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A passagem do ciclone extratropical deixou dois mortos desde quarta-feira (12), no Sul do Brasil. Uma das vítimas era um idoso de Rio Grande, no interior gaúcho, que morreu após uma árvore cair sobre sua casa. Já em Brusque, em Santa Catarina, um homem, de cerca de 40 anos de idade, morreu após ser atingido por uma árvore, segundo dos bombeiros. Nesta sexta-feira, 14, a massa de ar polar deve derrubar as temperaturas em vários pontos do Brasil.

As informações preliminares das autoridades catarinenses apontam que o homem fazia a manutenção de uma rede telefônica na região quando foi atingido pelo tronco, que desabou por causa dos fortes ventos. No acidente, a vítima despencou de uma altura de três metros.

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São Paulo registra ventos fortes

O Estado de São Paulo sofreu nesta semana com fortes ventos, reflexo do ciclone extratropical. Uma idosa de 80 anos morreu em Itanhaém, no litoral paulista, após ser vítima de descarga elétrica causada pela queda de um galho sobre o fio de alta tensão.

Em São José dos Campos, no interior, uma jovem de 24 anos ficou gravemente ferida quando um tronco desabou sobre o carro onde fazia aula de autoescola; ela chegou a ser internada, mas morreu no fim da tarde.

Segundo a Defesa Civil, com o deslocamento do ciclone extratropical em sentido ao oceano, a tendência é de que os índices de velocidade média de vento diminuam, as rajadas de vento também devem acompanhar este comportamento. Na quinta, o Estadão mostrou que, assim como o ciclone de meados de junho, este também teve uma formação atípica, por isso tamanha intensidade.

Frio avança

A partir desta sexta-feira, uma massa de ar polar deve derrubar de vez a temperatura. Segundo a empresa Climatempo, esta sexta pode ser o dia mais frio do ano em São Paulo. A capital deve ter sol, mas a temperatura máxima é de 17ºC e a mínima, de 9ºC. No sábado, 15, fica entre 8ºC e 20ºC. No domingo, 16, esquenta um pouco, com mínima de 10ºC e máxima de 24ºC, mas chove à tarde.

No interior de São Paulo, deve chover em Araraquara nesta sexta, com mínima de 13ºC e máxima de 24ºC - condições atípicas na terra que leva o nome de "morada do Sol". Em Bauru, a mínima será de 8ºC no sábado, com máxima de 25ºC, e chove no domingo. São José do Rio Preto terá mínima de 10ºC e máxima de 27ºC no fim de semana, assim como Ribeirão Preto.

No litoral, além do alerta para ventania, ressaca e ondas de mais de 4 metros, a temperatura também cai. Santos terá mínima de 12ºC e máxima de 25ºC no fim de semana e chuva nesta sexta. Em Ubatuba, no litoral norte, chove sexta e sábado e a temperatura fica entre 12ºC e 26ºC.

Quase mil passageiros que faziam um passeio turístico de trem, com destino a Morretes, no Paraná, ficaram por cerca de oito horas presos na Serra do Mar, litoral do Estado, nesta quinta-feira (13), em razão das consequências do ciclone extratropical que atinge o Sul do País. Os vagões, que transportavam 943 pessoas, tiveram que interromper o trajeto por conta da presença de galhos e árvores nos trilhos.

Pelas redes sociais, os turistas que estavam no trem afirmaram que estavam parados desde o meio-dia e que não estavam recebendo assistência necessária por parte da empresa que organiza a viagem. Uma passageira escreveu em suas redes: "O sonho: a famosa viagem de trem. Realidade: mais de mil passageiros abandonados ao léu. Parados no meio do nada desde o meio-dia".

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Na mesma publicação, ela afirma que não havia água, comida nem informações para os passageiros. "Crianças. Idosos. Pessoas com necessidades especiais. Cidadãos que pagaram a sua passagem. Mas... nada importa para esta empresa", disse em referência à Serra Verde Express, companhia de turismo responsável pelo passeio.

Em nota, a empresa afirmou que o trem ficou paralisado a 15 quilômetros de Morretes e que os passageiros chegaram às 21h no ponto final da viagem. Eles teriam saído ás 8h30 da capital Curitiba. Na noite desta quinta, a Serra Verde Express decretou o cancelamento do passeio que estava programado para esta sexta-feira (14).

"Ressaltamos que, em 26 anos de operação, é a primeira vez que um incidente meteorológico causa uma paralização tão longa neste percurso turístico, classificado entre os três melhores do mundo", afirmou a Serra Verde Express. A empresa disse ainda que mobilizou estrutura para atender os passageiros.

"Além de alimentação e orientação, temos uma estrutura rodoviária montada para o retorno dos passageiros e dispusemos ambulâncias de plantão, como medida preventiva para qualquer eventual desconforto", disse a empresa. "Lamentamos sinceramente qualquer inconveniência causada por esse imprevisto e agradecemos a compreensão e paciência de todos".

Na postagem, usuários utilizaram o espaço dos comentários para criticar a empresa e acusar a Serra Verde Express de irresponsabilidade por manter o passeio mesmo com os alertas de perigo sobre o ciclone sendo noticiados. "Em nenhum momento fomos avisados do que estava acontecendo, nem quando perguntamos na estação antes do embarque", escreveu uma mulher.

Na quarta-feira, a Defesa Civil do Paraná já tinha emitido comunicados avisando sobre a possibilidade de fortes ventos no Estado, com a possibilidade ultrapassar os 100km/h n litoral e região metropolitana de Curitiba.

"Rajadas de vento estão previstas para os dias 12 e 13 de julho, que devem chegar a 70 km/h (com picos de 90 km/h). No Sul e Sudoeste a ventania será mais persistente, podendo atingir 110km/h na Região Metropolitana de Curitiba e Litoral. Em todo o estado há riscos de: destelhamento, quedas de árvores e de postes de iluminação elétrica", informou o órgão na quarta-feira.

O ciclone que passa pelo Sul do País desde quarta-feira (12) deixou até a noite desta quinta-feira (13) um idoso morto em Rio Grande, no interior gaúcho, e 20 feridos. Em todo o Estado, mais de 800 mil pessoas ficaram sem energia elétrica. Nesta quinta, o fenômeno climático já se direcionava ao Oceano Atlântico, mas seus impactos serão sentidos até o fim desta semana, dizem os meteorologistas. Desde o litoral gaúcho até a costa do Rio de Janeiro, deve haver vento forte e chuva e a frente fria avança até parte do Centro-Oeste.

Reflexo do ciclone, fortes ventos registrados ontem no Estado de São Paulo causaram as mortes de uma idosa em Itanhaém, no litoral, e de uma jovem em São José dos Campos, no interior.

