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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira uma resolução que concede o título de cidadão honorário a Lewis Hamilton. A proposta tem como autor André Figueiredo (PDT-CE), que entre as justificativas para a honraria citou a homenagem feita pelo heptacampeão de Fórmula 1 a Ayrton Senna, em 2021, no GP de São Paulo.

"Acreditamos que o esporte e a celebração das vitórias nacionais, bem como as homenagens a nossos campeões, poderão nos ajudar a resgatar nossa bandeira como símbolo de união nacional", argumentou Figueiredo.

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Relator da proposta, o deputado Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR) disse em seu parecer que o piloto da Mercedes tem relação "profunda e emocionalmente forte" com o Brasil, ressaltando ainda a quantidade de fãs que o britânico possui no País. O parlamentar destacou ainda a relevância do competidor ao se posicionar em assuntos importantes, como pautas do movimento negro e dos direitos humanos.

Todos os partidos votaram a favor, com exceção o Novo. O deputado Tiago Mitraud, membro da sigla, concordou com as justificativas apresentadas no plenário, mas disse que a Casa deveria ter outras prioridades. Por se tratar de uma resolução, e não de um projeto, não há necessidade do texto ir ao Senado. O título deverá ser entregue em sessão solene na Câmara, ainda sem data marcada.

"Não acredito que devemos passar a conceder títulos de cidadão honorário a esses atletas e personalidades, ainda mais em um contexto em que acredito que o recurso que a sociedade investe nesse Congresso deveria estar sendo investido em projetos que vão mudar a vida do brasileiro", alegou.

Lewis Hamilton nunca escondeu o carinho pelo Brasil. O piloto já disse várias vezes ter Ayrton Senna como o seu maior ídolo na Fórmula 1, chegando a repetir o gesto do brasileiro no ano passado, em Interlagos, ao dar uma volta no autódromo com a bandeira verde-amarela após a vitória. Na ocasião, ele também usou um capacete com as cores do Brasil.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a FIA colocou Lewis Hamilton contra a parede e estipulou um prazo para ele retirar o piercing que tem no nariz. No último GP, o sete vezes campeão do mundo disse que não aceitaria a decisão. 

O motivo, segundo a FIA, é por questões médicas, mas o piloto da Mercedes alega que se alianças são autorizadas, não entende porque outras jóias teriam que ser proibidas. Ele inclusive aparece na coletiva antes do GP de Miami, com diversas jóias, cordões, brincos, relógios em uma clara tentativa de protestar contra a medida. 

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O prazo dado pela FIA para ele se adequar às normas é o GP de Mônaco, que acontece no último fim de semana de maio.

Em uma corrida dominada de ponta a ponta no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, o piloto holandês Max Verstappen, da Red Bull, venceu o Grande Prêmio da Emilia-Romagna, neste domingo (24).

A equipe austríaca ainda conseguiu garantir a dobradinha, com Sergio Pérez na segunda posição, seguido de Lando Norris, da McLaren. Já o monegasco perdeu o controle de sua Ferrari e rodou sozinho, o que te tirou do pódio e o deixou na sexta posição.

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Mais cedo, inclusive, o outro piloto da escuderia italiana, Carlos Sainz, abandonou a competição após o australiano Daniel Ricciardo, da McLaren, tocar a roda de seu carro.

Já o britânico Lewis Hamilton terminou em 14º lugar, na mesma posição que largou.

Com o resultado, Verstappen acumula 59 pontos, atrás apenas de Leclerc, que tem 86. Pérez, por sua vez, é o terceiro colocado na classificação geral, com 54.

Da Ansa. Foto: GUGLIELMO MANGIAPANE / POOL / AFP

Lewis Hamilton demonstra a cada dia estar mais à vontade no Brasil. O heptacampeão mundial de Fórmula 1 saiu de Melbourne, deu uma passada em Londres e veio a São Paulo para uma palestra em um evento fechado. Ele discursou durante quase uma hora na manhã desta quarta-feira para uma multidão animada, falou sobre racismo e enalteceu Ayrton Senna, um de seus ídolos.

Hamilton foi o principal palestrante do VTEX Day, maior evento de varejo, negócios e inovação digital da América Latina, realizado no São Paulo Expo. No palco, o piloto da Mercedes foi aplaudido desde o início.

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Boa parte do público presente na palestra ovacionou Hamilton, festejou sua presença e desafiou a organização ao fotografar e filmar o heptacampeão mundial, que disse se sentir "um pouco brasileiro", arriscou algumas palavras em português e estendeu a bandeira do País ao final de sua participação.

"Este é o maior público que já vi. Tem um pouco de Brasil em mim", iniciou Hamilton, após arriscar um "bom dia", diante de quase 10 mil pessoas. "Neymar me convida para ir ao Brasil todos os anos. Quero passar mais tempo no país e aprender mais dessa cultura", avisou.

Parte significativa da palestra foi dedicada à sua história de vida. Um garoto negro, oriundo de uma família de classe média de uma cidade do interior do Reino Unido, que driblou as adversidades para se tornar o maior campeão da Fórmula 1 e um dos principais esportistas da história.

"Sempre fui o único negro nos boxes. Quando eu perguntava o motivo, nunca ouvi uma resposta satisfatória. Acho que eles não estavam realmente interessados em achar uma resposta", afirmou Hamilton, um dos mais importantes ativistas contra o racismo no esporte mundial.

Em 2020, ele criou a Comissão Hamilton, com o apoio da Mercedes, sua equipe na F-1, para estimular a diversidade no automobilismo. Também é de sua autoria a Mission 44, uma fundação que capacita profissionais e inclui pessoas negras, em parceria com a fundação de caridade educacional Teach First. O projeto visa formar 150 professores negros para lecionar disciplinas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática nos próximos dois anos em comunidades carentes na Inglaterra.

"Fizemos este trabalho e já começamos a ver algumas minorias representadas no

esporte. Meu objetivo é ver um esporte mais diversificado em 10 ou 15 anos", projetou o heptacampeão, disposto a ampliar a diversidade na Fórmula 1.

