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A mudança na Lei Geral de Telecomunicações feita em 2019 para dar uma solução à concessão da telefonia fixa, que se tornou obsoleta, ainda não gerou resultados práticos, na visão das operadoras, que reclamam de perda de tempo e dinheiro.

O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, disse que o tema começou a ser discutido em 2010, foi para consulta pública em 2012, virou projeto de lei em 2014. Apesar de aprovado e sancionado em 2019, nada mudou desde então. "Ela (lei) ainda não produziu efeitos concretos no que diz respeito à mudança na concessão para autorização", disse Abreu. "Vimos uma perda de tempo na discussão sobre a mudança de modelo."

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Abreu reiterou que a prestação de telefonia fixa nos moldes atuais se tornou insustentável porque o serviço caiu em desuso e porque há muita "rigidez na regulamentação", na sua avaliação. "Para que o modelo continua a ser bem-sucedido, é preciso ter adaptabilidade e capacidade da regulamentação a reagir de maneira rápida a esses desafios", disse.

Segundo dados da consultoria Teleco, a quantidade de linhas de telefonia fixa ativas no País caiu de 45 milhões em 2013 para 26,3 milhões em julho de 2023, uma queda de 41,5% no período.

A mesma posição da Oi foi defendida pelo presidente da Telefônica Brasil (dona da Vivo), Christian Gebara. "Olhando para frente, precisamos resolver a migração da concessão para autorização. O serviço de telefonia fixa não é mais demandado, já se tornou insustentável e desequilibrado economicamente há anos", declarou. Gebara disse que a queda de receita em telefonia fixa na Vivo está na ordem de 25% por ano.

O tema foi abordado esta semana durante o Painel Telebrasil, organizado pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), com empresas e autoridades públicas, em Brasília. Também presente ao evento, o conselheiro da Anatel que cuida do tema, Artur Coimbra, disse que o melhor caminho para a sociedade "seria fugir da concessão" e seguir em um modelo mais sustentável para as empresas e para os usuários remanescentes da telefonia fixa. "A concessão se mostrou um modelo com muito efeitos colaterais", afirmou.

Coimbra disse que existe a chance de as empresas migrarem para o regime de autorização. Caso isso não ocorra, a agência está preparando o edital para estender a concessão, que acaba em 2025. Outra possibilidade, segundo ele, seria um decreto da Presidência da República determinando que a concessão não é mais necessária.

Mudança na lei

 

A Lei Geral de Telecomunicações foi atualizada em 2019 para permitir que as empresas que fornecem serviços de telefonia fixa possam migrar, de modo voluntário, do regime de concessões (tarifas reguladas) para o de autorizações (tarifas livres).

Com a mudança, as empresas deixarão de cumprir obrigações como a manutenção de orelhões, que consome centenas de milhões de reais por ano. Também poderão ficar com os chamados bens reversíveis - que envolvem a infraestrutura de redes e edificações envolvidos na operação de telefonia fixa e deveriam ser devolvidos à União no fim da concessão.

Em troca, as teles terão de assumir compromissos de investimentos para levar a banda larga até o interior do País, em regiões ainda carentes de conectividade. Os investimentos consolidados devem ser de R$ 33,6 bilhões, conforme definido em julho Anatel com recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU).

As teles, entretanto, questionam esses valores e também abriram processos de arbitragem contra a Anatel nos últimos dois anos para rever os termos da concessão. Agora, porém, as arbitragens foram temporariamente paralisadas para as partes tentarem um acordo sob mediação do Tribunal de Contas da União (TCU).

O presidente da Oi defendeu o diálogo para resolver o impasse. "É preciso discussão sobre o término da concessão a partir de um diálogo mais profundo com Anatel, Congresso e órgãos de controle, como TCU e AGU, para poder, efetivamente, deixar o modelo da concessão para trás", disse Abreu.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu levar ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedido para tentar resolver o embaraço bilionário da concessão de telefonia fixa da Oi por meio de um acordo com a operadora. A medida foi aprovada pelos membros do conselho diretor no começo da noite de segunda-feira.