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Entre a madrugada e a manhã desta quinta, o vento chegou a 140 km/h no litoral sul gaúcho. Temporais e ventos fortes causam transtornos na região metropolitana de Porto Alegre, na região dos vales, na serra gaúcha e no litoral norte do Rio Grande do Sul, segundo a Defesa Civil.

Segundo o governo gaúcho, o idoso que morreu estava em casa quando o imóvel foi atingido por uma árvore. "Provavelmente nas próximas horas e dias, haverá possibilidades de enchentes em várias regiões do Estado, o que nos coloca em uma situação de alerta", disse o governador em exercício, Gabriel Souza (MDB).

Estragos

Sede Nova, no noroeste do Estado, foi uma das cidades mais atingidas pelo ciclone. Praticamente todo o perímetro urbano registrou estragos como destelhamento de prédios públicos e comerciais e residências, além de quedas de árvores e postes. Houve falta de luz e seis feridos, com lesões e fraturas, no temporal.

A rede estadual suspendeu as aulas ontem, por risco de alagamentos. Também ocorreram interdições de estradas.

Frio

A temperatura cai ainda mais e pode gear nos três Estados da Região Sul, de acordo com o Climatempo. Esses efeitos climáticos tendem a "subir" o País conforme o ciclone se afasta - o que diminui a intensidade dos ventos e chuvas. A Marinha emitiu, no início da semana, alerta de ressaca no mar, ventania e ondas de até 4,5 m no litoral de Santa Catarina a São Paulo. Agora, o alerta também vale para o litoral do Rio de Janeiro, onde as ondas devem chegar hoje a 4 m.

A temperatura vem caindo e as rajadas de vento aumentando em São Paulo desde quarta. A velocidade do vento variou entre 40km/h e 50km/h na Grande São Paulo e no interior do Estado, segundo a Climatempo. A ventania também interrompeu o serviço de balsas entre Bertioga e Guarujá.

Uma mulher de 80 anos morreu em Itanhaém após ser vítima de uma descarga elétrica causada pela queda de um galho sobre o fio de alta tensão. Em São José dos Campos, uma jovem de 24 anos ficou gravemente ferida quando um tronco desabou sobre o carro onde ela fazia aula de direção. Ela chegou a ser internada, mas morreu no fim da tarde.

Segundo a Polícia Militar, no caso da idosa, o cabo de média tensão rompeu após ser atingido por galhos de uma árvore quebrados pelo vento. Iracy Alves de Oliveira e Silva foi encontrada caída em uma calçada, no bairro Iemanjá. Testemunhas disseram aos PMs que a casa em que ela morava ficou sem energia. Ela saiu para a rua para ver o que causou o apagão e acabou encostando em fios derrubados.

Já no acidente que vitimou a jovem em São José dos Campos, o instrutor da autoescola não ficou ferido, mas foi atendido em estado de choque pelo Corpo de Bombeiros.

O impacto no Rio de Janeiro, que começa um pouco depois de São Paulo, perdurará ao longo do fim de semana. "Os ventos vão acelerar a partir de quinta (ontem) e a ventania pode chegar a 90 km/h nas regiões da Costa Verde, Médio Paraíba, Centro-sul Fluminense e na Região Serrana do estado", disse o Climatempo. Na capital, região dos Lagos e norte fluminense, são previstas rajadas de vento entre 50 e 70 km/h. "Na sexta (hoje), as rajadas de vento mais intensas ficarão concentradas no litoral desde a Costa Verde até o norte do Estado, e podem variar entre 60 e 80 km/h."

No Centro-Oeste, em especial no Estado do Mato Grosso do Sul, depois de dias de calor intenso, a chegada da frente fria provoca chuva, ventos mais fortes e queda na temperatura, mas não deve fazer frio intenso.

"Os ventos ganharão força e o sul do Estado ficará em alerta, com rajadas podendo alcançar os 70km/h. Além disso, há expectativa de pancadas de chuva com forte intensidade no decorrer da noite", afirmou ontem a empresa de meteorologia.

Morador relata granizo 'do tamanho de laranjas'

Um barulho alto acordou no susto a família de Fábio Araújo por volta das 5h30 de ontem. O servidor público de 52 anos pulou da cama e, junto com a esposa e a filha, correu para proteger os móveis. O som veio de pedras de granizo que destruíam as telhas da residência, enquanto a água corria pelas paredes e alagava o chão. "Acabou com o teto, encharcou tudo", disse o morador de Vera Cruz, no Rio Grande do Sul.

A cidade está em situação de emergência. A casa de Araújo é uma dentre as 3 mil que foram danificadas no município, segundo a Defesa Civil local. "É muito dolorido. A gente batalha tanto para as coisas, e em questão de minutos perde tudo", lamenta. O funcionário diz que comprou telhas para tentar substituir a lona que ocupa agora o lugar do teto. Mas o medo persiste.

"Caíam pedras do tamanho de laranjas", relembra Alfeu Flores, de 46 anos. O morador do bairro do Arco-Íris, um dos mais atingidos pelo temporal em Vera Cruz, terá que trocar integralmente o telhado da casa. As telhas foram perfuradas pela chuva de granizo que caiu na quarta. "Quebrou tudo, molhou tudo, o bairro todo está destruído. Foram pancadas enormes, um susto fora do comum", relata.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ciclone extratropical do Sul que trouxe ventania, causou a queda de árvores, acidentes e mortes em São Paulo nesta quinta-feira (13) impactou também o funcionamento dos aeroportos de Congonhas e de Guarulhos, que tiveram rotas alteradas e voos arremetidos ao longo do dia.

No Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos), três voos foram arremetidos ainda durante a manhã, graças às "condições meteorológicas adversas", como informou em nota a GRU Airport, responsável pela gestão do local. Segundo a concessionária, as operações já estão normalizadas no início desta noite, para pousos e decolagens.

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Em Congonhas, os ventos fortes causaram arremetidas de seis voos entre o fim da manhã e início da tarde, mas o aeroporto já opera "normalmente" para pousos e decolagens, de acordo com a Infraero. Ainda assim, pelo menos 11 voos foram cancelados nesta noite.

"Ao todo, até as 18h, 71 voos com decolagem prevista em CGH (Congonhas) na tarde de hoje operaram com algum atraso em decorrência dos fortes ventos. Foram também seis cancelamentos devido à meteorologia adversa em CGH, GRU e bases da região Sul", disse em nota a Gol.

"Este é um fato totalmente alheio ao controle da companhia, que adota todas as medidas técnicas e operacionais necessárias para garantir uma operação segura para todos", disse a empresa, afirmando que os clientes afetados têm sido notificados diretamente e recebido "a assistência necessária". O status dos voos oferecidos pela companhia pode ser acompanhado aqui.

