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Os atletas militares que se destacaram nas Olimpíadas de Tóquio receberam medalhas do presidente Jair Bolsonaro. A solenidade foi realizada nesta quarta-feira (1), no Centro de Treinamento Físico Almirante Adalberto Nunes (Cefan) no Rio de Janeiro.

Foram homenageados cinco dos oito atletas que subiram ao pódio no Japão: Ana Marcela, da maratona aquática; Herbert Conceição, Abner Teixeira e Beatriz Ferreira, do boxe; e Daniel Cargnin, do judô.

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Eles integram o Programa Atleta de Alto Rendimento (Paar), do Ministério da Defesa, que apoia 549 atletas, que recebem remuneração, assistência médica, acompanhamento nutricional e estrutura para treinamento.

Em seu discurso, Bolsonaro lembrou do tempo em que era atleta e destacou a dificuldade que participar de competições de alto nível, como os medalhistas olímpicos, que têm minutos ou segundos para garantir a vitória, fruto de anos de treinamento.

"Eu me coloco no lugar de vocês, no Japão. Vocês nos proporcionaram momentos de alegria. Meus cumprimentos a vocês", disse o presidente, após entregar uma medalha especial ao boxeador Herbert Conceição.

Dos 302 atletas que se classificaram para Tóquio, 92 eram militares, sendo 44 da Marinha, 26 do Exército e 22 da Aeronáutica.

Também estiveram presentes na solenidade, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto; o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno; o comandante da Marinha, almirante de esquadra Almir Garnier Santos, e o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, entre outras autoridades.

Desde Tony Hawk, jogo de skate do Playstation 2 que ficou famoso no Brasil no início dos anos 2000, a modalidade não chamava tanta atenção. As medalhas de prata de Rayssa Alves, Kelvin Hoefler e Pedro Barros nas Olimpíadas de Tóquio fizeram do esporte a nova febre do Brasil. Mas, antes disso, um projeto encabeçado por um pai que sentia e sente na pele a falta de estruturas já captava ‘novos skatistas’. 

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Larinho é pai de Maytê Pires, que aos 10 anos de idade se sagrou campeã brasileira. Inspirada em Rayssa, a pequena sofria a procura de um lugar para treinar e isso acabou dando início ao projeto "Skate Radical". 

“O projeto começou na falta de espaço para andar de skate, a gente tentou fazer uma rampa de skate em cima de casa; a gente viu que o espaço dava, mas ia fazer muita zuada, ai eu soube de uma rampa que estava para ser vendida e essa rampa era de uma igreja, falei com pastor, vi o valor e dei o pontapé inicial vendendo um colar que eu tinha”, conta.

Pai e filha ainda venderam uma rifa de uma prancha de surf e um skate. Apesar do esforço em conseguir dinheiro, a condição da pista era ruim e até hoje não foi reparada. Em busca de outro lugar, Larinho foi convidado para dar aulas na Estação Cidadania, projeto do Governo Federal que tem locais para a prática esportiva. 

Com apoio do município do Cabo de Santo Agostinho e com uma pista pequena no local, Larinho deu início ao projeto que chega a atender cerca de 60 crianças que, enquanto aprendem manobras no skate, estão longe dos perigos das ruas. “Estamos com mais de sete meses, tem mais de 60 crianças e essas crianças passaram na minha mão sem nenhum acidente, estão se desenvolvendo bem na escola, no skate e até dentro de casa”, relata. Segundo ele, a ideia não é só formar um cidadão, mas “um esportista, mas uma pessoa de bem”, completou.

Apesar de servir para o Projeto Skate Radical, a pista da Estação Cidadania é pequena, segundo Larinho. Foto: Rafael Bandeira\LeiaJáImagens

E mesmo sem o apoio necessário, Maytê Pires, conquistou o Brasil em 2019 no Campeonato Brasileiro Street infantil. E lá também conheceu sua grande ídola, a medalhista de prata nas olimpíadas, Rayssa Alves, a "Fadinha”. "A gente tem que acreditar sempre nos nossos sonhos e o meu sonho era ser campeã brasileira, mundial e eu realizei um dos meus sonhos", diz Maytê.

E nada de pensar pequeno, pois Maytê já sabe bem qual seu próximo sonho: “Ir para as olimpíadas de Paris”. O ciclo olímpico já começou, mas ela ainda se lembra do feito de Rayssa.

“Eu fiquei muito feliz por ela, porque é uma coisa muito bonita. Como ela é nordestina, sofreu muito aqui, porque não tem pista para treinar e porque tem pouquíssimas meninas, não tem um incentivo muito grande para gente treinar”, diz Maytê, ao lembrar do dia que conheceu a Fadinha.

Perguntada sobre o que conversaram, ela disse que mais andaram do que falaram. No último sábado (28), Rayssa venceu a etapa do circuito mundial. 

Maytê treina semanalmente, mas reclama da falta de apoio. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJá Imagens

Larinho ainda reclama que a pista disponível na Estação Cidadania para as ambições de Maytê é pequena e que, por isso, precisa se deslocar, como faz com frequência, para a Rua da Aurora, área central do Recife. Por isso, ele ainda sonha grande com uma pista de melhor qualidade no Cabo.

Para as crianças da região do Cabo de Santo Agostinho que tiverem interesse em participar do projeto, basta entrarem em contato por meio das redes sociais do Skate Radical.

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Na estreia do Ajax no sábado (14) pelo Campeonato Holandês, o brasileiro Antony foi ovacionado pela torcida, em homenagem do clube ao jogador, após ele ter conquistado o ouro olímpico atuando pela seleção brasileira.

Ao lado das lendas holandesas Edwin Van Der Sar e Marc Overmans, o atacante posou para receber um quadro da diretoria holandesa. No gramado da Johan Cruijff Arena, Antony apresentou sua medalha de ouro para a torcida e a ouviu o público gritar seu nome.

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No Instagram, Antony publicou fotos do momento e descreveu seu sentimento com a homenagem. “Que dia, que alegria!”, iniciou, antes de agradecer pelo ato. “Obrigado pela recepção e homenagem, Ajax”, escreveu.

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Poupado, já que não chegou a ter férias evido aos Jogos de Tóquio, o brasileiro não chegou a ficar nem no banco na partida que terminou com o placar de 5x0 para o Ajax, contra o NEC.

