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Já é bastante comum encontrarmos nas vias do Recife vendedores de pipoca, comerciantes de água mineral, além dos trabalhadores que oferecem utensílios para carros e celulares. E para dar continuidade aos produtos disponíveis em meio ao lento trânsito recifense, uma famosa pizzaria da cidade resolveu inovar e fazer do tráfego intenso uma ótima oportunidade de ampliar seus serviços.

Cerca de cinco meses atrás, a unidade Ilha do Leite da Skillus passou a comercializar pizzas feitas na hora para os motoristas que enfrentam o trânsito lento do Recife. Funcionários da empresa, devidamente caracterizados e anunciando os produtos, caminham entre os carros próximos à unidade, no cruzamento com a Avenida Agamenon Magalhães, área central do Recife. A média de vendas é de 110 pizzas por dia.

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De acordo com administrador da Skillus Ilha do Leite, Jair Konrad, a ideia surgiu a partir da necessidade dos clientes que encaram o trânsito em horários de pico. Muitos deles não têm tempo de parar e apreciar uma boa pizza no estabelecimento, e por isso, a empresa resolveu aproveitar a lentidão do trânsito e oferecer a chance dos condutores apreciarem os produtos sem saírem dos carros. Por enquanto, mussarela e calabresa são os sabores disponíveis, entretanto, há um plano para que o cardápio móvel seja ampliado.

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“Fizemos uma pesquisa de mercado e identificamos que o cliente reclamava muito do trânsito. Surgiu assim a ideia de fazer pizza, com o mesmo padrão de qualidade do nosso restaurante, e atender à necessidade do público. É uma experiência que nenhuma empresa do nosso porte tem. Nossos funcionários oferecem as pizzas entre os veículos. Os pagamentos podem ser feitos em dinheiro ou por meio de cartão”, explica Konrad, em entrevista ao LeiaJá.

Dois vendedores circulam no sinal próximo à Skillus da Ilha do Leite. Além deles, três pizzaiolos ficam a postos, dentro do estabelecimento, trabalhando na produção das pizzas. O tempo médio entre o pedido e a entrega é de três minutos, segundo o administrador da unidade. A empresa também identificou que a lentidão no fluxo de veículos especificamente nesse ponto faz os motoristas levarem de dez a 15 minutos até cruzarem a Avenida Agamenon Magalhães.

O serviço está sendo oferecido de segunda à sexta-feira, das 16h às 19h. A pizza de mussarela custa R$ 15, enquanto que a de calabresa é vendida por R$ 20. É importante lembrar que a Skillus continua vendendo seus produtos da forma tradicional, no próprio restaurante. 

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Colaborou Naiane Nascimento  

Não pagamento de verbas rescisórias e horas extras, revista dos pertences dos funcionários e não concessão de intervalos. Essas são algumas das acusações do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Pernambuco, contra o grupo empresarial que administra os restaurantes Gio, Spettus Grill e Skillus, por meio de uma ação civil pública. No dia 12 de maio, a ação foi ajuizada e tem a autoria do procurador do Trabalho, Leonardo Osório Mendonça.

A denúncia foi feita ao MPT em março de 2011 e apontava que a Gio não pagava as horas extras trabalhadas. De acordo com o MPT, a empresa ainda realizava o pagamento dos salários por fora dos contracheques. Ainda segundo o órgão, foram constatadas também irregularidades como alteração unilateral dos salários, não concessão de intervalos durante a jornada, retenção das gorjetas recebidas pelos funcionários, realização de revista íntima nos funcionários – irregularidade ocorrida também no Spettus -, e não pagamento da rescisão contratual dos empregados – igualmente observado nos outros dois restaurantes do grupo econômico.

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Em agosto do ano passado, por meio de uma audiência judicial, o MPT alega que o grupo empresarial se recusou a firmar o Termo de Ajuste de Conduta, usando como argumentação que a Convenção Coletiva permitia a revista íntima dos trabalhadores. Na época, instaurou-se representação contra o Núcleo Intersindical de Conciliação Trabalhista dos Trabalhadores e Empregados do Ramo de Hotéis, Motéis, Bares, Restaurantes e Similares, Boates, Casas de Jogos e Diversões do Estado de Pernambuco, devido a verbas rescisórias que deveriam ser pagas aos sindicatos.

De acordo com o MPT, ex-funcionários das empresas alegaram que eram obrigados a mostrar a bolsa antes de sair do local de trabalho, bem como os aventais, antes de irem ao banheiro. A intenção era que fosse constatado se os empregados haviam recebido ou não gorjeta da clientela. O que agrava ainda mais as denúncias, era o fato de que as revistas, mesmo nas mulheres, eram feitas por seguranças do sexo masculino, conforme informações do MPT. “O MPT considera a revista íntima prática abusiva do empregador porque expõe o funcionário a constrangimento desnecessário, o intimida e humilha no próprio ambiente de trabalho. Além disso, a revista decorre da presunção de que todos os empregados são suspeitos de ato ilícito quando o correto é a presunção de inocência”, opina Mendonça, conforme informações do Ministério.

Alteração salarial

Ainda de acordo com MPT, também houve alteração dos salários. No mês de abril de 2010, os gerentes do Gio informaram em reunião com os empregados que, por problemas financeiros, a empresa reduziria as remunerações. Segundo as denúncias, um dos funcionários que recebia R$ 1.300, passou a receber R$ 760.

“Sempre que entende que é benéfico aos interesses empresariais, o Gio altera unilateralmente os contratos de trabalho, impondo condições laborais mais desvantajosas aos empregados, inclusive adotando a diminuição dos salários.”, diz o procurador, de acordo com o MPT.

O Ministério exigiu que o Gio Spettus Grill e o Skillus arcasse com um valor de R$ 500 mil, cada um, em forma de indenização por dano moral. O grupo empresarial também deverá pagar as verbas rescisórias cabíveis ao fim dos contratos de trabalho, devendo submeter os recibos de quitação dos empregados com mais de um ano de serviço à homologação dos do sindicato profissional.  Outra exigência foi que a Gio e o Spettus Grill acabassem com as revistas íntimas, entre outras solicitações.

Se os pedidos forem acolhidos, o MPT ainda pediu que as empresas sejam obrigadas a pagar multa mensal na quantia R$ 2 mil por trabalhador encontrado em situação irregular.

Posicionamento do grupo

De acordo com a proprietária do grupo empresarial, Tânia Konrrad, essas denúncias não procedem. “Nada disso procede. Vamos aguardar um comunicado oficial da justiça para nos defender. Isso é um absurdo”, afirmou.

Segundo a empresária, ela apenas ficou sabendo do caso ao conversar com nossa reportagem e agora vai procurar a fonte das denúncias para esclarecer o caso.

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