Esse é um caminho novo para se resolver os litígios entre as empresas e o poder público. A chance de solução de disputas por acordo veio somente em janeiro, com a criação da Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos do TCU - iniciativa liderada pelo ministro Bruno Dantas. O primeiro acordo foi homologado neste mês e envolveu usinas hidrelétricas, a agência reguladora do setor e o Ministério de Minas e Energia.

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O caso da Oi já é o maior e mais complexo do gênero. Também pode ser a salvação para a companhia, que em março entrou pela segunda vez em recuperação judicial, com dívidas de R$ 44,3 bilhões. Para se levantar, é essencial que a tele administre a sangria de recursos com a concessão de telefonia fixa - um serviço obsoleto, mas que continuará exigindo desembolsos com manutenção das redes até o fim de 2025, quando termina o contrato de concessão. Pelas contas da Anatel, a Oi gastou cerca de R$ 8 bilhões em 2022 com manutenção de orelhões, centrais telefônicas, redes próprias e de terceiros e call center, entre outros. Já a receita da área ficou abaixo de R$ 2 bilhões.

ARBITRAGEM

A Oi abriu no ano passado processo de arbitragem cobrando da Anatel compensação pelos prejuízos econômicos provocados pela concessão. A operadora calcula que tem a receber R$ 53 bilhões, mas entram nessa conta reclamações antigas, com chance de cair por prescrição do prazo. Os valores e os prazos são incertos.

Em paralelo, a Oi poderia mudar do regime de concessão para o de autorização, o que a livraria dos desembolsos pesados do contrato. No entanto, para isso, terá de pagar uma compensação de pelo menos R$ 12 bilhões à União. O valor ainda é revisado pela Anatel, mas, uma vez definido, não poderá ser mais questionado.

"Havendo crédito e débito de ambas as partes, entendemos que é conveniente buscar uma solução de consenso aproveitando a nova estrutura no TCU", afirmou ao Estadão/Broadcast o conselheiro da Anatel Artur Coimbra, que é o porta-voz da agência sobre o tema. "Como já tiveram os primeiros acordos em outros setores, estamos otimistas, também vamos conseguir."

Com a resolução, a Anatel não terá de se preocupar com o fim da concessão da telefonia fixa e a busca de outras operadoras para prestar esse serviço, que ainda é importante para algumas áreas, como segurança e emergência, além de prefeituras, empresas e população nas áreas remotas e carentes de internet.

"Da nossa parte, também não temos interesse em brigar com as empresas. Isso toma tempo e tira o nosso foco, que é pensar em soluções de conectividade para a população", disse o presidente da Anatel, Carlos Baigorri.

PROCESSO

Os conselheiros da Anatel estimam que é possível fechar o acordo ainda neste ano. Uma vez que o pedido de conciliação seja aprovado pelo TCU, será composta uma comissão com representantes da Corte (no papel de mediador), além da Anatel, Oi, Ministério das Comunicações e Advocacia-Geral da União. A comissão terá 90 dias para costurar um acordo e o TCU, 30 dias para emitir um parecer.

Se tudo correr bem, a Anatel seguirá os mesmos passos com Telefônica (dona da Vivo), Claro (controladora da Embratel), Algar e Sercomtel, que também cobram reparações via arbitragem. "A partir do aprendizado do caso Oi, vamos dar andamento aos outros quatro casos mais rapidamente. Vão poder correr em paralelo", afirmou Coimbra.

Provedores regionais disputarão rede óptica

Após a Oi divulgar em seu novo plano de recuperação judicial que fará mais uma rodada de venda de ativos, os provedores regionais de internet manifestaram interesse em participar de uma futura aquisição. Segundo as empresas, a participação seria essencial para evitar uma concentração do mercado de banda larga.

O plano de recuperação da Oi definiu a venda de dois grandes ativos. Um deles é a sua participação de 34% na V.tal, empresa de redes neutras de fibra óptica. Além disso, o plano previu a criação de uma nova empresa - batizada temporariamente de ClientCo - que abrigará os 4 milhões de clientes de banda larga da Oi Fibra.

O presidente da Mega Telecom, Carlos Eduardo Sedeh, afirmou que os provedores regionais ganharam musculatura nos últimos anos e que já existem várias empresas que beiram ou ultrapassam 1 milhão de clientes.