Os fogos de artifício encerraram a festa, e os atletas deixam o país: o Japão começou a fazer o balanço dos Jogos Olímpicos da pandemia, com custos elevados e organizados apesar da forte oposição inicial de sua população.

Os dirigentes olímpicos se mostraram otimistas, como era esperado, alegando que estes Jogos realizados em condições inéditas ofereceram momentos de esperança e de emoção ao mundo, e que aconteceram sem grandes incidentes.

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"Estes Jogos Olímpicos foram uma potente demonstração do poder unificador do esporte", declarou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

Para o Japão, no entanto, será necessário mais tempo para fazer o balanço dos Jogos, muito caros (ao menos 13 bilhões de euros) e polêmicos, que aconteceram enquanto os casos de covid-19 explodiam em Tóquio e em outras áreas do país.

Em tom crítico, o jornal Asahi, que defendeu o cancelamento dos Jogos, afirmou na segunda-feira (9) que a organização do evento foi uma "aposta" com a vida das pessoas, à medida que a situação sanitária se tornava mais grave.

Uma pesquisa feita pelo jornal nos últimos dois dias dos Jogos revelou, porém, que 56% dos japoneses eram favoráveis ao evento, e 32%, contrários. Ao mesmo tempo, o resultado da sondagem mostra a persistente ambivalência da população: apenas 32% disseram ter a sensação de que os Jogos eram "seguros", enquanto 54% não estavam convencidos a esse respeito.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio foram diferentes de qualquer outro evento esportivo mundial, começando pelo adiamento histórico de 2020 que penalizou alguns atletas.

As restrições impostas durante os Jogos incluíram o uso de máscaras em todos os ambientes e a quase total ausência de torcedores nas instalações olímpicas.

- Sucesso dos novos esportes -

Rapidamente foram observadas demonstrações de que o público japonês poderia mudar de opinião. Milhares de pessoas compareceram às imediações do Estádio Olímpico para observar os fogos de artifício da cerimônia de abertura e fazer fotografias com os anéis olímpicos.

Quando as competições esportivas começaram, algumas pessoas desafiaram as ordens de distanciamento dos eventos organizados nas vias públicas.

"Você observa os atletas correndo na sua frente e não consegue evitar incentivá-los", disse à AFP Hirochika Tadeda, durante a prova do triatlo.

As felicitações aos esportistas foram um tema dominante nos editoriais de segunda-feira. O jornal Yomiuri fez "grandes elogios pelas competições, nas quais (os atletas) mobilizaram todos os seus esforços".

Apesar da preocupação com as consequências da pandemia da covid-19 e do adiamento dos Jogos, as performances foram impressionantes, com direito a recordes mundiais e à entrada triunfal no programa olímpico de novas modalidades, como skate e surfe.

O coronavírus ofuscou os Jogos, e os sonhos olímpicos de vários atletas foram destruídos pelos resultados positivos nos testes de PCR.

A maioria estava, no entanto, muito feliz: "Em plena pandemia, eles (os japoneses) conseguiram organizar Jogos Olímpicos extraordinários. Sempre nos receberam com um sorriso e muita gentileza. Obrigado", escreveu a jogadora de futebol australiana Alanna Kennedy no Twitter.

- "Os organizadores se destacaram" -

"Os Jogos aconteceram nas circunstâncias mais difíceis imagináveis, e os organizadores se destacaram", avaliou o presidente da Associação Olímpica Britânica, Hugh Robertson.

O evento também representou um triunfo para o esporte nipônico: a delegação do país obteve o recorde de 27 medalhas de ouro. As autoridades olímpicas japonesas acreditam que os números ajudaram no crescente apoio do público aos Jogos, como demonstram as famílias que levaram filhos para áreas do evento, ou que penduraram bandeiras nas janelas.

Por trás dos aplausos se esconde, no entanto, uma sensação de crise, consequência do forte aumento dos casos de covid-19 durante os Jogos. Os organizadores insistem em que não há vínculo entre uma coisa e outra.

Tóquio e muitas outras regiões estão sob restrições, e apenas um terço dos japoneses está completamente vacinado.

A crise sanitária pode afetar o futuro político do primeiro-ministro, Yoshihide Suga, que enfrenta uma disputa pela liderança do partido conservador e, em breve, vai encarar eleições gerais.

No último domingo (8), aconteceram os últimos compromissos do calendário de eventos da Olimpíada Tóquio 2020. Durante toda a edição, diversos atletas foram destaque, seja pela atuação acima da média ou pelas histórias de superação que os fizeram estar presentes na competição. Por conta disso, o LeiaJá selecionou os cinco melhores momentos da Olimpíada Tóquio 2020, que já estão marcados na história da competição.

De Guarulhos para o mundo

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A atleta guarulhense Rebeca Andrade foi uma das grandes sensações nesta edição da Olimpíada e mostrou não apenas ao Brasil, mas também para o mundo por quais motivos ela está entre as melhores ginastas. Após encantar os jurados e o público com sua performance baseada no hit “Baile de Favela”, na modalidade ginástica de solo, Rebeca recebeu a medalha de prata. Já a medalha de ouro, veio após sua performance na modalidade salto. Apesar de seu alto rendimento no esporte, antes de estar na competição, Rebeca precisou enfrentar três cirurgias no joelho e chegou a pensar em desistir do esporte.

Medalhista olímpico depois de quase 10 anos

O brasileiro Bruno Fratus participou pela terceira vez dos Jogos Olímpicos e representou o Brasil na modalidade 50 metros livre de natação. Em 2012, em Londres, Fratus chegou próximo do pódio, mas ficou apenas em 4° lugar. Já em 2016, quando as Olimpíadas aconteceram no Rio de Janeiro, o atleta não conseguiu melhorar seu desempenho e obteve a 6ª colocação, fato que gerou polêmica e se tornou meme, quando a jornalista questionou o atleta se o mesmo estava chateado com o resultado. “Não, estou ‘felizão’, fiquei em sexto”, respondeu ironicamente o atleta. Cinco anos depois, em Tóquio, Fratus realizou o terceiro melhor desempenho e finalmente conquistou a medalha de bronze.

