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A presidenta Dilma Rousseff decidiu substituir o ministro do Esporte, George Hilton, pelo atual secretário nacional de Esporte e Alto Rendimento, Ricardo Leyser. Ele, que foi secretário executivo do ministério, assume interinamente o cargo.

Há duas semanas, Hilton deixou o PRB e se filiou ao PROS para poder permanecer no governo, após o PRB anunciar o rompimento com o governo.

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De acordo com o Palácio do Planalto, a exoneração foi a pedido do próprio ministro. Por meio de nota, o governo informou que Dilma agradeceu a Hilton pelo seu “trabalho e dedicação”.

Nessa terça-feira (29), o ministro da Chefia de Gabinete da Presidência, Jaques Wagner, disse, após a saída do PMDB da base aliada, que o governo faria uma “repactuação” com lideranças de outros partidos, em busca de apoio para barrar o processo de impeachment.

George Hilton vai deixar o cargo de ministro do Esporte. Uma negociação política entre o Palácio do Planalto com seu antigo partido, o PRB, custou seu cargo, mesmo ele prometendo lealdade à presidente Dilma Rousseff. A pasta será comandada por Ricardo Leyser, integrante do PCdoB, mas afinado com o comando nacional do PRB. Ele é o responsável por cuidar dentro do governo da Olimpíada, e ocupava a secretaria executiva do Ministério do Esporte, mas foi transferido recentemente por Hilton para a Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento.

O restante da pasta continuará sob o controle do PRB, que poderá ganhar mais postos dentro da Esplanada, como compensação por recuar da decisão de romper com o governo. Oficialmente, o partido se tornou independente, mas voltou a se alinhar informalmente.

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Na pratica, o troca-troca do comando do Esporte mostra a confusão que o governo atravessa internamente por conta da crise política. Insatisfeito com o governo, o PRB anunciou na semana passada que abandonaria a base e entregaria o ministério. Fiel à presidente, George Hilton anunciou que não concordava com a decisão e deixaria o partido, permanecendo no cargo e se filiando ao Pros. Assim, acreditava que manteria o comando do ministério.

Preocupado com o desembarque do PRB, o que reforçaria o apoio ao impeachment dentro do Congresso, o governo procurou o comando do partido e acertou uma negociação para que a legenda se mantivesse na base. Para não desagradar o grupo que é contra a presidente, o PRB decidiu liberar seus integrantes para apoiar o impeachment se quiserem, abrindo a questão dentro da legenda. Além disso, como o ministro será do PCdoB, o partido não recua da promessa pública de entregar o comando da pasta.

Com isso, decidiu-se que Hilton, que rompeu com o PRB, teria que ser ejetado do ministério. Como Leyser já cuida da Olimpíada do Rio dentro do governo, a solução não causaria problema de continuidade na organização dos Jogos, uma vez que ele acompanha diretamente esses preparativos.

Dois dias após deixar a base aliada, o PRB informou nesta tarde de sexta-feira, 18, que o ministro do Esporte, George Hilton, entregou ontem à presidente Dilma Rousseff sua carta de demissão. Segundo o partido, Hilton teria recebido apelos para permanecer na pasta e continuar à frente dos preparativos para realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, mas não cedeu aos pedidos. O Palácio do Planalto ainda não confirma a saída de Hilton.

Ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o presidente da sigla, Marcos Pereira, contou que Dilma pediu um prazo até a próxima segunda-feira, 21, para anunciar quem irá substituí-lo. Hilton, que é deputado federal licenciado, retomará agora seu mandato.

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O PRB foi o primeiro partido a deixar a base governista após as manifestações pró-impeachment do último domingo. Nos bastidores, uma das preocupações do partido era que a imagem de apoiador do governo petista causasse danos à candidatura do deputado Celso Russomanno (PRB-SP), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo.

Na quarta-feira, 16, a sigla anunciou que suas bancadas na Câmara e no Senado adotariam postura de "independência". Na prática, no entanto, os parlamentares do PRB estão se somando aos discursos críticos da oposição e pedindo o afastamento da presidente da República na tribuna da Câmara. Os dois membros titulares do PRB na comissão especial do impeachment, deputados Jhonatan de Jesus (RR) e Marcelo Squassoni (SP), dizem que ainda não decidiram se votarão pelo afastamento, mas os oposicionistas já contam com o voto deles para garantir que o pedido de impeachment siga para o plenário.

Em reação à informação extraoficial de que o Comitê Olímpico dos Estados Unidos decidiu liberar seus atletas da Olimpíada do Rio de Janeiro por medo das doenças provocadas pelo Aedes aegypti, o governo brasileiro unificou o discurso sob a alegação que em agosto, mês de realização dos Jogos, é "baixa a circulação do mosquito" e que, portanto, o risco de contágio de atletas e visitantes "são mínimos". O ministro do Esporte, George Hilton, disse à reportagem do Estado de S. Paulo que o governo está levando estes esclarecimentos às federações esportivas de todo mundo para mostrar que não há risco para a participação dos Jogos. "O zika é um problema de saúde pública no mundo inteiro, mas justamente pelas tipicidades do clima, não é um problema olímpico", afirmou George Hilton.

Hilton reagiu ainda à postura do comitê olímpico norte-americano. "Muitas opiniões atualmente estão sendo formadas sem os esclarecimentos necessários", respondeu ele. "O governo brasileiro está tratando de fazer esses esclarecimentos, sobretudo junto às federações esportivas", disse.

