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Ao menos 23 pessoas morreram em decorrência de violentas tempestades e pelo menos um tornado que atingiram o estado do Mississípi, no sul dos Estados Unidos, na noite de sexta-feira, informaram autoridades neste sábado (25).

A agência de gestão de emergências do estado, MEMA, disse que pelo menos quatro pessoas estão desaparecidas e dezenas ficaram feridas, enquanto outras milhares ficaram sem energia em Mississípi, Alabama e Tennessee.

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A agência informou, ainda, temer que o número de mortos aumente.

"É uma tragédia", reagiu no Twitter o governador do estado, Tate Reeves, ressaltando que uma das cidades mais atingidas foi Silver City.

"Pelo menos 23 habitantes do Mississípi morreram por causa de tornados violentos ontem à noite. Sabemos que muitos mais estão feridos. Equipes de busca e resgate continuam ativas", destacou o governador.

"A perda será sentida nestas cidades para sempre. Por favor, ore para que a mão de Deus esteja com todos aqueles que perderam familiares e amigos", acrescentou.

As operações de busca e resgate estão em andamento nos condados de Sharkey e Humphreys, cerca de 110 quilômetros ao norte de Jackson, a capital do estado, informou a MEMA pelo Twitter.

"Minha cidade se foi", disse o prefeito de Rolling Fork, Eldridge Walker, no condado de Sharkey, à WJTV: "Devastação: quando olho ao meu redor, é tudo o que vejo", acrescentou.

O presidente Joe Biden afirmou, em nota, ter visto as imagens "dolorosas" da área e ressaltou que seu governo fará "tudo o possível para ajudar (...) enquanto for necessário".

- "Assustador" -

A moradora Patricia Perkins, que trabalha em uma loja de ferragens local, disse à AFP que "quase tudo foi apagado".

Outra moradora da área, Shanta Howard, disse à afiliada da ABC, WAPT, que os moradores tiveram que ajudar a remover os mortos dos escombros de suas casas.

"Foi como se não tivéssemos sido avisados. Não sabíamos o que estava acontecendo", disse Tracy Harden, dona do Chuck's Dairy Bar em Rolling Fork, aos prantos ao ser entrevistada pela CNN.

Woodrow Johnson, um funcionário público do condado de Humphreys, disse à CNN que sua esposa o acordou assustada com o barulho. "Foi uma coisa muito assustadora", disse Johnson, acrescentando que a casa de seu vizinho, um trailer, havia "desaparecido completamente".

O Serviço Nacional de Meteorologia alertou os moradores neste sábado que "os riscos persistirão mesmo depois que as tempestades tenham passado".

Imagens na televisão mostraram casas destruídas e escombros espalhados pelas ruas.

Malary White, porta-voz da MEMA, afirmou que não é possível avaliar os danos até que os funcionários consigam fazer uma inspeção completa à luz do dia. "Quanto aos números oficiais de danos, não os teremos até amanhã", disse.

"Nossa maior prioridade neste momento, especialmente para os socorristas locais, é a segurança da vida e a responsabilidade das pessoas e nos assegurarmos de que estejam a salvo", afirmou à emissora WJTV, afiliada da CBS News.

O Serviço Nacional de Meteorologia de Jackson informou no início deste sábado que o alerta de tornado havia passado. "Chuvas e trovoadas adicionais são esperadas em toda a nossa área", tuitou, acrescentando que "não se espera que sejam severas".

Os tornados, fenômenos meteorológicos tão impressionantes quanto difíceis de prever, são habituais nos Estados Unidos, especialmente no centro e no sul do país. Em dezembro de 2021, cerca de 80 pessoas morreram depois que tornados atingiram o estado do Kentucky.

O empresário James Timothy Norman, conhecido como Tim Norman, produtor e protagonista do reality show norte-americano ‘Welcome to Sweetie Pies’ foi preso acusado de participar do assassinato do sobrinho, Andre Montgomery, de 18 anos.

Segundo informações do New York Post, Norman está sendo acusado de conspiração para o assassinato do sobrinho, que aconteceu em 2016, ao lado de uma dançarina chamada Terica Ellis, e outras pessoas, por interesse em uma apólice de seguro de vida, no valor de US$ 450 mil, onde o produtor era o único beneficiário. 