Darlan Romani no arremesso de peso

Este foi um dos atletas que conquistaram o coração e o respeito dos brasileiros, sem ao menos ter ganhado uma medalha. Em Tóquio, Romani realizou sua melhor campanha e ficou a apenas 59 centímetros de conquistar a medalha de bronze, conquistando o 4° lugar no ranking final da modalidade arremesso de peso. Carismático, pediu para mandar um beijo para sua filha e esposa ao vivo e também viralizou na internet e nas redes sociais por conta dos vídeos que mostravam o atleta treinando em um terreno baldio próximo de sua residência. Por conta dessas condições de treino, Romani foi um campeão apenas por estar entre os melhores.

Saúde mental no esporte

A edição de Tóquio 2020 ficou marcada pelo ocorrido com a jovem norte-americana Simone Biles. Ao anunciar que iria desistir das finais em que estava classificada, a ginasta declarou que estava passando por momentos conturbados e precisava cuidar de sua saúde mental para continuar no esporte. O acontecimento com a atleta de 24 anos levantou uma bandeira e trouxe a questão à tona, sobre como atletas sofrem pressão psicológica por estar competindo em alto nível, e até onde vai o limite de um competidor. Nas redes sociais, diversos espectadores dos Jogos Olímpicos e atletas mostraram apoio à Simone.

Trio brasileiro na final de skate park

Na última semana da realização dos Jogos Olímpicos, os brasileiros Luiz Francisco, Pedro Barros e Pedro Quintas foram classificados para a fase final da modalidade skate park. E assim, o Brasil conseguiu provar que é um dos países responsáveis por produzir a elite do skate mundial, já que nas modalidades anteriores, no skate street, Kelvin Hoefler e Rayssa Leal “A Fadinha”, conquistaram a medalha de prata em suas respectivas finais. Apesar do trio na final, apenas Pedro Barros conseguiu ficar entre os três melhores e levou para casa a medalha de prata. Já Luiz Francisco ficou em 4° lugar e Pedro Quintas na 8ª colocação.

 

 

A velocista belarussa Krystsina Tsimanouskaya, que deixou o Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 por enfrentar ordens de técnicos e dirigentes compatriotas, colocou em leilão nesta segunda-feira uma medalha que conquistou para arrecadar fundos e apoiar atletas de Belarus.

Tsimanouskaya postou a oferta, que tem nove dias de duração, no portal "ebay". Trata-se da medalha de prata que conquistou na prova dos 100 metros dos Jogos Europeus, realizados em 2019. O valor inicial é de 17 mil euros (R$ 104,7 mil na cotação atual).

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A Fundação de Solidariedade Esportiva Belarussa, que apoiou a velocista de 24 anos na decisão de abandonar a equipe nacional, deixar os Jogos Olímpicos e viajar para a Polônia, confirmou em comunicado oficial a decisão da velocista de leiloar a medalha.

"Em apoio aos atletas que sofreram com as ações do regime de (Aleksander) Lukashenko", disse o texto, em referência ao atual presidente de Belarus.

Na última quinta-feira, o Comitê Olímpico Internacional (COI) retirou as credenciais de dois dos técnicos da equipe belarussa de atletismo - Artur Shimak e Yury Maisevich -, acusados de terem coagido Tsimanouskaya.

A velocista, que disputaria os 200 metros, afirma ter recebido ordem de voltar ao país de origem, no último dia 1.º, após reclamar em público de uma ordem que recebeu de mudar de prova e participar do revezamento 4x100 metros.

No Aeroporto de Haneda, em Tóquio, para onde foi levada com o objetivo de tomar um voo de volta ao país de origem, a velocista pediu proteção a policiais japoneses, segundo explicou em declarações à emissora de televisão japonesa NHK.

O Comitê Olímpico de Belarus, presidido por Viktor Lukashenko, filho do presidente do país, garantiu em comunicado oficial que a velocista teve que suspender a participação nos Jogos Olímpicos por decisão dos médicos devido ao "estado emocional e psicológico" que apresentava. Por sua vez, Tsimanouskaya negou a versão, que afirmou se tratar de uma "mentira".

Na última quinta-feira, a velocista chegou à Polônia, segundo o vice-ministro de Relações Exteriores do país, Marcin Przydacz, que garantiu que a atleta estava em local "seguro", em meio ao temor de represálias do governo belorusso.

Um dia depois da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, fez um pronunciamento nesta segunda-feira (9) para agradecer à população japonesa por ajudar o país realizar a Olimpíada com segurança, apesar das dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus.

Suga ressaltou que os Jogos Olímpicos foram adiados por um ano e mantidos sob rígidas restrições, mas "acredito que fomos capazes de cumprir nossa responsabilidade como o anfitrião", disse o primeiro-ministro, agradecendo ao povo por sua compreensão e cooperação.

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A Olimpíada de Tóquio-2020, com duração de 17 dias, foi disputada principalmente sem espectadores nos locais de competição. Atletas ficaram em uma bolha de isolamento, rapidamente tinham que colocar máscaras fora de seu campo de jogo e tiveram que deixar o Japão logo após o término de suas participações.

Mas os Jogos Olímpicos foram um testemunho de perseverança, como Yoshihide Suga observou ao elogiar os atletas japoneses para o recorde nacional de 58 medalhas em uma edição de Olimpíada. "Alguns ganharam medalhas e outros não, mas todas as suas performances foram emocionantes", afirmou.

O primeiro-ministro falou sobre a Olimpíada em uma cerimônia em Nagasaki, nesta segunda-feira, que marca o 76.º aniversário do bombardeio atômico dos Estados Unidos na cidade japonesa. Ele foi criticado por forçar a realização do evento esportivo a um público japonês que não queria ficar isolado em suas casas durante a pandemia.

O Japão já contabilizou 1 milhão de infecções pela Covid-19 e mais de 15.700 mortes, se saindo melhor do que muitos países, mas a variante Delta está causando muitos casos recentes e acelerando a propagação do vírus.

Os novos casos diários de Tóquio mais do que dobraram durante a Olimpíada, com 2.884 registrados nesta segunda-feira para um total de 252.169 casos provinciais. Com hospitais de Tóquio ficando lotados de casos graves, quase 18 mil pessoas com casos leves são obrigados a se isolarem em suas residências.

