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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse nesta quarta-feira, 28, que "por enquanto" está tranquilo em relação às construtoras envolvidas no escândalo da Petrobras e que estão realizando obras para os Jogos Olímpicos de 2016. Nos bastidores, existe o temor de que as empresas passem a enfrentar dificuldades e atrasem as obras que já possuem um cronograma apertado, sobretudo no Parque Olímpico.

"As empresas são as mesmas, mas quem lida com as empresas aqui é bem diferente de quem estava do lado da Petrobras", afirmou Paes, em encontro com jornalistas. "A única coisa que eu posso garantir é que aqui não tem por cento nem Paulo Roberto. Isso eu garanto", continuou.

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A declaração foi uma referência ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso no ano passado durante a Operação Lava Jato acusado de cobrar propina e que hoje cumpre prisão domiciliar. "Eu estou tocando a vida. Como aqui a gente não cobra por cento, faz as coisas dentro do prazo e no custo, não tem aditivo. Quando tem por cento é que complica", afirmou o prefeito.

"No caso aí (das obras para a Olimpíada) tem a Odebrecht e a Andrade Gutierrez. A OAS está no Porto (Maravilha)... A gente torce para que essas empresas não tenham problemas, mas se a empresa quebrar, aí sim (temos uma preocupação)", admitiu.

Na avaliação de Eduardo Paes, as grandes construtoras deverão manter suas atividades. "Até teve um sinal da presidente Dilma hoje na imprensa, de não quebrar as empresas, de (responsabilizar somente) os culpados, os responsáveis", considerou.

"Meu desafio vai ser ver vocês um dia colocarem 'pô, finalmente o Brasil fez uma coisa direito'. Porque eu também me indigno com essas coisas de tudo estar fora do prazo, do País ficar com fama de republiqueta de banana, achar que fazer festa é legado. Fazer festa não é legado. Legado é mostrar que a gente sabe fazer as coisas dentro do prazo e no custo, que este é um País que está ficando sério", declarou o prefeito.

A presidente e candidata à reeleição pelo PT Dilma Rousseff encerrou às 12h40 desta segunda-feira (20), uma carreata de 40 minutos pelas ruas de conjuntos residenciais das imediações da Praça do Conhecimento Gelson Domingos, em Padre Miguel, na zona Oeste da capital fluminense.

Acompanhada do governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão e do prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB, Dilma limitou-se a acenar e sorrir da boleia de uma caminhonete, sem parar nem discursar.

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O veículo era cercado por cabos eleitorais, seguranças e populares, que precisaram correr para acompanhar a candidata - daí o apelido de 'correata' dado por militantes. Ela cumprimentou eleitores e fez várias vezes um coração com as mãos.

Em pleno feriado do Dia do Comerciário e sob sol forte, parte das ruas estava vazia e em alguns prédios poucas pessoas vieram à janela, apesar do carro de som que tocava os jingles das campanhas de Pezão e Dilma. Apenas Paes discursou, pedindo, em menos de um minuto, empenho pela vitória no domingo.

Depois de prometer se matar caso a Argentina vencesse o Brasil no Maracanã, na final da Copa do Mundo, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, mudou de lado. Ontem, o político exaltou a "linda invasão" da capital carioca pelos hermanos e disse que está quase torcendo pela vitória do país vizinho contra a Alemanha.

O prefeito lembrou a declaração feita ao jornal inglês "The Guardian": "Eu no ano passado disse que me matava se o Brasil perdesse para a Argentina. Agora estão confundindo a história e dizendo que se a Argentina for campeã o prefeito vai se matar, se jogar pela janela. Estou tão simpático à figura dos hermanos que estou quase torcendo para a Argentina", disse arrancando risos da plateia de investidores do Rio Conference Global Summit.

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O episódio gerou brincadeiras no Facebook, como a página "Suicídio do Eduardo Paes". Mais de 31 mil pessoas haviam confirmado presença no "evento".

