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Em discurso na plenária da Cúpula das Américas, em Los Angeles, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que autoridades do País têm trabalhodo "desde o primeiro momento" para localizar o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira. "Desde o último domingo, quando tivemos informação que dois cidadãos desapareceram na região do Vale do Javari, desde o primeiro momento, as nossas forças armadas e PF têm se destacado na busca incansável da localização dessas pessoas. Pedimos a Deus que sejam encontrados com vida", disse Bolsonaro.

Reportagem desta sexta-feira, 10, publicada no Estadão mostra que, passados cinco dias do desaparecimento da dupla, o governo federal ainda não enviou para a região do Vale do Javari a Força Nacional de Segurança, ao contrário do que costuma ocorrer em casos que envolvem regiões com pouca estrutura de segurança. Além disso, a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, afirmou nesta sexta-feira, 10, que o governo brasileiro foi "lento" para reagir ao caso.

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O desaparecimento do jornalista e do indigenista na Amazônia foi um foco de tensão na passagem de Bolsonaro pelos EUA. Além do protesto de ativistas na frente do hotel do presidente, parlamentares do partido democrata e ativistas queriam que Biden cobrasse Bolsonaro sobre posicionamento a respeito do caso.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, teve reuniões com o governo americano e britânico sobre o desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira na Amazônia. Em Los Angeles, Torres se reuniu com o assessor para meio ambiente do governo Biden, John Kerry, e com diplomatas britânicos. Britânicos e o americano pediram que o Brasil esgote as possibilidades na investigação.

O Ministério da Justiça e da Segurança Pública determinou, nesta sexta-feira (10), a liberação do uso da Força Nacional no Amazonas. A pasta especifica que o contingente militar será destinado em "ações de combate ao crime organizado, ao narcotráfico e aos crimes ambientais". A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a portaria, fica autorizado, por 90 dias, operações "na calha do Rio Negro e Solimões, no Estado do Amazonas, em atividades e serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio".

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O envio da corporação tem o objetivo de auxiliar na "Operação Arpão I", capitaneada pelo governo estadual. A ordem foi assinada pelo secretário Executivo da pasta, Antônio Ramirez Lorenzo.

Além do Amazonas, o ministério também autorizou o uso da Força Nacional nas cidades de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima.

Conforme o documento, assinado pelo ministro Anderson Torres, a atuação deve ser designada à "preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio". O apoio será utilizado por 90 dias.

Amazonas

O emprego da Força Nacional no estado Amazonas é simbólico neste momento em que o mundo está com os olhos voltados para o local. O desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips ocorreu justamente no Estado na região do Vale do Javari. Protestos foram registrados solicitando mais atenção do Governo Federal para o caso.

Manifestação e pressão, inclusive, na Cúpula das América. Jair Bolsonaro participa do encontro nos Estados Unidos, que tem como pauta respeito à democracia, aos direitos humanos e ao meio ambiente.

O brasileiro desembarcou no país sob forte cobrança de aliados do presidente dos EUA, Joe Biden, para desvendar o sumiço do britânico e do brasileiro, que estão desaparecidos desde o último domingo.

Se, no início da semana, Bolsonaro adotou um discurso em que jogava a culpa para os desaparecidos, nesta quinta-feira (9), o presidente foi ao Twitter para reiterar o uso das forças de segurança para solucionar o caso.

Na quinta à noite, a Justiça do Amazonas decretou a prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, de Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado. Ele é suspeito envolvimento no desaparecimento do indigenista e do jornalista inglês.

Roraima

Há pouco mais de um mês, congressistas brasileiros foram à Boa Vista após denúncias de estupro e morte de uma menina ianomâmi de 12 anos por garimpeiros.

A garota teria sido sequestrada na aldeia Aracaçá, na região de Wiakás, na TI Yanomami, e levada para um acampamento junto com uma mulher e outra criança de 4 anos. Segundo a denúncia, a mulher e essa criança caíram no rio Uraricoera, mas apenas a indígena adulta sobreviveu.

Equipe integrada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF), Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), com apoio do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB) também foi ao local.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi às redes sociais defender a atuação do governo na busca do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Philips, desaparecidos na Floresta Amazônica. "Nossas três Forças, bem como nosso MRE, a Polícia Federal, dentre outros, estão trabalhando desde segunda-feira, 6, de forma intensa na busca dos senhores Bruno Pereira e Dom Phillips. Mais de duas centenas de militares foram mobilizados para solucionar o caso o quanto antes", publicou o chefe do Executivo nas redes sociais.

Bolsonaro ainda afirmou ter instruído auxiliares a "não se distraírem com narrativas midiáticas. Esses oportunistas só querem se promover com o caso. Nós queremos solucioná-lo e levar conforto aos familiares", escreveu o presidente nas redes sociais.

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Em entrevista ao SBT News na última terça-feira, no entanto, Bolsonaro afirmou que Pereira e Philips tinha se envolvido em uma "aventura não recomendável". Os desaparecidos faziam um trajeto entre comunidades ribeirinhas e não foram encontrados desde o último domingo. Pereira sofria ameaças de morte de garimpeiros da região.