Pesquisas de opinião pública mostram que o apoio ao governo de Yoshihide Suga está completamente declinando, uma trajetória que o partido do governo espera que o fim das Olimpíadas reverta antes das eleições que são esperadas em breve.

Depois de 100 anos, os Jogos Olímpicos vão retornar para Paris em 2024. A capital francesa, que recebeu o evento pela última vez em 1924, tem como objetivo sediar a Olimpíada mais sustentável de todos os tempos. O plano prevê 95% de instalações já existentes ou temporárias. Paris-2024 promete ainda uma estratégia inovadora de redução de emissões de gás para entregar uma pegada de carbono 55% menor em comparação, por exemplo, aos Jogos de Londres, em 2012.

A Vila Olímpica será uma vitrine de desenvolvimento sustentável com edifícios de baixo carbono e ecológicos, usando 100% de energia renovável e uma estratégia de política de zero resíduo. Será também uma edição mais compacta dos Jogos, sem grandes deslocamentos. Com 85% dos locais de competição situados em um raio de 10 km, a menos de 30 minutos da Vila Olímpica, por exemplo.

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Muitas modalidades, inclusive, serão disputadas na região central da cidade, em instalações montadas em cartões postais da capital francesa. Diante da expectativa de que até lá o mundo terá controlado a disseminação do novo coronavírus e suas variantes, os organizadores querem conectar os Jogos Olímpicos à população local, algo que Tóquio não conseguiu por causa da pandemia.

"Estou ansioso e animado para ver locais icônicos no meio de Paris se transformarem em um Parque Olímpico. São áreas que reúnem o melhor da cultura e vão reunir também o melhor dos esportes", disse Tony Estanguet, presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Paris, durante a sua passagem por Tóquio para promover a próxima Olimpíada. "Nosso objetivo é levar os Jogos para fora dos estádios, para lugares onde as pessoas estão, como museus e praças públicas de Paris."

A Place de la Concorde, localizada no fim da Avenida Champs-Élysées, por exemplo, vai receber as provas de basquete 3x3, skate e BMX, além do breakdance, a nova modalidade que será incluída no programa olímpico em Paris. Já o Palácio de Versalhes será palco das competições de hipismo.

Outra novidade dentro do esforço de envolver o máximo de pessoas nos Jogos é que a cerimônia de abertura deverá ocorrer às margens do Rio Sena. O objetivo de ter um novo formato para o ato que abre oficialmente a Olimpíada, levando a festa para fora dos estádios, é permitir que milhares de espectadores participem desse momento simbólico do esporte.

Vale destacar ainda que, no mesmo dia da maratona de Paris, atletas amadores disputarão uma prova idêntica à dos corredores de elite. A diferença é que a "maratona pública" não começará ao mesmo tempo que o evento olímpico, mas o público vai correr no mesmo percurso e nas mesmas condições dos competidores profissionais.

SURFE NO TAITI - Justamente em uma edição dos Jogos Olímpicos que promete deixar o público mais próximo dos atletas, uma das modalidades mais esperadas pelos expectadores será realizada a 15 mil quilômetros de distância do centro de Paris. As provas do surfe serão no Taiti, na Polinésia Francesa, território ultramarino da França. Nunca uma medalha olímpica foi disputada tão distante da cidade-sede.

"Essa é uma decisão muito importante que tomamos. Queremos oferecer as melhores condições esportivas aos atletas e, todos os anos, em agosto, acontece um evento internacional no Taiti nas praias de Teahupo’o. Lá está a melhor onda do mundo. Então, unimos esses dois eventos para garantir que os atletas que competem lá também participem dos Jogos."

PLANEJAMENTO DO BRASIL - Antes mesmo do fim dos Jogos de Tóquio, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) já começou os preparativos para Paris. Membros do órgão fizeram duas viagens à França, chamadas de "precursoras", e uma terceira visita está programada para outubro.

Marselha, cidade portuária no sul da França, na costa do Mediterrâneo, será a base da vela, por exemplo. Parte do material utilizado pelos atletas da modalidade durante dos Jogos de Tóquio nem retornará ao Brasil e vai diretamente para a França com antecedência.

Dentro do planejamento montado pelo COB, Portugal deverá ser a maior base de treinamento e aclimatação do Time Brasil para os Jogos de Paris. "Vamos ter a base de suporte, numa dinâmica diferente do que tivemos no Japão. Nossa base principal deve ser em Portugal, porque temos uma relação muito boa entre os comitês", disse Jorge Bichara, sub-chefe da Missão Brasil em Tóquio.

No ano passado, no início da pandemia, mais de 200 atletas brasileiros foram treinar em Portugal, em Rio Maior, nas cidades de Cascais, Coimbra e Sangalhos. Foi uma solução encontrada pelo COB enquanto centros de treinamento estavam fechados no Brasil.

Apesar de serem disputados a portas fechadas devido à pandemia, os Jogos de Tóquio-2020 deixaram momentos que ficarão na história do olimpismo, desde eventos inéditos, homenagens e despedidas, e até um pedido de casamento diante das câmeras de televisão.

Amizade acima do ouro

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O salto em altura masculino teve um resultado nunca visto antes. O italiano Gianmarco Tamberi e o catariano Mutaz Essa Barshim saltaram 3,27 m após uma disputa acirrada. O juiz explicou que eles poderiam disputar um desempate ou dividir o ouro. Os dois amigos se entreolharam, apertaram as mãos e celebraram o triunfo juntos.

"Eu merecia a medalha de ouro. Ele também merecia. Queremos deixar uma mensagem para as novas gerações: a amizade vale mais do que tudo", disse o catariano.

Sim, aceito

Depois de ser eliminada, a esgrimista argentina María Belén Pérez estava sendo entrevistada pela televisão argentina, quando seu treinador e parceiro há 17 anos, Lucas Saucedo, apareceu atrás dela com uma placa que dizia: "Flaca. Quer casar comigo?"

Após a surpresa inicial e visivelmente emocionada, ela rapidamente aceitou a proposta estampando um beijo no futuro marido, que já a havia pedido em casamento durante o Mundial de 2010 em Paris, mas de forma mais íntima e ela disse não. Na segunda vez, e na frente das câmeras, foi vencida.