A previsão é de uma invasão de argentinos ao Rio para assistir a final no Maracanã. "Quem quiser ver argentinos típicos não deixe de ir ao sambódromo ou à Praça Onze, está imperdível", disse Paes, mencionando locais onde parte dos torcedores argentinos está acampada. O prefeito carioca deixou clara a preferência por uma vitória Argentina. "Que vença o melhor. Argentina", disse.

Em junho de 2013, às vésperas da abertura da Copa das Confederações, o prefeito do Rio afirmou que iria se matar caso a Argentina vencesse o Brasil em pleno Maracanã, na final da Copa do Mundo.

A afirmação foi feita em entrevista ao jornal inglês "The Guardian": "Se a Argentina vencer o Brasil na final da Copa, eu me mato", brincou o prefeito do Rio. "Eles já tem o Messi e o Papa. Não podem ter tudo", justificou.

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Várias pessoas criaram eventos no Facebook para zombar do prefeito, cobrando que ele cumpra a brincadeira. Desde que a Argentina garantiu vaga na final, nesta quarta-feira, 9, esses eventos ganharam milhares de adeptos. No grupo com mais adesões, às 17 horas de ontem quase 24 mil pessoas já haviam confirmado presença para acompanhar o suicídio, marcado para as 9 horas do dia 14, segunda-feira, na sede da prefeitura.

A assessoria do prefeito informou que ele não vai comentar a brincadeira de que é alvo na internet, já que se referiu a uma hipotética final entre Brasil e Argentina, que não vai ocorrer. Segundo a assessoria, "mais de 15" jornalistas já haviam consultado a prefeitura sobre a reação do prefeito.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), articula uma frente de prefeitos pró-Dilma na região metropolitana, em resposta ao apoio de peemedebistas como o ex-governador Sérgio Cabral à candidatura de Aécio Neves (PSDB) no Estado. Na noite de terça, 24, Paes reuniu-se na residência oficial da Gávea Pequena com os prefeitos de Duque de Caxias e de Niterói. O tema também foi abordado no encontro que o vice-prefeito do Rio, Adilson Pires (PT), e o presidente regional da legenda, Washington Quaquá, tiveram na manhã desta quarta-feira, 25.

"Das dez maiores cidades do Rio, nove votam em Dilma. No jantar que tivemos com o prefeito do Rio, discutimos a candidatura Dilma. Vamos fazer um grande programa para mostrar o que ela e o Lula fizeram para o Rio e o que o Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fez", disse o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso (sem partido).

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A decisão de Paes, que deverá coordenar o grupo de apoio à chapa "Dilmão", ocorreu após o acordo entre o PMDB fluminense e o DEM, selado na casa de Aécio em Ipanema, na zona sul do Rio. O encontro teve a presença de Cabral, que desistiu de se candidatar ao Senado, abrindo espaço na chapa para o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), adversário político de Paes. Em entrevista hoje à rádio CBN, o prefeito do Rio atacou Quaquá e o acusou de ser o responsável pelo fim da aliança entre PT e PMDB no Rio, iniciada em 2007, com a eleição de Cabral. "Ele (Quaquá) está preocupado com tudo nessa vida, menos com a vitória da presidenta Dilma. Colocaram o projeto individual e personalista aqui no Rio acima de qualquer interesse." O presidente do PT fluminense contemporizou, classificando os ataques de Paes como "resposta interna para o PMDB". "Quando um não quer, dois não brigam. Não vou polemizar com o prefeito, que faz parte da banda boa do PMDB. A banda podre já traiu a Dilma, que foi desrespeitada pelo Cabral e pelo Pezão (o governador Luiz Fernando Pezão, candidato à reeleição) com esse encontro na casa do Aécio", disse Quaquá.

