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A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, não discutiu a política monetária ou o quadro econômico atual, em discurso no qual lembrou o Holocausto. Ela comentou que o prédio principal do BCE, em Frankfurt, Alemanha, fica em uma área "ligada às atrocidades do Holocausto" durante a Segunda Guerra e ressaltou a importância de se buscar a unidade europeia, a fim de garantir que "a tirania e a injustiça estatal nunca prevaleçam de novo". Nesta sexta-feira (27), celebra-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Lagarde lembrou que o local do prédio principal do BC "é um dos milhares de locais na Alemanha e pela Europa nos quais o regime nazista alemão pôs em ação o assassinato de milhares de membros da comunidade judaica e de outras minorias". O prédio atual da instituição fica num terreno que abrigava um mercado atacadista de Frankfurt, no qual judeus acabaram presos e depois foram deportados.

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Para lembrar as deportações e as mortes subsequentes, o BCE inaugura um memorial, em cooperação com a cidade e seu Museu Judaico de Frankfurt. A inauguração ocorre no 78º aniversário da libertação do campo de Auschwitz e há uma placa para lembrar a história, comentou ela em sua fala.

Lagarde ainda destacou o projeto da União Europeia como uma resposta à Segunda Guerra e ao Holocausto. Segundo ela, o compromisso de nunca permitir que algo do tipo volte a ocorrer dá expressão concreta aos esforços para construir uma Europa ainda mais unida, "que garanta nossa estabilidade política e econômica", com o euro como parte crucial disso.

Vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos testou positivo para covid-19 no sábado (11) e agora está em isolamento, informou neste domingo (12) a autoridade monetária em comunicado em seu site. Sua infecção não afetará a reunião de política monetária deste semana, que termina na quinta-feira (16), segundo o BC comum.

De acordo com o BCE, Guindos não esteve em contato próximo na última semana com a presidente da instituição, Christine Lagarde, e seus sintomas são leves até o momento. O vice-presidente já recebeu ambas as doses da vacina contra a doença e trabalhará de casa até segundo aviso.

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Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde afirmou nesta quinta-feira (15) que a Europa pode ter de enfrentar uma "segunda onda" de casos da Covid-19, em meio a novos surtos da doença em vários países do continente. Diante disso, ela comentou que o BCE "fará todo o necessário" para apoiar o quadro, caso a situação econômica se deteriore.

Lagarde tratou do tema durante evento virtual organizado pela CNBC. Na avaliação dela, os países europeus adotaram ações inéditas, no contexto de choque econômico atual. O BCE, por sua vez, adotou medidas para estabilizar mercados, controlar riscos e manter o crédito para a economia real.

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"As ações têm sido bem-sucedidas", afirmou. Questionada sobre o câmbio do euro, Lagarde apontou que o BCE olha o tema "com atenção", mas disse que não comentaria esse ponto, por não ser o papel do banco central.

O dólar atingiu o maior nível em mais de três meses nesta quinta-feira, 26, na esteira da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que deixou o euro enfraquecido. A moeda americana, por sua vez, ganhou impulso durante a tarde, após a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovar o projeto orçamentário para o próximo ano fiscal.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia para 113,96 ienes e o euro cedia a US$ 1,1645.

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O BCE anunciou nesta quinta-feira que o programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) da instituição passará dos atuais 60 bilhões de euros em compras de ativos para 30 bilhões de euros a partir de janeiro até setembro de 2018. De acordo com o presidente do BCE, Mario Draghi, o programa pode ser prolongado para além de setembro, fazendo com que as expectativas de que a compra de títulos possa durar mais do que o esperado afetassem o euro.

Já a aprovação do orçamento para o ano fiscal de 2018 na Câmara dos Representantes americana ganhasse um fôlego adicional também em relação a outras moedas durante a tarde. Com a passagem do texto, a expectativa é de que os deputados passem a apreciar a reforma tributária já a partir de 1º de novembro, quando o projeto de lei será apresentado.

Os investidores também estão atentos ao processo de seleção para o próximo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). De acordo com o site Politico, a atual comandante da instituição, Janet Yellen, está fora do páreo, deixando a corrida entre o economista John Taylor, considerado ultra "hawkish", e o atual diretor do Fed Jerome Powell.

10/2017 - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou nesta quinta-feira que as políticas de juros negativos de bancos centrais em todo o mundo não prejudicaram a lucratividade dos bancos, como muitos críticos sugeriram.

Draghi também reiterou a orientação do BCE de que as compras de ativos devem continuar até que as autoridades possam ver uma melhora sustentável na perspectiva da inflação, e que os juros deverão permanecer nos atuais níveis por "um longo tempo" após o fim do programa de compras.