Nota 10

A China é a grande potência atual nos saltos ornamentais e em Tóquio-2020 perdeu apenas um título dos oito em disputa (o dos saltos sincronizados masculinos). Portanto, não é estranho que Hongchan Quan tenha conquistado o ouro na prova feminina da plataforma de 10 metros, mas a forma como o fez é notável: com três saltos (em cinco rodadas) que mereceram um 10 perfeito. E com apenas 14 anos!

Homenagem de adversários e árbitros

Um dos atletas que se aposentou após os Jogos foi o jogador de basquete Luis Scola.

Na partida das quartas de final, com o placar já decidido a favor da Austrália, Sergio Hernández tirou de quadra o último sobrevivente da 'Geração de Ouro' do basquete argentino para que recebesse uma última homenagem.

Por mais de um minuto o jogo foi interrompido e companheiros, adversários, árbitros e o pequeno público presente em Saitama se levantaram para se despedir de uma lenda, que não conseguiu conter as lágrimas.

Êxtase na piscina

A americana Katie Ledecky chegou a Tóquio como a rainha das piscinas, mas a australiana Ariarne Titmus se atreveu a desafiá-la pelo trono e, em um duelo épico, a derrotou nos 400 metros livres.

Após a confirmação do ouro para a australiana, seu técnico Dean Boxall 'enlouqueceu' e comemorou de forma tão efusiva nas arquibancadas que até assustou uma voluntária da organização, cena que rapidamente viralizou nas redes sociais.

Demonstração tecnológica

Uma das coisas pelas quais o Japão é reconhecido mundialmente é por sua indústria tecnológica, uma das mais avançadas. O anfitrião dos Jogos não perdeu a oportunidade de demonstrar mais uma vez do que é capaz, com um enxame de 1.824 drones que desenhou um globo no céu na cerimônia de abertura.

Também impressionou o robô que entretinha as pausas nos jogos de basquete, capaz de arremessar de várias posições, até mesmo no meio-campo, sem errar um arremesso.

Juventude ao poder

O Comitê Olímpico Internacional (COI) busca atrair a atenção de um público mais jovem com a introdução de novos esportes mais 'modernos', como BMX, escalada, skate e surfe. Isso também significa que nessas especialidades os medalhistas costumam ser adolescentes.

Na modalidade de skate park, a prata foi para a chinesa Kokona Hiraki (12 anos e 343 dias) e o bronze para a britânica Sky Brown (13 anos e 28 dias). No street, a brasileira Rayssa Leal conquistou a prata aos 13 anos e 203 dias. Todas aspiravam a se tornar o campeão olímpico mais jovem da história, um recorde que a americana Marjorie Gestring continuará a deter: ela foi ouro no trampolim de 3 metros nos Jogos de Berlim-1936 aos 13 anos e 268 dias.

Um bronze contra os 'demônios'

A ginasta americana Simone Biles chegou a Tóquio como uma das grandes estrelas dos Jogos. Mas a pressão e a ansiedade, que ela mesma definia como "demônios", fizeram com que deixasse a competição por equipes, revelando ao mundo os problemas de saúde mental que afetam muitos atletas.

Ela voltou no último dia da ginástica para participar da final na trave de equilíbrio e, apesar de não ter conquistado o ouro, subiu ao pódio para um bronze que foi um bálsamo para seus problemas, embora a jovem natural de Ohio tenha afirmado: "Minha saúde física e mental conta mais do que todas as medalhas que eu possa ganhar".

Após 16 dias de competições, Tóquio encerrou seus Jogos Olímpicos neste domingo (8) e passou o bastão para Paris, sede de 2024, com a esperança de uma situação sanitária melhor do que a atualmente provocada pela pandemia de covid-19.

"E agora, devo encerrar esta complexa viagem olímpica a Tóquio. Declaro encerrados os Jogos da 32ª Olimpíada", declarou Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), que também falou sobre a mensagem de "esperança" transmitida pelo evento.

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"Conseguimos juntos", assegurou Bach em seu discurso sobre um evento que durante meses esteve em risco diante da situação sanitária internacional e que precisou ser adiado de 2020 para 2021.

Momentos depois dos discursos das autoridades e das palavras de Bach, a pira, acesa no dia 23 de julho pela tenista Naomi Osaka, apagou o fogo olímpico, enquanto uma mensagem de "Arigato" (Obrigado, em japonês) podia ser lida no placar.

Os fogos de artifício, como num fim de festa, colocaram o ponto final dos Jogos Olímpicos mais atípicos da história.

A cerimônia teve mais um dos momentos tradicionais de cada despedida olímpica, o da transferência da bandeira de cinco anéis, que a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, entregou à prefeita de Paris, Anne Hidalgo.

A capital francesa exibiu um vídeo de apresentação com foco no turismo e mostrando alguns dos seus locais mais emblemáticos, incluindo a Torre Eiffel, onde, neste domingo, foi organizada uma festa com atletas e torcedores, com conexão ao vivo.

EUA vence no quadro de medalhas

Antes da cerimônia que encerrou os Jogos de 2020, as últimas competições esportivas foram disputadas neste domingo e os Estados Unidos, que haviam começado o dia atrás no quadro de medalhas, acabaram se impondo sobre a China.

A delegação americana terminou com 39 ouros, 41 pratas e 33 bronzes, totalizando 113 medalhas, enquanto a China ficou com um título olímpico a menos, permanecendo em segundo lugar no quadro de medalhas com 38 ouros, 32 pratas e 18 bronzes, totalizando 88 medalhas.

Os Estados Unidos confirmaram, assim, seu reinado como primeira potência olímpica e a China continuará com Pequim-2008 como a única edição em que liderou o quadro de medalhas.

O último dia de Tóquio-2020 não começou sua competição esportiva na capital japonesa, mas sim em Sapporo, onde a maratona foi realocada.

Lá, na prova masculina, o queniano Eliud Kipchoge, atual recordista mundial, revalidou seu ouro olímpico ao vencer com o tempo de 2 horas, 8 minutos e 38 segundos.

"Isso significa muito para mim, especialmente neste momento. O ano passado foi muito difícil porque (as Olimpíadas) foram adiadas. Estou feliz que essa corrida tenha sido possível. É um sinal que mostra ao mundo que estamos indo na direção certa, para uma vida normal", comentou a estrela queniana, que recebeu seu ouro na cerimônia de encerramento em Tóquio.

