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Manifestantes com máscaras estabeleceram barricadas no centro do distrito comercial de Hong Kong nesta sexta-feira (4), pouco depois do anúncio do governo local sobre a aplicação de uma lei de emergência que proíbe o uso de máscaras.

Dezenas de manifestantes usavam barreiras de plástico, pedaços de madeira e cones de trânsito para bloquear as ruas no distrito central, onde ficam as sedes de importantes empresas internacionais. Milhares de pessoas, também de máscaras, se posicionaram atrás da principal barricada.

Também foram criadas barricadas no distrito de Kowloon Tong. E centenas de pessoas com os rostos cobertos organizaram um protesto em um centro comercial de Sha Tin.

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou nesta sexta-feira a aplicação de uma lei de emergência, que não era utilizada desde 1967, para proibir o uso de máscaras por manifestantes, em uma tentativa de acabar com meses de protestos violentos. A norma entrará em vigor na sexta-feira à meia-noite de sexta-feira.

A instalação de inocentes pula-pulas em acessos a comunidades pode ser uma tática de traficantes com objetivo de impedir as operações do Exército e da polícia nesses locais. A hipótese está sendo investigada pela inteligência militar, a partir da constatação, hoje (17), da presença desses brinquedos no meio da rua da favela de Antares, na zona oeste, onde ocorrem operações contra o tráfico.

De acordo com o porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), coronel Carlos Cinelli, chamou atenção da inteligência a coincidência da instalação dos pula-pulas bem onde antes haviam barreiras que foram removidas.

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“Essa informação chegou ao nosso conhecimento e estamos analisando para ver se é apenas uma coincidência o fato de, na semana em que as barricadas começaram a ser removidas, brinquedos foram colocados nos seus lugares. Ou se é uma estratégia deliberada de criminosos para impedir o avanço das forças de segurança. Essa segunda hipótese, caso configurada, seria um demonstrativo do nível de barbaridade perpetrado por esses criminosos com quem nós estamos lidando nesses ambientes”, contou Cinelli.

Ele lembrou que o Artigo 144 da Constituição Federal diz que a segurança é um dever do Estado, mas é responsabilidade de todos. “Os cidadãos não podem compactuar com práticas que conduzam à exacerbação das atitudes conduzidas por criminosos”, destacou o coronel. Segundo ele, os pula-pulas, instalados no meio da rua, naturalmente atraem crianças. E isso praticamente impede a realização de operações no local. Se isto for confirmado, de que o tráfico estaria utilizando crianças como forma de se protegerem, seria um verdadeiro crime de guerra, frisou o coronel.

Sobre a operação realizada hoje no Complexo do Alemão, que contou com a presença do Exército e da Polícia Civil, Cinelli disse que se tratou de uma ação pontual de inteligência, para o levantamento de informações, e que não resultou em prisões ou apreensões.

Mesmo sem uma nova data para a votação da reforma da Previdência, centrais sindicais e movimentos que integram as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, além de partidos políticos, realizam manifestações em todo o país nesta segunda-feira (19). Em Pernambuco, na manhã de hoje, o reflexo do Dia Nacional de Paralisação teve uma dimensão menor do que em edições anteriores quando diversos pontos de rodovias federais no Estado foram fechados por manifestantes e serviços paralisados.

Desta vez, apenas um ponto da BR-101 no Recife, próximo ao terminal integrado do Barro, foi fechado. Além disso, as agências Previdência Social na capital pernambucana, em Caruaru e Petrolina, amanheceram com portas fechadas; um grupo de trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima, em Suape, paralisou as atividades, bem como profissionais de educação e bancários. 

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“Não nos mobilizamos na mesma dimensão porque a votação acabou não rolando hoje nem está prevista para amanhã, mas é um recado para Michel Temer de que toda vez que ele colocar a reforma para votar, nós vamos parar o Brasil. Com certeza se fossem votar amanhã não estava passando nada, estaria tudo parado”, justificou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE), Carlos Veras (PT). 

De acordo com ele, apesar da dimensão menor, “as pessoas estão se mobilizando nos locais de trabalho” e é preciso “continuar vigilante, atento e pressionando” os deputados para que não aprovem a reforma da Previdência. O projeto que atualiza as regras previdenciárias estava previsto para entrar em análise na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira, mas na última sexta-feira (16) o presidente Michel Temer (MDB) assinou um decreto que prevê uma intervenção federal na área de segurança pública no Rio de Janeiro. 