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Segundo o ministro, o mês de agosto, quando será realizada a Olimpíada, é um período em que diminui a quantidade do mosquito transmissor. Por isso os riscos de contágio são bem menores. "Isso já foi informado em carta formal da equipe científica do Comitê Olímpico Internacional", frisou ele, acrescentando que "o que posso dizer é que a Olimpíada brasileira vai acontecer e vai ser a melhor da história".

FORÇAS ARMADAS - O Ministério da Saúde também tentou minimizar a decisão do comitê norte-americano. "O Brasil está fazendo uma grande mobilização para combater o mosquito Aedes aegypti e o Ministério da Saúde disponibilizou 2.277 agentes de endemia e 14.600 agentes comunitários de saúde, além do reforço disponibilizados pelas Forças Armadas", informou a assessoria do ministro Marcelo Castro.

"Tudo isso mostra o esforço que o governo federal, estados e municípios estão fazendo para proteger a população brasileira e todas as pessoas que virão para a Olimpíada, incluindo visitantes e atletas", prosseguiu o Ministério da Saúde, reiterando que "vale destacar que o período das olimpíadas, que é agosto, é de baixa circulação do mosquito".

O ministro do Esporte, George Hilton, recomendou ao presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, João Tomasini, que seja mais flexível nas conversas com os atletas que se rebelaram contra a forma de repasse das verbas que têm direito por participarem do programa olímpico. Na última sexta-feira, Isaquias Queiroz, Erlon Silva, Nivalter Santos e Ronilson Oliveira se negaram a competir em um evento-teste para a Olimpíada, protestando contra o que entendem ser falta de transparência da confederação.

"Liguei para o Tomasini e falei que ele precisa ter diálogo com os atletas. Não dá para ficar brigando com quem está conseguindo resultados expressivos para o nosso esporte", disse Hilton nesta quarta-feira em São Paulo, durante o 5° Fórum Nacional do Esporte. De acordo com o ministro, Tomasini entendeu o recado e vai adotar um tom conciliador. "Vai ficar tudo bem."

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No Fórum, Hilton falou do Sistema Nacional do Esporte, projeto que prevê uma espécie de regulamentação por meio de uma Lei de Diretrizes.

O projeto está em elaboração e a intenção é que seja enviado ao Congresso no mês de outubro. "Vamos definir as responsabilidades de cada ente, governo federal, estadual, prefeituras, confederações, ligas. O papel de cada um deles."

O sistema vai propor o incentivo esportivo em vários níveis, desde a prática escolar. "Já trabalhamos em formas de gestão e agora estamos discutindo como será feito o financiamento", explicou o ministro.

Hilton também minimizou as críticas de vários atletas e dirigentes estrangeiros às águas da Baía de Guanabara em eventos-teste realizados recentemente. "Não houve prova de que os atletas passaram mal por causa da poluição das águas. O importante é que estamos trabalhando juntos com as autoridades do Rio e temos certeza de que as águas estarão aptas tanto para os eventos-teste como para os Jogos."

Um dia depois de o ministro do Esporte, George Hilton, retornar ao Brasil após cinco dias em Toronto, nesta terça-feira foi a vez do secretário-executivo da pasta, Ricardo Leyser, chegar ao Canadá para acompanhar os Jogos Pan-Americanos. Ele ficará na cidade por uma semana e, neste período, pretende acompanhar aspectos da organização do evento visando à Olimpíada do próximo ano, além de acompanhar in loco o desempenho de atletas brasileiros.

"Nós temos duas frentes de ação. A primeira tem a ver com a organização dos Jogos do Rio-2016. O ministério está no Programa de Observadores, acompanhando toda a operação dos Jogos - e não só o ministério do Esporte, mas também o Itamaraty, Ministério da Defesa e da Justiça. Já há uma mobilização grande do governo para a Olimpíada e aqueles que não conhecem a operação dos Jogos estão vindo para o Pan-Americano", declarou Leyser à reportagem.

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"Não é uma grande delegação - a nossa para Londres, por exemplo, foi maior - porque a gente já tem alguma experiência, mas aquelas pessoas do governo que foram se agregando nos últimos momentos, nos últimos dois anos, estão aqui em Toronto conhecendo. Inclusive uma parte da nossa equipe que fez a Copa do Mundo de 2014, mas não tinha experiência em eventos multidesportivos", explicou o secretário-executivo.

A participação dos atletas brasileiros em Toronto também está no radar do ministério. "O outro lado é o do nosso desempenho esportivo. A maior parte dos esportes tem o financiamento do governo federal, do Ministério do Esporte, de investimentos de estatais ou da lei de incentivo, então a gente está aqui acompanhando alguns resultados."

O ministro do Esporte, George Hilton, defendeu nesta quinta-feira a investigação internacional conduzida pelo FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, sobre esquema de corrupção na Fifa. A operação prendeu na quarta-feira sete dirigentes da entidade, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

"O governo apoia as investigações e quer que tudo seja devidamente esclarecido", disse o ministro. "Nós entendemos que as investigações precisam e devem ocorrer", afirmou Hilton, após participar de audiência na Câmara dos Deputados.