Ainda no início desta noite, a Azul e a Latam tiveram quatro voos com destino a Congonhas cancelados, além de outros com atrasos previstos variando entre 30 minutos e duas horas. Procuradas, as empresas não se manifestaram até a publicação.

Impacto no Paraná

Na região Sul, a Portos do Paraná informa que os portos de Paranaguá e Antonina seguem operando parcialmente devido à intensidade dos ventos. Desde a noite da quarta-feira, 12, algumas atividades alternam períodos de operação e paradas, para segurança dos trabalhadores portuários, disse a concessionária em nota.

"A empresa pública segue monitorando as condições meteorológicas, operando em contingência enquanto durar os alertas. Conforme orientação da Marinha do Brasil, autoridade portuária e demais agentes mantêm o estado de alerta, já que a navegação na região segue restrita", disse.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adiou nesta quinta-feira dois jogos da Série B do Campeonato Brasileiro que estavam marcados para sexta. As duas partidas envolvem times de Santa Catarina, um dos estados mais atingidos por um ciclone extratropical, que vem causando ventos de até 90 km/h e problemas em aeroportos.

Em comunicado divulgado nesta quinta, a CBF alegou "inviabilidade das realizações das partidas na data programada, por questões de força maior, devido às situações climáticas na região de Santa Catarina, impossibilitando as viagens dos clubes" e adiou Botafogo-SP x Chapecoense e CRB x Avaí.

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Apesar de jogarem fora de casa nesta rodada, as duas equipes catarinense não conseguiram embarcar. Além do mal tempo que está afetando todos os aeroportos do estado, o Aeroporto de Florianópolis teve a pista danificada depois de um avião derrapar nesta quarta, o que culminou em muitos cancelamentos e atrasos.

As novas datas e horários dos confrontos serão definidas posteriormente em uma reunião entre os clubes e a CBF. Outros jogos que irão acontecer no Sul do País, como Criciúma x Guarani e Juventude x ABC, não sofreram alterações.

Reflexo do ciclone extratropical que passa pelo Sul do País, uma forte ventania atingiu diversos pontos de São Paulo na madrugada desta quinta-feira (13). Os bombeiros da capital foram acionados seis vezes entre a madrugada e o início da manhã. Houve registro de queda de árvores nas zonas sul, leste, norte e na região central.

Por volta de 4 horas da manhã, o Corpo de Bombeiros foi acionado após uma árvore cair sobre uma guarita no Morumbi, na zona sul. No momento da queda, o segurança não estava no local e, segundo a corporação, ninguém ficou ferido.

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Um pouco mais tarde, os bombeiros foram chamados após outra árvore cair sobre uma residência em São Lucas. O incidente também não deixou feridos. Houve queda de árvores ainda em Moema e no Campo Belo, também na zona sul.

A forte ventania, que pode chegar a rajadas de até 90 km/h ao longo do dia, também afeta outros pontos do Estado. No litoral, o serviço de balsas entre Bertioga e Guarujá ficou paralisado pela manhã. Há pelo menos 16 registros de quedas de árvores na Baixada Santista, conforme a Defesa Civil.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou para "muito perigoso" o nível das tempestades e vendavais que atingem os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo as previsões do instituto, os ventos provocados pelo ciclone extratropical que passa pela costa leste do sul do Brasil, podem atingir uma velocidade acima de 100 km/h e causar danos em edificações, gerar corte de energia elétrica, provocar queda de árvores, levar transtornos para o transporte rodoviário, e castigar plantações.

No Rio Grande do Sul, os ventos vão ser sentidos na região metropolitana de Porto Alegre e área do sudeste, nordeste e centro oriental do Estado. Em Santa Catarina, o vendável deverá ser notado na Grande Florianópolis e no litoral sul, bem como na região serrana e no Vale do Itajaí.

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A Defesa Civil de Santa Catarina também emitiu um alerta na noite desta quarta-feira (12). O órgão informa que haverá um "declínio acentuado das temperaturas e frio intenso" nesta quinta-feira (13), provocado pelo avanço de uma massa de ar frio. "Durante todo o dia, os ventos causados por um ciclone extratropical deixam a sensação térmica ainda mais baixa, provocando frio intenso no Estado", disse.

A Defesa Civil do estado catarinense pede que as pessoas tenham atenção com a população mais vulnerável (como idosos, crianças, enfermos e pessoas em situação de rua), protejam os animais domésticos e orienta a população a se agasalhar e beber bastante água. "Para evitar a transmissão de vírus, evite locais fechados ou com aglomeração de pessoas e mantenha a higiene das mãos", completa o órgão.

Na terça-feira, também em razão das fortes rajadas de vento e quedas de árvores, um galpão em Herval D'Oeste, cidade a oeste do Estado catarinense, ficou destruído. A Defesa Civil que classificou o fenômeno meteorológico como uma "microexplosão".

O Inmet já tinha declarado estado de muito perigo (alerta vermelho) para caso de tempestades no Rio Grande do Sul, com a previsão de chuva superior a 100 mm/dia, queda de granizo e ventos acima de 100 km/h, nesta quarta. O órgão também alertou para o risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

Na tarde desta quarta, a Defesa Civil do Rio Grande alertou que a situação de perigo pode se estender até às 10h da manhã desta quinta-feira.

"Com as instabilidades avançando para a faixa Leste, parte da Campanha, Serra, Vales e Sul gaúcho com risco de temporais isolados, a Defesa Civil alerta para chuva forte, descargas elétricas, ventos de até 100 km/h e eventual queda de granizo. Válido até às 10h do dia 13/07/23", afirmou o órgão.

A Defesa Civil também emitiu alertas de inundação a partir do aumento do nível de rios, como do rio Caí. Os alertas são válidos também até esta quinta-feira. A previsão de chuva intensa no Estado vai até sexta-feira (14).

Temperatura deve cair em SP

A frente fria também alcança o Estado de São Paulo. A região não deve sofrer com os fortes ventos e tempestades intensos como no sul, segundo previsão do Inmet. Contudo a Defesa Civil do Estado também alerta que as temperaturas devem cair em diferentes pontos do território paulista, com pontos de geada em algumas regiões. Na capital, a previsão é de os termômetros registrem 8ºC de mínima e uma sensação térmica de 5ºC entre quinta e domingo (16).

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da cidade de São Paulo informa que formação de uma área de baixa pressão no Sul do Brasil pode gerar ventos com rajadas moderadas a fortes, até 70 Km/h, na Capital e Grande São Paulo, com potencial para quedas de árvores.