Entre as declarações do piloto, no palco, o público assistiu a vídeos da trajetória do britânico, desde o início do kart, até momentos marcantes de sua carreira, como a vitória épica conquistada no GP de São Paulo no ano passado, ocasião em que celebrou com a bandeira do Brasil. Seu ídolo, Ayrton Senna, não foi esquecido, é claro.

"Ayrton era o piloto que eu queria ser", disse Hamilton, fã do futebol brasileiro, mas encantado, mesmo, por Ayrton Senna. "Eu jogava futebol, via a seleção brasileira. Mas quando voltava da escola gostava de ver o Ayrton. Fazia isso todo dia", relembrou.

"Quando Ayrton morreu eu estava correndo. Meu pai sempre não me deixava chorar. Então tive que me afastar por alguns instantes", revelou, a respeito de como reagiu à trágica morte do piloto brasileiro, em maio de 1994, após acidente em Ímola.

Foram três os momentos de maior euforia da plateia. Quando Hamilton iniciou seu discurso, no momento em que disse estar "esperando o passaporte brasileiro" e nos minutos finais da palestra ao segurar a bandeira brasileira, entregue a ele por um dos fundadores do evento, Mariano Gomide. O britânico reconheceu que a categoria carece de um representante do Brasil no grid. "Nós definitivamente precisamos de outro piloto brasileiro na Fórmula 1".

Depois de palestrar e deixar milhares eufóricos, Hamilton participou de um almoço para convidados, onde foram leiloados quatro capacetes autografados no dia pelo britânico. Todo o valor arrecadado será doado ao Instituto Ayrton Senna.

Na atual temporada da Fórmula 1, Hamilton aparece no quinto lugar, longe do topo, algo raro para ele nos últimos anos. Tem 28 pontos e está um pouco distante do líder, o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, que soma 71. Foi terceiro no Bahrein, décimo na Arábia Saudita e quarto na Austrália.

"É minha 16ª temporada na Fórmula 1 mas tenho a mesma fome do começo, o mesmo foco em treinar... Vocês podem não acreditar, mas tenho altos e baixos. Há dias em que acho que não sou bom o suficiente".

A sexta-feira foi o dia da apresentação de um dos carros mais aguardados para a temporada 2022 da Fórmula 1. Em Silverstone, na Inglaterra, a Mercedes, atual octocampeã do Mundial de Construtores, mostrou o seu modelo W13 que será usado neste ano e a grande novidade é a volta da cor prata como predominante em sua pintura. É o retorno da "Flecha Prateada", como era conhecida a equipe, depois de dois anos usando o preto como forma de apoiar as causas antirracistas.

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"Desde que o trabalho no W13 começou, vi um entusiasmo no nosso time como nunca antes, graças à quantidade de oportunidades que o regulamento técnico oferece", disse Toto Wolff, chefe da equipe, durante a apresentação. "Perto do fim do ano, quando o projeto de construção do carro realmente tomou forma, senti uma grande paixão em toda a organização, não só na arena técnica, mas também nas nossas bases em Brackley e Brixworth (ambas na Inglaterra), que abraçaram uma mentalidade de 'podemos fazer isso'", completou.

"Nos saímos muito bem durante a última grande mudança de regulamento para a era híbrida e tivemos uma boa performance quando passamos de carros mais estreitos para carros mais largos em 2017. Apesar de termos um bom histórico de pista, a minha mensagem é clara: não podemos depender do sucesso passado para a performance deste ano, mas podemos depender do nosso pessoal, da nossa cultura, nossa estrutura e da nossa mentalidade para fazermos o melhor trabalho possível em 2022", disse Wolff.

Principal piloto da equipe, o britânico Lewis Hamilton não escondeu o entusiasmo com o novo carro, ressaltando que as mudanças podem promover um campeonato bastante imprevisível. "Parece-me impressionante, como sempre. Como mudou. Agora temos que evoluir durante a temporada, mas é um dos momentos mais emocionantes dos últimos anos para mim. Como se fosse o primeiro dia. Vamos ver se é uma obra-prima. Eu os vi trabalhar, mas o mais emocionante é que ninguém sabe o que os outros vão trazer, o que os outros fizeram, então você tem que aproveitar um ano espetacular", afirmou.

As mudanças no regulamento deveriam ter entrado em vigor em 2021, mas foram adiadas para esta temporada devido à pandemia de covid-19. Indo para a 16.ª temporada da carreira, Hamilton mostrou entusiasmo com a chegada de um novo momento para o Mundial e ansioso para assumir o volante do W13.

"Eu acho que será emocionante assistir essa nova era de carros, nunca vimos uma cobrança tão alta, tão grande de tantas maneiras. Tem sido muito interessante ver os designers e todo mundo se unindo para encontrar as maneiras de criar uma obra-prima e não temos ideia de como isso vai funcionar", comentou Lewis. "Demos algumas voltas no simulador, mas nos certificamos de obter a correlação certa. Eu acho que o George sai primeiro hoje, acho que vou sair depois dele", completou.

No ano passado, apesar de não ter conseguido comemorar o título de pilotos, a Mercedes terminou 28 pontos na frente da Red Bull, que foi a vice-campeã entre os construtores, mas comemorou a conquista inédita do holandês Max Verstappen.

Valtteri Bottas deixou a Mercedes no final de 2021 após cinco anos de contribuição e cinco conquistas do Mundial de Construtores. Agora, o finlandês parte para um novo desafio na Alfa Romeo. No entanto, o piloto ainda precisa constantemente responder perguntas sobre o ex-parceiro de equipe, o britânico Lewis Hamilton, heptacampeão mundial, para quem rasgou elogios.

"Estive em uma posição em que passei a conhecer Lewis muito bem como ser humano também, e não só como campeão de Fórmula 1, e entendi que ele merece totalmente tudo que conquistou", disse o finlandês em entrevista ao site GPFans. "Ele tem o talento, mas ele sabe usar isso e trabalha muito duro", completou.