O decreto precisa ser aprovado no Congresso Nacional para se tornar válido e o texto deve ir ao plenário da Câmara hoje para depois seguir para o Senado. Durante a vigência do decreto, segundo a Constituição Federal, a legislação não pode sofrer emendas, o que adia a análise da reforma. 

“Temer não tem maioria hoje para aprovar a reforma e o decreto foi uma saída para ele não votar o texto, mas a qualquer momento pode conseguir e suspender o decreto para votar e sancionar as mudanças. Ele está testando o tempo todo, está tentando vencer pelo cansaço, mas estamos vigilantes”, observou Carlos Veras.

À tarde, a partir das 15h, um ato político deve culminar o Dia Nacional de Paralisação em Pernambuco. Manifestação será no Parque 13 de maio. 

Um militar venezuelano morreu depois de ser atingido com um tiro na cabeça durante um incidente em manifestação na cidade de Maracay, em Aragua, anunciou nesta segunda-feira (17) o governador do Estado, Tareck El Aissami. Enquanto isso, em Caracas, a polícia expulsou pessoas de barricadas após os atos de violência dos últimos dias.

O capitão da Guarda Nacional José Guillen Araque morreu após um incidente na noite de domingo, informou o governador em sua conta no Twitter. El Aissami não deu mais detalhes sobre o ocorrido e disse apenas que o militar foi "assassinado por grupos fascistas". O oficial teria morrido durante confronto com um grupo que mantinha uma avenida bloqueada, segundo o jornal regional El Periodiquito em sua página na internet. No domingo, ocorreram protestos de rua em Maracay, conforme reportagens de meios de comunicação locais.

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A capital venezuelana e outras cidades do interior do país têm sido cenário há mais de um mês de protestos de rua violentos contra o governo do presidente Nicolás Maduro, que deixaram pelo menos 26 mortos, entre eles quatro integrantes da Guarda Nacional, além de 365 feridos e mais de 1 mil presos, dos quais 106 permanecem detidos. Universitários e opositores, principalmente de classe média, protagonizam desde fevereiro manifestações contra a elevada inflação, o desabastecimento de produtos básicos e a crescente criminalidade.

Enquanto isso, em Caracas, a Guarda Nacional realizou uma operação para retomar a Praça Altamira e desocupou as "guarimbas", como são conhecidas localmente as barricadas que ficaram instaladas lá por dias, disse o ministro do Interior, Justiça e Paz, Miguel Rodríguez Torres, à rede de TV Venezolana de Televisión. "Estamos restaurando o direito (de ir e vir) a milhares de cidadãos de Chacao que estavam resguardados em suas casas por causa das ações violentas." Rodríguez disse ainda que continuarão sendo feitas patrulhas no local para garantir a livre circulação de cidadãos. Fonte: Associated Press.

Um jovem manifestante de capacete e colete a prova de balas pediu a namorada em casamento no sábado (1°) à noite entre as barricadas do centro de Kiev, ocupado há mais de dois meses pelos opositores do presidente Viktor Yanukovytch.

"O combate muda os homens, a cabeça fica fria e o coração quente", disse o jovem, que usava roupa camuflada e gorro, como muitos manifestantes que ocupam a Praça da Independência, epicentro dos protestos. "Estou muito feliz de ficar noivo agora. Queria fazer isto há muito tempo, mas infelizmente - ou felizmente - a revolução começou", disse o jovem.

"Depois de ter participado nos confrontos, o sentido da minha vida mudou, agora tudo é mais fácil", explicou o manifestante, que se ajoelhou para colocar o anel de noivado no dedo da namorada.

A jovem, com casaco vermelho, levantou o gorro do namorado até a boca e deu um beijo demorado no agora noivo. Os amigos formaram um corredor para que o casal conseguisse deixar a praça e alguns acenderam tochas.

Grupos que estão acampados perto do mar estão erguendo barricadas de areia para impedir o avanço da maré durante a noite. Alguns chegaram a construir três séries de bancos de areia, cada uma com cerca de 50 cm de altura.

"Temos que ao menos tentar. Não tem mais espaço ali perto da avenida, afirmou o italiano Alessandro Priviter, de 20 anos, que estava reforçando uma das barricadas com uma proteção de papelão. Apesar do esforço, ondas mais altas já estão vencendo as primeiras barreiras, para desespero dos fiéis.

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