A Defesa Civil alerta para fortes rajadas de vento na faixa leste do Estado na quinta e sexta-feira, e pede atenção especial para os moradores do litoral. "Nas áreas litorâneas, devido ao vento intenso, a agitação marítima aumentará, sendo recomendado evitar o mar e as orlas das praias. Proteja suas embarcações e evite navegar em alto mar, pois há risco de acidentes marítimos".

O ciclone extratropical que atinge o Sul também deve afetar a partir de hoje o Sudeste. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), "os ventos devem ganhar força, especialmente a partir de quinta-feira (hoje) atingindo, também, áreas do litoral da Região Sudeste".

No Sul, um galpão ficou destruído em Herval D’Oeste, cidade do oeste de Santa Catarina, na terça-feira, em consequência dos ventos fortes e da queda de árvores provocados pelas tempestades que atingem a região. Segundo a Defesa Civil do Estado, que classificou o fenômeno meteorológico como uma "microexplosão", as rajadas de vento chegaram a atingir os 100 km/h.

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O instituto informa que o ciclone estará associado a uma frente fria que deverá avançar de forma continental pelo País, podendo chegar ao Centro-Oeste e até o sul da região amazônica a partir de meados da semana, configurando um novo evento de friagem.

Uma outra consequência é a queda da temperatura em diferentes pontos do Brasil. "Com o avanço da frente fria, uma intensa massa de ar frio atingirá o País a partir de quarta-feira (ontem)", disse o Inmet.

DANOS

Em Santa Catarina, de acordo com a Defesa Civil, o grande oeste do Estado já tem enfrentado pancadas intensas de chuva, incidência de raios, fortes rajadas de vento e queda de granizo, que resultaram em alagamentos, destelhamento de casas, quedas de árvores e postes de energia e danos associados à queda de granizo em algumas cidades.

"Além de Herval D’Oeste, as cidades de Maravilha, Saudades, Piratuba, Cordilheira Alta, Nova Erechim e Pinhalzinho também registraram danos", afirma a autarquia.

De acordo com a Climatempo, deve chover até a próxima terça-feira em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, a previsão é de chuva forte até pelo menos até amanhã.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nesta quarta-feira (12), com a chegada do ciclone extratropical na Região Sul, várias rodovias estão interditadas no meio oeste de Santa Catarina devido à chuva intensa em vários municípios do estado. A SC-355 está fechada nos dois sentidos, no trecho entre Treze Tílias e Água Doce, porque a pista está cedendo nas proximidades do quilômetro 97,4.

Entre Arroio Trinta e Salto Veloso, o deslizamento de talude de proteção na altura do quilômetro 24 bloqueia o tráfego em ambos os sentidos da SC-464. Já na SC-453, entre Luzerna e Ibicaré, as pistas nas duas direções estão interditadas por causa de alagamentos no quilômetro 59.

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As equipes da Secretaria de Estado da Infraestrutura na região trabalham para desinterditar as rodovias o mais rapidamente possível e a Polícia Militar Rodoviária monitora a situação. A recomendação é para os motoristas evitarem transitar nas rodovias e redobrar a atenção na estrada por causa das chuvas que atingem o estado.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a cidade de São Leopoldo já tomou medidas referentes à passagem do ciclone pelo estado. A prefeitura anunciou nesta quarta-feira que as aulas na rede municipal estão suspensas até quinta-feira (13). A orientação é que a rede privada adote também a medida.

As coordenadorias municipais de Proteção e Defesa Civil já comunicam danos relacionados à queda de granizo, vendavais e enxurradas. Em Sobradinho, cidade atingida por chuva de granizo, casas estão recebendo lonas para conter os estragos. Uma equipe da Defesa Civil estadual está em deslocamento para a região centro serra, a partir de onde fará o atendimento aos demais municípios afetados.

A Subchefia de Proteção e Defesa Civil informou que, desde terça-feira (11), está atuando em apoio aos municípios atingidos pelas chuvas. “Desde o início da previsão meteorológica, a equipe já contava com medidas de prevenção, preparação e mitigação quanto ao evento”, informou o órgão.

A equipe da Sala de Situação e do Centro de Operações da Defesa Civil estadual segue monitorando o avanço do ciclone, que vem provocando chuvas intensas, granizo e vendavais. Além disso, a Defesa Civil permanece emitindo alertas à população quando identificadas áreas de risco.

A orientação é de que as pessoas se protejam, busquem informações junto à Defesa Civil de seu município e sigam as orientações, especialmente quem mora nessas áreas, como nas proximidades de rios e em encostas com risco de desmoronamento.

Durante a vigência dos alertas, a recomendação é de que as pessoas permaneçam em casa, se possível. Assim, evita-se a exposição a situações de risco. Para receber os alertas relacionados à sua região, envie um SMS com o número de seu CEP para o telefone 40199.

O primeiro dia de passagem de um novo ciclone pelo Rio Grande do Sul neste sábado (8) teve acumulados de chuvas acima dos 100 milímetros em cidades do Litoral Norte, Vale do Taquari e Serra do Estado. As chuvas também causaram bloqueios em rodovias estaduais e federais, mas até o momento não há desalojados ou desabrigados.

Na cidade de Nova Petrópolis, um deslizamento de pedras causou o bloqueio da BR-116. Já entre as estradas estaduais, duas vias estão totalmente bloqueadas por consequência das chuvas.

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Em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte gaúcho, o acesso que havia sido construído na RS-474 após a queda de uma ponte durante o ciclone de junho, teve acúmulo de água e precisou ser interrompido.

Situação semelhante aconteceu na cidade de Morro Azul, onde o acesso construído ao lado da ponte do quilômetro 7 da RS-494, cedeu diante do grande volume de água. A ponte também havia caído durante as enchentes de junho.

Dados oficiais da Defesa Civil do Estado, as cidades de Candelária, na região Central, e Lajeado, no Vale do Taquari, foram as com maiores volumes de chuvas acumuladas nas últimas 48 horas, com 120 mm e 118,8 mm.

No mês passado, a passagem de um ciclone no Sul do País deixou 16 mortos no Rio Grande do Sul, além de milhares de desabrigados e desalojados pelo Estado.

Uma história de sobrevivência e tragédia marcou as águas do litoral Sul de Santa Catarina, quando o barco de pesca Safadi Seif virou de cabeça para baixo, no dia 16 de junho, deixando os tripulantes em uma luta pela vida. Deivid Ferreira, um dos sobreviventes, compartilhou os momentos de angústia que viveu em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, no domingo (25).