"Isso nos credencia a começar a falar sobre um eventual fatiamento da Oi. Se isso for uma pauta, os associados da Telcomp estão prontos para participar dessa discussão", afirmou Sedeh, em debate ocorrido durante simpósio da Telcomp - associação que representa os provedores regionais de internet.

"Queremos que isso (venda dos ativos da Oi) seja feito de forma clara e transparente. Que a gente possa participar desse processo em pé de igualdade com as operadoras tradicionais."

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Parece que as operadoras de telefonia estão acertando um pouco mais com seus clientes. Ao menos é o que mostram os dados da Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida apresentados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com avaliação os serviços de telecomunicações tiveram uma melhora significativa de 2018 para 2019, principalmente entre os clientes do pós-pago. 

Foram cinco serviços pesquisados: telefonia fixa, telefonia móvel pré e pós-paga, banda larga fixa e TV por assinatura e foram entrevistados 89 mil consumidores em todos os estados do pais. Foram coletadas informações sobre a satisfação geral do consumidor com a sua prestadora e sua percepção de qualidade sobre os diferentes aspectos do serviço contratado, como funcionamento, atendimento telefônico e capacidade de resolução, entre outros. Em relação à pesquisa de 2018, apenas a TV por assinatura manteve os 7,18 do ano anterior, todos os outros tiveram aumento de satisfação entre os usuários. 

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Quem parece estar mais satisfeito com os serviços oferecidos são os consumidores de telefonia móvel pós-paga. Eles aparecem dando a maior nota entre os avaliados pelo terceiro ano consecutivo, 7,42, numa escala de 0 a 10. Depois ficam os consumidores de telefonia móvel pré-paga com 7,25. Nestes serviços, o indicador consolidado de satisfação geral tem crescido continuamente desde o início da série, em 2015. A telefonia fixa alcançou o índice de 7,23. A operadora que mais tem deixado os clientes felizes, de acordo com a pesquisa, foi a Claro - que também ocupou o primeiro lugar entre os usuários de telefones pré-pagos.

Internet fixa ainda precisa melhorar

Apesar das operadoras de telefonia estarem melhorando seus serviços móveis, na hora de oferecer banda larga fixa a coisa continua um pouco devagar. Com 6,63, o serviço registra uma melhora, porém em comparação com os consumidores das outras categorias, os usuários da banda larga fixa estão menos satisfeitos com suas prestadoras, além de avaliarem pior o seu funcionamento.

A pior parte é para quem precisa resolver algum problema. O atendimento telefônico e a capacidade de resolução geram a pior percepção de qualidade nos consumidores. Esses itens ainda estão abaixo de aspectos como funcionamento e cobrança, por exemplo, o que mostra que só pedir para reiniciar o modem já não está adiantando muito na resolução dos problemas dos usuários.

No último mês de maio, a telefonia fixa no Brasil registrou uma redução de 75.357 mil linhas em operação. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em relação ao mês anterior, as empresas autorizadas (como OI, TIM, Vivo/GVT, Embratel, Claro) perderam 2.277 linhas (queda de 0,01%), enquanto as concessionárias (empresas do antigo sistema Telebrás, privatizado em 1998, como Algare Sercomtel) tiveram redução de 73 mil (menos 0,3%) .

O levantamento mostra ainda que nos últimos 12 meses houve redução de 1,5 milhão de linhas: pouco mais de 479 mil das empresas autorizadas (queda de 2,75%) e 1,07 milhão das empresas que possuem concessão pública dos serviços (queda de 4,2%). 

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Segundo as estatísticas das empresas autorizadas, o Distrito Federal liderou o ranking de diminuição das linhas, com menos 308,2 mil linhas (queda de 50,2%), depois Minas Gerais, com menos 257,7 mil (redução de 18,93%). Já em relação às linhas das concessionárias, os estados que registraram as maiores quedas foram São Paulo, com menos 376,41 mil (queda de 3,72% em relação a abril), e o Rio de Janeiro, com menos 185,69 mil linhas (queda de 6,06%).