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Bottas ainda comentou a forma com que Hamilton leva a vida, uma maneira pouco tradicional entre os pilotos da Fórmula 1, que preferem se manter reclusos nos momentos de lazer. O britânico, por outro lado, constantemente marca presença em desfiles de moda em Nova York e participou ativamente, em 2020, nas ruas, de manifestações antirracistas em Londres.

"Obviamente, seu estilo de vida também é diferente, de um jeito que ele pode estar em Nova York apenas um dia antes do final de semana de corrida, sei lá, fazendo outras coisas", explicou. "Mas quando ele está em seu modo de trabalho e de Fórmula 1, ele não deixa nenhuma distração para trás e está sempre trabalhando a fundo com a equipe", afirmou.

Desde 2013 na Mercedes, Hamilton já desempenha um papel forte de liderança na equipe e Bottas reconheceu ser difícil desafiar alguém que já venceu seis Mundiais de Pilotos pela escuderia. No entanto, conforme adiantado pelo chefe da Alfa Romeo, Frédéric Vasseur, será justamente este o papel de Valtteri na equipe em 2022.

"Sinto que nos últimos anos ele (Hamilton) esteve mais em um papel de liderança e para mim foi difícil tentar esse papel porque ele está aqui há mais tempo e foi muito dominante na maneira como trabalha com a equipe", salientou Bottas. "E também no acerto do carro, aprendi algumas coisas, mas também em muitas outras situações", disse.

O heptacampeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, recebeu nesta quarta-feira o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico, pelos seus serviços prestados ao automobilismo da Inglaterra, e o título resultante da lista de Honra de Ano Novo de 2021, no Castelo de Windsor, em Berkshire, na Inglaterra. O inglês já possui a honraria MBE - Membro da Ordem do Império Britânico -, recebida em 2009.

Na modalidade, Hamilton é o quarto piloto a receber a honraria, dada nesta quarta-feira pelo príncipe Charles em nome de sua mãe, a rainha Elizabeth. Ele fica atrás de nomes como Sir Jackie Stewart, Sir Stirling Moss e Sir Jack Brabham. Junto dele, outras duas personas também serão nomeadas: o ator David Suchet e o diretor musical Donald Runnicles.

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No Reino Unido, o título de cavaleiro ou dama da rainha é uma das mais altas honrarias que os cidadãos podem receber. Antigamente, ele era concedido pelo monarca apenas pelos feitos militares da população, mas desde então o título vem sendo atribuído a diversos setores da vida pública. Dessa forma, qualquer pessoa, instituição, grupo, ou órgão do governo pode indicar um indivíduo para receber a honraria. Assim, o título vem reconhecendo trabalhos em diversas áreas, como a da educação, filantropia, artes ou esportes.

No último domingo, o piloto da Mercedes perdeu a chance de conquistar o seu oitavo título mundial após uma conclusão de prova polêmica na última volta do GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. Liderava até a última volta, quando foi ultrapassado pelo holandês Max Verstappen, da Red Bull, que foi o campeão da temporada 2021.

Agora com o título de "Sir", Hamilton estará de volta ao grid de 2022 junto com seu novo companheiro de escuderia, o também inglês George Russell, ex-piloto da Williams. O heptacampeão mundial deverá comparecer à Cerimônia de Entrega de Prêmios da Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês), em Paris, nesta quinta-feira.

A última volta do GP de Abu-Dhabi, que consagrou Max Verstappen como o primeiro holandes campeão do mundo de Fórmula 1, ainda é motivo de muita polêmica. Agora, uma frase dita por Lewis Hamilton, logo após a relargada na última volta, veio a público. “Isso foi manipulado”, teria dito o piloto para a rádio da FIA.

Tudo começou quando, a cinco voltas do fim, Latifi da Williams bateu e o Safety Car foi acionado. A FIA trabalhou para tirar o carro da pista. Ela também determinou que os retardatários dessem a volta, mas apenas os que estavam entre Lewis e Max ainda que a regra determinasse todos do grid.

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Com pneus menos desgastado e com apenas uma volta para o fim, o holandes partiu para cima do britânico, passou rapidamente e venceu o mundial. A Mercedes ainda protestou, mas sem sucesso.

Cerca de 24 horas depois de passar por toda a tensão sob a qual foi disputado GP de Abu Dabi, que lhe deu o primeiro título de campeão mundial de Fórmula 1 com uma vitória ao ultrapassar Lewis Hamilton na última volta, o holandês Max Verstappen fez algumas reflexões nesta segunda-feira e em que pese toda a rivalidade travada durante o ano, o piloto da Red Bull mostrou muito respeito pelo inglês da Mercedes e admitiu que sentiu uma ponta de tristeza por ver o adversário perder a taça da forma que perdeu.

Em entrevista coletiva em Abu Dabi, Verstappen disse entender que o que aconteceu no último domingo são circunstâncias inerentes ao esporte a motor. O que fica, no fim das contas, é a felicidade de ter conquistado o título diante do piloto mais vitorioso da história - são sete títulos mundiais para Hamilton.

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"Poderia ter sido de qualquer forma. Lewis e eu tivemos uma temporada incrível, os dois empurrando um ao outro até o limite", comentou o novo campeão do mundo. "Quer dizer, parte de mim estava incrivelmente feliz e outra, decepcionada. Claro, fiquei sentido por Lewis. Ele fez tudo certo durante a corrida inteira, mas a Fórmula 1 pode ser muito imprevisível. Poderia ter sido ao contrário também, comigo a controlar a corrida e depois perder na última volta", explicou.

Passado todo o calor da disputa pelo título, sobraram palavras elogiosas a um rival que engrandeceu demais sua conquista máxima na carreira. "Lewis é um grande esportista", disse Verstappen, que também deixou claro que espera Hamilton "mordido" e com muita sede de títulos em 2022. "Faz parte (sobre o que aconteceu no fim do GP de Abu Dabi). É como disse antes, sabe: isso é automobilismo, e todos nó temos de lidar com isso, seja pelo aspecto positivo ou negativo. Mas ele vai voltar muito forte porque é um piloto incrível".