A embaixadora interina do Reino Unido no Brasil, Melanie Hopkins, disse, no começo da tarde desta quinta-feira, dia 09, que o governo britânico está "profundamente preocupado" com o sumiço do jornalista inglês Dom Phillips, de 57 anos, e do indigenista brasileiro Bruno Pereira, de 41 anos. Em nota, ela revelou que seu país apelou ao governo brasileiro para que "faça todo o possível para apoiar a investigação sobre o caso". Os dois estão desaparecidos desde a manhã deste domingo, dia 05, na região do Vale do Javari, no extremo oeste do Estado do Amazonas, uma região dominada pelo tráfico de drogas e exploração de garimpo ilegal.

"Entendemos que a localização remota da região impõe desafios logísticos consideráveis e já solicitamos ao Governo Brasileiro que faça todo o possível para apoiar a investigação do caso. Agradecemos a assistência prestada até o momento", afirmou a embaixadora em nota. No comunicado, reproduzido em seu perfil no Twitter, Hopkins disse que o Reino Unido está "profundamente preocupado" pelos dois ainda não terem sido encontrados e ciente de que "esse continua sendo um momento angustiante para suas famílias e amigos". Hopkins é a representante britânica no Brasil desde o começo de março, quando o embaixador anterior, Peter Wilson, voltou ao Reino Unido.

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Em declaração sobre o assunto, o presidente Jair Bolsonaro disse que Bruno e Dom estavam "numa aventura não recomendada". "Realmente, duas pessoas apenas num barco, numa região daquela completamente selvagem é uma aventura que não é recomendada que se faça. Tudo pode acontecer. Pode ser acidente, pode ser que tenham sido executados", disse em entrevista ao SBT na última terça-feira, 7.

Na mesma linha, o presidente da Fundação Nacional do índio, delegado da Polícia Federal Marcelo Xavier, afirmou que os dois "erraram ao não comunicar os órgãos de segurança sobre a viagem ao Vale do Javari, no Amazonas, e não pedir autorização à Funai para acessar o local". Segundo a entidade Indigenistas Associados (INA), que reúne servidores da Funai, as declarações são "equivocadas", uma vez que a dupla não chegou a entrar na área do Vale do Javari demarcado como terra indígena - portanto, não seria necessário pedir autorização alguma.

Desde o começo da crise envolvendo o desaparecimento do jornalista, esta é a terceira vez que a embaixadora se manifesta sobre o assunto nas redes sociais. No comunicado desta quinta-feira, ela também revelou que o governo britânico está provendo apoio consular à família do jornalista e está "em contato próximo com autoridades do mais alto nível no Brasil para se manter atualizado em relação aos esforços de busca e resgate."

Phillips e Pereira desapareceram no domingo, mas foi apenas na manhã da terça-feira, dia 07, que Exército e Marinha mobilizaram aeronaves para intensificar a busca pelos dois desaparecidos. Os dois sumiram durante uma viagem de barco entre a comunidade ribeirinha de São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte. Como mostrou o Estadão, Pereira foi mencionado em um bilhete apócrifo com ameaças, escrito por pescadores ilegais que atuavam na área e dirigido à entidade para a qual o indigenista trabalhava.

Veterano no jornalismo, Dominic Phillips trabalha hoje como freelancer para o jornal britânico The Guardian e prepara um livro sobre a Amazônia com o apoio de uma fundação de seu país de origem. Ele mora no Brasil desde 2007 e é casado com uma brasileira. Vivendo em Salvador (BA), já escreveu para vários dos principais jornais de língua inglesa, como o Washington Post, o New York Times e o Financial Times.

Pereira é um prestigiado indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai) e está licenciado para trabalhar diretamente com a União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Entre 2015 e 2020, ele comandou na Funai o departamento que cuida das comunidades isoladas dentro do território do Javari. A região reúne o maior número de comunidades isoladas do mundo. Como mostrou o Estadão, Pereira foi exonerado da função na gestão de Sérgio Moro como ministro da Justiça e substituído por um missionário evangélico. O episódio foi o estopim para que pedisse licença do cargo.

Segundo os últimos números divulgados pelo governo brasileiro, as buscas mobilizam atualmente 250 agentes civis e militares de vários órgãos públicos; três drones, 16 embarcações, 20 viaturas terrestres e dois helicópteros. Uma pessoa chegou a ser presa - o pescador Amarildo da Costa de Oliveira, mais conhecido como "Pelado". Segundo testemunhas, ele teria ameaçado o indigenista e o repórter no sábado, dia 04 de julho. Segundo o secretário de segurança pública do Estado do Amazonas, Carlos Mansur, o pescador não tem relação com o desaparecimento da dupla.

O governo federal exonerou Cesar Augusto Martinez do comando da Diretoria de Proteção Territorial da Fundação Nacional do Índio, (Funai), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A diretoria é responsável pela proteção de indígenas isolados, além de tratar de estudos e políticas de apoio a atividades de regularização fundiária, geoprocessamento, identificação e delimitação de terras indígenas. Martinez, que é delegado federal, será substituído por Elisabete Ribeiro Alcântara Lopes, que era assessora da Presidência da Funai.

Carlos Augusto Martinez (diretor exonerado) - Foto: Mário Vilela/Funai

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A troca está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (8) em portarias assinadas pela Casa Civil da Presidência da República e ocorre na mesma semana do desaparecimento do jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, e do indigenista e servidor da Funai Bruno Araújo Pereira na Amazônia brasileira.

Eles desapareceram no Vale do Javari, no Estado do Amazonas, próximo à fronteira com o Peru, no último domingo (5), segundo divulgado pela organização União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). O caso ganhou repercussão internacional também pela atuação do servidor em projeto de vigilância de aldeias indígenas contra exploradores e narcotraficantes.