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Ao ser questionado pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, se o esquema poderia ter agido na organização da Copa de 2014, o ministro disse que o governo "não sabia ainda" sobre eventuais desvios ocorridos na organização da competição no Brasil.

"Iremos acompanhar cada passo (da investigação) e, se isso efetivamente aconteceu (no Mundial), nós estamos abertos que haja investigações, que se esclareça e que os eventuais culpados sejam punidos no rigor da lei", declarou o ministro. "O que o governo vai fazer é, a partir dos esclarecimentos, se posicionar e exigir que se faça o que determina a nossa Justiça", observou.

O ministro evitou, contudo, manifestar apoio à criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF, cujo pedido foi protocolado no Senado Federal pelo senador e ex-jogador Romário (PSB-RJ). "O parlamento tem essa prerrogativa e acredito que toda investigação tem de ser respeitada", considerou.

O ministro do Esporte, George Hilton, recebeu nesta quarta-feira a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci. Entre as pautas da reunião, estava a criação de uma liga nacional de futebol feminino para ajudar no desenvolvimento da modalidade.

"A ideia é criar uma liga específica, com a ajuda de vários entes, para que tenhamos uma competição profissional todos os anos. Mas tem que ser de estrutura menor, e temos que continuar com o apoio da Caixa Econômica, que é a atual parceria da modalidade. Avançamos muito na discussão da proposta e precisamos do seu apoio, ministra Eleonora, para ajudar a viabilizar", disse.

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No encontro também foi discutido o rumo das obras do Centro de Excelência de futebol feminino, que está em fase de construção em Foz do Iguaçu, no Paraná, e será a casa do futebol feminino brasileiro. Ambos os lados também manifestarão preocupação com o processo de profissionalização das atletas, além da atenção às atletas paralímpicas.

"Queremos dar continuidade ao trabalho que está sendo feito em parceria com o Ministério do Esporte. É extremamente importante a pauta das mulheres no esporte. Elas têm um protagonismo muito grande, mas não contam com um reconhecimento merecido", comentou Eleonora Menicucci.

Além de dos ministros, participaram do encontro o secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Rogerio Hamam, o secretário executivo do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, e a secretária de Esportes do Distrito Federal, a ex-jogadora de vôlei Leila.

Em meio à discussão sobre diferentes formas de se combater a violência nos estádios de futebol, o ministro do Esporte, George Hilton, se manifestou e prometeu também fazer sua parte. Em entrevista ao Blog do Planalto, ele detalhou algumas medidas tomadas com esta finalidade. Entre elas, a criação de grupos de trabalho interministeriais para que haja uma atuação integrada entre o governo federal, os governos estaduais e as polícias militar e civil.

"Nós iniciamos com a formação de um grupo de trabalho que vai envolver, no primeiro momento, a secretaria nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, os dirigentes de clubes e os dirigentes de torcidas organizadas. Depois desse entendimento, nós vamos fazer um grupo de trabalho interministerial, envolvendo os ministérios do Esporte e da Justiça, e também as polícias estaduais", disse.

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Outro dos passos dados pelo Ministério tem relação bem mais direta com as arquibancadas. A campanha Grito de Paz foi iniciada no último fim de semana e, pelo menos na avaliação de George Hilton, foi um sucesso. De acordo com ele, a ideia é conscientizar o torcedor e lembrá-lo do lado humano do esporte.

"Até chegar ao campo, todo torcedor é pai, é filho, é esposo. Ele tem família, convive no seio da família, e a gente quer também que as famílias se envolvam nessa campanha, conscientizando cada pessoa que vai ao estádio de que ela vai para assistir a uma partida de futebol, e ela precisa ir e voltar em paz", comentou.

A campanha teve início no clássico Gre-Nal e figurou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil no último domingo. O duelo gaúcho, aliás, foi uma marca no combate à violência nos estádios, uma vez que adotou a implantação de um setor misto, no qual torcedores de Internacional e Grêmio conviveram em paz no Beira-Rio.

A Medida Provisória da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte deve sair nesta quarta-feira, sendo apresentada ao Congresso Nacional. Quem garante é Rogério Hamam, que comanda a Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor - ele ainda não assumiu o cargo oficialmente, mas já trabalha efetivamente na função.

"A Medida Provisória deve sair amanhã. Precisa passar ainda pelos ministros para que eles deem a validação", explicou Hamam, nesta quarta-feira, durante evento em São Paulo, na sede do Clube Paineiras do Morumby.

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Assim, a expectativa do ministro do Esporte, George Hilton, é de que a Medida Provisória seja apresentada ao Congresso nesta quarta-feira. E ele garantiu que todas as partes interessadas foram ouvidas sobre o assunto - no início do ano, a presidente Dilma Rousseff vetou uma primeira MP sobre o assunto.

"A Medida Provisória foi extremamente debatida e tivemos conversas com todos segmentos, árbitros, CBF, clubes, o Bom Senso. Acho que contempla todas reivindicações do Bom Senso. A CBF se antecipou e fará exigência aos clubes no Campeonato Brasileiro. Agora estamos fazendo o trabalho de convencimento da importância junto ao Congresso", afirmou.

Nesta terça-feira, o ministro do Esporte e o presidente da Confederação Brasileira de Clubes, Jair Pereira, oficializaram a liberação de recursos provenientes das loterias federais (Nova Lei Pelé) para quatro clubes paulistas: Paineiras do Morumby, Esperia, Athlético Paulistano e Associação Desportiva Classista da Mercedes-Benz. Ao todo os repasses somam R$ 6 milhões.