Para ele, Paes "apenas repetiu o discurso ensaiado do PMDB". "O Paes não está rompendo com o PMDB, pelo menos por enquanto", ironizou o presidente do PT-RJ, que é prefeito de Maricá. Na entrevista de hoje, Paes procurou negar que tenha problemas com a ala de seu partido que articula o chamado Aezão, movimento de apoio a Aécio e Pezão, atribuindo as dissidências a "gestos absurdos do PT do Rio". "Não se aproveitem de uma eventual discordância na candidatura presidencial para achar que o PMDB do Rio vai se desunir em torno da candidatura do Pezão. Tem uma posição divergente em relação a mim, que eu respeito desde o início, porque foi provocada pelo PT do Rio", declarou Paes, referindo-se ao presidente regional do PMDB-RJ, Jorge Picciani, que lidera o "Aezão". "Vou usar toda a minha força política para que a presidenta Dilma e o Pezão sejam reeleitos", disse o prefeito, que deverá integrar a coordenação da campanha de Dilma no Rio, junto com representantes do PT, do PR e do PRB.

Já o governador divulgou nota oficial em que afirma que "interesses da população do Rio estão acima das alianças partidárias". "Não vou fazer do Palácio Guanabara uma fronteira de briga. Nada nesse mundo me afasta da presidenta Dilma. Não tem palanque que vai nos separar. Tenho uma dívida de gratidão com ela e com o presidente Lula. Nosso relacionamento está acima das questões partidárias", afirmou Pezão. Perguntado sobre uma eventual aliança entre o candidato do PT ao governo, o senador Lindbergh Farias, e o também senador e pré-candidato do PRB, Marcelo Crivella, Quaquá disse que "não passa de boato e especulação". Mas ressalvou: "O Crivella é um dos líderes das pesquisas no Estado. Se resolver propor ou aceitar uma aliança, isso será discutido."

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), encaminhou nota à imprensa negando que tenha ironizado o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff sobre o leilão do pré-sal em sua participação em palestra na manhã desta terça-feira, 22. Em um fórum para empresários para discutir infraestrutura, o prefeito afirmou que "em 2013 algumas pessoas ainda fazem questão de dizer que não estão privatizando".

Segundo o comunicado, a posição do prefeito era "questionar o absurdo de a presidente Dilma Rousseff ter que, no ano de 2013, defender-se de críticas" sobre privatizações em seu governo. Na avaliação do prefeito, esse tipo de discussão é "mais do que ultrapassada".

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Na palestra, o prefeito afirmou que o Estado brasileiro é refratário a privatizações. "O discurso antiprivatista ainda resiste no Brasil de 2013, quando a gente vê pessoas fazendo questão de dizer que não estão privatizando ou negociando com o setor privado", disse.

Na noite passada, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão em que afirmou que o leilão da área de Libra, no pré-sal, "é diferente de privatização". O leilão foi alvo de críticas de movimentos sociais e de políticos de oposição que consideram o certame uma venda do petróleo nacional a empresas estrangeiras.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou no último domingo esperar que o Comitê Olímpico Internacional (COI) diga se tem preocupações com eventuais atrasos envolvendo obras e a organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Ele disse não ter lido o relatório que foi objeto de reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em sua edição de sábado, no qual o COI se mostra preocupado com vários problemas envolvendo a organização da Olimpíada, mas declarou achar que é um trabalho de circulação interna e tentou minimizar sua importância. "Não li esse relatório. Se o COI está preocupado, espero que diga", disse o prefeito.

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Paes participou neste domingo de reunião com avaliadores internacionais do COI. Antes de entrar para o encontro, disse que "não existem motivos mais graves para preocupação". "Sempre alerta todos devemos estar. E asseguro que sou o mais alerta."

Segundo Paes, todos os projetos da cidade estão em andamento e dentro do cronograma. Os 19 integrantes da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos de 2016 ficarão na cidade até esta segunda-feira, para uma revisão do projeto carioca para a importante competição.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) avaliou, nesta sexta-feira, 30, que, apesar do crescimento de Marina, a presidente Dilma Rousseff ainda deve vencer as eleições de 2014. "Acho que é muito difícil a Dilma perder a eleição", afirmou. Para ele, quem está no governo caiu, porque o momento é "de contestação das estruturas governamentais. Claro que equilibra o jogo", concluiu.

Segundo Paes, a queda na popularidade do governador do Rio de Janeiro, seu correligionário, Sérgio Cabral, é uma consequência momentânea das manifestações e não deve afetar a campanha de seu vice, Luiz Fernando Pezão, apontado como provável candidato à sucessão. "A eleição é ano que vem. Acho que as pessoas vão olhar e comparar o que o Cabral fez para o Rio e a transformação que a gente passou no Estado. Tenho certeza que o Pezão tem todas as condições de ganhar", disse.