Cerca de 24 horas após o naufrágio, no dia 17 de junho, cinco dos tripulantes foram resgatados com vida, em um pequeno bote. No entanto, a aflição continuou para três pescadores, que permaneceram perdidos em alto-mar. Após passar mais de 48 horas à deriva, apenas Deivid foi resgatado.

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Conforme o relato dele, o naufrágio foi desencadeado por duas ondas, que viraram o barco violentamente, lançando os dois colegas de equipe, Diego Brito e Alisson Santos, ao mar. "Quando jogou eles, eu já não vi mais. Eu os escutava gritando e fiz questão de pular", contou Deivid.

Ele saltou no mar segurando boias de salvamento, junto dos dois amigos, mas a correnteza implacável os arrastou, deixando-os perdidos no oceano. "De longe dava para ver o claro do barco e, poucos minutos depois, já não vi mais. E daí ficamos à deriva", recorda.

O mar agitado dificultou as buscas, mesmo com o auxílio de um helicóptero. A Marinha enfrentou dificuldades na busca dos homens na vastidão do mar. E com a demora para o resgate, Deivid viu o pior acontecer. "Eu perdi o Diego primeiro. Perdi no sábado, amanhecendo para o domingo. Quando foi umas 16h eu perdi o Alisson", lamenta.

Frio, medo e ansiedade para se manter vivo

Os dois tripulantes foram arrastados para longe e, desde então, não foram encontrados. Além do cansaço físico, o esgotamento mental após a perda dos amigos começou a afetar Deivid. "Eu me desesperei e comecei a nadar igual a um desnorteado, sem saber para onde ir", conta.

A derivação continuou e Deivid foi levado a uma distância de 200 quilômetros de Florianópolis. Ao ser despertado por uma onda, ele avistou um helicóptero se aproximando a cerca de 30 metros de altura. "Dei com a mão. Eles passaram por cima de mim e eu pensei: 'será que não viram?' Aí eu dei a segunda vez com a mão e eles vieram", relatou.

O terceiro sargento da Marinha, Denilson da Silva, conta que desceu do helicóptero para o resgate preocupado em retirar Deivid, colocar no cesto rapidamente, mas de forma segura. "A vítima estava debilitada, devido ao tempo prolongado que ficou ali na condição de água muito fria", relata o sargento.

Resgatado, a principal preocupação era a temperatura corporal dele. Deivid foi levado ao hospital, onde está internado sem previsão de alta devido a uma febre que continua sendo investigada. O diretor do hospital, Thiago Tomaz, destacou o pescador precisou ter "muita força física e, especialmente, força mental" para sobreviver às horas em alto-mar.

A Marinha do Brasil resgatou no fim da tarde deste domingo (18) o sexto sobrevivente de uma embarcação que naufragou no litoral sul de Santa Catarina na sexta-feira (16), após a passagem de um ciclone extratropical pela costa catarinense e do Rio Grande do Sul. O resgate ocorre um dia após outros cinco tripulantes terem sido encontrados em um bote salva-vidas. Duas pessoas seguem desaparecidas.

O sexto sobrevivente, segundo o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, foi localizado à deriva em busca realizada por um helicóptero da Marinha.

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Ainda segundo os bombeiros, o pescador foi levado para o Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, onde recebeu atendimento médico.

Posteriormente, foi conduzido por uma unidade do Samu para o Hospital Governador Celso Ramos, localizado no centro de Florianópolis (SC).

O barco pesqueiro Safadi Seif naufragou na costa do litoral sul de Santa Catarina na sexta-feira. A última localização confirmada da embarcação antes do incidente foi a aproximadamente 160 quilômetros da costa.

Ciclone deixou ao menos 13 mortes no RS

A passagem do ciclone deixou ao menos 13 mortos no Rio Grande do Sul. Os óbitos foram confirmados nos seguintes municípios: Maquiné (três) e Caraá (três), no litoral norte; São Leopoldo (dois), Novo Hamburgo (um), Gravataí (um) e Esteio (um), na Grande Porte Alegre; e Bom Princípio (um) e São Sebastião do Caí (um), ambos no Vale do Caí.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou, no final da manhã deste domingo (18), que chegam a 13 o número de mortos devido à passagem do ciclone extratropical no estado na quinta-feira (15). Até então, o órgão havia contabilizado 11 mortes. Mais de 3.700 pessoas estão desabrigadas e quase 700 desalojadas, e dez pessoas seguem desaparecidas, todas do município de Caraá, distante a cerca de 90 km de Porto Alegre, e que tem pouco mais de 8 mil habitantes.

“Confirmado mais um óbito encontrado em Caraá. Até o momento são quatro pessoas desaparecidas no município. Sobe para 13 o número de vítimas fatais, e ainda seguem as buscas", informou a Defesa Civil.

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O ciclone extratropical ocasionou chuvas intensas e fortes ventos no sul de Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. As tempestades causaram inundações, alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra, que afetaram 41 cidades gaúchas e 31 catarinenses.

Em Santa Catarina, não há registro de mortes e desaparecimentos. Também não há pessoas desabrigadas ou desalojadas. A água que alagava os municípios já baixou e as cidades que tiveram deslizamentos já estão recuperando esses locais.

Segundo o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres Naturais (Cemaden), a previsão para este domingo (18) é de melhora do tempo. O ciclone se deslocou para o oceano e há resquícios de vento na costa norte do Rio Grande do Sul. A preocupação, agora, será com as baixas temperaturas, já que o inverno começa na próxima semana.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul orienta as pessoas que desejam retornar para suas residências a verificar as condições estruturais e de segurança. “Higienize o local e todo material que teve contato com a água. Comunique as autoridades se identificar riscos”, alerta o órgão.

O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão atmosférica que surge fora dos trópicos. É associado às frentes frias e encontrado nas médias e altas latitudes. No Hemisfério Sul, os ciclones giram no sentido dos ponteiros dos relógios, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).

O ciclone que atingiu o Sul do país, associado a uma frente fria, formou-se no Oceano Atlântico no decorrer da semana passada. A área de baixa pressão nos médios e altos níveis da atmosfera potencializou a formação do ciclone em terra, transportando a umidade do oceano para o continente.

Um bebê de apenas quatro meses é um dos 11 mortos após a passagem de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul entre a madrugada de quinta-feira (15) e a madrugada de sexta (16). O fenômeno climático fez vítimas em oito cidades gaúchas e as equipes de resgate ainda procuram 15 desaparecidos.

Nos últimos dias, autoridades têm sobrevoado os locais atingidos para dimensionar os danos. O governador Eduardo Leite (PSDB) descreveu o cenário em Caraá, no norte do Estado, como de "devastação". No município, a aproximadamente 90 quilômetros de Porto Alegre, um carro chegou a ser arrastado para dentro do cemitério.