O desaparecimento, que está sendo investigado pela Polícia Federal, preocupa as autoridades por acontecer poucos dias após os dois receberem ameaças. Segundo nota da Univaja, ambos desapareceram quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte.

O presidente Jair Bolsonaro disse, nessa terça-feira (7), que o indigenista e o jornalista inglês podem ter sido executados. Bolsonaro afirmou duas vezes que "tudo pode acontecer" nessa região, classificada por ele como "selvagem", e criticou o que classificou como "aventura" da dupla.

"O que nós sabemos, até o momento, é que no meio do caminho (eles) teriam se encontrado com duas pessoas, que já estão detidas pela Polícia Federal, estão sendo investigadas. E realmente duas pessoas apenas num barco, numa região daquela, completamente selvagem, é uma aventura que não é recomendável que se faça. Tudo pode acontecer. Pode ser um acidente, pode ser que eles tenham sido executados. A gente espera e pede a Deus para que sejam encontrados brevemente", afirmou Bolsonaro ontem em entrevista ao SBT News.

Órgãos federais intensificam as buscas pelos dois desaparecidos. Participam do trabalho Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública, além da Marinha e do Exército.

Presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) nos anos 1990 e a maior referência nacional em estudos sobre povos isolados, o sertanista Sydney Possuelo afirma que a região do Vale do Javari, onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips desapareceram, é marcada há décadas por um conflito com criminosos que vem se recrudescendo nos últimos anos.

Em seus mais de 40 anos dedicado às causas indígenas, Possuelo fez inúmeras vezes o trajeto no qual Pereira e Phillips foram vistos pela última vez. Possuelo avalia que realizar o percurso em apenas duas pessoas e sem a presença de nativos na embarcação é algo extremamente arriscado, mas que pode estar ligado à falta de estrutura e de recursos para as ações de proteção aos territórios. É que os indigenistas sacrificam a segurança para fazer economia de recursos. Quanto menos gente no barco, menor é o consumo de combustível.

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"Algumas vezes eu fiz isso, por questão de economia. Eu me expunha para fazer economia. Não era o certo e acho que não é seguro fazer ainda que seja até Atalaia. É bom ter sempre mais que duas pessoas a bordo para ter um pouco mais de segurança e de conhecimento. Nós brancos pensamos que entramos lá e conhecemos tudo. Na verdade, somos guiados pelos conhecimentos dos povos indígenas. Eles veem coisas que a gente não tem costume, hábito e sensibilidade para ver. Eu estaria em pelo menos em quatro pessoas", afirmou.

Décadas atrás, foi iniciativa de Possuelo erguer uma base da Funai nas imediações dos rios Ituí e Itacoaí. A instalação constantemente é alvo de criminosos, que usam armas de fogo para intimidar lideranças indígenas e servidores da Funai.

Pereira e Phillips desapareceram após partirem da comunidade São Rafael em direção à cidade de Atalaia do Norte, onde teriam outros compromissos. A comunidade é conhecida por sofrer influência financeira de traficantes de drogas, garimpeiros e demais exploradores que invadem o território preservado.

Pereira coordena um trabalho de formação de equipes de vigilância em terras indígenas por meio da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Esse trabalho foi o que o fez agendar uma reunião com um líder da comunidade São Rafael. O homem, identificado como "Churrasco", não estava no local para o compromisso. Segundo pessoas que trabalham com Bruno Pereira, os riscos deram a ele o direito ao porte de arma e ele costumava andar armado.

"Os caçadores entram por ali, por isso tem a base da Funai que coloquei lá. É a porta principal de invasão. Os rios Ituí e Itaquaí levam para o coração da terra indígena. É quase uma área internacional, perto da fronteira. Tem narcotráfico, cocaína. Por lá mora todo um pessoal que tem interesse na terra indígena, principalmente madeireiros, pescadores e caçadores. São esses interesses que levantam aquela economia predatória da região. Todos que estão ali permanecem constantemente ameaçados há anos", comentou.

No retorno esperado a Atalaia, Bruno Pereira tinha um encontro com o também indigenista Orlando Possuelo, filho de Sydney. Foi ele quem primeiro estranhou a demora e se lançou à primeira procura no caminho contrário. "Eu estava no porto de Atalaia às 8 horas esperando. Esperei duas horas, ele não chegou e fomos atrás", disse. "Não tem como ele se perder no rio. Ele sabia dos perigos. De verdade, sendo sincero, infelizmente não tenho mais esperança. Agora é esperar que a polícia pegue os caras certos."

Na avaliação de Sydney Possuelo, as ameaças ao trabalho das equipes que preservam as terras indígenas se aprofundaram a partir de 2019.

"O presidente Bolsonaro é claramente desfavorável à demarcação. Os agressores se sentem mais protegidos e se expõem mais a fazer atitudes como essas", disse.

Histórico

Até outubro de 2019, Bruno Pereira atuava como coordenador-geral de Índios Isolados e de Recente Contato da Diretoria de Proteção Territorial da Funai. Foi demitido pelo atual presidente do órgão, o delegado Marcelo Xavier. Um mês antes, Maxciel Pereira, colaborador da Funai, foi assassinado em Tabatinga (AM) e até hoje as autoridades não solucionaram o crime.