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou hoje (8), no Diário Oficial da União (DOU), as novas mudanças nos contratos de concessão de serviços de telefonia fixa, que obtiveram alterações dentro das metas de universalização dos serviços. Os contratos, que serão assinados com as empresas Oi, Telefonica, Embratel, Sercomtel e Algar, vão vigorar até 2025.

Pela nova proposta no Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), a instalação de orelhões em localidades menores somente será feita sob demanda do usuário. Foram retiradas as obrigações atuais de densidade e de distância mínima entre os aparelhos previstas em planos anteriores. Os locais que terão prioridade serão escolas, bibliotecas, museus, hospitais, postos de saúde, delegacias, aeroportos e rodoviárias.

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O plano prevê que, nas localidades com mais de 300 habitantes, a data para a instalação desses telefones será de sete dias a partir da solicitação do consumidor em 90% dos casos. Pelo menos 10% dos orelhões devem estar em locais acessíveis ao público durante 24 horas, e todos devem permitir ligações nacionais e internacionais.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 30, resolução com alterações no regulamento do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). As mudanças passaram por audiência pública e foram aprovadas pelo conselho diretor da agência na semana passada.

Entre outros pontos, o texto diz que "a exploração do STFC em regime privado depende de prévia autorização e será formalizada mediante ato expedido pela Anatel". Segundo a resolução, quando a empresa interessada for selecionada mediante procedimento licitatório, a autorização será formalizada por meio de assinatura de termo de autorização, cuja eficácia se dará com a publicação do seu extrato no DOU. Esse termo deve trazer informações como o serviço autorizado e a área de prestação; os direitos e deveres da autorizada; as sanções; e a vigência, a eficácia e o foro.

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O Brasil terminou o mês de junho com 44,396 milhões de linhas de telefonia fixa, informou nesta quinta-feira, 23, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Isso significa que há 21,73 acessos para cada grupo de cem habitantes. Na telefonia móvel, a teledensidade no País era de 138,23 acessos para cada cem habitantes, como informou a Anatel na última segunda-feira.

A base da telefonia fixa em junho é menor que no final do ano passado. Em dezembro de 2014, a Anatel apontava 45,001 milhões de linhas fixas, com crescimento em janeiro (45,081 milhões) e fevereiro (45,048 milhões), mas depois retrocesso, mês a mês: 44,962 milhões em março, 44,955 milhões em abril, 44,861 milhões em maio e 44,396 milhões em junho.

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A Anatel apresenta dados da divisão de mercado por empresas e por regiões. Entre as empresas, há informações em separado entre as concessionárias e autorizadas.

As concessionárias são empresas que, em suas áreas de concessão, atuam em regime público, remuneradas por tarifas, submetendo-se, entre outros pontos, a obrigações de continuidade e de universalização. As concessionárias encerraram junho de 2015 com 26,435 milhões de linhas. As autorizadas atuam sob regime privado, com liberdade de preços, e encerraram junho de 2015 com 17,960 milhões de linhas ativas.

Entre as concessionárias da telefonia fixa, a maior era a Oi, com 15,734 milhões de linhas ao final de junho. Entre as autorizadas, a maior era a Telmex (Claro/Embratel/Net), com 11,444 milhões de linhas.

Por regiões, o Sudeste apresentou a maior base (27,139 milhões). Sozinho, o Estado de São Paulo registrou 16,676 milhões de linhas da telefonia fixa (37,6% do total do País) ao final de junho.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realiza na manhã da próxima quarta-feira (3) uma audiência pública para discutir as propostas de Plano Geral de Metas para a Universalização (PGMU)do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) prestado no regime público para o período de 2016 a 2020.

Também entrará no debate a revisão dos modelos de contratos de concessão do serviço telefônico fixo comutado. As propostas estão disponíveis por meio das consultas públicas nº 25 e 26, cujos termos podem ser consultados no site da Anatel.

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A audiência será realizada na sede da Anatel, em Brasília. Haverá, porém, a participação remota do público presente nas gerências regionais da Anatel nos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia e Ceará.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou, nesta quinta (8), no Diário Oficial da União o Procedimento Simplificado de Outorga, que vai permitir que as empresas obtenham uma única autorização para a exploração de serviços de banda larga fixa, telefonia fixa e TV por assinatura. Segundo a agência, com o procedimento simplificado, milhares de prestadores poderão praticar ofertas triple play, agregando mais facilidades e valor ao negócio.