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Em junho de 2014, o BCE levou os juros que paga os bancos para manterem dinheiro com a autoridade monetária para o território negativo, efetivamente cobrando deles pelos recursos com que fica. Os juros foram baixados mais três vezes, para o atual nível de -0,4%.

Críticos da manobra afirmaram que ela era contraprodutiva e que iria causar danos aos lucros dos bancos. Draghi, o entanto, afirmou que a lucratividade do setor na Europa tem crescido e que a previsão é que continue a crescer, em linha com a recuperação econômica do continente.

"Em geral, a política de juros negativos tem tido sucesso", disse Draghi em discurso no Peterson Institute para Economia Internacional. "Não vimos as distorções que disseram que poderia ocorrer. Não vimos a lucratividade cair, ao contrário, ela está subindo", disse.

O dirigente acrescentou que a política também não prejudicou os fundos do mercado monetário, outra consequência prevista. Os recursos que vão para tais fundos tem crescido também.

Draghi sinalizou em setembro que o BCE deve anunciar seus planos para o programa de compras provavelmente após sua próxima reunião, em 26 de outubro. Fonte: Dow Jones Newswires.

O ambiente de juros baixos tem mais a ver com desenvolvimentos econômicos do que com a ação autônoma dos bancos centrais, afirmou hoje o membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), Ewald Nowotny. Segundo ele, em um cenário como esse, é difícil para os BCs agirem por conta própria.

Segundo o dirigente, um dos fatores que mantém a inflação em baixa é a globalização. Preços baixos são "uma vantagem para os consumidores, mas pressionam os salários", notou.

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Além disso, existe o problema do baixo crescimento mundial. "Temos uma tendência de crescimento frágil de longo prazo, que não é fácil de interpretar", disse.

Ele reiterou a necessidade de se olhar para medidas reais de juros, ajustadas para a inflação, para perceber que, em outros momentos, notadamente na década de 1970, os juros reais estavam mais negativos do que atualmente.

Sobre a política do BCE, Nowotny afirmou que ela tem tido sucesso em combater a inflação, mas apontou para uma aceleração ainda pífia dos preços. Dados publicados ontem mostraram uma inflação de apenas 0,2% em agosto na comparação anual. Fonte: Dow Jones Newswires.

Dos sete países que pediram para serem integrados à zona do euro, nenhum atingiu os critérios necessários para iniciar o processo de transição, afirmou um relatório do Banco Central Europeu (BCE) publicado nesta terça-feira.

Segundo o documento, embora tenham situação financeira saudável, Bulgária, República Checa, Croácia, Hungria, Polônia, Romênia e Suécia têm leis que não se adequam aos parâmetros estabelecidos pela autoridade monetária.

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"As sete nações avaliadas passam na maioria dos critérios econômicos, mas nenhum atende todas as obrigações estabelecidas pelo tratado, incluindo a convergência legal", diz o BCE.

O relatório, publicado a cada dois anos, sugere que a zona do euro deve demorar a expandir dos atuais 19 Estados membros. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Banco Central Europeu (BCE) fez nesta terça-feira um alerta contra o surgimento de lideranças políticas populistas na Europa, que poderiam desacelerar a implementação de reformas necessárias à economia da região.

Os comentários foram feitos dentro do documento sobre a estabilidade financeira do BCE, publicado semestralmente, e chega em um momento em que uma onda de revoltas populistas ameaçam minar boa parte da ordem política construída desde o final da Segunda Guerra.

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No relatório, o BCE afirma que os riscos políticos crescentes, "assim como o apoio crescente a partidos populistas menos orientados à reformas, podem potencialmente postergar a implementação de reformas fiscais e estruturais necessárias e causar pressões renovadas sobre países vulneráveis."

Na segunda-feira, o resultado das urnas na Áustria mostrou que Alexander Van der Bellen, ex-líder do Partido Verde local, venceu seu adversário de extrema-direita, Norbert Hofer, pela menor margem da história das eleições presidenciais austríacas.

A disputa na Áustria sublinha "o crescente sentimento nacionalista na Europa, elevando questões sobre o futuro da integração europeia", afirmou o Andrew Wishart, analista da Capital Economics. Fonte: Dow Jones Newswires.

Um grupo de acadêmicos e empresários alemães entrou com uma queixa contra o Banco Central Europeu (BCE) na principal corte da Alemanha, afirmou hoje o jornal alemão Welt am Sonntag.

Segundo o semanário, eles reclamam que a autoridade monetária europeia extrapolou seu mandato com a compra ostensiva de bônus e títulos corporativos.