No evento, o ministro também falou sobre a Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte, defendendo a sua prorrogação. "A vigência vai até dezembro, mas já conversei com a presidente Dilma. A gente precisa muito da lei e devíamos prorrogá-la. Acredito quer pode ser prorrogada até 2020. Ao criar essa lei, demos um salto substancial", defendeu George Hilton.

O ministro também defendeu a criação de um sistema nacional de esporte. Ele prometeu atuar pela proposta, ainda que não tenha apresentado detalhes da ideia para incentivar o esporte de base. "Em alguns dias vamos soltar um diagnóstico que vem de três anos e traz dados assustadores: 45% da população é completamente sedentária. E 25% pratica esporte de vez em quando. Precisamos aproveitar os megaeventos para deixar um legado material para que as pessoas pratiquem esporte", afirmou.

O prefeito Geraldo Julio se reúne, nesta quinta-feira (26), com o ministro do Esporte, George Hilton, para tratar da liberação de recursos para a continuidade das obras de modernização e reforma do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, o Geraldão. O encontro acontecerá no Ministério do Esporte, em Brasília, às 15h30.

O projeto inclui recuperação estrutural, acessibilidade, climatização e adequação da quadra poliesportiva aos padrões internacionais, além de intervenções no ginásio em si, na área externa e no parque aquático. A reforma, segundo a PCR, tem previsão de ser concluída em agosto deste ano.

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No encontro, que conta ainda com a presença do secretário de Esportes do Recife, George Braga, o prefeito irá detalhar outros projetos da pasta que estão em andamento na capital pernambucana.

Depois de se reunir com parlamentares, dirigentes de clubes da primeira divisão e esportistas do Bom Senso FC, o ministro do Esporte, George Hilton, recebe nesta sexta-feira os cartolas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para tentar construir um consenso em torno do refinanciamento da dívida dos clubes. Hilton prometeu ouvir ainda clubes das séries B, C e D antes de fechar uma proposta na primeira quinzena de fevereiro sobre o tema.

"A ideia é ouvir todos os segmentos e extrair ideias que sejam importantes na construção de uma proposta que defina claramente as diretrizes da repactuação dos passivos, porém exigindo contrapartidas claras de fair play financeiro e trabalhista e que coloque os clubes numa era de modernização", disse Hilton a jornalistas nesta quinta-feira, após mais uma reunião na Casa Civil, em Brasília. "Queremos amadurecer uma proposta, é importante ouvir todo mundo e a partir das opiniões, das propostas, vamos apresentar texto, elencando pontos que definam regras claras de como será relação governo e clubes de futebol", completou.

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Segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff tem demonstrado que quer que o texto tenha regras claras que contribuam para o desenvolvimento do futebol brasileiro. "Queremos que os clubes tenham apoio do governo, mas que tenham uma atitude de modernizar a prática de futebol", ressaltou Hilton.

No dia 23 deste mês, o governo criou um grupo interministerial da Casa Civil, ministérios da Fazenda, do Esporte, da Justiça, da Previdência Social e da Advocacia-Geral da União para elaborar uma proposta legislativa para modernizar a gestão do futebol brasileiro.

A comissão foi criada após Dilma vetar artigo de medida provisória que introduzia a possibilidade de refinanciamento das dívidas dos clubes com a União, sem nenhuma contrapartida que os obrigasse a cumprir qualquer medida de responsabilidade financeira e de gestão, como o pagamento de multas em caso de atraso dos salários dos jogadores. A ideia do governo é fechar o texto de uma medida provisória na primeira quinzena de fevereiro.

Membro da "bancada da bola", o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) reuniu-se com o grupo interministerial na última quarta-feira e pretende apresentar na próxima semana uma proposta que inclua penalidades para times que atrasarem pagamentos, como perda de pontos até o rebaixamento da equipe em competições.

Da parte do governo, Arantes espera que haja uma flexibilização quanto ao número de parcelas em que a dívida pode ser dividida e a supressão da exigência de uma entrada de 20% do valor do débito. Enquanto os clubes pedem prazo de 240 meses (20 anos) para pagar, o governo propõe 180 (15 anos). Além disso, os times dizem não ter condições de apresentar qualquer entrada.

Sobre o parcelamento das dívidas, Hilton disse achar que 204 (17 anos) meses é um prazo "razoável", que vai permitir que os clubes realinhem a sua gestão financeira. "Os clubes trouxeram propostas que são importantes, há interesse de todos. Vamos intensificar o diálogo", afirmou o ministro.

O novo ministro do Esporte, George Hilton, deixou de ser réu em uma ação de cobrança movida pela Caixa Econômica, banco estatal, após assumir seu cargo no primeiro escalão do governo de Dilma Rousseff. O processo foi motivado por uma dívida de R$ 30 mil no cartão de crédito do ministro. Ele reconhece a existência do débito.

Depois de tentar negociar o pagamento da dívida sem obter sucesso, como é praxe de qualquer banco, a Caixa levou o caso para a Justiça Federal de Minas Gerais. O processo foi aberto em 18 de dezembro do ano passado, quatro dias antes de Dilma confirmar Hilton na chefia do Esporte. Por causa do recesso de fim de ano do Judiciário, a ação só foi encaminhada ao juiz responsável, Carlos Roberto de Carvalho, na última quarta-feira, 7 de janeiro.

