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O filme em espanhol "Todos lo saben", dirigido pelo iraniano Asghar Farhadi e protagonizado por Penélope Cruz, Javier Bardem e Ricardo Darín, abrirá a próxima edição do Festival de Cannes e disputará a Palma de Ouro, informaram oficialmente os organizadores.

A última vez que o festival de cinema mais importante do mundo teve como filme de abertura um longa-metragem que não era falado em inglês ou francês aconteceu em 2004, quando foi projetado "Má Educação", do espanhol Pedro Almodóvar.

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Também não é comum que o filme de abertura participe na competição: "Moonrise Kingdom" do americano Wes Anderson (2012), "Ensaio sobre a Cegueira" do brasileiro Fernando Mereilles (2008) e "Instinto Selvagem" do holandês Paul Verhoeven (1992) são algumas das exceções.

O oitavo longa-metragem de Farhadi, rodado na Argentina e Espanha, é um thriller psicológico que acompanha Laura (Cruz), que mora em Buenos Aires com o marido e seus filhos, e que retorna para uma festa de família em sua cidade natal da Espanha.

Mas um acontecimento imprevisto abala sua vida: a família, seus segredos, vínculos e tradições marcam a trama.

A produção representa a união de vários pesos pesados do cinema internacional: Farhadi, vencedor de dois Oscar de filme em língua estrangeira ("A Separação" e "O Apartamento"), Bardem e Cruz, o casal mais famoso do cinema espanhol, e o argentino Ricardo Darín, um dos atores mais conhecidos da América Latina.

Bardem venceu o prêmio de melhor ator em Cannes em 2010 por "Biutiful", do mexicano Alejandro González Iñárritu. Penélope Cruz e as demais atrizes de "Volver", de Almodóvar, venceram de forma coletiva o prêmio de interpretação feminina em2006.

Farhadi foi premiado em Cannes em 2016 pelo roteiro de "O Apartamento", que também rendeu o prêmio de melhor ator para Shahab Hosseini.

A 71ª edição do Festival de Cannes acontecerá de 8 a 19 de maio. O júri será presidido pela atriz australiana Cate Blanchett.

A lista de filmes da mostra oficial será anunciada em 12 de abril.

O cineasta iraniano Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por "O Apartamento", anunciou neste domingo que não comparecerá à cerimônia de entrega dos prêmios da Academia de Hollywood, denunciando as restrições de entrada aos Estados Unidos impostas pelo presidente Donald Trump.

Ashgar Farhadi esperava comparecer à cerimônia, explicou em um comunicado divulgado pelas agências de notícias iranianas, mas os decretos adotados na sexta-feira pelo governo Trump para barrar o ingresso em território americano de cidadãos de Irã, Síria, Iêmen, Líbia, Iraque, Somália e Sudão mudaram seus planos.

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Neste domingo (08), os olhos cinéfilos do mundo inteiro estarão voltados para a cerimônia do Globo de Ouro. A premiação - que por si só já é uma das mais importantes do universo da sétima arte - é um dos principais indicativos do que será “tendência” no Oscar deste ano.

Enquanto isso, o primeiro EstreiaJá de 2017 comenta a chegada aos cinemas de grandes filmes premiados em Cannes (e com chances em disputas no Globo de Ouro e Oscar), como “Eu, Daniel Blake”, e de blockbusters que certamente lotarão as principais salas neste final de semana, como “Passageiros”.

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O programa, publicado semanalmente no Portal LeiaJá e apresentado pelo jornalista Rodrigo Rigaud, recebe, nesta edição, o crítico de cinema Rick Monteiro como convidado. Fique por dentro de todos os lançamentos conferindo o EstreiaJá completo no vídeo abaixo.

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"The Salesman", do famoso cineasta Asghar Farhadi, foi escolhido para representar o Irã no Oscar 2017, informaram neste sábado os meios de comunicação do país.

"Depois de ter conversado profundamente (...) 'The Salesman', de Asghar Farhadi, foi escolhido por ampla maioria para representar nosso país no Oscar na categoria Melhor Filme Estrangeiro", anunciou Amir Esfandiari, porta-voz da comissão encarregada de escolher o filme que o país enviará para concorrer ao prêmio.

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O filme, cujo título original é "Forushande", recebeu dois prêmios do júri no último Festival de Cannes: o prêmio de melhor papel masculino para Shahab Hosseini e de melhor roteiro.