O holandês confirmou ainda que vai deixar de lado o número 33 para ostentar o 1 em seu carro para a defesa do título na temporada 2022. Será o regresso de um numeral histórico, mas que foi desprezado ao longo das últimas temporadas. O último piloto a estampá-lo em seu carro na Fórmula 1 foi o alemão Sebastian Vettel, em 2014.

"Sei que, depois de alguns dias (a curtir a conquista do título), preciso estar de volta a essa mentalidade para o ano que vem, quando tentarei defender esse título. Também estou ansioso para pilotar com o número #1", disse. "Então, eu vou (usar). Quantas vezes você pode fazer isso? Não sei, talvez seja a única vez que possa fazer isso na minha vida. É o melhor número que você pode ter, então vou usar no carro", destacou.

A disputa pelo título da temporada 2021 da Fórmula 1, conquistado nas pistas pelo holandês Max Verstappen, da Red Bull, ainda tem chances de ser decidido fora delas. Na noite de domingo, após entrar com dois protestos referentes às voltas finais do GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, e ter ambos rejeitados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês), a Mercedes confirmou a intenção de apelar oficialmente das decisões da entidade.

Agora, a escuderia alemã tem três dias para tornar oficial a apelação ao ICA, que é a corte suprema da FIA, contestando as decisões tomadas. Para a Mercedes, que se sagrou campeã do Mundial de Construtores, Verstappen ultrapassou o inglês Lewis Hamilton em safety car que, por sua vez, não teria tido o procedimento correto com retardatários.

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"Apresentamos nossa intenção de apelar do Documento 58 / a decisão dos comissários de indeferir o protesto da equipe", afirmou o porta-voz da Mercedes.

Em seu protesto, a escuderia alemã reclama da forma como foi feita a relargada após a entrada do safety car, acionado devido à batida do canadense Nicholas Latifi, da Williams, nas últimas voltas da corrida. Em um primeiro momento, o diretor de prova, Michael Masi, informou que os carros retardatários que estavam entre Verstappen e Hamilton não seriam autorizados a ultrapassar o carro de segurança. Após questionamento da Red Bull, a direção de prova decidiu mudar a decisão.

A Mercedes alegou que todos os retardatários deveriam ultrapassar o safety car e não apenas os cinco citados pela direção de prova (o inglês Lando Norris, o espanhol Fernando Alonso, o monegasco Charles Leclerc, o francês Esteban Ocon e o alemão Sebastian Vettel). Segundo a FIA, a intenção de mandar os cinco carros ultrapassarem o safety car foi "remover este carros que pudessem 'interferir' na disputa entre os líderes".

Além disso, o órgão sustenta que é consenso entre as equipes que sempre deve ser feito um esforço para as corridas terminarem com bandeira verde.

A perda do oitavo título mundial da Fórmula 1 na última volta para Max Verstappen não abalou a elegância de Lewis Hamilton. O piloto da Mercedes cumprimentou o rival e elogiou seu trabalho, além de destacar a determinação de sua equipe durante toda a temporada.

"Em primeiro lugar, eu preciso dar os parabéns ao Max e a sua equipe, eles fizeram um excelente trabalho. Minha equipe, todos da fábrica e todos que estiveram aqui trabalharam tão duro este ano todo, foi uma temporada muito difícil, mas estou orgulhoso de todos eles, me sinto honrado de poder fazer parte desta jornada com eles", disse o britânico, que já deslumbrou um novo confronto em 2022.

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"Nós demos tudo, especialmente nesta última parte da temporada e acho que isso é o mais importante para mim. Tenho me sentindo bem no carro, especialmente nestes últimos dois meses. Então, veremos o que vai acontecer no ano que vem", completou o piloto, que vai completar 37 anos no próximo dia 7.

Único a usar máscara no pódio, Hamilton aproveitou para deixar uma mensagem. "Ainda vivemos numa pandemia e só desejo que toda a gente esteja segura e tenha um bom natal com as suas famílias. Veremos como será o próximo ano."

A hegemonia de Lewis Hamilton na Fórmula 1 chegou ao fim em uma corrida inacreditável neste domingo (12). Max Verstappen largou em primeiro no GP de Abu Dabi e foi ultrapassado pelo rival na reta inicial do Circuito de Yas Marina, mas voltou para a ponta na última volta, graças a um acidente de Nicholas Latifi, que obrigou o Safety Car a entrar na pista e diminuiu a vantagem de Hamilton. Diante do desfecho absurdo, o holandês venceu o primeiro título da carreira e impediu o octacampeonato do britânico, campeão quatro vezes seguidas nos quatro anos anteriores. Carlos Sainz ficou em terceiro.

"É inacreditável. A corrida toda tentei brigar por isso, e o que aconteceu foi inacreditável, é insano. Não sei o que falar. Agradeço a toda a minha equipe, os amo demais. Finalmente uma boa sorte para o meu lado", disse Verstappen logo após o fim da corrida.

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O último a vencer antes do tetra de Hamilton foi Nico Rosberg, em 2016, na época correndo pela Mercedes, que neste final de semana teve que se contentar apenas com o título de construtores, o seu oitavo seguido, com Hamilton em segundo lugar da classificação geral e Valtteri Bottas em terceiro. A Red Bull, radiante com a conquista de Verstappen, mantém o jejum de títulos de equipe iniciado após 2013, quando Sebastian Vettel foi campeão. A vitória do holandês, contudo, voltou a levar um piloto do time austríaco para o topo do pódio.

O resultado também não deixou que Hamilton se isolasse como o maior detentor de títulos da história da categoria. Caso tivesse vencido a corrida, o que esteve muito perto de acontecer, ele teria deixado para três a lenda Michael Schumacher, com quem está empatado com sete campeonatos vencidos. Não foi dessa vez que o alemão foi superado.