O restante do dia teve as conquistas dos Estados Unidos na categoria feminina tanto no basquete, pelos sétimos jogos consecutivos, quanto no vôlei, pela primeira vez em sua história, contra o Brasil.

O último dos 339 títulos conquistados nesses Jogos foi pela seleção masculina de polo aquático da Sérvia.

0,02% positivos

Quase todas as competições de Tóquio-2020 tiveram em comum um aspecto impensável em outros Jogos: o silêncio das arquibancadas, privadas de espectadores pela pandemia de covid-19.

O Japão vai acordar na segunda-feira após ter virado a página dos considerados 'Jogos da Pandemia', um evento impopular entre a população local e para o qual visitantes estrangeiros foram impedidos de entrar, com exceção de 68.000 pessoas entre os competidores, delegações, árbitros, autoridades ou jornalistas.

Os protocolos e restrições fizeram com que o número de infecções fosse muito baixo, com apenas 0,02% de casos positivos todos os dias na chamada 'bolha olímpica'.

Na Vila Olímpica, onde os atletas viveram, não houve grande foco de contágio, evitando o que era um dos maiores temores.

Junto com o coronavírus, outra questão de saúde, no caso mental, centrou o debate durante a quinzena olímpica, com a ginasta Simone Biles admitindo seus problemas de perda de confiança diante do estresse e da pressão, o que a fez perder referências no ar.

Só a evolução da pandemia nos permitirá saber se os próximos Jogos Olímpicos de Verão, em 2024, poderão ser disputados no tradicional modelo de festa popular.

Os Jogos de Tóquio-2020 já fazem parte da história. Paris-2024 se prepara para sua contagem regressiva.

Atual campeã mundial, a pugilista Beatriz Ferreira tenta colocar o ouro olímpico como o título mais importante de suas conquistas na categoria peso leve (até 60kg). A baiana de 28 anos entra no ringue neste domingo (8), às 2 horas (de Brasília), para enfrentar a irlandesa Kellie Anne Harrington, na Kokugikan Arena, nos Jogos de Tóquio-2020. É a primeira vez que uma mulher brasileira chega a uma final no boxe olímpico.

O retrospecto aponta certo favoritismo para Bia. Nos últimos cinco anos, a brasileira subiu no pódio em 29 das 30 competições que disputou. Entre suas principais conquistas está o título mundial, em 2019, na Rússia. Harrington foi campeã mundial em 2018. A final de Tóquio será o primeiro confronto entre as duas.

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"Queria muito essa luta. Participamos de alguns campeonatos, mas infelizmente não chegamos a lutar. Ela é campeã mundial, tem todo o meu respeito e estou bem ansiosa para esse espetáculo. Espero sair com a vitória e mandar essa medalha para o meu pai", disse.

Bia começou no boxe aos quatro anos de idade na garagem de casa, onde seu pai, Raimundo Ferreira, mais conhecido no boxe como Sergipe. Ele foi tricampeão baiano, bicampeão brasileiro e sparring de Acelino Popó Freitas, tetracampeão mundial em duas categorias diferentes de boxe.

Bia já tem a medalha de prata garantida, mas o objetivo repetir o feito de Herbert Conceição, que subiu no lugar mais alto do pódio neste sábado, 7, ao derrotar o ucraniano Oleksandr Khyzhniak, pelo torneio masculino. "Estar no pódio é o objetivo final, mas separamos por metas. É degrau por degrau. Fui alimentando isso, estudando as adversárias e estou feliz aqui, mas ainda não acabou. Tenho isso em mente", afirmou.

Na semifinal dos Jogos de Tóquio, Bia venceu a pugilista finlandesa Mira Potkonen por 5 a 0, em decisão unânime dos jurados (30 a 27 - três vezes - 29 a 28 e 30 a 26). A pugilista já havia emendado duas vitórias nas fases preliminares. Nas oitavas, venceu a taiwanesa Shih-Yi Wu; pelas quartas, venceu Raykhona Kodirova, do Usbequistão.

O início da carreira foi difícil por causa da falta de oportunidades para a lutadora. Por falta de competições de boxe feminino, Bia precisou esperar até 2014 para iniciar a carreira. Venceu uma luta, mas acabou desclassificada porque já havia participado de uma competição de muay thai e recebeu uma dura punição de dois anos. A Associação Internacional de Boxe proibia que as atletas participassem de torneios por outras modalidades.

Bia voltou em 2016 e passou também a ser sparring de Adriana Araújo, medalha de bronze na Olimpíada de Londres-2012. Talentosa, ficou com a vaga da amiga, que passou para o boxe profissional.

Persistência e confiança. Essas foram as palavras mais usadas por Ana Marcela Cunha na entrevista coletiva realizada neste sábado, no CT do Time Brasil, no Rio de Janeiro, pouco depois de sua chegada ao Brasil. O ouro na maratona aquática nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 era a medalha que faltava à baiana, um título sonhado e perseguido desde Pequim-2008, construído ao longo dos anos, apoiado na maturidade e na segurança do trabalho feito com o técnico Fernando Possenti.

"Em 2008 eu tinha pouquíssima experiência, era uma adolescente chegando ao parque de diversões. Faltou preparo para o que eu iria encontrar. Em 2016 eu era cotada para a medalha, mas tudo que aconteceu durante a prova poderia ter acontecido em Tóquio também. Acho que a maior diferença que vivi ao longo desses anos foi a maturidade que construí, a confiança no trabalho", disse a nadadora.

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"A pandemia fez a gente ganhar um ano, soubemos nos adaptar a isso, acreditei no trabalho e no planejamento. A convicção e a segurança que tinha antes da prova tem tudo a ver com o que a gente trabalhou para eu chegar lá e fazer o meu melhor", afirmou Ana Marcela, que disse ter aproveitado as mais de 30 horas de viagem para responder mensagens de fãs nas redes sociais.

Da largada para os 10km até a linha de chegada foram 1h59min30s8. Durante toda a prova, Ana Marcela se manteve entre as primeiras colocadas e, restando pouco mais de 1km para o final, imprimiu um ritmo forte, abrindo vantagem para a holandesa Sharon van Rouwendaal, campeã olímpica no Rio-2016, que ficou com a prata na Odaiba Marine Park.