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O BCE não quis comentar o caso.

A reclamação acontece em meio a uma recente onda de críticas, por parte de políticos alemães, sobre a política de juros ultra baixos do banco central, que estaria prejudicando as rendas de milhões de poupadores do país.

"A atual política do BCE não é nem necessária nem apropriada para estimular diretamente a economia da zona do euro" disse ao jornal Markus Kerber, um professor de finanças públicas e um dos que assinam a ação.

De acordo com Kerber, as políticas adotadas pela autoridade monetária trazem riscos incalculáveis para o balanço do próprio BCE e ao contribuinte alemão.

Ele espera que a corte alemã impeça, ao menos, o Bundesbank de participar do ainda mais do programa de compras do BCE e também de se juntar ao programa que irá comprar títulos corporativos europeus, que começa a operar em junho. Fonte: Dow Jones Newswires.

O membro do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE) Yves Mersch disse que a decisão do BCE de não produzir mais as notas de 500 euros não é um prenúncio do fim do dinheiro. "Qualquer pessoa que acredita que a zona do euro está se despedindo do dinheiro está errada", escreveu Mersch em uma coluna no site Spiegel Online.

A declaração foi feita após o BCE anunciar na última quarta-feira que não vai mais imprimir cédulas de 500 euros a partir de 2018. O motivo citado foi a preocupação crescente com o uso dessa nota para atividades ilícitas, como o financiamento ao terrorismo, por conta de seu alto valor.

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O comunicado do BCE causou apreensão por ser interpretado como um indício de que o dinheiro "vivo" seria eliminado. As preocupações são predominantes na Alemanha, onde os críticos acreditam que o fim de notas e moedas tiraria a privacidade das pessoas.

Por isso, Mersch reforçou que "abolir o dinheiro não está nos planos" e que os argumentos daqueles que se opõem às cédulas não são convincentes. Fonte: Dow Jones Newswires.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, defendeu a política de relaxamento monetário em uma entrevista publicada hoje pelo jornal alemão Bild.

"Nossa política está funcionando, mas precisamos ser pacientes", disse o dirigente. "Caso elevássemos os juros agora, seria ruim para a economia e desencadearia um movimento deflacionário, desemprego e recessão."

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A entrevista acontece em meio a um aumento da desconfiança em relação ao BCE na Alemanha, a maior economia do bloco. Há o temor de que as taxas ultra baixas prejudiquem os poupadores alemães, em especial desde que a autoridade monetária expandiu os estímulos, em 10 de março.

Draghi disse que o BCE está "ciente da situação dos poupadores", e reiterou que não eram apenas os alemães que estavam lidando com baixos juros. Ele também salientou que as políticas do BCE beneficiam também os alemães em outras situações, como comprar casas, pagar impostos, empreender ou procurar um trabalho;

"O países da zona do euro agora têm mais capacidade de comprar produtos da Alemanha, compensando parte da queda do comércio com a China", disse.

Draghi também sinalizou que o Reino Unido pode enfrentar uma negociação dura com a União Europeia caso seus cidadãos votem pela saída do país no referendo do dia 23 de junho.

"Eu não posso nem quero acreditar que os britânicos irão votar pela saída, uma vez que somos mais fortes juntos", disse. "Mas, caso eles façam, uma coisa deve ser deixada clara: eles perderão os benefícios do mercado comum." Fonte: Dow Jones Newswires.

O membro do conselho diretor do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, afirmou hoje que a recente depreciação das moedas de países emergentes estão contrabalançando os benefícios ao crescimento proporcionados pela a desvalorização do euro ante o dólar nos últimos 18 meses.

Lane, que acabou de assumir o cargo de presidente do Banco Central Irlanda e é um dos mais novos membros do conselho diretor do BCE, disse também que a economia de seu país expandiu entre 6% e 7,5% em 2015 - o ritmo mais rápido entre os países da região.

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Em reunião com empresários irlandeses, o novo presidente do BC disse o crescimento da economia vem sendo apoiado pelas medidas de estímulos do BC, principalmente por ter depreciado a moeda única ante a divisa norte-americana. No entanto, continuou, esse fator tem sido minimizado pela depreciação do yuan chinês e de outras moedas emergentes.

"Outro desenvolvimento recente que foi favorável é a desvalorização de 20% do euro ante o dólar nos últimos 18 meses, que foi positivo especialmente para a Irlanda", disse. "Dito isto, a recente desvalorização das moedas emergentes está contrabalançando a taxa de câmbio ponderada pelo comércio na zona do euro."