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De acordo com o site, a queixa contra a estrela do reality foi feita em 11 de agosto, mas ele foi preso apenas na última terça-feira (18), em Jackson, no Mississipi. Norman foi encaminhado para Centro de Detenção do Condado de Madison. 

O crime vem sendo investigado pela Seção de Homicídios do Departamento de Polícia Metropolitana de St. Louis em conjunto com o FBI, que descobriu ligações entre os acusados e alguns pagamentos feitos por Norman, poucos dias após o crime, no valor de US$ 9 mil, em dinheiro, para diversas contas. 

Além disso, uma semana após os depósitos o produtor contatou a seguradora para cobrar o regimento do seguro de vida do sobrinho.

O blues conquistou o público recifense. O ritmo tem hoje espaço em muitos bares, restaurantes e pubs da capital pernambucana, e os apreciadores dispõem de opções em todos os dias da semana para passar a noite embalados pela cadência típica do estilo. Casas como o Burburinho, Bazza e Casa da Moeda, além de restaurantes, abrigam shows de blueseiros, que formam uma das cenas mais ativas na cidade.

O Blues sempre esteve profundamente ligado à cultura afro-americana, especialmente do sul dos Estados Unidos, em estados como Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia. Os escravos das plantações de algodão usavam o canto, nas chamadas worksongs, para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho. Essas cantigas são uma das origens do blues, um modo mais pessoal e melancólico de expressar seus sofrimentos, angústias e tristezas.

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O estilo exerce grande influência na música popular ocidental a partir do século 20, definindo e influenciando o surgimento de estilos musicais como jazz, rhythm and blues, rock and roll e a música country, além do rocksteady e da soul music e de influenciar a música pop convencional e até a música clássica moderna. Paul Olivier, pesquisador e uma das maiores autoridades sobre o blues, escreve em The story of the Blues: "O blues é um estado de espírito e a música que dá voz a ele. O blues é o lamento dos oprimidos, o grito de independência, a paixão dos lascivos, a raiva dos frustrados e a gargalhada do fatalista.” 

No Recife, a atual cena blueseira começou tímida há três anos e meio, com o Recife Blues Sessions, realizado toda segunda-feira na Estação da Moeda. Em seguida, o evento se mudou para o Caravella's, e depois para o Burburinho, todos localizados no Bairro do Recife. O movimento começou com a banda Bluestamontes, uma banda com ‘tendência a jam sessions’. "No começo não foi fácil, começou devagar, a gente foi conquistando. Fomos pioneiros desta nova cena, não do blues no Recife. O repertório é improvisado, por ser uma jam session, o barato é esse. Daqui surgem muitas ideias, outros eventos", explica Rico de Moraes, vocalista da Bluestamontes e produtor da Recife Blues Sessions. O blog Recife Blues, hoje inativo, também teve importância na divulgação dos shows e jam sessions. 

O repertório é bem diversificado na grande maioria das casas e passeia pela tradição blueseira: BB king, Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan, Howlin' Wolf, Buddy Guy, Etta James, Robert Johnson, Fred King, Jonhy Winter, Robben Ford, Celso Blues Boy, Nuno Mindelis e outros mestres são lembrados e tocados. A engenheira de qualidade Fernanda Fontenelle é uma frequentadora das casas que tocam blues no Recife. "Eu cresci escutando blues, rock, faz parte da minha história. É uma música que mexe com a alma. É uma música não só boa de escutar, mas também de sentir", confessa Fernanda.

Alexandre Santiago, um dos pioneiros do blues no Recife, já possui quinze anos de estrada. Lançou em 99 o primeiro CD de blues feito por uma banda pernambucana, a Morango Jungle. "O blues é uma música fácil das pessoas curtirem, envolve muito. Com três acordes você faz muitas variações, além de ter a gaita também. O blues consegue atingir as pessoas como uma coisa lógica, mas também de sentimento", explica Alexandre.