"A vida do atleta é feita de persistência. Todo mundo sempre passa por altos e baixos, perdemos para vencer depois. Essa é a nossa vida. Precisamos aprender com isso, ser resilientes, continuar acreditando que é possível. E foi isso que eu fiz ao longo dos anos. Sempre acreditei, nunca deixei de persistir, o resultado uma hora tinha que vir", comentou.

O resultado em Tóquio coroa uma parceria de mais de sete anos. Fernando Possenti exaltou a estrutura que permitiu que a pupila se preparasse para os Jogos Olímpicos do Japão e destacou o sabor especial de uma conquista "100% nacional".

"Existe um ineditismo dessa medalha nos esportes aquáticos, a conquista de uma nadadora brasileira, treinada por um brasileiro, com um Centro de Treinamento no Brasil. Não precisamos sair do nosso país, tivemos tudo à disposição aqui mesmo, num CT que é legado do Pan do Rio (em 2007), dos Jogos de 2016 e, com o que nos proporcionaram, chegamos em uma medalha olímpica 100% nacional. Na linguagem do futebol, nos consideramos 'prata da casa'. Ou melhor, 'ouro da casa'. Isso dá muito orgulho", afirmou o treinador.

Em comemoração às medalhas de ouro conquistadas pelos atletas brasileiros nas Olimpíadas de Tokyo, o influenciador digital Felipe Neto comentou em seu Twitter: “Se o Nordeste fosse um país, teria mais medalhas de ouro que o Brasil”. 

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A publicação foi feita em referência à quantidade de medalhas de ouro alcançadas por atletas nordestinos. Das seis vitórias em primeiro lugar do comitê brasileiro, quatro foram de esportistas da Região. Itallo Ferreira do surf é do Rio Grande do Norte, enquanto Hebert Conceição do boxe, Isaquias Queiroz da canoagem, Ana Marcela Cunha da maratona aquática são baianos.

Além do topo do pódio, Rayssa Leal, a “Fadinha”, ganhou prata no skate street, e é do Maranhão. Na madrugada deste sábado (7) para o domingo, a baiana Beatriz Ferreira ainda disputa a final no boxe, e pode ser mais uma medalha no saldo da região.

Outros internautas têm brincado nas redes sobre a quantidade de medalhas que os atletas nordestinos conquistaram. Além de Felipe Neto, o próprio Itallo Ferreira comentou em seu perfil sobre a quantidade de vitórias. “Nordeste tem água? Não, não, só ouro”, brincou o medalhista olímpico.

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Além dos esportes individuais, o Brasil ainda disputa ouro nesta madrugada no vôlei feminino contra os Estados Unidos.

Logo na sua estreia em olimpíadas, a oposta da seleção brasileira de vôlei, Rosamaria, vai ter a chance de trazer o ouro. O Brasil enfrenta os Estados Unidos no domingo (9), 1h, e a jogadora promete colocar o coração em quadra em busca da conquista.

Rosamaria não era titular da equipe, mas nos dois últimos jogos se destacou e ganhou notoriedade. A oposta admite que o Brasil corria por fora na competição, mas também conta que o grupo sempre acreditou na classificação e destaca o trabalho em equipe.

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“Uma marca do Brasil é o trabalho de equipe. Foi assim que esteve em todas as finais olímpicas nos últimos anos, exceto no Rio. Então não é por acaso, não é sorte. Tenho certeza de que se a gente quiser ganhar o ouro, será jogando como grupo. A gente nunca dependeu de uma jogadora só. Isso ficou nítido e por isso estamos na final. Tenho muito orgulho disso”, disse. 

Ela também deixou elogios às adversárias e previu uma verdadeira guerra pelo ouro: “Os Estados Unidos têm um grande time, jogam muito bem taticamente, têm muitas peças de reposição e um trabalho maravilhoso. Vamos deixar o coração dentro de quadra. Vai ser uma grande batalha”. 

Contra a Coreia do Sul, pela primeira vez, ela entrou em quadra no time principal e apesar da surpresa, afirma que estava pronta para o desafio: “Não era esperado, mas eu treinava e buscava isso. Acabou acontecendo meio repentinamente, mas a minha cabeça estava preparada para isso a qualquer momento”, destacou. 

Rosamaria tem 40 pontos nesta olimpíadas, sendo 27 de ataque, 11 de bloqueio e dois de saque. Nesta sexta-feira, contra a Coreia, ela marcou dez vezes.

O Canadá se tornou campeão olímpico no torneio de futebol feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, ao derrotar a Suécia por 3 a 2 nos pênaltis, nesta sexta-feira (6), em Yokohama, conquistando sua primeira medalha de ouro da história.

No tempo regulamentar, as suecas, que haviam perdido para a Alemanha na final dos Jogos do Rio-2016, marcaram com Stina Blackstenius (34). A meio-campista do Chelsea, Jessie Fleming, marcou pelo Canadá de pênalti (67) antes da disputa dos pênaltis.

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Nessa definição, converteram para o Canadá Fleming, Deanne Rose, Julia Grosso, enquanto a goleira defendeu os chutes de Ashley Lawrence e Adriana Leon, e Vanessa Gilles perdeu.

As escandinavas foram mais erráticas, porém. Apenas Nathalie Bjorn e Olivia Schough marcaram, enquanto Asllani e a capitã Caroline Seger erraram, e os chutes de Anna Anvegard e Jonna Andersson foram defendidos.

As canadenses lideradas pela veterana Christine Sinclair sobem ao topo do pódio olímpico, após os bronzes em Londres-2012 e Rio-2016.

No Canadá, Quinn, meio-campista, foi a primeira atleta transgênero a pendurar uma medalha olímpica na história dos Jogos.

As suecas, número cinco mundial, tiveram as chances mais claras e também o ouro ao alcance com o pênalti que Seger perdeu, além de terem trilhado um caminho mais sólido até a final, com cinco vitórias consecutivas.

Na fase de grupos, a Suécia venceu os Estados Unidos por 3 a 0; a Austrália, por 4 a 2; e a Nova Zelândia, por 2 a 0. Depois, venceu o Japão por 3 a 1, nas quartas de final, e a Austrália, por 1 a 0 nas semifinais.

Já as canadenses passaram de fase na segunda colocação, com empate em 1 a 1 contra Japão e contra Grã-Bretanha e derrotando o Chile por 2 a 1.