Agente da Funai, Pereira é um dos maiores especialistas do órgão e é considerado uma espécie de sucessor de Sydney Possuelo. Ele vinha liderando todas as principais iniciativas de proteção aos povos isolados, especialmente os do Vale do Javari. A região do extremo oeste do Amazonas tem a maior quantidade de povos isolados no mundo e é parte mais intocada da floresta.

Após deixar a coordenação-geral, Pereira virou consultor da Univaja e coordenava um trabalho de formação de equipes de vigilância, com os índios, para monitoramento de invasões. Os nativos eram capacitados para operar drones e computadores. Em uma entrevista publicada pela WWF-Brasil em dezembro, o indigenista afirmou que as invasões vinham se intensificando.

"Trabalho lá há 11 anos e nunca vi uma situação tão difícil. Os indígenas dizem que hoje a quantidade de invasões é comparável à do período anterior à demarcação. Por isso, é absolutamente necessário que os indígenas busquem suas formas de organização, montando um esquema de monitoramento capaz de frear conflitos violentos", contou.

O Comando Militar da Amazônia e a Marinha do Brasil mobilizaram nesta terça-feira, dia 7, dois helicópteros para reforçar as buscas pelo indigenista Bruno Pereira, servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai), e do jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian. Eles desapareceram no Vale do Javari, próximo à fronteira com o Peru, no domingo, depois de receberem ameaças, e ainda não foram localizados.

A procura por eles começou ainda nesta segunda-feira, mas apenas por meios terrestres e por embarcações. As Forças Armadas sofreram críticas por causa de uma nota em que o Exército dizia ser capaz de cumprir uma missão humanitária de busca e salvamento, mas que aguardava instruções superiores para iniciar a operação.

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O envio de aeronaves pelo Ministério da Defesa para reforçar as buscas era um dos principais apelos de amigos e familiares dos desaparecidos, já que o deslocamento em grande parte da região de selva se faz apenas em barco ou por via aérea, forma mais eficaz para realizar uma varredura e mais rápida.

Agentes da Polícia Federal, do Comando de Operações Táticas (COT), a tropa de elite, participaram das buscas na aeronave Jaguar H225M, do 4º Batalhão de Aviação do Exército. Segundo o Exército, as buscas seguem de forma ininterrupta, com combatentes da 16ª Brigada de Infantaria de Selva.

A Marinha também havia informado que um helicóptero do 1º Esquadrão de Emprego Geral do Noroeste seria deslocado para auxiliar na missão, além de duas embarcações e de uma moto aquática. Os destacamentos da Marinha, da Capitania Fluvial de Tabatinga, já fizeram buscas pelos rios Javari, Itaquaí e Ituí.

Sian Phillips, irmã do jornalista britânico Dom Phillips, que está desaparecido na região do Vale do Javari, no Amazonas, fez novo apelo às autoridades brasileiras para que ele e o indigenista Bruno Pereira sejam encontrados rapidamente. Em vídeo publicado nas redes sociais na noite desta segunda-feira (6), ela afirmou que sua família está "desesperadamente preocupada" e pediu que as missões de buscas empreguem todos os recursos possíveis para localizar a dupla.

"Ele ama esse país (Brasil) e se importa profundamente com a Amazônia e com as pessoas de lá", disse Sian, emocionada. "Nós sabíamos que era um lugar perigoso, mas Dom acredita que é possível proteger a natureza e o meio de vida dos povos indígenas. Ele é um jornalista talentoso e estava pesquisando para um livro quando desapareceu".

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Sian prosseguiu: "estamos realmente preocupados com ele e imploramos às autoridades que façam tudo o que puderem, que procurem no caminho pelo qual ele seguia. Se alguém puder ajudar a aumentar os recursos disponíveis para as buscas seria ótimo, porque tempo é crucial. Aqui no Reino Unido, meu outro irmão e eu estamos desesperadamente preocupados, nós amamos nosso irmão e queremos que ele e seu guia brasileiro, Bruno Pereira, sejam encontrados. Cada minuto conta".

Antes de desaparecer, Dom Phillips percorria a região fazendo entrevistas acompanhado do indigenista Bruno Pereira, que é servidor da Funai. No último domingo (5), a dupla voltava da comunidade São Rafael em direção à cidade de Atalaia do Norte, percurso que deveria demorar não mais do que duas horas.

Há cerca de um mês e meio, o advogado de Pereira recebeu um bilhete anônimo com ameaças ao indigenista. Na noite desta segunda-feira, o perfil oficial do Ministério da Defesa no Twitter informou que a pasta está "prestando todo o apoio necessário" nas buscas aos desaparecidos. Segundo o ministério, um helicóptero do 1° Esquadrão de Emprego Geral do Noroeste deve entrar na força-tarefa nesta terça-feira (7), além de duas embarcações e uma moto aquática.

O servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) Bruno da Cunha Araújo Pereira está licenciado do órgão para trabalhar em um projeto voltado a melhorar a vigilância em territórios indígenas contra narcotraficantes, garimpeiros e madeireiros que atuam no Vale do Javari, Estado do Amazonas. A missão, conferida a ele por uma organização que representa povos isolados e de recente contato da região, vem desafiando o poder econômico de criminosos brasileiros, colombianos e peruanos que usam aldeias e comunidades ribeirinhas para exploração da floresta e para rota de tráfico.

