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O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, rejeitou pedido do Ministério Público Federal pelas prisões do ex-assessor do presidente Michel Temer, Jose Yunes, e do amigo do emedebista, coronel João Batista Lima Filho. O magistrado também rejeitou a prisão de Rodrigo Rocha Loures, o "homem da mala", ex-assessor do presidente pego em ação controlada da Polícia Federal com R$ 500 mil em dinheiro vivo da JBS.

"Afirmar que a anunciada candidatura de Michel Temer à Presidência da República importe na permanência da empresa criminosa de ilícitos penais por parte dos requeridos demanda a indicação de fatos atuais (contemporâneos) nesse sentido, circunstância que não se verificou", anotou o magistrado.

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A decisão é do dia 9 de abril.

O ex-assessor do presidente Michel Temer e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) chegou por volta das 16 horas de ontem a sua residência no Lago Sul, área nobre de Brasília, em um carro da Polícia Federal. Por decisão tomada anteontem pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi posto em liberdade. Loures será monitorado por tornozeleira eletrônica.

Depois de deixar a Superintendência da PF em Brasília às 10h15 de ontem, Loures foi levado para Goiânia, onde colocou o equipamento. A tornozeleira, que não estava disponível na capital federal, visa a garantir o cumprimento da decisão de Fachin, que mandou soltar o peemedebista, mas impôs medidas cautelares.

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Loures foi filmado após receber de um executivo do Grupo J&F - controlador da JBS -, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, uma mala com R$ 500 mil, em São Paulo. Segundo Joesley, Loures foi indicado pelo presidente Temer para intermediar interesses do grupo junto ao governo federal. O ex-assessor e ex-deputado estava preso desde o dia 3 de junho.

Anteontem, o ministro Fachin encaminhou ao diretor-geral da PF, Leandro Daiello, o alvará de soltura de Loures, "a ser cumprido com as cautelas de lei e com observância das medidas determinadas".

O ex-deputado mora em um pequeno condomínio de luxo, com quatro casas. Ele terá de ficar em recolhimento domiciliar noturno (das 20 às 6 horas) e aos sábados, domingos e feriados, está proibido de deixar o País - tem de entregar seu passaporte à PF em 48 horas - e não pode manter contato com investigados, réus ou testemunhas do caso JBS.

Os agentes federais deixaram o local logo após Loures entrar em sua casa. O peemedebista não falou com a imprensa.

Julgamento. Fachin levará, em agosto, para julgamento na Segunda Turma do STF um recurso contra sua decisão que determinou o envio ao Tribunal Regional Federal da 3.ª Região os autos das investigações relativas ao procurador da República Ângelo Goulart Vilella e ao advogado Willer Tomaz de Souza, ambos presos no âmbito da Operação Patmos. Os dois pedem a revogação da prisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Polícia Federal aponta indícios de crime de corrupção passiva cometido pelo presidente Michel Temer e por seu ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no inquérito aberto com base na delação do empresário Joesley Batista, do Grupo J&F - controlador da JBS. Relatório parcial da investigação foi encaminhado nessa segunda-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF também pediu mais cinco dias de prazo para encerrar a apuração. O inquérito que investiga Temer e Rocha Loures não foi concluído na parte em que são apurados crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. O laudo final da perícia nos áudios gravados por Joesley não foi totalmente finalizado.

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O ministro Edson Fachin, relator do caso e da Operação Lava Jato no Supremo, deverá se manifestar hoje sobre a solicitação da PF de mais prazo para o encerramento do inquérito.

A conclusão ligada ao indício de corrupção teve como base o laudo referente a duas conversas gravadas entre o executivo Ricardo Saud, da J&F, e Loures. Além disso, foi incluída análise do vídeo em que o ex-deputado é flagrado levando uma mala de R$ 500 mil ao deixar um restaurante em São Paulo.

Apesar de tentar indicar outra pessoa para receber os valores - ele sugere o nome de "Edgar" -, o então deputado federal acabou combinando de pegar a mala de propinas em uma pizzaria indicada por ele na capital paulista.

O valor, conforme a delação, seria entregue semanalmente pela JBS ao peemedebista, em benefício de Temer, como foi informado, nas gravações, pelo diretor de Relações Institucionais da holding. "Eu já tenho 500 mil. E dessa semana tem mais 500. Então você te um milhão aí. Isso é toda semana. Vê com ele (Michel Temer)", disse Saud a Loures em um diálogo gravado.

Rocha Loures é suspeito de exercer influência sobre o preço do gás fornecido pela Petrobrás à termoelétrica EPE - o valor da propina, supostamente "em benefício de Temer", como relataram executivos da JBS, é correspondente a 5% do lucro que o grupo teria com a manobra.

Perícia

O áudio gravado por Joesley da conversa com Temer no Palácio do Jaburu, no dia 7 de março, possui vários trechos inaudíveis. O empresário e delator sustenta que Temer deu aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador financeiro Lúcio Funaro para que eles não fizessem delação premiada.