Nas quartas de final, derrotou o Brasil por 4 a 3 nos pênaltis, após placar de 0 a 0, e, nas semifinais, deu adeus aos Estados Unidos (1 a 0).

A equipe da Itália surpreendeu e superou a Grã-Bretanha nos últimos metros para vencer a final do revezamento 4x100 metros masculino por apenas um centésimo, esta sexta-feira nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o que representa a segunda medalha de ouro de Lamont Marcell Jacobs após o triunfo nos 100 metros.

Lorenzo Patta, Lamont Marcell Jacobs, Eseosa Fostine Desalu e Filippo Tortu completaram a prova com o tempo de 37 segundos e 50 centésimos.

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Os britânicos levaram a medalha de prata com o tempo de 37.51, enquanto o Canadá, liderado por Andre De Grasse, conquistou o bronze com 37.70.

A equipe dos Estados Unidos, eliminada nas classificatórias, não disputou a final do revezamento masculino.

A vitória do Brasil diante da Coreia do Sul pela semifinal do vôlei feminino foi histórica. Com o resultado, o País bateu em Tóquio-2020 o recorde de medalhas em uma edição dos Jogos Olímpicos. A marca anterior havia sido conquistada na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, com 19 pódios.

Nos Jogos de Tóquio, o Time Brasil já colocou 16 medalhas no peito (quatro ouros, quatro pratas e oito bronzes) e tem mais quatro pódios garantidos. São duas finais no boxe, com Bia Ferreira e Hebert Souza, o futebol masculino, que decide o ouro diante da Espanha, e, claro, o vôlei feminino contra os Estados Unidos.

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Esse número ainda pode aumentar, já que o hipismo brasileiro está na final por equipes dos saltos, e Isaquias Queiroz tem boas chances de conquistar uma medalha na canoa individual, prova de 1.000m. Ele é um dos favoritos e já garantiu a prata nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

Até o momento, o Brasil conquistou ouro com o surfista Italo Ferreira - primeiro campeão olímpico da modalidade -, a ginasta Rebeca Andrade, no salto, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze - bicampeãs olímpicas na classe 49erFX da vela-, e Ana Marcela Cunha, na maratona aquática.

No individual geral, a atleta da ginástica artística Rebeca Andrade também conquistou a prata, assim como os skatistas Kelvin Hoefler, Pedro Barros e Rayssa Leal.

O bronze veio com os nadadores Fernando Scheffer e Bruno Fratus, os judocas Daniel Cargnin e Mayra Aguiar, Alison dos Santos e Thiago Braz no atletismo, a dupla de tenistas Laura Pigossi e Luisa Stefani e no boxe com Abner Teixeira.

Um percurso técnico, uma nova regra e uma noite tensa para os cavaleiros. Na fase classificatória por equipes do Hipismo Saltos, nesta quinta-feira, muitos cavalos refugaram e acabaram eliminando suas equipes, como aconteceu com a forte Irlanda, nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. O cavalo Carlitos Way 6, de Rodrigo Pessoa, terceiro e último cavaleiro a entrar no picadeiro pelo Brasil, deu um susto no atleta, refugou mais de uma vez e derrubou dois obstáculos.

A experiência de Pessoa, que está em sua sétima edição olímpica, fez com que ele terminasse o percurso e garantisse a classificação do país para a final. Mas a sua participação na decisão, marcada para esse sábado, está praticamente descartada.

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"O cavalo estava muito tenso. Ele ficou impressionado com os obstáculos. Essa nova regra da modalidade em Tóquio, mesmo sendo criticada por alguns, hoje (sexta-feira) nos ajudou. Além dos dois percursos espetaculares do Pedro e do Marlon, a eliminação dos times nos deixou uma margem", analisou o cavaleiro, que complementou. "Amanhã (sábado) o jogo zera e vamos brigar por medalhas. A experiência nesse momento contou, pois consegui levar o cavalo até o final. Os cavalos são imprevisíveis e demos sorte. Para mim Tóquio acaba aqui. O meu cavalo não está em condições de ajudar a equipe. O Yuri (cavaleiro alternativo) deve entrar para brigar por medalha".

Marlon Zanotelli foi o primeiro cavaleiro do Brasil a enfrentar o circuito. Ele fez um percurso limpo, sem erros, e não perdeu pontos. Pedro Veniss derrubou um obstáculo e o excesso de tempo custou cinco pontos no total. Rodrigo Pessoa, o último da equipe, perdeu um total de 20 pontos. A equipe ficou em oitavo lugar e vai disputar a final no Equestrian Park.

Pela primeira vez na prova de saltos do hipismo em Jogos Olímpicos, as equipes contam com quatro cavaleiros, sendo três titulares e um reserva. Este último pode ser escalado ainda após o início da competição. No novo formato da disputa por equipes, não há descarte, ou seja, serão computados os três resultados. Anteriormente entravam quatro conjuntos e a cada rodada havia o descarte do pior resultado.

O ugandense Joshua Cheptegei conquistou a medalha de ouro dos 5.000 metros, prova em que é recordista mundial, nos Jogos Olímpicos de Tóquio nesta sexta-feira (6).

Cheptegei, que levou a prata nos 10.000 metros em Tóquio, completou a prova com o tempo de 12 minutos, 58 segundos e 15 centésimos.

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O canadense Mohammed Ahmed (12:58.61) levou a prata e o americano Paul Chelimo (12:59.05) o bronze.

O horário de início da maratona feminina dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 foi antecipado em uma hora, para 6h locais (18h de Brasília desta sexta-feira), anunciaram os organizadores nesta sexta-feira, devido à prevenção de temperaturas elevadas.

A maratona, que será disputada em Sapporo, foi antecipada "para possibilitar temperaturas um pouco menores para as corredoras", afirmou a organização dos Jogos em um comunicado.

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As previsões indicam uma temperatura de 25 graus centígrados às 6h00 locais, que deve subir para 28 graus às 08h00 e 30 às 9h00.

Mais que o calor, o problema para os atletas de provas de resistência é a umidade, que impede a evaporação da transpiração e o resfriamento do corpo.

A maratona masculina está programada para domingo às 7h00 locais (19H00 de Brasília de sábado), mas a temperatura deve ser um pouco menor.

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