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Uma nova manifestação foi realizada no início da tarde desta quarta-feira (26) pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio Informal (Sintraci). O protesto ocorreu próximo ao Shopping Tacaruna, na Avenida Cruz Cabugá. Segundo Edvaldo Gomes, presidente do Sindicato, a movimentação dos comerciantes informais deve continuar acontecendo no mesmo local até que seja apresentada uma solução.

A Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, responsável pelas obras da Praça General Carlos Pinto, informou que serão construídos boxes para os comerciantes trabalharem após a conclusão da reforma, que promete melhorar o acesso. As obras foram iniciadas ainda em julho deste ano, contudo não há previsão de término.

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A prefeitura afirmou, em nota, que os comerciantes cadastrados não estão impedidos de trabalhar, uma vez que possuem autorização para exercer o comércio em outra rua da mesma região.

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Com informações de Camilla de Assis

Os ambulantes estão fechando a Avenida Caxangá, em frente ao Hospital Barão de Lucena, na zona oeste do Recife, na manhã desta sexta-feira (13). A manifestação faz parte da Jornada de Luta do Comércio Informal.

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De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal (Sintraci), o mote deste ato é um projeto da Prefeitura do Recife que previa a construção de praças de alimentação para comerciantes informais nos hospitais Oswaldo Cruz, Agamenon Magalhães e Barão de Lucena. ”Queremos que a prefeitura cumpra o que prometeu”, reivindicou o presidente do Sintraci Severino Souto. 

Na última segunda-feira (9), os ambulantes fecharam a Avenida Conde da Boa Vista, no centro da capital. Na ocasião, os manifestantes reclamavam das apreensões feitas pela Prefeitura das mercadorias e equipamentos dos comerciantes.

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Ambulantes fecharam a Avenida Conde da Boa Vista, no cruzamento com a Rua Soledade, no centro do Recife, na manhã desta segunda-feira (9). Os manifestantes atearam fogo nos dois sentidos da via, deixando o trânsito travado no local.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal (Sintraci) Severino Souto, o ato faz parte da Jornada de Lutas do Comércio Informal. Protestos estão previstos para acontecer durante toda a semana em diferentes pontos da cidade. “Estamos reivindicando o direito de trabalhar. A prefeitura está apreendendo carrocinhas e mercadorias dos trabalhadores”, acusa Severino.

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As vias, que estavam bloqueadas desde as 10h55, foram liberadas por volta das 11h45. Os manifestantes encerram o ato por volta das 12h, em frente ao shopping Boa Vista.  

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Mototaxistas do Recife estão saindo em protesto pelas ruas do Recife. Eles pretendem ir até o Palácio do Governo protestar contra a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) e o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), que estariam confiscando as motos da categoria nas duas últimas semanas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal (Sintraci) Severino Souto, a profissão de mototaxista é regulamentada na Lei Federal 12.009. Por isso, os mototaxistas pretendem pedir que a atividade não seja classificada como irregular no Recife.  

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Em nota, a Prefeitura do Recife (PCR) garantiu que uma comissão de mototaxistas foi recebida por representantes da Secretaria de Governo e Participação Social e da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). No encontro, ficou agendada uma reunião para a próxima sexta-feira (28).

Na ocasião, será discutida formalmente a questão da regulamentação do mototáxi na cidade, uma vez que, segundo a PCR, não foi entregue nenhum documento com pleitos à Prefeitura. Em relação à fiscalização feita pela CTTU, a Companhia “esclarece que o procedimento é rotineiro e tem como objetivo coibir irregularidades cometidas no trânsito”.

Atualmente "a atividade do mototáxi é irregular na cidade do Recife, de acordo com a Lei Municipal 16856/2003. Os condutores que forem flagrados pelos agentes de trânsito realizando a atividade de Transporte Remunerado Irregular terão os veículos apreendidos e estão sujeitos à multa de cerca de R$ 3.800".

