falsificação de documentos, mas suspeitamos que haja informações sobre dinheiro e bens de Pizzolato na Europa, dentro do caso pelo qual ele foi acusado no Brasil", disse o policial, explicando por que precisa da colaboração da polícia brasileira. "O governo e a polícia italiana não conseguem examinar todas as informações por não compreenderem os meandros do caso brasileiro", explicou, referindo-se ao mensalão.

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Nesta segunda-feira (10), o diretor da Divisão de Cooperação Internacional da polícia italiana, Francesco Fallica, se reuniu por mais de três horas com o adido da Polícia Federal do Brasil em Roma, Disney Rosseti. Em nome do governo brasileiro, Rosseti solicitou acesso ao computador pessoal e a um tablet apreedidos com Pizzolato na cidade de Maranello. Para tanto, porém, o Ministério da Justiça do Brasil precisa fazer uma requisição formal à Justiça italiana, uma burocracia que pode levar de 24 horas a 48 horas. Conforme Rosseti, "há muito o que ser feito no caso".

Além disso, o governo brasileiro já comunicou informalmente as autoridades italianas que pedirá a extradição de Pizzolato. Estima-se que o prazo para uma resposta definitiva da Justiça e, a seguir, no Ministério da Justiça da Itália seja de 45 a 50 dias. O governo brasileiro tem 40 dias - a contar da prisão - para apresentar um pedido formal de extradição.

Enquanto produzia documentos falsos para assumir a identidade do irmão morto, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato registrou em cartório orientação para que sua morte, quando ocorrer, seja mantida em sigilo. No documento, de 24 de abril de 2009, Pizzolato informa não querer "velório, homenagem, celebração nem missa de sétimo dia". Pede, ainda, que seu corpo "seja cremado o mais rápido possível e que suas cinzas sejam jogadas no mar."

Pizzolato justifica no testamento que "não deseja que pessoas fiquem tristes e enlutadas" com sua morte. Com esse procedimento, o atestado de óbito seria a única comprovação de uma suposta morte de Pizzolato. A existência do testamento, registrado em cartório no Rio de Janeiro, foi revelada na edição de sexta-feira do jornal Correio Braziliense.

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Pizzolato fugiu do Brasil no dia 11 de setembro de 2013 rumo à cidade de Maranello, na Itália, cerca de dois meses antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) decretar sua prisão pela condenação no processo do mensalão. Uma ação conjunta das polícias brasileira, italiana, espanhola e argentina revelou que ele viajou usando a identidade de Celso Pizzolato, seu irmão morto há quase três décadas.

O ex-executivo deu todos os passos que lhe possibilitariam assumir a identidade do irmão. Reativou RG, CPF, passaporte, declaração de imposto de renda e título de eleitor. Pizzolato, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chegou a votar em nome do irmão morto nas eleições municipais de 2008.

Ao fazer o testamento, Pizzolato atestou que se encontrava "em seu perfeito juízo e no uso pleno de suas faculdades mentais e inteligência". Informou que vive há 29 anos com Andréa Eunice Haas (a união não foi oficializada) e que deixa para a mulher em caso de morte um apartamento no Rio de Janeiro, sua aposentadoria do fundo de pensão dos servidorores do Banco do Brasil e, em caso de falecimento do seu pai, a totalidade de seus bens não listados no testamento.

As testemunhas do testamento são um casal que tem ajudado Pizzolato a apresentar sua defesa, mesmo após a fuga. Alexandre Cesar Costa Teixeira e Marta Alfonço Teixeira não foram localizados pelo Grupo Estado.

Investigação

A Polícia Federal informou que vai investigar se houve anuência de seus servidores na emissão de um passaporte brasileiro em nome de um morto, Celso Pizzolato, apenas se forem encontrados indícios de envolvimento dos agentes. A investigação, conforme a PF, tem como foco o uso de documentos falsos por Pizzolato, incluindo o passaporte brasileiro.

Contudo, se essa análise levar ao entendimento de que policiais federais ajudaram na farsa será instaurado um processo administrativo. A direção da PF em Brasília ficou insatisfeita com a divulgação para a imprensa de que Pizzolato conseguiu emitir um passaporte em nome do irmão morto, o que expôs fragilidade de um sistema de responsabilidade da Polícia Federal.

 

Uma mudança feita no novo Código Eleitoral, que não contemplava a época em que o irmão do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato faleceu, pode ter auxiliado o envolvido no mensalão ter emitido um título eleitoral em nome do consanguíneo. Atualmente, os Cartórios de Serviços Civis enviam mensalmente aos Tribunais Regionais Eleitorais os nomes de todos os eleitores mortos neste período, mas antigamente este procedimento não ocorria.

Segundo a coordenadora de biometria do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Raquel Salazar, o cadastro dos eleitores não é disponibilizado para ninguém. “No caso de Pizzolato ele utilizou os dados do irmão, ou seja, não pegou as informações e essa foi a grande vantagem dele. Pela a Justiça Eleitoral o nosso cadastro não é divulgado, inclusive, às vezes as pessoas perguntam na ouvidoria se a gente pode informar dados do eleitor, mas só o próprio eleitor pode ter acesso a essas informações”, comentou.

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A representante do TRE-PE contou que houve uma mudança no Código Eleitoral em que passou ser exigido que os Cartórios de Serviços Civis enviem os dados de todos os eleitores falecidos mensalmente, mas antes, esse procedimento não existia e como o irmão de Pizzolato morreu há mais de 30 anos, possivelmente, isso tenha facilitado o processo de falsificação realizado pelo ex-diretor do Banco do Brasil.

Outra análise feita por Salazar é a implantação da biometria nos processos eleitorais justamente para garantir maior segurança. “A biometria vem suprir essas questões porque mesmo se a pessoa tiver irmãos gêmeos não têm digitais iguais e desse jeito vai ser a maneira de ter certeza de quem está votando”, reforçou. 

