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Denunciado por participar de um esquema que desviava verbas da Refinaria Abreu e Lima para abastecer um suposto caixa dois da campanha do ex-governador Eduardo Campos (PSB) em 2010, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) afirmou, em nota encaminhada a imprensa, que as acusações feitas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, são "imputações absolutamente descabidas". 

No texto, assinado pelo seu advogado de defesa André Luís Callegari, ele pontua que não há "qualquer rastro de prova" que justifique a denúncia encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF). "São imputações absolutamente descabidas, baseadas em ilações e sem qualquer rastro de prova. Não houve qualquer recebimento de favores em troca de incentivos fiscais na construção na Refinaria do Nordeste ou Refinaria Abreu e Lima-RENST", declara. 

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O advogado também pontua a falta de provas das declarações concedidas em delações premiadas e afirma que o senador está à disposição da Justiça. "Tais imputações serão rechaçadas ao longo da marcha processual", conclui. 

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, também saiu em defesa do senador e do ex-governador, morto em 2014. “O PSB reitera a sua confiança na conduta do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e do senador Fernando Bezerra e reafirma seu apoio incondicional ao trabalho de investigação, esperando que resulte no pleno esclarecimento dos fatos", frisou, em nota.

Segundo Janot, o senador e o ex-presidente da Companhia Pernambucana de Gás, Aldo Guedes, são responsáveis pelo recebimento de R$ 41,5 milhões em propinas de empreiteiras nas obras da Refinaria de Abreu e Lima, da Petrobras. O dinheiro teria sido repassado tanto por meio de doações oficiais, quanto por meio de contratos de fachada que teriam servido para abastecer o caixa 2 da campanha do então governador pernambucano.

Como mais um desdobramento da Operação Lava Jato, a Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão em Pernambuco, nesta terça-feira (15). A nova fase das investigações, intitulada de Operação Catalinárias, tem como um dos alvos no estado o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). Os mandados estão sendo cumpridos em Petrolina, Brejão e Recife. 

Em Petrolina, reduto político de Bezerra Coelho, a PF foi à sede da empresa Excelsior Participações que é ligada a irmã do senador. Procurado pelo Portal LeiaJá, o socialista informou através da assessoria que apenas o escritório na cidade sertaneja foi alvo dos mandados. Já no Recife, a os agentes que participam da Catalinárias foram à sede da loja Grillo Presentes, na Imbiribeira, zona sul do Recife. A empresa é ligada ao ex-presidente da Copergás e aliado do ex-governador Eduardo Campos, Aldo Guedes. E em Brejão, a Agropecuária Nossa Senhora de Nazaré Ltda. 

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A Operação Catilinárias cumpre 52 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, referentes a sete processos instaurados a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. Fernando Bezerra Coelho está respondendo um processo no STF e também já havia sido alvo de uma ação da PF na Operação Politéia, deflagrada em julho.

De acordo com a Polícia Federal não foi efetuada nenhuma prisão. Em Pernambuco, 20 policiais participaram das ações. Os mandados, expedidos pelo ministro Teori Zavascki, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (9), bem como nos estados de São Paulo (15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1). Os investigados, na medida de suas participações, respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro,  organização criminosa, entre outros.

A ação também alcançou as residências do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (PMDB-RJ), do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e do senador Edison Lobão (PMDB-MA). 

Depois de ser aprovado nesta segunda-feira (20) pelo Conselho de Administração da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), o ex-secretário da Fazenda do governo estadual, Décio Padilha, assumiu à presidência da instituição e foi enaltecido pelo governador Paulo Câmara (PSB). O socialista agradeceu a atuação do ex-presidente da companhia, Aldo Guedes, que pediu afastamento permanente após ter sido incluído no processo de investigação da Operação Lava Jato e fez vários elogios ao novo gestor.