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A reportagem apurou, após a Justiça Federal registrar a movimentação processual, que Hilton ainda não havia quitado a dívida nem acertado qualquer espécie de parcelamento para começar a pagá-la.

No entanto, hoje, um dia após receber questionamentos da reportagem, o banco anunciou que estava desistindo da cobrança judicial. "Já houve desistência da ação por parte da Caixa, em virtude da negociação entre as partes", informou o banco, via assessoria de imprensa. Também nesta sexta, 9, Hilton informou, por meio de sua assessoria, que havia feito um acordo com o banco, fora do âmbito judicial, para quitar o débito.

A movimentação processual no site da Justiça federal de Minas passou então a mostrar que documentos foram juntados à ação. O conteúdo não pode ser conhecido porque o caso corre sob sigilo. Hilton e a Caixa se recusam a dar detalhes sobre o caso.

Procedimento

O sigilo também faz com que não seja conhecida a data em que a dívida foi contraída. É comum, no entanto, que casos do tipo só cheguem à Justiça após anos de cobrança mal sucedida.

O procedimento de cobrança, mesmo fora do âmbito judicial, é demorado. Ao detectar o não pagamento do cartão, o banco estatal aciona o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) a partir do quinto dia decorrido após o atraso. E o nome do cliente fica "sujo" na praça. Depois de dois meses, o cartão de crédito é cancelado. A dívida passa a ser cobrada pelo SPC, que oferece várias oportunidades de quitação.

A reportagem localizou pessoas que mantiveram a dívida por quatro anos sem que fossem acionadas judicialmente. A dívida só é cobrada na Justiça quando o banco ou o SPC tem certeza que o cliente tem imóveis que possam ser retidos.

Aliado

George Hilton é filiado ao PRB, partido dirigido por integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e que participou, desde sua fundação em 2005, dos governo do PT - primeiro com Luiz Inácio Lula da Silva e, depois, com Dilma Rousseff. O falecido ex-vice presidente da República, José Alencar, foi um dos fundadores da legenda.

Antes de assumir o ministério, Hilton era deputado federal pelo PRB de Minas Gerais. Em 2014, ele conseguiu se reeleger para a função.

Sua posse como ministro ocorreu em 2 de janeiro em clima conturbado. No fim de dezembro, o grupo Atletas do Brasil, integrado por personalidades como Bernardinho, Raí e Rubens Barrichello, lamentou a nomeação de Hilton. "Infelizmente, há anos, o Ministério do Esporte é usado na barganha política", disse o grupo em nota. Em seu discurso de posse, Hilton admitiu não entender "profundamente" de esporte.

Ainda na Justiça Federal de Minas, o ministro responde a uma ação de execução tributária aberta pela Fazenda Nacional. Além dele, são alvos da ação sua esposa, Gorete, e sua empresa Visão Locação e Transportes Ltda, que chama a atenção por não constar de sua declaração de bens.

Em 2005, Hilton foi expulso pelo PFL (que adotou o nome DEM a partir de 2007) após ser preso no aeroporto de Belo Horizonte transportando caixas de dinheiro em espécie. Ele justificou a situação dizendo que o valor era referente a doações feitas por fiéis da Iurd.

O ministro do Esporte, George Hilton (PRB), pagou R$ 84.996 para alugar dois computadores pessoais, por um ano e meio, enquanto exercia mandato de deputado federal por Minas Gerais. De acordo com a revista Veja, que revela a contratação, os mesmos equipamentos, juntos, custam cerca de R$ 15 mil nas lojas.

A reportagem da revista aponta que a empresa contratada para prestar o serviço ao gabinete do deputado foi a Ideas Movies and Solutions, que é especializada na produção de vídeos e prestou serviços na fracassada campanha de Hilton à prefeitura de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, em 2012.

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Ainda de acordo com a revista, a contratação foi justificada como "Manutenção de Escritório de Apoio à Atividade Parlamentar", enquanto a contratação de empresa de comunicação deveria ser apresentada como "Divulgação da Atividade Parlamentar".

O gabinete do ministro afirmou à revista que os pagamentos são referentes ao aluguel de dois computadores e de seus respectivos softwares, alegando que a verba de gabinete não pode ser usada para comprar equipamentos do tipo.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, realizou na tarde desta quarta-feira a primeira visita ao novo ministro Esporte, George Hilton. Entre os tópicos discutidos, o principal assunto foi a preparação para os Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio. E Nuzman se mostrou animado com o que foi conversado.

"Vamos manter a parceria, a sinergia e o trabalho em conjunto. O ministro está entusiasmado com a preparação para os Jogos", afirmou Nuzman. "O Brasil vem se preparando para organizar os melhores Jogos Olímpicos e Paralímpicos da história. A integração de todos os entes públicos com o Comitê Rio 2016 é um fator chave para o sucesso da organização."

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Esta aliança entre os órgãos responsáveis pela realização dos Jogos foi o ponto mais elogiado por Nuzman. "A relação entre o Ministério do Esporte, o COB e o Comitê Rio 2016 é exemplar para o mundo olímpico."