Dicas aos eleitores – Mesmo o caso de Pizzolato ter sido uma exceção, por ter obtido acesso a todos os dados do irmão, segundo Raquel Salazar, orienta-se que os documentos pessoais devem ser sempre mantidos guardados. “O que recomendamos é que preservem seus dados, mas o nosso cadastro está sob o sigilo da Justiça Eleitoral, inclusive, dentro do próprio Tribunal nem todo mundo tem acesso ao cadastro porque ele é submetido a corregedoria”, acrescentou. 

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira, 6, nota sobre "a multiplicidade de títulos eleitorais atribuída ao cidadão Henrique Pizzolato". "O Tribunal Superior Eleitoral informa haver encaminhado ofício ao procurador-geral eleitoral, dr. Rodrigo Janot, para adoção de providências, presentes possíveis fraudes no alistamento eleitoral", cita nota distribuída nesta noite pela assessoria do TSE.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, disse nesta quinta-feira, 6, que vai pedir ao procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, que tome as "providências cabíveis" em relação ao fato do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato ter conseguido um título eleitoral em nome do irmão morto.

"Todos estamos surpresos no que revelado pela grande imprensa. Isso só revela que o sistema precisa ser aprimorado. Daí a identificação datiloscópica, da biometria, para ter-se certeza que aquele que apresenta o título é realmente o detentor do título", afirmou Marco Aurélio ao ser indagado sobre o fato de Pizzolato ter conseguido emitir um documento em nome do irmão, que morreu na década de 70.

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O presidente do TSE afirmou que a Justiça Eleitoral está empenhada para implementação do voto biométrico em todo o território nacional. "Estamos marchando, mas não dá para marchar com atropelo, com açodamento. E precisamos também de verbas", disse. Conforme expectativa do TSE, na eleição deste ano mais de 22 milhões serão identificados pelas digitais.

Marco Aurélio observou que não existe um banco de dados com informações de todo País. "Há uma regra segundo a qual os cartórios de pessoas naturais, onde são registradas as mortes, têm de comunicar a um banco de dados do INSS o falecimento. E nós partilhamos esse banco de dados", disse o ministro. No entanto, segundo ele, a informática e a revisão do recadastramento só surgiram em meados da década de 80, ou seja, posteriormente à morte de Celso Pizzolato.

A polícia de Modena admite existirem brechas legais para a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado por envolvimento no mensalão. Em coletiva de imprensa na cidade italiana, nesta quinta-feira, 06, a polícia indicou que a própria busca por Pizzolato, iniciada no fim de novembro, foi lançada após a avaliação de que o condenado no Brasil poderia de fato ser extraditado, mesmo tendo cidadania italiana.

É a primeira vez que autoridades do país sinalizam essa possibilidade. Nessa quarta, por exemplo, a Justiça italiana repetiu que o ex-diretor era "apenas um italiano preso na Itália por causa de documentos falsos". Apesar do posicionamento da polícia, a decisão cabe a um procurador de Bolonha, que vai avaliar o caso a partir do momento em que o governo brasileiro encaminhar a solicitação de extradição. O pedido formal precisa ser feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Também nessa quinta, a polícia italiana informou que o brasileiro pode pegar até três anos de prisão por falsidade ideológica na Itália. Segundo as autoridades, foram encontrados no momento da prisão cerca de uma dezena de documentos com Pizzolato, alguns deles falsificados. Entre eles o passaporte usado na fuga do Brasil, pertencente ao irmão Celso, morto em um acidente de carro em 1978.

Um processo já foi aberto contra Pizzolato na Itália por falsidade ideológica. O ex-diretor do BB está detido em uma penitenciária de Modena.

A Polícia Federal abriu inquérito nesaa quarta-feira (5) para investigar a suposta participação da mulher e de um sobrinho de Henrique Pizzolato na fuga do ex-diretor do Banco do Brasil para a cidade de Maranello, na Itália. Pizzolato também irá responder no Brasil pelo crime de falsificação de documentos, que pode aumentar sua pena pela participação no esquema do mensalão definida em 12 anos e 7 meses. Ele fugiu do País em setembro passado usando a identidade de um irmão que já morreu. Além do passaporte, Pizzolato tirou carteira de identidade e título de eleitor em nome desse irmão.

A mulher dele, Andrea Haas, o acompanhou em toda a fuga. Conforme a PF, foi ela quem comprou a passagem de avião que levou Pizzolato da Argentina a Barcelona. Ela estava com o marido nesta quarta quando ele foi capturado na casa do sobrinho, Fernando Grando, que é engenheiro da Ferrari. Grando trabalha na empresa há nove anos e desenvolve motores para os carros da Fórmula 1. Outros parentes de Pizzolato também foram investigados pela PF durante as buscas por seu paradeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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A Procuradoria Geral da República anunciou nesta quarta-feira, 5, que deu início às providências necessárias para que seja pedida a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, preso hoje na Itália, onde estava foragido desde novembro. Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento com o esquema do mensalão.

Segundo informações divulgadas pela Procuradoria, o órgão vai providenciar a tradução de documentos, como o mandado de prisão, e em seguida vai enviar o pedido de extradição ao STF. Depois disso, segundo a Procuradoria, o STF remeterá o pedido ao Ministério da Justiça, que é a instituição responsável pela interlocução com as autoridades italianas.

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Para a Procuradoria, o tratado de extradição assinado pelo Brasil e a Itália não impede totalmente a extradição de italianos para o Brasil. "O Código Penal, Código de Processo Penal e a Constituição italiana admitem a extradição de nacionais, desde que expressamente prevista nas convenções internacionais", informou a Procuradoria.

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