Pereira está desaparecido desde a manhã do último domingo (5), quando deixou a comunidade São Rafael em direção à cidade de Atalaia do Norte (AM), num percurso que deveria durar duas horas. Experiente, ele atua na região desde 2010 e estava na companhia do jornalista inglês, Dom Phillips, do jornal britânico The Guardian. Ainda não se sabe qual o paradeiro da dupla. O caso ganhou repercussão internacional e mobiliza Polícia Federal, Exército, Marinha, Força Nacional e Ministério Público Federal. O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Anderson Torres, ainda não se manifestaram.

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A expedição por São Rafael é considerada extremamente perigosa. Especialistas na dinâmica do crime nas imediações da Terra Indígena (TI) do Vale do Javari não recomendam a passagem pela comunidade em grupos pequenos por causa da movimentação de criminosos estrangeiros e nacionais. Bruno Pereira e Dom Phillips estavam sozinhos numa embarcação de 40 HP, nova, e com combustível suficiente para o retorno.

Segundo experientes indigenistas ouvidos pelo Estadão, a comunidade de São Rafael tem forte influência financeira de criminosos e é usada como base de partida de exploradores para dentro dos territórios protegidos. É um dos motivos para a existência de uma base da Funai, na confluência dos rios Ituí e Itacoaí. A instalação, erguida há décadas, constantemente é alvo de ataques a tiros.

A fiscalização de órgãos ambientais prejudica atividades criminosas praticadas por não indígenas. Uma simples malhadeira usada na pesca predatória pode custar R$ 5 mil e fazer parte de investimentos maiores para a estrutura necessária à exploração. Além disso, segundo indigenistas, os crimes costumam ser sobrepostos. Diferentes organizações atuam tanto no desmatamento, quanto no garimpeiro e no tráfico de drogas.

Ameaças contra servidores e membros de organizações não governamentais são comuns. A reportagem colheu relatos de funcionários da Funai que preferiam dormir com a família em um único cômodo para tentar se proteger das ameaças de incêndio contra as habitações de madeira.

A tensão na localidade existe há décadas e, de acordo com profissionais que trabalham na localidade, só vem piorando. Eles se queixam de falta de respostas das autoridades ao assassinato de Maxciel Pereira dos Santos, colaborador da Funai, morto em setembro de 2019. Ele trabalhava em uma base do órgão no Vale do Javari.

Últimos passos

O relato mais detalhado sobre os últimos passos de Bruno Pereira e Dom Phillips foi feito em conjunto pela União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), para a qual o indigenista fazia a coordenação técnica de um trabalho de vigilância, e pelo Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (Opi).

Primeiro, eles visitaram a equipe de vigilância indígena na localidade de Lago do Jaburu, próximo à base da Funai, e Phillips pôde fazer uma série de entrevistas, na sexta-feira (3). Segundo o relato, ambos partiram na manhã de domingo, 5, de volta para a cidade de Atalaia do Norte. No caminho, porém, eles pararam em São Rafael porque Bruno Pereira tinha uma reunião marcada com um líder local identificado como "Churrasco" para tratar do projeto de vigilância nas terras indígenas.

O equipamento de GPS registrou que ambos chegaram na comunidade por volta das 6 horas de domingo. "Churrasco" não estava no local, apesar do encontro agendado e, segundo o informe, Pereira conversou com a esposa do líder antes de continuar o caminho de volta para Atalaia.

A pauta do encontro era o projeto da Univaja, coordenado por Pereira, que visa "treinar e equipar" indígenas para que eles defendam os próprios territórios com estratégias de monitoramento presencial e remoto de atividades ilegais. O Vale do Javari é 80 vezes maior do que a cidade de São Paulo e tem acessos a partir do Peru e da Colômbia.

Em uma entrevista publicada pela WWF-Brasil em dezembro, Bruno Pereira afirmava que o cenário era dramático. Por meio do projeto, os indígenas formaram equipes para que fossem treinadas, por exemplo, na operação de drones e computadores. "Trabalho lá há 11 anos e nunca vi uma situação tão difícil. Os indígenas dizem que hoje a quantidade de invasões é comparável à do período anterior à demarcação. Por isso é absolutamente necessário que os indígenas busquem suas formas de organização, montando um esquema de monitoramento capaz de frear conflitos violentos", afirmou.

Em nota, a Funai informou que Bruno Pereira "não estava na região em missão institucional" e que "está em contato com as forças de segurança que atuam na região".

O presidente Jair Bolsonaro escolheu para o comando da Funai o delegado e pastor evangélico Marcelo Xavier. Pela primeira vez desde a ditadura, nenhuma nova terra indígena foi demarcada. Xavier tem ligação com ruralistas e chegou a se tornar réu por descumprir decisão da Justiça que o obrigava a dar andamento à demarcação de um território Munduruku.

Após a notícia do desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira, neste domingo, 5, no Amazonas, a família do jornalista implorou às autoridades brasileiras que iniciem as buscas na região o mais rápido possível.

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que já acionou a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Força Nacional, a Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari e a Marinha do Brasil para encontrar o jornalista e o indigenista. Ainda segundo o MPF, quem conduzirá as buscas é a Marinha do Brasil pelo Comando de Operações Navais.

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"Imploramos às autoridades brasileiras que enviem a Força Nacional, a Polícia Federal e todos os poderes à sua disposição para encontrar nosso querido Dom", disse o cunhado do jornalista Dom Phillips, Paul Sherwood, em rede social. "Ele ama o Brasil e dedicou sua vida à cobertura da Floresta Amazônica".

"Entendemos que o tempo é essencial, então por favor encontrem nosso Dom o mais rápido possível", continuou.