O título inédito encerra uma das temporadas mais disputadas da história da Fórmula 1. Tanto Verstappen quanto Hamilton chegaram à última corrida com 369.5 pontos, mas o holandês, pole position na grande decisão, estava na frente por vantagem no número de vitórias, critério que só faria diferença na final caso os dois saíssem da pista. Ele terminou a temporada com 395,5 pontos, oito a mais que Hamilton

A última vez que dois pilotos estavam empatados antes do GP derradeiro foi em 1974, temporada na qual Emerson Fittipaldi tinha os mesmos 52 pontos que Clay Regazzoni. Na ocasião, o brasileiro conquistou o bicampeonato.

O histórico de confrontos agressivos protagonizados por Verstappen contra Hamilton nesta temporada gerou preocupação ao longo da semana. A cena do carro do holandês em cima da Mercedes do britânico, após acidente no GP de Monza, é um dos episódios que vêm à mente quando se tenta explicar a intensidade da rivalidade, que subiu mais níveis depois da polêmica "espalhada" de Verstappen em São Paulo e da corrida caótica na Arábia Saudita.

A largada em Abu Dabi trouxe um pouco do clima de todos esses incidentes para dentro do Circuito de Yas Marina. Segundo do grid, Hamilton fez uma largada incrível e ultrapassou o pole Verstappen na reta. Aperreado, o piloto da Red Bull tentou dar o troco imediatamente e chegou a tocar o rival, que saiu da pista, mas conseguiu voltar à frente.

Os comissários interpretaram que o inglês saiu do traçado porque Verstappen o empurrou para fora, ponto de vista que indignou o holandês, que caiu para a quinta colocação 14 voltas depois, após parar nos boxes. A quarta colocação foi tomada com facilidade após ultrapassagem sobre Lando Norris. Já Hamilton, quando parou, voltou em segundo, atrás apenas de Sérgio Perez, preparado para se defender e ajudar o parceiro da Red Bull.

Verstappen voltou para a disputa direta com Hamilton no momento em que conseguiu ultrapassar o então terceiro colocado Carlos Sainz, na volta 18. Posicionado entre os dois pilotos da Red Bull, o britânico começou a travar uma batalha tensa contra Perez, que se segurou com muito afinco e ajudou Verstappen a diminuir a diferença para o rival.

O mexicano chegou a ser ultrapassado, mas voltou para a ponta em uma disputa emocionante. Após atrapalhar a vida de Hamilton o máximo que pode, de forma limpa, ele não resistiu e acabou ultrapassado pela estrela da Mercedes. Assim que isso aconteceu, Perez foi para os boxes e Verstappen assumiu a segunda colocação, dependendo apenas de si para alcançar o primeiro lugar.

Enquanto o clima esquentava lá na frente, uma despedida melancólica se desenhava mais para trás. Na volta 27, Kimi Raikonen, que anunciou a aposentadoria nesta temporada, teve problemas nos freios e sofreu uma batida leve, porém suficiente para tirá-lo da prova. Assim, o finlandês de 42 anos, campeão de 2007, se despediu da Fórmula 1.

O tipo de ajuda que Perez deu a Verstappen não foi dada a Hamilton pelo parceiro Valtteri Bottas, que brigava em posições mais baixas desde a largada. De qualquer forma, com a primeira colocação, restava a Hamilton se proteger, enquanto Verstappen diminuía o tempo o quanto podia.

Na 52º volta, a diferença entre os dois era de 11s615. Então, Nicholas Latifi bateu no setor três e obrigou a entrada do Safety Car na pista. O holandês foi para os boxes colocar pneus macios na volta seguinte, na intenção de ir para o tudo ou nada, já que a vantagem de Hamilton seria menor assim que o Safety saísse da pista.

Existiu o receio de que não houvesse tempo, mas o carro de segurança saiu da pista na volta final. A tensão se estabeleceu por todo o Circuito de Yas Marina, enquanto Verstappen partia para o ataque e Hamilton se defendia, até o holandês tomar a ponta, para o desespero do rival, que abriu a asa móvel mas não conseguiu mais alcançar. O acaso do acidente de Latifi deu um final absurdo a uma temporada incrível e Verstappen fez história.

Veja o resultado da corrida do título de Max Verstappen:

1º - Max Verstappen (Red Bull) - 1h30min17s345

2º - Lewis Hamilton (Mercedes) - a 2s256

3º - Carlos Sainz (Ferrari) - a 5s173

4º - Yuki Tsunoda (Allpha Tauri) - a 5s622

5º - Pierre Gasly (Alpha Tauri) - a 6s531

6º - Valtteri Bottas (Mercedes) - a 7s463

7º - Lando Norris (McLaren) - a 59s200

8º - Fernando Alonso (Alpine) - a 61s708

9º - Esteban Ocon (Alpine) - a 64s026

10º - Charles Leclerc (Ferrari) - a 66s057

11º - Sebastian Vettel (Aston Martin) - 67s527

12º - Daniel Ricciardo (McLaren) - 1 volta

13º - Lance Stroll (Aston Martin) - 1 volta

14º - MIck Schumacher (Haas) - 1 volta

Nicholas Latifi (Williams)

Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo)

George Russel (Williams)

Kimi Raikkonen (Alfa Romeo)

O último treino livre desta temporada da Fórmula 1 terminou com uma vitória dominante de Lewis Hamilton neste sábado, em Abu Dabi, onde será disputado o GP de encerramento. O britânico da Mercedes garantiu a melhor volta com o tempo de 1m23s274 e uma vantagem de 0s214 sobre Max Verstappen, seu grande rival na briga pelo título. Valtteri Bottas, parceiro de Hamilton, ficou em terceiro.

O tempo a ser batido foi estabelecido por Verstappen no início do treino, quando ele marcou 1m24s997. Não demorou, contudo, para que a história da disputa começasse a mudar, já que Hamilton, com pneus macios desde o início, conseguiu desafiar o tempo alcançado pelo holandês, que usava pneus médios. Assim, logo o heptacampeão assumiu a ponta e dominou a prova.

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Bottas chegou a liderar com apenas 0s030 de diferença para o parceiro, mas a melhor volta veio para colocar Hamilton em primeiro mais uma vez, com 1m21s274. A partir daí, a Red Bull tentou fazer alguns ajustes para melhorar o desempenho de Verstappen, como a substituição da asa traseira.