Os elogios de Nuzman vão de encontro às críticas que vêm sendo feitas à escolha de Hilton como novo ministro do Esporte, na vaga de Aldo Rebelo. O político, que se apresentava como "radialista, apresentador de televisão, teólogo e animador", nunca trabalhou com esporte e chegou a admitir que não entendia muito do assunto.

Mas isso não abalou a confiança de Nuzman, que apostou em uma grande edição dos Jogos Olímpicos no Brasil. Os eventos-testes estão previstos para terem início em julho deste ano e nem mesmo o atraso em diversas obras desanimou o presidente do COB.

"Os eventos estão sendo bem alinhados. Para nós, são importantes pela estrutura dos locais e pela operação de cada modalidade que teremos durante os Jogos, para podermos fazer ajustes, caso seja necessário", afirmou.

Alvo de críticas da comunidade esportiva e vaiado na última quinta-feira durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto, o novo ministro do Esporte, George Hilton, assumiu a pasta oficialmente nesta sexta-feira em evento esvaziado de atletas e também de representantes do primeiro escalão do governo. O deputado federal mineiro do PRB usou seu discurso para se defender de ataques, mas admitiu não ser familiarizado com o assunto e "não entender profundamente" da área.

"Gostaria de tranquilizá-los para dizer: posso não entender profundamente de esportes, mas entendo de gente. Eu sei ouvir as pessoas, sei dialogar", disse o novo ministro, prometendo usar a habilidade política para gerir a pasta. Hilton é radialista, apresentador de televisão e animador. "As críticas não me abatem, me impulsionam a empurrar a mim mesmo a realizar proezas."

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Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que passou nesta manhã o cargo a Hilton, minimizou a falta de familiaridade do sucessor com a pasta destacando a experiência da equipe técnica. As críticas ao nome do novo ministro, disse Rebelo, são "parte da democracia".

Diante da ausência de outras personalidades do mundo do esporte, Hilton quebrou o protocolo e pediu que o jogador de vôlei de praia Emanuel, presente no evento, subisse ao palco. Emanuel é casado com a ex-jogadora Leila, filiada ao PRB-DF. A plateia era composta por servidores do ministério, representantes de confederações esportivas e políticos. A ministra de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, chegou nos 10 minutos finais do discurso de Hilton.

Ligado à Igreja Universal, Hilton garantiu que sua "fé religiosa grande e inquebrável" não será obstáculo para a condução do Ministério.

Alinhado com o discurso do governo federal, Hilton destacou avanços dos últimos 12 anos na questão social e defendeu a "democratização" do esporte e seu uso como instrumento de inclusão. "Eu vou dar atenção especial ao esporte social, ao esporte inclusão, educacional e comunitário", disse Hilton, mencionando o programa Atleta na Escola, com atividades para alunos de ensino médio.

O novo ministro disse que a tônica da sua gestão será o esporte de base e prometeu trabalho intenso pela prorrogação da Lei de Incentivo ao Esporte, que vence em 2015. Ele afirmou ainda que, nos próximos dias, irá tratar com a Casa Civil da questão da dívida de clubes de futebol e prometeu se empenhar para valorizar o futebol feminino.

O apoio aos atletas que irão disputar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, segundo ele, será mantido, com continuidade dos programas Bolsa Pódio e Bolsa Atleta. Também será mantido o programa de controle de dopagem."Estou assumindo não só o compromisso de manter o que muito bem tem sido feito nesse ministério, mas especialmente de aperfeiçoar, ampliar e democratizar tudo o que vem sendo feito dentro do esporte", disse.

Hilton se recusou a dar entrevistas ao final do evento de transmissão do cargo e recebeu cumprimentos de convidados em uma sala reservada, sem a presença da imprensa.

A escolha do deputado federal George Hilton (PRB-MG) para ser o ministro do Esporte no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff vem recebendo críticas de todos os lados. Por meio de sua conta no Facebook, o pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) tenta indicar que nem todos são contra a escolha. Nas últimas horas, o político tem reproduzido mensagens de apoio.

As duas primeiras mensagens publicadas foram da Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE) e da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU). A primeira contou com o apoio da secretaria de Esporte do Distrito Federal, comandado pelo PRB, para organizar, em Brasília, a Gymnasíade (Olimpíadas Escolares) de 2013.

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Já a CBDU tem interesse semelhante. Brasília obteve o direito de organizar a Universíada de 2019, mas o governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) já avisou que vai abrir mão do evento por falta de recursos. A secretaria distrital segue com o PRB e a CBDU dependeria de intervenção do ministério do Esporte para reverter a decisão.

No Facebook, George Hilton também mostra os cumprimentos da Confederações Brasileiras de Sin Moo Hapkido (uma arte marcial derivada do Hapkido), de um dirigente da Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Esportivo (arte marcial derivada do jiu-jítsu brasileiro) e de um cartola da Federação Mineira de Handebol.

O futuro ministro disse também ter recebido, na terça-feira à noite, uma ligação do técnico da seleção brasileira de futebol, Dunga, "hipotecando apoio e desejando sucesso na gestão do Ministério".

A opção de Dilma por George Hilton, que não tem qualquer relação com o Esporte, escolhido por negociação partidária, causou duras críticas da ONG Atletas pelo Brasil, liderada pela ex-jogadora de vôlei Ana Moser e que conta com mais de 60 atletas e ex-atletas de renome no País. O deputado federal João Derly, bicampeão mundial de judô, além de outros políticos ligados ao esporte, também mostraram descontentamento com a escolha por Hilton.