Será cobrado um valor único para a outorga dos três serviços, que custará R$ 9 mil. Atualmente, quem quiser obter as autorizações separadamente paga cerca de R$ 27 mil, segundo a Anatel. Para aqueles que optarem pela oferta exclusiva de banda larga fixa, o preço público cai de R$ 9 mil para R$ 400,00. Ficará a critério da prestadora solicitar autorização para prestar dois ou três serviços previstos no procedimento.

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A operadora de telecomunicações Telecom Italia, que é controladora da TIM no Brasil, disse nesta quinta-feira que o conselho de administração decidiu pela separação da sua rede de telefonia fixa do restante do grupo. A empresa começou a examinar a operação no ano passado.

A cisão, similar à realizada pela British Telecom quando criou a Openreach em 2005, despertou preocupações com a situação da concorrência no setor.

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Segundo a Telecom Italia, alguns ativos, incluindo de cobre e fibra ótica, assim como gabinetes, serão transferidos para uma companhia separada. A nova entidade "vai garantir a todos os operadores o acesso à rede de telefonia fixa" de uma forma igualitária, segundo comunicado divulgado pela companhia.

A Telecom Itália afirmou ainda que continuará discutindo com a credora estatal Cassa Depositi e Prestiti (CDP) a possibilidade de compra de "uma participação no capital social da empresa de acesso à rede fixa", de acordo com o comunicado. As negociações foram interrompidas por causa de várias questões em que não havia acordo, disse uma pessoa familiarizada com o negócio.

De acordo com especialistas e analistas, uma das razões para a Telecom Italia dar sequência ao plano de separação das operações é que ela espera obter em troca uma flexibilização do sistema regulatório italiano atual, condição que os principais concorrentes consideram "totalmente inaceitável".

Atualmente, concorrentes precisam alugar serviços da Telecom Italia a fim de oferecer acesso de banda larga a clientes finais e afirmam que os custos cobrados pela empresa não possibilitam a competição de igual para igual no varejo. "Existe um conjunto de regras para evitar isso, mas elas simplesmente não são respeitadas", afirmou outra fonte ligada à negociação, acrescentando que um novo afrouxamento das regras destruiria a livre concorrência no país.

No início de maio, o órgão de defesa da concorrência italiano ordenou sanções à Telecom Italia por abuso da posição dominante, alegando que a empresa rejeitou uma série de solicitações de ativação de linha de concorrentes. A Telecom Italia afirmou que vai recorrer da decisão e acrescentou que sempre concedeu acesso pleno e igual à sua rede para os concorrentes. As informações são da Dow Jones.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o setor de telefonia está em quarto lugar no ranking de reclamações, depois de um levantamento divulgado nesta segunda-feira (4) pelo instituto. O setor obteve 11% do total de queixas. O ranking é elaborado a partir de dados do Idec conciliados com os registros feitos pelos Procons em todo o país. 

A falta de sinal e a queda nas chamadas são as principais causas das reclamações, na telefonia fixa as queixas são sobre cobrança de minutos excedentes ao plano e cobrança por serviço não solicitado. 

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Os planos de saúde aparecem em primeiro lugar na lista, com 20% do total, já em segundo está o segmento financeiro, como por exemplo, banco e cartão de crédito, com 16%. Na terceira posição está o setor de produtos, com 12%.

Karina Alfano, gerente de relacionamento do Idec, acredita que a má qualidade dos serviços se dá por fiscalização ineficiente por parte dos órgãos reguladores e pela falta de investimento das empresas. Além disso, ela ressalta que “em muitos casos, a falta de informação e a dificuldade na interface entre consumidor e fornecedor são as fontes recorrentes de problemas”.



A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou, nesta quinta-feira (14), as metas de qualidade operacional e condições de acompanhamento e controle da qualidade da prestação do Serviço Telefônico Fixo Comutado, destinado ao uso do público em geral (STFC). Trata-se da Resolução 605 da agência, que aprova o Regulamento de Gestão de Qualidade da Prestação do STFC. As normas passaram por consulta pública no ano passado e começam a vigorar em 120 dias a partir desta quinta-feira.