A modificação na estrutura somada à adoção de pneus macios melhoraram o desempenho do holandês, mas não o suficiente para que ele conseguisse superar o rival da Mercedes. Com isso, teve que se contentar com o segundo lugar e algumas incertezas antes do derradeiro treino classificatório, marcado para as 10 horas deste sábado. O top 10 da apresentação livre teve ainda Sergio Perez, Lando Norris, Yuki Tsunoda, Pierre Gasly, Carlos Sainz, Daniel Ricciardo e Charles Leclerc.

Verstappen e Hamilton e estão empatados com 369.5 pontos na classificação da Fórmula 1, mas o piloto da Red Bull está na frente pois leva vantagem no número de vitórias, com nove contra oito do britânico.

Por isso, a expectativa é por uma corrida muito disputada a partir das 10 horas de domingo, no Yas Marina Circuit. Existe, inclusive, certo receio de que os dois pilotos se toquem na pista, já que o clima está pesado entre eles, após episódios polêmicos na Itália, em Interlagos e na Arábia Saudita.

A Fórmula 1 iniciou nesta sexta-feira (10) os trabalhos de pista para o GP de Abu Dabi, a 22.ª e última etapa da temporada 2021, nos Emirados Árabes Unidos, que coroará Lewis Hamilton ou Max Verstappen como o campeão. Na primeira sessão de treinos livres, a Red Bull começou mostrando a sua força, colocando o holandês na ponta, enquanto que a Mercedes veio na sequência, mas com o finlandês Valtteri Bottas à frente do inglês heptacampeão mundial, que ficou em terceiro lugar.

Verstappen foi o mais rápido na primeira atividade de pista no circuito de Yas Marina ao marcar 1min25s009, sendo predominantemente mais rápido no segundo setor. Hamilton, por sua vez, fez sua melhor volta com tempo apenas 0s033 mais lento (1min25s042) na comparação com o holandês, mas teve a volta deletada por ter excedido os limites de pista. Ficou em terceiro com 1min25s355.

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Desta forma, Bottas, que se despede da Mercedes neste fim de semana - correrá pela Alfa Romeo em 2022 -, foi o segundo colocado ao cravar 1min25s205. Foi um treino livre bastante equilibrado em termos de tempo, com os cinco primeiros colocados separados por apenas 0s369.

Companheiro de Verstappen na Red Bull, o mexicano Sergio Pérez foi apenas 0s008 mais lento que Hamilton e finalizou a sessão em quarto com 1min25s363, enquanto que o japonês Yuki Tsunoda foi a surpresa ao ficar a apenas 0s015 do mexicano, com 1min25s378, e fechar o Top 5.

O espanhol Fernando Alonso garantiu o sexto lugar com a Alpine, sendo seguido pela AlphaTauri do francês Pierre Gasly. O monegasco Charles Leclerc e o espanhol Carlos Sainz Jr., ambos com a Ferrari, finalizaram a sessão em oitavo e nono, respectivamente, enquanto que o alemão Sebastian Vettel fechou a relação dos 10 mais rápidos, a menos de um segundo do líder da sessão. A novidade do treino foi a presença do britânico de ascendência sul-coreana Jack Aitken, que correr com a Williams no lugar do compatriota George Russell.

Pela primeira vez desde 1974, dois pilotos chegam empatados à etapa final do ano. São 369,5 pontos para cada, com Verstappen à frente de Hamilton pelo critério de desempate, tendo mais vitórias no ano (9 a 8). Por isso, a matemática do título é simples: será campeão quem cruzar a linha de chegada na frente no domingo. E se o empate persistir, o título vai para a Red Bull.

Os carros voltarão à pista ainda nesta sexta-feira, a partir das 10 horas (de Brasília), para a segunda sessão de treinos livres. No sábado, o terceiro e último treino livre será às 7 horas e o de classificação às 10 horas, mesmo horário da corrida no domingo.

Ele tem sete títulos mundiais, mais de 100 vitórias no currículo e uma legião de fãs mundo afora. Lewis Hamilton é, sem dúvida, uma das maiores sensações da história do automobilismo mundial. O piloto recentemente encantou brasileiros por vencer o Grande Prêmio de Interlagos, em São Paulo, e homenagear outro grande ídolo, dele e nosso, Ayrton Senna. O inglês não é um fenômeno ocasional: ele encerra em si diversas características de um empreendedor de sucesso.

Uma das características empreendedoras que mais saltam aos olhos, especialmente para nós, brasileiros, é a admiração de Hamilton por Senna. O brasileiro sempre foi o grande ídolo do britânico e modelo de inspiração. Isso nos leva a refletir sobre a modelagem. Hamilton, sem dúvidas, modelou a carreira de Senna, inspirando-se em seus passos e valores para também se tornar um grande piloto. A modelagem é uma estratégia extremamente benéfica a empreendedores iniciantes, ou mesmo que já têm algum tempo de carreira. Ora, ao se inspirar em pessoas que são referência no seu setor, você pode identificar os melhores caminhos a tomar e as atitudes e decisões mais adequadas a seguir. Esse é o grande segredo da modelagem.

 
Lewis Hamilton iniciou sua carreira no kart, como a maioria dos pilotos, passou pela F2 para, apenas depois, chegar Fórmula 1. Sua trajetória não difere da de muitos empreendedores: é preciso vir debaixo, lutar, aperfeiçoar-se, buscar novas e melhores oportunidade para, então, progredir e subir alguns degraus na carreira. O mais importante: jamais desistir. Lewis foi o primeiro competidor negro da F1, e continua sendo o único, o que, por si só, poderia ser um obstáculo, mas não para um verdadeiro obstinado que tem muito claro em mente qual é o seu propósito de vida. Saber lidar com as adversidades no caminho do sucesso é primordial para ter uma jornada vitoriosa. Não se deixar abater pelas falhas e derrotas, também, afinal, elas são grandes mestras que ensinam valiosas lições.
 