Ele também mostrou desconforto com a possível saída do Reino Unido da União Europeia, evento que vem recebendo o nome de "Brexit". O país vizinho é o principal parceiro comercial da Irlanda e um evento desse tipo poderia prejudicar a economia irlandesa.

"Externamente, o principal fator de risco global se relaciona à economia e às condições financeiras de alguns emergentes. Na região, o BCE também está monitorando os riscos relativos a um Brexit sobre a economia e o sistema financeiro". Fonte: Dow Jones Newswires.

A zona do euro deverá registrar inflação de 0,7% este ano, segundo pesquisa trimestral de economistas divulgada pelo Banco Central Europeu (BCE). A previsão é menor que a taxa de 1,0% da sondagem anterior. Para 2017, a projeção de inflação também caiu levemente, de 1,5% para 1,4%.

A perspectiva de inflação dos economistas continua bem abaixo da meta do BCE, que é de taxa ligeiramente inferior a 2,0%. Mesmo em 2018, a inflação deverá permanecer aquém do esperado pelo BCE, em 1,8%, mostra a pesquisa.

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A sondagem veio um dia depois de o presidente do BCE, Mario Draghi, sinalizar que a instituição poderá adotar novas medidas de estímulos na reunião de março.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro, os economistas continuam prevendo crescimento de 1,7% em 2016 e de 1,8% em 2017, como na pesquisa anterior. Para 2018, a previsão é de expansão de 1,7%. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu hoje manter inalteradas suas principais taxas de juros, após reunião de política monetária, embora a fraqueza dos preços do petróleo e preocupações com o impacto da desaceleração da China na economia global ameacem seus esforços de conduzir a inflação da zona do euro para a meta oficial.

O BCE manteve a taxa de refinanciamento, que cobra sobre empréstimos regulares concedidos ao setor bancário, na mínima histórica de 0,05%. A taxa de depósitos também permaneceu no nível atual, de -0,30%, o que significa que os bancos comerciais continuarão pagando para manter recursos excedentes na autoridade monetária europeia.

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Depois de o BCE ampliar o relaxamento de sua política monetária na reunião anterior, em 3 de dezembro, a maioria dos analistas não esperava medidas adicionais no encontro de hoje.

A atenção dos investidores e analistas irá se voltar agora para a coletiva de imprensa com o presidente do BCE, Mario Draghi, que fará comentários sobre a reunião desta quinta-feira. A coletiva tem início às 11h30 (de Brasília).

Em dezembro, a zona do euro registrou inflação anual de apenas 0,2%, muito abaixo da meta do BCE, que é de taxa ligeiramente inferior a 2,0%. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas básicas de juros inalteradas, conforme o esperado pela maioria dos analistas, apesar de a inflação na zona do euro ter voltado para território negativo e de as preocupações com o crescimento da economia europeia persistirem.

A taxa de refinanciamento, que é a principal do BCE, permaneceu em 0,05%, como está há mais de um ano. A taxa sobre depósitos overnight continuou em -0,20%, o que significa que os bancos estão pagando para guardar o excesso de depósitos no banco central.

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Agora as atenções se voltam para a entrevista que Mario Draghi, presidente do BCE, concederá à imprensa às 10h30 (de Brasília), desta vez em Malta. Analistas e investidores observarão atentamente possíveis sinais de que o BCE está se preparando para ampliar o programa de compras de bônus, ou relaxamento quantitativo (QE), de 60 bilhões de euros (US$ 68,12 bilhões) mensais. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Banco Central Europeu (BCE) está "claramente descumprindo" sua meta de inflação anual, que é de taxa ligeiramente abaixo de 2%, em meio ao fraco crescimento da zona do euro, afirmou hoje Ewald Nowotny, integrante do conselho diretor do BCE.

Segundo Nowotny, que também é presidente do BC da Áustria, o principal fator por trás da inflação baixa é a "dramática" queda nos preços do petróleo. "É preciso dizer que os bancos centrais não podem influenciar isso", comentou Nowotny, acrescentando que o núcleo da inflação também está baixo.

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Em setembro, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro teve queda anual de 0,1%, caindo pela primeira vez desde que o BCE iniciou em março seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), que envolve compras mensais de até 60 bilhões de euros em ativos, principalmente de bônus soberanos. A desaceleração do CPI levou analistas a sugerir que o BCE amplie seu programa.

Na semana passada, o presidente do BCE, Mario Draghi, reiterou que a instituição está disposta a ajustar seu programa se a inflação continuar distante da meta por muito tempo. Já Nowotny defendeu hoje novos instrumentos para combater a inflação baixa, incluindo medidas estruturais.

O titular do BC austríaco disse também que a zona do euro ainda está "incompleta" e precisa aprofundar a integração de seus 19 países-membros.