Caso Fachin aceite o pedido da PF, o prazo dos delegados se encerrará na no próximo sábado. Depois disso, o inquérito concluso deve seguir para a Procuradoria-geral da República que terá mais cinco dias para decidir se denuncia Temer e Loures ou se arquiva a investigação.

A PF disse que não comentaria o pedido de dilação no prazo. Em outras ocasiões, o Planalto negou qualquer prática ilícita envolvendo Temer.

Processos

Ontem, Temer embarcou para Rússia e Noruega, onde ficará até sexta-feira. Antes de viajar, o presidente ajuizou dois processos contra Joesley. Ele acusa o empresário de agir por "ódio" para prejudicá-lo e "se salvar dos seus crimes".

Uma das ações é por danos morais e outra por difamação, calúnia e injúria. Ambas são assinadas pelo advogado do PMDB, Renato Oliveira Ramos. As petições não estabelecem um valor para a indenização. Caso vença as ações judiciais, Temer pretende doar os valores da indenização a uma instituição da caridade.

O presidente também divulgou um vídeo ontem à tarde nas redes sociais no qual disse que "criminosos não ficarão impunes", como uma forma de resposta às denúncias feitas por Joesley. O empresário, em entrevista à Época, afirmou que o presidente liderava a "maior organização criminosa do País".

Nas ações protocoladas na Justiça Federal e na comum, que são praticamente idênticas, a defesa do presidente afirmou que Joesley "passou a mentir escancaradamente e a acusar outras pessoas para se salvar dos seus crimes" e o acusa de ser "o criminoso notório de maior sucesso na história brasileira", uma vez que conseguiu um acordo de delação premiada que o permite ficar em liberdade e morar no exterior.

Sem citar os governos do PT, o documento afirmou que é preciso "rememorar os fatos" de que o Grupo J&F, do qual Joesley é acionista, recebeu o primeiro financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2005, "muito antes" de Temer chegar ao Palácio do Planalto.

Com Temer fora do País, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, terão a missão de reaglutinar a base aliada no Congresso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um dia temido por muitos políticos brasileiros aconteceu para o ex-deputado federal e ex-assessor do presidente Michel Temer (PMDB) Rodrigo Rocha Loures (PMDB). Ele foi transferido, na tarde desta quarta-feira (7), para o Presídio da Papuda, em Brasília. Loures, até então, estava detido na Superintendência da Polícia Federal também na capital federal desde o último dia 3. 

Rocha viu sua vida ser virada de cabeça para baixo depois das denúncias do dono da JBS, Joesley Batista. O ex-parlamentar foi flagrado pela PF recebendo uma mala com R$ 500 mil, que seria a primeira parcela de uma propina a ser paga nos próximos 20 anos. 

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No presídio, ele vai ficar na denominada “ala de vulneráveis”, onde ficam os presos do mensalão. Entre os pedidos feito pela defesa, foi a que Rocha Loures não tivesse um “tratamento cruel”. Os advogados também chegaram a pedir que ele não tivesse a cabeça raspada. 

Loures prestaria seu primeiro depoimento à PF, nesta quarta, porém foi prorrogada pela polícia para a próxima sexta (9) porque o relato do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disponibilizou à defesa do ex-deputado todo o conteúdo da investigação pelas próximas 48 horas. 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reafirmou que o ex-deputado Rocha Loures (PMDB/PR) 'recebeu com naturalidade, em nome de Michel Temer', oferta de propina do empresário Joesley Batista, da JBS. Janot se refere a uma propina de 5% que teria sido acertada com Loures sobre o benefício econômico a ser auferido pelo Grupo J&F, especificamente em favor da EPE Cuiabá. O então assessor especial de Temer teria, em contrapartida, que interceder em favor do grupo em processo administrativo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão antitruste do governo federal.

O argumento do procurador faz parte do pedido - apresentado nesta quinta-feira (1º) - ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para que reveja sua decisão e autorize a prisão preventiva de Loures.

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Para Janot, como Loures perdeu a prerrogativa de foro privilegiado, já que o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB-PR) voltou à Câmara, não há mais motivo para que a medida cautelar deixe de ser executada.

Segundo Janot, o envolvimento de Loures nos fatos relativos ao Inquérito 4483 - Operação Patmos, que mira o ex-parlamentar e o presidente - se deu na condição de homem de 'total confiança' de Temer.

"Em suma, Rodrigo Loures aceitou e recebeu com naturalidade, em nome de Michel Temer, a oferta de propina (5% sobre o benefício econômico a ser auferido) feita pelo empresário Joesley Batista, em troca de interceder a favor do Grupo J&F, mais especificamente em favor da EPE Cuiabá, em processo administrativo que tramita no Cade", reitera o procurador.

Segundo Janot, 'após esse acordo inicial, momento em que o crime de corrupção se consumara, o deputado federal ainda recebeu os valores da propina acertada do também colaborador Ricardo Saud'.