No Irã, o filme está em cartaz desde 31 de agosto e em duas semanas arrecadou 1,5 milhão de dólares, um dos melhores resultados da história do cinema iraniano.

Farhadi foi premiado com um Urso de Ouro em Berlim em 2011 por "A Separação", uma produção que também recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Relacionamentos amorosos e familiares sempre renderam e renderâo diversos tipos de narrativas no cinema, na literatura, nos quadrinhos e, principalmente, em novelas que, com seu teor melodramático, as vidas de tantas donas e donos de casa tem preenchido. As linhas gerais do enredo de O Passado poderia, facilmente, cair nos clichês das tramas estereotipadas e rasteiras dos horários globais, mas, como não estamos falando de autores do quilate de Manoel Carlos, Aguinaldo Silva e Glória Perez, certamente os resultados alcançados estão bem distintos.

A quinta edição do Festival Varilux de Cinema Francês acontecerá de 9 a 16 de abril em 45 cidades do Brasil, incluindo o Recife. Os filmes que integram a programação já foram divulgados. A programação completa com os horários de exibição sairá em breve. 

Ao todo serão exibidos 16 filmes em 70 salas de cinema. Entre os longas selecionados está O Passado, de Asghar Farhadi, que foi premiado no Festival de Cannes 2013. A trama mostra o processo do divórcio de Marie e Ahmad, que vai a Paris para assinar o documento da separação. Durante sua estadia, ele descobre que Marie tem uma relação conflituosa com sua filha Lucie. Ahmed se esforça para ajudar as duas e um segredo do passado vem à tona.

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O Varilux contempla diversos gêneros, exibindo desde comédias a filmes dramáticos. Confira a lista completa de longas da quinta edição do festival.

Um amor em Paris, de Marc Fitoussi

Antes do inverno, de Philippe Claudel

O amor é um crime perfeito, de J-M Larrieu e A. Larrieu 

Um Belo Domingo, de Nicole Garcia

Eu, mamãe e os meninos, de Guillaume Galienne

A grande volta, de Laurent Tuel

Grandes Garotos, de Anthony Marciano

Os incompreendidos, de François Truffaut (homenagem a Truffaut)

Uma juíza sem juízo, de Albert Dupontel

Lulu, nua e crua, de Souveig Anspach

O Passado, de Asghar Farhadi

Um plano perfeito, de Pascal Chaumeil

Uma relação delicada, de Catherine Breillat

Suzanne, de Katell Quillévéré

Uma viagem extraordinária, de Jean-Pierre Jeunet

Yves Saint Laurent, de Jalil Lespert

Para mais informações sobre os filmes, acesse o site do Festival.

O iraniano Asghar Farhadi, que recebeu um Oscar por "A Separação", foi aplaudido nesta sexta-feira (17), em Cannes, por seu filme mais recente, "Le passé", um drama familiar que comove a cada cena com atores brilhantes vivendo os efeitos devastadores dos segredos e rancores.

Bérénice Béjo, que recebeu o prêmio César de melhor atriz por "O Artista", interpreta em frente à câmera poderosa do cineasta iraniano uma mãe de família desgastada pelos acontecimentos, trazendo força e fragilidade a sua personagem.

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Confrontado com o turbilhão que reina na casa no subúrbio de Paris, onde a maior parte do filme se passa, o ator iraniano Ali Mosaffa traz uma calma impressionante, aquela que antecede a tempestade.

Tahar Rahim, revelado em Cannes em 2009 no filme "O Profeta", de Jacques Audiard, que lhe valeu um César de melhor ator, interpreta um homem confuso, sem saber que caminho seguir.

Depois de quatro anos de separação, Ahmad (Ali Mossafa) chega a Paris vindo de Teerã a pedido de Maria (Bérénice Béjo) para cumprir as formalidades do divórcio. Após a sua chegada, ele descobre a relação conflituosa entre Maria e sua filha Lucie (Pauline Burlet), nascida de outra relação, mas isso não é tudo. Há também o muito jovem e rebelde Fouad (Elyes Aguis), filho de Samir (Tahar Rahim), o novo companheiro de Maria, de quem ela está esperando um filho.

Para piorar as coisas, Samir já é casado, mas sua esposa está em coma depois de uma tentativa de suicídio. Ahmad, a voz sempre doce e calma, estabelece um diálogo com os personagens, como acontece com Fouad e Lucy. Seu trabalho de aproximação, no entanto, é dificultado pelo passado de cada personagem, e para avançar precisará fazer as pazes com ele. "Podemos tentar nos livrar do passado, mas ele não nos deixa", explicou o diretor à imprensa. É algo que todo mundo reescreve, "de forma mais escura ou mais doce". Na verdade, para ele, "o passado não é mais claro do que o futuro".