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Mais um protesto dos ambulantes no Recife na manhã desta sexta-feira (27). Desta vez, os comerciantes informais fecharam os dois sentidos da Avenida Norte, no bairro de Casa Amarela, na zona norte do Recife. Na noite de ontem, a categoria fez um ato na Avenida Cruz Cabugá e, na quarta, na Avenida Caxangá

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Os ambulantes negociaram com a Polícia Militar (PM) para bloquearem a via durante 30 minutos. Por volta das 9h15, o fogo colocando em entulhos foi apagado pelo Corpo de Bombeiros e a pista foi liberada. A reclamação da categoria continua sendo a retirada dos camelôs da Avenida Conde da Boa Vista, no centro do Recife. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Informais (Sintraci), Severino Souto, é preciso abrir um canal de negociação. “Eles precisam colocar público os critérios desse cadastramento. Há 55 pessoas cadastradas de um total de 200”, critica Severino.

Na terça-feira (24), em coletiva, o secretário de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga, alegou que sua equipe passou seis meses cadastrando os camelôs em 2013. Segundo Braga, todos os ambulantes que trabalhavam no centro do Recife na época foram registrados.

Não há novas manifestações agendadas para esta sexta-feira. Os diretores do Sintraci prometem uma reunião ainda hoje para decidirem as novas ações, mas garantem que enquanto não forem convocados pela prefeitura para discutirem a questão os protestos vão continuar.

A Secretaria de Planejamento e Controle Urbano agendou para a primeira semana de março a retirada de ambulantes irregulares do último trecho da Avenida Conde da Boa Vista, que vai da Rua Soledade até a Rua José de Alencar. Em seguida, a operação vai seguir para a Avenida Guararapes.

Com informações de Damares Romão

O Batalhão de Choque da Polícia Militar foi acionado na noite da quinta-feira (29) para a ocupação dos ambulantes na Câmara Municipal do Recife, no Bairro da Boa Vista, no centro do Recife. Cerca de 20 manifestantes passaram a noite e só deixaram o local às 9h desta sexta (30).

O Corpo de Bombeiros também enviou equipes à câmara, mas de maneira preventiva, de acordo com a corporação. Os ambulantes pedem revogação de uma ação da Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc) da Prefeitura do Recife que proíbe cerca de 140 ambulantes não cadastrados de montarem suas barracas na Avenida Conde da Boa Vista.

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Um dos líderes do movimento, Severino Souto, falou sobre os próximos passos. "Na segunda, por volta das 19h faremos uma assembleia para definir os rumos que vamos tomar, mas já está agendada uma reunião para a terça (3), aqui mesmo na Câmara", afirmou. Segundo Pedro Josephi, advogado dos ambulantes, uma conversa com o presidente da Câmara Municipal, Vicente André Gomes, definiu o acordo para que os comerciantes deixassem a Câmara dos Vereadores.

Na manhã desta quinta-feira (29), a Prefeitura iniciou o ordenamento do comércio informal da Avenida Conde da Boa Vista, do trecho que vai da Rua José de Alencar até a Rua do Hospício, com o objetivo de resgatar a mobilidade dos pedestres que passam pela via diariamente. Segundo a PCR, todos os comerciantes foram avisados da ação através de um comunicado oficial distribuído na semana passada. A ação contou com o apoio da Polícia Militar, CTTU e Guarda Municipal.

São 50 os comerciantes cadastrados nesse primeiro trecho, num total de 180. Para os que têm permissão para vender na via, foram entregues crachás - que garantem a permanência apenas no espaço designado pela PCR. Eles farão parte do grupo de ambulantes realocados para os quatro terrenos adquiridos pela secretaria – três na Rua da Saudade e um na Rua 7 de Setembro. A Prefeitura afirma que os projetos de todos os espaços já estão sendo elaborados.

Os ambulantes cadastrados, que vão continuar a comercializar na via de maneira provisória, terão de seguir novas regras: o uso do crachá de identificação é obrigatório; para cada cadastro realizado, apenas uma banca de venda será permitida; só um tamanho de equipamento será permitido: 1 m x 1 m e 1,35 m de altura; a comercialização de frutas e alimentos manipulados na hora está proibida, esta última por orientação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

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Quem passa pela Avenida Conde da Boa Vista, na manhã desta quinta-feira (29), estranha duas situações. Não há ambulantes nas calçadas da via e vários policiais militares estão posicionados no trecho entre as ruas José de Alencar e do Hospício.

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A mudança é reflexo do projeto de reordenação realizado pela Prefeitura do Recife (PCR) numa das avenidas mais cobiçadas pelos comerciantes. A partir de agora, somente ambulantes cadastrados pela gestão municipal podem vender no local. A próxima intervenção será entre as ruas do Hospício e da Aurora.