Para Câmara, a chegada de Padilha significa a continuidade de trabalhos e ações em curso. “Nós estamos buscando principalmente, no âmbito do gás, a interiorização. Nós temos uma obra fundamental para o desenvolvimento de Pernambuco que é chegar o gás até Belo Jardim. Nós temos também que ampliar a rede dentro da Região Metropolitana para que cada vez mais pessoas possam ter acessos ao gás”, detalhou. 

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Em conversa com a imprensa no Palácio do Campo das Princesas, o chefe do Poder Executivo Estadual avaliou a decisão de Guedes de forma transparente. “Dentro de um processo de transparência, de continuidade administrativa, nós aceitamos o pedido de saída do ex-presidente Aldo Guedes e nós temos que cuidar da Coopergás, cuidar das instituições pernambucanas”, alegou.

O governador confirmou a aprovação do Conselho de Administração da Companhia, que envolve tanto a Petrobras como a Mitsui em relação ao nome de Décio Padilha e descreveu as qualidades do novo líder. “Um presidente que tem experiência, que sabe gerir negócios, que sabe conduzir bem essas questões e que vai fazer com que o plano de negócios da Coopergás aconteça, priorizando investimentos e empregos para Pernambuco”, frisou. O novo presidente já foi empossado hoje.

Questionado se o nome de Padilha era o preferido por ele, e que o nome de Aldo Guedes só permaneceu a pedido da ex-primeira-dama, Renata Campos, como foi ventilado nas redes sociais, Câmara negou os rumores. “Isso não procede. Aldo continuou porque ele fez um grande trabalho nos oitos anos do governo Eduardo e João Lyra e nós tínhamos a convicção dele continuar na empresa. Infelizmente, ele optou por responder a questionamentos que estão sendo feitos, nós aceitamos os seus argumentos e agora, vamos dar continuidade ao seu trabalho com esse grande servidor que é Décio Padilha, um auditor da Fazenda que vem ajudando ao nosso governo”, justificou. 

De acordo com Paulo Câmara, Guedes ainda pode voltar, futuramente, para a gestão estadual. “Ele pediu um afastamento de caráter permanente. Ele não pediu um afastamento temporário para apenas a resolução desta questão, então, nós vamos aguardar o seu tempo, aguardar a resolução dessas questões e mais na frente nós voltamos a conversar”, pontuou, elogiando o ex-presidente logo em seguida. “Aldo fez um grande trabalho, só tem o nosso reconhecimento. Nós sabemos da importância que ele teve de finalizar principalmente o investimento que estava sendo feito no gás até Caruru: a ampliação da rede. Hoje, a Coopergás é uma empresa altamente lucrativa, que presta bons serviços, a gente tem a agradecer e ele fica como quadro aí que pode servir mais na frente a partir do momento que ele achar mais interessante voltar a servir a nós”, se dispôs o governador. 

O governador Paulo Câmara (PSB) se posicionou nesta quinta-feira (16) sobre as buscas e apreensões feitas pela Polícia Federal (PF), nesta semana, nas casas do senador Fernando Bezerra Coelho (FBC-PSB) e do presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), que pediu afastamento do cargo, Aldo Guedes. Em entrevista à imprensa no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, o socialista comentou sobre o andamento da Operação Lava Jato e declarou confiar nos correligionários.

Câmara revelou ter conversado com FBC nesses últimos dias, e alegou que o socialista está ciente de todo o processo. “Eu conversei com Fernando. O partido já se manifestou e ele está muito ciente e tranquilo quanto ao desenvolvimento. Sabe que isso faz parte de um processo de investigação, mas ele está à disposição”, garantiu.

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Além de comentar que Bezerra está à disposição, como o próprio senador alegou em nota divulgada à imprensa, o governador também demonstrou solidariedade. “Eu também me coloquei à disposição dele no que ele precisar porque a gente confia na integridade e confia que a justiça vai prevalecer e vai mostrar lá na frente que não há nenhum envolvimento por parte dele”, defendeu.

