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As famílias das vítimas do ataque a tiros na escola Sandy Hook, um dos piores da história dos Estados Unidos, retomaram nesta terça-feira sua batalha legal para que os fabricantes de armas sejam considerados responsáveis pelo massacre.

Em 14 de dezembro de 2012, Adam Lanza matou seis adultos e 20 crianças, a maioria com entre seis e sete anos, nesta escola localizada na cidade de Newtown, em Connecticut. A matança comoveu o país e abriu novamente o debate sobre o controle de armas.

Uma parte das famílias dos falecidos voltou nesta terça-feira aos tribunais para pedir à Justiça que reforme uma decisão do ano passado que rejeitou sua ação contra o fabricante do fuzil utilizado no ataque. Os familiares querem que a empresa seja considerada culpada por negligência e imprudência nos homicídios.

Os juízes da Suprema Corte de Connecticut ouviram os argumentos dos advogados das famílias, do fabricante Remington, da loja que vendeu a arma para a mãe do atirador e do distribuidor de armas Camfour. As famílias alegam que o autor do ataque a tiros não poderia tê-lo executado sem o acesso a uma arma criada especialmente para uso militar em combate.

Os familiares assinalam que as empresas americanas têm a obrigação de garantir a segurança pública. "O que temos aqui é a conduta de uma corporação que pensou que estava acima da lei e continua pensando que está acima da lei", assinalou o advogado Joshua Koskoff. O juiz que desconsiderou a ação afirmou que a lei federal protege os fabricantes de armas em litígios se seus produtos forem usados em um crime.

"A lei deve ser aplicada sem paixão", respondeu James Vogts, advogado da Remington, acrescentando que milhões de americanos têm a mesma arma para caçar, praticar ou para defesa pessoal. "O fabricante e os vendedores das armas utilizadas pelo criminoso nesse dia não são legalmente responsáveis", reiterou Vogts.

A escola primária de Sandy Hook, onde, no ano passado, ocorreu a matança de 20 crianças e 6 adultos, começou a ser demolida, informou a prefeitura de Newtown (Massachusetts, nordeste dos Estados Unidos).

Em 14 dezembro de 2012, Adam Lanza, de 20 anos, matou a mãe em casa e depois se dirigiu fortemente armado para a escola de Sandy Hook, onde abriu fogo matando 20 crianças e seis adultos antes de se suicidar.

A tragédia comoveu os Estados Unidos e reabriu o debate sobre o posso de armas no país.

Para a pequena comunidade de Newtown, o trauma foi ainda maior e por isso a prefeitura optou por demolir o colégio e construir outro no mesmo lugar.

Alunos da escola americana onde um atirador matou 26 crianças e professores no mês passado, voltarão às aulas pela primeira vez, nesta quinta-feira (03), em um novo prédio adaptado para parecer exatamente como o antigo.

A escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, está fechada desde a tragédia ocorrida, no dia 14 de dezembro, quando um jovem de 20 anos matou a tiros 20 crianças e seis membros do corpo de funcionários antes de cometer suicídio.

Nesta quarta-feira (13), as famílias foram convidadas a conhecer a nova escola na cidade próxima de Monroe, onde um prédio que não era utilizado foi preparado para se parecer com o antigo, incluindo os quadros nas paredes e os lápis nas mesas, informou a rede de televisão ABC.

Em uma mensagem aos pais, divulgada no site da escola, a diretora em exercício, Donna Page, que substitui Dawn Hochsprung, falecida na tragédia, insistiu que "o prédio é seguro e totalmente operacional".

Page informou que os pais serão autorizados a permanecer na escola quando ela abrir para as aulas, na quinta-feira, para passar segurança aos filhos, muitos dos quais presenciaram o banho de sangue.

"Entendemos que muitos pais podem precisar ficar perto de seus filhos em seu primeiro(s) dia(s) de aula e vocês serão bem-vindos. Tendo dito isso, encorajamos os alunos a pegarem o ônibus para a escola com o objetivo de ajudá-los a retornar a sua rotina familiar o quanto antes", disse.

O tiroteio realizado por Adam Lanza levantou um grande debate nacional sobre o controle de armas no país e levou a uma promessa do presidente Barack Obama de apoiar um projeto que proíbe armas militares.

O atirador, Adam Lanza, foi sepultado durante o fim de semana depois que seu pai recuperou seu corpo, que estava em poder das autoridades, na semana passada, informou um porta-voz da família.

A mãe de Lanza, baleada e morta pelo filho em sua casa pouco antes do massacre na escola, foi enterrada em New Hampshire, no mês passado.

Pais e colegas dos 12 alunos mortos na escola Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste), em abril de 2011, fizeram nesta sexta-feira um ato público em memória das vítimas do massacre na cidade americana de Newtown, em Connecticut. Os manifestantes lembraram as 20 crianças e os seis adultos mortos na escola Sandy Hook, no dia 14 deste mês. Eles levaram cruzes formadas com lápis, uma bandeira americana e cartazes com inscrições em inglês como "estamos rezando por vocês" e "o mundo clama por paz". A manifestação foi organizada, a pedido das mães dos alunos da Tasso da Silveira, pela ONG Rio de Paz e aconteceu em frente à escola. Elas lembraram que, quando seus filhos foram mortos a tiros por um ex-aluno, receberam muitas cartas de solidariedade de famílias americanas.

O marido da diretora da escola primária de Newtown, assassinada quando tentava deter o atirador antes do massacre de 20 crianças, afirmou ao canal CNN que, no primeiro momento, ficou irritado porque a mulher colocou a vida em perigo. Dawn Hochsprung estava em uma reunião na manhã de sexta-feira (14) quando o tiroteio teve início na entrada da escola Sandy Hook, na pequena cidade de Newtown, Connecticut.

O atirador matou 20 crianças e seis professores e funcionários do centro de ensino, incluindo Hochsprung, que se jogou sobre o assassino para tentar deter o massacre, antes que Adam Lanza atirasse nela.

O marido de Hochsprung, George, contou à CNN o que dois professores que estavam na reunião com a esposa relataram mais tarde. "Ouviram tiros. Alguém fechou a janela. Alguém entrou, não no escritório, mas no prédio, no corredor. E Dawn nos disse para nos escondermos", afirmaram os professores de acordo com George.

Hochsprung e "pelo menos um professor saíram e tentaram conter o assassino. Não sei de onde pensou isto. Dawn media 5,2 pés (1,59 metro)", disse o marido, ao lado das três filhas de um casamento anterior e de uma das duas filhas do primeiro casamento de Dawn.

"Dawn se colocou em perigo. Fiquei irritado com isto. Irritado. Até agora, quando encontrei duas mulheres que me contaram que conseguiram se esconder enquanto ela enfrentava o atirador", contou George.

"Ela podia ter evitado isto. Mas não fez. E eu sabia que não faria. Por isto não estou mais irritado. Não estou irritado. Não estou chateado com ninguém. Não estou irritado", repetiu, como se esperasse que esposa pudesse ouvir sua entrevista. "Só estou muito triste", completou.

George disse que nunca imaginou que sobreviveria a sua mulher, que era muito mais jovem que ele. Os membros da família Hochsprung deram a entrevista de mãos dadas e não conseguiram evitar as lágrimas ao recordar suas vidas com Dawn.

A filha da diretora, Erica, falou do apoio que a mãe dava à escola. "Em cada partida, ela estava lá. Em cada apresentação, ela estava lá. Para cada competição de dança, estava nas arquibancadas. E ela era meu apoio. Meu grande apoio", disse. Perguntada sobre o que diria à mãe agora, Erica apenas murmurou: "Volte. Apenas volte".

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