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Os outros municípios que já tiveram óbitos confirmados foram Maquiné, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Bom Princípio, São Sebastião do Caí, Esteio e Gravataí. Em algumas regiões, como no município de Lindolfo Collor, moradores ilhados tiveram de ser resgatados de helicóptero. Vídeo divulgado pelo governo do Rio Grande do Sul mostra um homem e seu cachorro sendo içados para a aeronave.

Com as inundações e deslizamentos, várias estradas ficaram bloqueadas e municípios tiveram problemas de apagão. Segundo a Defesa Civil gaúcha, mais de 2,9 mil moradores estão desabrigados ou desalojados após os temporais. "A água já batia na cintura em casa. Graças a Deus, os bombeiros vieram rápido e nos socorreram de barco. Parecia pesadelo", disse uma das vítimas resgatadas em São Leopoldo.

A Marinha do Brasil (MB) confirmou o resgate de cinco dos oito tripulantes de uma embarcação que naufragou no litoral sul de Santa Catarina na sexta-feira (16) após a passagem de um ciclone extratropical pela costa catarinense e do Rio Grande do Sul. As buscas por mais três desaparecidos seguem em operação.

Em nota, a Marinha informou que os tripulantes resgatados estão "em bom estado de saúde". Eles foram encontrados em uma balsa de salvamento por volta das 22 horas. "A MB continua mantendo esforços nas buscas pelos outros três desaparecidos", destacou.

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Novos detalhes sobre as buscas serão divulgados em uma coletiva de imprensa no fim da manhã. Supostas imagens dos resgatados foram compartilhadas por perfis de pesca em redes sociais, mas não tiveram a autenticidade confirmada até o momento.

Os sobreviventes são integrantes da tripulação do barco pesqueiro Safadi Seif, que naufragou na costa do litoral sul de Santa Catarina na sexta-feira. A última localização confirmada da embarcação antes do incidente foi a uma distância de aproximadamente 160 quilômetros da costa.

Na quinta-feira, 15, a Marinha do Brasil emitiu alerta de vento forte para o perímetro de toda a costa do Rio Grande do Sul até Laguna, no litoral sul de Santa Catarina. O aviso de rajadas é válido até este sábado, 17.

Além disso, na terça-feira, 13, também foi publicado alerta de ressaca, com ondas de até 3,5 metros, para a área que abrange todo o litoral gaúcho até Florianópolis.

Ciclone deixou ao menos 11 mortes no Rio Grande do Sul

A passagem do ciclone deixou ao menos 11 mortos no Rio Grande do Sul. Sete pessoas seguem desaparecidas, todas em Caraá, município de 8,4 mil habitantes no litoral norte e um dos mais impactos pelas fortes chuvas e rajadas de vento.

Mais de 2,4 mil pessoas precisaram ser retiradas pelo Corpo de Bombeiros de residências, unidades de saúde e outros espaços. A corporação registrou mais de 1,6 mil ocorrências. Segundo a Defesa Civil do Estado, mais de 3,7 mil pessoas estão desabrigadas e 697 estão desalojadas.

Os óbitos foram confirmados nos seguintes municípios: Maquiné (três) e Caraá (um), no litoral norte; São Leopoldo (dois), Novo Hamburgo (um), Gravataí (um) e Esteio (um), na Grande Porte Alegre; e Bom Princípio (um) e São Sebastião do Caí (um), ambos no Vale do Caí.

A Defesa Civil gaúcha emitiu alerta no sábado, 18, para risco de deslizamentos e inundações diante das cheias dos Rios Caí, Sinos, Gravataí e Guaíba. O funcionamento de serviços públicos, escolas e eventos também foi interrompido, suspenso ou afetado.

Em Santa Catarina, a passagem do ciclone também impactou em diferentes municípios no litoral sul. Um dos mais afetados foi Praia Grande, onde moradores ficaram ilhados por mais de 18 horas até serem resgatados pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, ao menos 60 dos desalojados foram encaminhados para um ginásio local.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou na sexta-feira para o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, fizeram um sobrevoo às regiões atingidas pelo ciclone e anunciaram ações de apoio à população afetada.

O Rio Grande do Sul confirmou, neste sábado (17), o aumento para sete no total de mortes relacionadas à passagem do ciclone extratropical pela costa do Estado. Equipes fazem buscas por ao menos oito desaparecidos. A prioridade neste momento é atender aos moradores ilhados na região metropolitana de Porto Alegre, especialmente no Vale dos Sinos, e no litoral norte.

Mais de 2,4 mil pessoas precisaram ser resgatadas pelo Corpo de Bombeiros de residências, unidades de saúde e outros espaços inundados, ilhados ou em risco. Segundo a corporação, foram atendidas mais de 1,5 mil ocorrências, com efetivo de 440 bombeiros voltados exclusivamente a esse tipo de operação.

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De acordo com a Defesa Civil, mais de 2,3 mil desabrigados e 602 desalojados foram atendidos em ao menos 40 municípios. Além disso, foram registrados deslizamentos, enxurradas, inundações e quedas de pontes e outras ocorrências que dificultam o acesso a áreas atingidas. Algumas estruturas foram interditadas por risco de colapso.

Os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de São Leopoldo (com duas vítimas), Gravataí e Novo Hamburgo, na Grande Porto Alegre, Maquiné e Caraá, no litoral norte, e Bom Princípio, no Vale do Caí. Seis desaparecidos são procurados em Caraá e outros dois em Maquiné.

Os três óbitos confirmados neste sábado são de um homem de 29 anos (em Gravataí), com suspeita de afogamento, um idoso de 73 anos (em Bom Princípio), que estava em um veículo que caiu no Rio Caí, e uma terceira vítima em Caraá, ainda não identificada.

Além disso, um barco pesqueiro naufragou no litoral de Santa Catarina na noite dessa sexta-feira (16). As equipes da Marinha buscam ao menos oito desaparecidos.

A Defesa Civil do Estado emitiu alerta para risco de deslizamentos e inundações diante das cheias dos Rios Caí, Sinos, Gravataí e Guaíba. Moradores de diferentes cidades estão desabrigados, desalojados e ilhados. O funcionamento de serviços públicos, escolas e eventos também foi interrompido, suspenso ou afetado.

Mais de 120 mil residências seguiam sem fornecimento de energia elétrica até as 9 horas deste sábado, segundo a CEEE-Equatorial, responsável pelo serviço. Do total, 100 mil estão na Grande Porto Alegre e 20 mil no litoral norte.