"A severa crise que enfrentamos lembrou os formuladores de politicas dos problemas de uma união incompleta...uma (união monetária e econômica) genuína precisa de mais disciplina e de mais solidariedade", disse Nowotny.

Incertezas sobre o futuro do euro e o crescimento fraco são os dois maiores desafios da União Europeia, de acordo com Nowotny. "Precisamos de expansão econômica mais forte, que reduza o desemprego e nos traga mais próximos de nosso objetivo de estabilidade dos preços", concluiu. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Banco Central Europeu (BCE) confirmou em sua conta oficial no Twitter que recebeu um pagamento da Grécia, mas não deu detalhes da operação. "BCE confirma que foi reembolsado. #Grécia", informou a instituição.

Mais cedo, fontes do governo grego já haviam antecipado que tanto a dívida de 4,2 bilhões de euros com o BCE que vencia hoje, quanto o compromisso em atraso de 2 bilhões de euros junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), seriam pagos hoje.

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Os pagamentos foram possíveis devido à liberação, também hoje, de um empréstimo de 7,2 bilhões de euros à Grécia por meio do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSM, na sigla em inglês), que conta com recursos do orçamento da União Europeia.

As taxas de juros estabelecidas pelo Banco Central Europeu (BCE) vão permanecer baixas por um período prolongado e o balanço da instituição continuará se expandindo até que sua meta de inflação, de taxa ligeiramente inferior a 2%, seja cumprida, afirmou o vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio.

Em comentários preparados para uma conferência na Lituânia, Constâncio disse ainda que a política monetária não pode ser a principal ferramenta de gerenciamento dos mercados financeiros. Para isso, explicou, são necessárias políticas de supervisão e regulação, conhecidas como ferramentas macroprudenciais. Fonte: Dow Jones Newswires.

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O Banco Central Europeu (BCE) manteve inalterado hoje, pelo segundo dia seguido, o limite dos recursos que os bancos da Grécia podem tomar emprestados por meio do programa de assistência emergencial de liquidez (ELA, na sigla em inglês), segundo uma fonte do setor bancário grego.

Nos últimos dias, o ritmo de saques bancários na Grécia perdeu força, depois de chegar a ultrapassar 1 bilhão de euros no final da semana passada, em meio a incertezas sobre as negociações de Atenas com credores para um eventual acordo de resgate.

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Nesta quinta-feira, o banco central grego não solicitou aumento do limite do programa emergencial, informou a fonte. Fonte: Dow Jones Newswires.

O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta terça-feira (19) a quantia que os bancos gregos podem emprestar, no âmbito de um programa de empréstimos de emergência, de acordo com uma autoridade bancária da Grécia. A notícia é divulgada em meio a tensas negociações entre o governo grego e os credores do país.

O BCE elevou a quantia de dinheiro que o Banco Central da Grécia pode emprestar aos bancos para 80,2 bilhões de euros (US$ 89 bilhões), de 80 bilhões de euros na semana anterior, de acordo com a autoridade.

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"O aumento na liquidez emergencial foi menor que em ocasiões anteriores, já que a saída de depósitos nos bancos gregos foi significativamente mais baixa", afirmou a fonte.

No âmbito do programa de assistência emergencial de liquidez (ELA, na sigla em inglês), o BC grego empresta dinheiro às instituições financeiras do país. O empréstimo nesse caso tem uma taxa de juros maior que o padrão dos empréstimos do BCE, e o risco de crédito fica com a Grécia.

Os bancos gregos foram forçados a entrar no ELA em fevereiro, após o BCE suspender uma exceção que havia permitido aos bancos do país usarem bônus do governo classificados como junk como colateral para os empréstimos regulares do BCE.

O BCE também discutiu, mas decidiu manter inalterado, o cronograma de desconto nos bônus gregos usado pelos bancos do país para retirar dinheiro do programa ELA. Esse desconto ("haircut") refere-se a uma redução no valor que um banco central deposita como colateral, em contrapartida por um empréstimo. Por exemplo, se um bônus tem um desconto de 50%, então o banco comercial que deseja emprestar receberá apenas 50 centavos para cada euro em empréstimo. Em geral, um papel considerado mais arriscado recebe um desconto maior.

O novo governo grego está em uma disputa longa com seus credores internacionais sobre o futuro do programa de resgate do país, desde que chegou ao poder no fim de janeiro. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, se reunirão com o premiê grego, Alexis Tsipras, no próximo encontro de lideranças da União Europeia em Riga, na Letônia, em um esforço para acelerar a solução desse impasse. Fonte: Dow Jones Newswires.

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