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O espaço do PSDB na chapa do movimento Pernambuco Quer Mudar ainda é indefinido. Nos bastidores, comenta-se que o partido levará a vaga de vice-governador, ao lado do candidato ao comando do Palácio do Campo das Princesas que deverá ser o senador Armando Monteiro (PTB), apesar disso, dentro do partido há quem defenda um protagonismo maior e a postulação de um nome tucano ao Senado Federal. O deputado federal Betinho Gomes é um deles. Para o parlamentar, o PSDB “não deve se contentar com a vice”. 

“O PSDB é o maior partido desse conjunto e acho que ainda dá tempo de discutir um espaço para a disputa de senador. Vai entrar como maior tempo, tem lideranças de peso, mais prefeitos, deputados federais. Esse negócio não pode se esgotar e simplesmente abrir mão desse espaço. Esse debate precisa ser feito de alguma maneira, quero publicamente fazer esta defesa, não vejo porque a gente já se resignar com o espaço de vice, sem nenhum demérito, mas devemos debater sim”, argumentou o tucano. 

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Na avaliação dele, mesmo que o deputado federal e presidente estadual da legenda Bruno Araújo tenha retirado o nome da disputa e afirmado que concorrerá à reeleição, o PSDB tem “quadros políticos para fazer a composição da chapa majoritária no Senado”.

“Precisamos estar bem representados, não podemos imaginar que coloca ali o PSDB na vice porque vai se contentar com isso. É preciso que a chapa de Armando tenha uma representação que se identifique com a Região Metropolitana para dar equilíbrio a chapa e o PSDB tem grandes quadros que atendem a isso”, observou Betinho Gomes, dizendo que o petebista e o deputado federal Mendonça Filho (DEM), que disputará a outra vaga para o Senado, têm base eleitoral no Agreste pernambucano. 

O deputado disse que ainda não houve uma reunião no partido para definir o espaço e caso não optem pelo Senado vão discutir se a vaga de vice os atende. Já sobre quem seria a pessoa que representaria os tucanos, ele disse que não foi definido. 

“Não tem nenhuma definição de nome, o de André Régis surgiu, assim como surgiu o de Elias [Gomes], o de Terezinha Nunes. Temos opções. Isso é o debate que precisa ser feito com mais profundidade. O partido  não se reuniu, acho que não pode demorar muito, inclusive, mas temos que definir o nome que seria oferecido para este conjunto de forças”, salientou.

A confirmação dos nomes de Armando, para governador, e Mendonça, ao Senado, na chapa do Pernambuco Quer Mudar deve ocorrer na próxima segunda-feira (11), durante uma coletiva de imprensa convocada para às 10h, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. 

O primeiro ato de campanha nacional do PSB, após a nova configuração da chapa, será no Recife, neste sábado (23). A candidata à presidência da República, Marina Silva, e o postulante à vice, Beto Albuquerque, decidiram reiniciar as atividades da coligação Unidos Pelo Brasil no estado para prestar uma homenagem ao ex-governador e presidenciável, Eduardo Campos, falecido em acidente aéreo, no último dia 13, no litoral de São Paulo. A informação da agenda foi confirmada pelo PSB de Pernambuco.

No início da manhã, às 9h, eles participam de uma caminhada no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife, ao lado da viúva de Eduardo, Renata Campos, e da chapa majoritária da Frente Popular, os candidatos a governador, Paulo Câmara (PSB), a vice, Raul Henry (PMDB), e ao Senado, Fernando Bezerra Coelho (PSB). Além deles, postulantes à Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados devem participar do ato. 

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O lançamento oficial da chapa vai acontecer durante ato no fim da tarde, às 17h, no Clube Internacional do Recife.  Os novos candidatos foram anunciados na última quarta-feira (20), durante uma reunião do PSB com os partidos aliados em Brasília. Desde então, no âmbito nacional, a legenda tem sofrido alguns rachas e crises internas. 

Entre os entraves que estão sendo enfrentados pelos socialistas está a não aceitação de Marina no comando da disputa. Em consequência a isso, o secretário-geral do partido, Carlos Siqueira, deixou a coordenação geral da campanha e o pernambucano Milton Coelho abriu mão do comando da área de mobilização popular. No lugar de Siqueira, o PSB nomeou a deputada federal Luiza Erundina (SP) para delinear os atos e o comando da campanha. 

Além disso, a coligação Unidos Pelo Brasil também perderem um dos partidos aliados, o PSL. A legenda é presidida nacionalmente pelo empresário Luciano Bivar, candidato a deputado federal. Segundo Bivar, o desembarque do grupo é consequência da “insegurança” que a legenda tem com a candidatura de Marina. Ele afirmou que fez alianças com Eduardo Campos e agora não sabe se serão cumpridas. 

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