Indicado para ser o novo ministro do Esporte, o deputado federal George Hilton (PRB-MG) reagiu nesta terça-feira, 30, às críticas que tem recebido desde que seu nome foi confirmado pelo Palácio do Planalto para integrar o primeiro escalão federal no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Em nota oficial, Hilton cita questões 'que já foram resolvidas' e considera que os ataques são injustos e que as críticas refletem uma 'perseguição implacável' gerada pela luta política.

"Levantaram contra mim questões há muito explicadas, com arquivamento formalizado até mesmo pelo Supremo Tribunal Federal. Com o único objetivo de desgastar minha imagem, mencionam sem os devidos esclarecimentos ações judiciais envolvendo questionamentos sobre o imposto predial e territorial urbano nos quais eu era fiador do contrato. Ou ainda noticiam como escândalo conflitos sobre o recolhimento de impostos que seguem o devido processo legal. Cobram até mesmo a declaração formal de uma empresa desativada", cita a nota do futuro ministro.

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O texto menciona, ainda, que "diante dos ataques injustos e da perseguição implacável gerados pela luta política, reafirmo minha disposição em auxiliar a presidenta da República a desenvolver o nosso País com justiça social. E que a sociedade pode esperar de mim os melhores esforços para melhorar a realidade do nosso País por meio do Esporte". A indicação de George Hilton foi confirmada pelo Palácio do Planalto em 23 de dezembro.

O ministro indicado defende, também, que a indicação dele para um cargo na Esplanada dos Ministérios "vem sendo usada na luta política do nosso País de forma injusta e desleal". O parlamentar cita que está honrado com o convite e que, prestes ao início do período de quinto mandato parlamentar consecutivo, tenho honrado meus eleitores com uma atuação firme, porém marcada pelo diálogo aberto, pela moderação política e pela busca constante da convergência.

Histórico

Em 2006, Hilton foi flagrado no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com R$ 600 mil em dinheiro, em 11 malas. O parlamentar mineiro justificou-se, dizendo que eram doações de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), da qual é pastor. O PFL, ao qual o deputado era filiado, porém, o expulsou.

Com a notícia de que Hilton será o novo ministro do Esporte, o episódio de oito anos atrás foi reavivado. Há ainda críticas à troca de comando no ministério a pouco mais de um ano e meio dos Jogos Olímpicos de 2016. Começaram pressões no PT e na base governista para que a futura nomeação seja revertida. Em entrevista ao Estado, porém, o presidente do PRB, Marcos Pereira, avisou que, se o convite ao deputado mineiro for cancelado, o PRB irá para a oposição.

Críticas

Ontem, parlamentares da Frente Mista do Esporte viram com preocupação a indicação de George Hilton (MG), líder da bancada do PRB na Câmara dos Deputados, para o Ministério do Esporte no lugar de Aldo Rebelo (PCdoB). Colegas do deputado na Frente dizem que Hilton nunca trabalhou em defesa de projetos ligados à área e que sua atuação na Casa sempre foi voltada para os interesses da bancada evangélica.

"Soa muito estranho o nome indicado porque, até onde sei, e acompanho o funcionamento do Congresso há 12 anos, não conheço esse vínculo, interesse e contribuição dele para o setor", afirmou o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA). "O George nunca sequer jogou bolinha de gude", resumiu um parlamentar atuante na área. Quatro integrantes da frente ouvidos pelo Broadcast Político tiveram dificuldade em se recordar de alguma participação de Hilton na frente ou nos últimos debates promovidos na Casa, por exemplo, para discutir o legado da Copa do Mundo ou a proposta que tratou do refinanciamento da dívida dos clubes de futebol.

George Hilton, líder do PRB na Câmara, não é membro da Comissão do Esporte e, em seu histórico de atuação desde 2007, passou pelas Comissões de Minas e Energia, Relações Exteriores e de Defesa Nacional, Constituição e Justiça, Cultura e Educação. (Colaboraram Wilson Tosta, Daiene Cardoso e Ricardo Brito)

Parlamentares da Frente Mista do Esporte viram com preocupação a indicação de George Hilton (MG), líder da bancada do PRB na Câmara dos Deputados, para o Ministério do Esporte no lugar de Aldo Rebelo (PCdoB). Colegas do deputado na Frente dizem que Hilton nunca trabalhou em defesa de projetos ligados à área e que sua atuação na Casa sempre foi voltada para os interesses da bancada evangélica.

"Soa muito estranho o nome indicado porque, até onde sei, e acompanho o funcionamento do Congresso há 12 anos, não conheço esse vínculo, interesse e contribuição dele para o setor", afirmou o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA). "O George nunca sequer jogou bolinha de gude", resumiu um parlamentar atuante na área.

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Quatro integrantes da frente tiveram dificuldade em se recordar de alguma participação de Hilton na frente ou nos últimos debates promovidos na Casa, por exemplo, para discutir o legado da Copa do Mundo ou a proposta que tratou do refinanciamento da dívida dos clubes de futebol. O líder do PRB não é membro da Comissão do Esporte e, em seu histórico de atuação desde 2007, passou pelas Comissões de Minas e Energia, Relações Exteriores e de Defesa Nacional, Constituição e Justiça, Cultura e Educação.