As novas regras substituem o Plano Geral de Metas da Qualidade para o STFC (PGMQ), anexo à Resolução nº 341, de 20 de junho de 2003, e o Regulamento de Indicadores de Qualidade do STFC (RIQ), anexo à Resolução nº 417, de 17 de outubro de 2005.

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A resolução se aplica às prestadoras do STFC no regime público e, no caso de prestadoras do STFC no regime privado, àquelas não classificadas como Prestadora de Pequeno Porte, explica o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quinta-feira o regulamento de qualidade para a telefonia fixa, com metas para o completamento de chamadas e com exigência para o atendimento nos call centers das companhias. Serão enquadradas as operadoras que tenham mais de 50 mil clientes.

De acordo com as normas, que devem começar a vigorar daqui a 120 dias, pelo menos 93% das ligações locais terão que ser completadas. Já as ligações de longa distância locais e internacionais (DDD e DDI) serão obrigadas a ter um índice de sucesso de 92%.

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As centrais de atendimento das companhias de telefonia fixa precisarão ser ainda mais eficientes, com uma meta de 95% para o atendimento das ligações feitas pelos usuários. O regulamento também busca reduzir a quantidade de erros verificados nas cobranças dos clientes e estabeleceu um limite de 2,5 faturas equivocadas para cada mil documentos emitidos por mês.

Unicel

A Anatel decidiu também extinguir a autorização da Unicel para a exploração do serviço de telefonia móvel. A empresa nunca chegou a operar e foi alvo de polêmica por estar ligada ao marido da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que deixou o cargo após denúncias de tráfico de influência.

Segundo o relator do processo, Marcelo Bechara, a autorização da Unicel foi concedida a "título precário" e a companhia nunca chegou a apresentar as garantias de que poderia de fato atuar na área de telefonia celular. A Nextel chegou a tentar comprar a Unicel para poder utilizar essa autorização na região de São Paulo, mas hoje a Anatel também negou a anuência prévia para essa operação.

A partir de hoje (10), os clientes Vivo de Pernambuco já podem ter acesso aos novos serviços Vivo Voz e Vivo Box, da operadora que já está presente em outras nove localidades do país. Ao todo, 13 cidades do Estado irão fazer parte da área de cobertura dos serviços, são elas: Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Igarassu, Itamaracá, São Lourenço da Mata, Ipojuca, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, São Lourenço da Mata e Recife.

Os serviços consistem em telefone fixo, internet e roteador Wi-Fi que fazem parte do chamado Vivo Box, que possuem planos a partir de 60 minutos com internet de 500 MB até mil minutos e 500 MB para internet ilimitada (não há pagamento de excedentes, caso esse número seja atingido, a velocidade cairá) que chegam a até 1 MB de tráfego. Também é possível compartilhar a internet entre até quatro computadores. Há também a possibilidade de contratar o serviço 3G que juntos formam o Combo 2 em 1.

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Está disponível também o serviço Vivo Voz, pacote para telefonia fixa que corresponde a um aparelho semelhante ao sem fio comum que é capaz de fazer ligações ilimitadas e sem tarifa entre fixos da Vivo, além de possibilitar o envio de SMS. Os já clientes da operadora recebem descontos nas mensalidades de qualquer um dos planos de ambos os serviços, já os clientes novos podem contratar os serviços a partir de R$ 19,90. Em caso de contratação do Vivo Box, os valores das faturas dos serviços componentes do pacote podem vir todos na mesma fatura.

Os clientes de pessoa física que resolverem contratar os planos podem comprar os aparelhos compatíveis com a tecnologia da forma que preferirem, no entanto, a operadora oferece dois modelos de aparelhos – ZTE e Huawei – que variam entre R$ 29 a R$ 109 - o valor pode ser dividido. Já para quem é cliente pessoa jurídica, o aparelho sai em forma de comodato.