Questionado se os nomes de Fernando Bezerra e Aldo Guedes poderia manchar a imagem do Governo Estadual, o socialista negou a possibilidade e fez referência as obras da Refinaria Abreu e Lima. “Não. Porque primeiro que a gente confia na inocência deles. Segundo, os atos atribuídos nessa suposta denúncia são referentes às obras da Refinaria Abreu e Lima que o Governo do Estado não teve participação delas”, justificou.

Além de Guedes e Bezerra, a operação da PF também fez buscas na casa do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e de mais cinco pessoas apenas em Pernambuco. Em todo o Brasil, o Supremo Tribunal Federal impetrou 53 mandatos de buscas e apreensões. 

No rastro da operação Politeia em Pernambuco, que vasculhou a casa do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o líder do PP na Câmara, Dudu da Fonte, o ex-presidente da Copergás, Aldo Guedes, também entrou no bolo. Desconfortado com a situação, Guedes encaminhou pedido de afastamento do cargo ao governador.

Sua saída aconteceu poucas horas depois dos agentes federais cumprirem mandados de busca e apreensão em sua residência e em uma de suas empresas no âmbito da Operação Politeia. Por meio de nota, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da qual a Copergás é vinculada, informou que a saída de Guedes foi aceita pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões.

"O Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento, confia na correção de Aldo Guedes e está certo de que ele dará os devidos esclarecimentos sobre os fatos que lhes estão sendo imputados”, informou a nota. Norões passou a acumular, interinamente, o comando da estatal.

Aldo Guedes assumiu a Copergás em 2007. No ano passado a empresa de economia mista, que possui entre seus sócios o Governo do Estado, Mitsui Gás e Energia e Gaspetro, faturou R$ 916 milhões e lucrou R$ 30 milhões. A PF aprendeu documentos contábeis da Jacarandá Negócios e Participações, empresa pertencente a Guedes e que administra sete imóveis comerciais do empresário.

Também foram realizadas buscas em sua residência, no bairro de Boa Viagem. Aldo Guedes entrou no radar da PF após a morte do ex-governador Eduardo Campos, em agosto do ano passado, quando foi apontado como um dos suspeitos de ser o verdadeiro dono do jatinho que caiu em Santos (SP) matando Campos e os demais ocupantes da aeronave.

Guedes nega ser o proprietário ou que tenha intermediado a compra ou venda do Cessna acidentado. Guedes era sócio de Campos em uma fazenda no município de Brejão, no interior de Pernambuco. Ele é o primeiro integrante ativo de um cargo no governo estadual a ter seu nome ligado às investigações do escândalo de corrupção da Petrobras.

Segundo a Polícia Federal, o agora ex-presidente da Copergás, que está no mesmo cargo desde o início do primeiro mandato de Campos, em 2007, era também sócio do ex-governador em ao menos dois negócios, mas na prática nunca assumiu nenhum tipo de relação comercial com o ex-governador.

ESCUTA ILEGAL– O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diz que não irá tolerar abuso de poder e que, se ficar provado que a escuta encontrada na cela do doleiro Alberto Youssef não tinha autorização judicial, haverá punição, inclusive com demissões. O grampo na cela de Youssef foi encontrado em abril de 2014. No último dia 2, a CPI ouviu, a portas fechadas, dois policiais federais que afirmaram que o grampo estava ativo e foi instalado sem autorização judicial, segundo relator do presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB).

Desnecessária, mas não arbitrária– Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, o senador Fernando Bezerra fez um desabafo em relação à operação da Polícia Federal em sua casa. “Embora legal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, a ação foi desnecessária”, disse o senador, adiantando que os agentes da levaram apenas documentos referentes ao seu Imposto de Renda que poderiam, se pedidos, serem entregues por ele próprio, caso a PF tivesse requerido antecipadamente. Fernando reiterou que não recebeu os R$ 20 milhões para a campanha de Eduardo em 2010, conforme revelou o ex-presidente da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Enfrentando o racionamento– A Compesa anunciou, ontem, um novo esquema de distribuição de água no Agreste depois do esgotamento das reservas de Jucazinho. Caruaru passa a ser atendida pela Barragem do Prata, que está com 63% da sua capacidade. O aumento, porém, será menor do que a Compesa previa. Por isso, a Compesa está instalando novos registos na cidade, como também trocando tubulações e realizando ações de controle operacional para maximizar o uso da água disponível.