Na noite de sexta-feira, o governo Eduardo Leite (PSDB), visitou Maquiné e disse que a prioridade é "encontrar os desaparecidos e salvar pessoas que possam ainda estar ilhadas por causa das inundações". "Paralelamente a isso, vamos avaliar os danos em pontes, estradas e moradias para que possamos atuar na recuperação destas estruturas", completou em postagem em rede social.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou na sexta-feira para o governador gaúcho. Uma comitiva com os ministros da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, chegou neste sábado ao Estado e irá visitar municípios atingidos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de anunciar ações conjuntas. "Falamos com os governadores, com os prefeitos, as nossas equipes estão mobilizadas", declarou Góes em rede social.

Em Maquiné, centenas de famílias foram abrigadas no salão paroquial após as chuvas chegarem a 233 mm em 12 horas, com ventos de mais de 100 km/h. Segundo Leite, os dois desaparecidos no município são moradores de uma mesma residência, atingida por um deslizamento. "Estamos dando toda a assistência", disse, em anúncio na noite de sexta-feira.

O governador também comentou sobre um levantamento que será feito sobre as famílias vulneráveis atingidas e danos às plantações. Maquiné tem cerca de 6,7 mil habitantes.

O prefeito de Maquiné, João Marcos Bassani (PDT), afirmou que foi a maior enchente já registrada no município e que mais de 200 famílias foram afetadas. "Claro que havia os alertas, mas a dimensão não era esperada. E muitas famílias foram pegas de surpresas, pelo nível de água que subiu", declarou.

Na quinta-feira à noite, o prefeito fez um apelo para a população deixar as casas, o qual chamou a atenção nas redes sociais. "Estou pedindo, implorando: saiam", dizia.

O resgate de um homem e de um cachorro que estavam ilhados após a passagem do ciclone extratropical pela costa do Rio Grande do Sul nesta sexta-feira (16), expõe o drama dos moradores das áreas afetadas e o desafio das equipes de busca e salvamento. Um vídeo compartilhado pelo governo gaúcho nas redes sociais mostra o momento em que o morador e o vira-lata caramelo são içados de helicóptero por uma equipe da Brigada Militar.

O resgate foi realizado pelo batalhão de aviação da Polícia Militar gaúcha em Lindolfo Collor, município de 6,1 mil habitantes do Vale dos Sinos, a cerca de 60 quilômetros de Porto Alegre. "Resgate emocionante ocorreu nesta sexta", dizia a publicação.

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No vídeo, um agente suspenso e com equipamento de proteção deixa o animal dentro do helicóptero e ajuda o morador, igualmente içado, a entrar na aeronave. Abaixo, a área aparece amplamente alagada.

Segundo o Corpo de Bombeiros, mais de 2,3 mil pessoas precisaram ser resgatadas de residências, unidades de saúde e outros espaços inundados, ilhados ou em risco. Foram atendidas mais de 1,5 mil ocorrências.

O Rio Grande do Sul confirmou neste sábado, 17, a quinta morte relacionada à passagem do ciclone extratropical pela costa do Estado. Equipes fazem buscas por ao menos 11 desaparecidos. A prioridade neste momento é atender aos moradores ilhados na região metropolitana de Porto Alegre, especialmente no Vale dos Sinos, e no litoral norte.

De acordo com a Defesa Civil, mais de 2,2 mil desabrigados e 282 desalojados foram atendidos em 39 municípios. Além disso, foram registrados deslizamentos, enxurradas, inundações e quedas de pontes e outras ocorrências que dificultam o acesso a áreas atingidas. Algumas estruturas foram interditadas por risco de colapso.

Os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de São Leopoldo (com duas vítimas), Gravataí e Novo Hamburgo, na Grande Porto Alegre, e Maquiné, no litoral norte. A última confirmação foi a morte de um homem de 29 anos em Gravataí, com suspeita de afogamento, segundo a Defesa Civil. Nove desaparecidos são procurados em Caraá, também no litoral norte, e outros dois em Maquiné.

A Defesa Civil do Estado emitiu alerta para risco de deslizamentos e inundações diante das cheias dos Rios Caí, Sinos, Gravataí e Guaíba. Moradores de diferentes cidades estão desabrigados, desalojados e ilhados. O funcionamento de serviços públicos, escolas e eventos também foi interrompido, suspenso ou afetado.

Mais de 120 mil residências seguiam sem fornecimento de energia elétrica até as 9 horas deste sábado, segundo a CEEE-Equatorial, responsável pelo serviço. Do total, 100 mil estão na Grande Porto Alegre e 20 mil no litoral norte.

Na noite de sexta-feira, o governo Eduardo Leite (PSDB), visitou Maquiné e disse que a prioridade é "encontrar os desaparecidos e salvar pessoas que possam ainda estar ilhadas por causa das inundações". "Paralelamente a isso, vamos avaliar danos em pontes, estradas e moradias para que possamos atuar na recuperação destas estruturas", completou, em postagem em rede social.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou na sexta-feira para o governador gaúcho. Uma comitiva com os ministros da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, chegou neste sábado ao Estado e irá visitar municípios atingidos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de anunciar ações conjuntas. "Falamos com os governadores, com os prefeitos, as nossas equipes estão mobilizadas", declarou Góes em rede social.

Uma embarcação pesqueira naufragou na costa de Santa Catarina, na noite de sexta-feira (16), horas após um ciclone extratropical passar pelo Rio Grande do Sul e parte do litoral sul catarinense. As informações recebidas pela Delegacia da Capitania dos Portos em Laguna até agora indicam que havia ao menos oito tripulantes.

As buscas foram iniciadas por volta das 21h30 pela Capitania dos Portos, mas ainda não foi feito nenhum resgate. O naufrágio ocorreu nas imediações da Ilha do Coral, nas proximidades de Garopaba e Laguna, no litoral sul catarinense.

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Na quinta-feira (15), a Marinha do Brasil emitiu um alerta de vento forte para o perímetro de toda a costa do Rio Grande do Sul até Laguna, no litoral sul de Santa Catarina. O aviso de rajadas é válido até este sábado (17).

Além disso, na terça-feira (13), também foi publicado um alerta de ressaca, com ondas de até 3,5 metros, para a área que abrange todo o litoral gaúcho até Florianópolis. É válido até este sábado.

A passagem do ciclone deixou ao menos cinco mortos no Rio Grande do Sul, nos municípios de São Leopoldo, Gravataí e Novo Hamburgo, na Grande Porto Alegre, e Maquiné, no litoral norte. Ainda são realizadas buscas por 11 desaparecidos em Caraá, no litoral norte, e Maquiné.

Mais de 2,3 mil pessoas precisaram ser retiradas pelo Corpo de Bombeiros de residências, unidades de saúde e outros espaços. A corporação registrou mais de 1,5 mil ocorrências.