De acordo com a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano, foram identificados 280 ambulantes ao longo da Avenida Conde da Boa Vista. Desses, apenas 141 estão aptos a comercializar na via. Os demais, segundo a Secretaria, não realizaram o processo a tempo ou não estavam regularizados.

Nas calçadas, o clima é de incerteza. Os vendedores aguardam a chegada do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Informais do Recife (Sintraci) para realizar uma assembleia e decidir o que será feito. Em solidariedade aos colegas de trabalho, alguns ambulantes cadastrados decidiram não armar suas barracas.

Francisco Antônio da Silva, de 63 anos, comercializa nas ruas há bastante tempo. Sem produtos fixos, ele vende o que a época pede. As vezes sombrinhas, alicates ou até tesouras. “Espero que a prefeitura arrume um jeito para que eu possa trabalhar”, afirmou.

Quatro terrenos foram prometidos pela PCR para abrigar os comerciantes informais. Três na Rua da Saudade e um na Sete de Setembro. Segundo a gestão municipal, as galerias devem ficar prontas ainda esse ano, mas sem data prevista.

“A prefeitura promete esses espaços, mas lá ainda não tem nem tijolos. Quanto a essa decisão de hoje, o sindicato não concorda. Tudo foi feito de forma arbitrária e sem o mínimo de respeito com a categoria”, afirma Luciana Mendonça - diretora do Sintraci.

Por volta das 10h, os ambulantes seguiram para a Câmara dos Vereadores. "A única alternativa de diálogo possível é com a câmara, porque o prefeito Geraldo Julio determinou que o secretário João Braga encerrasse as negociações conosco. A câmara está de recesso, mas a assessoria do vereador Raul Jungmann já nos procurou e disse que ele quer conversar com a gente", afirmou Severino Souto, um dos líderes do movimento.

Com informações de Jorge Cosme

Cerca de 50 ambulantes que protestaram no centro do Recife na manhã última quinta-feira (11) estiveram reunidos com Promotor de Justiça de Direitos Humanos da Capital, Maxwell Vignoli, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Durante o encontro, os comerciantes informais que participaram da manifestação apresentaram denúncias de irregularidade da atuação dos órgãos de controle urbano em relação aos ambulantes. Um novo encontro foi agendado para o próximo dia 3 de outubro.

A atuação da polícia durante o protesto também foi denunciada ao MPPE. Ao longo da manifestação, o Batalhão de Choque disparou balas de borracha e bombas de efeito moral. Alguns dos comerciantes foram atingidos pelos disparos ou detidos pela polícia.

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Durante a reunião, os ambulantes solicitaram a implantação de uma política direcionada ao comércio informal do Recife. Apesar de a Prefeitura da Cidade do Recife ter desapropriado terrenos no Centro para a construção de shoppings populares, a construção dos espaços ainda não foi iniciada e, segundo os comerciantes, os pontos escolhidos irão prejudicar as vendas. 

Na reunião do próximo mês, devem estar presentes as Promotorias de Direitos Humanos da Capital e de Urbanismo e Habitação, além de representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal do Recife (Sintraci), da Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano e Defesa Social dos Direitos Humanos. 

Com informações da assessoria

O comércio informal do centro do Recife não tem data certa de realocação para os terrenos desapropriados pela Prefeitura da Cidade do Recife (PCR). Os prazos determinados para o início das obras em seis espaços destinados à construção de shoppings populares não têm sido cumpridos, fazendo com que os ambulantes permaneçam nas calçadas de grande circulação de pedestres, como é o caso da Avenida Conde da Boa Vista e da Rua Sete de Setembro. 

Muitos dos comerciantes que ocupam a Sete de Setembro trabalham com o comércio informal há mais de duas décadas e, segundo eles, os locais desapropriados pela Prefeitura são escondidos e podem prejudicar os lucros. “Já estou vendendo pouco e, se for pra lá, vou vender menos ainda”, disse a comerciante Mônica Maria. 

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Áreas que vão dos 182m² aos mais de 1.300m² estão distribuídas entre as Ruas Giriquiti, Rua da Saudade, da Penha e do Riachuelo para a realocação dos ambulantes, mas alguns terrenos ainda estão da fase de estudos estruturais. No espaço da Rua Sete de Setembro – o maior de todos os terrenos, com 1.361,92m² -, a previsão é de que as obras tenham início no próximo mês. 