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Ele concordou, no entanto, que o quadro sucessório no Estado ficou mais "embolado". "Acho que o quadro embolou. Não sei se alguém ganhou força nessa história. As pesquisas não apontam ninguém crescendo. Não tem uma Marina Silva no Rio", disse, fazendo referência à ex-ministra que obteve ganhos de intenção de votos para a Presidência durante os protestos de junho.

Protestos

Segundo o prefeito do Rio de Janeiro, os atuais protestos que ainda ocorrem em sua cidade não tem a ver com aqueles realizados em junho. Para ele, o atual momento trouxe a ascensão de "grupos delinquentes" que tentam impor sua agenda ao governo. Mas o momento atual, em sua avaliação, é de virada, já que a sociedade teria percebido essa diferença.

"Os protestos não afetam em nada a cidade. O que afeta são grupos de delinquentes quebrando coisas. Acho que a gente está no ponto de virada. A própria sociedade já percebeu que quem está na rua agora infelizmente não é gente que queira protestar para mudar o mundo, é gente que quer fazer baderna", avaliou, em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Para o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a reforma política é uma "besteirada". "O problema do Brasil não tem nada a ver com sistema eleitoral", disse Paes, em evento organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo. "Em primeiro lugar o problema é da impunidade", disse. Mesmo assim, afirmou que o modelo de voto por lista, por exemplo, vira "um jogo de caciques" e que, se tivesse que escolher, apontaria o modelo do voto distrital misto.

Na avaliação do prefeito, a medida política necessária a ser tomada no País é uma "medida simples", que não precisa ser realizada por meio de reforma política. Para Paes, é necessário definir que partidos que não têm candidatos nas eleições não dispõem de tempo de propaganda para negociar.

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Ele brincou dizendo que sua própria campanha eleitoral ficaria prejudicada com a medida. "Eu tinha quase uma minissérie todo dia na televisão, nem eu me aguentava mais", comentou, ao dizer que seu partido (PMDB) firmou parceria com diversos partidos menores na época de sua campanha.

Depois de 17 horas, terminou o protesto em frente à casa do prefeito do Rio, Eduardo Paes, na Estrada da Gávea Pequena, Zona Sul. Os manifestantes, que protestavam contra a política de remoções da prefeitura para as Olimpíadas de 2016, deixaram o local por volta das 10 horas deste domingo (18).

Durante o protesto, os manifestantes picharam o muro da casa com dizeres "Remove o Paes" e "SMH 171". Antes de deixarem o local, eles fizeram um último ato, jogando na frente do portão escombros de comunidades removidas e colocaram uma cruz.

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Segundo um dos coordenadores do movimento, nenhum representante do governo foi conversar oficialmente com os integrantes da manifestação. Mesmo com frio e a chuva que castigou a cidade neste sábado (17), o grupo passou a noite em barracas no local.

Dezenas de manifestantes saíram, por volta de 16h10 deste sábado (17), em marcha até Gávea Pequena, residência oficial da Prefeitura do Rio, em ato contra remoções de comunidades pobres na cidade. O protesto foi marcado nas redes sociais, pelo Comitê Popular da Copa e da Olimpíada. A intenção dos organizadores do ato é fazer uma vigília em frente à casa do prefeito do Rio Eduardo Paes.

O trajeto da marcha tem pouco mais de 2 km e interrompe o tráfego na pista no sentido Barra da Tijuca da Estrada de Furnas, no Alto da Boa Vista, bairro da zona norte. Participam da manifestação movimentos sociais, como o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e representantes de associações de moradores de comunidades, como a Vila Autódromo, em Jacarepaguá, e Tubiacanga, na Ilha do Governador, perto do Aeroporto do Galeão.