A Defesa Civil do Estado emitiu um alerta para risco de deslizamentos e inundações diante das cheias dos Rios Caí, Sinos, Gravataí e Guaíba. Moradores de diferentes cidades estão desabrigados, desalojados e ilhados. O funcionamento de serviços públicos, escolas e eventos também foi interrompido, suspenso ou afetado.

Na noite de sexta-feira, o governo Eduardo Leite (PSDB), disse que a prioridade é "encontrar os desaparecidos e salvar pessoas que possam ainda estar ilhadas por causa das inundações". "Paralelamente a isso, vamos avaliar os danos em pontes, estradas e moradias para que possamos atuar na recuperação destas estruturas", completou em postagem em rede social.

Em Santa Catarina, a passagem do ciclone também impactou em diferentes municípios no litoral sul. Um dos mais afetados foi Praia Grande, onde moradores ficaram ilhados por mais de 18 horas até serem resgatados pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, ao menos 60 dos desalojados foram encaminhados para um ginásio local.

Uma pessoa morreu no município de São Leopoldo (RS), após a passagem de um ciclone que atingiu a Região Sul do país nesta quinta-feira (15). A informação foi confirmada pelo governador do estado, Eduardo Leite, em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Segundo ele, a morte aconteceu em razão de um choque elétrico. Pelo menos duas pessoas seguem desaparecidas e 625 já foram resgatadas. “O momento, especialmente, é de cuidado com as vidas humanas”, disse Leite.

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“Se cuidem, cuidem das suas famílias. Isso tudo há de passar. E a gente quer que passe sem outras perdas de vidas humanas. Infelizmente, temos uma morte já confirmada, mas agora é o momento de a gente proteger as vidas. Dos danos materiais, das perdas materiais, a gente se encarrega depois.”

De acordo com o governador, mais de mil pessoas, incluindo homens da brigada militar, do corpo de bombeiros e da defesa civil, atuam para garantir a segurança da população em todo o estado. “Nossas equipes estão mobilizadas para dar a assistência e o apoio às comunidades mais afetadas pelas fortes chuvas que incidem especialmente sobre a região nordeste do RS”.

No município de Maquiné, o nível do Rio Maquiné subiu rapidamente e deixou pessoas ilhadas em alguns pontos. Em Caraá, o nível do Rio Jacuí também subiu, causando diversos transtornos. “Uma equipe está tentando acessar a cidade para apoio”, informou o governo estadual. As equipes da defesa civil atuam de forma articulada sobretudo com o Comando Ambiental dos bombeiros, que dispõe de embarcações.

Em caso de risco de inundações, as orientações da defesa civil são:

evitar o deslocamento para regiões afetadas;

se estiver seguro, permanecer em casa;

se morar em área de risco, sair do local; 

separar documentos importantes e embalá-los em sacos plásticos;

evitar atravessar as águas de carro ou a pé;

se ficar isolado em local inseguro, acionar imediatamente o 193.

“Neste momento, o nível dos rios da região está baixando, mas, com a possibilidade de chuva, tende a subir novamente. Fiquem atentos às orientações das defesas civis municipais e estadual, que vai lançar avisos e alertas ao longo do dia. Não retornem para suas casas. Embora a situação, neste momento, esteja sob controle, ainda temos o risco de que os níveis dos rios voltem a subir”, alertou o coronel Luciano Chaves Boeira.  

Capital

Em nota, a prefeitura de Porto Alegre informou ter mobilizado equipes desde a madrugada desta sexta-feira (16) para atendimento aos danos causados pela chuva e pelo vento nas últimas horas. A maioria das ocorrências diz respeito a árvores tombadas, fios ou postes de energia caídos, acúmulo de água em diversas vias, quedas de muros e residências comprometidas.

A capital registra um acumulado de 82 milímetros (mm) de chuva nas últimas 24 horas, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. A média para junho é de 140 mm. As chuvas devem continuar ao longo do dia em toda a região metropolitana, com possibilidade de mais 100 mm de precipitação.

Nesta manhã de sexta-feira, estão sem energia as estações Belém Novo, Ilhas, Moinhos de Vento, São João e Tristeza, causando desabastecimento nos bairros. O Departamento Municipal de Água e Esgotos está em contato constante com a companhia de energia elétrica, a CEEE Grupo Equatorial, para retomar o fornecimento de energia às estações o mais rápido possível. 

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A passagem do ciclone Mocha por Mianmar e partes de Bangladesh deixou neste domingo um rastro de destruição com inundações e deslizamentos de terra. Segundo autoridades locais, seis pessoas morreram e esse número deve aumentar nos próximos dias. Pelo menos mil casas foram destruídas.

A principal preocupação de agências de ajuda internacional é o impacto do ciclone nas comunidades de refugiados que vivem em ambos os países. Essas comunidades são consideradas as mais vulneráveis do mundo em virtude da falta de assistência governamental e a situação de pobreza em que se encontram.

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Cerca de 6 milhões de pessoas já precisam de assistência humanitária nas quatro áreas de Mianmar que devem ser as mais afetadas pela tempestade. Rakhine, Chin, Magway e Sagaing abrigam cerca de 1,2 milhão de pessoas deslocadas, de acordo com a agência humanitária da ONU.

A agência de refugiados da ONU armazenou suprimentos de alimentos secos e as agências de socorro podem fornecer 50 mil refeições quentes diariamente, se necessário, disse em um comunicado. A Organização Mundial da Saúde tem ambulâncias e equipes médicas móveis de prontidão na área.

Em Mianmar, o Programa Mundial de Alimentos preparou suprimentos de alimentos para atender às necessidades de mais de 400 mil pessoas no Estado de Rakhine e áreas vizinhas por um mês, disse a agência em um comunicado.

Titon Mitra, representante do Programa de Desenvolvimento da ONU em Mianmar, tuitou no domingo que 2 milhões de pessoas estavam em risco por causa da tempestade. "Espera-se que os danos e as perdas sejam extensos", acrescentou.

Fúria

O Mocha chegou a Mianmar como um furacão de categoria 4, com ventos de quase 250 km/h. Deslizamentos de terra e inundações devem piorar o impacto da tempestade - uma das mais fortes a atingir a Golfo de Bengala nos últimos anos. O impacto inicial da tempestade na costa de Mianmar provocou ondas gigantes com altura de até 15 metros.

Cidades e vilas na costa norte de Mianmar e na costa sudeste de Bangladesh enfrentaram fortes aguaceiros e ventos de até 160 km/h na tarde de domingo, de acordo com o Departamento Meteorológico da Índia. Rajadas de vento devastadoras arrancaram telhados de casas e derrubaram uma torre de comunicação. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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