Além de todos os feitos que acumula em sua trajetória como piloto, Hamilton tem algo que todo empreendedor também deve buscar: ele já deixa seu legado de inspiração e motivação para outras pessoas, jovens que sonham em crescer na vida e se inspiram no multicampeão. Empreender não é apenas uma atividade econômica, mas da vida. Cabe saber identificar esses modelos de grandes empreendedores, onde quer que estejam, e inspirar-se neles para trilhar uma jornada próspera e de sucesso, repleta de vitórias.

Disputa em Hollywood! Brad Pitt foi anunciado para um novo filme sobre Fórmula 1, e o mundo do cinema estremeceu. Ao que parece, a produção também terá a participação de Lewis Hamilton - ainda não se sabe como será a contribuição do piloto.

Segundo o The Hollywood Reporter, a disputa entre os estúdios está rolando para ver quem ficará com o filme. Paramount, MGM, Sony e Universal, além de serviços de streaming como Netflix, Apple TV+ e Amazon Prime Video estão na briga. E não para por aí! A Disney, que normalmente não se envolve em disputas como essa, também está no meio.

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Ainda não se sabe muito sobre o longa, a trama é desconhecida e o início das gravações não foi divulgado, mas com o nome de Pitt e Hamilton, estúdios e todos do mundo do cinema já se interessaram pela produção.

A direção é de Joseph Kosinski com produção de Jerry Bruckheimer.

O inglês Lewis Hamilton repetiu a dose do primeiro treino livre para o GP da Arábia Saudita, a penúltima etapa da temporada 2021 da Fórmula 1, e foi o mais rápido da segunda sessão nesta sexta-feira, no circuito urbano de Jeddah, com o finlandês Valtteri Bottas, seu companheiro de Mercedes, logo atrás e o francês Pierre Gasly, da AlphaTauri, fechando o Top 3. O holandês Max Verstappen, da Red Bull, ficou em quarto.

O resultado segue o esperado para o final de semana: vantagem da dupla da escuderia alemã no circuito saudita, que tem uma velocidade média de cerca de 248 km/h e, com isso, favorece os motores da Mercedes. No fim do dia, o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, bateu na curva 1, o que encerrou a segunda sessão de treinos livres, mais cedo.

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Com 1min29s018 em sua melhor marca, com pneus médios, Hamilton comandou a dobradinha da Mercedes, com Bottas ficando a apenas 0s061 do tempo do inglês (1min29s079). Destaque, novamente, para Gasly, o terceiro mais rápido e somente 0s020 mais lento que o piloto finlandês (1min29s099). Verstappen encerrou a sessão em quarto lugar, 0s195 atrás (1min29s213) de seu rival na luta pelo título mundial, na segunda tentativa de volta rápida com pneus macios.

Foi uma sessão parelha, com os 12 primeiros colocados separados por menos de um segundo. A Fórmula 1 acelerou pela primeira vez à noite no circuito de 6.174 metros em Jeddah, em condições similares ao que será enfrentado pelos pilotos no treino oficial de classificação, neste sábado, e na corrida de domingo.

Destaque também para o espanhol Fernando Alonso e para o francês Esteban Ocon, ambos da Alpine, em quinto e sexto lugares, respectivamente. O espanhol Carlos Sainz Jr. voltou a andar bem com a Ferrari e finalizou a sessão noturna em sétimo, à frente da AlphaTauri do japonês Yuki Tsunoda. O mexicano Sergio Pérez, com a Red Bull, e Leclerc concluíram a relação dos 10 primeiros colocados.

O monegasco da Ferrari, no entanto, sofreu um acidente muito sério no desfecho da sessão, que acabou sendo encerrada com bandeira vermelha. Apesar do enorme susto, o piloto escapou aparentemente ileso, embora mancando quando foi encaminhado ao centro médico do circuito.

A Fórmula 1 retoma os trabalhos do GP da Arábia Saudita neste sábado com o terceiro treino livre às 11 horas (de Brasília). O treino oficial de classificação será às 14 horas. A corrida no domingo tem início marcado para 14h30.

Lewis Hamilton se mostrou confiante para os dois últimos GPs da temporada da Fórmula 1, após vencer a prova inédita do Catar e acirrar a briga pelo título com Max Verstappen nesta reta final. O piloto britânico definiu o trabalho da equipe da Mercedes como "sólido" e valorizou os pontos conquistados neste domingo. Lewis possui agora 343,5 pontos contra 351,5 do piloto holandês da Red Bull.

"É uma sensação boa. Estou muito, muito feliz com o carro. Eu me sinto bem para as últimas corridas, mais apto fisicamente do que nunca. Foi uma corrida muito tranquila, sem muita emoção. Claro que eu gosto daquelas corridas em que você tem dificuldades, mas precisamos desses pontos hoje. Então, acho que foi um trabalho realmente sólido da equipe com os pitstops e com o carro", disse Hamilton, que na última semana também venceu o GP do Brasil.

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Apesar de ver o rival da Mercedes se aproximar ao fim de mais um GP, o holandês Max Verstappen fez uma boa corrida de recuperação, já que largou em sétimo, punido por ignorar bandeiras amarelas, assim como Valtteri Bottas, da Mercedes. Max iniciou rapidamente a busca pelas primeiras posições e terminou em segundo, garantindo também um ponto extra por ter conquistado a melhor volta. O holandês valorizou sua pontuação final e disse que espera uma disputa acirrada até o fim.

"Nossa posição inicial ficou um pouco comprometida, mas felizmente tivemos uma boa largada e a partir daí eu estava rapidamente de volta ao segundo lugar. No final do dia, conseguir a volta mais rápida foi muito bom. E é claro que sei que vai ser difícil até o fim, mas acho isso bom, mantém tudo empolgante", afirmou Verstappen.

A corrida deste domingo teve uma sequência de pilotos com pneus dianteiros furados, caso de Valtteri Bottas, da Mercedes, George Russell e Nicholas Latifi, ambos da Williams. Após a corrida, Hamilton disse que estava ansioso para ver o que aconteceu com as "zebras" da pista e definiu a temporada marcante de 2021.