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Para os padrões do Rio, faz frio no local do protesto. No Alto da Boa Vista, historicamente, são registradas as temperaturas mais baixas no Rio. Em meio a um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica em perímetro urbano do País, o bairro também está em área mais elevada em relação ao nível do mar - as estradas sinuosas do Alto da Boa Vista são frequentemente usadas pelos cariocas como atalhos para cortar caminho e fugir do trânsito da cidade. O ato deixa o trânsito lento na principal ligação entre a Tijuca, na zona norte, e a Barra, na zona oeste.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e a Empresa Olímpica Municipal (EOM) demoraram mais de duas horas, em uma longa apresentação nesta sexta-feira sobre o andamento da preparação da cidade para os Jogos Olímpicos de 2016, para, por fim, informarem: o custo final do sonho carioca em sediar a Olimpíada só será conhecido em dezembro. Depois de o presidente do Comitê Organizador do Rio/2016, Carlos Arthur Nuzman, ter prometido o anúncio para meados de 2013, a divulgação do orçamento foi novamente adiada.

Nuzman e o Comitê Organizador têm sido cobrados insistentemente sobre o tema, mas o mistério continua. Ao ser convocada a entrevista coletiva desta sexta-feira, para divulgação do último balanço da preparação, havia a expectativa de que o número finalmente fosse tornado público. Mas ainda não foi dessa vez.

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A presidente da EOM, Maria Sílvia Bastos, alegou que a prefeitura ainda não tem como apresentar uma cifra confiável pois alguns projetos ainda não atingiram "um nível de maturidade" adequado, como o centro de tênis, o parque aquático, a quadra de handebol e o velódromo, todos no Parque Olímpico da Barra. Para esses, ainda é preciso fazer projetos e a licitação para obras, por exemplo.

Pressionada para dar o orçamento, Maria Sílvia Bastos alegou que também falta a consolidação dos investimentos que os governos federal e estadual farão na cidade, no que diz respeito aos Jogos de 2016.

O diretor-geral de operações do Comitê Organizador, Leonardo Gryner, chegou a dizer que estima que o órgão que ele representa terá prejuízo de US$ 700 milhões, em valores de 2008, com os custos com a Olimpíada. Na hora, foi interrompido por Eduardo Paes. "Esse número está mal colocado, não deveria ter sido apresentado", interveio o prefeito. "Estamos fazendo um grande esforço para evitar esse gasto. Estamos cobrando o Comitê Organizador para que termine (o evento) zerado."

Eduardo Paes e Maria Sílvia Bastos destacaram a transparência da preparação do Rio e ressaltaram que os balanços são apresentados regularmente desde 2010, mas que dificuldades inesperadas evitaram o fechamento do orçamento final dos Jogos de 2016.

Uma dessas dificuldades é Deodoro. A área da zona norte da cidade estava sob responsabilidade do governo estadual, mas Sérgio Cabral, governador do Rio, apelou a Eduardo Paes para que o município assumisse a preparação da região, o que atrasou ainda mais a conclusão dos custos olímpicos.

"O prefeito chegou para mim e disse: 'Toma esse presentinho (Deodoro)'. Estamos preocupados, sim, mas temos competência e a certeza de que tudo estará pronto no prazo", contou a presidente da EOM.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse hoje, em coletiva de imprensa, que a Cidade não fará oposição a manifestações. Paes foi questionado por um repórter sobre medidas para impedir protestos, como o realizado ontem na praia de Copacabana ao fim da encenação da Via Crucis.

Paes levou para a coletiva um trecho, que leu para jornalistas, do discurso do Papa Francisco sobre sempre haver a "opção do diálogo". Acrescentou que "ninguém quer segurar" as manifestações.

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"As manifestações são algo absolutamente normal num País democrático. E graças a Deus o Papa está num país democrático", disse. Paes ressaltou que tem se mostrado aberto ao diálogo com opositores e com a mídia, inclusive "dando a cara a tapa" sobre as falhas de organização do evento.

Sobre iniciativas para evitar que os problemas voltem a acontecer na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016, Paes disse que deixaria os comentários sobre outros eventos para depois. Lembrou apenas que a Jornada Mundial da Juventude tem um grau de imprevisibilidade maior do que os eventos esportivos.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, confirmou hoje ter sido convidado para o encontro de líderes realizado mais cedo no Theatro Municipal e justificou sua ausência com os deveres enquanto prefeito.