Saud é executivo do Grupo JBS.

Loures foi flagrado correndo por uma rua de São Paulo carregando a mala estufada de propinas da JBS, a mala dos R$ 500 mil - 10 mil noitas de R$ 50.

Para o procurador-geral da República, 'é imprescindível' a prisão de Loures e também do senador Aécio Neves (PSDB/MG) - supostamente envolvido em propina de R$ 2 milhões de Joesley - 'para garantia da ordem pública e instrução criminal, diante de fatos gravíssimos que teriam sido cometidos'.

Aécio e Loures foram gravados pelo dono da JBS, em negociação de pagamento de propina.

Quando negou o pedido há duas semanas, após deflagrada a Operação Patmos, Fachin havia alegado a imunidade parlamentar de Loures para não autorizar a prisão. O ex-assessor de Temer havia assumido o mandato de deputado federal no lugar de Osmar Serraglio.

Janot pediu a Fachin que decrete a prisão de Loures mediante decisão monocrática.

Segundo informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação Estratégica da Procuradoria-Geral da República, Janot pede a reconsideração a Fachin com base no fato novo de que o então deputado perdeu a prerrogativa de função e, com isso, a imunidade prevista na Constituição segundo a qual 'os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável'.

Para Janot, na decisão de 17 de maio, quando indeferiu o pedido, o ministro reconheceu o preenchimento de todos os requisitos legais da prisão preventiva para garantia da ordem pública e da instrução processual penal.

Segundo o procurador, ele somente impôs medidas cautelares diversas da prisão com o entendimento de que "à míngua de manifestação prévia do Pleno do STF a respeito do alcance da imunidade prevista no artigo 53, § 2º, da Constituição Federal' não seria possível, por ora, 'decretar a prisão preventiva pleiteada na inicial'.

Loures é investigado no Inquérito 4483 pela suposta prática de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação.

O pedido de prisão dele e de outros investigados foram formulados pelo procurador-geral da República com base em material comprobatório apresentado por executivos ligados ao Grupo J&F, bem como em apurações feitas por meio de ações controladas da Polícia Federal.

Para o procurador, os requisitos para a custódia cautelar ressaltados por Edson Fachin na decisão anterior permanecem inalterados.

Janot destaca que na quarta-feira (31) foi publicado no Diário Oficial da União decreto presidencial de exoneração de Serraglio do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Serraglio já retomou suas atividades parlamentares, o que devolve a condição de suplente da representação partidária ao agora ex-deputado Rocha Loures.

Mesmo após ter sido flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil em espécie e de ter sido afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do seu cargo, o deputado federal Rocha Loures (PMDB) continuará recebendo salário de R$ 33,7 mil e plano de saúde. A decisão foi da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. 

No entanto, Loures vai perder algumas regalias como o auxílio-moradia mensal no valor de R$ 4.253 reais, a Cota Parlamentar, que é um benefício destinado para despesas com telefone, correio e passagens aéreas, além da verba de gabinete de R$ 97.116,13 com a qual são pagos os salários dos funcionários escolhidos pelo parlamentar. 

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De acordo com a delação premiada dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, Loures seria o intermediário do presidente Michel Temer (PMDB) para os temas de interesse entre a empresa e o governo. 

A justificativa do primeiro-vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB), para ele continuar recebendo o salário é porque Rocha continua sendo deputado ainda que suspenso do cargo. 

O presidente Michel Temer (PMDB), o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) serão investigados em conjunto, no mesmo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, mandou a Procuradoria-Geral da República investigá-los com base nas delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, proprietários do grupo JBS. O inquérito, de número 4.483, tramitará sem segredo de Justiça.

A íntegra do pedido da PGR para abrir investigação contra o presidente ainda não está disponível, tampouco a decisão do ministro com a autorização. O que consta no sistema, neste momento, é a certidão de distribuição para o ministro Edson Fachin.

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O documento mostra que o processo foi direcionado especificamente a ele por haver eventual conexão com o inquérito que investiga uma suposta organização criminosa entre membros do PMDB no Senado Federal, base do inquérito 4.326.

Delação

Em um dia cercado de expectativas em torno dos desdobramentos da crise política que abala o governo, o conteúdo da delação da JBS deve ser tornado público a qualquer momento, segundo apurou por volta das 12h desta sexta-feira, 19, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O sigilo da delação já foi levantado pelo ministro do Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, mas ainda não foram tornados públicos os depoimentos dos irmãos Batista.

Os pedidos de investigação feitos pela PGR e as decisões de Fachin serão divulgados. Ainda não se sabe se serão divulgados todos os termos de colaboração e todos os documentos apresentados pelos delatores ou se alguma parte não será fornecida.

O STF divulgou nesta quinta-feira (18) o áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista que embasa o acordo de delação premiada fechado pelo executivo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) na Lava Jato. Uma cópia do áudio foi encaminhada ao Palácio do Planalto na tarde da quinta-feira e depois fornecida à imprensa.

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