Segundo nota oficial da PCR publicada em outubro de 2013, a realocação dos comerciantes informais da Avenida Conde da Boa Vista estaria marcada para janeiro de 2014. Entretanto, a assessoria da Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc) afirmou, nesta quarta-feira (20), que não há prazo para iniciar as obras e reformas nos terrenos das ruas da Penha, do Giriquiti e da Saudade. 

ALTERNATIVA – O Sintraci solicitou à Prefeitura a desapropriação do terreno do Colégio Marista, situado na Conde da Boa Vista. Para os ambulantes que têm ponto de venda em frente ao local, o espaço seria a melhor localização para as vendas. “Seria a solução para todo mundo aqui na Conde”, diz Alexandre Francisco, que trabalha com o comércio informal há mais de quinze anos.

De acordo com Maria Joselita Pereira, membro da diretoria do Sindicato, a Prefeitura diz que a desapropriação seria inviável. “Os seis terrenos em que a Prefeitura quer colocar os ambulantes estão muito escondidos. O comércio de rua só sobrevive onde tem muita gente circulando, vai ser o mesmo erro cometido no Camelódromo, na Dantas Barreto”, afirma. Segundo ela, o terreno do Colégio Marista é grande e poderia ser aproveitado não só para a construção de um shopping popular, mas também para a integração de serviços como o Expresso Cidadão e o posto de carregamento do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM). 

A semana está agitada para os ambulantes do Recife e para as pessoas que transitam a cidade, por causa da grande quantidade de protestos realizados. Nesta quinta-feira (10), entretanto, o clima está menos conturbado, com a realização de apenas  uma audiência pública na Câmara Municipal do Recife com os comerciantes de Casa Amarela, às 10h.

Após fecharem a Avenida Norte, na sexta-feira (4),  contra a ameaça de perderem as suas barracas, os ambulantes vão debater hoje uma provável transferência para o Mercado de Casa Amarela. “O secretário João Braga quer nos dar o anexo do mercado, mas sem nenhuma infraestrutura”, critica o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Informal (Sintraci), Severino Souto. 

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Na sexta-feira,  o grupo de manifestantes reclamava que o anexo ficava em um local ruim para os negócios e que eles seriam obrigados a vender produtos diferentes do que vendem atualmente. Os ambulantes seguirão à Câmara em ônibus. O secretário de Mobilidade e Controle Urbano João Braga foi convocado para o debate, mas não tem a presença confirmada.

Histórico – A Região Metropolitana do Recife (RMR) tem sido palco de diversos protestos realizados por ambulantes nos últimos meses. No dia 19 de fevereiro, o grupo bloqueou a Avenida Cruz Cabugá, perto do Hospital do Câncer.

No dia 18 de março, outro grupo fechou um trecho da PE-15, na altura da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (Facho). No dia 24 do mesmo mês, representantes da categoria protestaram no bairro da Boa Vista para pedir a construção de um shopping popular.

No dia 04 de abril, comerciantes fecharam os dois sentidos da Avenida Norte, contra a expulsão de quatro barracas do local.

Nessa terça-feira (8), a menifestação promovida por ambulantes foi realizada na BR-101 e na Avenida Rosa e Silva.

O último protesto realizado pelo grupo ocorreu na quarta-feira (9) nas avenidas Caxangá e Conde da Boa Vista. 

 

 

A retirada dos ambulantes do centro do Recife ainda não tem data certa para acontecer. O prazo que deveria ter vencido no começo deste ano ganhou um novo espaço de negociação. 

Nessa terça-feira (7), representantes do Sindicato dos Trabalhadores Ambulantes do Comércio Informal do Recife (Sintraci) e lideranças do governo municipal se reuniram novamente. Na ocasião, foi retomada a negociação entre as duas partes.

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De acordo com a assessoria Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc), no encontro o diretor do Comércio Informal da Companhia de Serviços Urbanos do Recife (Csurb), Paulo de Mato, explicou que os espaços reservados para receber os comerciantes ainda estão em fase de análise.

Sendo assim, ficou acordado que os ambulantes só serão orientados a sair das ruas quando os galpões estiverem devidamente organizados. A Semoc adiantou que o processo está em fase de conclusão. Os espaços já foram desapropriados e faltam apenas algumas questões burocráticas. 