"Uns tem a sorte de ver o Papa em todos os eventos, outros têm que trabalhar", disse, em coletiva de imprensa. "Já estive com o Papa quatro vezes. Não consigo ir a todos os eventos porque tenho uma cidade para cuidar".

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Paes, no entanto, disse que esteve ontem com o Papa numa situação reservada em que o Pontífice disse que rezaria para seu filho, que estava fazendo aniversário. O prefeito disse que voltaria a se encontrar com o Papa até sua despedida.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse hoje que a Cidade não proibirá o uso de barracas durante a vigília nesta noite na Praia de Copacabana. Paes disse ainda que, se faltar lugar na areia, os peregrinos estão autorizados a acampar nas ruas do bairro.

A organização da Jornada Mundial da Juventude disse que não permitiria o uso de barracas. Paes informou, no entanto, que a orientação da prefeitura não proibi acampamento na praia. "Não há qualquer restrição a nada".

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou hoje que a cidade vai receber um número recorde de visitantes neste fim de semana e pediu paciência à população, especialmente de Copacabana. Paes classificou a visita dos peregrinos como "uma invasão do bem" e estimou para amanhã 3 milhões de pessoas no bairro, o dobro do registrado nos últimos dias.

"A invasão do bem nos enche de orgulho e alegria. Mas vamos ter a partir de hoje, até amanhã, essa cidade tendo a maior aglomeração de pessoas da sua história", disse, em coletiva.

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Segundo ele, haverá uma concentração maior de pessoas do que o esperado pois a população da cidade comparecerá em maior peso à vigília e à missa de amanhã. Os eventos seriam realizados inicialmente em Guaratiba.

"Pedimos às pessoas muita paciência", disse, acrescentando que não será fácil a saída do bairro.

Apesar de ter dado ontem nota zero à organização da cidade, Paes se mostrou esperançoso de que os problemas vão ser reduzidos até amanhã e o saldo final será positivo.

"Perdemos as primeiras batalhas, mas vamos ganhar a guerra".

As diversas falhas ocorridas na organização da visita do Papa e da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro geram preocupação para o Mundial de Futebol 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016. A primeira viagem do papa Francisco, que foi recebido por um milhão de jovens peregrinos de todo o mundo, se converteu em um calvário diário para a "cidade maravilhosa" e suas autoridades.

A ponto de o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, admitir sua derrota: "se me perguntarem a nota da organização da JMJ, diria que estamos mais próximos de zero do que de 10".

As falhas começaram desde o início do evento. Na segunda-feira, um incrível engano do motorista - que errou o percurso - fez com que o pequeno carro Fiat Idea no qual o pontífice viajava desde o aeroporto ficasse bloqueado em várias oportunidades entre ônibus e uma multidão entusiasmada.

Na terça-feira, um problema de eletricidade paralisou por mais de duas horas o metrô do Rio, semeando o caos na cidade pouco antes da missa de abertura da JMJ na praia de Copacabana, onde se reuniam meio milhão de peregrinos de 170 países.

O mesmo calvário foi vivido para voltar para casa, quando sob uma incessante chuva as filas eram intermináveis nas estações de metrô, havia poucos ônibus e os bares e restaurantes estavam completamente lotados. Estas cenas se repetiram na quinta-feira durante o discurso de boas-vindas do pontífice aos peregrinos.

Por último, as autoridades foram obrigadas a modificar completamente a programação de três grandes eventos: a peregrinação, a vigília e a missa de encerramento. As chuvas transformaram em um lamaçal o terreno de 300 hectares preparado para a ocasião, em Guaratiba, a 60 km do centro do Rio. Apesar do dinheiro gasto, não se previu que poderia chover. E embora este clima seja pouco previsível, era possível que este terreno inundasse em caso de chuva.

Em um primeiro momento canceladas, a peregrinação e a vigília foram, posteriormente, restabelecidas. Os peregrinos caminham neste sábado do centro da cidade até a praia de Copacabana, onde irá ocorrer a vigília e onde não foi possível, por falta de tempo, instalar banheiros públicos. O Papa presidirá no mesmo local a missa de encerramento.