Área remota

Segundo um funcionário do Ibama, que preferiu não se identificar, a região do Vale do Javarí faz fronteira com a Colômbia e o Peru, é de difícil acesso, conflituosa e concentra muitos pontos de garimpo ilegal. Além disso, a área também é uma rota de tráfico de cocaína.

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso e acionou as autoridades para buscar os dois homens desaparecidos entre a comunidade de São Rafael e o município de Atalaia do Norte (AM).

O desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira foi confirmado hoje, 6, pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari - Univaja e do Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato. Eles desapareceram na manhã de domingo, 5, enquanto faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até o município de Atalaia do Norte, no Amazonas.

Ainda no domingo uma equipe saiu de Atalaia do Norte em busca dos dois, percorrendo de barco o mesmo caminho feito por eles, mas até agora ninguém foi encontrado.

O Ministério Público Federal no Amazonas abriu um procedimento administrativo para investigar o desaparecimento do indigenista Bruno Araújo e do jornalista Dom Phillips na região do Vale do Javari, no extremo oeste do Estado.

A Procuradoria acionou a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Força Nacional, a Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari, e a Marinha para acompanhamento do caso.

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A Marinha informou ao órgão que vai conduzir as atividades de busca na região, por meio do Comando de Operações Navais.

Os procuradores vão intermediar as ações de buscas, "mobilizando as forças para assegurar a atuação integrada e articulada das autoridades".

Em nota, a superintendência da Polícia Federal no Amazonas diz que está "acompanhando e trabalhando" no caso. Segundo a corporação, as "diligências estão sendo empreendidas e serão divulgadas oportunamente".

A Procuradoria da República no Amazonas foi acionada pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari na manhã desta segunda-feira, 6.

De acordo com as informações iniciais, o desaparecimento ocorreu no trecho entre a comunidade São Rafael e o município de Atalaia do Norte, informou o MPF.

Segundo a Univaja, Bruno Araújo e Dom Philips estão desaparecidos há mais de 24 horas, tendo se deslocado para visitar a equipe de Vigilância Indígena que se encontra próximo ao chamado Lago do Jaburu. A União diz que a dupla saiu da comunidade de São Rafael por volta das seis horas da manhã, rumo a Atalaia do Note, em uma viagem que dura cerca de duas horas, mas não chegaram à cidade no horário previsto.

Uma equipe da Univaja, formada por indígenas "extremamente conhecedores da região", saiu em busca do indigenista e do jornalista, percorrendo o mesmo trecho que Bruno Pereira e Dom Phillips supostamente teriam percorrido, mas não encontraram vestígios da dupla.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari ressaltou ainda que, na semana do desaparecimento, a equipe recebeu ameaças em campo. "A ameaça não foi a primeira, outras já vinham sendo feitas a demais membros da equipe técnica da UNIVAJA, além de outros relatos já oficializados para a Policia Federal, ao Ministério Público Federal em Tabatinga, ao Conselho nacional de Direitos Humanos e ao Indigenous Peoples Rights International", registrou a entidade em nota.

Dados do alerta de cheia divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), nesta terça-feira (31), indicam que os rios que cortam os municípios de Manaus, Itacoatiara e Manacapuru já superaram as respectivas cotas de inundação severa este ano.

Para Manaus, a previsão é que o Rio Negro atinja aproximadamente 29,65 metros (m), com um intervalo provável variando entre 29,47 m e 30 m (considerando 80% de intervalo de confiança). Tanto a cota de inundação (27,50 m) quanto a cota de inundação severa (29 m) já foram superadas no município.

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Informações do Sistema de Alerta Hidrológico do Amazonas (SAH Amazonas) apontam para um aumento na frequência com que os eventos extremos atingem a capital amazonense, desde o princípio do monitoramento até os dias de hoje. Os dados indicam que seis das dez maiores cheias de toda a série de Manaus aconteceram na última década.

Manacapuru e Itacoatiara seguem a previsão para a capital. No município de Manacapuru, a previsão é de que o Rio Solimões atinja aproximadamente 20,15 m, com um intervalo provável variando entre 19,90 m e 20,50 m. A probabilidade de que o rio venha atingir a cota máxima histórica de 20,86 m, registrada em 2021, é de 2%. Em Itacoatiara, a previsão é de que o Rio Amazonas atinja 14,85 m, com variação entre 14,76 m e 15 m. A probabilidade de que o rio venha superar a cota máxima (15,20 m em 2021) é também de 2%.

Monitoramento

O serviço de monitoramento do CPRM na Amazônia é realizado desde 1989. As principais áreas monitoradas abrangem os municípios de Manaus, Itacoatiara e Manacapuru.

O meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Renato Senna explicou que para os primeiros meses de 2022, o fenômeno de resfriamento das águas do Pacífico, conhecido como La Ninã, modificou os regimes de chuva trazendo um grande volume de chuvas para a região.

Segundo a analista Deydila Bonfim, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a previsão para os três próximos meses é ainda de chuvas acima do normal nas bacias dos rios Negro e Branco.

Uma mãe tentou vender seu filho recém-nascido por R$ 400 na porta da maternidade do município de Manacapuru, no interior do Amazonas. Mas o Conselho Tutelar conseguiu resgatar o bebê e a questionou sobre a criança. Depois disso, a mulher fugiu da maternidade.