"Mal posso esperar para assistir ao replay da corrida para ver o que aconteceu atrás de mim. Não tenho certeza de por que os pneus das pessoas estavam furando, tenho certeza de que são os meios-fios. Mas sim, estou muito, muito grato por esses pontos. Foi um ano e tanto", disse o piloto da Mercedes.

20ª etapa da temporada, o GP do Catar foi o primeiro do país na história da Fórmula 1 e parece ter agradado os pilotos. O Circuito Internacional de Losail foi elogiado por Max Verstappen após a prova. "Esta pista é muito divertida de correr. Você sabe, é muito, muito rápida. Também em relação à degradação, acho que os pneus estavam se segurando muito bem, estava legal", contou.

O britânico Lewis Hamilton venceu neste domingo (21) sua segunda corrida seguida e diminuiu ainda mais a vantagem de Max Verstappen no campeonato.

O piloto da Mercedes liderou a corrida no circuito de Losail, em Doha, de ponta a ponta. Seu rival da Red Bull, por sua vez, foi punido antes da disputa e largou em sétimo lugar, mas chegou rapidamente na segunda posição. O holandês ainda conseguiu um ponto extra pela volta mais rápida.

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O espanhol Fernando Alonso, da Alpine, que não subia ao pódio desde 2014, terminou na terceira colocação e quebrou um jejum de sete anos. Sergio Pérez garantiu o quarto lugar, logo à frente de Esteban Ocon, da Alpine.

Lance Stroll, da Aston Martin, surpreendeu e finalizou a disputa na sexta posição, superando assim a dupla da Ferrari, com Carlos Sainz em sétimo e Charles Leclerc em oitavo. Lando Norris (McLaren) foi o nono e Sebastian Vettel (Aston Martin) o décimo.

A corrida ainda ficou marcada por uma série de pilotos com pneus dianteiros furados: Valtteri Bottas (Mercedes), George Russell (Williams) e Nicholas Latifi (Williams).

Com o resultado, Hamilton soma sua sétima vitória em 2021 e a 102ª de sua carreira na F1, além de reduzir a desvantagem sobre Verstappen, que está na liderança do campeonato, de 14 para oito pontos.

A 21ª e penúltima etapa da temporada será o estreante GP da Arábia Saudita, no Circuito de Jeddah, enquanto a última ocorrerá em 12 de dezembro com o GP de Abu Dhabi. 

Da Ansa

O grid do primeiro GP do Catar da história da Fórmula 1 terá Lewis Hamilton como pole position. Após a conquista emocionante em Interlagos na etapa passada, o piloto da Mercedes fez o melhor tempo, com uma volta de 1min20seg827 no Circuito Internacional de Losail, e vai largar em primeiro lugar no domingo, o que alimenta a esperança de buscar o título na reta final da temporada.

O britânico não conquistava a pole desde o GP da Hungria, disputado em agosto. Terminar em primeiro na corrida, contudo, não vai ser fácil, uma vez que o líder Max Verstappen ficou com a segunda posição, seguido por Valtteri Bottas. Pierre Gasly, Fernando Alonso, Lando Norris, Carlos Sainz, Yuki Tsunoda, Esteban Ocon e Sebastian Vettel fecharam as dez primeiras colocações do grid.

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Após disputas equilibradas no Q1 e Q2, o top 10 ficou sem nomes como Charles Leclerc e Daniel Ricciardo, que ocupam posições altas no ranking geral. Para a infelicidade da Red Bull, Sérgio Perez também ficou de fora. Já o pole Hamilton foi consistente, com a segunda melhor volta na primeira bateria e a primeira melhor na segunda, enquanto Verstappen liderou o Q1, mas terminou o Q2 em quarto lugar.

"Eu acho que faltou um pouco de ritmo, Tem sido um pouco mais difícil para nós. Perez nem passou para o Q3, isso demonstra como não fomos bem", comentou Verstappen depois da classificação. "É muita coisa nova para gente, temos que pensar na largada e depois ver o que vai acontecer"", completou.

Melhor que o rival holandês durante todo o final de semana, Hamilton manteve a consistência no Q3. Logo de cara, estabeleceu a marca de 1min21seg262, antes de baixar para 1min20s827. Uma bandeira amarela acionada por Gasly nos últimos segundos, por causa de pneus furados, impediu que Bottas e Verstappen tentassem melhorar as marcas, o que já seria difícil de qualquer maneira.

"É minha primeira vez correndo aqui. Ontem, foi um dia muito difícil para nós, tive que me esforçar bastante, trabalhar bastante com os engenheiros, trabalhadores espetaculares, fizeram mudanças que funcionaram, e eu agradeço muito. A última volta foi muito boa, essa pista é maravilhosa", celebrou Hamilton ao final do treino.

O GP do Catar está marcado para as 11 horas deste domingo, conforme o horário de Brasília. No fuso local, contudo, o relógio estará marcando 17 horas, portanto a corrida será noturno, assim como foi o treino classificatório.

Confira como ficou a classificação:

1º - Lewis Hamilton, em 1min20s827

2º - Max Verstappen (Red Bull), a 0s455

3º - Valtteri Bottas (Mercedes), a 0s651

4º - Pierre Gasly (Alpha Tauri), a 0s813

5º - Fernando Alonso (Alpine), a 0s843

6º - Lando Norris (McLaren), a 0s904

7º - Carlos Sainz (Ferrari), a 1s013

8º - Yuki Tsunoda (AlphaTauri), a 1s054

9º - Esteban Ocon (Alpine), a 1s201

10º - Sebastian Vettel (Aston Martin), a 1s958

11º - Sergio Perez (Red Bull), a 1s519

12º - Lance Stroll (Aston Martin), a 1s633

13º - Charles Leclerc (Ferrari), a 1s636

14º - Daniel Ricciardo (McLaren), a 1s770

15º - George Russell (Williams), a 1s192

16º - Kimi Räikkönen (Alfa Romeo Racing), a 2s329

17º - Nicholas Latifi (Williams), a 2.386

18º - Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), a 2s435

19º - Mick Schumacher (Haas), a 2s580

20º - Nikita Mazepin (Haas), a 5s.032

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