De acordo com o Diretor Regional da Vivo Nordeste, Renê Ruszki, a empresa esperava expandir os serviços para todos os demais municípios de Pernambuco até o final do ano, mas devido a questões estruturais, a expectativa é de que até 2014 todo o território pernambucano estará coberto por esses serviços. “Foram investidos R$ 1,1 bilhão pela empresa durante o ano para que os serviços sejam expandidos”, conclui o diretor.

Renê Ruszki também salientou que Pernambuco é o 10° estado no país a receber os novos serviços, resultantes da união entre Vivo e Telefônica. São os outros estados: Porto Alegre, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Bahia e Ceará.

Impressões – Durante o evento de lançamento para a imprensa, a internet estava disponível para uso e teste dos presentes. O LeiaJá pode perceber que o serviço é rápido e bem eficiente, independente do aparelho, é possível navegar com tranquilidade e rapidez. Os aparelhos possuem design atrativo e, somado aos serviços, podem ser grandes concorrentes para as empresas já consolidadas no segmento no mercado pernambucano - afinal, o fato de conectar todos os serviços em um só lugar proporciona comodidade ao consumidor.

A Agência Nacional de Telecomunicações faz no próximo dia 11, em Brasília, uma audiência pública para que a sociedade se manifeste sobre a proposta de mudanças no regulamento da numeração escolhida pelas operadoras de telefonia para as ligações de longa distância.

A proposta tem por objetivo possibilitar a alocação mais eficiente dos Códigos de Seleção de Prestadora (CSP), numeração de dois dígitos utilizada no Brasil pelos assinantes da telefonia fixa e móvel para escolher a operadora em chamadas de longa distância.

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Uma das alterações é o fim da obrigatoriedade de sorteios para a autorização do uso do CSP, permitindo que a agência possa licitá-los no futuro. O órgão regulador também sugere a dispensa de uso desse código para as prestadoras com participação de mercado inferior a 0,1% na região do Plano Geral de Outorgas (PGO) em que atuam.

As contribuições e sugestões fundamentadas e devidamente identificadas devem ser encaminhadas pelo Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública (Sacp) disponível no site da Anatel até às 24 horas do dia 25/07.

A empresa de telefonia Claro começou a operar sua telefonia fixa em rede GSM (que, aos poucos, irá substituir a CDMA), com planos semelhantes ao Livre deixando a critério do cliente a escolha entre os três planos de ligações ilimitadas para DDD e fixo - ou o estilo de plano controle onde se paga um valor mensal e cada serviço é descontado da franquia.

Para essas linhas, a operadora não irá comercializar aparelhos ATA e sim, celulares normais. O usuário poderá utilizar, ainda, o chip, que custará apenas R$ 5 em um aparelho que já possua.

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Essa mudança extinguirá a rede CDMA que sai mais caro para o consumidor, pois a empresa Qualcomm detém diversas patentes desta tecnologia, o que obriga as operadoras a pagarem royalties por cada ligação realizada.

O novo serviço ainda não está disponível para os Estados do Tocantins, Goiás, Amapá e Rondônia, mas a operadora está em processo de alcançar também estas localidades aqui no Brasil. São esperadas as vendas de um plano com pacote de dados por conexão 3G, substituindo o antigo plano Livre, com 144 Kbps.

Uma nova opção para quem utiliza telefone fixo e internet de banda larga. Acaba de chegar ao Recife e Jaboatão dos Guararapes dois novos pacotes dos serviços. Trata-se da banda larga de até 100 mega e telefone fixo sem assinatura.  O lançamento, que aumentará ainda mais a concorrência com as outras empresas do ramo, foi feito na tarde desta quinta-feira (25) pela empresa de serviços de telecomunicações, NET Virtua. 

Com isso, a população poderá contar com pacotes de banda larga com opções de 5,10,20 e 100 mega de velocidade, além da opção de telefonia fixa, NET via Embratel. O total do investimento feito pela empresa com a construção de uma rede de fibra óptica nos dois municípios foi da ordem de R$ 100 milhões de reais. Além disto, mais de 500 empregos, entre diretos e indiretos, foram gerados. Até outubro, as redes chegaram a Olinda e Paulista. Os preços para a internet banda variam de acordo com a velocidade. Já os preços da telefonia fixa variam de acordo com o plano. Mais informações: www.netcombo.com.br .

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