Antes do resgate, o bebê havia dado entrada na unidade e recebia os primeiros socorros após a mulher ter parido no cais, no Centro de Manacapuru. O Conselho Tutelar informou que recebeu a denúncia e uma equipe foi até a maternidade para verificar o caso.

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De acordo com o conselheiro Elivon Lira, a mulher não tem casa, é usuária de bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas. "Após esse procedimento, eu conversei com ela quanto conselheiro. Ela se alterou e se evadiu da unidade hospitalar sem mesmo concluir o atendimento médico dela", informou.

Após receber os atendimentos, o bebê foi encaminhado para um acolhimento na cidade, onde deve ficar abrigado.

Um pescador que vendia jacarés em uma rua no bairro de Grande Vitória, em Coari, no Amazonas, foi preso pela Polícia Militar (PM). Os animais já abatidos e mutilados estavam expostos em via pública, sem qualquer espécie de conservação.

O suspeito foi encaminhado à Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município, onde prestou depoimento e relatou que os répteis foram capturados quando ele pescava na região, a cerca de 363 quilômetros de Manaus.

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O homem foi indiciado por crime ambiental pela venda de animais silvestres.

 

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas divulgou edital de concurso público com abertura de 12 vagas para os cargos de Analista Jurídico de Defensoria e Assistente Técnico de Defensoria com especialidade administrativa. O processo seletivo terá oportunidades para os níveis médio e superior, com inscrições abertas entre os dias 27 de abril a 30 de maio, pelo site Fundação Carlos Chagas.

O cargo de Analista Jurídico de Defensoria terá seis vagas disponíveis, com remuneração inicial de R$ 6.883,29. É preciso ter graduação completa em direito ou ciências jurídicas. Enquanto isso, para a posição de Assistente Técnico de Defensoria, haverá outras seis vagas, com remuneração inicial de  R$ 4.051,91 e necessidade de diploma completo de ensino médio ou técnico equivalente à função.

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Além da escolaridade correspondente ao cargo, o concurso exige outros requisitos como estar em dia com as obrigações eleitorais e com o serviço militar; atender aos requisitos exigidos para o cargo e a especialidade;  ter aptidão física e mental para o exercício das atribuições do cargo e da especialidade, entre outras exigências.

Os profissionais admitidos terão uma jornada de trabalho de 6h a 8h diárias. O processo seletivo será realizado por meio de provas objetivas de conhecimentos gerais e provas de conhecimentos específicos para ambos os cargos, além de uma prova discursiva - estudo de caso apenas para a área de Analista Jurídico.

Enquanto ao local de aplicação, as provas objetivas e de estudo de caso serão aplicadas nas cidades de Autazes, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Manaquiri, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva.

A taxa de inscrição do concurso é de R$ 110,00 para o nível superior e de R$ 90,00 par ao ensino médio. Os candidatos desempregados ou que comprovem remuneração abaixo de até três salários mínimos poderão solicitar isenção do pagamento.

Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas” atraca em Recife após conclusão da Operação Obangame Express 2022 na África O Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) “Amazonas”, da Marinha do Brasil, atracou no Porto do Recife (PE), nesta quarta-feira (13), após participar da Operação Obangame Express 2022, na África.

Antes de atracar em Recife (PE), o NPaOc “Amazonas” permaneceu no continente africano por 58 dias, tendo saído do Rio de Janeiro no dia 15 de fevereiro para participar do exercício internacional.

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A Operação Obangame Express 2022 tem o propósito de treinar os países africanos da costa ocidental e central para fortalecimento da segurança marítima na região do Golfo da Guiné, por meio de treinamentos de simulação de combate à pesca ilegal, à poluição no mar, à pirataria, ao terrorismo, e de busca e salvamento.

A operação é conduzida pela Marinha dos Estados Unidos e conta com a participação do Brasil, da Espanha, da Holanda, da Itália, de Portugal, além de outros 25 países.

A região do Golfo da Guiné tem especial interesse para o Brasil, pois além de fazer parte do entorno estratégico brasileiro, registra diversas ocorrências que acarretam uma conjuntura de insegurança marítima.

O Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) abriu 183 vagas para concurso público destinado a profissionais de níveis médio e superior. Os salários variam entre R$ 2.300 a R$ 5.500, a depender da vaga escolhida. O candidato poderá se inscrever através do site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) do dia 8 de março até às 22h do dia 6 de abril.

As oportunidades para nível médio são para técnico administrativo, técnico de informática e técnico vistoriador de veículos. Já para as vagas de nível superior, o concurso contempla cargos de assistente social, comunicação social, economista, engenheiro com especialização em trânsito, pedagogo, arquiteto, dentre outros.

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No site de inscrição, o candidato terá acesso ao edital de abertura e todas a informações relativas ao certame, como conteúdo programático exigido para cada área de conhecimento, bem como a ficha de inscrição.

Para as inscrições de nível médio, o valor da taxa de participação é de R$ 65, enquanto para nível superior o valor é de R$ 75. O candidato deverá imprimir o boleto bancário e efetuar o pagamento de modo a efetivar sua inscrição.

As provas objetiva e discursiva serão aplicadas nos municípios de Manaus, Eirunepé, Humaitá, Parintins, Tabatinga e Tefé do Estado do Amazonas.

Outras informações através do e-mail concurso@ibfc.org.br do Serviço de Atendimento ao Candidato (SAC), indicando o nome do concurso, ou pelo telefone (11) 4788-1430.

O Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) abriu inscrições para 17 mil vagas em 17 cursos na modalidade de ensino a distância. Candidatos de Manaus e do interior do estado podem participar. Os interessados podem se inscrever até 23h59 desta quarta-feira (2), por meio do site do Cetam.

Dos 17 cursos, 14 serão realizados sem o suporte de profissional da área (tutor) e três terão tutoria. Para estar apto a participar o candidato deve possuir idade mínima de 16 anos, dispor de infraestrutra (celular, tablet ou computador) e internet para assistir às aulas.

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A relação de inscritos está prevista para ser divulgada na quinta-feira (3). Já a lista de espera está prevista para 13 de fevereiro. As aulas estão marcadas para iniciar no dia 15 de fevereiro.

Uma empresa de limpeza terceirizada e o Detran do Amazonas foram condenados a pagar R$ 44 mil aos familiares de uma prestadora de serviço que foi infectada pela Covid-19 aos oito meses de gestação e morreu em decorrência do vírus.

A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região decidiu que o viúvo e três filhos deverão ser indenizados por danos morais e materiais. O julgamento foi unânime.

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Conforme consta dos autos, a empregada não foi afastada do serviço, começou a apresentar os sintomas da doença em dezembro de 2020 e faleceu em fevereiro de 2021. A filha caçula nasceu no dia 7 de janeiro de 2021 em cesariana de emergência, quando a mãe estava entubada.

Na primeira instância, a empresa terceirizada e o Detran-AM foram condenados a pagar o montante de R$ 365 mil. No entanto, o TRT-11 julgou o recurso do Detran e determinou que esse valor fosse reduzido para R$ 44 mil.

Segundo o tribunal, existem provas que mostram que a trabalhadora atuava no seu serviço sem máscara de proteção, em várias situações. Por conta disso, os desembargadores entenderam que houve "culpa recíproca".

Mesmo considerando não ser possível afirmar que o contágio ocorreu no ambiente de trabalho, a desembargadora Francisca Rita Alencar Albuquerque, relatora do acórdão, explicou que a dúvida se resolve em favor da parte reclamante. Em seu voto, reconheceu a concausa (quando o trabalho não foi a causa da moléstia, mas contribuiu para o adoecimento).

“Entendo que o contexto autoriza o reconhecimento do nexo concausal. Até porque já era de conhecimento público que o índice de mortalidade de covid-19 em pessoas do grupo de risco é maior, dentre elas, as gestantes”, salientou.

E concluiu: “Se, por um lado, não há prova inequívoca de que o vírus foi adquirido no trabalho, mesmo porque a empregada frequentava ambientes e eventos sem as cautelas de segurança, por outro, trabalhou de forma presencial, quando as normas estaduais proibiam, portanto, com a possibilidade de contaminação, o que veio a ocorrer, ceifando-lhe a vida”.

O processo ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) de Manaus, no estado do Amazonas, divulgou três editais destinados ao preenchimento de 2.001 vagas na área de saúde e administrativa. Os salários variam de R$ 1.550,00 a R$ 13.867,91, com benefícios para jornadas de 40 horas semanais. O período de inscrição e data das provas varia de acordo com o cargo pleiteado. Confira, abaixo, mais informações sobre as funções:

1) Especialista em Saúde - Médico (nível superior):

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As inscrições para este certame podem ser realizadas de 5 de janeiro a 3 de fevereiro, por meio do site da banca organizadora. No ato da inscrição, será cobrada uma taxa de R$ 150. O período para solicitar a isenção da taxa, para candidatos que se enquadram nos critérios apontados no edital, é das 16h do dia 5 de janeiro até às 16h do dia 7 do mesmo mês. Para estar apto a participar, é necessário que o candidato apresente curso superior completo em medicina e residência médica de acordo com o cargo escolhido. A seleção será composta de uma única etapa, sendo esta a prova objetiva, a ser realizada no dia 1º de abril. Para mais informações, consulte o edital.

2)  Especialista em Saúde (nível superior) e Assistente em Saúde (níveis médio, médio técnico e fundamental):

As inscrições para este certame podem ser realizadas de 10 de janeiro a 15 de fevereiro, por meio do site da banca organizadora. No ato da inscrição, será cobrada uma taxa que varia de R$ 70 a R$ 150, a depender do cargo. O período para solicitar a isenção da taxa, para candidatos que se enquadram nos critérios apontados no edital, é das 16h do dia 10 de janeiro até às 16h do dia 12 do mesmo mês. Para estar apto a participar, é necessário que o candidato apresente curso de ensino médio completo ou curso de técnico na área do cargo escolhido. A seleção será composta por uma única etapa, sendo esta uma prova objetiva, a ser realizada no dia 1º de maio. Para mais informações, consulte o edital.

3) Assistente em Saúde Condutor de Motolância e Condutor de Ambulância:

As inscrições para este certame podem ser realizadas de 10 de janeiro a 15 de fevereiro, por meio do site da banca organizadora. No ato da inscrição, será cobrada uma taxa de R$ 90. O período para solicitar a isenção da taxa, para candidatos que se enquadram nos critérios apontados no edital, é das 16h do dia 10 de janeiro até às 16h do dia 12 do mesmo mês. Para estar apto a participar, é necessário que o candidato tenha curso de ensino médio completo ou curso de técnico na área de acordo com o cargo escolhido. A seleção será composta de uma única etapa, sendo esta a prova objetiva, a ser realizada no dia 1º de maio. Para mais informações, consulte o edital.

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