"O Rio não passou no teste", resumiu Chris Gaffney, um universitário americano que estuda o impacto urbanístico de grandes eventos esportivos no Rio. Mas isto não surpreende este especialista, que destaca "carências estruturais e uma falta de profissionalismo".

"Se você introduz um ou dois milhões de pessoas adicionais em uma cidade com infraestruturas frágeis, tanto no saneamento quanto no transporte, passando pelo sistema de saúde, é evidente que terão problemas", disse.

Segundo ele, a segurança pública é o principal desafio para o Mundial: "Os torcedores de futebol não os são bons peregrinos católicos. Quando você vê com quanta violência a polícia dispersa os manifestantes, imagina o que aconteceria se tivesse que lidar com 2.000 torcedores ingleses bêbados e excitados. É preciso formar a polícia, desmilitarizá-la a partir de agora".

No caso dos Jogos Olímpicos, o que provoca questionamentos é, sobretudo, a mobilidade urbana. "Se o metrô não funcionar, será catastrófico", afirmou Gaffney.

A isto se soma um mal-estar da população, que protestou pedindo mais dinheiro para reforçar os sistemas de transporte, educação e saúde, em vez de destiná-lo a estes grandes eventos. "Acredito que as pessoas não vão se conformar" e as históricas manifestações sociais da Copa das Confederações voltarão a ganhar espaço, considerou o especialista.

Os jovens brasileiros colocaram à prova os nervos da Federação Internacional de Futebol (Fifa) protestando, às vezes com violência, perto dos estádios para denunciar os gastos públicos, e forçando seu presidente, Joseph Blatter, a dizer: "Caso ocorram novos distúrbios no próximo ano, talvez deveremos reconhecer que o Brasil não era um bom lugar para organizar a Copa do Mundo".

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), acredita que o público que vai à praia de Copacabana hoje e amanhã para ver o papa Francisco baterá todos os recordes da história dos réveillons na cidade. "Acho que serão 2,5 milhões ou 3 milhões de pessoas. O Rio de Janeiro inteiro vai para Copacabana ou para o roteiro do papa para se despedir. Estou vendo gente que não é católico querendo ver o papa", disse Paes depois de monitorar imagens da cidade no Centro de Operações Rio (COR).

Ele disse que serão inevitáveis transtornos nos deslocamentos, mas afirmou que o esquema de transporte está melhorando ao longo da Jornada Mundial da Juventude. "São cinco réveillons em uma semana. Vai ter sempre algum grau de tumulto, mas está cada dia mais organizado".

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O prefeito revelou que a produção de lixo dos peregrinos foi de apenas 47 toneladas em quatro dias, quando apenas na noite do ano novo os garis retiram 300 toneladas de lixo. Paes reiterou que a JMJ é um sucesso. "Tem problemas sim, mas não é essa desgraça. Ainda tem muita gente chegando. O papa papou o Rio."

Em resposta à ação do Ministério Público do Estado (MPE) que pretende impedir a prefeitura de prestar serviços de saúde na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), ao custo de R$ 7,8 milhões, o prefeito Eduardo Paes rejeitou nesta quarta-feira o argumento da promotoria de que o encontro católico é um evento privado e, por isso, está impedido de receber recursos públicos.

"O papa é um líder religioso, mundial, e um chefe de Estado que recebeu convite oficial da presidenta da República, do governador do Estado, do prefeito, em nome dos cariocas e dos brasileiros, para visitar a cidade. A Jornada não é um evento privado, não tem fins lucrativos, não vai vender ingresso. É uma celebração que vai trazer uma multidão e a prefeitura vai oferecer todos os serviços públicos para atender bem essa multidão: segurança, através da Guarda Municipal, limpeza e saúde", disse o prefeito, depois de participar da solenidade de recepção dos símbolos da JMJ na sede da prefeitura, ao lado do arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada.