Insultos no sul– Dilma foi vaiada ontem em Santa Catarina. Manifestantes interromperam o seu discurso na inauguração de uma ponte por diversas vezes gritando “o povo na rua, a culpa é tua, Dilma”. Na sua fala, a presidente destacava seus esforços para o País voltar a crescer. “Tem gente que diante de alguma dificuldade desiste. Nós não somos esse tipo de gente”, afirmou. Dá para acreditar?

Giro pelo Pajeú– O secretário estadual de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, cumpre agenda de visitas ao Sertão do Pajeú amanhã e sábado. Ele visitará cinco cidades da Região, onde participará de inaugurações e de reuniões com lideranças políticas locais. Cabral representa o governador Paulo Câmara na inauguração de obras Ambas financiadas pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM).

CURTAS 

ELEVANDO O TOM– O governador Paulo Câmara está preparando um duro pronunciamento para a reunião dos governadores do Nordeste, amanhã, em Teresina. Ele anda queixoso quanto à falta de atenção do Governo Federal em relação aos pleitos encaminhados em conjunto pelos governadores da região em João Pessoa no último encontro com o ministro da Fazenda.

SIGILO - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que estuda entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a atuação da Polícia Federal na Operação Politeia, que cumpriu mandados de busca e apreensão na última terça-feira nas residências dos senadores Fernando Collor (PTB-AL), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI).

Perguntar não ofende: Quais serão os próximos políticos que terão suas casas vasculhadas pela PF?

Após se colocar como isento no julgamento do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), investigado pela Operação Lava Jato, e preferir não fazer comentários, o presidente do PSB de Pernambuco e secretário de Governo da Prefeitura do Recife, Sileno Guedes, emitiu uma nota, nesta quarta-feira (15), em nome da legenda, prestando "irrestrita solidariedade" ao senador e o presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), Aldo Guedes, que é militante da sigla no estado. 

Os dois tiveram bens apreendidos nessa terça-feira (14), durante a fase Politeia da Operação Lava Jato, que cumpriu 53 mandados de busca e apreensão em seis estados do país, oito deles em Pernambuco. Na nota, Sileno destaca a "retidão" de Aldo Guedes e a participação de Bezerra Coelho para a "consolidação do partido", além da "vida pública pautada pela correção". Segundo ele os dois contam com "a confiança dos socialistas".

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"Partido Socialista Brasileiro de Pernambuco (PSB– PE) vem a público prestar irrestrita solidariedade ao senador Fernando Bezerra Coelho e ao militante Aldo Guedes. Com vida pública pautada pela correção e com grandes serviços prestados ao estado de Pernambuco e ao Brasil, o senador Fernando Bezerra Coelho contribui, de forma decisiva, para a consolidação do partido no estado e conta com a confiança dos socialistas. O companheiro Aldo Guedes teve um reconhecido desempenho à frente da Copergás nos últimos oito anos, sempre agindo com retidão, prestando um relevante serviço em prol do desenvolvimento de Pernambuco, e também conta com a confiança dos socialistas", pontua, na íntegra, o presidente no texto.

Após as averiguações da Polícia Federal e apesar da "confiança dos socialistas", Aldo Guedes entregou o cargo de presidente da Copergás. Segundo ele, a medida foi tomada para "preservar os interesses da companhia" das investigações. Já Fernando Bezerra Coelho pontuou, em nota, sua confiança no trabalho da Polícia e se dispôs a prestar os esclarecimentos necessários à Justiça Federal. 

 

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