Nos bastidores, os parlamentares contam que o PRB havia fechado o apoio à candidatura de Dilma Rousseff com a condição de que teria um lugar mais expressivo na Esplanada dos Ministérios e que indicaria um deputado da bancada no Congresso. A avaliação é que a presidente Dilma avaliou apenas o "custo-benefício" ao entregar o Esporte para o PRB. O cálculo, lembram, leva em consideração que o partido de Hilton terá 21 deputados na Câmara, enquanto o PCdoB, apenas 10 na próxima legislatura. E, como o governo não terá uma ampla base aliada no Congresso, a presidente foi pragmática na composição do novo ministério. "Ele (George Hilton) é a bolinha de gude", concluiu outro deputado.

Por causa da realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, os dois próximos anos serão cruciais para o esporte brasileiro, avaliou o ex-goleiro e deputado federal Danrlei (PSD-RS). O ex-jogador de futebol elogiou o trabalho de Aldo Rebelo na realização da Copa e disse apoiar as críticas da organização Atletas pelo Brasil, que hoje atacou a indicação de Hilton. "É difícil entender algumas coisas", lamentou.

O peemedebista Lúcio Vieira Lima (BA), outro membro da Frente Parlamentar Mista do Esporte, preferiu não atacar a indicação, mas questionou a saída de Rebelo. Para o deputado, o atual ministro tem mais experiência para conduzir a realização da Olimpíada. "Acho que a manutenção do Aldo, diante de um grande evento como foi a Copa do Mundo, seria demais de bom", comentou.

O deputado comunista Daniel Almeida resumiu assim a saída do PCdoB da pasta em favor de Hilton, do PRB: "Pegou mal, não foi uma mudança feliz", afirmou. Mas, segundo ele, Dilma deve ter suas razões para ter feito essa escolha.

Mesmo diante das resistências do meio esportivo e da própria bancada do esporte, a avaliação dos parlamentares é que Dilma não alterará Hilton por supostamente não ter experiência no setor ao menos neste primeiro momento.

A Atletas pelo Brasil, organização presidida pela ex-jogadora de vôlei Ana Moser, divulgou nesta segunda-feira um nota oficial em que condena a nomeação do deputado federal George Hilton (PRB-MG) para o comando do Ministério do Esporte, anunciada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff, além de criticar o modo como o nome foi escolhido.

"Exigimos muito mais respeito e cuidado com tudo que envolve o tema Esporte no Brasil. O que está muito longe de acontecer quando constatamos os critérios, ou a falta deles, que foram usados para a escolha do novo ministro", afirma a Atletas pelo Brasil, organização sem fins lucrativos que reúne atletas e ex-atletas de diferentes gerações e modalidades pela melhoria do esporte.

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Além disso, a Atletas pelo Brasil destaca que a escolha de George Hilton para o ministério teve critérios apenas políticos. "A nomeação com critério unicamente político, na maior parte das vezes, traz consigo o aumento da ineficiência de gestão, descontinuidade da política, reinício de convencimentos e processos e tudo isso com custo aos cofres públicos", continua a organização.

A Atletas pelo Brasil também lembrou a proximidade dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, e avaliou que Dilma perdeu uma excelente oportunidade de agir para melhorar a gestão do esporte no Brasil. "Às vésperas das Olimpíadas, a Presidente Dilma abriu mão de uma oportunidade de melhorar a gestão do esporte. Decepcionou todo um setor de atletas, jornalistas, empresários, organizações, trabalhadores e amantes do esporte em geral", afirma, destacando que conquistas de atletas brasileiros nem sempre possuem relação com a política esportiva do País.

"E nós, atletas, não podemos mais ser mais usados simplesmente para fotos conjuntas em momentos de vitória nacional. Vamos ser francos, essas conquistas são muitas vezes obtidas a despeito da política esportiva, da legislação e da condução nacional do esporte. E, em alguns casos, encontrando até forças contrárias a dificultar o caminho. Se os governantes querem estar ao lado das vitórias, devem tomar consciência da sua enorme responsabilidade nas derrotas", prossegue a entidade.

Para a Atletas do Brasil, a definição do novo ministro indiciou o "desprestígio" do esporte com as autoridades públicas do País. "Seguimos em frente pois acreditamos em um País melhor, mas reiteramos aqui hoje que, como cidadãos e cidadãs brasileiros, nos sentimos envergonhados e desprestigiados, vendo que o esporte no Brasil continua sendo encarado como algo menor", conclui a Atletas pelo Brasil, que reúne nomes como Bernardinho, Cafu, Gustavo Borges, Kaká, Flávio Canto, Paulo André, Fernando Meligeni, Hortência e Rubens Barrichello.

A nomeação de Hilton causou surpresa nos meios esportivos, por significar a descontinuidade da administração de Aldo Rebelo. A pedido de Dilma, Rebelo deixou de concorrer à reeleição para ficar à frente da pasta na Copa do Mundo. O PC do B tinha esperanças de que Rebelo permaneceria à frente do Esporte também na Olimpíada do Rio.

A pasta tem importância estratégica por fazer parte da Autoridade Pública Olímpica, consórcio que reúne o Estado e a Prefeitura do Rio e gerencia as obras da competição. Além disso, Rebelo é um dos interlocutores do Comitê Olímpico Internacional no Brasil.

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