Histórico – No dia 30 de setembro do ano passado, os ambulantes bloquearam vias do centro do Recife em protesto contra decisão da Prefeitura de relocar o comércio da Ponte de Ferro para o Camelódromo. Um mês depois, eles voltaram a realizar manifestação na capital pernambucana.

Em outubro, os comerciantes que vendiam produtos na Ponte de Ferro foram relocados para uma área localizada nas proximidades da Igreja do Carmo, na Avenida Dantas Barretos, no Centro do Recife. A maioria deles desaprovou a mudança, alegando que no novo espaço a movimentação de clientes era fraca, o que estava prejudicando as vendas.

Após caminharem pacificamente pelas principais vias do Recife nesta quinta-feira (31), os ambulantes entraram em confronto com a polícia nesta tarde. O clima ficou tenso depois da chegada do Batalhão de Choque ao local. Os manifestantes jogaram pedras em prédios da rua Gervásio Pires e em um shopping na Avenida Conde da Boa Vista. Lojistas foram obrigados a fechar as portas dos comércios. 

A manifestação ocorria ao mesmo tempo em que os lideres da categoria se reuniam com representantes da Prefeitura do Recife. Eles debatiam sobre a retirada dos trabalhadores da Ponte de Ferro, na região central do Recife. No encontro, ficou decidido que os camelôs receberão uma licença provisória para atuar, até o dia 30 de dezembro, no cruzamento com a Rua do Hospício até o final da Avenida Conde da Boa Vista. Depois da conversa, a categoria saiu da rua. 

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“Ficou decido ainda na Prefeitura que o Batalhão de Choque não iria atirar contra os camelôs, porque era uma manifestação pacífica, mas não isso que aconteceu. Os policias já chegaram atirando com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Pessoas mascaradas se infiltraram no nosso movimento e começaram a revidar a ação da polícia”, explicou o camelô e representante do Sindicato dos Trabalhadores Informais do Recife (Sintraci), Maurício Goveia, de 40 anos. Segundo ele, três pessoas do movimento foram detidas e uma ficou machucada devido aos disparos da polícia. 

O Tenente do Choque, Rodrigues Xavier, chegou após o confronto e contou que recebeu o chamado da primeira equipe informando que no local estava havendo um tumulto, baderna e desordem entre os manifestantes. “Ainda fui comunicado que estava tendo arrastões”, disse. O presidente do sindicato, Severino Alves, foi até o Ministério Público abrir uma ação contra devido aos excessos cometidos por parte da polícia na tarde de hoje. 

A Prefeitura divulgou no início da noite desta quinta-feira (31), uma nota sobre a reunião com os ambulantes. Confira a íntegra: 

"A Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc) esclarece que, em reunião com representantes dos dois sindicatos que representam a categoria, ficou acertado que os ambulantes insatisfeitos com a realocação da Ponte da Boa Vista para a Avenida Dantas Barreto, serão remanejados para outro local. A pasta está aguardando a lista com os nomes das pessoas que não estão satisfeitas para escolher as áreas para onde eles serão levados. A Semoc lembra, no entanto, que não há possibilidade de nenhum ambulante retornar à ponte. Também informa que, após a ação na ponte, foi decidido que a retirada dos ambulantes da Avenida Conde da Boa Vista ficará para janeiro, pois muitos camelôs já compraram material para ser vendido no fim do ano, quando o movimento no Centro aumenta, e a prefeitura não quer prejudicar ninguém. Como a ponte, a via não abrigará mais camelôs

Desde o início do ano, a secretaria tem estabelecido um diálogo com os ambulantes. Em fevereiro, a prefeitura iniciou o processo de desapropriação de terrenos no Centro para, em breve, abrigar os comerciantes informais. A escolha dos locais que estão sendo desapropriados foi feita junto com os ambulantes.

É importante lembrar que a Semoc tem realizado diversas operações de controle urbano com o objetivo de liberar o espaço público para os pedestres e veículos, principalmente de transporte público. Entre as ações estão a retirada de 115 fiteiros no entorno de escolas, realocação de cerca de 600 feirantes das ruas e calçadas dos mercados públicos para outras áreas, remoção de mais de 100 carcaças, além da retirada de 80 ambulantes da Ponte da Boa Vista, entre outras."

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