 

O músico tocou um bom tempo em jam sessions realizadas em pubs de Nova York e retornou ao Recife em 2009, quando começou a tocar com Rico de Moraes, que teve a ideia de montar um projeto de jam session. "O que deu impulso pra esse momento que está acontecendo no Recife foram as jam sessions. É o segredo desse cenário, a cereja do bolo. Acontecia como era em Nova York. Antigamente, cada um tocava sua música, ninguém dava canja no show do outro, era uma coisa muito individualista", comenta Santiago. Segundo o blueseiro, as pessoas compraram a ideia, perceberam que era uma coisa legal. Daí surgiu uma grande ‘brodagem’ entre os blueseiros do Recife, proporcionando o surgimento de outras bandas e muitas pessoas querendo tocar blues em outros locais: "O blues tá que nem pipoca", afirma.

O casal Patrícia Piacentini e Carlos Câmara, amantes do blues, se divertem com o ritmo. "Eu morei 15 anos nos EUA. Você procura escutar a mesma música com que você se identifica. O blues é uma maneira de me encontrar, de me identificar. Eu gosto de ouvir, da música mesmo”, comenta Patrícia. O analista de redes Anderson Barros raramente falta a uma segunda-feira do blues no Burburinho. "O blues é um ritmo pra quem gosta de música boa. No blues, a gente encontra linhas melódicas de contrabaixo e solos legais de guitarra, além de bons cantores, pra cantar blues tem que ter boa voz”, contou Anderson, que também vem por ser “Um ponto de encontro de amigos com o mesmo gosto musical".

Outra iniciativa que contribuiu para o estabelecimento deste circuito no Recife foram os eventos do projeto Oi Blues By Night, idealizado por Giovanni Papaleo, fundador e baterista da banda Uptowband. "O blues é o pai de toda música pop. É simples, mas não é fácil, e merece seu espaço por Recife ser uma metrópole. A cena aqui é tão forte quanto em outros Estados do Brasil, em relação aos músicos locais. Recife hoje faz parte do roteiro internacional de blues e está de parabéns", opina Giovanni.

Completa o pesquisador Paul Olivier: "O blues (...) é também uma música social: o blues pode ser diversão, pode ser música para dançar e para beber, a música de uma classe dentro de um grupo segregado. (...) O blues é a canção casual do guitarrista na varanda do quintal, a música do pianista no bar, o sucesso do rhythm and blues tocado na jukebox. É o duelo obsceno de violeiros na feira ambulante, o show no palco de um inferninho nos arredores da cidade, o espetáculo de uma trupe itinerante, o último número de uma estrela dos discos. O blues é todas estas coisas e todas estas pessoas, a criação de artistas famosos com muitas gravações e a inspiração de um homem conhecido apenas por sua comunidade, talvez conhecido apenas por si mesmo".

Confira o roteiro blueseiro do Recife:

Segundas

Recife Blues Sessions

22h

Burburinho bar e comedoria (Rua Tomazina, 106 - Bairro do Recife)

R$ 10

(81) 3224 5854

Terças

Motorciclano

21h

Casa da Moeda (Rua da Moeda, 150 - Bairro do Recife)

Gratuito

(81) 3224 6803

Quartas

Handmande Blues

21h

Bazza (Rua Sebastião Alves, 273 - Parnamirim)

R$ 10

(81) 3048 3126

Santiago Blues Power Trio

21h

Fiteiro Bar (Rua Capitão Rebelinho, 520 - Boa Viagem)

(81) 3035 6643

Quintas

4Blues

21h

Nez Bistrô (Praça de Casa Forte, 314 - Casa Forte)

R$ 20

(81) 3441 7873

Yolanda! "Pianíssimo"

21h

Rocket 48 (Rua Carneiro Vilela, 250 - SL 07 Espinheiro)

R$ 5

(81) 3204 4849

Sextas

Santiago Blues Trio

21h

Tapa de Cuadril (Av. Conselheiro Aguiar, 1089.

R$ 12

(81) 3326 0250

Sábados

Santiago Blues Trio

21h

Tapa de Cuadril (Av. Conselheiro Aguiar, 1089.

R$ 12

(81) 3326 0250

Domingos

4Blues

20h

Canela Gastrobar (Rua Caio Pereira, 100 - Rosarinho)

R$ 15

(81) 3241 5604

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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