A jovem Pauline Burlet, que interpretou Edith Piaf criança em "Piaf - Um Hino ao Amor", disse estar "feliz" por participar de "uma experiência única".

Os atores trabalharam duro antes das filmagens com o diretor para estabelecer ligações entre eles, fazer perguntas, descobrir onde o diretor queria ir, "como um coreógrafo", nas palavras de Bérénice Béjo. Um trabalho "milimétrico" para Tahar Rahim. "O passado" é o terceiro filme de Asghar Farhadi, formado em teatro e marcado pelo universo sufocante do norueguês Henrik Ibsen quando se trata de dramas familiares.

"A escolha da família como a base das minhas histórias vem da preocupação que eu tenho de me sentir muito perto de meus expectadores. Não há experiência mais universal do que a experiência da família", observou o diretor à imprensa depois de uma exibição altamente aclamada.

Quanto ao relacionamento do casal, "é o tema mais antigo na história da humanidade. Assim, mesmo se eu passar o resto dos meus dias falando sobre esse assunto eu não vou falar tudo!" , diz ele.

Tudo quase pronto para que, na quarta-feira (15), Cannes estenda o tapete vermelho e inicie a maratona do seu 66º festival. Existem grandes eventos de cinema no mundo, mas festival maior que o de Cannes, não há. Desde que a seleção foi anunciada, no mês passado, têm proliferado críticas ao diretor artístico Thierry Frémaux. Quais são seus critérios? O que faz com que o Brasil - e a América Latina - estejam tão parcamente representados? O Brasil não tem nenhum longa, em nenhuma mostra. Frémaux fala em qualidade, no equilíbrio entre novos talentos e veteranos, mas a competição, em princípio, parece menos interessante que a seção Un Certain Regard (Um Certo Olhar), que traz novos filmes de autores de ponta.

Um Certo Olhar, que também é uma mostra competitiva, embora não outorgue nem a Palma de Ouro nem a Caméra d'Or (para novos diretores até o segundo filme), terá uma jurada brasileira, a diretora do Festival do Rio, Ilda Santiago, e isso - além de alguns curtas -, é o máximo que o Brasil terá em Cannes. Pode ser recalque de excluído, mas só para citar um exemplo, o Faroeste Caboclo, de René Sampaio, já concluído (e que estreia dia 30), não faria feio em nenhuma mostra. Até poderia deixar a Croisette aureolado como cult.

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Atrações não vão faltar. O júri da Palma de Ouro, o principal, será presidido por Steven Spielberg. Durante os 12 dias do evento, pouco importa quem está no Eliseu - o Palácio do Planalto deles. M. le Président, neste período e com toda pompa e circunstância, é sempre o presidente do júri de Cannes. As próprias críticas à mostra competitiva precisam ser relativizadas. Afinal, grandes nomes estarão na disputa da Palma. Confira na lista - Arnaud Desplechin, Asghar Farhadi, James Gray, Jia Zhang-ke, Hirokazu Kore-eda, Takashi Miike, Paolo Sorrentino, Roman Polanski, Abdellatif Kechiche, Nicolas Winding Refn, os irmãos Coen. Na mostra Un Certain Regard, Claire Denis, Sofia Coppola, Hany Abu-Assad.

A curiosidade é que, nas mostras que compõem a seleção oficial, Cannes vai mostrar filmes de atrizes que estão estreando (Valeria Golino) ou perseveram na direção (Valeria Bruni-Tedeschi). Haverá uma homenagem a Jerry Lewis, outra a Stanley Kubrick, seguida da master class do ator Malcolm McDowell, de A Laranja Mecânica. Como todo ano, Cannes Classics exibe versões restauradas de filmes clássicos. A lista de 2013 inclui a Cleópatra de Joseph L. Mankiewicz; Hiroshima, Meu Amor, de Alain Resnais; Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Démy; Charulata, de Satyajit Ray; Tarde de Outono, de Yasujiro Ozu; O Deserto dos Tártaros, de Valerio Zurlini; Lucky Luciano, de Francesco Rosi; Um Corpo Que Cai, de Alfred Hitchcock; e O Grande Vigarista, de Ted Kotcheff.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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