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Após receber denúncia do MPE de que há indícios de irregularidade no processo de licitação, a Justiça do Rio deu prazo de 24 horas para que a prefeitura apresente seus argumentos. As Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde e de Cidadania, autoras da ação, pedem suspensão da licitação em curso na prefeitura para contratar a empresa que prestará o serviço de saúde durante a Jornada, de 23 a 28 de julho.

Inicialmente, o serviço de saúde dos peregrinos seria contratado com recursos privados pela Dream Factory Comunicação e Eventos, por sua vez contratada pelo Instituto Jornada Mundial da Juventude, organizador do encontro católico. Em junho passado, a um mês do início da Jornada, no entanto, a Arquidiocese do Rio pediu à prefeitura para assumir o serviço. "Seria viabilizado pela organização (da Jornada), mas, como é serviço público essencial, nos pediram para viabilizar", confirmou o prefeito.

O Ministério Público argumenta que as empresas que seriam contratadas pela Dream Factory tiveram acesso antecipado a informações sobre o serviço a ser prestado, o que fere o princípio de isonomia da licitação pública. "O que tenho visto é gritaria de empresas que já tinham garantido o contrato (com a Dream Factory). Lamento informar que, se quiser prestar o serviço, vai ter que participar da licitação pública seguindo as regras do serviço público", disse Paes.

D. Orani Tempesta evitou falar sobre a transferência da responsabilidade do serviço de saúde da Arquidiocese para a prefeitura. "É com a prefeitura, não é conosco. E natural que haja ajustes normais nesta etapa final", disse. Também disse não ter informações sobre o orçamento da JMJ e possível falta de recursos privados para arcar com todos os custos. "Estamos caminhando bem, mas não tenho essa informação (sobre os gastos)", disse d. Orani. No início do ano, a informação oficial da organização da Jornada era que o encontro católico tinha orçamento estimado de R$ 430 milhões, sendo R$ 300 milhões vindos das inscrições de peregrinos e R$ 130 milhões de patrocínios de empresas privadas. Ontem, d. Orani disse que há 320 mil peregrinos inscritos, mas que não sabia quanto essas inscrições renderam em recursos.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB) lançou nesta terça-feira o Pacto pela Transparência nos Transportes e reafirmou que não irá subsidiar as empresas para que mantenham a tarifa atual, de R$ 2,75.

"Não vou tirar dinheiro do tesouro do município para dar para as empresas. Não é, por exemplo, como em São Paulo, onde sai R$ 1 bilhão dos cofres públicos", disse. Ele também anunciou a criação de um conselho municipal para tratar da questão dos transportes, com integrantes da sociedade civil - o Movimento Passe Livre será convidado - e uma comissão de assessoramento formada por especialistas da PUC, FGV e UFRJ.

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A intenção do pacto é tornar fácil o acesso a informações sobre os contratos de concessão, os relatórios de operações das linhas, a planilha de custos e a fórmula usada para o reajuste anual das tarifas. Tudo estará na internet.

"Estamos aqui movidos e pressionados pelas ruas, e é bom que seja assim. Não existe caixa-preta da planilha de custos, a receita líquida e a taxa de retorno das empresas, mas as contas são difíceis de entender e talvez tenha sido falha de comunicação nossa", justificou Paes, que detalhou a jornalistas a fórmula, impactada principalmente pelos gastos com combustíveis e com pessoal.

A Prefeitura irá cobrar das empresas que contratem auditorias independentes e idôneas e que apresentem relatório até novembro. A auditoria estava prevista no contrato de 2010, mas os resultados até hoje não foram satisfatórios, segundo Paes.

CPI

O vereador Eliomar Coelho (PSOL) protocolou nesta terça-feira um pedido para que a Câmara instale a CPI. O aumento do preço da tarifa, de R$ 2,75 para R$ 2,95, gerou os primeiros protestos no Rio, no início do mês. Na semana passada, a Prefeitura voltou atrás.

Para propor a CPI era necessário o apoio de 17 vereadores, mas 27 assinaram o pedido favorável à CPI. A bancada governista é contra a CPI, mas entre os parlamentares que apoiam a investigação estão cinco integrantes do PMDB (partido do prefeito).

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